29
— UM CAMINHÃO! — Felix fechou os olhos e só esperou pelo impacto.
Pela primeira vez ele entendeu o que significa você ver sua vida passar diante seus olhos. Viu toda tristeza, sofrimento, mas a alegria após ter Hyunjin em sua vida.
Quando finalmente está dando certo, ele vai morrer.
Realmente é verdade, ele vai morrer, mas perto dos cem anos, após ter aproveitado muito a vida ao lado de pessoas que ama e admira.
O carro atrás com mais seguranças, bateu na van fazendo capotar para longe do caminhão. Se Felix morrer na segurança deles, é sinal de Hyunjin furioso, e isso não pode acontecer nunca.
O caminhão bateu na frente do carro, tirando a parte do motor.
Começou a aparecer pessoas querendo saber se os feridos estavam bem e vivos.
— Afastem todos, façam uma barreira ao redor da Van. — o segundo chefe da segurança saiu do carro falando no rádio, cinco se aproximaram.
Abriram a porta da frente para ver a chefe, Na-yeon.
— Salvem primeiro o Felix, tirem o Felix daqui e não deixem ninguém ver o rosto dele. Eu mato vocês se essa informação vazar. — avisou, seu rosto machucado e sentia que quebrou uma das costelas.
— Sim, senhora. — fariam imediatamente.
— Você, liga para a ambulância, ela vai atender os outros feridos. — ordenou.
Tiraram a porta de trás, a van de ponta cabeça. Viu que todos estavam vivos.
— A ambulância irá cuidar de vocês. — falou com Seungmin e Jennifer.
— Leva o Felix daqui, agora. — Seungmin falou.
Soltaram o cinto do loiro, estava no colo do segurança. O carro parou bem ao lado, já entraram com Felix, e correram para longe daquele alvoroço que estava se formando.
Outros seguranças foram tirar o motorista do caminhão de lá, seu chefe terá uma longa conversa com aquele homem.
— Eu acho que ele bateu a cabeça, porque está desacordado. — o segurança falava com seu chefe que no momento ultrapassava qualquer placa, ou radar.
— Falta só mais um quarteirão. — acelerou.
Ao chegar no hospital, entrou pela área privativa, apenas quem iria cuidar de Felix o viu, ninguém mais do hospital.
Hyunjin estava em uma reunião importante, mas não conseguia prestar atenção em nada, sentia que algo estava errado, e sabia que era com Felix.
Seu celular que estava com Lisa tocou, ela saiu da sala para atender, deixando ele com os investidores americanos e italianos.
Voltou com a feição tensa. Jisung explicava como andava o dinheiro investido e as ações do hotel, ele não precisou interromper seu sócio.
Lisa abaixou na altura de seu ouvido.
— felix acabou de ser levado para o hospital às pressas após sofrer um acidente envolvendo um caminhão e dois carros. — por um instante Hwang sentiu o ar faltar em seus pulmões. — Eu ajudo o Jisung terminar a reunião.
— Obrigado! — se levantou. — Senhores e senhoras, vou precisar sair para uma emergência, mas meu sócio e minha secretária seguiram com excelência a reunião, licença.
E saiu da sala abotoando o terno, em seu celular já estava qual o endereço do hospital.
Desceu ao primeiro andar, o motorista esperando, entrou no carro.
— Rápido. — falou após dar o endereço.
— Sim, senhor. — sabe que seu chefe pagará qualquer multa.
Hyunjin ligou para Beatriz, devem estar saindo da faculdade.
— Olá Hwang! Precisa de algo? — falou após atender.
— Oi! Sim, Felix sofreu um acidente, vá nesse hospital que irei encaminhar o endereço. — falou.
— Estamos indo. — desligou, ele enviou o endereço.
Ligou para Chan.
— É a primeira vez que me liga, que merda aconteceu com o Felix? — chan também sentiu que algo estava errado.
— Felix sofreu um acidente de carro. — Hwang ouviu que chan deixou algo cair e quebrar. — Você não tem carro, um dos meus motoristas vai te buscar em cinco minutos.
— Estou esperando. — desligou.
Deixar o pior para o final, sua mãe.
— Olá filho! Pensei que estaria em reunião agora, Jun-ho comentou sobre isso antes de sair. — falou.
— Mãe... — Antonietta até parou o que fazia.
— O que aconteceu, Hyunjin? Não me diga que é com o Felix. — seu marido se aproximou.
— Sim, mãe, ele sofreu um acidente de carro. — não ouviu mais nada. — Mãe? A senhora está bem?
— Filho, sou eu, seu pai, sua mãe está em choque sentada, manda o endereço do hospital que nós vamos para lá. — ouviu a voz de seu pai.
— Tudo bem. — mandou o endereço.
Mais dez minutos e o motorista estava estacionando o carro, Hyunjin saiu correndo e entrou pela área privativa, teve acesso a sala de espera particular.
Havia seis seguranças do seu gatinho, e as amigas do loiro.
— Eles ainda estão com o Felix. — Kamila falou.
— O que aconteceu? — perguntou ao segurança chefe.
— Senhor, nós estávamos levando o senhor Lee para casa após o Shopping, quando o carro que estava na frente da van sofreu uma colisão, e a van ficou no meio do cruzamento. — começou a contar. — Um caminhão estava vindo rápido, eu acelerei e bati na van, ela capotou, mas o caminhão não bateu, o que teria sido mil vezes pior. — falou. — Todos que estavam na van sobreviveram, estão bem! Na-yeon me deu a ordem de trazer ele e não deixar ninguém o ver, foi cumprida.
— Fez bem! — Hyunjin falou com as amigas de seu namorado, um Chan desesperado entrou.
— Vem Chan, eu te conto o que aconteceu. — Kamila falou.
Seus pais foram os próximos a chegar, contou o que havia ocorrido.
— felix é um ímã de coisa ruim, puta que pariu! Ele não pode começar a ser feliz, que uma merda acontece. — ouviu chan falando.
Hyunjin chamou o segurança chefe, saíram da sala.
— O caminhão, detalhes. — falou.
— Ele acelerou assim que viu a van parada no meio do cruzamento, não era para ele passar. Do lado que ele vinha, o semáforo estava fechado, foi de propósito que iria bater na van. — Hyunjin respirou fundo. — Já pegaram o motorista.
