𖤐...Promessa de sangue
Morgana acordou durante a noite, sentou-se e notou que estava em uma cama hospitalar, havia um soro em seu braço. Olhando para o lado, notou que seu pai estava ali, sentado em um poltrona, dormindo em uma posição desconfortável.
-Papai...-Morgana murmurou baixinho para não assustar ele. -Pai, acorda!
Remy acordou ao escutar a voz da filha, ele levantou rapidamente. Morgana sentiu seu coração quebrar ainda mais ao ver o estado que se encontrava seu pai, com os olhos vermelhos -Se fosse em outro momento, em outra ocasião e contexto, Morgana zombaria de seu pai e falaria que os olhos vermelhos era por conta de uma "erva ilegal". Mas naquele momento, ela conseguia pensar em nada além do que havia visto.
-Papai, eu tive um pesadelo horrível! -Ela falou enquanto se sentava. -Por que estou aqui? Apenas desmaie, não estou doente! Vamos, quero ir embora, temos que comemorar a vitória da mãe.
Morgana estava prestes a retirar o acesso de seu braço, mas foi impedida por Remy que tocou gentilmente em sua mão. Ele se havia se levantado e se sentou na cama hospitalar.
-Ta se sentindo bem?
-Não, minha cabeça está doendo. O meu pesadelo não sai da minha mente. -Morgana murmurou enquanto tremia.
-Morgana...não...não foi um pesadelo. -Remy falou calmante e Morgana piscou algumas vezes confusa.
-Foi um pesadelo. -Morgana voltou a afirmar enquanto negava com a cabeça diversas vezes.
-Sinto muito. -Remy murmurou e Morgana negou com a cabeça, a famosa teimosia da família.
A lembrança da cena veio em cheio na mente da garota, ela apertou o lançou que a cobria com força.
-A mamãe morreu...? -Não foi exato uma pergunta, mas sim uma afirmação vindo.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
-Não, ela não morreu. Mataram ela! -Morgana exclamou sentindo um misto de sentimentos como a dor, a tristeza e a raiva. -Mataram a mamãe!
-Sim, mataram a mamãe. -Remy também falou enquanto sentia a amargura na voz, ele estava quebrado e com raiva, mesmo assim ele estava preocupado.
Preocupado pois Morgana havia visto algo que provavelmente traumatizaria seus sonhos e pensamentos durantes anos, Morgana tinha apenas sete anos e tinha visto a mãe morta de uma forma horrível. Ele se sentia inútil, inútil pois não consegui proteger sua mulher quando ela mais precisou, se sentiu inútil por não conseguir proteger a mente e inocência de sua filha. Remy estava com ódio de si mesmo por ter falhado.
-Quem fez isso com ela?
-Ainda não sabemos, mais a polícia já está investigando. A um tempo atrás, um ex mafioso foi liberto do xilindró. Estão investigando mais não há provas. -Remy murmurou enquanto observava cada reação que Morgana fazia.
"Sempre acima de sua idade, não está derrubando uma lágrima sequer" -Remy pensou.
-Pai, na nossa família não existe o perdão e nem a misericórdia. Apenas a empatia, que seja deixada de lado a partir de hoje. -Morgana exclamou apertando cada vez mais os lençóis, ela levantou a cabeça e encarou os olhos de seu pai.
"Toujours Luth, Morgana" veio a frase que sei pai sempre falou a ela. A frase se repetia diversas vezes.
-Irei matar quem fez isso, irei vingar a morte da mamãe! -Morgana exclamou com raiva.
Remy ficou calado, sem saber o que falar ou fazer naquele momento. Ele não era hipócrita, ele não iria dizer: "Minha filha, a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena!"
Remy também tinha aquele pensamento, porém, em seu desejo era diferente de Morgana. A garotinha queria apenas matar o assassino, Remy já não, ele faria questão de fazer quem quer seja essa pessoa se agonizar toda vez que respirar, iria transformar o desgraçado em um verdadeiro Rato de laboratório.
Uma criança pensando em matar alguém, oh, que coisa mais maluca! Com certeza Remy está pensando em parar ela. Hahahaha! Remy mesmo deu uma 'arma' para Morgana se defender, para ela matar qualquer um que tente machucar-lá. Acha mesmo que ele iria se importar? Não, o assassino havia machucado a mente de Morgana, então ela deveria fazer aquilo. Porém, Remy já era um adulto, Morgana era uma criança. Ela não poderia simplesmente viver uma vida em busca de vingança. Remy se preocupava, pois já teve tios que se afundaram da loucura da vingança, no odio e amargura.
-Morgana, faremos isso. Vingaremos a morte de Naomi, porém, tudo em seu devido tempo. Nada seres feito sobre o desespero, nesse momento, você está cega e não consegue ver nada. -Remy explicou de forma calma.
-você vai desistir disso...
-não, não irei desistir. Promessa de sangue.
-Promessa de sangue, então! -Morgana exclamou enquanto soltava o lençol, Remy finalmente conseguiu ver as lágrimas saindo dos olhos da garota.
Morgana levou o dedo até a boca, logo em seguida mordeu o mais forte que conseguiu. A dor logo surgiu, mas foi ignorada. Remy fez a mesma coisa.
Aquilo era uma coisa boba da família Nishikori que surgiu a séculos, eles costumam levar a sério suas promessas e nunca a quebram.
Morgana estendeu o dedo, um pouco de sangue começou a sair. Remy fez a mesma coisa.
-Promessa de sangue! -Ambos disseram juntos enquanto colaram os dedos.
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