17
Newt ainda segurava o corpo de Georgia, deixando o perfume da garota ser inalado pela proximidade de suas costas. O calor que ele transmitia apenas com aquele toque a deixava com o coração disparado. Ela se virou e sorriu, vendo as pupilas dilatadas de Newt e seu olhar penetrante. Ela sentia vontade de beija - lo.
— Você é um chato, — ela fala — mas eu gosto!
— Você está fora de si. Vou te levar para sua cabana.
— Eu sei andar sozinha e nesse momento minhas pernas querem voltar para festa e me divertir muito. Não sei o dia de amanhã.
Os braços da garota estavam sobre os ombros de Newt e suas mãos mexiam nos cabelos curtos e loiros do garoto, enquanto seus olhos encaravam seu rosto.
— Não vou deixar você sair da sua cabana, não bêbada e não doente.
— Eu não estou doente! — ela diz se afastando e encarando os garotos deitados. Um deles estava acordado e a encarava — É feio ouvir a conversa dos outros.
Georgia passou por Newt sentindo o mesmo andar atrás da. O novato e Minho encararam os dois e voltaram a conversar.
— Vai me seguir até quando? Você disse que não me queira por perto, que...
— Desculpa ok? Eu estava com raiva. Georgia...
— Eu quero ficar em paz. Sozinha. Será que eu posso?
Newt levantou os braços em rendição e parou vendo Georgia se afastar.
" Não fica aí parado, vai até trás dela"
— Já deu a hora pessoal! Todos pra cama - Alby grita.
Gally passou por Newt chocando seu ombro no do garoto e caminhou apressado até a cabana de Georgia. Ele parou do lado de fora e bateu na porta.
— Tudo bem? — ele questiona encarando o corpo magro e baixo da garota em sua frente.
— Sim. Me desculpa por...
— Desta vez não foi você que estragou a festa, foram os verdugos fazendo barulho no labirinto, então não venha pedir desculpas.
Georgia puxou Gally para um abraço, o qual ele retribuiu de imediato, deixando carinhos nosso cabelos da garota. Ela se sentia bem dentro daquele abraço.
Ela se afastou instantes depois, tentando não deixar as lágrimas caírem, haviam lembranças em sua mente e junto com elas medo. Ela já não precisava mais estar parada para lembrar delas, ela só precisava estar "viva" e se movendo, tentando fazer as coisas para se lembrar que aquelas coisas dolorosas que invadiam sua mente ainda existiam.
Suas roupas caíram no chão de bambu e ela lavou o rosto, se deitando logo depois. Seus olhos castanhos ficaram presos no teto escuro por um bom tempo antes de pesarem e ela conseguir dormir.
Newt andava de um lado pro outro encarando a cabana de Georgia, criando coragem para poder bater na porta e entrar para conversar. Os passos dele podiam estar atrapalhando os outros em seu sono porém nada estava lhe importando naquele momento.
Um único gemido e sussurros desesperados fizeram a atenção de Newt se prender ainda mais na cabana.
— Eles não...Por favor...Não!
A porta se escancarou. Newt estava dentro da cabana encarando o corpo de Georgia que se remexia sobre a cama improvisada que ela mesmo havia construído.
— Georgia...ei... little monster?! — o apelido havia surgido no fundo de sua mente e saiu por seus lábios de forma natural, como se ele já tivesse o usado antes..
Os dedos calejados de Newt desenhavam círculos no rosto da garota que ainda se remexia e gemia, com sussuros de dor e de culpa.
— Little mons...
Os olhos de Georgia encararam a escuridão e quando a vela foi acessa ao longe ela conseguiu distinguir o corpo que caminhava para perto de si.
— Newt? — ela sussura. — É você?
— Sim — ele responde pousando sua mão sobre o braço da garota — Está tudo bem, foi só um pesadelo!
O corpo magro e assustado de Georgia se elevou, revelando sua pele seminua arrepiada pelo frio e pelo toque assistente de Newt em seu braço que ele trazia uma onda de nervosismo.
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Eu sei que muitos estão querendo um romance, isso vai acontecer, só que antes eles vão passar por muitas coisas
Beijos e fuiii
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