Capítulo XXXV

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🎊🎉🤩

E como eu amo muito vocês está aqui mais um capítulo direto do forno!!

Obrigada e divirtam-se 😘

Jamie


A cada vez que eu via a jóia no dedo de Lizy, meu coração acelerava.

O reflexo brilhante das esmeraldas e dos diamantes em seu dedo me enchiam de felicidade e contentamento.

Minha noiva.

Eu mandei fazer o anel há tempos, e desde então o tenho carregado comigo, esperando o melhor momento de realizar o pedido.

E, que melhor momento do que após dizer a ela o que aquele lunático fez, confirmando a Lizy que pertencemos um ao outro, independente de quaisquer armações que aquele maldito faça.

Notei que Lizy se mostrava estranha nesses últimos dias de viagem, e quando passou mal hoje, temi que tivesse adoecido. Mas, felizmente, logo após seu mal estar ela já estava brigando comigo, o que significava que estava bem.

Agora, a sós em nossa barraca, penso em sua confissão de há pouco, que está assim por medo do que está prestes a acontecer.

Eu também sinto-me receoso, mas faço o meu melhor para acalma-la.

Assim que amarro os panos da entrada de nossa tenda, Lizy avança sobre mim, e deita-me no chão sobre as peles e cobertores, sentando-se em meu colo.

Sinto-me endurecer imediatamente.

- O que está fazendo, Lizy querida? - pergunto, mesmo sabendo a resposta.

- Lembra-se de quando pedi que me ensinasse a beijar para que agradasse meu futuro marido? - Ela diz, começando a abrir os botões de minha camisa.

Lentamente.

- Lembro-me muito bem. - sussurro rouco, lembrando-me de nosso primeiro beijo.

- Pois então, ensinou-me muitas coisas, Jamie, e pretendo usá-las agora para agradar o meu futuro marido. - Lizy diz, terminando de abrir minha camisa.

Ela passa as mãos por meu abdômen, de baixo para cima, deitando-se suavemente sobre mim, e, quando acho que vai me beijar, ela retira minha camisa pelos meus ombros.

Após, Lizy começa a desamarrar o próprio vestido, mantendo os olhos nos meus.

Quando faço menção de ajudá-la para que vá mais rápido, ela dá uma palmada em minha mão.

- Não tem permissão de me tocar antes da hora, Jamie Mackenzie. Se tentar novamente irei amarrá-lo.

Esse jogo que Lizy está jogando me excita mais ainda, e me acomodo deitado assistindo enquanto ela retira suas roupas.

Todas elas.

Observo enquanto sua pele sedosa e macia é exposta, toda para mim.

Eu adoro ela ser tão confiante e desinibida.

Quando termina de despir-se, Lizy senta sobre mim novamente, bem em cima de meu membro, e desamarra minhas calças.

Lentamente.

Ela dá uma leve mexida nos quadris enquanto o faz, o que me faz soltar um gemido.

Quero tocá-la. Acariciá-la. Senti-la.

Mas contenho-me. E apenas aproveito o momento e deixo que se divirta torturando-me.

Ao terminar ela sai de cima de mim, e puxa minhas calças languidamente, e junto retira minhas roupas de baixo.

Ela tira um momento apenas para admirar meu corpo, e o que vejo em seus olhos é o mais puro desejo, voraz e selvagem.

Lizy então solta as tranças que prendem seu cabelo, que se libertam, revoltos, a tornando a imagem de uma deusa da sensualidade ou uma ninfa.

Ela vem novamente sobre mim, engatinhando, como uma tigresa, e morde suavemente o interior de minha coxa enquanto arranha a outra.

Não resisto e acaricio seus cabelos.

Ela puxa rapidamente minha calça de onde estava e retira dali o cordão.

- Eu disse que iria amarrá-lo. Me dê os pulsos.

Com um sorriso no rosto faço o que ela me pede e lhe ofereço os pulsos unidos. Ela é rápida e os amarra, tomando o cuidado de deixar uma folga para que eu não me machuque.

- Deixe-os para cima da cabeça. - em um segundo que eu hesito, Lizy senta-se em meu colo pressionando novamente minha ereção, e sinto que ela já está molhada.

O contato é inebriante.

- Aaahh, Lizy.. - ela pega em minhas mãos amarradas e as coloca acima de minha cabeça.

- Fique quieto, querido. - ela sussurra em meu ouvido, dando-me uma mordida no lóbulo da orelha.

Lizy então desce novamente para minhas pernas, onde vai dando mordidas desde os joelhos até chegar em minha virilha.

Quando acho que ela irá dar atenção especial ao meu amigo que está duro feito uma tora, ela segue mordiscando minha barriga, meu peito, e finalmente chega ao meu pescoço.

Estou me segurando firmemente para não me contorser todo, tamanho desejo que estou.

Ela toma minha boca num beijo que chega a ser predatório, e acaricia minha rigidez com uma das mãos.

Não resisto mais e solto um grande gemido, que Lizy engole em sua boca, continuando a beijar-me.

