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Georgia correu ao lado de Gally até chegar onde Newt, Thomas e Minho estavam. Ela parou respirando fundo ao encontrar ambos os amigos brigando e Minho parado sem reação, sem forças para poder fazer alguma coisa.

- Newt! - Georgia o chama se aproximando - Newt, por favor! Olha pra mim, eu estou aqui. Deixa a arma, deixa a arma no chão.

Sua voz embargada chamou a atenção de Newt, que a encarou com um de seus olhos negros e as veias saltadas em seu rosto. Estava acontecendo. Georgia se sentou inútil ao se aproximar do namorado e não ter os frascos de cura com ela, de não poder o salvar depois de tantas vezes que ele havia lhe salvado.

Os lábios de Newt estava negros e ele insistia em pedir para morrer. Ele estava virando. O líquido preto apareceu na boca do homem e ela correu até ele, o abençoando com força suficiente para fazer ele sentir em seus ossos.

Georgia não se importou em beijar os lábios manchados de Newt, ela apenas o fez enquanto chorava sem parar.

- Me perdoa por não ter conseguido te salvar como eu queria, eu sou uma inútil, prometi que arrumaria um jeito pra te salvar, pra te salvar e tudo que eu consegui foi perder meu te... - sua fala foi cortada quando o homem avançou sobre ela. Não era mais Newt. As lágrimas se intensificaram a cada tentativa de tentar tira - lo de cima dela.

Seu rosto se virou para o lado e ela encarou a arma caída no chão, centímetros de sua mão esticada e agora livre. Thomas parou, encarou e limpou as lágrimas... tinha que ser ela a acabar com a dor do amigo.

- Eu te amo! Me perdoa.

A arma já estava posta quando as palavras de Teresa vieram em sua cabeça.

"Seu sangue é a cura; sendo "processado" ou não. Você é a cura viva Georgia, a cura mais eficaz que eles já criaram, capaz de imunizar todos."

A arma caiu no mesmo lugar em que estava e ela encarou os olhos negros de Newt, seus braços pararam de forçar o corpo de Newt para longe e ela o deixou cair sobre o seu. O grito de Thomas cortou o lugar e ele se levantou.

O sangue jorrou pelo pescoço de Georgia quando Newt ou o que ele havia se transformado mordeu seu pele arrancando um pedaço do tecido fino que cobria o corpo da garota. A dor tomou conta de seu corpo e ela rezou para que aquilo tivesse válido à pena.

O líquido quente molhou sua bochecha e testa que agora estavam apoiadas no asfalto, enquanto sua boca se enchia de sangue e seus olhos encaravam a luz dos carros e do fogo ao longe.

- Não! - Thomas grita se jogando contra o corpo do amigo e o tirando de cima de Georgia, vendo a amiga se engasgar no próximo sangue de forma lenta e em frente aos seus olhos. Era o fim?

Gally se aproximou correndo e pegou o corpo da garota, a levando para o avião recém pousado na passarela acima deles enquanto Thomas encarava o corpo de Newt se remexer no chão de forma estranha. Os gritos vindos do amigo se tornaram humanos minutos depois e as veias negras pareciam estar recuando e deixando seu corpo. Vivo.

- O que aconteceu? - Newt questiona vendo Thomas o abraçar - Porque tem sangue na minha boca?

- Georgia... ela te salvou. Vamos!

Newt foi carregado até o avião onde encontrou Georgia deitada sobre uma maca, com sua roupa molhada de sangue e com os olhos semi abertos. Ele se assustou e logo depois pareceu se lembrar do que havia feito.

- Eu disse que nunca te machucaria, olha o que eu fiz!

- Você es...tá vivo... é o que importa!

Seus olhos pesaram, seu corpo ficou mole e tudo ficou escuro.
Newt a segurou em seus braços e chorou.

O fio de esperança de salvar Georgia se tornou ainda maior quando avião decolou, a levando para longe da cidadela.

- Cadê o Thomas? - Brenda questiona encarando as pessoas
dentro do avião.

- Ele foi atrás da Teresa! - Gally diz indo até Jorge e pedindo para ele voltar com  avião.

Jorge virou o avião e voltou para a cidadela em busca de Thomas. Sem as respostas do garoto pelo rádio, o encontrar no meio de tantas pessoas e fumaça era como tentar sair do labirinto mais uma vez.

- Ali! - Caçarola exclama, vendo dois corpos sobre
o prédio do laboratório - São eles.

