Quarto Pecado
Ohayo anjinhos! Tudo bem?! Espero que sim!
Venho com o quarto pecado de Sakura Haruno hoje!
Tenham uma ótima leitura!
***
Pego uma vassoura, uma pá e um pano de espanador e os deixo no quarto de Minoo, ela me olha já imaginando o que quero que ela faça.
— Minoo! Depois que você começou a namorar o Nagate simplesmente esqueceu de arrumar o seu quarto, olha que bagunça está isso – olho ao redor. — Vai arrumar tudo isso antes do almoço, pelo menos compensar o dia perdido de aula – a entrego a vassoura.
— Mãe! Conta sobre o tal Gaara do Deserto vai... – ela puxa minha mão como uma criança de cinco anos pedindo doce.
— Só conto se arrumar seu quarto todo, combinado? – levo minhas mãos a cintura com uma expressão de brava.
— Hai... hai – a rosada menor volta a revirar os olhos. — Agora conta! – ela sorrir.
— Está bem... – limpo seus móveis com o espanador enquanto ela varre. — Logo depois do meu colegial ter acabado, me inscrevi na Universidade de Konoha para cursa enfermagem, porém, antes disto meus pais me deram a oportunidade de realizar um sonho meu.
— Qual?
— Viajar no Rio Nilo – ela percebe o encanto em minhas palavras ao falar do local.
— Sei que gosta da cultura egípcia, mas não sabia que já tinha ido ao Egito – parece surpresa.
— Hai! Fui e foi incrível! E foi lá que encontrei o Emir Gaara do Deserto.
— Emir?! – sua boca escancarada mostra sua total surpresa escandalosa.
Sorrio de canto.
***
Ter recebido uma passagem em um dos melhores cruzeiros pelo Nilo é algo incrível, maravilhoso e esplêndido. O cruzeiro era algo de um mundo glamoroso, formoso com uma elegância de uma realeza egípcia estupenda. Parecia que havia revivido em um sonho de infância e mergulhado na graça do Nilo.
O frescor do Nilo dançava numa harmonia sem fim em meu rosto, meus cabelos faziam uma folia ao movimento do vento sossegado do Nilo. Na mala para a viagem fiz questão enchê-la de roupas e sapatos leves, graciosas e acima de tudo frescas.
Hoje é meu segundo dia de cruzeiro e decidi vesti-me com um vestido de cetim vermelho metálico de alças finas, com o comprimento nas coxas, um decote levíssimo para entrar um ar em meus seios despidos sem sutiã. Tudo estava quieto e tranquilo apesar do salão de dança haver uma certa euforia de tango, porém, a sacada do lado norte do cruzeiro ocorreu um certo movimento apesar de sua plenitude. Olho para as poucas pessoas que lá haviam e todas miravam seus olhares admirados e surpresos para o final do corredor, viro meu rosto lentamente para o mesmo local que eles e dê-la vejo algo que nunca havia visto antes.
Uma espécie de comitiva de homens com roupas típicas do Árabe. Túnicas em cores bege e branco com os tecidos mais finos que um dia já vi, tendo na frente de todos um homem em destaque.
Seus cabelos eram vermelhos como a listra da bandeira do Egito ao qual significava revolução, seu rosto era discretamente sério e com um ar de menino, mas com pose de soberano. Apenas um nome era escutado em meio aos cochichos dos passageiros, "Gaara do Deserto".
O que ele seria... um milionário de viagem? Um filho mimado e empoderado do dinheiro de seu pai?
Todos da sacada dão espaço para os tais homens aparentemente endinheirados passarem, o ruivo passa por todos que os cumprimentam com sua passagem como se ele fosse uma grande autoridade. Eu não sabia quem era então não me sentia na obrigação de me reverenciar como alguns fizeram ou abrir um sorriso de admiração.
O ruivo passa por mim e ao perceber que minha expressão para ele é uma comum, ele para seu caminhar e me fita intensamento. Nos entreolhamos fixamente como se quiséssemos conversar sem falar. Ele era misterioso e eu confesso que amei isso, reconheço sua beleza e elegância.
Sua comitiva estranha seu parar e um deles o questiona.
— Emir Gaara se sente bem? – a expressão dele é de preocupado.
Emir? Isso é algo raro de se ver.
— Estou bem – ele responde seco sem sequer tirar os olhos de mim. — Que Alá te abençoe bela dama – diz de cabeça erguida com um ar nobre para mim.
Em seguida ele continua com o seu caminhar e sua comitiva o segue.
Acho que acabei de presenciar alguém ilustre dos extremados árabes.
***
Esse Emir certamente um homem como ele deve ter um mar de mulheres aos seus pés, deve ser por isso que o chamei a atenção. Depois de uma simples pesquisa na internet em meu celular pude saber um pouco mais sobre o Emir Gaara. Também conhecido como Gaara do Deserto, ele é basicamente o príncipe do Médio Oriente tendo assim poder político e militar em sua nação, apesar de ser o mais novo de três irmão ele que foi escolhido para assumir sua nação.Apesar da grande posição dele eu não me reverenciei aos seus pés e sinceramente nem pretendo. Ele pode ser o rei do Oriente mas não o meu.
Ouço umas batidas e minha porta que fazem eu parar com as minhas pesquisas. Coloco meu roupão pois tinha acabado de sair do bonhos e estava de peças íntimas.
Abro a porta e me deparo com uma homem que havia visto na tal comitiva do Emir.
— Boa noite senhorita – se reverência gentilmente. — O Emir Gaara do Deserto gostaria de tê-la como acompanhante esta noite, ele também lhe mandou entregar isso – ele entre uma caixa retangular de veludo preta e ao abri-la em suas mãos, me deparo com colar delicado feito de diamantes e rubis maravilhosamente esculpido e lapidado.
Esse colar é espantoso, eu não consigo imaginar ninguém com sua posse a não ser bilionários ou pessoas da realeza como o próprio Emir. Se dependesse de mim mesma nunca teria tal joia em mãos, nem mesmo se eu me torna-se uma médica de prestígio internacionalmente.
— O Emir a espera às 19:00 nessa noite no grande salão de jantar, ele fez questão reservar uma ampla mesa apenas para vocês dois senhorita – senhor solta um sorriso convincente.
Gaara é um homem muitíssimo poderoso, cercado por riquezas extraordinárias que meros mortais como eu não teriam nem em nossos sonhos mais altos. Tenho certeza que esse interesse seria algo que muitas mulheres adorariam ter, mas não eu.
Sorrio com sensatez em minha face.
— Diga ao caro, Emir Gaara do Deserto – cito seu nome como uma humilde serva. — Que não aceito esse tipo de presentes – olho para o colar em suas mãos. — E que não é do meu interesse jantar com o ele. Tenha uma boa noite – sorrio com delicadeza e em seguida fecho a porta.
O servo coloca seu pé entre a porta e o portal dela a me impedindo fechá-la.
— Vossa senhorita, por favor, reconsidere – ele se revência novamente.
"Vossa senhorita"? Nunca fui trata com tanta formalidade em toda minha vida.
— O Emir está a espera da presença de sua formusura e beleza. Ele é um homem poderoso e de uma riqueza fora do comum, tenho certeza que a senhorita irá se gradar muito com esse jantar.
— Não me interessa a riqueza do seu Emir e muito menos do poder dele. Agora me dê licença – ergo uma sobrancelha e com autoridade fecho a porta com educação.
Esse Gaara acha que pode conseguir tudo com o seu dinheiro, mas sou sua exceção.
***
No cruzeiro há quatro tipo de classes que é determinada pelo quanto você pode pagar; a terceira classe onde se tem os menos afortunados; a segunda é determinada com as pessoas de classes medianas como eu; por fim a primeira que se tem pessoas ricas ou que juntaram recursos durante anos para fazer esta viagem como eu. Já a classe premium é separada especialmente para pessoas que andam por ruas de cristais e navegam por mares de libras.