Então, abruptamente ela para, e desce rapidamente até minha rigidez, onde sua língua lambe a ponta de minha masculinidade, acompanhando os movimentos de sua mão.

Sinto meu membro latejando, ansioso para chegar ao clímax.

Lizy então surpreende-me quando toma meu membro inteiro em sua boca, o chupando despudoradamente, o engolindo, acariciando-o totalmente com seus lábios e língua.

Isso faz com que eu saia de mim, meu desejo toma conta e desamarro minhas mãos facilmente das amarras.

- Já se divertiu o bastante, Lizy. - digo, puxando-a e me deitando sobre ela, que abre as pernas para me receber.

- Estava me perguntando quando perderia o controle. - ela diz com um sorriso safado.

Olho seu sexo que está gloriosamente úmido, tanto que um pouco já escorre por suas pernas, e, sem mais delongas, eu a penetro.

Lizy arqueia as costas e escuto meu nome em seus lábios num sussurro rouco.

Mas eu não me movo.

- Jamie.. - ela diz novamente, manhosa.

- Sim?

- Mexa-se.. - ela pede num suspiro.

Retiro meu membro, e acaricio seu ponto sensível com ele, e o introduzo novamente em sua entrada.

- Assim? - pergunto, com uma voz distorcida pela luxúria do momento.

- S.. sim.. por favor... - quando Lizy começa a mexer os quadris, eu me retiro dela e repito a carícia anterior e a penetro novamente - Jamie.. por favor..

- Isso vai ser rápido e forte, tudo bem, Lizy? - estou me contendo, meu prazer pede urgência e eu não quero me conter.

E sei que ela também não.

- Sim, sim eu preciso..

Lizy quase solta um grito de puro êxtase quando eu começo a me movimentar dentro dela, mas eu tomo sua boca na minha, bebendo dela e de seus gemidos.

Acelero meus movimentos e Lizy puxa meus cabelos.

Nossas relações sempre foram quentes e sensuais, mas esta noite, está extremamente carnal, quase animal.

Sinto minha libertação chegando e noto corpo dela tenso, pronto para o ápice.

- Venha comigo, Lizy.. tenha seu prazer junto a mim, meu amor. - sussurro em seu ouvido.

Ao ouvir minhas palavras, Lizy estremece e a sinto apertar minha masculinidade, e sei que está sentindo seu gozo.

Suas mãos arranham minhas costas, e isso faz com que eu me entregue ao meu próprio prazer e aumento mais ainda a velocidade de meus movimentos, e logo sinto meu clímax, num gozo violento e arrebatador.

Aguardo que meus batimentos se acalmem e que nossa respiração ofegante normalize, e me retiro de dentro dela, estremecendo e ainda desejoso.

Deito-me e Lizy deita-se sobre mim, em meu ombro.

- Acho que eu deveria te amarrar mais vezes. - ela diz, com um enorme sorriso de satisfação.

Solto uma grande gargalhada.

- Eu não tenho argumentos contra isso. - digo, lhe dando um beijo nos cabelos - Mas acho que eu deveria ter o direito de lhe amarrar também.

- Desde que termine rápido e forte, eu permito que me amarre.

Essas palavras dela já me fazem sentir uma fisgada lá embaixo.

- Farei exatamente como a senhorita quiser. - digo num sussurro.

Ela levanta sua cabeça levemente e olha para mim, com aquele sorriso travesso que tanto amo.

- Agora?

Abro um sorriso e puxo o cordão que ela usou para me amarrar, já pronto para satisfazer o pedido de minha mulher.

Apesar da noite longa, selvagem e quente, acordo junto aos primeiros raios de sol.

Visto-me em silêncio, deixando Lizy dormir um pouco mais, e rumo para fora, onde atiço a fogueira para preparar nosso desjejum.

Ian logo aparece, e sei que ele vai me provocar pois já tem um sorrisinho em seu rosto.

- Noite agitada? - ele pergunta, sentando-se.

- Não encha!

- Tudo bem, tudo bem.. Quer ajuda?

- Sim, pegue o alforje para que preparemos logo alguma comida.

Ian se levanta e vai até onde estão os cavalos com nossas provisões. Logo volta trazendo um pedaço de carne salgada e legumes que apanhamos no caminho.

Quando a comida está pronta, Lizy sai de nossa tenda.

- Bom dia, querido. Bom dia, Ian! - ela diz, animada, dando-me um beijo no rosto.

- Dormiu bem? - pergunto.

- Ah, ela dormiu, com certeza! - Ian diz aos sorrisos.

- Seu moleque, vou aí lhe dar alguns cascudos. - o repreendo.

- Você terá que me pegar primeiro, velhote. - ele zomba de mim.

- Vocês parecem duas crianças! - Lizy comenta, sentando-se ao meu lado - Ian, pode parar de provocar seu irmão, por favor?

- Claro, querida, eu apenas estava aguardando que ele me pedisse com educação. - Ian pisca para ela.

