Incubu
As mãos grandes de Nathaniel tocaram meu corpo com firmeza, me puxando ao seu encontro com rapidez e uma certa brutalidade que me fez estremecer. Dessa vez o culpado não era sua temperatura e sim seus olhos famintos sobre o meu corpo, prometendo-me devorar lentamente.
Seus lábios desceram sobre o meu e sua língua encostou-se suavemente sobre meu lábio inferior. Nathaniel sugou levemente e terminou com uma mordida fraquinha, fazendo-me entrar em colapso. Era como se eu estivesse queimando! Meu corpo estava pegando fogo, queimando lentamente e o centro desse fogo era entre minhas pernas. Mas não era uma sensação ruim, pelo contrário, era tão boa que eu tinha medo de perder a razão e deixar que meu corpo assumisse e fizesse o que bem tinha vontade.
Eu queria me perder em seu corpo para sempre, queria tocá-lo, beijá-lo como ele fazia comigo. Queria fazê-lo perder o controle, como ele me fazia perder. Minhas bochechas coraram sem minha permissão. Eu queria tudo isso, mas minha mente me repreendia sempre que a imagem de mim mesma passando a língua em cada pedacinho do corpo de Nathaniel se fazia presente. Em algum canto do meu cérebro estupido e louco eu me repreendia, pois esse não deveria ser um pensamento de uma futura freira. E isso me deixava com uma extrema raiva, pois certamente se eu tivesse escolha, nunca cogitaria a ideia de ser freira.
— Do que tem medo? — a voz dele ecoou baixinha naquele ambiente quente e com cheiro de sexo. Nathaniel tinha se afastado e encarava-me atentamente. Meu coração acelerou.
— O que?
— Apesar do pouco tempo Rose, eu já consigo te desvendar bem. — seus dedos acarinharam minha bochecha e Nathaniel pousou sua mão quente ali. — Conheço cada pedacinho do seu corpo, já reconheço algumas manias sua. — seu dedão passou suavemente sob meu lábio inferior. — E por mais que eu tenha certeza que você está gostando, porque sua cara não nega, eu sei que tem algo errado. Quer saber como eu sei disso? — perguntou depois de um tempo inclinando levemente a cabeça. Assenti presa em seus olhos e ele sorriu minimamente. — Porque eu posso perceber suas mãos hesitaram antes de fazer algo. Você me puxa para você, hesita e depois me puxa de novo. Está com medo de algo? — comprimi meus lábios ao ouvir aquilo. Eu não fazia ideia de como Nathaniel poderia ser tão perceptível.
— Não. — murmurei fraquinho e vi uma de suas sobrancelhas levantar em descrença. Pigarrei sentindo meu rosto esquentar. — Não é medo Nathaniel. Merda! Eu nem se eu quisesse eu teria medo de você ou algo relacionado a você. É que a droga da minha mente estúpida de freira, acaba me repreendendo sempre que eu começo a querer me entregar e fazer tudo que eu tenho vontade. — coloquei tudo para fora de uma vez e senti meu rosto corar de vergonha ao ouvir sua risada baixa. Ótimo!
— Você não sabe o quanto isso foi adorável. — Nathaniel encostou seus lábios em minha bochecha e deixou uma mordida fraquinha ali. — Isso foi uma tentativa de falar palavrão? — ele riu ainda com os lábios em minha bochecha e eu cruzei os braços. — Acho que descobri mais uma mania sua... Você pisca duas vezes antes de falar um palavrão, isso é tão fofo. — sua risada ecoou de novo e eu trinquei os dentes sentindo meu rosto pegar fogo. Eu já sabia disso, é claro, e Brenda adorava tirar sarro da minha cara por conta dessa mania. Era como se minha mente se refreasse a simples ideia de falar um palavrão. Eu fui criada sabendo que era errado, que não podia e quando eu simplesmente queria falar algo do tipo eu me refreava e me repreendia antes. Não conseguia evitar e isso era extremamente irritante. Empurrei o corpo de Nathaniel para longe, mas ele me abraçou gargalhando mais. — Ok, desculpa. — ele não parecia nada arrependido ou envergonhado, mas tinha parado de rir de mim. — E quanto a sua mente doida. — deu um enorme sorriso ao falar aquilo. Rolei os olhos em sua direção. — É normal, Rose. Você foi criada em um convento! Está aqui desde os onze anos. Você foi ensinada a repudiar isso tudo e é normal hesitar...
