Capítulo 5 - Casa da Nanda
No dia seguinte, amanheço com uma tremenda dor nas pernas. Era óbvio como dois mais dois são quatro que eu não iria escapar dessa "recompensa" de ontem. Pego meu celular para ver às horas e me deparo com uma notificação do insta.
Luciano Maurilio aceitou sua solicitação para seguir.
Fico mais ou menos contente. Pelo visto ele não queria me seguir de volta. Entro no seu perfil e me deparo com suas fotos. A maioria são dele no crossfit pegando barras muito pesadas, outras são com seus amigos e algumas na praia. Ele é bastante popular, só na rede social ele tinha mais de 12 mil seguidores. Também descobri pela sua bio que ele é engenheiro. Aparentava ser solteiro, ou não gostava muito de expor sua intimidade. Será que ainda vou encontrar com ele mais uma vez? Tomara que sim. Eu gostei dele de verdade, ele não parecia um esnobe como eu pensei que seria.
Sua prima também era legal e divertida. Acabo de lembrar que não a segui de volta ontem e faço isso imediatamente. Entro também no seu perfil e vejo algumas de suas publicações. Ela também tinha muitas fotos bem produzidas e com os amigos, algumas paisagens por onde andou, principalmente no Nordeste e no Norte. Depois de stalkear meus novos conhecidos, continuei a olhar o meu feed para saber as novidades e curtir algumas publicações.
(...)
Chegando em mais um dia de trabalho, acabo encontrando Luisa e mais uma vendedora na loja. Conclui que tinha chegado mais cedo pelo fato de não encontrar os outros funcionários. Aproximo de Luisa e a cumprimento.
- Nossa é a primeira vez que chego tão cedo assim. – Falo surpreso.
- Verdade, eu até estranhei quando te vi chegar. – Sorrimos um para o outro concordando.
- E aí aproveitou o nosso único dia de folga? – Questiono.
- Bom... passei o dia todo dormindo praticamente. – Ela rir. – E de noite, sai com meu namorado e alguns amigos nossos. E você, aproveitou?
- Não foi muito diferente do seu, apesar de não ter saído a noite. Passei a manhã toda descansando e arrumei algumas coisas em casa. No final da tarde saí para correr com dois conhecidos. Confesso que estou exausto, mas valeu a pena. – Falo para ela lembrando de ontem.
- Olha aí, já está fazendo amizades. Que ótimo pra você. Como conheceu eles? Eles moram perto da sua casa? – Quis saber.
- Eles moram algumas ruas adiante, conheci um deles que é a Nanda na padaria perto do meu condomínio. O outro é primo dela e acompanhou a gente.
- Entendi. Eu até tenho vontade de praticar exercícios e me matricular em uma academia, mas cadê o tempo pra isso? – Diz ela e eu concordo em seguida.
Continuamos a conversar sobre nossas vidas e em um certo momento, Luisa me questionou sobre o que mais gostaria de fazer agora que moro sozinho.
- Eu não sei, depois de ter conseguido o emprego não pensei em mais nada. Acho que talvez mais liberdade sabe... Eu gostava de morar com a minha mãe mas tinha momentos em que me sentia sufocado demais. – Admito.
- Sei bem como é. Eu moro com a minha mãe e meu irmão mais novo. A verdade é que quando a gente vai chegando em uma certa idade só quer ter o nosso cantinho mesmo. Te entendo super.
Refletindo mais sobre sua pergunta, acabo me lembrando de algo.
- Eu acho que tem uma coisa que eu queria fazer sim, aliás, que eu queria fazer a muito tempo... – Falo para ela pensativo.
- O que é? – Luisa estava atenta para ouvir.
- Eu sempre quis fazer terapia. Eu acho que se eu tivesse acompanhamento de um psicólogo desde a minha infância, tinha evitado tantas coisas... Guardar situações só para mim que poderiam ser compartilhadas... – Concluo reflexivo.
- Então porque você não tenta? Minha mãe costuma falar que é sempre bom se abrir para coisas novas. Ainda mais agora que você acabou de se mudar e possa estar um pouco deslocado.