- Ora seu..

- Já chega vocês dois! - Lizy grita, mas sei que está divertindo-se com a situação.

A verdade é que fico incomodado que Ian saiba de nossa vida sexual, é algo muito íntimo, e com certeza não quero que ele pense mal de Lizy.

Mas, nos abster do contato físico durante essa viagem está fora de cogitação.

Então, tudo que me resta é aguentar as brincadeiras de Ian.

O que me mantém calmo é saber que Lizy não fica constrangida. Afinal, ela também o provoca sempre que pode.

Fazemos, então, nosso desjejum, conversando amenidades.

Levantamos acampamento e seguimos os poucos quilômetros que faltam até o local onde Jeny está enterrada.

Eu a enterrei nas margens do rio que corre além da fortaleza.

Eu carreguei seu pequeno corpo frio e quebrado até ali, pois eu vi o que fora feito em nosso antigo lar, e eu não queria que Jeny passasse a eternidade num lugar acometido de tanto sofrimento.

Portanto, ao invés da sombra da fortaleza, o túmulo dela ficava à sombra de uma grande árvore, onde por entre suas folhas passavam raios luminosos da luz do sol, e também havia a música suave da correnteza do rio, som que a embalava mesmo na morte.

Assim que chegamos, desmontamos e seguimos até a árvore.

A grama havia crescido novamente, e o único sinal dela era uma cruz de galhos que amarrei e finquei no topo de seu túmulo.

Ficamos ali um momento, e notei que no olhar de Ian não havia nem resquícios do jovem divertido e peralta desta manhã.

Ali, havia apenas dor e luto.

Senti meu coração se eternecer por meu irritante, chato e querido irmão.

Sim, querido, pois Ian já havia conquistado em mim todo o amor fraternal que eu nunca havia dado a ele.

Aproximo-me dele, e noto que Lizy da alguns passos ao longe, nos dando privacidade.

- É um belo lugar para passar a eternidade. -  ele me diz, numa voz embargada, percebo que limpa algumas lágrimas.

- Sim. Na adolescência, Jeny sempre vinha aqui, trazia suas tintas e telas, e passava horas a fio. Quando retornava, Nita enlouquecia pois ela havia manchado mais um vestido de tinta e lama.

- E levava umas belas palmadas de Nita? - Ian pergunta, sorrindo com minha história.

- Que nada! Jeny a enrrolava, dava a Nita uma das pinturas, e ela deixava o castigo para lá.

- Ela sempre fora a mais estrategista de nós.

Aceno positivamente, e Lizy retorna, trazendo um ramalhete de flores consigo. Ela dá um punhado para cada um de nós.

É ela quem deposita as flores primeiro.

- Eu gostaria de tê-la conhecido, Jeny. Deixaríamos esses dois malucos, tenho certeza. Mas não se preocupe, eu cumprirei essa missão em seu nome! - Lizy diz, tão naturalmente, que por um momento sinto a presença de minha irmã ali.

Quase posso ver seu sorriso conspiratório, feliz por eu ter encontrado uma mulher tão maravilhosa como Annelizy.

Em seguida, Ian coloca suas flores junto às de Lizy, e ajoelha-se ali.

- Eu não vim antes, Jen, pois aquele cabeção ali não me disse onde estava. Mas, não brigue com ele. Somos amigos agora, eu gostaria que estivesse aqui para ver isso. Gostaria que estivesse aqui... - Ian dá um soluço e limpa mais algumas lágrimas.

Então, é a minha vez, e ajoelho-me ao lado de Ian, depositando minhas flores junto às deles.

- Eu nunca me perdoei pelo que lhe aconteceu, Jeny. Mas, onde quer que esteja, eu peço que me perdoe. - digo, abrindo meu coração.

Nesse momento uma brisa suave e com cheiro de flores passa sobre nós, e eu sinto um peso saindo de dentro de mim.

Sinto lágrimas escorrendo pelo meu rosto e eu permito que elas saiam livremente, pois junto delas está indo todo o remorso que carrego há cinco anos, por ter falhado em protegê-la.

- Eu acho que ela o perdoou, Jamie. - Ian, diz, também emocionado.

- Sim. Eu creio que sim. - concordo.

- Agora, falta você se perdoar. - Lizy diz, suavemente, pegando minha mão.

A brisa agita os cabelos dela, e passa por mim, novamente. Aperto sua mão.

- Eu me perdoo! - digo aos sussurros, derramando mais uma lágrima apenas.

Nesse momento, uma borboleta de asas alaranjadas pousa nas flores a nossa frente e eu sorrio com aquilo.

Aquela era a cor favorita de Jeny, a cor do pôr do sol, a cor do fogo, a cor de seus cabelos ruivos, mais claros que o meu.

E, se aquilo não for um sinal de que minha irmã está ali e que está em paz, eu não sei o que é.

E então? Cheio de emoções esse capítulo, heim?

O que estão achando?

Preparados para o fim?

Votem e comentem!!
⭐😘

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