Capítulo 8 - Surpresas
Era sábado à tarde e a loja estava uma loucura. Eram tantas pessoas que quanto mais os vendedores achavam que o ambiente iria tranquilizar, mais gente brotava do nada. Umas realmente faziam compras e outras só passeavam pelos corredores nas suas "olhadinhas" de costume. Entretanto, quem sou eu pra julgar! Vivia entrando em todas as lojas da minha cidade natal só para olhar as melhores camisas, bermudas e até cuecas. Agora estou sofrendo na pele o que todo vendedor de loja passa quando se encontra bastante pessoas em um lugar.
Tinha uma menina que já devia ter saído do trocador umas vinte vezes, sempre segurando seu celular de última geração na mão. Um rapaz que estava sentado, que deveria ser o seu namorado, checava seu relógio de cinco em cinco minutos. Coitado! Pelo visto, ela deve estar ocupadissima fazendo selfie e postagem nas redes sociais. Espero que pelo menos compre alguma coisa.
Percebo que Ricardo fica livre de um senhor de óculos com uma calça social nas mãos e vou até ele.
- Nossa aqui está impossível hoje. - Falo exasperado. Ele dá uma risada logo em seguida, também sem muito ânimo.
- Você ainda não viu foi nada! Deixa chegar dezembro pra você ver que vai aumentar duas vezes mais.
- Jesus! Espero que a comissão pelo menos compense. - Retruco.
- Olha, até que é uma graninha boa, mas não sei né... Do jeito que as coisas estão... Inflação só aumentando...
Assinto e fico perto dele até aparecer outro cliente. Não sou muito de falar com Ricardo sozinho, a maioria das vezes foi sempre na presença de Karol e Luisa. Geralmente eu tinha um certo receio de conversar com caras héteros desde a minha adolescência. Muitas das vezes porque eu nunca tinha um assunto bom pra falar. Além disso, tinha um certo medo que eles suspeitassem que eu era gay e fizessem alguma piadinha sem graça e tentasse me constranger, ou quem sabe, até cometer algum ato homofóbico.
Por isso, até hoje tenho mais intimidade com mulheres do que homens, apesar de uma parcela deles serem até de boa e não terem o costume de serem uns idiotas e fazerem merda a maior parte do tempo. Então, tentarei reverter essa situação na medida do possível. Um pouco a frente da loja, avistei Karol terminando de falar com uma de nossas colegas e vindo em nossa direção.
- Eu já não aguento mais por hoje, parece que os ponteiros do relógio tão fazendo greve pra não trabalhar. - Diz ao chegar perto da gente.
- Pelo jeito, acho que sim! - Fala Ricardo. - Não aguento mais ficar em pé, e esse tênis tá me matando... - Diz ele cansado.
Olhando para todos os lados, percebo que Luisa não se encontra em lugar algum.
- Karol, a Luisa não veio hoje mesmo? - Pergunto na direção da minha colega.
- Não apareceu, e eu espero que ela tenha tido um bom motivo pra isso. - Fala em seguida. - Vou mandar mensagem pra ela depois, se não acontecer de outra avalanche de pessoas passar por aqui.
Assim que Karol termina de falar, Alessandra chega até onde estávamos.
- Gente vamos lá né, hoje tá lotado e eu preciso mais do que nunca que vocês estejam atentos aos clientes. - Fala ao mesmo tempo batendo palmas para nos mechermos.
Pedimos desculpas em seguida, e voltamos para nossos postos. Para o nosso alívio, a multidão estava se dissipando aos poucos e logo depois de um tempo, chegou a hora de irmos embora. Entrei no ônibus já "pedindo arrego" e quase cochilando no banco. Hoje era um dos dias em que estava mais cansado do que nunca, o que me fazia sonhar em deitar em uma cama box enorme e macia. Pelo visto, minha rede não dará conta do recado mais do que costuma.
(...)
Com o passar do tempo, chego em meu destino, agradecendo aos deuses que amanhã é domingo. Quem poderia imaginar que iria ancear tanto por esse dia, já que pra mim antes do trabalho, o domingo era sinônimo de chatice total. Agora todo final de semana eu clamo por ele. Como a vida é engraçada.
