Sétimo Pecado Part 3
Ohayou!! Tudo bem, anjos? Espero muito que sim! Estava com muita saudades de vocês!! Sem mais delongas (porque já demorei muito para postar esse capítulo kkkk). Desejo uma excelente leitura
***
Um vento frio soprava no pacífico Japão, ao ponto dos galhos das árvores dançarem e as folhas voarem de acordo com a melodia harmoniosa. Em meio aquela noite singela e dolorosa, ele apareceu de forma sutil e inesperada como de costume.
Uchiha Itachi, o homem que um dia me pediu em casamento estava a menos de dois metro de distância de mim. Seu olhar demonstrava preocupação apesar de sua pose séria, seus olhos vermelhos estavam escondidos por sua lente de contato preta.
— Sakura – dá um passo em minha direção.
Meu coração estava como uma cidade pós guerra, em grandes ruínas e desabando.
O término com Iatchi me fez querer desistir e a decepção com o Kakashi me faz querer voltar a desistir novamente. Meu rosto e olhos estavam inchados por causa do choro.
— Por que está chorando? - o olho pasma por sua pergunta.
Em um surto o respondo.
— Como assim porque estou chorando?! Eu estou sofrendo, Itachi! Eu estou sendo refém de mim mesma! – meu choro se transforma em raiva.
Ele me fita sem expressão.
— Eu não aguento mais. Eu tentei buscar a felicidade nesta merda de amor e não a encontrei, eu tentei tanto mas tanto e de nada serviu. O que me resta agora? Uma Sakura destruída e inútil! – falo um pouco alto.
Respiro fundo rapidamente.
— Eu perdi o meu filho, o homem que amei e não consegui salvar aquela paciente grávida. Ela morreu e o filho dela também, o bebê morreu assim como o meu filho – algumas lágrimas saem de forma involuntária de mim.
— E isso tudo é culpa minha... – levo minha mão ao peito ao sentir ele acelerar. Acabei de colocar tudo o que sentia para fora sem nem perceber e quando menos esperava. Um certo alivio passa pelo meu peito.
Me desabo em lágrimas.
— Eu não quero mais chorar... não quero mais sofrer... mas não sei o que fazer para impedir isso – digo baixo. Levo ambas mãos ao rosto para tampá-lo.
Que vergonha de mim, eu só tenho chorado como uma criança órfã. Mas, como parar? Meu coração tem doido tanto.
Em meio as lágrimas do meu sofrimento, sinto um abraço forte e extremamente quente. Tão quente quanto uma onda de calor de verão. O aroma do Uchiha entra em minhas narinas. Seus braços fortes me apertam contra seu peitoral de forma carinhosa e sua mão alisa minha cabeça como um guardião.
— Sakura, me perdoe – sussurra ao pé do meu ouvido. De repente, uma clarão se faz no céu e depois um estrondo forte. — Gomenasai... – seu tom é de choro.
Uma forte chuva cai sobre nossas cabeças, então não consigo identificar se o Uchiha chora ou não. Porém, de uma coisa eu tinha certeza, Itachi estava no mesmo poço de tristeza que eu. Seu aperto em meio ao abraço se intensifica e começo a respondê-lo do mesmo modo.
Ele se afasta repentinamente e com menos de um braço de distancia nos entre olhamos, nossos olhos se encontraram mais uma vez, e o moreno segura em minha mão e começa a me puxar para corremos em meio a chuva, nossos passos aumentam até que nos assemelhamos a duas crianças correndo em plena chuva.
Minhas esmeraldas oculares olham apenas o cangote do moreno, e esta simples visão dele me trás átona aos momentos que um dia passamos felizes. Um verdadeiro filme se monta nas minhas memórias com o Itachi. Momentos bons, momentos felizes e momentos inesquecíveis. Por um instante, pude me sentir feliz como naquela época em que vivemos juntos. Paramos de frente ao seu carro preto.
Ele abre a porta da frente para eu entrar e me fita, em um impulso entro no carro com um tremendo frio sobre o meu corpo, o mesmo entra logo em seguida no lugar do motorista. Meu corpo treme de frio e abraço a mim mesma na tentativa de me aquecer. Itachi liga o aquecedor do carro e pega um blazer preto do banco de trás o colocando por cima dos meus ombros.
— Me desculpe, é a única coisa que tenho para te aquecer – diz.
— Arigatou... – tento me aquecer nele apesar de está totalmente molhada. Viro meu rosto para o mesmo e dou de frente com seu rosto próximo do meu.
— Ita... – minha fala trava. Ele encontrava lindamente, mesmo estando molhado e com fios de cabelos grudados no seu rosto.
Seu rosto pálido estava com duas maçãs avermelhadas o que indica que está com frio. Toco em seu rosto e sinto ele extremamente gelado, desço minha mão até seu braço e o sinto todo arrepiado.
— Itachi! Assim irá ficar gripado – digo preocupada. — Como é descuidado em dar isso para mim – olho para seu blazer sobre meus ombros.
O olho firmemente um tanto séria.
— Tem que se aquecer também! Você sempre faz essas coisas. Tome – quando ameaço tirar o blazer ele segura em minha cabeça e a coloca deitada sobre seu peitoral. Ele acaricia meus cabelos mesmo molhados.
— Por favor... apenas fique assim comigo – me abraça. — Só mais um pouco.
Arregalo os olhos com o seu pedido. Retribuo seu abraço e ali ficamos em meio ao temporal do lado de fora.
Itachi como estou feliz em revê-lo.
Sorriu de leve.
***
Após alguns minutos, ele liga o carro e dirige pela cidade, pela estrada vejo que estamos indo para a mansão Uchiha.
— Está me levando para a sua casa... - cito baixo.
— Não. Para a nossa casa - diz naturalmente.
O olho surpresa.
Ao chegarmos nela, ele estaciona o carro na garagem e subimos para o seu quarto, melhor dizendo para o nosso antigo quarto. Ele pega duas toalhas brancas de seu guarda-roupa e dar uma para mim.
O mesmo tira sua camisa e começa a se enxugar.
É impossível não reparar que seu corpo não mudou nada, continua o mesmo de antes. Extremamente atraente.
— Ah, desculpa - ele me olha. — Não sabia que iria ficar sem jeito ao me ver sem camisa - diz.
— M-mas, eu não estou - olho para o espelho na parede e percebo meu rosto está corado. Viro de costas para o mesmo e começo a me secar.
Ouço sua risada de canto o que me deixa um tanto irritada e ainda mais sem graça.
Ameaço tirar minha blusa, mas paro.
— Desculpe, irei deixá-la sozinha para se secar. Dentro do guarda-roupa tem algumas roupas suas ainda caso queira usar.