- Tem razão. Mas não sei por onde começar. Ainda mais agora que meu tempo é curto pra tentar fazer isso. – Ela parece entender minha resposta.
- Ah sempre um jeito pra tudo, basta querer. – Pontua. – Sabe, depois que você falou sobre isso, eu lembrei que a avó da minha melhor amiga fez terapia um tempo por causa do falecimento do marido dela. Se você quiser, eu posso pedir o contato do psicólogo que atendeu ela.
Será que eu deveria? Não sei se estou pronto para isso agora. É verdade que estou me sentido perdido com algumas coisas. Tem noites que demoro a dormir só pensando em como vai ser o dia seguinte ou mentalizando em não fazer nada de errado que possa me prejudicar. Minha ansiedade fica forte quando fico pensando nesses assuntos. Tenho muito medo de não conseguir me sustentar sozinho e acabar ter que voltar a depender dos outros. Eu acho que seria uma boa ideia, só preciso de coragem pra tentar. Luisa fica esperando uma resposta e acabo decidindo o que vou fazer.
- Eu aceito sim! Quando você perguntar a ela o contato dele, pode me enviar. – Respondo com convicção.
- Combinado. – Ela diz, contente.
Prometi para mim mesmo que quando desse esse novo passo que era sair de casa, iria arriscar a fazer mudanças a favor de mim e era isso o que pretendia fazer.
Depois de um tempo, Karol e Ricardo também chegaram e se juntaram a nós.
(...)
O dia hoje foi corrido como sempre e já estou me preparando para voltar pra casa. No ônibus, recebo uma mensagem do meu pai perguntando sobre mim.
Da última vez que nos falamos, ele tinha me mandado um áudio perguntando sobre o trabalho e como eu estava, porém notei que sua voz estava diferente e ele gaguejava bastante, o que deduzi que ele já tinha tomado umas dez cervejinhas na casa dele. Por isso, preferi ter ignorado sua mensagem porque era IMPOSSÍVEL falar com o meu pai quando ele estava nesse estado. Hoje acredito que ele esteja sóbrio, então começo a digitar:
- Oi pai, boa noite! Estou bem sim, só cansado do trabalho. Estou voltando para casa agora mesmo no ônibus.
Assim que eu mando a mensagem ele visualiza em seguida. Vejo que está gravando áudio e já espero um podcast completo.
- E aí filhão tudo certo por aí? Aqui tá tudo bem tá, cuidado nessas tuas voltas pra casa que tá perigoso em... e aí tá fazendo o serviço direitinho... toma cuidado que qualquer coisinha é motivo pra eles te colocarem pra fora...
Como explicar minha família com esse grande "otimismo" que os cerca não é mesmo?!
- Tá bom pai... prometo que vou me cuidar e ficar atento pra não perder o emprego. Qualquer coisa é só me mandar mensagem. Vou sair aqui porque não quero dar mole com o celular aqui no ônibus.
Assim que mando a mensagem, Seu Adônis rapidamente visualiza e manda um "joinha" pra mim. Eu gostava do meu pai, mas às vezes me pergunto o que ele iria dizer quando eu falasse para ele que sou gay. Nos falamos normalmente e nunca tivemos uma discussão de fato, eu não sabia realmente se ele tinha preconceito com pessoas LGBTQIA+ então não sei como tirar uma conclusão em relação a isso.
Meus pais não comentavam muito o fato de eu nunca ter namorado com ninguém e não falar em mulheres o tempo todo. Gosto de acreditar que eles sabem a verdade e estão esperando eu falar a respeito. Por enquanto, ainda quero ficar na minha. Não me sinto confortável o suficiente para ter essa conversa com eles atualmente, então optei por esperar.
Começo a pensar sobre o que conversei mais cedo com Luisa na loja. Seria bom dividir com outra pessoa essas questões sobre mim, até mesmo para me aconselhar no que for preciso. Eu sempre fui uma pessoa fechada até com os meus amigos, acho que seria bom conversar com um especialista que estaria ali para me ouvir e não para me julgar.
Pego mais uma vez meu celular e mando uma mensagem para Luisa perguntando se ela ainda estava lembrada de conseguir o contato do psicólogo. Assim que mando o recado, guardo meu celular no bolso e sigo viagem até em casa.