Pego meu celular para ver quem me ligou mais cedo já tendo uma ideia de quem se tratava. Assim que completou um mês da minha saída de casa, minha mãe agora só me ligava para perguntar quando eu iria fazer as tais visitas que tinha prometido pra ela no dia que fui embora.
A verdade era que nem eu sabia. Trabalhava os seis dias da semana e achava ruim ter que ir no domingo de folga e voltar logo na segunda às pressas pela manhã. Por isso, já sabendo do teor da conversa, resolvi não retornar a ligação por hoje. Estava muito cansado fisicamente e não estava afim de ouvir Dona Francisca resmungar pelo celular. Ligarei para ela no outro dia sem falta, até porque era capaz dela aparecer aqui do nada querendo saber porque eu não atendia as ligações.
Após ver as chamadas não atendidas, checo minhas mensagens e me deparo com as várias mensagens de Lavinia.
- Migo.
- Não vai acreditaaaar...
- Tá preparado?
- Senta que lá vem bomba.
- Sentou?
- Então...
- Sim, vem aiiii
- Tô chegando pra te veeeer...
- AMANHÃ!!!
Ca-ra-lho. Puta merda. Logo amanhã?! Como vou recebê-la cansado do jeito que estou?! Uma só noite de descanso não resolve as diversas horas em que fiquei em pé no dia de hoje. Misericórdia. Respondo-a.
- Não acredito... É sério?! Ou é só gozação com a minha cara? - Envio mesmo sabendo que Lavinia jamais brincaria com isso.
Depois de alguns poucos minutos, Lavinia visualiza minha mensagem e responde imediatamente.
- Serissímo amigo. Resolvi atender o seu chamado. Não aguentava mais esperar pra te ver. Fiz mal? - Questiona por áudio.
- Claro que não amiga. Será um prazer. Vamos matar a saudade sim. - Confirmo sua vinda.
- Então... amanhã estarei aí conhecendo seu cantinho. E claro, sair para darmos uma volta. Nunca mais estive em Fortaleza, quem sabe compro alguma coisa. - Continua. - Enfim amigo, até amanhã. Só me manda o endereço novamente para não correr o risco de me perder kkkkk...
- Tá certo amiga. Pode deixar, não se preocupe. Um beijo e até amanhã. Estarei te esperando.
- Até.
Tirando toda a parte do cansaço e preguiça, não consigo não sorrir em saber que vou reencontrar uma pessoa conhecida depois de um mês aqui na cidade. Finalmente vou encontrar minha amiga e sentir o conforto do seu abraço e não me sentir tão sozinho. Isso! Vai ser ótimo tê-la ao meu lado amanhã. Pena que Sara não estará presente, e me pergunto como nossa amizade chegou a esse mísero rastro de poeira tão depressa. Será mesmo que era tão forte assim como pensava ou era só mesmo ilusão de ambos, onde aconteceria alguma coisa mais cedo ou mais tarde que colocasse essa amizade a prova?! Mesmo se essa coisa fosse algo fútil de mais e que poderia ter sido resolvido com uma conversa séria. Não sei explicar! Parecia que eu nem conhecia mais ela.
Escolhendo não ficar triste com essa história, desligo o celular e me deito em minha rede. Estava exausto no maior sentido da palavra, e não tinha a menor vontade de fazer o jantar. Vencido pelo cansaço, pego o celular mais uma vez e baixo o app do iFood para comprar algum hambúrguer suculento acompanhado de um refrigerante.
Não demorando muito tempo, o que agradeci imensamente, meu pedido chega e posso finalmente aproveitar o meu sábado à noite. Logo depois de pegá-lo na entrada, adentro o apartamento de novo e sento em minha mesa nova, que comprei recentemente com meu salário, e me delicio com a refeição. Estava ótima e aproveitei tudo com um sorriso satisfatório.