Apesar de ser considerada classe média pela minha renda, meus pais deram o seu melhor para que o meu sonho de júnior fosse realizado, anos e anos juntando e adquirindo dinheiro para essa viagem. Ganhei ela no meu aniversário de dezenove anos nesse ano, mas não me sinto superior estando na primeira classe, apenas honrada por ter pais que me amam tanto.
Não é porquê que não aceitei jantar com o Emir que não irei me alimentar. Com um vestido de algodão preto longo, tendo um lascado acima dos joelhos e tomara que caia feito, saio do meu quarto em rumo a sala de jantar da primeira classe. Admito que me sinto linda com esse salto fino preto e com os meus cabelos presos num coque digno de rainha. Não tenho joias como as do Emir, mas um simples brinco de perolas já é o bastante para mim.
Assim que entro no salão de jantar me deparo que um ser. Gaara estava sentado numa grande mesa com dois servos um ao lado esquerdo e outro ao lado direito. Eu não o imaginava encontraria aqui, até porquê a área premium é bem mais prestigiada que essa.
O ruivo me fita intensamente e eu a ele. É realmente um homem muito belo.
Corto nosso contato visual ao ir em direção há uma mesa sozinha no fundo do salão. Abro o menu e de repente, mais uma vez, o mesmo servo de horas atrás aparece ao meu lado.
— Senhorita – da uma leve reverência com a cabeça. — O Emir Gaara a espera em sua mesa – ele olha para a mesa de Gaara.
Solto um suspiro.
— Se ele quiser minha companhia que venha e me peça, sem mandar terceiros – sorrio de leve.
— Mas, senhorita ele é um Emir... – o interrompo.
— E eu uma simples mulher. Essa é minha última palavra – volto a olhar o menu.
— Entendido senhorita – ele se reira e volta ao lado do Gaara.
Vejo de relance ele cochichar no ouvido do considerado príncipe, em seguida o ruivo mira seu olhar em mim novamente. Seus olhos são tão misteriosos quanto as areias do deserto que escondem seus mais terríveis inimigos de baixo dela, será por isso o nome Deserto? É, realmente um homem ao qual teria que desvendar, assim como as sublimes pirâmides do Egito.
Enfim o garçom chega e me serve o vinho tinto com um prato especial de carne de cordeiro, uma comida bem típica do Egito ao qual faço questão de degustar, pois estou aqui para me divertir. Esperei anos por essa viagem magnífica e não disposta a estragá-la por causa do Gaara, mesmo ele sendo um Emir.
— Que Alá te abençoe, bela dama – ouço mais uma vez aquela voz de antes mais cedo.
Antes de levar a primeira garfada a boca olho para o lado.
— Emir – sorrio ao cruzar as pernas, deixando assim o lascado do vestido demostrar minha perna nua.
— Lhe permito que me chame de Gaara – estendo a mão para cumprimentá-lo, porém ele a segura delicadamente e a beija como um devido cavalheiro da idade média.
No me contenho e solto um sorrio já que o ruivo é o primeiro a fazer isto comigo.
— A senhorita me permite lhe acompanhá-la nesse jantar?
— Hai – confirmo ao erguer a cabeça.
Ele se senta na cadeira que havia de frente para mim. De repente dois de seus servos, comitê... já não sei mais como chamar esses homens que andam lado a lado do Gaara. Eles venham logo em seguida que o ruivo se senta.
— Mohammed – finalmente descubro o nome de seu empregado que se apresentou ao meu quarto em nome do Emir mais cedo. — Tragá-nos o melhor e mais caro prato que há neste cruzeiro – ele ordena.
— Sim senhor – rapidamente seu servo percorre a saída do salão até a cozinha do local.
— Gaara, eu já pedi o meu prato – olho para a carne de cordeiro a mesa.
— A senhorita está jantando comigo, faço questão de lhe providenciar o meu que este lugar pode oferecer.
Suspiro de leve e o olho determinada.
— Você pediu para jantar comigo e eu permiti. Porém, não será ao seu gosto, se quiser um jantar ma minha presença que aja como um homem comum e não como um Emir – o fito um tanto séria.
— Entendo... – ele me olha como um médico analisando seu paciente. — Jamal – o servo ao qual restava ao seu lado escuta atentamente. — Quero o mesmo que a moça para o jantar.
— Como desejar senhor – ele se retira e vá em direção a cozinha como outro.
— Senhorita – o corto antes de terminar sua fala.
— Lhe permito que chame de Sakura... – sorrio gentilmente.
— É realmente um nome lindo, digno de sua beleza. Imagino que como ele você seja de origem japonesa? Seu sotaque e palavras nativas do país revelam isso.
Solto uma risada.
— Me sinto em um livro criminal sendo descoberta. Hai... quero dizer... sim! Sou uma japonesa.
Vejo um garçom trazer o prato ao qual o ruivo pediu, ele vem acompanhando de Mohammed.
— Mais alguma coisa Gaara?
— Não Mohammed. Me deixem sozinho com a Sakura – ele da as ordens enquanto me fita.
— Sim, senhor – tanto Mohammed quanto o garçom se vão.
— Diga-me – diz após comer uma garfada do cordeiro. — Por que recusou o meu pedido antes e aceitou agora?
— Antes você veio com uma realeza e agora vieste como um comum – olho ao redor mirando nos demais homens do salão. Volto a olhá-lo.
— Soube que recusou a joia que lhe mandei mais cedo, por quê? – o mesmo enche sua taça de vinho a mesa. — E antes não havia se reverenciado em minha presença.
— Porque não sou uma das mulheres do seu harém. Quando algum homem presentei uma mulher com uma joia como aquela sem ter nenhuma relação, significa que ele quer algo a mais. Que a mulher é um tanto fácil de se ter – bebo minha taça ao qual o mesmo encheu.
— Sinto muito bela dama, não quis ofendê-la.
— Eu o entendo – sorrio. — Há mulheres que colocam suas cobiças acima da honra, mas isso é algo que elas escolhem e cada uma escolhe o destino que lhe convém mais.
— Sua sabedoria me fascina – bebe um gole de vinho.
Gaara e eu tivemos uma conversa interessante, com diferentes assuntos. Me contaste um pouco de sua vida como Emir, apesar de todo o dinheiro e fortuna ao seu dispor, seu olhar de mistério sumia dando lugar a uma solidão e tristeza assim que cita sua infância, mas como todo pessoa reservada ele apenas varre as memorias tirando tudo que existente de bom, e esconde a poeira de baixo do tapete.
Faço o mesmo que ele, até porquê não serei eu a revê-la minha vida para um homem que conheci há menos de meia hora a mesa.
Limpo minha boca com leves tapinhas do guardanapo de pano branco que havia em meu colo.
— Foi realmente muito bom dialogar com você, Gaara – levanto-me da cadeira alarmando seus olhos que me seguem. — Mas, estou indo.
Ele se levanta rapidamente.
— Mas já? Nem comemos uma sobremesa – tenta argumentar.
— Estou satisfeita – confirmo com a cabeça de leve. — Muito obrigada, pela noite maravilhosa – sorrio.
— Ela poderei se torna ainda mais, se você permanecesse comigo Sakura – sua expressão se suaviza como se quisesse sorrir.
— Sinto muito, hoje não – dou minha última resposta em meio há um sorriso sagaz.
Passo por ele na intenção de sair do salão.
— Por favor... passe o dia comigo amanhã no Cairo – ele segura minha mão com intensidade.
Ergo uma sobrancelha.
Amanhã o cruzeiro aportará na capital do Egito. Não tinha nada de especial para esse local, apenas fazer um tour pequeno pela cidade.
— Prometo que será um dia apenas como amigos... nada além que você não queira – vejo a seriedade em suas palavras.
Gaara é um homem gentil, interessante, bonito e acima de tudo galanteador... acho que não faria mal passar um dia com ele, seria mais um amigo a conhecer.
— Está bem... aceito – confirmo com a cabeça em meio a um sorriso gentil. — Mas, vamos diminuir a formalidade, por favor – riu sem graça.