— Mas eu não quero hesitar! — choraminguei agarrando seus ombros. — Eu quero você e quero me entregar completamente, eu só...
— Eu sei. — seus lábios roçaram sobre a minha bochecha e eu suspirei. — Paciência, pequena Rose. — sua voz estava divertida. — Com o tempo isso vai acabar, eu garanto... — sua voz ainda estava divertida, mas eu consegui perceber a malícia em seu tom. — Vamos praticar bastante, até sua mente aceitar. E eu acho que não vai demorar muito, porque para uma noviça, você é bem safada. — abri minha boca em ultraje, mas me mantive calada por dois motivos. O primeiro: aquilo tinha um fundinho de verdade. E o segundo motivo, era que eu conseguia sentir a tensão sexual voltando com força e não precisava nem das mãos espertas dele em meu corpo para que eu percebesse aquilo. E eu não iria estragar aquele momento reclamando. — Podemos começar a praticar agora se você quiser. — seu timbre rouco tinha um efeito especial em meu corpo. Nathaniel conseguia me deixar com vontade sem muito esforço. — Começa tentando não pensar muito, só deixa acontecer e faz o que tiver com vontade. — assenti incapaz de achar minha voz e Nathaniel sorriu antes de cobrir minha boca com seus lábios e me apertar em seu corpo.
A ereção potente dele parecia querer furar minha pele, enquanto ele me apertava com força e devorava meus lábios. Procurei fazer o que ele mandou e não pensar muito, por isso direcionei minha mão para o meio de suas pernas e o segurei acariciando-o para cima e para baixo lentamente. Nathaniel parecia ter gostado, pois além do gemido eu podia sentir seus lábios formarem um sorriso sobre os meu. Mordi seu lábio inferior como ele sempre fazia comigo e senti a mão de Nathaniel se adentrar em meus cabelos, pressionando minha cabeça e começando um beijo gostoso.
— Queria que tivesse um espelho aqui. — seu resmungo tão de repente me fez franzir a testa, enquanto eu ofegava. Esperei um minuto até que eu me acalmasse e apontei para o grande espelho coberto em um canto do enorme porão. Nathaniel sorriu maliciosamente antes de me puxar para lá. Ele passou seu dedão em meus lábios devagar e depois me virou de frente para o espelho. Encarei nossa imagem no enorme espelho e corei. Estávamos ambos nus, meu peito subia e descia rapidamente, meus lábios estavam entreabertos enquanto eu forçava minha respiração a sair. Minha cabeça batia no peito de Nathaniel, mas isso não o impediu de abaixar-se e esconder seu rosto na altura do meu pescoço, deixando a vista seus olhos vermelhos e seus chifres. — Tem ideia do quanto me deixa louco? — sua voz estava rouca, suave ainda, mas extremamente rouca. Estremeci ficando ainda mais molhada, mas balancei minha cabeça negando. Ele me encarou pelo espelho e a ponta de sua língua traçou um caminho do meu pescoço até a minha orelha. — Eu preciso me segurar muito com você.
— Não se segure. — sussurrei em um fio de voz também encarando-o pelo espelho. Nathaniel parecia pensar sobre o que eu disse, seus olhos me encaravam sem piscar e eu soube que ele não me via realmente. Estava tentando pensar se valia a pena ou não. — Não pensa muito. Só deixa acontecer e faça o que tiver vontade. — murmurei suas palavras e direcionei minha mão direita para seus cabelos. Vi ele piscar, voltando para a realidade e senti seus lábios, ainda em minha pele, se curvar em um sorriso. Nathaniel respirou ali me fazendo estremecer.
Suas mãos se direcionaram para os meus seios e eu fechei os olhos ao sentir a caricia gostosa. Seus lábios ainda maltratavam meu pescoço e foi extremamente difícil segurar o gemido ao sentir a pequena mordida deixada ali.