— Só deixem ele preso, quero eu mesmo falar com ele. — avisou.
— Sim, senhor. — se curvou e saiu.
Hyunjin voltou à sala de espera, todos aflitos esperando respostas dos médicos.
Demorou para alguém aparecer, mas ninguém saiu dali.
— Família do senhor lee. — a médica responsável entrou na sala, todos levantaram.
— Ele está bem? — Hyunjin perguntou.
— Ele teve concussão por bater a cabeça, as células cerebrais se encontram danificadas temporariamente. — ficaram perplexos. — E uma luxação no pulso. — não acreditavam que isso está acontecendo. — Ainda não podemos dizer se ele está bem, não acordou, mas não está em coma.
— O que ele vai apresentar após acordar? — Antonietta perguntou.
— Os sintomas podem ser confusão temporária, vai parecer confuso ou atordoado, perda de memória, visão dupla, sensibilidade à luz, tontura, movimentos desordenados, problemas de equilíbrio, dor de cabeça, náusea ou vômito, zumbido no ouvido, e perda de olfato ou paladar. — falou todos os sintomas. — Ele não sentirá todos, apenas alguns.
— Quando podemos vê-lo? — Hwang perguntou.
— Agora, mas de dois em dois, eu acompanho vocês. — subiram ao andar do quarto que Felix estava.
Chan e Jasmin entraram primeiro, ele nem acreditava que Felix estava em uma cama hospitalar de novo.
— Puta que pariu! Você está assim de novo. — chorou olhando o amigo, Jasmin o consolou.
— Ele vai melhorar Chan! O Felix é forte, ele consegue! — falou.
— Precisa conseguir, não fico nesse mundo sem você! — sabe que não aguentaria.
Saíram, Beatriz e Kamila entraram, Kamila chorou.
— Agora que ele estava bem e feliz, Bea. — foi abraçada pela mais velha.
— É, alguém vai pagar por isso, não quero estar na pele do culpado. — sabe que não foi um simples acidente.
— Fica bem, pudim! — beijou a testa do amigo, e se retiraram do quarto.
Os sogros entraram, Antonietta estava desolada em ver seu genro protegido ali.
— Ele vai ficar bem! — falou com a esposa.
Não ficaram por muito tempo, Hwang entrou em seguida. Olhou seu gatinho, alguns pequenos band aid no rosto e pescoço, a mão já enfaixada.
Fez carinho na bochecha do loiro, sussurrou que o amava.
Saiu, avisou seus pais que ficaria com o namorado, todos entenderam.
— Quando ele acordar, avisa. — Chan falou.
— No momento exato. — Kamila vem correndo.
— Eu avisarei. — foram embora e ele voltou ao quarto.
Recebeu uma ligação de Lisa, avisando que receberia o carro que Lee comprou e pegaria o pequeno Café, agradeceu. Sentou na poltrona ao lado da cama, pegou a mão esquerda e sem machucado, ficou segurando.
Durante a tarde, devido a problemas antigos e com os novos, seu coração estava fraco, quase teve uma parada cardíaca.
Hyunjin olhava os médicos examinando seu pequeno, vai matar quem fez ele parar ali.
Não saiu um momento sequer de perto do loiro, continuou segurando a mãozinha. A noite não conseguiu dormir, então só fechou os olhos para não cansar a vista.
Durante a manhã a médica veio examinar quem ainda não despertou.
— Os batimentos estão bons, não mostra sinal de ter uma parada, e acredito que logo ele irá acordar. — falou.
— Ótimo! Obrigado! — agradeceu.
— Senhor Hwang, se quiser ir tomar café, uma enfermeira fica aqui com ele. — sugeriu.
— Não estou com fome, obrigado! — precisa ver seu gatinho bem para comer.
— Se precisar é só chamar. — saiu do quarto.
Perto do meio-dia, Hwang sentiu sua mão sendo apertada, pensou que Felix estivesse tendo um sonho ruim.
Mas logo abriu os olhinhos, o quarto estar levemente escuro ajudou ele permanecer com os olhos abertos.
Olhou ao redor, e da sua mão até quem segurava.
— Por que está segurando a minha mão? — perguntou.
Hwang lembrou que ele poderia ter perda de memória.
— Não sabe quem sou eu gatinho? — perguntou.
— Você não me é estranho, mas não sei seu nome, desculpe. — sentou devagar na cama. — Por que estou em um hospital? Minha mãe me bateu até eu ficar inconsciente de novo?
O mais velho respirou fundo, ainda vai matar essa mulher.
— Não. Você sofreu um acidente de carro, e teve uma concussão pela batida extremamente forte na cabeça, por isso está em um hospital. — explicou.
— E minha mão? — perguntou.
— Luxação no pulso. — respondeu.
— A concussão causa perda de memória? — confirmou.
— Como sabe? — perguntou.
— Eu sei que te conheço, e sinto algo forte por você, então eu perdi a memória. — concluiu. — Quem é você?
— Eu sou Hwang Hyunjin, seu namorado. — como já sabia que Felix poderia perder a memória, estava agindo com calma para não assustar o loiro. — Vou chamar a sua médica.
Chamou a responsável pelos cuidados do menor, ela veio logo. Examinou Felix completamente.
— Sabe em que ano estamos? — respondeu o ano certo. — Seu nome inteiro?
— Lee Felix. — respondeu.
— Quantos anos tem? — perguntou.
— Que mês estamos? — teve a resposta. — Vinte então.
— Até amanhã sua memória volta, fica tranquilo. — Hyunjin respirou aliviado. — Aos poucos.
— Tudo bem, obrigado! — agradeceu e ela saiu.
— Eu vou avisar seus amigos que acordou. — pegou o celular.
— Não. — olhou Felix. — Espera eu recuperar a memória, e como assim amigos? Eu sei que tenho o Chan.
— Você tem mais três amigas. — falou.
— Sério? — confirmou. — E Chan não as afastou?
— Não, apesar que ele transou com as três. — isso está normal. — Quer minha ajuda para lembrar?
— Se não for te incomodar. — Felix está surtando internamente de ter um namorado homem.
— Você nunca vai me incomodar gatinho. — jamais. — Eu e você, nós nos conhecemos no meu hotel, conversamos por um tempo.