— Arigatou... - respondo.
Nossa que sentimento bom, mas constrangedor ao mesmo tempo. Itachi passa por mim e ao sair do quarto fecha a porta.
Sento na cama relaxando os ombros.
— O que estou fazendo aqui? Como vim parar aqui? - questiono a mim mesma. — Como Itachi surgiu de repente? - suspiro. — Foi tudo tão rápido... sempre acontece tudo rápido comigo.
Após alguns minutos sentada tentando assimilar tudo, levanto e abro o guarda-roupa após me secar. Nele encontro algumas blusas minhas que até havia esquecido que estavam aqui. A maioria Itachi que comprou.
Tiro minha blusa molhada e pego uma seca de cor rosa para colocar, procuro por um short ou calça para colocar, porém, me deparo com um vestido vermelho largo, o meu vestido preferido que usava quando estava grávida.
Seguro o vestido fortemente segurando a dor que me consome. Deixo ele de lado, e acabo encontrando um short de pano ao qual coloco sem calcinha, pois ela estava molhada.
Pego o vestido e caminho até o espelho da suite do quarto, ponho ele em minha frente e acabo me vendo usando ele como antes.
— Como eu ficava linda nele - um leve sorriso escapa dos meus lábios. — Com uma barriga linda - acabo chorando.
De repente, Itachi aparece na porta da suite e me olha tristemente assim como eu a ele.
— Meu amor - ele caminha até mim segurando em meu rosto.
O olho sem esperança.
Ele tenta tirar o vestido das minhas mãos, mas eu o seguro mais forte não o deixando.
— Amor... você precisa abandonar o passado - sussurra me fitando.
Ele encosta a sua testa na minha.
— Esquecer o nosso filho...? - digo.
Seus olhos fecham lentamente e assim fica durante dois segundos, depois ele os abrem de forma determinada.
— É impossível esquecê-lo, mas não é impossível abandonar o passado e viver o presente - puxa o vestido das minhas mãos, e acabo o deixando. — Não podemos nos prender mais nesse sofrimento sem fim. Não podemos permitir que ele nos consuma por completo.
O Uchiha se afasta e joga o vestido em cima da lixeira do banheiro.
O olho parando as lágrimas.
Ligo a torneira e molho meu rosto em busca de um choque de realidade. Itachi pega a toalha de rosto e seca o meu cuidadosamente.
— Como eu queria poder secar não só suas lágrimas, mas sua tristeza também - diz pausadamente. — Tentei tanto me aproximar de você, Sakura. Mas, você ignorava minhas visitas e bloqueio o meu número... me excluiu da sua vida.
Sinto um pesar tremendo ao escutá-lo.
— Eu sofri tanto - confessa. — Eu havia perdido o meu filho que nem havia nascido, e o mais importante para mim, havia perdido o amor da minha vida - larga a toalha sobre a pia e segura meu rosto com ambas mãos. — Eu te amei tanto... eu te amo tanto - seu polegar faz círculos em minhas bochechas.
— Itachi. Eu... eu também te amei muito - confesso. — E, ainda te amo - meu coração acaba falando por mim.
Estou de ante do homem que amo, mas em minha mente vem a visão do platinado e a do Uchiha. Não é possível eu amar os dois... ou é?
— Sakura - ele se aproxima ao ponto de seu peitoral roçar em meus seios.
Sua mão esquerda acaricia meu pescoço enquanto a outra faz o mesmo com a minha cintura. Minhas esmeraldas entram em colisão com suas lentes negras, e uma certa tocha começa arder entre nós. Toco em seu peitoral ainda gelado, porém, forte e acolhedor.
Itachi me puxa pela cintura para mais próximo dele. Nós dois suspiramos ao mesmo tempo.
— Itachi... eu estou tão confusa... - digo de cabeça baixa. — Talvez eu ame outra pessoa ao mesmo tempo que amo você. Desculpa, tem uma bagunça dentro de mim ao qual não sei por onde arrumar.
Um momento de silêncio se faz.
— Então tem outra pessoa? - questiona.
— Sim...
— Então, diga para ele que terá que se esforçar.
Levanto a cabeça intrigada tentando entendê-lo.
— Por quê?
— Porque vim determinado a conquistar a mulher que amo - diz confiante.
Ele lança um toque com os dedos em minha testa e sorrir.
Itachi, como está diferente. Está mais maduro em relação ao ciúmes, nem parece o mesmo homem de antes que sentia um incomodo ao me ver perto do Naruto. É muito bom saber que mudou para melhor.
Conversávamos juntos sentados no carpete de seu quarto enquanto bebíamos achocolatados quente e comíamos biscoitos. Itachi estava me contando onde estava esse tempo em que nos separamos. Ele havia visitado seu irmão mais novo em New York onde trabalha como CEO de projetos em uma filial, além de ser o presidente da empresa dos EUA. Pelo o que ele disse, Sasuke continua com a Karin, uma ruiva ao qual me trocou quando ele terminou comigo.
- Sasuke permanece: arrogante, egocêntrico e anti-pático. Porém, ainda o amo e desejaria tê-lo mais perto de mim - retruca Itachi com um olhar longe mirando a xícara entre seus dedos.
- Perder os pais sem dúvidas é algo terrível, principalmente, quando se é novo demais - digo tristemente.
- Hai. Fiquei três anos fazendo terapia para estabilizar minha mente... de fato me ajudou muito, mas ainda sinto que algo dentro de mim estivesse faltando... um vazio.
Percebo sua angústia em sua fala.
Ele larga a xícara sobre o carpete.
- Porém, quando encontrei você foi como se esse vazio estivesse sendo preenchido aos poucos... - me fita. - Mas, aquela tragédia aconteceu. Eu não consegui salvar meus pais, falhei como irmão e te decepcionei como noivo e pai - desvia olhar para o lado.
- Não diga isso! - falo um pouco alto. - Você honra o nome de sua família ao guiar sua empresa sozinho, tenta fazer o que pode se aproximando do seu irmão e se ele não quer se achegar a você o problema é dele!! - digo firme um tanto irritada. - Nada do que aconteceu foi culpa sua... e talvez não seja culpa minha também - abaixo o tom pensativa.
- E não foi - ele confirma.
Nossos olhares se cruzam de forma tão intensa quanto o sol e a lua em um eclipse.
Sorrio meiga e ele retribui.
Ele olha para o seu relógio digital sobre a cômoda.
- Já são 02:45 da manhã - diz.
- O tempo passou tão rápido... - digo.
Ele se levanta.
- Você precisa dormir. Tivemos uma longa noite e uma madrugada intensa - sorrir de canto ao me olhar em pé. - Durma no nosso quarto hoje, irei dormir no dos convidados no final do corredor.