(...)
Durante o jantar, ela finalmente responde:
- Oi, desculpa a demora. Perguntei sim e o psicólogo que ela me falou trabalha em uma clínica. Vou te mandar o contato deles.
Assim que recebo o número de telefone da clinica, agradeço Lívia pela indicação. Como o meu salário do mês já estava quase entrando na minha conta, vou esperar mais um pouco para fazer uma tentativa de contato.
(...)
Quase na hora de dormir, fico com vontade de mandar uma mensagem para Nanda para perguntar se ela sentiu dores depois da corrida. Ao abrir seu contato, percebo que está online e decido arriscar uma conversa.
- Oi Nanda, boa noite! E aí, sentiu algumas dores depois de ontem? Kkkkk eu senti um cansaço horrivel quase que faltava o trabalho.
Tá, essa última parte era mentira mas ela não precisava saber. Depois de alguns minutos esperando, finalmente ela visualiza e responde:
- Oi Antônio, boa noite também! Menino num é que eu senti mesmo kkkk eu avisei né, a pessoa aqui é sedentária. Mas já tô melhor agora, pronta pra outra.
- kkkkkk não sei se vou querer uma próxima depois dessa. Brincadeira rs. Eu gostei de ter passado a tarde com vocês.
- Que bom, também gostei de te conhecer mais. Mas fala aí, você vai fazer alguma coisa na sexta?
- Bom... somente trabalhar mesmo. Porque?
- Vou fazer uma reuniãozinha aqui em casa com os amigos. Beber vinho, jogar conversa fora... essas coisas. E aí, topa?
Demoro um pouco para responder. A verdade é que socializar com pessoas que eu não conhecia me deixava em pânico. Certo que eu não sou mais tão tímido como eu era antes mas ainda me sentia inseguro. E eu nem tinha costume de beber. Mas ela me fez um convite e ficaria feio de recusar assim. Em um misto de coragem, confirmo minha presença.
- Eu topo sim. Mas vai ser aonde, na sua casa?
Mais tapado do que nunca, repito o que ela já tinha afirmado.
- Sim, aqui em casa. Como você provavelmente não sabe o endereço, acho melhor mandar o Luciano te acompanhar até aqui. O que você acha?
Ok, agora as coisas começaram a melhorar. Se antes achava que não veria mais Luciano, depois de hoje já não tenho tanta certeza... claro que eu não fico me iludindo com nada em relação a ele mas pelo menos a gente pode se tornar amigos. Aparentemente, ele era uma pessoa bacana e gostaria de conhecê-lo mais.
- Ok, eu gostaria sim.
- Ótimo, vou falar com ele depois. Você me passa o seu endereço e eu mando para ele, que tal?
- Seria uma boa. Obrigado pelo convite!
- Por nada... te vejo na sexta.
- Até lá.
Encerrei a conversa já me preparando para dormir. Só espero que os amigos deles sejam legais como eles. E é também uma boa oportunidade de conhecer mais o tal Luciano. Enfim, vamos ver no que vai dá!
//
Na quinta feira da mesma semana aviso Lavinia que irei sair com os meus novos amigos na sexta. Ela fica eufórica com a novidade e prometo contar tudo depois. Não recebi nenhuma mensagem de Sara nesses dias e me dispus a fazer o mesmo. Não era minha culpa se ela se frustrava em colocar expectativas de mais nas pessoas e depois se decepcionava. Se ela quiser conversar e até mesmo se desculpar pelo que disse, estarei disponível para isso.
No mesmo dia também decidi comprar uma roupa nova para a ocasião. Fazia tempo que não dava uma repaginada no visual, o que me lembrava de resolver essa questão o quanto antes. Por isso, faltando alguns minutos para terminar o horário do almoço, procurei pelas lojas do shopping algo que me agradasse. Optei por uma bermuda caqui bem bonita e que ficava bem ajustada no meu corpo, e uma camisa azul clara estampada. Fiquei com vontade de comprar um sapatênis ótimo que vi na vitrine de uma loja, porém, como não recebi meu salário ainda, resolvi esperar mais um pouco.