— Perfeito... – confirma com a cabeça. — Até amanhã bela dama.
— Até... – com mais um sorriso gracioso me despeço dele.
Caminho para fora do salão e logo para meu quarto. Como será passar um dia com um Emir? Espero mesmo que ele vá como Gaara, porque não tenho nenhuma veste ao nível de um Emir para vestir.
Sorrio de mim mesma.
***
Às 08:00 horas da manhã o cruzeiro portou no Cairo, e a voz do capitão do navio avisou no alto falante.
Sempre admirei o Egito e claramente o Cairo também, um deserto maravilhoso que conquista qualquer um que ame sua cultura. Sou fascinada pela Necrópole de Gizé, isso sim será incrível de vê com os meus próprios olhos.
Estou realmente super animada e espero que o ruivo também esteja, mas tenho quase certeza que um homem como ele já passou por aqui muitas vezes a passeio.
Como o clima do Cairo é bem quente e seco, decido colocar um short bege bem estilo de uma arqueóloga, uma regata branca e uma bota marrom de um aventureiro. Sim! Quero me sentir uma exploradora! Como nos jogos de Lara Croft, os filmes do próprio Indianas Jones, tudo perfeito.
Pego uma bolsinha tira colo pequena e coloco uma garrafinha de água, pois um professor meu no colegial sempre me dizia algo "se um dia for no Egito, nunca aceite água de estranhos ou compre", não sei muito bem o que significa, deve ser por conta da qualidade da água no país, mas seja como for, é melhor prevenir do que remediar. O Egito é algo incrível e quero aproveitar o máximo possível.
Amarro meus cabelos num amarro de cavalo com uns fios soltos, coloco meus óculos escuros na bolsa e finalmente saio do quarto depois de trancá-lo.
— Ah! Que emoção! – bato palminhas discretamente sozinha no corredor.
O sorriso no meu rosto é quase impossível de esconder.
Procuro pelo Gaara no desembarcadouro do Cairo, de frente entrada do cruzeiro.
— Senhorita Haruno – olho para trás ao ouvir meu nome.
— Mohammed – sorrio ao revê-lo.
— Desculpe-me senhorita, fui ao seu aposento dez minutos depois que o cruzeiro aportou no Cairo, mas a senhorita já não estava mais lá – diz surpreso.
Olho para a tela do meu celular depois de tirar do bolso e reparo que são apenas oito e quinze. Fico pasma ao perceber que me arrumei tão rápido não tendo nem tomado um lanche matinal, de tão animada.
— Gomen... quer dizer me desculpe você – mudo meu vocabulário ao perceber que ele não entende minha língua. — Estou muito animada para conhecer essa magnífica cidade, tanto que acabei me arrumando rápido demais – sorrio sem graça com as bochechas coradas.
— Sem problemas, senhorita. Só havia achado que a senhorita tinha desistido de passar o dia com o Emir Gaara do Deserto.
— Não... irei me desculpar pelo mal entendido.
— Não a motivos – sorrir gentilmente. — O Emir Gaara decidiu sair com a senhorita em seu carro, porém ficaremos ao redor para a segurança dos dois. Temos que manter a total integridade e conforto do nosso Emir.
— Eu entendo e acima de tudo respeito. Não há problemas para mim – sorrio.
— Que Alá esteja com vocês – ele saúda com a cabeça.
— Ah... obrigada – fico feliz com o seu comportamento
Escuto um barulho de um carro potente suave.
— Parece que o Emir já chegou, senhorita – ele olha para trás de mim.
Acompanho o seu olhar e me deparo com o carro mas bonito e mais caro já havia visto. Um La Voiture Noire da Bugatti, tinha ouvido ano passado que esse carro foi vendido com um dos carros mais caro do mundo, lembro-me de que meu pai me deu essa notícia, já que sonhava em ter um carros desses em mãos.
Dê-la sai o Gaara com roupas ocidentais dessa vez, uma calça jeans e um blusão azul usando um par de tênis, reparo que as marcas de seu look é algo absurdamente caro, só o seu tênis daria para pagar a minha faculdade mais de cinco vezes seguidas.
— Que Alá te abençoe bela dama – ele se aproxima. — Você está tão radiante que até o sol sobre nossas cabeças, deve ter inveja de você – seus elogios são os mais formais que recebo.
— Bom dia, Gaara – sorrio um pouco impressionada com tanta riqueza que o cerca.
— Bom dia – sua expressão é suave. — Mohammed, mantenha uma distância consideravelmente de nós, não quero que nada atrapalhe nosso dia, certo? – ele o fita seriamente.
— Sim, Emir – o servo se reverência.
— Vamos? – ele estende o braço para mim entrelaçar no dele.
— Sim... – sorrio um tanto sem graça.
Ele abre a porta do carro e por fim passeamos nele, entrando finalmente as estradas do Cairo. No carro conversamos o quanto o lugar era belo, Emir dizia que conhecia o lugar com a palma da mão já que é a sua oitava vez no nele, que tinha o costume de visitar o país e a cidade também.
— Gaara... sei que está acostumado com todo esse luxo, mas eu não. Se for mesmo ficar comigo nesse passeio, peço que não exagere nele – digo algo me incomoda na garganta.
— Entendo, estou disposto a fazer isso.
Ao chegamos na Gizé, ele deixa a chave do carro com Mohammed que estava logo trás de nós, depois manteve uma certa distância ao ponto de eu não vê-lo mais.
Enfim, Gaara e eu, tivemos até que um dia normal, tiramos fotos na Gizé, comemos comidas típicas e não muito sofisticadas. Perto da pirâmide havia o Museu do Egito, um lugar com mais de 120.000 itens do Antigo do Egito, e lá finalmente me senti uma verdadeira arqueóloga que tanto desejava.
— Que sede... – cita Gaara na saída do museu.
— Aqui! – tiro minha garrafinha de água e o ofereço. — É térmica, está bem geladinha – abro um sorriso.
— Obrigado, Sakura – ao ele sorrir tenho a impressão de ver uma criança por trás do Emir.
— Moça! Me dá um dinheiro – pede uma criança aparentemente moradora de rua. — É que estou com fome...
— Sai daqui! – diz Gaara com grosseria.
— Não faça isso – brigo com ele.
— Ele está nos importunando.
— Ele só está com fome, Gaara – cerro meu olhar no ruivo. — Temos que ajudar aqueles que precisam... nem todo mundo tem as mesmas condições que nós – falo suave dessa vez.
Gaara me olha sem expressão.
— Aqui está – dou uns trocados da minha bolsa.
— Obrigado! Moça bonita – o menino sorrir e logo se vá até uma barraquinha de comida na rua.
— Desculpe... mas meu coração me parte ao ver pessoas nessa situação.
— Você é muito boa Sakura – ele cita ainda sem expressão.
Sorrio de leve e beijo seu rosto, fazendo assim Gaara corar como um adolescente beijado pela pessoa que gosta.
Nosso dia foi incrível, e ao cair a tarde já estávamos de volta ao cruzeiro.
— Muito obrigada por tudo, Gaara – agradeço de coração.
— Não foi nada, eu que agradeço sua presença. Fazia tempo que não me sentia assim.
— Assim como?
— Um jovem normal. Geralmente, sempre só visto como Emir, com tantas formalidades e decisões a tomar em meu país. Por isso viajo tanto, a procura de ser mais uma pessoa entre a multidão, mas a comitiva logo atrás de mim não me ajuda muito.
— Entendo... – caminhamos até meus aposentos.
— Sei que hoje pode ter me achado avarento quando aquela criança apareceu, mas foi assim que aprendi desde pequeno exaltar as grandes classes sociais e menosprezar as pequenas. Mas, penso diferente e queria viver diferente também – paramos de frente ao meu quarto. — Diferente do que pensa eu não tenho um harém. As mulheres que venham até mim, só pensam nas minhas riquezas e posição social, e admito ter pensando que você fosse uma delas também, porém, quando negou aquela joia me deixou confuso mas achei que estivesse se fazendo de mulher difícil. Depois negou meus caprichos no jantar, e o carro foi o ponto final para mim – ele me olha fixamente.