Enquanto estava comendo, acabei lembrando de Nanda. O que será que ela estava fazendo agora à noite? Desde aquele dia em que me convidou para a casa dela não nos falamos mais. Será que seria uma boa ideia convidá-la para sairmos amanhã comigo e Lavinia? Ela foi tão gentil comigo aquele dia e eu ainda aproveitaria para apresentar as duas uma para a outra. Quem sabe poderíamos ir ao cinema ver um filme? Seria minha primeira vez e eu iria adorar. Pensando mais sobre isso, acabo decidindo fazer o convite amanhã por está tarde demais.
//
No dia seguinte, acordo com o barulho do toque do meu celular. Estava com tanto sono que nem conseguia abrir os olhos direito, parecia que um trator tinha passado por mim. Assim que peguei no aparelho ele parou de chamar. Era Lavinia me ligando já fazia uns vinte minutos. Olho às horas pelo celular e praguejo ao saber. Já era 9h30 da manhã e eu ainda estava cochilando. Maldição! Pego o celular no mesmo instante e mando uma mensagem para ela.
- Amiga mil perdões por não ter atendido. Ontem no trabalho foi dureza e acabei dormindo demais. - Escrevo. - E você, já está chegando?
Quando termino de mandar a mensagem, Lavinia rapidamente visualiza e responde logo em seguida.
- Oi amigo, não tem problema nenhum tá, fica tranquilo. - Responde.
- Eu liguei para dizer que já estou quase chegando no seu endereço. Só pra você ficar em alerta!
- Ok amiga, tudo bem. Vou descer lá em baixo pra ficar te esperando. - Respondo sua mensagem anterior.
- Ótimo amigo, já estava com vergonha de entrar sozinha kkkkkk - Ela responde com emojis de vergonha.
- kkkkkkk então já já eu desço viu, vou arrumar algumas coisas por aqui. É só o tempo de você chegar.
- Certo amiga, até logo.
- Tchau amiga!
Corro para deixar tudo em ordem antes dela chegar. Ainda bem que eu não tinha muitas coisas para arrumar e nenhuma loça na pia. Ao terminar tudo, faço minha higiene matinal e tomo um banho rápido. Pelo jeito, ela estava a um pulo de aparecer aqui, e por isso precisava esta apresentável.
Termino de me arrumar e desço até a entrada do condomínio. Me sento em um banco de frente para o portão e aguardo, antes cumprimentando o porteiro com um "bom dia". O clima pela manhã não estava muito quente, apesar dos raios de sol. Seria um ótimo dia para dar uma volta por aí.
Após uns 10 minutos esperando, avisto a figura de Lavinia no portão de entrada. Ela olha em minha direção e começa a acenar com as mãos, feliz de me encontrar. Imito o seu gesto e aguardo o porteiro permitir sua passagem. Quando minha amiga passa pelo portão, corremos em direção um do outro.
Quando chegamos perto o suficiente, nos abraçamos muito forte e sorrimos ao mesmo tempo, comentando algumas palavras de saudade e carinho. Lavinia estava radiante com seus lindos cachos castanhos ainda mais destacados. Ela vestia um de seus macacões preferidos, um azul marinho, e carregava sua mochila vermelha atrás das costas. Quase um arco-íris. Ela sempre amava a mistura de cores nos seus looks. Sua pele era branca e muito sensível, por isso ela não podia pegar muito sol por causa dos raios solares que a deixava vermelha. Um alívio que hoje não está tão ensolarado.
- Aí amigo que saudade que eu estava, parece que já tem anos que a gente não se encontrava. - Fala Lavinia ainda sorridente.
- Concordo! Já estava contando os dias para acontecer esse encontro amiga. Então vamos logo, que eu estou ansioso pra te mostrar o meu novo lar. - Respondo não contendo minha ansiedade.
- Vamos... que eu também tô louca pra ver, pelo celular não é a mesma coisa. - Ela diz já caminhando comigo para dentro.
Seguimos pela portaria até as escadas conversando sobre alguns assuntos relacionados à nós dois. Perguntei a Lavinia o que estava achando do trabalho e ela disse que estava curtindo até o momento. Ela alega que tem se saído bem e que ainda não deu uma mancada "que poderia manda-lá para o olho da rua" nas palavras dela. Então, conclui que estava tudo bem.