— Está bem. Muito obrigada - levanto.
— Não me agradeça - lança um leve toque em minha testa.
Ele sai do quarto e fecha a porta.
Deito na cama ao me jogar nela.
— Acho que está na hora de eu começar do zero.
***
No dia seguinte Itachi me surpreendeu com um café da manhã na cama. Young a governanta me recebeu com abraços e beijos como uma avó que reencontra a neta, estando muito feliz fez questão de pedir a cozinheira para fazer tudo que gosto para comer de manhã.
Todos na casa pareciam ter sentido saudades de mim, pois me receberam com tanto carinho que parecíamos ser uma única família. Essa sensação tão maravilhosa, ascendeu em meu coração um sentimento incomparavelmente bom.
Assim que Young se retira da sala para nos deixarmos comermos sozinho, Itachi solta pequenos sorrisos.
— Do que está rindo? - questiono após pegar um pedaço de bolo.
— De você - seu tom tenta voltar para um sério sem sucesso.
— Como? - ergo uma sobrancelha.
— Algumas noites passadas sonhei que estávamos comendo juntos, e olha agora. Você está aqui, comigo. Eu só estou feliz, Sakura - me fita com seus olhos vermelhos.
Fico sem palavras e acabo comendo o bolo para fugir de um constrangimento
— Escapando de uma resposta enquanto come? - diz plenamente.
Me engasgo com o bolo. Ele está lendo meus pensamentos é?
— Bem típico seu - ele me entrega um copo com suco de maçã.
Bebo totalmente envergonhada. Como pode ele me conhecer tão bem? Deve me conhecer melhor do que eu.
Vejo seu sorrisinho de sarcasmo enquanto beberica seu chá na xícara.
Baka...
***
Está com o Itachi me deixa realmente muito feliz, e um tanto irritada às vezes. Mas, sempre que eu tentava pensar na possibilidade de estarmos juntos novamente, me vem a imagem do platinado, pois no fundo eu também sentia algo por ele, e me sentia mal por sentir algo pelos dois. Queria não ser tão indecisa e ter mais convicção.
Passar a manhã com o Itachi foi divino, mas depois do almoço pedi para ele me levar em casa. E assim ele fez, tirou um dos seus carros esplêndidos da garagem e me levou pela estrada. De canto de olho, eu observava o moreno, poderia sentir meu coração trabalhar como uma locomotiva, e quando menos imaginava um sorriso involuntariamente bobo saia dos meus lábios.
Era como voltar a me apaixonar novamente. Aquela sensação maravilhosa que traz um frio na barriga e um pico de felicidade dentro do meu ser.
— Seus pensamentos devem ser muito feliz para deixá-la desse jeito - ele ainda olha para a frente enquanto dirige.
Quando dou conta de mim, estou com ambas mãos sobre o rosto e com um sorriso de bobona.
— Eu só... bem... - me perco em palavras. — Deixa para lá - suspiro um tanto irritada ao cruzar os braços.
— Você ainda se irritada muito fácil - sorrir de canto.
— Eu não me irrito! - grito. Viro o rosto para a janela.
Escuto um sorriso vindo dele.
Não demorou muito e já estava em casa. Ele abre a porta do carro para mim.
— Arigatou, por tudo. Agradeça a Young e a os outros também - me despeço dele.
— Não foi nada. Você é importante para eles e é importante para mim.
Um silêncio se faz entre nós com apenas o barulho de um carro passando na minha rua quieta.
— Sakura, eu quero tê-la comigo, nem que para isso eu tenha que lutar pelo seu amor. Eu te amo, e não pretendo deixá-la nem hoje, nem amanhã e nem nunca. A não ser que você peça - vejo a sinceridade em seus olhos. — Eu só preciso de uma única chance sua, é só do que preciso.
Suas palavras foram como um aperto em meu coração sensível.
— Sei que está indecisa e sei também que existe outra pessoa que faz seu coração palpitar com emoção, mas saiba que irei te esperar. Irei te esperar até o dia em que meu coração pare de bater - me fita com carinho.
Itachi...
Fecho os punhos ao morder os lábios.
— Até, meu amor - o moreno entra no carro e segue seu caminho.
— Itachi... - suspiro fundo aos fechar os olhos.
***
Meus pais aviam deixado um bilhete em cima da mesa dizendo que saíram para um festa de 30 anos de casados de uns amigos deles. Ao ligar o telefone, vejo que tenho mais de quarenta chamadas perdidas, sete da minha mãe e três do meu pai, certamente, eles devem ter achado que eu dormi na casa do Kakashi, por isso na se preocuparam tanto. Outras ligações eram da Ino, Kakashi e Naruto, sendo dez somente do loiro de olhos azuis.
Respondo a todos dizendo que estou bem e que não precisão se preocupar menos ao Kakashi. Kakashi havia me mandado uma mensagem por texto, que dizia:
Chat
Meu plateado: O que aconteceu não é exatamente o que pensa. Quero muito te explicar o que houve de fato. Por favor, me deixe explicar.
O que devo responder? Ver Kakashi beijar aquela mulher despertou gatilhos absurdos em mim, e se isso aconteceu é porquê eu me importo com ele. Eu me sentia tão segura em seus braços, Kakashi me entendia tão bem quanto o Itachi e isso me fez me entregar para ele.
Estou irritada com o platinado, porém, ficar irritada o tempo todo sem saber o que de fato aconteceu não vai me levar a nada. Preciso tirar as minhas dúvidas antes de tomar qualquer decisão. Decidi começar a minha vida do zero e para isso tenho que ter mais atitudes em minhas decisões.
Chat
Saky: Quando podemos conversar?
Assim que acabei de mandar a mensagem ele responde.
Chat
Meu platenado: Posso ir te ver?
Saky: Hai.
Meu platenado: Estou indo. Arigatou.
Coloco o celular sobre a cômoda do quarto e deito na cama.
— É cada situação que passo que parece uma história de um livro - debocho da minha situação ao sorrir.
Tomo um banho um tanto logo e coloco uma calça moletom lilás e um moletom da mesma cor, deixo meus cabelos soltos por estarem molhados. Fico na sala vendo série na TV enquanto espero o platinado chegar. Meu telefone toca anunciado uma mensagem, era minha mãe dizendo que dormiria na casa dos amigos e se eu estaria bem com isso, respondi que sim que eles podiam dormir sem se preocupar.
— Pelo menos eles estão se divertindo...
Vejo no celular que são 17:00 horas da tarde. A campainha toca e me levanto para abrir a porta, vejo pelo olho mágico que é o platinado.
Respiro fundo e abro a porta.