— Tem um hotel? — confirmou.
— Vários, sou dono da H.Y.Swan, a maior rede de hotéis da Ásia e Europa. — Lee ficou pleno e por dentro mais surtos, mas Hyunjin conseguiu ver que ele estava surtando. — Após uns dias eu fui até a sua faculdade e nós almoçamos juntos, lá eu te fiz uma proposta, te bancária em tudo e você me deixaria te dar prazer.
Viu ele ficando com vergonha.
— E eu aceitei? — com toda certeza.
— Não imediatamente, demorou uns dias. Nosso primeiro beijo foi na sua antiga casa. — ele beijou um homem.
— Era só um acordo, como estamos namorando? — perguntou.
— Porque nós nos apaixonamos, você confessou o que sentia após meu aniversário, e após duas semanas, na torre Eiffel, eu te pedi em namoro. — contou.
— Romântico! — viu que o outro fazia ele feliz. — Eu tô tendo flash de memória, vejo eu e você em um quarto.
— Como é o quarto? — perguntou, ganhou as descrições. — Isso é na Itália, nós passamos dois dias lá.
— Conheci Paris e Itália? — teve a confirmação. — Tem foto?
— Sim, vou entrar no seu perfil do Instagram. — entrou pelo seu celular, entregou ao menor.
— Por que eu tenho três milhões de seguidores? — perguntou assustado.
— Você é um blogueiro famoso, e cantor, porque sua música com o Changbin foi lançada ontem. Teve um processo contra a Versace, você ganhou, e assim o mundo te viu. — falou. — Pode olhar suas fotos.
Ainda processava que era famoso. Olhou suas fotos, na Itália, e em Paris.
— E esse gatinho? — mostrou.
— É nosso filho gato, o Café. — respondeu. — Ele está com a minha secretária.
— Tenho um gato, sempre quis um. — Felix estar assim, mostrou um lado para Hwang que ele não conhecia.
— Por que não teve antes? — perguntou.
— Minha mãe dizia que não precisava de mais um animal na casa, me alimentar já dava gastos demais. — respondeu simples olhando suas fotos. — Eu ainda faço faculdade?
— Não, você saiu. — soube no momento que Felix tirou sua matrícula, a faculdade ligou para ele para falar que o motivo dele dar tanto dinheiro tinha saído.
— Sério mesmo? Eu nunca quis fazer direito, só queria irritar minha mãe. — comentou. — Essas são minhas amigas? — a foto com as meninas comendo pizza.
— Sim, a mais séria é a Beatriz, quem sorri demais ao seu lado é a Kamila, e a tímida é a Jasmin. — falou. — Elas são brasileiras.
— Amigas brasileiras. — resmungou sorrindo. — Você disse algo sobre antiga casa, onde eu moro agora?
— Me empresta o celular? — Felix entregou, Hwang procurou a foto em sua galeria, devolveu o celular.
— Eu moro nessa mansão? — confirmou. — Nossa! Como?
— Eu te dei, porque sua mãe iria te colocar para fora assim que fizesse vinte e um. — explicou com detalhes, Felix encantado com a sua casa.
— Agora eu tô tendo flash com uma mulher, de cabelo quase branco. — Hwang pensou.
— Minha mãe, sua sogra, Antonietta. — informou. — Ela te ama muito.
— Minha sogra me ama. — Murmurou feliz.
Hyunjin está vendo como Felix é sem as barreiras que criou para se proteger de pessoas como sua mãe e pessoas que o machucaram na escola, completamente indefeso e inocente.
— Espera, se nosso acordo era dinheiro, em troca eu te deixar me dar prazer, isso significa que fizemos sexo? — perguntou baixo.
— Não, nós só fizemos sexo após sermos namorados, não quis fazer antes porque queria um compromisso sério com você, e não apenas um acordo. — Lee morrendo de vergonha, mas feliz que namora alguém que se importa com ele.
— Senhor Lee. — uma enfermeira entrou no quarto. — Eu vim tirar a sonda.
— Tudo bem. — se aproximou da cama. — Vira para lá.
Falou com Hwang, que achou engraçado, ele já viu Felix de todas as formas possíveis.
— Rapidinho. — virou.
— Sabe como funciona? — a enfermeira perguntou.
— Sim, não é minha primeira vez com uma. — após fazer todo o processo, saiu do quarto.
Quando Hyunjin virou, Felix não estava na cama e sim entrando no banheiro.
— O que vai fazer? — perguntou.
— Escovar os dentes. — fechou a porta.
Escovou os dentes e voltou ao quarto, sentou na cama novamente.
— Pode me falar mais sobre minha vida agora? — Hyunjin falou tudo que foi possível e conseguiu. — Bem agitada está a minha vida.
— Sim, quando descobrirem sobre nosso relacionamento irá piorar. — falou.
— Ainda não sabem? — negou. — Por que? Não podem saber que você é gay? Isso sujaria sua imagem? Ou você tem vergonha?
Muitas perguntas.
— Uma pergunta de cada vez, gatinho. — acalmou o mais novo. — Não sabem do nosso relacionamento por sua causa. Isso não vai sujar a minha imagem, e não ligo que saibam que estou em um relacionamento gay, não tenho vergonha de você.
— Como por minha causa? — perguntou se sentindo culpado.
— Porque você saiu recentemente de um escândalo de relacionamento com o rapper que lançou uma música, e se nós aparecermos namorando vão falar que você superou rápido demais, te chamar de puta, interesseiro, que só queria subir usando o Changbin, que é tudo mentira, porque você nunca namorou ele. — explicou. — Ele estava em um relacionamento e acabou, fez músicas com isso, mas não podia soltar simplesmente sem uma explicação, surgiu uma teoria que ele poderia estar com você, confirmou tudo sem a sua autorização.
— Explica do início. — foi do início explicando tudo que aconteceu. — Por que eu aceitei fazer parte da música dele?
— Porque você tem um coração bondoso, e queria dar passos na sua vida que não envolvesse a sua mãe, você conseguiu! Seus avós estariam orgulhosos de você. — falou.
— É, eles estariam. — sente falta deles.
— Você quer comer? — perguntou.
— Sim, mas odeio comida de hospital. — respondeu. — Eu te chamo de "amor". — lembrou disso após se esforçar bastante. — Quem me chama de pudim?