Prestes a chegarmos em minha porta, encontramos minha vizinha saindo da sua e sorrio para ela.
- Olha aí, trouxe visita hoje foi? - Dona Leila nos cumprimenta também sorrindo. Pelo que tinha me contado, ela era professora e morava com seus dois filhos adolescentes. Arrisco a dizer que tem por volta de uns 55 anos. Usava óculos e tinha os cabelos morenos um pouco abaixo dos ombros, e era um pouco baixa também.
- Bom dia Dona Leila, essa é a minha amiga Lavinia que veio me fazer uma visita hoje. - Retribuo o seu sorriso igualmente.
- Olá, bom dia! Como vai a senhora? - Diz Lavinia simpática.
- Eu vou bem minha filha, graças a Deus! - Responde Dona Leila. - Bom... Vou visitar uma amiga aqui perto. Até mais ver.
- Tchau Dona Leila! Até qualquer hora. - Respondo em seguida.
Dona Leila sai andando logo depois.
- Muito simpática ela. - Fala Lavinia.
- Sim, ela é uma ótima vizinha. Vamos entrar! - Me aproximo da porta para abri-la. Pego as chaves e entramos no meu cantinho de refúgio.
Ao adentrarmos, Lavinia parece maravilhada com tudo, e olha que nem terminei de mobiliar ainda.
- Antony, seu apartamento é muito lindo! Bem que você disse que era muito maior vendo pessoalmente. - Ela diz já caminhando até a varanda. - Olha essa vista, que tudo!
Eu começo a rir de minha amiga porque do jeito que ela fala, parece que eu aluguei um imóvel de frente para o mar, não para a cidade. Igual aqueles das novelas. Vou para perto dela.
- É uma boa vista sim. - Falo olhando para os prédios.
- Queria ter encontrado um emprego por aqui em Fortaleza, nós poderíamos até morar juntos já que você tem um quarto a mais. E o melhor, você não pagaria o aluguel sozinho. - Ela diz olhando para mim e concordo com a cabeça.
- Seria uma boa ideia mesmo. Assim não ficaria tão pesado pra nenhum dos dois e ainda teriamos um dinheiro a mais no fim do mês. - Falo em seguida. - Você poderia tentar procurar algum emprego por aqui. Se eu consegui, você também pode.
- Eu sei. Mas agora trabalhando não sei se tenho tempo pra fazer isso. Mas vou pensar no assunto. - Reflete.
- Bom... Acho que vou aguentar ficar aqui somente por alguns meses. Eu só aluguei esse imóvel as pressas por causa do trabalho. Mas gosto daqui, os vizinhos são legais. - Falo sincero.
- Entendo. - Ela diz por fim.
Voltamos para dentro e termino de mostrar todo o imóvel para ela. Lavinia se surpreende por eu já ter muitas coisas em casa. Até porque muita gente da minha idade quando vai se mudar só traz ou compra o básico. Em relação a isso, tive muita sorte de já ter juntado uma quantia que me possibilitasse comprar algumas coisas a mais.
Na cozinha, sentamos a mesa. Ofereço um bolo de abacaxi para Lavinia, que é um dos meus preferidos por sinal, e começamos a colocar o papo em dia mais uma vez.
- E a sua família amiga, como estão todos? - Pergunto depois de beber meu suco de morango.
- Estão todos bem! Minha mãe ainda está chateada por eu ter trancado o curso. As vezes ela fica resmungando pelos cantos da casa quando a gente tenta conversar sobre isso. - Diz com um semblante sério.
- Com o tempo ela se acostuma Lavinia, você só precisa aguardar mais um pouco. Minha mãe, por exemplo, esta até mais conformada. O problema é que ela fica me ligando direto querendo saber quando vou visitá-la. Não que eu não queira, a questão é a carga horária do meu trabalho que é muito grande. – Corto um pedaço do bolo.
Mas vou tentar fazer um esforço maior. Eu prometi em ir visitá-la e vou cumprir. Além disso, estou com saudades dela e da minha sobrinha Lucie. - Afirmo.
- E como elas estão? - Questiona Lavinia. - Tem falado com sua irmã?
