[0.3] MENINO DA MAMÃE
Tenham uma boa leitura!
⍟E não esqueçam de deixar sua estrelinha e o comentário em sua parte favorita⍟
Leiam as notas finais, pls?
Depois que Jungkook sentiu seu senso de justiça gritar em seu âmago, Jimin parou de soluçar em seus braços e saiu do abrigo de seu peito para se afastar e enxugar suas lágrimas salgadas. Seus olhos estavam inchados assim como seu rosto tão bonito estava vermelho e triste pela morte do amigo. Jimin olhava para o corpo fechado e o detetive, não queria que ele ficasse assim, nunca soube lidar com o sentimento alheio... mas algo gritava em seu peito para fazer algo, então fez.
— Jimin? Olhe para mim. — ditou, levando os dedos até o queixo do jornalista que ergueu seus olhos castanhos cintilantes, disposto a ouvir o que Jeon tinha a dizer. — Eu te prometo que vamos encontrar esse desgraçado, ok?
Havia uma determinação brilhando em seus olhos, Jimin sabia que Jungkook não deixava nenhum caso sem solução e decidiu confiar nele, quando acenou com a cabeça positivamente.
— Certo, agora vem. Levanta, temos coisas a fazer. — Ele estendeu a mão para Park, deixando-o em pé ali. Jungkook não sabia como tratar uma pessoa enlutada então apenas tentou ser suave sem brincadeiras e provocações. Tinham muito trabalho a fazer, mas não ali e por isso pegou a mão de Jimin para guiá-los para fora do local.
— Vamos aonde? — perguntou, olhando para suas mãos juntas.
— Vamos falar com a família de Daniel, conhece eles, não?
— Sim... a senhora Lia vai ficar transtornada.
De supetão os dois pararam, Jungkook lembrou que pela pressa, veio com uma agente com o carro do FBI e soltou Jimin se virando para dar a notícia. Jeon sorria de um jeito diferente.
— O que houve?
— Hoje, você irá retribuir o favor daquele dia, vamos com seu carro chique. — apontou para o Porsche polido estacionado ali perto. Jimin revirou os olhos.
— Então mova essa bunda, venha! — disse, destravando com o controle de sua princesa, quer dizer, o carro esportivo. — Cuidado... não bate forte!
— Hm? — Jungkook sentou no banco de couro, olhando o design do carro, não gostava muito mas deveria admitir, era muito cheiroso, tinha o aroma do Jimin, um cheirinho cítrico viciante. — Muito bonita sua caranga...
— Caranga? Minha princesa vale mais do que sua motinha de merda. — retrucou, dando partida poderosa, e Jungkook riu. Park Jimin que havia conhecido a pouco tempo, voltará.
— Tudo bem, gracinha. — Colocou os braços apoiados na cabeça numa postura relaxada enquanto o outro dirigia pelas ruas de New York.
— Jeon Jungkook... para. — sussurrou, adorava brincar com o detetive mas hoje não foi seu dia de sorte.
— Ah... sinto muito. — Seu corpo ficou tenso, por ter vacilado e ter feito piada num momento delicado.
— Não... tudo bem. Eu até gosto, mas não agora. — Sua expressão estava séria, e agora que Jungkook havia parado e observado a face jovem do seu parceiro. Seus cabelos eram castanhos mas tinha mexas mais claras que com a luz solar se destacavam, e o que não tinha de altura tinha de lábios, eram cheios e vermelhos, suas bochechas estavam vermelhas, mas que diabos? Ele estava...
— Pare, seu olhar está me queimando, Jungkook. — sussurrou envergonhado com o olhar do outro averiguando seu corpo como se fosse uma presa. Ele tinha um sexto sentido aguçado.
— Eu não...
Jeon sentia como se tivesse cometido um crime, então se virou para frente constrangido, decidido a ficar em silêncio durante todo o trajeto. Talvez até para sempre.