Ele estava com uma blusa preta, uma calça jeans e um sobretudo da mesma cor que a camisa, usava a sua habitual máscara branca. Ele se mantém pleno ao me ver, já eu me sinto um tanto nervosa internamente ao ponto de desviar o olhar rapidamente para o lado e depois para ele.
— Como está?- questiona.
— Vou bem, arigatou - engulo o seco. — Entre... - dou espaço para ele entrar.
Ele retira seus sapatos juntamente com as meias e entra na minha casa. Fecho a porta e em seguida pego o controle remoto para desligar a TV.
— Pode sentar no sofá se quiser...
— Arigatou.
Sentamos um do lado do outro.
— Sakura, sei que pode está sentindo uma grande raiva de mim e entendo o motivo, mas queria que soubesse pelo menos o motivo pelo o que aconteceu.
Fico em silêncio dando um sinal com o olhar para ele falar.
— Aquela mulher se chama Dominique, é uma amiga de infância.
— Não parece - acabo não segurando minha boca.
Ele suspira.
— Nossas mães era amigas desde pequenas quando morava na França, Dominique e eu basicamente nascemos juntos. Fomos criados juntos. Quando meus pais se separaram, Natasha a mãe da Dominique deu uma apoio incondicional para minha mãe e eu, mas quando minha mãe faleceu - ele dá uma pausa de um segundo. — Dominique e sua mãe me acolheram, e acabamos tendo um caso. Namoramos durante anos, mas Dominique sempre foi um tanto ditadora e narcisista, além de manipuladora e o vasto ciúmes, isso fez com que terminássemos.
Ela realmente parece uma mulher perigosa quando quer.
— Anos depois vim para o Japão viver com o meu pai e conhecia Yugao, ela era uma veterinária incrível e cuidou de um cachorro que já tive. Nos conhecemos intimamente e acabamos tendo um caso, estava preste a torná-la minha esposa, quando um dia ela foi morta por um ladrão.
Kakashi é a pessoa mais calma que conheço, mas naquele estante pude sentir uma certa raiva vindo dos seus olhos.
— Eu sinto muito... Kakashi - digo.
— O assassino nunca foi preso e ao matá-la ele não sou levou a vida dela como a vida do nosso filho em seu ventre. Ela estava grávida de três meses.
Arregalo os olhos surpresa.
Kakashi nunca me falou muito de sua história ou casos amorosos, e agora entendo o porque. Ele passou pela mesma perda do que eu, na verdade ainda pior.
— Sei que perder um filho não é nada fácil - seguro em sua mão sobre sua perna.
— Depois disso eu me perdi de tudo, Sakura. Não sabia mais o que fazer, havia perdido três pessoas importantes em minha vida e por um momento também não via mais sentido em respirar. Por isso, foquei em ajudar pessoas mesmo não me ajudando.
Ele me fita sem expressão.
— Eu mereço a sua raiva. Pois, tempos depois da morte de Yugao, Dominique veio me ver e acabamos tento um caso por diversão. Sempre deixei claro que não a amava, mas ela queria penas se divertir. Faz um ano que parei de encontrá-la e pedi para não me procurar nesse motivo.
Quanta dor Kakashi já passou...
— Sakura, me perdoa.
— Pelo o que, exatamente?
— Eu fui um péssimo psicólogo com você. Eu rompi a promessa que fiz quando me formei na universidade. Tive um relacionamento com você. Isso é anti-ético. A culpa é minha.
— Eu não fui uma santa nisso. Eu também quis tê-lo comigo. A culpa não é só sua.
— Eu que fiz uma promessa então o mais culpado sou eu. Sakura, o que sinto por você não é algo passageiro, realmente a amo. Não me sinto tão bem assim desde que conheci Yugao - ouço um som de sorriso por debaixo da máscara. — Eu te amo, Sakura - sua mão acaricia meu rosto.
— Kakashi... - sussurro.
— A vontade que tenho de beijá-la, tocá-la, te fazer feliz é imensa - sua outra mão segura minha cintura me puxando para perto dele. — Suas esmeraldas são as pedras mais lindas que já vi. Seus cabelos são tão belos quanto as cerejeiras que vivem pousando sobre elas na primavera - sorrimos juntos.
— Kakashi... eu. Bom, encontrei o Itachi ontem.
Seu olhar muda de um plena para surpreso.
— Conversamos um pouco e decidimos enterrar o passado no passado. Porém, ao encontrá-lo, eu voltei a sentir algo dentro de mim por ele...
Decido ser sincera com ambos.
Kakashi retira suas mãos sobre mim.
— Mas, eu me sinto uma podre como mulher - sinto um embrulho no estômago ao falar de mim mesma.
— Por que diz isso?
— Porquê, eu também sinto o mesmo por você - o olho com amor.
Seu olhar é de curioso.
Um silêncio momentâneo se faz. Ele coloca mão dentro de seu sobretudo e puxa um cartão de papel branco.
— Sakura, sei que está confusa e provavelmente precisa de um tempo para pensar. Porém, não poderei mais ser seu psicólogo. Me perdoe - ele abaixa a cabeça com reverência.
— O quê? - fico de boca aberta. — Não pode fazer isso! - levanto do sofá revoltada. — Eu sei que tivemos algo além de paciente e profissional, mas não pode simplesmente me larga! Eu confiei todos os meus problemas e sentimentos em você.
— Eu sei, e por isso estou fazendo o certo - ele levanta do sofá calmamente. — Você precisa ficar longe de mim, por um tempo - me entrega o cartão. — Esse é o cartão de Naomi Nobarami, uma velha amiga psicóloga. Confio nela e sei que você irá confiar também.
Não pego o cartão.
— Por favor, eu preciso de você... preciso falar com você os meus problemas. Só preciso de você - me aproximo dele.
Seguro em seu sobretudo encostando minha testa em seu peito.
— Me perdoa por ser tão confusa.
Ele passa sua mãos sobre minha cabeça a acariciando.
— Tê-la perto de mim seria como afundá-la ainda mais no poço. Te amo demais para fazer isso - sussurra em meu ouvido. — Sem perceber você ficou emocionalmente dependente de mim Sakura. Não posso permitir isso. Ficar longe de você me dói, mas me dói mais ficar perto e saber que estou lhe fazendo mal.
Sua mão segura meu queixo levantando meu rosto para ele.
Seus olhos estavam brilhantes como as estrelas no céu. Enquanto ele se esforçava para segurar o choro, as minhas esmeraldas já estavam se desfazendo formando um riacho que escorria pelo meu rosto.
— Te amo. E independente na sua decisão irei te amar. Minha Sakura, quero que seja feliz - com a outra mão ele retira sua máscara e aproxima seu rosto do meu.
