02
Cheguei em casa cansada como sempre olhei para o relógio em meu pulso que marcava 06:47. Descalçei, joguei minha bolsa em algum lugar da sala e me joguei no sofá. Peguei o cobertor que minha irmã sempre deixava aqui por eu sempre acabar dormindo no sofá e me cubri não fazendo nem 1 minuto para pegar no sono.
****
Ouvi o barulho irritante do meu celular pensei em ignorar, mas pode ser algo importante. Então abri os olhos e o procurei vi ele atirado no chão levantei do sofá irritada peguei ele do chão vendo que era Lúcius me ligando.
Senti uma pontada de culpa me atingir um ódio de mim mesma, senti vontade de bater em mim com força.
Eu trai meu noivo pela primeira vez na vida, isso ainda está meio embaralhado em minha mente
— Oi amor...
— Ainda dormindo querida?
— Eu... Hoje entro de tarde no trabalho, então aproveitei para dormir mais um pouco.
— Não esqueceu do nosso compromisso, não é?
Compromisso? Qual compromisso?
— Claro que não, estarei esperando você na hora marcada. — Falei a primeira coisa que me veio a mente sem nem saber a tal hora marcada.
— Tudo bem, vou desligar agora logo a gente se fala meu amor.
— Tá, te amo.
— Te amo mais meu amor.
Desliguei o celular me perguntando o que tinhamos combinado e porque não consigo me lembrar?
Que droga!
A única coisa que não sai da minha mente e que até acabei por sonhar com ela é aquele homem na boate. Não sei o que me deu não sou de ficar me jogando nos braços do primeiro que aparece, mas com ele teve algo diferente sem querer justificar o que fiz.
Eu juro que não volta a acontecer nunca mais, o Lucius não merece isso. Não sei como vou conseguir viver com isso, olhar para ele sem me sentir culpada eu não tenho tanto sangue frio assim para olha-lo sem lembrar que fui infiel que ele é uma pessoa maravilhosa e que não merece ser decepcionado.
— Vocês vão jantar as 20:30, e discutir o lugar onde vai se realizar o vosso casamento. — Ouvi uma voz, que acho que é a minha mente.
Mas porque a voz da minha mente é parecida com a da Valentina?
— Está me ouvindo Eiza?
Olhei para trás e a vi parada, com os braços cruzados.
Esqueci de mencionar que sou muito distraída, até um cachorro passando na rua é capaz de roubar minha atenção mesmo eu estando em um momento sério.
— Oi Val, dormiu bem?
— Eu sim, mas parece que você não. — Ela se aproximou de mim e sentou do meu lado do sofá. — Está se desgastando demais, não precisa disso.
— Que isso, não é nada. Não precisa se preocupar comigo eu quero dar o melhor para você.
— Você não dorme direito, não come quase nada, o desgaste é visível em seu rosto.
— Você está exagerando...
— Claro que não.
— Claro que está, a mocinha não tem faculdade agora? — Ela revirou os olhos quando percebeu que mudei de conversa, como fazia sempre que ela tocava no assunto. — A gente precisa de dinheiro Perla Valentina.
— Você só pensa no seu trabalho e no Lúcius, passa todo dia fora de casa e me deixa abandonada eu não preciso de dinheiro, preciso de você! — Saiu da sala pisando duro.
Desde que mamãe morreu venho lutando para dar o melhor para Valentina, sempre me esforcei para que não faltasse nada e isso me roubou todo o tempo que tinha.
Levantei do sofá e fui atrás dela.
— Val, abre a porta por favor. — Bati na porta, mas ela não abriu em nenhum momento. — Eu sei que estou deixando você de lado, mas assim que eu me casar com o Lucius eu prometo que vou deixar o trabalho na boate e ficar mais tempo com você.
Ela não respondeu.