//
Na sexta depois do trabalho, já estava tudo pronto para encontrar Luciano. Sua prima Nanda já o tinha avisado sobre minha presença e consequentemente mandado meu endereço para ele vim me buscar com sua moto. Estou esperando na entrada do condomínio com um frio na barriga inesperado. Acredito que não seja por causa dele, mas é uma sensação esquisita fazer coisas de adulto.
Quando morava com minha mãe eu mal saia de casa para um rolêzinho no final de semana. Tenho uma quantidade muito limitada de amigos e por isso, acabava que eu sempre ficava em casa. Já comentei antes que gosto de ficar sozinho e não é mentira, mas há momentos em que gostaria de ser que nem as outras pessoas da minha idade. Tipo sair para algum lugar com os amigos, como uma praia ou um cinema de vez em quando. Acho que precisamos desses momentos prazerosos para repor nossas energias.
Lavinia morava em outra cidade e tinha que se deslocar para a minha por causa do campus; já Sara tinha se mudado recentemente, e até que nossas casas ficavam próximas, porém foi no mesmo período em que consegui o emprego e me mudei para cá. Enfim, não havia como planejar algo entre nós.
Deixando esses pensamentos de lado e focando no presente, uma moto encosta no portão e buzina. Luciano já estava a postos a minha espera.
- Ei... tudo bom? Boa noite! – Chego perto dele e o cumprimento.
- Boa noite! – Ele sorri e me entrega o capacete.
- E aí, a casa da Nanda é muito longe?
- Não muito, no instante a gente chega lá. – Termino de colocar o capacete e monto na garupa.
- Pronto? Podemos ir?! – Pergunta Luciano.
- Sim, podemos! – Afirmo para ele.
Luciano aciona a embreagem e o botão de ignição, acordando assim o motor de sua moto e acelerando em seguida.
No trajeto, ele conversava um pouco comigo sobre a estrada e como o trânsito estava péssimo esses dias. Não consigo formular uma pergunta para ele sobre algum assunto específico, então acabo falando sobre a corrida que fizemos com sua prima semana passada.
- Então, você não ficou cansado mesmo naquele dia?! Sua prima disse que você fazia crossfit todos os dias. – Ele deu uma risada antes de falar.
- Não costumo ficar muito cansado porque já tenho costume de correr. Minha prima é que não faz se não tiver alguém para incentivar ela, por isso me chama sempre quando dá. – Ele fala olhando pra frente.
- Entendi. Você gosta mais de crossfit do que academia não é?! – Pergunto já sabendo a resposta, depois que vi suas várias fotos treinando.
- Olha eu malho na academia sim mas não é sempre. O crossfit já me pega porque posso fazer vários movimentos durante o treino. Então se torna mais preferível pra mim. E você, treina também? – Questiona.
- Eu fazia academia alguns anos, mas estou preferindo malhar em casa. Por incrível que pareça, eu gosto de treinar sem muito barulho. – Falei e era verdade.
- Sério?! Pois eu amo a energia que é treinar com barulho e música, me dá mais adrenalina pra continuar.
- Já eu costumo gostar do silêncio, assim eu não fico desconcentrado. Qualquer coisinha me tira atenção em tudo que faço.
Continuamos nossa conversa até chegarmos na rua onde ficava a casa de Nanda. Luciano enconsta a moto de frente para a garagem e pedi para eu descer e avisar que chegamos. Toco a campainha e espero alguém atender.
- Quem é?
Parecia a voz de Nanda, então respondo:
- Oi Nanda, sou eu o Antônio. Eu e Luciano acabamos de chegar. Ele quer que você abra a garagem para ele entrar com a moto. – Peço olhando para ele.
- Oi Antônio! Estou indo. Já estávamos
esperando por vocês.
Ótimo! Aposto que já tinha um turbilhão de gente a nossa espera. Fica tranquilo Antônio... Você não é um homem das cavernas isolado da face da terra.