Seus lábios finos e avermelhados vão de encontro com os meus, porém, no meio do caminho eles deviam a reta e pousam sobre minha testa. Seu gesto demonstram carinho e respeito.
— Por favor, me prometa que irá ligar para ela - coloca o cartão em minha mão.
— Hai...
— Até mais - da um passo para trás - sorrir.
Seu rosto era tão belo quanto a lua sobre a água do mar. Sua beleza de fato era única.
Ele vira de costas e saia da minha casa ao fechar a porta.
— Que dor é essa? - levo a mão sobre o peito esquerdo.
Parece que estão esfaqueando meu coração sem parar. No final, terei que ficar um tempo sem os dois.
***
Fiquei dois dias guardando esses sentimentos para mim. Meus pais não suspeitavam dos meus pensamentos, apenas disse para eles que ganhei um tempo de folga do meu trabalho de estagiária do consultório do Kakashi, eles aceitaram sem questionar muito. Nesse tempo fiquei sem falar com todos do lado de fora da minha casa, o que inclui Naruto e Ino na lista. Mas, parece que deixar o celular desligado no foi o suficiente.
Desço as escadas saindo do meu quarto indo até a sala para atender a campanhia toca sem parar. Como suspeitei ser algo urgente, desci de pijama quase que às pressas para ver o que era.
Quando abro a porta me deparo com o Uzumaki e a Yamanaka.
— Baka! Para de tocar a campainha desesperadamente - reclama Ino com o loiro.
— Preciso saber se ela está bem... Sakura chan!! - Naruto grita meu nome alegremente ao me ver.
O mesmo entra na minha casa me abraçando e me levantando ao mesmo tempo.
— Estava tão preocupado com você!! - diz alto me apertando.
— Naruto... estou ficando sem ar - reclamo apesar do meu sorriso para ele.
— Baka! Larga ela, vai matá-la assim - Ino entra em desespero dando tapas na cabeça do Uzumaki.
Por fim, ele me larga.
— Ai! Ino!! - ele tenta se defender.
— Vocês não mudam nunca - sorriu.
Após se acalmarem fiz um café para tomamos sobre a mesa da cozinha. Expliquei toda a história pois sei que posso confiar neles.
— Nossa amiga que situação - diz Ino pensativa.
— Deveria ter nos contado antes. Somos seus amigos - retruca Naruto um tanto alto.
— Eu sei, me perdoem...
— Não a cobre algo que pertence a ela, Naruto - Ino intromete. — Não é nada fácil dizer o que sente e o que te faz sofrer para alguém, mesmo se essa pessoa for a sua maior confidente.
— Você tem razão, Ino. Me perdoe, Sakura chan - Naruto abaixa a cabeça.
— Tudo bem - sorrio de leve.
— Amiga, se quer a minha opinião acho que deve focar nesse tempo só para você. Você precisa se entender antes de tomar qualquer escolha - Ino me olha.
— Se quer a minha opinião também, acho que deveria falar com a mulher de qual o Hatake falou - conclui Naruto. — Não entendo muito de psicologia e essas coisas, mas suponho que encontrar um outro médico seria a melhor opção.
— Finalmente, está falando algo sensato - brinca Ino. — Nunca diria que falaria isso, mas concordo com Naruto.
— Estava pensando em ligar para ela, mas não tive a iniciativa necessária. Arigatou, vocês me deram um certo ânimo - sorrio de leve.
— Eu te amo Sakura, sempre estarei aqui para você - Naruto segura minha mão e diz com convicção.
— Vocês quer dizer "nós te amamos" - corrigi Ino um tanto séria.
— É... claro - ele sorrir sem graça com a mão atrás da nuca.
— Eu também amo vocês - abro um sorriso bem largo.
***
Confiar em um psicólogo não é uma tarefa fácil para mim, tive que passar por muitas sessões com o Kakashi para me abrir totalmente. Espero muito que com essa psicóloga não seja tão difícil.
Com um vestido preto de mangas tamanho midi, fico sentada na sala de espera a recepcionista liberar minha entrada para a sala da Naomi.
— Senhoria, Sakura Haruno. A senhora Nobarami a espera em sua sala - diz a recepcionista após desligar o telefone.
Fiquei durante dez minutos sentada no consultório, esperando a hora de ser chamada. Marquei às 09:00 da manhã para falar com ela, e ela me chama para a sua sala nessa exata hora. Diferente do Hatake, ela é bem pontual.
Agradeço a recepcionista sentada numa mesa grande a minha frente. Bato na porta e logo escuto a sua ordem para mim entrar. Entro e fecho a porta.
A reação que esboço é de total surpresa, Nobarami era bem diferente do que eu pensava. Era uma mulher de cabelos grisalhos até os ombros, entre 58 ou 60 anos de idade, seus olhos escondidos atrás de seus óculos eram bem pequenos e pretos. Sua face demonstravam gentileza e seu sorriso um certo carinho.
— Entre, minha querida - diz um tanto rouca. — Perdoe-me pela minha voz, mas com esse tempo frio acabo perdendo um pouco a voz. Já não tenho a saúde de quando mais nova - rir.
— Ah... Ohayou - me reverencio de leve.
Ela não era bem o que eu esperava.
Sento em uma poltrona de cor marrom em frente a uma preta ao qual ela estava sentada. Sua sala era mediana com alguns quadros pintados a tinta na parede. Não sei porque, mas essas pinturas não são desconhecidas para mim.
— Então, você finalmente veio, Haruno.
Sua frase me tira de meus pensamentos longes e levo meu olhar para ela.
— Sim? - estranho sua frase.
— O menino Kakashi disse que você iria vir há duas semanas atrás, e desde então estou a sua espera.
— Ah... me perdoe... não quis a deixar esperando. Na verdade, não sabia que ele havia falado sobre mim.
— Não se preocupe, ele não me disse absolutamente nada demais sobre você. Só me falou que você iria me procurar, e me pediu para cuidar muito bem de você. Pelo o que entendi, a senhorita é muito importante para o menino Kakashi. Faz anos que não o vejo falar de forma tão carinhosa de alguém.
Kakashi...
— Agora que tal conversamos um pouco? - ela leva sua mão a bochecha com um olhar curioso.
Me abrir com Naomi reconheço que não foi uma tarefa fácil, mas também reconheço que ela foi totalmente simpática ao ponto de tirar sorrisos inocentes de mim com palavras bobas e meigas. Os dias foram se passando e logo em seguida as semanas, e quando menos esperava os meses. Ao abrir meus sentimentos para Naomi, ela não me criticou sendo esse um dos meus maiores medos.
Ela era bem experiente e muito ativa para a idade, já que me dizia sempre que praticava caminhada e futebol em seu tempo livre.