— Kamila, ela disse que você é macio e gostoso como um pudim, mas comestível só para mim. — ficou com vergonha. — Já está lembrando.
— Sim. — está feliz. — Desculpa esquecer de você.
— Não se desculpe, não é sua culpa. Logo estará bem e lembrando de tudo. — bem rápido. — Como não gosta de comida de hospital, vou pedir para a minha mãe trazer comida.
— Mas ela vai ficar triste por eu não lembrar totalmente dela. — se preocupou com isso.
— Você é muito precioso, gatinho! Ela não vai ficar, fica tranquilo. — tranquilizou o menor. — Já está recuperando sua memória.
— Espero mesmo a recuperar totalmente. — quer ter sua memória de volta.
Hyunjin mandou mensagem para a sua mãe, avisando que Felix acordou, e para trazer algo para ele comer.
— Pronto, ela já irá vir. — falou. — Eu penso que seus amigos te ajudariam a lembrar mais coisas e encaixar o que você já está lembrando.
— Então pode chamar eles. — ficou mais ansioso.
Avisou Bea que Felix acordou, e em seguida o Chan.
— Vão chegar praticamente juntos. — comentou guardando o celular.
— Quantos anos você tem? — perguntou. — Você comentou sobre seu aniversário, e eu lembrei sobre isso.
— Trinta e cinco, gatinho. — se surpreendeu.
— Não parece que tem nem vinte e cinco. — estava chocado que além de namorar um homem, era bem mais velho que ele.
— Obrigado! Antes você não se importava com isso, agora se importa com a minha idade? — perguntou com cautela.
— Não, eu tô tendo vários flash de memórias sendo feliz com você, então não me importa a sua idade. — foi sincero. — Perder a memória e recuperar ela tão devagar, é como nascer de novo e lembrar de outra vida.
— Assim que você vê? — confirmou. — Interessante como enxerga isso.
Felix continuou fazendo perguntas relacionadas ao que se passava em sua cabeça, do que estava passando a se lembrar.
O celular de Hyunjin tocou, ele atendeu, precisava descer para assinar para liberar os amigos e sua mãe para subir.
— Eu já volto, gatinho. — uma enfermeira entrou.
— Vou limpar seus curativos e trocar a faixa, tudo bem? — confirmou.
Hyunjin desceu de elevador e foi liberar para eles, assinou.
— Que horas ele acordou? — Kamila perguntou, está com um monte balões e ursos, Jasmin com flores assim como Chan, e Beatriz com uma caixa.
— Vai fazer duas horas. — respondeu, entraram no elevador.
— Por que não avisou imediatamente? — como foi combinado.
— Já explico isso. — subiram ao andar completamente vigiado, a porta abriu e viram os seguranças no corredor.
Fez todos pararem antes do quarto, respirou fundo.
— O Felix, perdeu a memória. — falou de uma vez.
— Brincadeira né? — Chan perguntou.
— Bem que eu queria que fosse. — mas não é.
— Do que ele se lembra? — sua mãe perguntou.
— Ele não lembrava de ter mais amigos além do Chan, nem de mim. — respondeu. — Assim como a médica falou, ele acordou confuso e sem entender o que aconteceu, demonstrou sensibilidade a luz, então por isso a iluminação do quarto está baixa e as cortinas permanecem fechadas.
— Agora vamos precisar se apresentar novamente? — Jasmin perguntou.
— Eu já contei muita coisa para ele, mas do meu ponto de vista, então ele já sabe sobre vocês e os seus nomes. — ajudou um pouco. — Não os chamei imediatamente porque ele se preocupou que vocês ficariam tristes dele não se lembrar da vossa existência.
— Felix, sendo Felix. — Chan resmungou.
— O bom é que a memória dele está voltando bem rapidamente, já está conseguindo juntar nomes e rostos, e alguns acontecimentos da vida dele, mas ainda tem pelo menos 65% de coisas para ele lembrar. — bastante coisa. — Só mais um pequeno detalhe, o Felix que está aí dentro desse quarto é um pouquinho diferente do que vocês conhecem, ele não tem barreira nenhuma criada após sofrer na mão da mãe e das pessoas na escola.
— Voltou a ser indefeso e inocente? — Chan perguntou feliz.
— Sim, completamente indefeso e inocente. Eu estou o amando mais por isso, espero que façam o mesmo, porque ele já sofreu demais. — falou em tom de aviso.
— Claro que vamos continuar amando ele. — Kamila afirmou.
— E ele está feliz de ter mais amigas, mais uma sogra que o ama. Podem ficar tranquilos que ele está bem com isso. — foram até a porta. — Se puder evitar chorar.
— Garanto nada. — Chan falou.
— Tamo junto! — Kamila concordou.
Abriu a porta, já estava sem a enfermeira.
Todos entraram, Hyunjin fechou a porta e foi até o lado do loiro, protetor como sempre.
— Oi! — ele falou primeiro.
— Oi, pudim! — Kamila falou sorrindo. — Hyunjin já falou de mim, mas eu me apresento de novo, sou a Kamila, nós nos conhecemos na faculdade, você era da minha sala, e costuma me chamar de doida.
— Por que será? — Bea Murmurou. — Olá, Felix! Beatriz.
— Quem me dá conselhos. — falou, se lembrou disso.
— Eu mesmo, a única que pode fazer isso nesse grupo. — o restante, nem pensar.
— Sou a Jasmin, deve se lembrar de mim como iludida, ou a lerda do grupo. — Felix concordou. — Não era para concordar.
Fez o loiro rir, elas tornam sua vida mais leve.
— channie. — abraçou o outro.
— Se um dia se esquecer de mim, eu te bato! — ameaçou. — Vamos te ajudar a lembrar de tudo, com calma para não fazer confusão.
— E a senhora, é a mãe do Hyunjin, minha sogra. — falou com a Antonietta.
— Só Antonietta, Felix, sem formalidades comigo. — prefere assim. — Trouxe comida para você, e a torta de maracujá que você ama.
— Obrigado! — agradeceu. — E obrigado por virem aqui, tô muito feliz de ter vocês aqui!
— Não precisa agradecer, amigos são para isso. — Beatriz falou.