— E o que acha de mim agora?
— Acho que é a mulher mais incrível que já encontrei nesse imenso mundo, digna, boa, bonita e acima de tudo gentil.
— Se me conhecer mais, verá que mudo por completo quando me extreso – riu de mim mesma.
— Não deve ser pior que minha irmã Temari – ele solta uma risada mais descontraída que já vi em seus lábios.
— Bom... tenha um bom descanso, Sakura – vejo seu sorriso novamente.
Seu sorrio era tão maravilhoso, tão doce quanto o mel.
— Se quiser... pode ficar até anoitecer – o convido. — Podemos jogar cartas até tarde, se não estiver muito cansado é claro – coro.
Seus rosto cora bruscamente ao parecer surpreso ao mesmo tempo feliz.
— Sim... se não for incômodo.
Sorrio animada.
E assim foi durante as duas semanas a derivas no Nilo. Conhecer o Gaara estava sendo maravilhoso, e cada vez que ficávamos mais próximos sentia uma imensa vontade de tê-lo cada vez mais ao meu lado.
Havia certos momentos que nos tacávamos, no começo suas mãos iam em minha cintura e as minhas lhe fazendo cafune, depois era nas minhas coxas e em seu peito. Tudo parecia terminar em uma coisa, e eu sentia que ele estava começando a sentir algo por mim assim como eu por ele, porém, eu não sabia se esses sentimentos eram na mesma intensidade.
Na terceira semana do cruzeiro, decidimos jogar em seu luxuoso quarto ao invens do meu.
— Ganhei! – anúncio feliz.
— Você sempre ganha... há algo de errado – ele me fita já desconfiado.
— Não estou roubando se é o que pensa – o olho convencida. — Só sou boa.
— Sei... – ele ainda não aceita minha continua vitória.
Sentados no chão sobre seu carpete persa com uma mesa de cento de vidro entre nós, onde jogávamos. Arrasto meu bumbum até ele, lhe dou um leve empurrão mas como tenho uma força nada convencional acabo o derrubando no chão.
— Aceita... que eu ganhei – sussurro enquanto aproximo meu rosto do dele.
— É, ganhou... – sua mão segura meu rosto o puxando para um beijo.
Em impulso o retribuo.
Sua mão desce até minha cintura e assim que tem chance, ele me deita no carpete ficando por cima, nossos rostos se distanciam e nos entre olhamos. Gaara... parece que seus desejos impuros finalmente veio a átona... e eu acho que os meus também.
Ele volta a me beijar novamente, mas dessa vez com fervor me fazendo o retribuir na mesma intensidade. Nessas horas, parece que tudo passa tão rápido como se fosse em um piscar de olhos.
Em sua cama sou tomada por seus beijos e caricias em meu corpo, sua blusa já não estava mais em com ele e muito menos a minha, meus sutiã estava preste a ser aberto por seus dedos salientes.
— Gaara... sei que gosta de mim, mas não quero que se iluda – o digo temendo que ame.
Ele me olha profundamente.
— Está com medo de eu lhe amar e você não a mim?
— Sim... – confirmo com a cabeça.
— Não se preocupe com isso – seus lábios tocam nos meus. — Sei o que faço.
Digo essas palavras que para mim não tem sentido, acho que já estou criando uma sentimento forte com ele, uma paixão.
Sou tomada por seus beijos que me tiram o ar dos meus pulmões. Seus toques despertam os desejos mais pecaminosos dentro de mim, me dando assim a única opção de me render a ele. Ao pegar em minhas coxas, o ruivo me erguer em seu colo, dando oportunidade para se apropriar do meu pescoço.
Enquanto desfruto do seu fervor, ele se direciona para fora da cama.
— Onde vamos...? – minha pergunta soa em um gemido.
Ouço seu sorrisinho, deixando um ar de mistério no ar.
Em passos lentos, sou levada até sua banheiro que é absurdamente grande para um quarto de cruzeiro. Além de espaçoso, o banheiro é elegante, com as paredes e piso em cerâmica de porcelana. Um fabuloso espelho grande com uma moldura dourada, refletia nossa excitação.
Suas mãos deslizam pelo fecho do meu sutiã o tirando por completo. Seus olhos percorrem meus seios, como um olhar de um felino pronto para agarrar sua presa.
Ele continua a me carregar até parar de frente para sua jacuzzi. Fico admirada ao ver algo do gênero em seu banheiro, realmente Gaara não mede custos quando há prazer envolvido. Cercado por uma cerâmica nobre na cor preta, quase reluzente na borda, com seu interior branco tendo uma excitante luz azul turquesa a iluminando de dentro para fora.
O ruivo tem a delicadeza de me colocar no chão e se despir aos poucos.
— Por algum motivo... sempre a imaginava numa jacuzzi tendo a minha companhia ao seu lado – solta um sorriso malicioso.
Por fim, vejo seu majestoso ereto e mais grandioso do que um dia poderia imaginar. Faço o favor de tirar meu short, e fazer o mesmo com a minha calcinha só que lentamente enquanto sou cobiçada.
Suas mãos passeiam pelo corpo, dos ombros até chegarem em minha bunda sutilmente. Seus lábios mais uma vez tocam nos meus, tenho o prazer de mordiscar seu lábio inferior fino, e o puxar levemente. Ao fazer isso, seu sorriso pervertido aparece mais uma vez.
Ao apertar um botão na lateral da nobre jacuzzi, ele entra, e faz questão de me puxar pela cintura fazendo assim eu sentar em seu colo. Sento de costas com sua intimidade centralizada abaixo da minha, rebolo bem vagamente para estimulá-lo mais. Das pequenas aberturas dentro da jacuzzi, uma deliciosa água morna toca em nossos corpos começando a enchê-la.
Porém, antes mesmo da água percorrer em nossa pele, nossas intimidades já estavam úmidas do nosso prazer. Faço questão de roça minha vagina em seu órgão genital para molhá-lo ainda mais.
— Você é tão... – sua voz sussurra em meu ouvido após morde minha orelha.
Sorrio ao morder meu dedo indicador.
Aos poucos vou deixando seu membro penetrar em mim e como uma blusa do tamanho perfeito, Gaara entra com facilidade. Sento inúmeras vezes em seu colo, sentindo seu endurecido me abrindo cada vez mais. Seus gemidos fortes me dizem que ele sente o mesmo prazer que eu, me deixando cada vez mais mais assanhada.
Suas mãos entram em ação novamente, elas seguram em minha cintura me erguendo e depois me sentando com força, enquanto penetra junto comigo.
A água já bate abaixo dos meus seios. O movimento dela é ligeiramente rápido e borbulhante, extremamente relaxante, tirando todas as possíveis tensões do momento. Gaara escolheu esse lugar especialmente para isso, relaxante e prazeroso.
Seus beijos dominam meus ombros, subindo para meu pescoço mais uma vez. Eles entram em contato com meus clitóris fazendo os assim se animarem a cada instante, com movimentos circulares de seus dedos, o ruivo me faz ceder a ele em gemidos.
Como uma idônea montadora, cavalgo em seu cavalo com eficácia. Num tom soprano, faço questão de gemer loucamente eufórica por mais investidas dentro de mim.
No calor da emoção sento de frente para o mesmo, cruzo minhas pernas em seu tronco apoiando minhas mãos em seus ombros. O homem ao qual transo me olha intrigado, mas logo uma expressão de devasso aparece em sua face.
Enquanto não medo esforços para inserir minha intimidade apertada e já inchada de prazer na dele erguida, o ruivo mama em meios seios com gentileza.
Fecho olhos maravilhada com cada segundo que se passa, quando de repente o meu parceiro começa a dar inúmeras investidas repentinas, e logo entendo o que está por vim. Cada vez mais mais repleto de depravação o ruivo vem, ao terminar sinto um líquido quente deslizando por dentro de minha vagina.