— De fato, se relacionar com o Kakashi não foi a melhor escolha a se tomar, levando em conta que você é a paciente dele. Mas vamos levar em conta também, que ele é um homem bem formoso - seu sorriso sapeco sai de seus lábios pintados com um batom vinho.
— Bom... - sorriu sem graça.
— É bem claro que a senhorita colocou nos ombros dele um fardo muito grande.
— Fardo? - questiono.
— Não nego que passou momentos bem difíceis para uma mulher tão jovem, mas já parou para pensar como o Kakashi se sente? Você e eu sabemos um pouco sobre seu passado doloroso, não deve ser fácil para um homem suporta tudo o que sente sozinho.
Kami-sama, eu realmente não tinha pensado nisso.
— Kakashi acabou levando seu caso para o lado pessoal sem perceber, isso acaba acontecendo mesmo no antro profissional. Ele sabe como é a sua dor, pois já passou por isso. Sem dúvidas, ele deve ter se esforçado muito além do profissionalismo para tentar te ajudar em seus traumas. Estou certa? - ela me olha por cima dos óculos.
— Hai... - fico pensativa.
— E esse Itachi, já parou para pensar no que ele sente? Se ele queria tanto ser um pai e formar sua família com sua amada, que é você. Imagina a dor deste homem ao perder não só o bebê como a você também. Certamente, ele agiu da melhor forma de como podia agir naquele tempo. Hoje em dia, ele deve ter mudado e amadurecido como você mesma disse.
— Hai. Ele mudou muito nesse ponto.
Miro o meu olhar no chão tristemente .
— Sakura! - ela chama minha atenção e olho para ela rapidamente. — Você tem que entender uma coisa muito importante, a morte do seu filho não foi culpa sua. Situações difíceis acontecem com qualquer um, eu mesma já passei por várias. Mas cabe a nós entendê-las apesar da dor. Vamos focar em seus medos e tentar vencê-los. Pode ser?
— Hai. Eu quero vencer isso que habita dentro de mim - levo minha mão direita sobre o peito esquerdo. — Quero voltar a ser como antes. Quero compensar tudo o que o Kakashi e o Itachi suportaram por mim, eu... - acabo me derramando em lágrimas. — Quero fazê-los sorrir, assim como me fizeram um dia.
Meu coração parece saltar uma determinação e força de vontade ao mesmo tempo.
Naomi me olha com carinho.
— Vamos começar o tratamento. Vou lhe passar Fluoxetina e alguns passos que se deve fazer quando sentir que uma crise está preste a vim.
— Hai! - digo firme.
Passei cinco meses em tratamento com Naomi. Durante esse tempo me abri totalmente para ela. Sua gentileza e profissionalismo me ajudou bastante. Me afastei um pouco do Itachi e do Kakashi, o que de fato foi realmente bom para mim, principalmente, a minha dependência do Kakashi. Eu sim, sentia falta dele e sim queria sair correndo para seus braços, mas com o tempo eu só lembrava dele em poucas partes do meu dia.
Tanto Kakashi quanto Itachi mandavam mensagem para mim e eu respondia, mas deixei bem claro para eles que o nosso contato seria escanço. Sai muito com Ino e Naruto durante esse tempo, deixei claro para o Naruto o amo como irmão, além de incentivá-lo a voltar com a Hinata. Foi incrível sair com os amigos e a família, porém eu também amava sair sozinha.
A sensação de ficar sozinha pode causar medos em muitas pessoas como um dia me causou, mas quando você aceita ela, você aceita a si mesma e entende que apesar de precisamos de pessoas em nossas vidas, não quer dizer que somo dependentes delas para sermos feliz.
Me sinto renovada. Me sinto bem comigo mesma e acima de tudo feliz. Sei que posso enfrentar esse mundo sem medo apenas vivendo e seguindo meus sonhos.
***
O Fuyu se foi (inverno) e o Haru (primavera) está presente. Junto com ela vem o meu aniversário de vinte e quatro anos. Confesso não está muito animada com o meu aniversários, porém, meus pais e amigos me animaram bastante. Fiquei surpresa quando Itachi me convidou para sair, apesar de eu te pedido uma certa distância ele não quis deixar essa data passar em branco. O Uchiha me convidou para um passeio no parque de diversões do Universal em Osaka.
Um dia antes do meu aniversário, Naruto e Ino estavam na minha casa para vermos um filme juntos na TV.
— Naruto! Para de comer todo o biscoito - reclama Ino ao ver o loiro devorando dois sacos grandes de Doritos de uma só vez. — Ainda nem colocamos o filme! - ela senta do lado dele no sofá.
— Ino, estou com fome! - diz de boca cheia. — Eu não quero ficar uma vara pau como você. Um jogador como eu tem que manter a forma, Dattebayo!! - diz alto.
— Eu vou arrancar os seus dentes - a mesma tira o pacote de biscoito da mão dele e começa batê-lo.
O Uzumaki cai deitado no sofá com a Yamanaka por cima.
— Sakura chan! A bicho-pau quer me matar!!! DATTEBAYO!!
— Bicho o quê?! - a loira se irrita de vez.
Saio da cozinha com duas latinhas de suco de manga e uma de refrigerante, coloco elas em cima da mesinha da sala junto com o biscoito que estava quase caindo no chão.
— Parem vocês dois! Parece que estamos no tempo do colégio ainda - tento tirar Ino de cima do meu amigo.
— Esse baka, amiga! Como pode me comprar a um bicho-pau - empurro ela para o canto do sofá e sento entre ambos. — Sou linda demais para isso... - faz uma expressão de drama.
Ela devia ser atriz... isso sim.
— Naruto para de implicar com a Ino e Ino para de implicar com o Naruto. Ino sabe bem que ele come igual uma raposa faminta - sorriu.
Ino rir.
— Eu não pareço uma raposa! Dattebayo!! Isso é bulliyng em... - Naruto se sente ofendido.
— Amiga, você disse que o Itachi te chamou para sai, certo?- Ino muda de assunto enquanto Naruto pega o controle para procurar um filme na TV.
— Hai. Ele me chamou para um passeio no Universal.
— Ain... que divertido e chato ao mesmo tempo - sua expressão vai de uma animada para uma de entediada.
— Por que chata? - fico sem entender.
Eu até gostei da ideia do passeio.
— Amiga... é seu aniversário né. Era para ele te levar para um hotel e não um parque - um sorriso maldoso foge de seus lábios.
— Você é muito tarada Ino - diz Naruto ao cerrar seu olhar nela.
— Ino! - fico vermelha e irritada. — Para de pensar nisso, nós não temos nada.
— E isso nunca impediu ninguém de ir para a cama - ela rir alto.