Hyunjin colocou a mesa ligada à cama, Antonietta arrumou tudo que trouxe.
Comeu ouvindo seus amigos contarem tudo que não se lembrava, ajudando juntar mais coisas em sua cabeça, trazendo sentido a pontas soltas.
Dividiu com Kamila, que foi pedindo de pouco em pouco.
— Você já tinha almoçado, Kamila. — Beatriz falou reprovando a atitude da amiga.
— Mas deu fome quando senti o cheiro. — se defendeu. — E o pudim não liga.
— Eu realmente não ligo. — fechou todos os potinhos, e guardou novamente na sacola, pegou um de vidro, abriu.
A torta, se lembrou dos momentos em que comeu ela.
— Isso também é para você, Felix. — Jasmin colocou a caixa em cima da mesa.
— Obrigado! O que é? — perguntou.
— Brigadeiros. — abriu, vendo várias bolinhas.
— Doce! Amo doce.— não se lembra porque parou de comer.
— Mas... — Bea colocou a mão na boca da Kamila.
— Por isso trouxemos. — incentivou ele a comer.
Felix comeu da torta e todos os brigadeiros já que ninguém aceitou. Enquanto comia lembrava de mais um momento no aniversário do mais velho, comendo essas bolinhas gostosas.
— Eu já vou indo, se precisar de algo, é só me ligar. — Antonietta falou. — Fica bem, Felix!
— Vou ficar! E obrigado pela comida, e a torta. — agradeceu.
— Não foi nada. Se o Hyunjin não te tratar bem, me fala que dou um jeito nele rapidinho. — o citado negou aquilo.
— Pode deixar. — concordou com a sogra.
— Até mais! — saiu do quarto.
— Gatinho, eu preciso ir no meu apartamento resolver sobre a sua estadia lá, seus amigos te farão companhia. — falou com o menor. — Mas eu volto logo.
— Tudo bem! — ganhou um beijo na testa, foi suficiente para seu rosto ganhar a cor vermelha.
Hyunjin saiu falando no celular com a secretária.
— Vi que tem uma máquina de salgadinhos no final do corredor, vamos pegar! — Bea arrastou Kamila e Jasmin para fora do quarto.
— Eu queria ficar com o pudim, ele está mais neném agora. — Kamila falou.
— Ele está querendo surtar com o Chan, o Felix que acordou sem lembrar de quase nada, ainda está absorvendo que tem um namorado homem e mais velho que ele, precisava de espaço. — explicou. — Boa sorte, para o Chan, ele vai precisar para explicar ao Felix, que nesse tempo se assumiu gay.
No quarto, Felix olhou Chan.
— É, você está namorando um homem. — Chan já entendeu.
— Um homem? Não, eu tô namorando a porra do Hwang Hyunjin, dono da maior rede de hotéis da Ásia e Europa, como assim eu sou gay? — ele vai lembrar, mas no momento surtar é mais fácil.
— Ainda não se lembrou dessa parte? — negou. — Foi bem assim, era uma noite quente de primavera, estávamos em uma balada no aniversário do irmão do Hyunjin, você estava extremamente gostoso, com o cabelo recém pintado de loiro. Kamila começou dar em cima de você com fé e coragem, querendo muito beijar sua boquinha linda.
— Mas eu não estava com o Hyunjin? — está se forçando a lembrar de tudo.
— Você estava, mas ele liberou se você quisesse poderia ficar com a Kamila, e tu aceitou. — contou. — No meio daquela gente toda dançando, vocês se beijaram, e assim o pequeno Felix descobriu que não queria mais beijar meninas, só meninos, gay.
— Eu sou gay! E minha mãe... — foi interrompido.
— Shiu! Você já superou isso, vai se lembrar, ela não tem que se meter na sua vida, você é um homem adulto, dono de si mesmo, tem sua casa, seu carro, seu dinheiro/do Hyunjin, ele te banca em tudo. — deixou o melhor para o final. — E para te alegrar, Antonietta comprou sua liberdade, sua mãe não tem mais poder sobre as suas decisões.
Explicou do início para ele, ficou radiante de felicidade.
— Como está sendo com o Hyunjin? Porque ele está mais boiola por você, nem sabia que tinha como isso acontecer. — disse o final pensativo.
— Bom, me trata incrivelmente bem, deu para ver que ele não dormiu e não comeu, porque a enfermeira me contou que ele não saiu um minuto sequer para se alimentar. — sabe ser amado pelo empresário. — Eu tenho várias, incontáveis lembranças de momentos que estou muito feliz com ele, mas tem algumas que eu estou chorando e bravo, fiquei com vergonha de perguntar.
— E esse momento está te deixando inseguro? — confirmou. — Pode ficar tranquilo, já foi resolvido, senão estou enganado foi bem no início da relação de vocês, que você ficou puto de ciúmes do velhinho.
— Me conta do início. — pediu.
— Vamos lá. — contou a história toda. — Era só isso?
— Sim. Eu tô diferente de antes? Tipo, o jeito, personalidade? — perguntou.
— Não, você só aprimorou o que já estava bom. — respondeu. — Algo mais sobre o Hyunjin? Tipo, o sexo?
— Eu já estou tendo flash sobre esse momento, e não sei como estou vivo. — lembrou dele amarrado, apanhando, são tantas recordações.
— Também não sei, no dia seguinte você estava com a marca da mão dele certinha na bochecha, tapa bem dado. — falou. — Sem falar das marcas no corpo, te fudeu direitinho.
— Para! — estava morrendo de vergonha em lembrar dessas coisas.
— Não sinta vergonha, você ainda vai pedir para ele fazer de novo. — tem certeza disso. — Você Felix, é masoquista e brat, vai sofrer muito na mão do Hyunjin.
— O que é brat? — perguntou.
— Pergunte ao Hyunjin. — respondeu, as meninas entraram.
— Sobre o que falavam? — Kamila perguntou, jogou um pacote de salgadinho para Chan, e entregou um na mão do Felix.
— Que o Felix vai gravar a próxima vez que ele transar com o Hyunjin. — Kamila comemorou.
— Não esquece de me mandar. — falou.
— Eu não falei nada disso, ele está inventando. — Acabou de digerir que tem um namorado homem e é gay, já querem jogar essa de se gravar transando.
