Capítulo XXXIX
Jamie
Depois de quase um mês fora, havia muito trabalho a ser feito.
Principalmente porque Ian se ausentou também, já que ele era quase que meu braço direito nos negócios da coudelaria, mesmo antes de fazermos as pazes.
Ele sempre fora competente no trabalho.
Então, depois do café da manhã, seguimos para a lida com os animais.
Verificar os nascimentos, os potros, as éguas prenhas e todo o resto que era necessário.
Mal vimos o tempo passar, e, quando ia chamar meu irmão para o almoço, ouvimos gritos.
- Fogo!
- Fogo! No depósito! Corram!
Saio em disparada, seguindo ao poço dos fundos, pegando um balde de madeira e o enchendo rapidamente.
Todos os homens fazem o mesmo, na pressa de apagar as chamas.
Incêndios nessa época do ano são quase incontroláveis.
O fogaréu já é alto, e temo que o estábulo mais próximo dali seja incendiado também, pois o vento ruge, levando as chamas longe.
- Vamos, homens, rápido! - grito.
Balde após balde de água, o fogo está quase controlado, quando o estábulo do lado oposto da propriedade começa a queimar também.
- Fogo no primeiro estábulo! Aqui, patrão! Fogo!
- O que? Isso é impossível, não... Lizy!
Jogo o maldito balde ao chão e sigo correndo desesperado até a casa principal.
- Jamie! - ouço Ian me chamar, mas eu não respondo.
Eu preciso vê-la. Preciso sentir seu cheiro e saber que está em segurança.
Ao chegar, vejo a porta aberta e já sinto meu coração doer.
E, quando vejo Nita deitada em uma poça do próprio sangue, ele se parte mais um pouco.
Quantas vezes terei o coração despedaçado hoje?
Corro até ela.
- Nita! - eu grito, abalado - Nita, responda, por favor! POR FAVOR!
Toco seu pescoço e ali sinto o suave pulsar de seu coração. Fraco, mas estável e constante.
- Mãe! MÃE!! - Ian grita da porta.
Logo ele está abaixado ao meu lado, a sacudindo.
Retiro meu casaco e pressiono o ferimento em seu ombro que ainda sangra.
- Segure apertado, Ian.
Ele faz o que peço e logo dois criados chegam, vindo das cozinhas, atraídos por nossos gritos.
- Busquem ajuda, rápido! - eles arregalam os olhos, e saem em disparada.
Levanto-me e sigo porta afora.
- Onde você vai? - Ian me pergunta.
- Buscar minha mulher.
- Mas..
- Jamie.. - ouço a voz de Nita sussurrar meu nome.
Volto até ela, rapidamente.
- Está tudo bem. Você ficará bem, agora preciso ir. - dou-lhe um beijo na mão que ela me estendeu.
Nita me aperta firme, segurando-me ali.
- Tem que trazê-los de volta! Traga-os de volta! - ela pede.
- Eles? De quem está falando? Irei buscar Lizy, apenas.
- Ela.. e seu filho. O filho de vocês que está no ventre dela. Corra. Eles saíram há pouco.
Eu sinto o mundo parar enquanto ouço essas palavras.
E eu o sinto girar novamente quando eu as compreendo.
Serei pai.
Seremos pais.
Isso me enche de felicidade e o mais puro terror.
Terror por medo de perder meu filho, perder Lizy, perder as duas pessoas mais importantes para mim.
- Farei de tudo para trazê-los. E você fará de tudo para ficar bem. Prometa. Precisamos de você para criar essa criança.
- Eu prometo. Agora vá. Corra.
- Cuide de tudo aqui. - digo a Ian, que apenas assente, aceitando a responsabilidade que lhe dou.
Corro porta afora, pego Vento Negro que estava no cercado próximo da casa e rumo ao resgate de Lizy e meu filho.
E eu sei exatamente aonde ir.
Afinal, o assassino sempre volta ao local do crime.
E, que lugar melhor para terminar essa batalha onde tudo começou?
Gente a Nita tá viva!!! 🎊🎉👏
Mas será que o Jamie chega a tempo no resgate?
O que vocês acham?
Comentem e votem!
⭐😘
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