— Ino! - Naruto e eu a repreendemos em tom alto ao mesmo tempo.
— Está bem... parei. Vocês não sabem aproveitar... - resmunga.
— Eu pensei em não aceitar o convite, mas admito ficar feliz por ser lembrada por ele - abro uma leve sorriso.
— Não custa nada ir e talvez esse passeio possa te ajudar em alguma decisão futura sua - completa Ino.
— É...pode ser...
— Sakura chan, o Hatake não falou nada com você? - Naruto me olha sério ao mudar de assunto.
— Não.
— Bakakashi... -meu amigo reclama um tanto irritado.
— Naruto, eu o pedi para ficarmos distantes, lembra?
— Mesmo assim, Sakura. Quando se ama alguém a gente faz o possível para ficar perto dela. Nós apenas ficamos ao lado dela mesmo que distante. Nunca que eu iria te deixar sozinha - ela me fita com seriedade e carinho.
— Naruto... - o abraço fortemente. — Arigatou...
— Naruto só liga para a Saky, credo - Ino revira os olhos.
— Também ficaria ao seu lado, minha vara pauzinha - ele abre um enorme sorriso.
Ino sem pensar pega e taca a lata de suco no rosto do Uzunaki, mas ele consegue pegá-la com a mão antes que atingisse ele. Graças a o seu excelente reflexo.
— Sua raposa morta de fome - Ino avança em cima no Naruto para batê-lo de novo, mas desta vez por cima do meu colo.
— Louca! Me larga - Naruto grita.
Enquanto meus amigos brigam eu pego o controle e procuro um filme legal na TV.
***
Meu aniversário caiu numa sexta-feira, e meus pais tinham preparado uma festinha para mim à noite aqui em casa. Ino, Naruto e até Tsunade-sama iriam vim para ficarmos juntos. Minha mãe queria fazer algo maior como uma grande saída para um fantástico restaurante ou uma festa magnifica em um exuberante salão de festa, mas prefiro ficar com os quais sempre estiveram comigo.
Meus pais tomaram um delicioso café da manhã comigo e depois foram para os seus devidos trabalhos. Enquanto trocava de roupa após meu banho, meu celular toca, e me surpreendo com quem é:
— Sakura, como vai? - sua voz firme se faz presente.
— Tsunade-sama! - fico bem animada. — Vou bem, muito obrigada e você? Vem realmente hoje?
— Hai, minha filha. Não pretendo ficar mais longe de você.
— A senhora nunca esteve longe de fato, sempre me mandava mensagem e me ligava perguntando como eu estava - digo gentilmente.
— Bom, isso é. Te liguei para ver se eu podia levar algo para você hoje.
— O que seria?
Será um presente?
— Seu uniforme de enfermeira - diz normalmente.
Fico pasma com sua resposta. Fico uns instantes em silêncio.
— Meu... meu uniforme?
— Hai. Perguntei de sua situação para Naomi e ela me disse que você está indo muito bem, então queria saber se você se sentiria a vontade em voltar ao trabalho, mas se não... - corto sua fala rapidamente.
— HAI! - grito animada. — Quero muito! - dou pulinhos no meu quarto apenas com peças íntimas.
— Então está bem, hoje à noite levo. Espero que continue do mesmo tamanho pois estou levando o seu antigo. Bom, até mais.
— Até! Bye - desligo o celular.
— Ah! - me jogo na cama animada e começo a balançar as minhas pernas no ar. — Ah! Não posso acreditar! Vou mesmo voltar ao trabalho.
Meu sorriso vai de orelha a orelha.
— Que dia feliz!!
Logo levanto da cama e coloco uma saia justa da cor rosé até as coxas e uma blusa branca de alça fina com um leve decote "v" definindo meus pequenos seios. Meus cabelos grandes até o quadril estavam soltos partido no meio, meus brincos eram duas pequenas pérolas e, por fim, uma sandália simples branca e uma maquiagem neutra.
Passo um batom vermelho claro na boca e pego minha bolsa tira-colo preta.
Itachi disse que me buscaria às 09:00 na porta da minha casa, e diferente do Kakashi ele era bem pontual. Esperava o moreno na porta de casa até que um Mercedes-AMG project One aparece. Um carro exclusivo da cor prata. Não me lembro do Itachi ter um desses quando estávamos juntos, porém, lembro-me que ele falava constantemente que queria um desses e sempre me amostrava a foto dele na internet.
No final ele conseguiu mesmo.
O moreno sai do carro vestindo uma blusa, sua bermuda era da cor berge e seu look combinava perfeitamente com seu chinelo preto de uma marca de grife.
— Lindo demais...
Kami-sama, é impossível não ficar boba com sua beleza.
Meu bairro era nobre, mas certamente um homem como o Itachi com um carro como esse não era algo comum de se ver. Um homem que estava entrando em casa simplesmente ficou olhando deslumbrado para o Mercedes. Já algumas adolescentes que estavam indo para escola paravam em rodinha para falar enquanto olhava para o Uchiha com sorrisos assanhados.
— Sakura - diz um tanto animado ao me ver. — Está tão linda - me olha de cima abaixo com um leve sorriso gentil.
— Estou? - fico perdida de repente. — Quer dizer, arigatou... - sorrio sem graça. — Você está... - engulo o seco. — Muito bonito, também - sorrio sem graça.
Ele caminha até mim. Atrás dele vejo uma jovem vizinha minha olhar Itachi da cabeça aos pés. Isso me irritou um pouco, pois seu olhar era um maldoso.
Entrelaço meu braço no dele o puxando para perto de mim.
— Vamos! Certo - digo.
— Ah... sim- ele não entende muito minha atitude e apenas me leva até o carro.
O moreno abre a porta do carro para mim e eu entro, em seguida ele entra. Ao entrar ele me olha antes de ligar o motor do carro.
— Algum problema? - ergue uma sobrancelha.
Mudo meu semblante fechado e logo abro um sorriso.
— Não! Vamos - digo animada.
Ele confirma com a cabeça normalmente e liga o carro.
Ah! Não acredito, acabei ficando com ciúmes do Itachi. Que coisa, não?
A pequena viagem no carro foi até bem falante. Enquanto lembrávamos de momentos engraçados que já passamos juntos, Itachi disse que estava comprando uma rede de hospitais mundial, que tinha pelo menos uma clínica presente em cada continente do mundo. Ele reclamava de como a diretora do hospital daqui era rígida e transmitia um certo receio, pois parecia que ela iria batê-lo a qualquer momento.
— Você falando dela assim... não seria a Tsun - quando iria perguntar quem é a diretora ele fala por cima de mim.
— Chegamos - anuncia.