— Mas não é uma má ideia. — Chan falou.
— Pudim, eu assisti umas mil vezes o MV seu com o Changbin, está perfeito! — elogiou. — A sua voz com a dele, combinação maravilhosa, eu amei.
— É, nossos vizinhos nos odeiam, ela passou a madrugada inteira ouvindo essa música, em uma altura que não sei como não chamaram a polícia. — Bea comentou.
— Ainda não vi. — Kamila pegou o celular, colocou no YouTube e entregou.
— Pois veja, está maravilhoso! — Felix deu play, começou a assistir.
Agora conseguiu juntar o nome ao rosto de Changbin em sua memória, mas se lembra dele com outro nome, changbin.
Assistiu inteiro, viu quantos milhões de visualizações tem, ficou perplexo.
— Já tem tudo isso de visualizações? — perguntou.
— Só mil é da Kamila. — Jasmin falou.
— E tem muito mais vindo, já comprei meu álbum, e as músicas estão tão depressivas. — Kamila quase choramingando. — Mas não sei o medo do changbin dos fãs associarem as músicas a outra pessoa, porque uma das música fala da aparência, se comparar com o Felix, vai dar ruim.
— Por que? — chan perguntou.
— A música fala "seus cabelos levemente encaracolados nos meus dedos", olha o cabelo do pudim. — olharam mesmo sabendo. — Continuando, "sua voz fina e melodiosa", a voz do pudim não é fina, só é melodiosa com o Hyunjin quando ele pede algo ou está sendo manhoso.
— Nesse caso, sempre. — Jasmin falou.
— Não sou manhoso. — resmungou com bico.
— E tem mais, "Sua pele beijada pelo sol", Changbin deu muito na telha cara, é óbvio que é aquele chinês misturado com americano que ele estava namorando, e levou um pé na bunda mais um chifre. — Kamila explicou. — Ele descreve com exatidão, "Mas agora só observo você sendo feliz nos braços de outro", porra! Chorei!
— Eita, como ela sofre. — a amiga riu.
— Fica na sua, você sofre pelo Jun-ho e eu não te julgo. — falou. — Ou vai pensar que o Changbin namorou a versão da deep web do felix, ou que ele está falando de outra pessoa nas músicas.
— Se pensarem que ele está falando de outra pessoa, o que acontece? — felix perguntou.
— Bom, vão saber que vocês nunca namoraram e só são amigos, e que você é um excelente amigo em aceitar fazer parte disso para ajudar ele a esconder o outro relacionamento. — respondeu. — Não seria tão ruim, mas não sabemos como pode reverberar na internet.
— Verdade. — Chan concordou. — Felix, você lembra que namorou uma mulher?
— Sim. — confirmou.
— Lembra que ela te traiu? — perguntou.
— Ela me traiu? — ficou triste. — Por que?
— Porque ela te achava gay demais, se cuidava muito, basicamente, na visão dela, você pediu para ser corno. — Kamila explicou.
— Eu me cuido muito? — confirmaram. — Eu sou gay demais?
— Não mesmo, se você conhecer os gays do Brasil, os afeminados, você verá que não é "gay demais". — Jasmin falou.
Conversou bastante com seus amigos que o ajudaram a colocar muita coisa no lugar em sua mente, estava feliz por se lembrar das coisas que sua mente simplesmente decidiu excluir sem o consultar.
Após Hyunjin chegar elas foram embora, quis falar que ele demorou muito, gosta de ter o mais velho por perto, sua companhia o acalma.
Jantou a comida que Hyunjin trouxe, dessa vez não foi de sua sogra, a governanta do empresário fez.
Tomou banho sozinho, após colocar a proteção na faixa. Colocou outra camisola, escovou os dentes e voltou ao quarto. Subiu na cama, Hyunjin mexia em seu celular concentrado.
A médica veio checar tudo antes da troca de turno, notou que os batimentos estavam irregulares.
— Respire devagar, senhor Lee. — falou. — Inspire em quatro e puxe em quatro.
Fez o que a médica pediu.
— Tente manter a respiração lenta e compassada, para não acelerar seu coração. — avisou. — Se tudo estiver certinho com seus exames de amanhã, você vai ir para casa.
— Tudo bem, obrigado! — agradeceu.
— E sua memória? — perguntou.
— Acredito que já lembrei 58% de tudo. — Hyunjin o olhou.
— Que bom! Amanhã, um psiquiatra irá vir falar com você e também te avaliar. — concordou.
Saiu do quarto.
— Gatinho, celular novo para você. — entregou a caixa.
— Obrigado! O antigo quebrou no acidente? — confirmou.
— Você lembra do seu email e senha? — perguntou.
— Sim, minha senha é meu aniversário com meus avós. — não se esquece disso.
Tirou o celular novo da caixa, já está com película. Ligou, e logo apareceu como recuperar seus dados do celular antigo.
— Você está com meu celular antigo? — tirou do bolso, o celular com a tela trincada e a parte de trás na mesma situação.
— Cuidado para não cortar os dedinhos. — alertou.
— Não sou desastrado. — resmungou com o celular na mão.
Fez todo o processo, e assim conseguiu ter o celular novo como o antigo. Suas redes sociais estavam ali.
— E Seungmin falou para você não postar nada até estar fora do hospital. — Hyunjin avisou.
— Seungmin? — já ouviu esse nome. — Não fala. — se concentrou, e se esforçou. — Meu agente.
— Parabéns! Ele mesmo. — ficou feliz pelo gatinho. — Você se lembra da Jennifer?
— Um minuto. — foi buscando na memória, veio a lembrança dele no aeroporto sendo apresentado a moça. — Minha secretária pessoal.
— Até amanhã já se lembra de tudo. — concluiu.
— Eu espero. — entrou em seu Instagram vendo as milhares de marcações. — Será que posso postar sobre a música? Mas sem aparecer.
— Acredito que sim, poste gatinho. — escolheu uma foto no Pinterest, colocou a capa da música, marcou o Changbin e postou.
— Você ouviu minha música? — perguntou.
— Sim, você estava perfeito! — elogiou. — Sua voz é linda!
— Espero que todos achem isso. — murmurou. — Seungmin e Jennifer estão bem?
— Estão, os dois já estão em casa, Seungmin fazendo o Minho de servo. — minho?