— Abra os olhos. — obedeci imediatamente e vi sob o espelho ele direcionar sua mão direita para minha barriga e para-la ali. Ofeguei ao ver suas unhas crescerem e virarem garras, seus olhos me avaliavam atentamente esperando para qualquer reação negativa de minha parte. Meu coração estava acelerado, mas aquilo ainda não era o suficiente para me fazer correr. Mordi o lábio inferior e seus olhos se estreitaram. Nathaniel curvou seu dedo indicador e arranhou a pele da minha barriga, indo em direção a minha cintura e subindo até a lateral do meu seio direito, deixando uma marca fininha e minha pele em chamas. Gemi fechando os olhos novamente. — Abra os olhos. — obedeci mais uma vez enquanto ofegava audivelmente, eu sentia que poderia desmaiar com essa tortura. — Você sabe qual o nome que se dá para alguns demônios como eu? — balancei minha cabeça negando. — Íncubos. Nos alimentamos da energia sexual da nossa presa. — senti meu coração falhar uma batida ao ouvi-lo falar "presa". — Nós, os demônios, fomos obrigados a parar com esse tipo de alimentação. Quer saber por que? — esperei que ele continuasse. — Porque muitos não se controlavam e acabavam não resistindo a tentação do "Beijo da morte". — ele parou de propósito e me encarou. Seus olhos me avaliavam atentamente, esperando que eu processasse a informação e deixasse que a curiosidade tomasse conta.
— Beijo da morte?
— Significa sugar o sangue da sua presa durante o ato. Isso é tão prazeroso para a presa quanto para o demônio, mas na maioria das vezes acaba mal. — eu não precisava perguntar, eu sabia o que ele queria dizer com aquilo. Eles matavam as "presas". Observei atentamente Nathaniel parar com a carícia e tirar minha mão de seu cabelo, ele a segurou e observou por um momento antes de pegar meu dedo indicador e espetar com sua unha enorme. Ver a gota de sangue brilhante fez meu coração acelerar dolorosamente.
Sem pensar duas vezes ele direcionou meu dedo aos seus lábios e fechou os olhos enquanto sugava. Abri a boca em busca de ar, mas somente gemi, pois foi naquele exato momento em que o senti invadir-me de uma só vez. Seu pênis não estava com camisinha e senti-lo diretamente em contato com a minha carne, extremamente quente, era muito gostoso. Nathaniel tirou meu dedo de sua boca com brusquidão para somente passar a garra ali aumentando o corte e voltando a chupá-lo com vontade, enquanto começava a se mover lentamente. Estremeci colada a ele e senti o prazer tomar conta do meu ser e se transformar em um orgasmo arrebatador, amolecendo minhas pernas.
Abri os olhos no exato momento em que ele abria os seus, conectando nossos olhares. Minha boca se abriu em choque ao ver os olhos de Nathaniel completamente vermelho, não somente sua íris, mas todo o seu olho. Aquilo me assustou bastante, mas ao invés de gritar somente saia gemidos de minha boca, pois seu quadril batia sem descanso contra o meu, enquanto ele me invadia cada vez mais forte.
"Não tenha medo"
Levei um tempo para perceber que a sua voz estava dentro da minha cabeça.
— Como? Como?
''Estamos completamente conectados agora''
Mais uma vez sua voz ecoou dentro da minha cabeça e eu fechei meus olhos entregando-me a mais um orgasmo arrebatador e sentindo meu corpo amolecer completamente. Eu não podia desmaiar agora, eu queria mais, muito mais. Sua risada em minha mente me fez perceber que ele estava ciente dos meus pensamentos pecaminosos.
"Você não vai desmaiar, não terminamos."
Aquilo era como uma ordem e meu corpo se acendeu doido para obedecer. Era exatamente como ele tinha dito. Estávamos completamente conectados agora, e meu corpo respondia sua voz de um jeito que eu não sabia explicar.
— Sim. — minha voz saiu arrastada, em um gemido tão manhoso que me surpreendeu. Eu iria gozar novamente se ele não tivesse se retirado de dentro de mim e se abaixado à minha frente.
"Posso te morder? Não irei te matar, prometo!"