Assim que Nanda abre o portão nós entramos. Sua casa era linda por dentro, com vários tipos de plantas que rodeavam a entrada. Ela vem nos recepcionar vestida com um short jeans e uma blusa preta com estampas, e seu cabelo estava solto e ondulado. Estava linda! Ela vem em minha direção e me abraça e posso sentir seu perfume adocicado.
- Oi... tudo bem? Que bom que você veio. Meu primo te deixou inteiro? – Nós rimos ao mesmo tempo.
- Sim, ele chegou na hora que você me disse, em ponto! – Luciano chega perto da gente no mesmo instante em que falo.
- Viu só, como eu honro com os meus compromissos?! – Assim que comenta faz uma reverência com as mãos para Nanda.
- Tá bom senhor cavalheiro, todos já estão esperando. – Ela chama nós para entrarmos.
Luciano também estava lindo com sua bermuda rosa clara e uma blusa toda branca com uma sandália nos pés. Dessa vez, ele também estava sem o boné e percebo que seu cabelo é preto com um corte degradê.
Na sala de estar, encontra-se os amigos de Nanda e Luciano. Todos saúdam ele assim que nós entramos com entusiasmo e alegria, e percebo que são bem próximos dele. Eles também me cumprimentam. Nanda já fez o favor de explicar para eles quem eu era para evitar apresentações. Um rapaz loiro de blusa vermelha que usava óculos estava no sofá e fala diretamente para Luciano.
– Ei cara, tu não tem vergonha de judiar da tua prima e dele aí não é? – Diz em meio a risadas. Todos os presentes caem na gargalhada com o seu comentário.
– E olha que eu ainda fui bom com eles porque eu ainda estava com gás pra avançar ainda mais o percurso. – Diz Luciano todo orgulhoso.
– Aff... você era nem doido de fazer isso que eu nunca mais te convidava de novo. – Nanda fala assim que se senta no sofá.
– E aí Antônio, é difícil acompanhar o pique desse aí em?! – O rapaz que falou com Luciano antes agora fala comigo.
– Confesso que foi difícil. – Sorri para descontrair. – Eu e Nanda já estávamos quase precisando de uma bombinha de ar. – Afirmo brincando e todos começam a rir de novo.
– Esse cara é maluco! – Diz o cara de óculos.
– Acho que dá próxima vez, devemos convidar o João só para ele sentir o gostinho... – Luciano comenta divertido.
– Tô fora parça, me deixa fora disso.
Uma mulher também loira, que usava um cropped preto e uma calça da mesma cor, estava perto do moço de blusa vermelha e que eu descobri agora que se chamava João, olha para nós em pé.
– Gente podem sentar viu não sou dona da casa mas fica a vontade... – Ela fala e sorri para Nanda.
– É gente, concordo com a Vanessa, sentem-se. – Nanda também comenta e nos sentamos.
Fico perto dela e mais outra moça de cabelo preto com um rabo de cavalo e vestido roxo. Luciano porém, sentou perto do tal João onde começaram a engatar uma conversa animada com outro cara que estava do lado, esse também muito bonito. A anfitriã da casa então me oferece uma taça de vinho e aceitei na mesma hora. A moça que estava perto de Nanda se chamava Isadora e eram também colegas do mesmo curso.
Ambas começaram a falar sobre a faculdade e tentei me entrosar da melhor forma possível no assunto. É claro que eu não sabia muito sobre publicidade, apenas o básico mesmo do senso comum. Faço algumas perguntas para as duas sobre o curso e sua grade curricular. Parecia ter dado certo e elas se ocuparam a me explicar sobre os pontos positivos e negativos da profissão.
Com o passar do tempo, entretidos demais nas conversas, Nanda pediu nossa atenção e fala:
– Gente eu sei que a conversa tá ótima mas tá na hora da gente fazer aquele joguinho lá que vocês amam tanto não é?!
Todo mundo bateu palmas no mesmo instante e me perguntei de que joguinho ela estava falando...
MEU DEUS! Será que é AQUELE joguinho que eu tô pensando que reuni jovens sozinhos em casa em uma noite qualquer de sexta com a presença de uma certa garrafa no meio e que são submetidos a perguntas cabulosas e íntimas?! Misericórdia! Já vi que a minha noite tranquila está apenas começando...
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top