[0.7] SEUS LÁBIOS DE CEREJA
A agência estava uma loucura no dia de hoje, como se todos os ladrões dos Estados Unidos tivessem aparecido de uma vez. Seria o melhor dia de todos para os federais, Jimin observava tudo com cuidado, nunca havia entrado no FBI antes, era uma oportunidade de ouro. Jungkook estava tentando ser profissional ali, não tocando a cintura do homem acastanhado ao seu lado, mas conseguiu quando viu a vice-diretora vir na sua direção, com o cenho franzido.
— Bom dia, John. E você, deve ser Park Jimin, sim? Sou Alba Flores. — falou estendendo a mão para Jimin, que sorriu simpático.
— Sim, eu sou. Bom dia, senhora Flores.
Alba voltou seu olhar para Jungkook, agora completamente séria.
— Venha, Williams encontrou algo muito interessante. — comentou, e os dois seguiram a mulher mais velha para o laboratório. — Muito boa ideia sobre criar possíveis rotas, estamos tão desesperados para encontrar o assassino que nem pensamos nisso.
Eles entraram na sala cheio de pessoas com computadores portáteis e vestidas em jaleco brancos. Park apenas ficou em silêncio. Parando no centro onde tinha uma mesa-computador.
— Bom dia, chefes. Então vamos direto ao assunto. Fiz as rotas mais prováveis e achei uma coisa. Na verdade, duas coisas. A primeira é que, eu achei um carro suspeito numa rota pouco utilizada, que saiu da rua da boate e seguiu para a mesma rua do assassinato. Estava escuro... — Mostrou uma imagem de um carro de luxo, mas estava borrando na placa. Jimin se aproximou para ver melhor.
— Não tenho certeza, mas eu acho que a placa é ####### — Jimin falou estreitando os olhos. Patterson digitou a placa rapidamente e apareceu o dono, era um coreano.
— Ele não tem passagem na polícia, o computador não acha nenhuma outra foto dele. Kim Taehyung não é ilegal...
— Não importa, mesmo se ele não for o Serial Killer pode ter visto alguém suspeito. Vamos buscar esse cara. — Jungkook, sorriu orgulhoso de Jimin mas deixou para dizer depois. Alba observava os dois.
— Espere... deixe eu fazer um exame antes? Lembra que você perseguia um homem na boate? Então, eu fui dar uma olhada, mas não quis dizer nada para você... eu achei numa maçaneta um vestígio de sangue quero que chegue os resultados... Taehyung pode não ser o Serial Killer mas, pode ser o ajudante.
Jeon concordou com a colega, pediu licença para as duas mulheres e acenou para o jornalista segui-lo para fora.
— Acha que devemos esperar? O cara pode fugir...
— Sim Jimin, na verdade ele é um suspeito circunstancial, não temos provas. Vamos esperar mais algumas horas. Estamos perto, eu sinto.
Jimin sorriu discreto. — Até hoje de manhã, você estava desanimado sobre isso.
— Claro, mas depois que você me tomou com sua boca antes de vir... fiquei mais relaxado.
Os dois pegaram o elevador, para ir, mas antes uma pessoa atrapalhou os planos de Park, esse alguém era Stefan. O rapaz sorriu com suas pequenas covinhas.
— Olá, Jimin. Jungkook... — cumprimentou, se colocando ao lado do parceiro.
— Oi... — disse meio rude, cruzando os braços.
— Hum... ei, dude, como está indo o braço?
— Não está doendo muito... está bom. — Sorriu amarelo, olhando as ataduras. O silêncio caiu ali, o agente Salvatore se arrependeu por entrar ali, a tensão entre os dois era muito grande. Agradeceu aos céus pela porta abrir e conseguir sair do cubico metálico.
— A gente se vê...