[🚔 |🎥]
A mulher ainda chorava, no braço de Jimin que fazia um carinho singelo nos cabelos loiros de Lia. Jungkook estava se sentindo desconfortável na poltrona vendo a cena. Havia chegado faz um tempo, e sabia que não seria fácil falar sobre alguma coisa, se o menino deixou alguma pista de onde ia na noite passada. Jeon pegou o celular dele com a perícia e luvas que estava na sua mochila, o detetive não queria chegar com um bando de policiais e agentes para pegar os pertences do rapaz sem mais e nem menos. Não queria assustar a mulher, não era um monstro como todos pensavam. Queria perguntar a ela se ele tinha um melhor amigo ou amante, mas teria que acalmá-la primeiro.
— Meu filhinho... tão bonito. Não pode ser Jimin. Ontem ele... estava aqui. — Ela tinha parado de chorar após o chá que Jimin fez.
— Senhora, eu sei que dói muito. Eu sei o que sente, perdi meu pai muito cedo e um espaço no meu coração estará sempre vazio... nós queremos fazer justiça para seu filho e outros que perderam a vida pelo mesmo assassino. Só pedimos que fale o que sabe. — Jungkook pela primeira vez se manifestou chamando a atenção da senhora, que limpou as lágrimas e fungou sua tristeza.
— Daniel sempre foi um menino gentil, nunca deu trabalho. Mas ele tem um amigo, que sempre foi barra pesada. Ouvi outro dia, Jack falando para ir a uma boate, quando perguntei para meu filho, aonde ele ia ontem a noite, ficou nervoso e disse que iria para casa do amigo. Jack sabe para onde ele foi, senhor detetive. Sinto muito, eu não sei mais nada...
— Tudo bem, senhora Lia. Poderia me dizer a senha do celular dele? E tem o endereço do Jack?
— Sim, filho. Daniel não tinha memória boa. Anotava tudo num caderninho. Venha comigo.
Ela levou a dupla de investigadores para o andar de cima, onde Daniel dormia. Seu quarto estava bem arrumado ainda, Jimin não falou muito, seu olhar estava melancólico ainda, Jungkook estava triste por ele.
— Aqui, detetive... — A mulher deu uma caderneta azul, Jeon agradeceu e folheou para procurar alguma senha que poderia ser dele. Não havia nada, apenas senhas de email, contas aleatórias. Então, julgou que Daniel parecia ser um rapaz transparente, a senha dele não seria difícil. Colocou as luvas pretas e começou a pensar.
— Senhora? Qual é o aniversário dele?
— 22/09/1995
Jungkook tentou mas errou, então olhou para Jimin. O mais novo o olhava também.
— Park, tem alguma ideia?
— Sim, coloque meu aniversário. Daniel gostava de mim, talvez.. o meu é 13/10/1988.— divagou, porém Jungkook não descartou a ideia e por incrível que pareça o pin funcionou.
— Bingo, vamos lá. Parece que alguém andou mexendo no celular dele. O assassino é um maldito hacker! Porra! — xingou, o celular estava vazio. A única coisa que poderia fazer, é falar com o tal de Jack. Olhou para a senhora tão jovem mas agora com a aparência destruída. Tudo por um megalomaníaco que tem problemas na maldita cabeça. Agachou e pegou a mão calejada da mulher mais velha. — Sinto muito. Eu vou encontrar o assassino, certo? Ninguém merece mais sofrimento.
— Boa sorte, filho. Deus te abençoe.
[🚔 |🎥]
O detetive e o jornalista, foram até a casa do Jack, que fica no Brooklyn e bateram na porta do apartamento, por 2 minutos. Jungkook, começou a ficar nervoso e Jimin tentou acalmá-lo, acidentalmente colocou suas mãos no peitoral definido do mais velho, e o clima ficou tenso novamente, isso estava acontecendo frequentemente. Porém, a porta se abriu revelando uma figura esbelta e apenas com um roupão.
— O que querem?
— Bom dia, Jack. Viemos ter uma conversinha contigo. — Jeon sorriu forçado, mostrando sua identificação do FBI. O cara arregalou os olhos, e deixou os dois entrarem.