Seu gemido forte e longo o denúncia, que chegou o seu súbita do prazer. Solto um sorriso inesperado com o ato.
— Você é uma mulher difícil de excitar... – Emir revela seus pensamentos.
— Acontece que devo ser tocada da forma certa, para chegar ao meu limite – revelo acariciando seus cabelos vermelhos.
— Então você não me dá opção – seu olhar cerra em minhas esmeraldas. — Devemos fazer até você chegar ao seu ápice de gozo – alisa minha bunda lentamente.
Solto uma risada um pouco alta.
— Seria um sonho para muitas mulheres – sorrio.
— Então irei tornar esse sonho realidade, bela dama – sou tomada por seus beijos ardentes novamente.
***
Nos dias que seguiram Gaara e eu eramos inseparáveis, chegando por diversas vezes eu tendo dormido em sua cama. O cruzeiro todo percebeu nossa aproximação e sinceramente não sei como, mas a impressa ficou sabendo desse relacionamento que surgiu, fiquei conhecida como a "a dama do deserto" já que era assim que a comitiva do Emir me chamava.
Nesses dois meses no cruzeiro, fiz questão de me divertir intensamente com o Gaara, e com isso deixei aquele sentimento dentro de mim crescer ainda mais, queria que ele não se apaixonasse por mim, mas o jogo virou pois eu que estou apaixonada por ele.
Ele era incrível, me tratando realmente com sua amada ao ponto de me encher de joias ao qual eu fazia questão de recusá-las. Não achava apropriado receber esses mimos, mesmo ele alto estipulando como sua namorada.
Logo, é claro que a minha amiga loira dos olhos safiras iria saber.
— Sakura! Você está namorando um Emir! Tem noção disso testuda? – diz Ino numa ligação. — Já ganhou quantas joias?
— Ino! A posição dele não me importa e muito menos seus presentes – digo severa.
— Ai... que chata você em testuda – ouço seu suspiro pela ligação. — Mas... diz amiga, quantos centímentros?
— O quê? – questiono enquanto troco de roupa.
— Lerda! O pênis dele né! É grande? Porque eu imagino uma bem dotado, digno de um príncipe – ouço sua risada.
— Ino! – digo seu nome alto irada. — Como consegue ser tão pervertida? – coloco um vestido justo da cor prata e brilhante.
— Você não sabe o que é bom... – diz baixo. — Mas, testuda você gosta dele mesmo?
— Hai... Ino.
— Diz isso tão desanimada.
— Ino... ele é um Emir e eu uma simples garota de Konoha City. Enquanto eu brincava com bonecas de plástico ele tinha carrinhos folheados a ouro. Eu como pizza com meus amigos e ele caviar. Apesar de está apaixonada por ele, nossas realidades são bem diferentes... – sento na cama desmoronando por dentro.
Deslizo a mão pelos cabelos.
— Vivemos realidades diferentes de distantes uma da outra... não sei se isso irá durar muito tempo.
— Sakura – seu tom sai sério. — Sei que tudo isso pode ser difícil para você, vocês realmente vivem em mundos diferentes, mas tem o mesmo coração. Eu sei que sou uma pervertida e até mesmo imoral para muitos, mas acredito no amor e na sua força. Então irmã... se o amar mesmo, não deixe isso te abater – suas palavras tocam meu ser dando um golpe certeiro em meu coração.
— Ino... – cito seu nome em lágrimas. — Me sinto tão perdida às vezes... e quando isso acontece você sempre está disposta para me encontrar, sendo perto ou até mesmo longe – enxugo minhas lágrimas com os dedos.
— Não é porque que você tem a testa maior que a China que vou te deixar sozinha – rir. — Eu te amo mana...
— Arigatou irmã... – sorrio do outro lado da ligação.
— Fale com o Gaara, se ele gostar tanto de você quanto parece, tenho certeza que tudo isso se resolverá.
— Hai...
Após terminar minha ligação com Ino, termino de me arrumar e acabo percebendo que estou elegante demais. Ter o Gaara ao meu lado esse tempo, me deixou visivelmente metida para muitos do cruzeiro podendo aparentar até mesmo uma avareza. Trouxe roupas simples e acabei comprando umas sofisticadas para está com o Gaara.
— Eu não sou assim... – digo para mim mesma ao me olhar no espelho do meu quarto.
Gaara me chamou para irmos num cassino de sua propriedade em Alexandria. Porém, não estava nos meus planos de viagem ir a lugares do gênero, mas também não estava no plano me relacionar com ninguém e muito menos um Emir.
Até agora nenhum relacionamento amoroso meu está dando muito certo, talvez isso tenha mexido comigo.
Deito na cama ignorando o fato de que o Gaara está me esperando. Sinto meu celular vibrar ao meu lado anunciando uma mensagem, desbloqueio a tela e vejo que mandou.
— Naruto... – sussurro seu nome um pouco surpresa.
"Ohayo! Sakura chan! Espero que esteja bem! DATTEBAYO! Vi na TV sobre seu namoro como um ruivo que parece usar lápis preto no olho lá do Árabe. Você está feliz? Se estiver feliz esterei também, por você!!
DATTEBAYO!! Aprendi como fazer lámen de frango, mas saiu horrível! Então vamos comer no tio Ichiraku!! Até mais Sakura chan! Se precisar de algo estarei aqui a sua espera. DATTEBAYO!!!"
— Naruto...
Mesmo não tendo o meu amor como mulher, você ainda me ama, se importa comigo me quer bem. Você é mesmo incrível Naruto, não poderia ter amigo melhor que você.
Sorrio ao lembrar do loiro.
De repente ouço duas batidas suaves na porta. Levanto da cama já imaginando quem poderia ser essa hora. Deslizo as mãos pelos cabelos o ajeitando, ajusto meu vestido no corpo e abro a porta.
— Gaara... – cito seu nome ao vê-lo.
Gaara me surpreendi com sua roupa ocidental mais uma vez. Uma blusa lilás social, uma calça jeans preta acompanhado de uma tênis cujo a marca era o nome de um jogador mundialmente conhecido de basquete. Para constar, sua roupa era absurdamente cara como sempre.
— Você está bem? – vejo a preocupação em seus olhos. — Não foi ao meu quarto na hora marcada, então me preocupei.
Suspiro ao relaxar os ombros.
— Gaara, não estava nos planos de viagem ir a um cassino. Na verdade, na disso estava planejado – fecho os olhos durante uns instantes. — Gaara, vivemos em mundos completamente diferentes, eu não sei se isso irá da certo – acabo revelando meus sentimentos do nada.
— Não! Por favor – ele da dois passos em minha direção ao entrar em meu quarto. — Eu não quero perdê-la – fecha a porta do quarto. — Eu sei que posso parecer absurdamente burguês aos seus olhos, e que temos costumes diferentes.Sei também que acha que amo o dinheiro, de fato amo – ele me fita. — Mas, estou disposto a deixar tudo isso de lado pelo seu carinho, afeto e amor. Nunca uma mulher se aproximou de mim sem interesses antes. Você sempre nega meus mimos mais prezados e caros dessa terra ao meu alcance, as coisas simples são as mais belas para você e isso me fascina em seu ser. Nunca pensei que diria isso ou amaria alguém desse jeito como você – suas mãos alisam meu rosto. — Por favor, me de uma chance, sem escolta, ou comitê, todo esse glamour exagerado – seus lábios tocam nos meus. — Seja minha namorada?
— Gaara... – sorrio.
Talvez isso poderá da certo.
***
Após minha saída do cruzeiro a notícia se espalhou por todo lugar, o Emir Gaara do Deserto estava namorando uma garota comum. Com isso tendo assédios constantes da empresa atrás de nós dois.