A Universal não ficava muito longe da minha casa. Ao chegarmos, ele estacionou o carro no estacionamento do parque perto de uma picape vermelha. Todos nos olharem por conta do veiculo caro do Uchiha. Acho que a maioria dos homens que namorei gostavam de gastar milhões em carros, eu não teria essa paciência e muito menos dinheiro para isso.
Eu tinha vindo aqui quando era bem mais com os pais do Naruto que me trouxeram aqui no aniversário dele. O parque estava bem diferente com novas exibições bem legais, principalmente, de animes da atualidade. De primeira fomos no parque do Harry Potter, onde Itachi me deu uma capa da Gryffindor ele da Slytherin, fiz questão de tirar inúmeras fotos no meu celular. Depois fomos para os brinquedos que ia desde roda gigante a montanha-russa (ao qual eu tive que segurar minha saia).
Ainda de capa comprei dois chapeis do Mario para usarmos. Itachi me olhava seriamente enquanto eu colocava o chapéu em sua cabeça. Morria de rir de sua expressão.
Enquanto Itachi comprava sorvete para a gente, eu o esperava sentada num banco. Logo ele vinha em nossa direção, mas antes dele chegar mais perto de mim cerca de duas jovens estavam mais ou menos ao meu lado conversando:
— Nossa que homem lindo! - uma diz para a outra.
— Ele não tem aliança, será solteiro? Acho que vou tentar pegar o número dele - fala a outra e ambas riem.
Qual é o problema? As mulheres não podem ver o Itachi que já querem ele.
Respiro fundo.
Levanto do banco rapidamente e vou ao encontro do Uchiha.
— Aqui está - ele me da o sorvete.
— Arigatou, Itachi - beijo seu rosto.
Ele me olha surpreso. Olho para as meninas estando extremamente irritada com elas, elas me fitam com medo e depois saem andando para longe.
Tomo o sorvete rapidamente tentando conter meu ódio.
— Então você está com ciúmes? - diz plenamente ao me olhar.
Engasgo de leve.
— Não!
— Sakura, você mente tão mal que chega a ser engraçado - sorrir de canto.
— Eu não estou ciúmes... - me iro.
De repente, ele me segura pela cintura e me puxa contra seu corpo.
— Não é? - sussurra em meu ouvido me arrepiando. — Pois saiba que eu estou. Os homens aqui não param de olhar para seus seios e especialmente para a sua bunda. Isso me irá demais, sabia?
Sinto meu corpo estremecer com tal declaração. Então Itachi também sente ciúmes de mim.
Sua mão em minha cintura a acaricia levemente e depois a aperta suavemente, sua atitude atiça um sentimento de desejo que estava adormecido em mim. Em seguida, ele me larga.
O olho indignada com desejo por mais.
— O que foi? O sorvete estava derretendo - ele começa a tomar o dele.
Tomo meu sorvete tentando controlar minhas vontades ilícitas. Depois de mais um passeio por esse lugar incrível, tiramos nossas capas e chapéus e colocamos nas bolsas, em seguida comemos em um restaurante dentro do porque mesmo. Às 14:00 horas da tarde nos prepararmos para irmos embora.
— Vou a toalete - ele avisa e depois saia da mesa.
Pego meu celular para me distrair um pouco e reparo que tem cerca de dez ligações perdidas do Kakashi, pois meu celular estava no mudo esse tempo todo.
— Será que ele está bem?
Mando mensagem perguntando se ele está bem se algo aconteceu, mas ele não responde de imediato. Quando ia ligar para platinado o moreno volta a mesa e acabo ficando sem jeito e desligo o celular. Não sei o que de fato o Kakashi quer, provavelmente, me chamar para sair ou algo assim, mas é como o Naruto disse " Quando se ama alguém a gente faz o possível para ficar perto dela". Kakashi não se importou de falar comigo antes. Agora estou com o Itachi e estou feliz com ele.
— Vamos? - questiona.
— Hai! - digo em meio a um sorriso.
Ele puxa a cadeira para mim levantar e depois formos até o estacionamento. Enquanto procurávamos pelo carro, eu tive uma leve impressão que estava sendo observada. Olho discretamente para trás e vejo um homem alto de máscara com um boné e camisa preta a cerca de cinco metros atrás de nós de frente a uma picape vermelha, ele me olha uns instantes e depois desvia o olhar a entrar no carro.
Essa picape não estava estacionada do lado da Mercedes? Por que ela mudou de posição do nada?
O que foi isso? Deve ser impressão minha, só pode. Tenho que me manter controlada, não quero ter uma crise de ansiedade logo agora. Ignoro o corrido e entro no carro com o Itachi. Viemos na viagem falando do passeio e já marcando para ir em outro lugar em algum dia, como o Monte Fuji.
O carro para no sinal vermelho.
— Arigatou, Itachi. Hoje foi divertido demais - digo sorridente.
— Posso tornar todos os seus dias divertidos, Sakura - ele diz com as mãos sobre o volante olhando para frente. — Eu só quero que seja feliz. Por que eu a amo - vira seu rosto para mim.
Itachi... acho que ainda te amo também.
Ao perceber que a via principal estava com um trânsito, ele decidiu cortar caminho por uma rua onde se localiza apenas algumas fábricas. A rua não estava muito movimentada.
Meu coração se anima toda vez que ver o Itachi, quero realmente tentar algo com ele. Fico sem jeito com seu olhar tão misterioso quanto o mar, seu sorriso gentil consegue me levar a outra dimensão. Seu toque me arrepia e seu jeito completa o meu. Sim, eu ainda amo o Itachi.
— Itachi... eu queria te dizer algo - respiro fundo. — Eu te... - paro minha fala ao escutar um barulho de pneu alto. Em seguida algo se joga contra o carro.
— Ah! - grito assustada.
Olho para o lado e vejo a picape vermelha de antes se jogando contra o nosso carro.
— Maldito - Itachi tenta desviar.
Mas antes que Itachi pudesse arrancar com o motor, a picape que já estava atrás nós bate na traseira do nosso carro que bate de frente ao muro de uma fábrica.
— Ah! - grito em desespero.
Continua...
Sim! Esse capítulo também foi dividiro... I'm sorry ♡
Mas, estava ficando muito grande e poderia ficar muito cansativo de ler, além de travar o Wattpad (isso já aconteceu comigo kkkk).
Iai gostaram? Espero muito que sim! A outra parte e última eu posto semana que vem, ela está praticamente pronta só falta ajeitar algumas coisas.
Deixem suas opiniões por favor, isso é bem importante para mim. Bjs anjinhos!!!
/(=^-^=)/
Diz ai!! Com quem você acha que a Sakura vai ficar? Kakashi ou Itachi? Escolha seu time ♡♡
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