Buscou em sua mente.
— Esposo do Seungmin. — lembrou.
Se forçou a lembrar, logo teve a resposta do que queria para a pergunta que pretendia fazer.
— Na-yeon e Lipe estão bem? — quem o protege.
— Lipe só teve alguns arranhões, Na-yeon teve uma contusão na costela, está sendo cuidada nesse mesmo hospital. — respondeu. — Ela está bem, e logo vai para casa.
— Que bom que eles estão bem. — falou. — E quem vai ser líder dos meus seguranças?
— O mesmo que impediu que o caminhão batesse na van. — respondeu. — Vai conhecer ele.
— E agradecer, ou eu estaria morto. — tem noção disso.
— Você ainda tem muito para viver gatinho. — Muito mesmo.
— Com você. — foi espontâneo. — Quero viver muito com você!
— Também quero viver muito com você. — seu gatinho precioso. — Você se lembra o que foi fazer fora de casa ontem?
— Não, ainda é muito vago o dia de ontem, tenho pequenos flash, mas não ajudam. — quer se lembrar.
— Você saiu cedo para fazer teste de DNA. — disse devagar.
— Por que eu faria um teste de DNA? — perguntou.
— Há algum tempo eu comentei com você, que não se parece nada com a sua "mãe", com seu pai sim, mas dela você não tem nada. — começou a responder. — E surgiu o questionamento, "Ela é quem diz ser?", Eu providenciei o teste, e você fez.
— Quando vai sair o resultado? — quer saber se quem fez tudo para o ver morto é sua mãe.
— Já saiu. — pegou o envelope azul-claro, entregou. — Está lacrado, eu não li, pode ler quando se sentir confortável.
Felix olhava aquele envelope grande em suas mãos, não sabia se abria ou esperava.
— Vou esperar lembrar de tudo. — resolveu. — Prefiro estar ciente das coisas ao saber se ela é ou não minha mãe.
— Se você quer assim gatinho. — respeitou a vontade do mais novo.
Devolveu ao Hyunjin, desligou seu celular e colocou na parte superior da parede onde tinha um espaço.
— chan me disse para te perguntar, o que é brat? — soltou de repente, seu namorado tirou os olhos do celular e o olhou.
— Brat, é uma pessoa que se excita em desobedecer ordens, mais especificamente as ordens dadas pelo dominador. — explicou. — Ela sente prazer em ser desobediente, provocador, e debochado com tudo que o dominador fala para fazer.
Felix já ouviu essa explicação, e agora entendeu certos flash de memória do dia que transou com o namorado.
— Eu sou assim né? — confirmou.
— Pior um pouco, na verdade, mas já aprendi como lidar com você. — falou simples.
— Vou dormir! Quero receber alta amanhã, detesto hospital. — comentou, ajeitando sua cama.
— Tudo bem! Boa noite, gatinho! — desejou ao loiro.
— Boa noite! — se cobriu e fechou os olhos, Hyunjin diminuiu mais a luz do quarto.
[...]
Após o café da manhã Felix queria caminhar, estava cansado de ficar no quarto. No hospital em si não poderia, outras pessoas o veriam ali.
Hyunjin subiu com ele até o terraço do hospital, e caminharam por ali. Lee passou um tempo parado de olhos fechados, sentindo o calor do sol aquecendo a sua pele.
Voltaram para o quarto quando ele cansou. Para falar com o psiquiatra, Hyunjin saiu do quarto, passou uma hora conversando com Felix, ajudando a entender o que aconteceu.
Sua mente queria excluir momentos ruins, mas os bons foram juntos, então para se lembrar dos bons momentos talvez os ruins aparecessem.
Na hora do almoço, seus amigos apareceram com comida, não só para o acidentado, mas para Hyunjin também.
— Como anda a sua memória? — Beatriz perguntou.
— Eu já recuperei 90%. — respondeu. — Ainda é estranho perder a memória e recuperar ela, mas vou conseguir.
— Sobre o dia do acidente, já se lembrou de tudo? — confirmou.
— O que eu ainda não lembrei são coisas da minha adolescência e infância, tem coisas vagas, mas o restante eu já lembrei tudo. — Chan olhou Beatriz.
— Infância e adolescência? — Chan perguntou.
— Sim, tem rostos que não sei de quem são, e momentos que estou machucado, mas não sei o que causou, parece ser na escola. — respondeu, comer com a mão esquerda é realmente complicado, mas ele já teve que fazer isso antes.
— Não se esforce para lembrar mais, deixe isso apagado da sua memória, não são coisas boas. — Chan falou.
— É, deixa para lá. — Kamila concordou, lembrando os apelidos que colocavam em seu amigo.
— Já se lembrou tudo sobre nós, gatinho? — Hyunjin perguntou.
— Sim, absolutamente tudo. — respondeu.
— Sentiram esse cheiro? — Kamila perguntou.
— Não. — negaram.
— cheiro de DR chegando. — entendeu o que felix quis dizer com "absolutamente tudo". — Hyunjin tá fudido!
— Kamila, fica quieta. — Beatriz falou.
— felix, péssima notícia. — Jasmin falou após ficar concentrada no celular.
— O que? — perguntou, finalmente terminou de comer.
— Tem umas doidas que soltaram um vídeo no Tiktok, dizendo que você as tratou mal quando pediram para tirar foto, mas falaram que isso foi ontem de manhã, você nem estava acordado. — Kamila pegou o celular e foi ver.
— Sempre surge umas malucas soltando fake news para queimar famosos. — chan comentou.
— No twitter estão te defendendo quem já te encontrou pessoalmente, falando que você não nega tirar foto, não importa o lugar que esteja. — Kamila falou.
— E se acreditarem nelas? — perguntou preocupado.
— Não vão. — respondeu.
O celular de felix tocou, ele pegou e viu quem era.
— É o Seungmin. — atendeu. — Oi, Seungmin!
— Olá, felix! Você está melhor? — perguntou.
— Sim, hoje a noite eu vou para casa, e você? — todos prestando atenção.
— Estou ótimo! Um instante. — ouviu ele brigando com Minho sobre estar fazendo massagem no pé errado. — Jennifer me mandou um vídeo de umas doidas dizendo que você as tratou mal, mas você não saiu do hospital.
