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10 anos depois

Eiza Lavine

Senti a adrenalina invadir meu sangue, minha respiração estava acelerada e a sensação de ter centenas de pessoas gritando meu nome me deixa ainda mais eufórica.

Endireitei meu short minúsculo que era colado ao meu corpo, estiquei o tops, que deixava toda a minha barriga de fora, coloquei a máscara, alisei a peruca e me sentia pronta para começar a dançar.

Sem demora, entrei no palco e senti a adrenalina me consumir quando os gritos da multidão aumentaram por me ver. Subi no Pole e começei a fazer aquilo que mais sei fazer que é dançar. Movimentava o meu corpo de forma sensual ao ritmo da música lenta que ecoava no lugar, uma música que me faz sentir leve como se tivesse pisando em nuvens. Os gritos das pessoas faziam com que eu me movesse com mais vontade ainda, a sensualidade com que dançava fazia homens e mulheres irem a loucura.

Essa sensação de causar tesão em homens e mulheres é o que mais me excitava e fazia com que dançasse com mais motivação, gosto de me sentir desejada. Assim que a apresentação terminou desci do pole e sai correndo até o camarim ainda ouvindo os gritos das pessoas.

Antes fazia por dinheiro, mas agora faço para me sentir poderosa gosto de dançar e ter pessoas me observando, tentando não ir a loucura por mim pessoas que dariam tudo para ter uma intensa noite de sexo comigo. Mas como disse, danço porque gosto, mas não sou uma garota de programa. Muitos acham que por ser uma dança sensual as garotas são prostitutas, mas não é verdade pelo menos não comigo.

Com o dinheiro que faço aqui, consigo fazer quase tudo como, pagar a faculdade da minha irmã, pagar nossas contas e suprir quase todas as nossas necessidades.

— Você é maravilhosa Eiza! — Jess, minha colega, entrou no camarim eufórica. — Todo mundo quer saber de uma vez quem é a famosa mulher da máscara.

Sempre uso uma máscara e uma peruca para dançar, gosto de proteger minha identidade por conta da minha privacidade, tenho a certeza que se esses abutres souberem quem sou nunca me deixaram em paz e ainda podem tentar alguma coisa com Valentina.

— Como sempre. — Dei de ombros não fazendo grande caso, por já estar habituada com tudo isso. — Mas agora preciso ir, tenho trabalho amanhã.

Eu tenho dois empregos, no outro trabalho como recepcionista em uma joalharia, a diferença é que nesse de dançar só preciso vir 3 vezes por semana, terças, quintas e sábados. E no outro, é de segunda á sexta mesmo. Os dias em que venho dançar faço turnos da tarde e os que não vou mesmo pela manhã.

— Como assim vai embora? E a minha festa de aniversário? Você não vai?

Droga, tinha me esquecido completamente.

— Se importa se eu não for?

— Claro que me importo Eiza, só estamos esperando por você lá fora.

— Tudo bem então, eu vou. — Falei e logo ela me abraçou contente.

— Sabe que tem um homem que sempre pergunta por você? — Jess falou me fazendo revirar os olhos.

— Eu já deixei bem claro que não vou dormir com cliente nenhum, ele que continue perguntando.

— Ele está disposto a pagar uma fortuna, pensa bem, além disso, é só uma noite e você não precisa tirar a máscara.

— Nem que ele estivesse disposto a me dar o mundo.

— Você que sabe então,vou esperar você no carro. — Terminou de falar e saiu pela porta.

Fiquei pensando no que ela disse por alguns minutos, mas tirei imediatamente esses pensamentos da minha cabeça nenhum dinheiro vale a minha dignidade.

Mudei de roupa, tirei a maquiagem e a peruca, logo fui atrás da Jess, a boate ainda estava lotada então sai pela porta dos fundos dei a volta avistando o carro do namorado da Jess de longe, andei até lá e entrei.

Jess é minha amiga desde que cheguei em Los Angeles, ela é meio louca, mas já me habituei a sua forma de ser.