Brenda correu até a porta do avião e a abriu, pedindo para Jorge se aproximar ainda mais do prédio para que pudessem o salvar. Ela engoliu seco e seus ombros caíram. Teresa estava beijando Thomas. Os gritos dos amigos pedindo para ele correr não pararam, fazendo Brenda voltar sua atenção para o fato de salvar uma vida.

- Não posso me aproximar mais, é perigoso! - Jorge grita da cabine.

Thomas se levantou e tentou correr levando o corpo ferido de Teresa com ele, mas parou quando o chão começou a desabar e Teresas e soltou dele.

- Vá Tommy! Salve as pessoas desse lugar - ela pede - Vai!

O buraco no chão atrás de Teresa a fez dar passos a frente e correr junto a Thomas. Ele foi puxado, mas Teresa ficou para trás, sendo engolida pelo fogo e pelos destroços logo após o chão ceder.

Thomas deixou as lágrimas rolarem por seu rosto e viu a imagem de destruição sumir quando a porta se fechou.

- Newt? Georgia?

- Eles vão ficar bem. Todos nós vamos! - Caçarola responde.

_

O abrigo era o lugar inesperado, perfeito e sem nenhuma sombra de duvidas, seguro.

Newt estava limpo e segurava a mão de Georgia, que por sua vez estava deitada na maca improvisada, na enfermaria improvisada e ainda em construção. Ela tinha um curativo grande no pescoço e uma bolsa de soro, onde recebia também a medição necessária para sua recuperação.

- Vamos ter uma reunião - Caçarola chama o loiro - Ela vai ficar bem, cara!

- Eu sei que vai, mas eu causei isso, eu causei a dor que ela esta sentindo.

- É, você causou isso, mas está com a gente agora, vivo, por uma coisa que ela fez sem pensar duas vezes. Fez porque te ama! Vamos?

Georgia foi deixado sozinha com o médico, e  Newt seguiu com Caçarola para fora da cabana, seguindo para junto de todo o grupo, que já ouviam algumas palavras de Vince. Ele sorriu ao ver os dois jovens se aproximarem e sentarem.

- Vamos a construir algo bom e grande aqui. Vocês não vão mais serem usadas como rotos de laboratórios. Vocês estão livres para
viverem sem medo...pela primeira vez em suas vidas.

Vince apresentou a mulher e o homem que haviam sido os primeiros à chegarem na ilha e construirem grande parte do refúgio dentro da mata e buscado alguns jovens e adultos antes de aceitarem o grupo deles.

- Jason chamou Georgia de filha - Newt comenta. - Ela nunca disse o nome dele e eu nunca procurei saber. Nem mesmo olhei na ficha dela, achei que essa parte seria meio que evasivo por causa de tudo que ela sofreu, por isso quando parecia sobre a família, eu pulava. Eu tinha uma certa noção, mas nunca pensei que fosse ele de verdade. Ele devia ter algum tipo de problema psicológico pra fazer aquilo com a filha e com a esposa.

Thomas se remexeu sobre o chão e encarou o amigo, lhe entregando o colar que Newt havia lhe dado quando tudo estava acontecendo.

- Quando ela acordar podemos perguntar e esclarecer coisas que descobrimos...no fim vamos falar sobre a vida de cada um. Vamos construir algo bom aqui, cara! Vamos ser felizes. - Thomas exclama se levantando - Agora, eu preciso me resolver com a Brenda. Ela tem me evitado.

- Meio compreensível se formos olhar o lado dela, já que você beijou a Teresa - Caçarola diz - E que preferiu ir atrás...

Minho deixou um empurrão em Caçarola e o fez calar a boca.

- Vá falar com ela cara e se acertem - Newt diz com um sorriso fraco.

A brisa do mar fez com que Newt se levantasse e caminhasse para dentro da enfermaria mais uma vez, se sentando ao lado da cama de Georgia.

- Você vai amar isso aqui - ele diz segurando a mão gelada da garota - A brisa do mar, as cabanas, as pessoas que conhecemos. Te quero aqui comigo para poder aproveitar cada pedaço desse lugar. Eu te amo little monster!

Para fim da angústia de vocês...
Vocês realmente acharam que eu ia matar o Newt depois de toda a dor que sentimos nos filmes e livros? Não conseguiria fazer isso nunca.
Votem e comentem muitooooo
Talvez eu demore a atualizar,  vou começar num emprego novo amanhã, e vai ser o dia todo. Espero que entendam.
Beijos e fuiiii

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