- Elas estão bem, pelo que minha mãe conta. - Falo para ela. - E em relação a minha irmã, ela também está, mas não estou falando com ela desde que me mudei.
- Lembro que você me contou que ela se opôs a sua vinda para cá. - Diz em seguida.
- Minha irmã só se preocupa com ela mesma Lavinia. - Respondo em sua direção. - Ela só é mais velha do que eu três anos e já fez tanta coisa nessa vida... O que custava me apoiar na maior loucura que já passou pela minha cabeça?! - Respondo.
– Tipo, eu tinha o básico para começar uma vida nova: emprego, moradia e dinheiro. Ela convivia o bastante comigo para saber que normalmente eu passava a maioria do meu tempo em casa além da faculdade. E trabalho era difícil em cidade de interior. Era uma ótima oportunidade, a maior que já tive. Porém, a Raquel achou melhor ser do contra e vomitar o seu desprezo para com o meu plano. - Engulo em seco ao terminar de falar.
- Que situação amigo, sinto muito por isso. O importante é que tudo deu certo no final. Essa foi uma vitória sua e de mais ninguém! - Exclama Lavinia e agradeço imensamente por ela ter conseguido me visitar.
(...)
As horas se passaram e Lavinia me ajudou com o almoço. Se eu era um cozinheiro inexperiente ainda, minha amiga já era uma mestre no ramo. Fizemos uma macarronada maravilhosa com molho de tomate. Consegui ficar atento a tudo para não esquecer e prometi que dá próxima vez iria tentar fazer sozinho.
Em meio às conversas com Lavinia, acabo de lembrar que não mandei mensagem para Nanda a convidando para o cinema. Falo para Lavinia sobre a ideia e ela não ver problema nisso. Ela até pergunta sobre Luciano e tento despistar a conversa a todo minuto. Me arrependo de ter contado sobre ele, agora vai ser difícil Lavinia não parar de citá-lo na maioria de nossas conversas.
A outra pauta do nosso papo também foi centrada em Sara e em nossa relação estremecida. Minha amiga disse que conversou sério com ela alguns dias atrás e que ela estava melhor e até perguntou por mim. Que surpresa inimaginável.
Em certos momentos do dia, percebo que Nanda não visualizou a mensagem e estava ficando tarde. Ela deveria estar ocupada ou aproveitando o domingo em outro lugar. Apago a mensagem e seguimos eu e Lavinia para o cinema.
Escolhemos algum filme no cartaz que não conhecíamos e entramos na sessão. Comemos nossa pipoca e aproveitamos atentamente o filme. O único problema era que muitas pessoas não respeitavam as outras e faziam barulho em certos momentos. De resto, eu amei minha primeira vez no cinema ao lado de uma das pessoas que eu mais gosto e considero especial. Ao terminar o filme, optamos por tomar um sorvete e depois seguimos para o meu apê.
A noite, cada um dormiu em sua rede e Dona Leila me emprestou a sua para que Lavinia pudesse dormir. A bonita tinha esquecido logo o principal.
//
No dia seguinte, acordamos cedo para que Lavinia não chegasse no trabalho muito tarde, até porque ela sairia daqui e iria direto para o serviço. Nos despedimos com um abraço e minha amiga promete repetir a visita outra vez quando puder. Levo ela até o ponto de ônibus e logo a mesma segue viagem. Apesar de não ter conseguido descansar tanto quanto queria, estou feliz por tê-la reencontrado. Sigo para a casa a passos lentos e contemplo o dia que está começando.
Mais tarde, prestes a sair de casa para mais um dia de trabalho, recebo uma mensagem no celular. Checo as mensagens e a foto de perfil de uma certa pessoa se destaca entre as outras. Abro e leio em seguida:
- Oi, precisamos conversar!
Sara finalmente tinha se manifestado e não sei o que esperar dessa conversa. Parece que as surpresas ainda não acabaram.
*
Oi gente, gostaram do capítulo? Se estiverem gostando, cliquem na estrelinha para votar e a história chegar em mais pessoas, isso é muito importante! Até o próximo capítulo! Bjs.
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