Alguns minutos depois já estávamos em outra boate, essa é mais reservada e não fica muito cheia como a que eu trabalho. Jess decidiu comemorar o aniversário aqui com os amigos.

Estava cansada, mas mesmo assim não podia deixar de comemorar com ela. O ambiente estava ótimo tinha pessoas bonitas e interessantes, mas nenhum homem chamou a minha atenção.

— Ainda bem que veio. — Mark, o namorado de Jess diz para mim. — Quero te apresentar alguém, esse é o meu amigo Oliver.

Um homem alto, moreno, cabelos cacheados, apareceu na minha frente. Ficamos nos encarando por alguns segundos.

— Muito prazer, meu nome é Eiza. — Estiquei minhas mãos e ele a apertou.

— Oliver King, muito prazer. — Disse olhando fixamente em meus olhos.

Que olhos!

Eiza para de flertar com um desconhecido.

Ficamos dançando por algum tempo, dançar é uma das coisas que eu mais amo fazer então quando danço esqueço de quase tudo e me sinto livre.

Oliver não tirou os olhos de mim ele estava parado com Mark perto do balcão, mas conseguia ver seus olhos colados em meu corpo. Eu e Jess dançamos mais um pouco até que nos cansamos e decidimos ir nos limpar no banheiro.

— Acho que amanhã serei demitida. — Falei passando um pouco de água em meu rosto. — Estou muito cansada e nem sei se vou conseguir sair para trabalhar.

— Como se essa fosse a primeira vez. — Respondeu Jess me fazendo rir.

Na verdade não é a primeira e acredito que não será a última.

— Vamos?

— Vai na frente, já te alcanço.

Ela saiu, eu peguei meu celular e mandei uma mensagem para Valentina que a essa hora deve estar arrancando os cabelos de tanta preocupação já que tem mais de vinte chamadas perdidas dela.

Depois de enviar a mensagem guardei o meu celular na bolsa pronta para sair do banheiro.

Ainda bem que essa boate não fica tão lotada e não precisa esbarrar em ninguém para poder sair do banheiro.

Assim que coloquei meus pés fora do banheiro senti uma mão me puxar com força tentei me soltar mas não consegui, quando vi quem era franzi o cenho confusa.

— Oliver, não é...?

— Eu não consigo tirar você da minha cabeça não consigo parar de te olhar, seu corpo se movendo daquele jeito não me deixam dúvidas.

— Dúvidas de que?

— Você é a dançarina da boate, a mulher da máscara.

Senti minha boca ficar seca na hora nem o namorado da Jess sabia que eu era a mascarada, somente Jess sabia.

— Você deve estar me confundindo. —Ri sem graça tentando me soltar dele sem sucesso. — Mulher da máscara? Não sei do que está falando.

— Não adianta negar Eiza eu sei que é você. — Falou firme. — Eu já pedi muitas vezes para Jess me apresentar você, mas sempre negou.

— Me solta! — Empurrei ele. — O que você quer?

— Você!

Sem que pudesse raciocinar suas mãos puxaram meu corpo para o seu e sem que esperasse ele me beijou tentei afasta-lo, mas ele era mais forte do que eu e não deixou.

Eu não devia estar fazendo isso, mas eu estava gostando do beijo, estava começando a me excitar com as suas mãos percorrendo meu corpo. Seus beijos sairam de minha boca até o meu pescoço, seus lábios frescos e seu hálito quente misturado com o cheiro de whisky estavam me fazendo não pensar direito.

Coloquei minhas mãos no seu pescoço e aproximei mais seu corpo do meu, suas mãos puxaram meu vestido para cima e acariciaram minhas costas até a minha bunda.

É uma sorte não ter ninguém aqui.

Nunca pensei que estaria a ponto de me entregar para um desconhecido no corredor de uma boate. Mas naquele momento nada mais me faria recuar, estava totalmente entregue a ele cada parte do seu corpo, sua boca, tudo estava totalmente gravado em minha mente e me deixando louca de vontade de tê-lo a noite inteira.

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