Sua voz estava mais uma vez em minha cabeça. Estava divertida e extremamente sexy ao me pedir aquilo. Confesso que a única coisa que não me ocorreu foi que ele poderia me matar. Bom, talvez ele me matasse de prazer. A risada gostosa dele ecoou por todo o porão, me mostrando que ele sabia no que eu estava pensando. Coloquei a vergonha de lado e imaginei a dor.
"Não irá doer."
Prometeu e eu assenti sabendo que nunca negaria nada a ele, não com ele ali, abaixado entre minhas pernas e com sua respiração tão perto de onde eu mais o desejava. Ele riu me fazendo rosnar e me agarrar em seus cabelos.
— Saia da minha cabeça. — puxei seus cabelos forçando-o a me encarar. Seus olhos totalmente vermelhos me fizeram estremecer. Nathaniel continuava lindo, mas aquilo ainda era diferente.
"Diferente ou assustador?"
Sua voz estava extremamente sarcástica em minha cabeça. Rosnei agarrando um punhado de seus fios negros pronta para arranca-los.
"Estou gostando desse seu lado bravo. Estou literalmente aos seus pés agora."
Sua voz sexy me desarmou por completo e logo depois seus dentes cravaram-se na parte interior da minha coxa. Abri a boca enquanto agarrava seus cabelos e me lembrava de gemer baixinho. Meu corpo convulsionava violentamente, era igual a um orgasmo só que milhões de vezes mais forte. Minhas vistas embaçaram-se com lágrimas que não caiam, mas não existia dor. Só prazer. Nathaniel passou a língua onde mordeu e se levantou. Sua boca cobriu a minha furiosamente e eu senti o gosto do meu sangue em seus lábios, o sabor do sangue estava bem fraco e não era ruim. Me perguntei se isso tinha a ver com o fato de estarmos transando.
"Sim"
A resposta ecoou em minha mente e eu me peguei assentindo enquanto ainda nos beijávamos com vontade.
"Aguenta mais uma?"
Sua voz estava divertida ao me perguntar isso e eu somente pensei que aguentava quantas ele quisesse. Agora era eu quem estava com fome dele.
Nathaniel gemeu sob meus lábios e foi para trás de mim. Seu pênis me invadiu sem cerimônias e ele começou a se movimentar com rapidez. Encarei suas mãos que estavam em minha cintura, mas nem sinal das garras que estavam ali antes. Nathaniel ofegou em minha bochecha e sua mão direita se fechou em meu maxilar, mas logo depois ele escorregou a mesma para o meu pescoço e a deixou ali, apertando levemente. Coloquei minhas mãos em sua cintura, apertando-o contra mim a cada arremetida dele e procurei não pensar no que eu pediria a seguir.
— Me morde, agora. — forcei minha voz a sair entre dentes ao sentir o orgasmo vir com força. Eu queria gozar sentindo aquilo de novo. Achei que Nathaniel não iria fazer, mas me surpreendi ao sentir seus dentes perfurarem minha pele. Um gemido estrangulado saiu de meus lábios e eu estremeci apertando-o forte dentro de mim.
— Puta que pariu. — eu não tinha percebido que ele tinha parado de me morder. Eu estava fora de mim. Meus olhos reviraram-se, enquanto eu gemia com o poderoso orgasmo que derrubava minhas forças por completo. Percebi vagamente Nathaniel me arrastar para nossa cama improvisada e abaixar meu corpo ali, enquanto saia de dentro de mim e depois voltava a empurrar seu quadril contra minha bunda. Ele tinha colocado camisinha, eu conseguiria diferenciar o plástico agora. E precisava admitir que sentir ele sem a proteção era mil vezes melhor.
"Concordo"
Não me importei com sua voz mais uma vez respondendo meus pensamentos safados. Eu ainda estava curtindo a sensação do meu delicioso orgasmo para me importar com isso. Nathaniel riu em minha mente e eu senti meus braços sendo puxados para trás. Meu rosto afundou-se nos lençóis que já tinham nossos cheiros, e eu relaxei sabendo que ele não me deixaria sufocar. Gemi estremecendo mais uma vez e o meu prazer escorreu para fora de mim uma última vez antes de eu ouvir seu gemido em minha mente e cair na escuridão.
...