Gaara como um devido cavlheiro que é, fez questão de pedir minha mão em namoro ao meu pai, e claro que ele a concedeu até por que qual pai não iria querer a sua filha namorando um príncipe basicamente? Gaara se estabeleceu num hotel na pacata Konoha City, onde se fixou durante cinco meses.
Cinco meses do nosso belo namoro. Um namoro parecido há um normal, sem escolta, sem comitiva, sem um luxo ao extremo há não ser, o hotel onde ele habitava. Isso me fazia sentir bem, menos inferior ao que me sentia antes, e pelo visto ele também gostava dessa nova vida.
Fazia dois meses que eu já cursava a faculdade ocupando muito o meu tempo então para passar mais tempo com o meu atual amor, dormia em seu quarto no hotel. Sinceramente, nunca havia tido tantas relações sexuais como eu tive com ele, de uma certa forma está com o Gaara deixava o meu dia mais claro e mais prazeroso.
— Tenho que ir... – digo após sentar em sua cama nua depois de uma tarde de puro prazer. — Tenho que comprar alguns livros para a faculdade.
— Entendo – o mesmo senta na cama com um olhar sério.
— Algum problema? – o abraço por trás beijando sua nuca.
— Mohammed, ele quer que eu volte para a Arábia, de acordo com ele passei tempo demais fora. Ele teme que minha irmã venha me buscar.
Paro meus beijos.
— É melhor ir então, não quero ser o motivo do seu afastamento e das suas responsabilidades – sento em seu colo ainda nus.
Ele solta um sorriso de leve maldoso ao sentir minha intimidade na sua.
— Não quero ir Sakura – seus dedos alisam meu rosto. — Nunca fui tão feliz desde da morte do meu pai. Me sinto como uma águia livre para voar, sem seguir ordens, sem ter responsabilidades. A não ser tratá-la como um diamante raro – seus lábios tocam nos meus.
— Isso não está certo Gaara – digo séria. — São suas responsabilidades, seus deveres.
— Eu sei Sakura – diz com pesar. — Não quero ser um líder miserável, mas também não quero ficar preso as responsabilidades. Quero viajar pelo mundo, conhecer todos os lugares que puder, aproveitar o melhor desta terra. Venha comigo Sakura! Vamos ser felizes viajando juntos – seus olhos é de um sonhador.
Gaara é um líder de um país e age como um aventureiro, apesar de ter dezenove anos lhe falta maturidade.
— Gaara, sua proposta é um sonho de consumo mas é o seu povo? – levanto de seu colo. — Pense neles – pego minha regata em cima da cama e a visto. — Por que não concede esse título a alguns dos seus irmãos? Eles são mais velhos não?
— São sim. Mas Temari prefere cuidar da área militar e o povo do meu país não se dá bem com Kankuro, ele é selvagem como um leão em suas palavras e isso o afasta da população. Quando surgiu a ideia dele se tornar Emir quase causou uma revolta do povo. Eu sou a melhor escolha.
O olho compreensiva. Realmente, não deve ser nada fácil se tornar algo sem ter a escolha de dizer não.
O beijo.
— Seja qual for sua escolha, irei aceitar – minhas palavras saem com convicção.
— Você é perfeita – me olha com o seu sorriso doce.
— Eu amo você – sorrio.
Me agacho para pegar minha calcinha que se encontra em cima da minha calça jeans clara no chão.
— Tenho que ir antes da livraria fechar, ela fecha bem cedo aos sábados – coloco minha calcinha de costas para o ruivo.
— Não, por favor, fique e então nos divertiremos ainda mais – suas mãos apertam minha bunda.
Logo depois ele abraça minha cintura beijando minha espinha vertebral, me causando arrepios e uma leve excitação. Viro de frente para o mesmo.
— Você é um dos seres mais pervertidos que já conheci perdendo somente para Ino, mas de um jeito bom – sorrio mostrando não ser nenhuma santa.
Coloco minha calça e por fim prendo o cabelo num coque alto.
— Nos encontramos às 21:00 horas para o nosso cinema, os ingressos estão com você então não se atrase – cerro meu olhar seriamente no meu namorado.
Gaara está acostumado as pessoas o esperarem e não ao contrário, já que ele era o sol de todo o lugar que ia. Nesses cinco meses ele tem esforçado nesse e em outros requisitos, para o bem do nosso relacionamento. Para mim isso é prova o suficiente de que ele me ama.
— Prometo me esforçar – ao colocar sua cueca box verde escura ele se levanta da cama. — Que Alá te abençoe me amor – beija minha boca.
Sorrio gentilmente.
***
Após uma tarde cercada de livros dos mais grossos possíveis, chego em casa exalta e decido descansar um pouco depois de um longo banho. Três horas se passaram, e nesse tempo comecei a lê um livro realmente fascinante sobre medicina me fazendo assim passar o tempo. Duas hora antes do horário marcado com meu namorado, começo a me arrumar, decido tirar do guarda-roupa uma saia lisa de um tom rosa claro, tendo somente um botão na frente prateado e um zíper pequeno na frente. Decido, também, vesti-me com uma regata preta de algodão, com uma meia quinto oitavo da mesma cor, juntamente com um tênis branco que se destacava por uma listra fina vermelha na parte de baixo e sua logo marca no formato de uma estrela.
Penteio meus cabelos com um pente fino de frente ao espelho do banheiro, o parto de lado direito deixando pouco volume. Para finalizar passo um batom nude. Sem acessórios e outros tipo de maquiagem decido partir de casa faltando meia hora para o meu encontro com o ruivo. Pego minha tira colo de preta, juntamente com a minha carteira.
Um aceno com a mão e um beijo nas bochechas dos meus pais, foram o suficiente para mim sair de casa sem escutar muitas pergunta de aonde vou. Com o tempo a confiança é adquirida dos pais, e comigo no foi diferente, na verdade foi até rápido para uma menina que já usou drogas.
Caminho pelas ruas de Konoha City até o cinema. Infelizmente para chegar ao local é preciso passar por uma rua extensa e deserta, com fábricas ao invens de casas, e para piorar o local era mal iluminado, já que como só havia fábricas não há motivos o suficientes para colocarem uma iluminação decente do governo.
Continuo meu trajeto até que aparece um carro preto, num fluxo de movimento diferente dos poucos demais que passavam. Ele parecia que iria diminuir e enconstar na calçada, mas vinha lentamente atrás de mim. Um desespero me sobe aos poucos, sinto meu corpo tremer e meu coração querer saltar.
Calma Sakura, certamente não é ninguém ao qual deva se preocupar...
O carro finalmente para e de lá sai um homem alto com um casaco cinza de capuz. Imediatamente sinto algo dentro de mim que me empurra a correr, e assim faço. Corro às pressas e ao olhar para trás vejo o homem correr também.
Por Kami-sama! Não!
— Ah! – ele me agarra por trás em um abraço forte. — Me solta! – grito em agonia.
Sinto algo gelado em minhas costas.
— Sem gritos, apenas me acompanhe – sussurra em meu ouvido. — Se fizer como mando, ficará viva.
Será o cano da revólver? Sim é isso mesmo.
— Por favor, te dou todo o meu dinheiro eu... – ele corta minha fala. — Não quero o seu dinheiro e sim o do Emir.
— Gaara... – sussurro.
Ouço uma barulho de conversa e percebo que um grupo de jovens, caminham na mesma calçada que nós vindo passar atrás de mim.
— Fique quieta – uma de suas mãos segura meu rosto, logo me beija enquanto encosta o cano da arma em minha barriga. Ele tampa o ato com o seu casaco aberto.
O grupo passa rapidamente constrangidos com nós dois. Seu beijo foi o mais repugnante que já senti, chegando a me dá asia.
— Venha – estende a mão para mim.
Não tenho escolha, mas não quero ir. Eu não sei o que fazer, estou com tanto medo.
Ele pega a minha mão normalmente como se fossemos um casal e me leva até seu carro, onde havia mais um como motorista.
— Sente atrás – ele abre a porta do carro para mim.
Obedeço caindo em lágrimas sem poder contê-las. O mesmo senta ao meu lado e o carro segui a estrada.