A dupla de investigadores, deram risada do desespero de Stefan. Fecharam o elevador e finalmente conseguiram um pouco de paz para juntar os lábios famintos. As lembranças da noite anterior estavam bem vivas na memória dos dois, parecia que os corpos tinham um imã, que não deixava eles ficarem muito longe. Jimin pulou nos braços do detetive, que pegou ele, encostando na parede do elevador gelada. As bocas se movimentavam com urgência, soltando grunhidos de satisfação. Quando a porta se abriu, Jungkook colocou o outro no chão. Sorrindo bobo pela pequena bagunça em sua frente. Deu o último selar, antes de segurar sua mão e seguir para fora.
— Vamos aonde? Eu acho que preciso passar no New York Times agora.
— Vai fazer suas coisas, eu vou ficar aqui na agência, preciso resolver umas coisas.
Jimin fez um bico, quando parou em seu carro.
— Certo, ainda está de pé ir no pub hoje a noite?
— Claro que sim... vai com calma, ok? Ontem provavelmente tomou uma multa das grandes. — caçoou, levando um tapa em seu braço enfaixado, gemendo de dor. — Ai!
— Eu vou indo, senhor selvagem. — brincou, deixando um selar nos lábios finos. Abrindo a porta do conversível e acenou antes de dar a partida no carro de luxo.
[🚔]
A noite caiu e as luzes da cidade lotada de arranha-céu pareciam mais brilhantes do que nunca. O dia estava muito monótono, Jimin passou o dia inteiro fazendo matérias para seu chefe, e sentindo saudade da ajuda, e da companhia de Daniel. Ficou irritado com tanto trabalho a fazer. E Jungkook, passou o dia pegando um criminoso que matou os próprios irmãos e fazendo relatório de prontidão após prender o homem. O exame analítico do sangue não havia saído, então foi embora, estressado pelo dia cheio, mas ao mesmo tempo, sem emoção.
Mas estava ansioso, quando chegou em seu loft — para se refrescar e tirar as impurezas das ruas —, desejando ver Park Jimin novamente, e talvez se desestressar com aquela bunda redonda que ele tem. Sinceramente, Jungkook estava nervoso também, iria conhecer o outro amigo de Jimin, e convidou também Marlon, junto a Emma para irem ao pub hoje a noite.
Se vestiu rapidamente com uma camiseta folgada e uma calça jeans comum. Jeon tem costume de ser prático diferente de Jimin que demoraria mais uns 30 minutos para se arrumar perfeitamente, e levaria também Seokjin para o encontro. Dois lados da moeda. Diferentes mas atraídos um pelo outro.
Pegou seu celular e ligou para Jimin. Encostou seu corpo na bancada que divide a sala da cozinha e esperou ele atender.
"Oi, Jungkook!" — A voz macia acalentou os ouvidos do detetive.
— Você não vai vir não?
"Eu estou indo, seu apressado!" — Gritou irritadinho. — "Seokjin está atrasando!"
A voz do modelo foi ouvida atrás. — "Atrasando o caralho! Eu estou pronto, você está indeciso querendo agradar o detetive gostoso!"
"Já estou indo Jungkook."
E desligou sem mais nem menos, Jungkook gargalhou, e foi até a sua sacada para observar a cidade. Olhando para o céu estrelado, passou o olho em sua rua, porém percebeu uma movimentação com um carro. Semicerrou os olhos, observando o homem olhar para si e depois entrar no carro sem placa. Deveria descer e multá-lo, mas não faria isso, não mesmo.
Ficou ali mais alguns minutos, apenas observando e bebendo uma limonada gelada, quando viu o carro barulhento de Park se aproximar do prédio. Ele correu ouvindo a buzina do conversível, trancou a porta e voou pelas escadas, chegando na parte térrea. Cumprimentou o porteiro e saiu para fora.
— Entra aí, detetive. Na parte de trás. — Seokjin tinha uma careta engraçada, e Jungkook negou humorado com a cabeça.
Ele abriu a porta e sentou no banco de couro, Jimin estava lindo como sempre, o motorista se virou e sorriu com olhos para Jeon.
— Oi...
Jungkook se inclinou e beijou os lábios carnudos do outro, cada um tem seu jeito de cumprimentar. E logo, os três estavam pelas ruas movimentadas de NY.