Abri os olhos lentamente enquanto fazia uma careta. Eu estava dolorida e extremamente cansada. Meu corpo estava totalmente sem forças, tanto que nem tentei me levantar.
— Você me deixou preocupado por um momento. — a voz de Nathaniel ecoou e eu olhei para o lado vendo-o deitado virado para mim. — Se não fosse pelos roncos eu poderia pensar que estava morta. — rolei os olhos e escutei sua risada.
— Eu não ronco, idiota. — murmurei virando meu corpo de lado e encarando sua íris vermelha. Seus olhos já tinham voltado ao normal. — Seus olhos... — murmurei fazendo um esforço enorme para levantar o braço e levar até seu rosto, onde fiz um carinho. — Eu estou tão cansada...
— Eu sei, me desculpa! Acho que acabei passando um pouco dos limites. — rolei os olhos com o drama que ele estava fazendo. — Drama?
— Você ainda está na minha cabeça?! — ele riu ao ouvir meu tom indignado. — Quando esse efeito vai passar? — Nathaniel deu de ombros como quem diz não saber e eu estreitei os olhos em sua direção. — Nathaniel...
— Eu não sei, Rose. Eu nunca tinha me alimentado assim antes... com sangue. — processei devagar aquela revelação. Então eu tinha sido a primeira? Não pude evitar o fato de ter gostado de saber daquilo. — Ciumenta. — minhas bochechas coraram ao ouvi-lo responder meus pensamentos. Eu mal esperava para que esse efeito passasse. — Eu não. — ele gargalhou ao me responder.
— Eu dormi tanto assim?
— Não muito. Eu já ia te acordar, pois a freira ainda não apareceu com seu café da manhã, mas sei que ela logo virá. — assenti, enquanto fazia um esforço para me sentar sobre os lençóis. Meu corpo estava completamente cansado, como se eu tivesse passado horas em algum trabalho pesado. Será que vai ser sempre assim quando ele me morder? — Espera aí?! Você já está pensando na próxima vez?!
— Nathaniel! — rosnei tendo meus pensamentos impróprios revelados e senti meu rosto pegar fogo. — É bom ter usado esse tempo em que dormi para ter arrumado alguma comida, senão... — murmurei azeda e ele mais uma vez gargalhou, mas se levantou indo até a nossa mesa e voltando com duas sacolas enormes. Não pude deixar de lembrar do que tínhamos feito ali em cima e vi sua sobrancelha arquear-se em minha direção ao ver onde meus pensamentos estavam. — Nathaniel. — rosnei procurando meu chinelo para jogar nele e mais uma vez ouvi ele rir, enquanto eu sentia meu rosto pegar fogo
...
Ponto de vista Narrador.
A menina loira estava inquieta. Seu coração batia descontrolado dentro do peito conforme ela colocava suas longas pernas para fora da cama e se levantava descalça. Ela estava com medo, não tinha como negar. Estava desconfiada de Rose já tinha um tempo, e isso somente se intensificou ao ouvir a irmã Maria comentar com Izobel o motivo de Rose ser trancada no porão. Ela não estava preocupada com sua colega de quarto, longe disso, a sua única preocupação era alguma coisa ter possuído Rose depois da brincadeira estúpida. Ela não queria dormir no mesmo quarto com o que quer que tenha entrado em Rose.
Linda caminhou a passos apressados em direção ao porão, ela já podia ver o cadeado vermelho ao longe graças aos fracos raios solares que iluminavam os corredores. A loira mordeu os lábios e correu silenciosamente em direção a porta tentando escutar qualquer coisa. Seus olhos se arregalaram à medida em que ia ouvindo uma gargalhada ecoando lá de dentro. Rose estava rindo descontroladamente, enquanto pedia para alguém parar com o que quer que estivesse fazendo.
O coração dela deu um salto dentro do peito e ela deu meia volta correndo para o quarto. Não iria dormir nem mais um segundo perto de Rose, pois estava certa de que a menina tinha sido possuída por algo. Ou estava completamente louca, o que na mente de Linda, era o mais provável. De qualquer forma, não estava disposta a dividir o quarto com Rose mais.
...
N/A
Passando para avisar que o livro 1 está completo no app da Dreame e no meu grupo de leitura do telegram. O 2 está em andamento no telegram <3
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