Conversaram um pouco, e não demorou muito para o cara abrir o bico. A boate em que Daniel foi The 40/40 Club. Descobriram que o suposto nome do cara era Leon, provavelmente falso. O serial killer é muito esperto para dar seu nome real. O site que ele usou foi o Grindr. Jungkook estava radiante com as informações, Daniel foi esperto em falar com o amigo, até gostou do cara no começo, mas Jack não parava de jogar olhares lascivos para o corpo de Jimin, que anotava tudo no seu caderno. Ele não percebia, Jeon queria arrancar o pau daquele vagabundo... não sabia que merda era aquela também. Jimin é apenas seu parceiro de trabalho. Bom, isso era o que tentava dizer para si mesmo. Não poderia negar que Park Jimin era o coreano mais atraente que já vira, todos, homens e mulheres ficariam atraídos. Eles não demoraram, Jungkook queria investigar a boate mas ainda era 15hs da tarde e estavam com muita fome, por isso resolveram ir até um café para comer algo. Eles não conversaram muito, o dia foi pesado e estranho para os dois, mas Jimin não deixou de trazer sorte para nós. Chegamos no Starbucks da Times Square e não estava muito cheio, logo sentamos e pedimos tortas e frappuccino de mocha kookie.
— Ei, Jimin... hum, quer conversar? — Jungkook propôs, para o outro homem, que se perdeu no movimento da rua, pensativo.
— Eu só... tudo aconteceu rápido demais, Daniel se foi e tudo ficou confuso de repente. Ele era um doce de homem, tratava todos com um sorriso no rosto e agora, vou sentir saudades. — desabafou, enquanto olhava para janela. Não queria que Jeon pensasse "Park é um chorão que não aguenta nada" mas parou com aqueles pensamentos quando sentiu, pela segunda vez no dia, a mão do investigador tocando a sua. Era um toque um tanto forte e suave ao mesmo tempo, seus olhos voaram para encarar ele.
— Vai ficar tudo bem, logo tudo vai acabar. — disse com uma voz rouca, parece que é difícil para o grandão ali ser ameno. Jimin sorriu fazendo uma covinha pequena aparecer e Jungkook apertou sua mão, com aquele brilho no abismo negro, apenas um toque deixou o clima mais leve entre os dois.
— Aqui estão seus pedidos, senhores. — O atendente estava com uma bandeja, Jungkook pegou seu prato e o de Park. Começaram a provar da bebida fazendo sons de satisfação.
— Jungkook, eu acho que você deveria me levar para sair... — Jeon ouviu, quase se engasgando com um pedaço de torta, limpou a boca com o guardanapo e arregalou os olhos.
— Sério? Quer dizer... por que? Você iria em um encontro comigo? Não, eu... — Sua fala ficou confusa, e Jimin achou graça, um homem daquele tamanho e tão experiente ficar tão nervoso com uma frase.
— Sim, estou brincando. Ai! Jeon, mas se você quiser... — Lançou uma piscadela. Jeon deixou seu sorriso de coelho aparecer, Park concluiu que com um sorriso no rosto, a pose de macho alfa se desfaz.
— Hm... que tal final de semana? Quer dizer, eu vou surfar no Queens, você gostaria de ir comigo? — indagou, coçando a nuca. Fazia muito tempo que não chamava ninguém para sair.
O homem de cabelos mais claros, arregalou os olhos, surpreso. Não sabiam o que tinham, mas um clima diferente era óbvio.
— Ahm, sim! Eu não perderia Jungkook sem camisa por nada.
Jimin jogou a fala, fazendo Jeon rir novamente. Ele deu mais uma garfada da torta de limão antes de olhar para Jungkook, porém na porta havia outro cara muito, mais muito parecido com o seu parceiro. Engoliu em seco.
— Jeongguk? Meu deus, você tem um irmão gêmeo?
— Hm? Tenho... por que? — Franziu o cenho, colando seu lumes na face surpresa de Park, ele apontou o dedo.
— Porque tem um cara igual a você, bem ali!
Jungkook virou para trás, e viu o idiota do Junghyun bem ali, ele parecia procurar alguém.
— Puta que pariu... espere aqui. — Jimin anuiu bebendo sua bebida, curioso.