[🚨]
O pub estava tranquilo, um lugar aconchegante e com músicas que deixava o ambiente leve, não havia bêbados, sem agitação, com pessoas sentadas conversando em mesas extensas. Yoongi passou do balcão quando viu seus amigos virem. Abraçou Jimin e Seokjin, dando um olhar curioso para Jungkook.
— Olá? Sou Min Yoongi e você é...
— Jeon Jungkook, prazer em conhecê-lo. — sorriu fraco, pegando a mão cheia de anéis do dono.
— Certo, fiquem à vontade. Já vou sentar com vocês.
Jungkook seguiu os dois, já que estavam acostumados com o Pub, e se sentaram na mesa limpa no canto. Seokjin já chamou o garçom para pedir bebida enquanto os dois pombinhos estavam cochichando com os corpos colados.
— O que você vai querer beber?
— Vinho, amo vinho. Sua boca está com gosto de limão... — comentou, beijando mais uma vez o detetive para ter certeza. Jeon sorriu safado.
— Eu estava bebendo antes de vir... Hey, Jimin.
— Hum? — murmurou, mexendo nos cabelos negros do outro, que o observava atento a cada detalhe.
— Isso... você quer continuar me vendo? Quer dizer, eu sou muito bom em transas casuais, mas não sei como funciona um relacionamento. E mesmo quando terminarmos o caso, você gostaria de ficar comigo?
Jimin olhou diretamente para os olhos de carvão, e sorriu com os cantinhos dos lábios cheios.
— Jungkook, silly. Vamos com calma, ok? Para fazer isso dar certo, temos que ir com calma, ok? — As palavras não saíram como ele desejava, mas Jeon entendeu o que ele quis dizer. Ontem já teve uma demonstração de afeto, e parece que é mais difícil para Jimin dizer aquilo e para ele, muito mais.
— Eu sei, cherry.
Jimin franziu o cenho, em confusão.
— Cherry, porque?
— Porque você tem lábios de cereja e eu adoro beijar seus lábios, são viciantes, não sei. Deixe-me prová-lo novamente. — beijou pela última vez, antes de se afastar, saindo do mundinho dos dois. Eles nem percebiam que entrava. — Yeah...
O Seokjin já pediu uma porção de comida vegana, e Jungkook apenas alguns petiscos para começar a noite. A conversa estava agradável, quando uma mulher de tatuagens apareceu na mesa, sorrindo largo.
— Olá! Johnnie! — chamou a atenção de Jungkook, que estava paquerando Jimin soltando comentários travessos. O agente reagiu, levantando da cadeira para abraçar a mulher loira.
— Pessoal, essa é Emma, minha melhor amiga. — Jimin engoliu em seco, se levantando para cumprimentá-la. Ele queria que Justin estivesse ali, pois nunca deixava o clima pesar.
— Sou Jimin e esse é...
— Kim Seokjin, muito prazer. — O modelo, interrompeu o amigo, saiba que quando Jimin estava com ciúmes, ficava tudo estranho. A tatuadora sentou na mesa ao lado do amigo.
— Você é um modelo, não é? Jungkook, Marlon ligou e disse que não vem.
— Sou sim, da Vogue, já viu alguns dos meus desfiles?
Os dois engataram uma conversa, e Jeon percebeu o quão calado seu ficante estava. Jungkook cheirou o pescoço com algumas marquinhas de sua autoria e perguntou o que houve.
— Nada, isso sou eu sendo irracional. — Fez um bico infantil, no qual Jungkook tratou de morder.
— Emma, Jimin está com ciúmes
Me diz, você gosta de que mesmo?
A mulher, cheia de estilo, gargalhou e Jimin mordeu os lábios.
— Eu gosto de buceta, Jimin. Fique tranquilo. O Jeon aqui é todo seu, querido.
O jornalista queria sumir da face da terra, sabia que estava sendo infantil e para extravasar o constrangimento, riu de si mesmo.
— Viu, cherry. Eu só tenho olhos para o seu traseiro lindo.
A noite teria uma dose de diversão garantida, mas e quando o sol raiar, quem garantiria?
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top