Valentina é assim, as vezes parece ainda uma criança mesmo já tendo 18 anos, mas eu entendo ela nós eramos muito apegadas a nossa mãe e desde que ela morreu Valentina me vê como uma segunda mãe eu me dobro trabalhando para que não falte nada para ela.
Mesmo o Lucius sendo de uma família rica nunca permiti que ele me sustentasse mesmo ele insistindo para isso acontecer. Hoje temos uma vida estável por conta do meu trabalho, consigo pagar a faculdade da Valentina e tudo o que necessitamos com o meu trabalho.
Sei que quando casar ja não vou continuar trabalhando na boate infelizmente. Dançar é algo que me faz esquecer dos problemas, esquecer que minha mãe foi morta por culpa do meu pai, que não sei se está vivo ou morto só sei que odeio ele com todo o meu coração.
Fui para o meu quarto, tomei um banho demorado e comecei a me arrumar para o trabalho. Estou cansada, mas preciso ir mesmo assim o cansanso é o de menos.
Hoje acertarei a data do meu casamento com Lucius. Depois do que fiz ontem me pergunto se um cara como o Lucius merece uma mulher como eu. A família dele teve razão quando o alertou sobre mim, eles nunca foram a favor do nosso casamento, tirando o pai dele e os dois irmãos porque a mãe e a irmã do meio não me aceitam de jeito nenhum. Dizem que sou uma caçadora de fortunas já que a loja em que trabalho é da família dele.
Nos conhecemos lá faz uns dois anos foi amor a primeira vista, Lucius é um homem com uma beleza extraordinária não tinha como eu não me apaixonar só por olhar. Faz alguns meses que ele me pediu em casamento, demorei um pouco para aceitar porque tinha medo do que a família dele ia dizer, mas depois de ouvir uns 25000 conselhos da Valentina decidi aceitar e mandar a família dele se danar.
Olhei para o meu relógio assim que terminei de me vestir que já marcava 11:10 da manhã, sai do quarto encontrando Val sentada na mesa comendo.
— Eu já vou trabalhar. — Falei, ela nem olhou para mim, andei até ela e sentei na sua frente. — Não faz assim Valentina, sabe que não gosto de ficar brigada com você.
— Eu estou indo para a faculdade. — Levantou da mesa mais para fugir de mim. — Depois a gente se fala.
Sem olhar para mim correu até a porta sem me dar a chance de dizer alguma coisa. Ela tem razão com suas atitudes eu sou uma péssima irmã, prometo várias coisas e não cumpro.
Me levantei e sai de casa.
Peguei um taxi e fui direito para o trabalho, não vejo a hora de voltar para casa e poder dar ao meu corpo o descanso de que tanto necessita.
Minutos depois já estava na joalheria Shine, uma das mais renomadas de Los Angeles.
Comecei meu trabalho que era muito cansativo por ficar de pé o tempo inteiro recebendo os clientes, esse é o prejuízo por não ter estudado direito, por isso quero que Valentina estude e se forme para que tenha um emprego a sua altura.
— Boa tarde senhorita. — A voz de um homem me tirou dos meus pensamentos. — Eu te conheço...
Olhei para cima e aquele par de olhos fizeram a noite de ontem passar na minha mente rapidamente.
Oliver!
Isso não pode estar acontecendo!
Comecei a suar frio quando vi de longe o carro do Lucius chegando ele estava lindo naquela roupa casual, mas isso não importa agora.
O que ele esta fazendo aqui? Não era suposto ele estar trabalhando agora?
Meu Deus!
— Eiza, sim! — Falou como se tivesse feito um esforço para lembrar meu nome. — Jamais me esqueceria de você, adorei a nossa noite.
Não consegui dizer nada porque Lucius se aproximou da gente e ficou parado do meu lado, talvez esperando eu dizer alguma coisa para o cara na minha frente, talvez tenha escutado tudo o que Oliver falou e se isso aconteceu estou perdida.
Eu acho que vou desmaiar!
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