Jeon foi até o irmão gêmeo, que viu sua figura raivosa, e acenou.
— Maninho, como vai?
— Que porra você tá fazendo aqui?
— Olha, eu já não disse para você relaxar? — Estalou a língua com um piercing, colocou a mão tatuada no ombro do irmão. — Você é um babaca, ontem você me fez esperar no escritório por uma hora até ligar para dizer que não ia! Mas, me fez um favor, porque terminei mais cedo meu trabalho e agora vou ficar no seu pé.
Jungkook revirou os olhos.
— Como me achou?
— Esqueceu que eu tenho um rastreador de emergência? Pois é, cara. — riu, Jungkook ficou indignado.
— Não é para usar assim! Apenas em situações extremas! Caralho, Justin? — Jeon andou até sua mesa onde Jimin estava quase caindo da cadeira alta pelos dois irmãos gostosos. Jesus Cristo, aquele lugar estava pegando fogo!
— Eai... — Justin sentou na cadeira ao lado de Jimin, que se apressou em se apresentar.
— Park Jimin, mas pode chamar de Jimin. E você é...
— Junghyun, mas me chame de Justin. Você é namorado do meu irmão?
Jimin corou um pouco com o olhar sugestivo do outro.
— O que... não. Sou parceiro dele numa investigação.
— Ah sim, mas se precisar de ajuda para conquistar o coração de ferro dele, conte comigo. — piscou, roubando o último pedaço da torta de Jungkook, o jornalista viu que Justin e ele, se dariam muito bem.
— Justin deixa ele em paz. — disse entre os dentes, não gostava do lado provocador do irmão, irritava-se.
— Não fiz nada, dude!
— Tudo bem, Jeon... olha, hoje eu não tenho nada melhor para fazer. Podemos ir até a boate? — perguntou para Jungkook, mas o gêmeo se intrometeu.
— Boate, eu posso ir?
— É a trabalho, irmão. — respondeu para ele, levantou a mão para pagar a conta, desta vez pagaria do jornalista.
— Juro que eu ficaria quietinho dançando! Aonde vamos? — Questionou levantando sua sobrancelha com um pedacinho de metal, Jimin soltou um risinho pela fala.
— The 40/40 Club e você não vai, ok?
— Jungkook, o seu irmão quer ficar perto de você, não percebe?
— Obrigado, Jimin! Viu, Jeon ele me entende.
Jungkook semicerrou os olhos, Justin não daria problema se não ficasse bêbado.
— Certo, você vai! Mas, não vai beber, ok? Estou falando sério. Você é um pé no saco quando bebe. — murmurou, pegando o dinheiro na carteira para pagar o garçom.
— Tá Bom... Toca aí, Jimin! Gostei de você.
Junghyun tinha o sorriso do irmão. Jimin não evitou de morder os lábios com a semelhança atraente.
— Ok, Jungkook, você vai voltar comigo? A boate abre às 20 horas, mas vamos chegar mais cedo para falar com o dono.
— Justin, você veio com a camionete?
O irmão assentiu.
— Ótimo, eu vou com ele, e mais tarde passamos na sua casa para te buscar.
Jimin concordou, e antes de ir passou seu endereço para o detetive, se despedindo dos dois com um aceno tímido, afinal ter dois pares de olhos corsa na sua cola não é fácil.
— Ele é quente, Jungkook.
— Eu sei... — Jeon trancou o maxilar.
— Está interessado? Você sabe que eu corto para os dois lados não é?
— Só... não. Ele é diferente, ok? Aquieta seu pau na cueca. — Se sentia confuso, mas não poderia fazer nada se Jimin gostasse de seu irmão.
— Tudo bem, maninho. Está escrito na testa dele, mas eu não me importo de tirar uma casquinha.
— Cala a boca, e vamos embora.
HEY DETETIVES? COMO VÃO? TUDO BEM OU TUDO MERDA?
QUERIA PERGUNTAR? VOCÊS ESTÃO CONFUSOS? ESTÃO GOSTANDO?
BYEE
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top