— Você nos tronará ricos – ele rir.
— Cheios de grana – fala o motorista ao sorrir.
— Gaara soube escolher sua namorada pois você é uma gracinha – sua mão toca na minha coxa por debaixo da saia.
— Tira a mão de mim! – lanço um tapa em seu rosto.
O olho furiosa e aos mesmo tempo morta de medo.
O sequestrador soca meu rosto.
***
— Acorde! Acorde vadia! – sinto minha perna é chutada.
Desperto vagamente com uma enorme dor no rosto, reparo que estou num quarto sentada na cama, com as mãos amarradas na cabeceira me deparo de frente aos dois homens que me sequestraram.
Um era alto com quase um metro e noventa, sendo forte com cabelos pretos e pele morena, lembro-me que foi ele que me socou dentro do carro. O outro era de pele clara e olhos castanhos, com cabelos num tom loiro escuro, respectivamente, o motorista do sequestro.
— Qual é a senha do seu celular? – questiona o loiro.
Fico quieta.
— Responde logo! – o maior puxa meus cabelos.
— Ah! Pare! – grito desesperada.
— Solta ela Yuki! – reclama o parceiro. — Queremos o dinheiro e não machucá-la
— Quem liga Charlie, ela a dama do deserto, aposto que o namorado lhe dá tudo que quer – sorrir.
— Isso não é da nossa conta – o motorista se posiciona na minha frente ao se agachar. — Sakura, não queremos machucá-la, só queremos o dinheiro do sequestro – diz calmo. — Então nos der a senha do seu celular.
Confirmo com a cabeça aos prantos.
— 2526... – digo amedrontada.
— Muito bem – desbloqueia o celular em mãos. — O Emir ligou oito vezes e outras pessoas também – ele diz.
Olho de relance para meu celular e reparo que são onze da noite. Eu deveria encontrar o Gaara às 21:00, todos devem estar atrás de mim já que não costumo sumir.
— Irei ligar para o Emir e você dirá que é um sequestro. Peça a ele cem milhões de libras pela sua vida – fico pasma com a enorme quantia.
— Não irá fazer mal ao Gaara? – o olho em lágrimas.
— Não e nem a você, mas terá que colaborar – me cerra o olhar.
— Hai... – confirmo com a cabeça.
O loiro escuro procura o contato do Gaara e o liga, na primeira chamada o ruiva atende o celular.
— Sakura! – a pessoa que amo me chama em agonia num tom grave. — Onde você está? Estamos procurando por você há horas! – ao ouvir sua voz, meu coração me cobre por um sentimento desesperador. Gaara parecia ser a minha única esperança naquele momento. — Sakura?!
— Ga-Gaara! – gaguejo ao gritar seu nome involuntariamente. — Me ajuda, por favor... – meu corpo estremesse, minha voz sai em ruídos baixos sem forma de palavras. — E-eu... – lágrimas deixa meu rosto umedecido como uma cascata.
— Sakura! O que houve? Por que está chorando? Sakura! – sua voz chega vibrar de tão alto que se pronuncia.
— Fala logo! – o sequestrador de cabelos negros bate fortemente em minha cabeça.
— Ah! – sinto uma forte dor um pouco acima da nuca.
— Quem está ai? O que está fazendo com a Sakura?! Amor! – escuto o ruivo se desesperar.
— Não a machuque, precisamos dela – cita o motorista em tom de repreensão.
— E-eu.. fui sequestrada! – minha voz abaixa e aumenta com a última palavra. — Eles querem c-cem milhões de libras... – respiro fundo tentando me controlar.
— Eu dou tudo – sua voz muda para uma séria e decidida.
— Nós entregue na avenida norte de Konoha City às 01:00 da amanhã, levaremos a garota – o sequestrador loiro diz calmamente após pegar o celular.
— Não toquem nela – meu amor pede.
— Se nos der o dinheiro nada acontecerá – logo o telefone é desligado. — Yuki leve a garota para o carro, logo iremos pegar nosso dinheiro – solta um sorriso confiante.
O sequestrador ao qual era chamado de Yuki, após me desamarrar e me guia pelo o que parecia ser uma cabana de madeira e ao ser tirada da tal cabana me deparo num matagal alto e grande. Tento lembrar de algum lugar do gênero em Konoha City, logo me lembro do Bosque da Folha que se situava uns vinte quilômetros da minha casa e quatro do local marcado pelo sequestrador.
As horas se passaram e já estávamos no local combinado, enquanto os dois sequestradores se mantinham do lado de fora do carro sou deixada trancada dentro dele.
Nenhum carro era visto naquela pista escura, até que um FIAT prata aparece com os faróis acesos, carro ao qual Gaara tinha trocado pelos seus de luxo deixados em sua garagem na Arábia. O ruivo sai às pressas do carro, com uma roupa simples ele se mantém do lado do seu veículo.
— Cadê ela? Cadê a Sakura?! – grita aparentemente irritado em agonia.
Um silêncio se faz no momento até que o loiro escuro abre a porta do seu carro e me puxa pelo braço.
— Sakura! – Gaara vem em minha direção ao me ver.
— Fica longe – Yuki aponta a arma para o ruivo.
— Não! Abaixa isso – imploro temendo pela vida do ruivo.
— Cadê o meu dinheiro? – questiona após aperta meu braço.
Gaara volta para seu carro e pega uma grande mala de viagem prata, com dificuldade de tirá-la do carro de tão pesada.
— Me dê-la primeiro? – meu amor o fita com autoridade.
— Não está em posição de exigir nada Emir. Empurre a mala para nós que nos damos a garota – o loiro escuro e o ruivo dialogam.
O ruivo parece não sentir fé em suas palavras, assim como eu. Sem opção Gaara empurra a mala com uma mão e suas rodinhas fazem o trabalho de ir até próximo a nós. O loiro me larga e vai pegar a mala em seguida dá ordem ao parceiro
— Leve a garota até ele.
— Não – diz Yuki ainda mirando a arma no ruivo. — Podemos arrancar mais dinheiro dele com a garota – enfim ele abaixa o revólver e segura em meu pulso fortemente. — Podemos ficar ainda mais ricos.
O sequestrador loiro que parece ser o chefe do crime pensar no caso.
— Não! Não foi esse o combinado – Gaara se irá. — Já tem o dinheiro, me dê-la, só me entregue ela.
— Parece se importa muito com ela – zomba o chefe. — Mas, vamos levá-la meu parceiro tem razão ela nos deixará ainda mais ricos – sorrir.
— E ela ainda é uma belezinha – o maior tenta me agarrar me forçando a um beijo.
— Me larga!
— Larga ela! – Gaara corre em minha direção e ao ser impedido pelo loiro escuro, eles acabam caindo numa luta corporal.
Aproveito a distração do outro sequestrador na briga e lhe dou uma joelhada em seu órgão genital com toda força que tenho, ele geme dolorosamente e acaba caindo de joelhos no chão. Corro até meu namorado e tento ver uma forma de ajudá-lo, já que os sequestradores são mais velhos tendo assim mais força que ele, acabo pegando um pedaço mediano de madeira na encosta da estrada e bato na cabeça do criminoso loiro.
Ao cair no chão com a mão na nuca, corro aos braços do meu amor.
— Sakura entra no carro – ele diz desesperado, confirmo com a cabeça. Assim que estamos de costas indo a entrada do veículo um tiro é escutado.
Tanto ele quanto eu paramos nossos passos, nos olhamos entre si e chego a imaginar o pior ao ver que eu não fui atingida pela disparo ouvido.
— Gaara... – o chamo abatida ao vê-lo com uma expressão tensa.
— Isso acaba agora, irmão – ouço uma voz grave feminina. Gaara eu olhamos juntamente para trás e nos impressionamos com o que vemos. Uma mulher de corpo robusto de cabelos num tom loiro escuro e olhos esmeraldas como os meus acaba de atirar no sequestrador maior. — Todo esse perigo porque você quis ser uma pessoa como ela – seu olhar parece de uma general.
— Temari – cita Gaara ao fitá-la.
Temari? Essa é a irmã do Gaara, mas o que ela deve estar fazendo aqui.
— Prendam o outro criminoso e levem o corpo do morto – ela ordena a cerca de seis homens com vestimentas de um soldado no tom preto escuro, todos estavam de colete menos Temari. — Você irá pagar por importar o Emir do Deserto – Temari ameça o criminoso vivo, ao vê-lo se levado pelos soldados.
Um carro forte sai atrás do matagal ao lado esquerdo, e lá são colocados os sequestradores.
— Como pode ter sido tão burro, acha mesmo que venceria dois criminosos armados como um super-herói? – sua irmã se aproxima dele. — Poderia ter morrido e ela também – seu olhar vem até o meu rapidamente e volta para o ruivo. — Você não é mais criança, Gaara! É um Emir! Chefe de estado, aja como tal – sua rigidez me assusta. Ela da de costas indo até o forte.
— Eu a amo – seu tom sai alto. — Eu encontrei o meu amor Temari – suas palavras me comovem.
— É, e esse amor quase te matou – ela entra pela parte da frente do carro. — Estarei às 14:00 horas no seu quarto, deixe suas roupas preparadas para viagem.
— Não irei voltar! – suas palavras soltam com atitude.
— Veremos – com a ajuda de um soldado, Temari fecha as portas de trás do carro forte e pegam a estrada rumo o centro de Konoha City. Gaara mira o olhar em sua irmã enquanto o carro some no horizonte.
O abraço atribulada com todo o ocorrido tendo o mesmo me devolvendo com afeto, porém somos acordados de um pesadelo pelo sol que nasce no horizonte na estrada da pacata Konoha. Atordoando nosos olhos de uma maneira boa, para enfim respiramos o fim de um filme de terror.
***
Gaara eu dormimos em minha casa para a tranquilidade dos meus pais que morriam de agonia de me ter longe, assim como eu a eles. Não decidimos dá ocorrência em nenhuma delegacia, pois certamente Temari já fez isso e até pior. Apenas dormimos durante a tarde, melhor dizendo Gaara dormiu.
Não consegui pregar os olhos esse tempo todo. Após meia hora debaixo da ducha quente que me fez pensar em diversas coisas da minha madrugada devastadora. Eu fiz que o Gaara largasse tudo por mim; sendo seus guardas que faziam sua escolta; seu deveres no país como o líder que é; até mesmo sua família e tudo isso para poder viver comigo. Eu pedi que deixasse aquela vida de lado pois me sentia péssima e incapaz para ele. Como fui egoísta até mesma avarenta em querer ter o seu amor só para mim.
Talvez meu maior defeito seja me apegar rápido demais. Amo o Gaara profundamente, porém, eu acho que não deveríamos ficar juntos, a dor que meu coração pulso só de ter o imaginado o atingido por uma bala foi horrível.
Ouço meu celular tocar em cima do armarinho do banheiro, pego uma toalha e me a enrolo em mim. Por sorte um dos sequestradores me entregou meu celular quando íamos ao encontro do Gaara, caso ele ligasse eu atendesse e falasse os que ele mandassem.
Me intrigo ao ver número restrito, mas mesmo assim atendo.
— Ohayo...
— Aqui é a Temari. Já que entende minha língua irei falar nela – desliso a mão pelos cabelos temendo o que ela poderá dizer. — Você pode até amar o Gaara e ele a você, mas ele tem responsabilidades e deveres a cumprir. Apesar de eu insistir ele não me obedecerá, ele parece escutar mais você do que a todos que um dia passaram por sua vida, então você tem o dever de terminar com ele, para que assim ele voltar ao lugar que nunca deveria ter saído.
Caio em lágrimas.
— Mas... eu o amo – tampo minha boca ao soluçar em uma dor excessiva em minha alma.
— Se o amar de verdade terminará com ele. Hoje meu irmão quase morreu por sua culpa, o amor que vocês semearam está na hora de arrancá-lo fora – duras palavras escuto de sua boca, indo como flechas em meu pobre coração o fazendo sangrar.
Temari termina a ligação.
Tiro minha toalha e ligo o chuveiro novamente, voltando a cair em sofrimento debaixo dele. Mais meia hora se passa e mesmo com o chuveiro deligado, no banheiro permaneço, decido respirar fundo e sair dele para meu quarto. Lá encontro o ruivo, dormindo ainda em minha cama sem camisa com sua calça da noite passada, sento ao seu lado na cama beijando sua testa.
— Eu amo você – sussurro. — E por esse motivo farei isso... – dou um selo em sua boca, com isso ele desperta.
— Sakura... – seus olhos abrem lentamente. — Você está bem? – senta ao encostar as costas na cabeceira.
— Gaara precisamos conversar – digo firme o fitando.
— Eu sei... – abaixar seu olhar e depois leva ao meu de novo. — Me perdoe, por minha culpa tudo isso aconteceu com você. Não queria que isso chegasse a esse ponto, eu só queria ter um vida normal ao seu lado, nunca pensei que tudo aquilo fosse acontecer – os ombros dele relaxam enquanto suspira. — Eu amo você Sakura, faria tudo para protegê-la, me perdoe te falhado ontem, juro por Alá que isso nunca mais irá acontecer. Nem que custe minha vida.
Se um dia Gaara morrer por minha culpa irei preferir a morte como também. Prefiro vê-lo vivo e magoado do que morto como meu herói. Então me perdoe pelas milhas palavras que irei dizer, amor.
— Eu sei, é culpa sua, eu poderia ter morrido – levanto da cama séria. — Quase fui morta ou pior ainda violentada por aqueles homens – o olho torto com indignação. Sua expressão denúncia que ele se martiriza por dentro. — Eu não quero mais nada com você, quero só a minha vida – digo um pouco alto para da ênfase. Por fora parecia uma mulher furiosa com palavras de desprezo sem fim, mas por dentro chorava lágrimas de sangue.
— Sakura, por favor – ele se levanta vindo em minha direção. — Eu prometo que isso nunca mais irá acontecer, juro lhe proteger, lhe guardar... mas não me deixe – vejo pela primeira vez lágrimas em seus olhos. — Amor... – sua testa encosta na minha ao segurar meu rosto com ambas as mãos, seus olhos fecham fortemente com uma expressão de dor.
Sua dor não é física e sim da alma como a minha.
— Não me chame de amor – pela primeira vez consigo mentir direito. — Acabou – o fito séria. — Vá embora! – aumento o tom.
— Sakura eu... – tenta argumentar mais uma vez.
— Se não sair da minha casa agora, irei o denunciar por assédio – uma ar de confuso surge em sua face. — Estou de toalha no meu quarto e não quero você aqui, não somos mais nada – digo minha última palavra.
Gaara desliza a mão pelo cabelo transtornado, abatido, desmoronado. Acusá-lo de assédio foi o limite para ele, o mesmo dar de costas para mim e pega sua blusa em cima da cama. Ele abre a porta e trava seu seu caminhar nela, fica uns instantes ali parado de cabeça baixa.
— Prometo que a deixarei em paz. Que Alá te abençoe... bela dama – concluí ainda de costas para mim, em seguida levanta a cabeça e fecha a porta do meu quarto ao ir embora.
Olho pela janela do quarto e o vejo sair de minha casa, logo entra em seu carro prata e se vai. Após essa cena, sento na ponta da cama e ligo para alguém.
— Ohayo! Sakura chan!!! – atende Naruto animado como sempre.
— Naruto... – meu tom sai com o choro da minha dor. — Preciso de você... – caio no abismo do sofrimento de um coração partido.
***
Mil perdões pelo capítulo enorme, sinceramente foi o maior que eu já escrevi até agora. Espero que tenham gostado! Se sim deem uma ajudinha com essa obra, votando e se der compartilhando. Muito obrigada anjinhos! Até a próxima!!
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