— É, eu vi, o que eu faço? — perguntou.
— Vou te dar duas opções, eu posso soltar uma nota em seu nome negando essas coisas sem dar detalhes, e expor que você está no hospital se recuperando, porque faz parte da sua vida e é uma decisão sua expor ou não. — opção um. — A opção dois, você grava um vídeo e posta no seu Instagram, vou mandar o roteiro de como vai falar e explicar, aí muda para o jeito que você falaria, mas nesse caso seria com detalhes e iriam saber que você está no hospital.
— Opção dois, não ligo que saibam que estou no hospital. — escolheu.
— Tudo bem, vou te mandar o roteiro, mas você vai falar com as suas palavras, é só para não se perder na hora de explicar. — falou. — E eu preciso ver o vídeo antes de você postar.
— Okay! — desligou. — Eu vou gravar um vídeo explicando que não sou que tratei elas mal, e saberão que estou no hospital.
— Qual era a outra opção? — Hwang perguntou.
— Seungmin soltar uma nota em meu nome, mas sem dar detalhes ou expor que estou no hospital. — respondeu.
— Melhor o vídeo, o povo raramente acredita nas notas que os artistas soltam. — Jasmin falou.
— Nós vamos ir, deixar você mais à vontade para gravar seu vídeo. — Beatriz se pronunciou. — Amanhã te visitamos no apartamento do Hyunjin.
Se despediu dos seus amigos.
Comeu os docinhos que trouxeram, ajudando-o a se acalmar.
— Eu vou escovar os dentes. — saiu da cama e foi para o banheiro.
Escovou os dentes, lavou o rosto. Ajeitou seu cabelo, e saiu.
Subiu na cama novamente, pegou seu celular. Seungmin já enviou o roteiro, ele leu duas vezes e entendeu tudo que era para falar.
— Pega esse vaso de flor, por gentileza. — apontou o vaso, Hyunjin pegou e colocou o pequeno vaso na mesa.
Felix apoiou o celular ali, estava nervoso.
— Quer que eu saia para ficar mais à vontade? — perguntou.
— Não, fica aqui comigo. — iria ficar mais nervoso sem o mais velho ali.
Respirou fundo.
— Você consegue, gatinho! — incentivou.
Ligou a câmera.
— Oi, anjinhos! Eu não sei como começar porque nunca fiz isso. — seu coração acelerado. — Hoje mais cedo surgiu um vídeo dizendo que eu tratei duas das minhas fãs com falta de educação e me neguei a tirar foto. — explicou o motivo do vídeo. — Mas deve ter acontecido algum engano, porque eu estou hospitalizado desde sexta-feira a tarde, e ainda não recebi alta. — desmentiu quem fez o vídeo de calúnia. — Eu não pretendia mostrar que estava no hospital porque isso é minha vida completamente pessoal, mas essa foi a forma mais fácil de explicar que eu não me neguei a tirar foto nenhuma, nem tratei alguém mal. — jamais faria isso. — Espero que esse assunto tenha sido esclarecido, e para quem gravou o vídeo, se um dia realmente me encontrar na rua, eu tiro a foto com vocês!
Desligou a câmera.
— Eu fui bem? — perguntou.
— Com certeza! — respondeu.
Mandou ao Seungmin, e esperou a resposta.
Seungmin - Excelente! Ficou perfeito!
Seungmin - Pode postar no Instagram.
Respondeu e foi para o Instagram, postou o pequeno vídeo, com a legenda que Seungmin falou.
Seu celular vibrou, mensagem da Kamila.
Kami - Eu vi o vídeo, pisou com classe!
— Kamila está falando que eu pisei com classe, eu pisei? — perguntou.
— Sim. — confirmou. — E se soltarem outro vídeo de calúnia, vamos processar elas.
— Não quero dar voz para pessoas assim. — deixou seu celular de lado.
— Tudo bem, existem meios para calar pessoas assim sem processo. — fez carinho na mão do loiro, viu o rosto do mesmo ganhando cor.
O mínimo toque fazia ele sentir vergonha, Hyunjin sabe que a parte do gay e namoro ainda está sendo processado em sua mente.
— Conversando amigavelmente? — perguntou.
— Conversando. — amigavelmente nunca. — Quer doce?
— Sim. — aceitou.
— Eu vou ir pegar para você. — levantou e saiu do quarto.
— Eu sou gay! Puta que pariu! — escorregou na cama surtando, fingiu de pleno quando uma enfermeira entrou. — É para trocar a faixa?
— Não, o ortopedista já liberou para o senhor colocar a órtese, tala para punho. — explicou. — Isso vai ajudar na recuperação total do seu pulso. — felix entendeu. — Tem preta e branca, qual o senhor quer?
— Branca, é mais fácil combinar com os looks. — falou.
— Pensei que preto fosse a cor mais versátil. — comentou começando a tirar a faixa do pulso.
— Não é, preto para certas roupas pode acabar deixando uma imagem carregada, o branco não. — explicou.
— Entendi! — hora de colocar a órtese. — Vai doer um pouco agora.
— Tudo bem! — quando estava tudo no lugar, olhou felix.
— Não sentiu dor? — perguntou.
— Sim, mas foi suportável. — respondeu.
— Primeira vez que falam isso, está tudo certinho senhor Lee. — olhou seu pulso direito.
— Obrigado! — agradeceu.
— Não foi nada. — e saiu do quarto.
Hyunjin entrou, entregou a caixa de doce ao menor.
— De chocolate. — resmungou após abrir. — Obrigado!
— Por nada! Colocou enquanto eu estava fora? — se referiu a tala.
— Sim, uma enfermeira muito simpática. — respondeu.
— Alguma não foi simpática? — perguntou.
— Não é isso, é que essa foi mais que as outras. — explicou. — Liga a televisão?
— Claro, o que quer assistir? — pegou o controle e ligou.
— Minions. — Hyunjin sorriu minimamente ao lembrar da primeira vez que assistiu com o gatinho esse filme.
— Pronto. — Felix assistiu comendo seus doces.
Passou a tarde assistindo. Na parte da noite, primeiro tomou banho, com a proteção para não molhar a tala.
A médica veio com seus exames, estava tudo certo. E ele recebeu alta após assinar os papéis, finalmente iria para casa.
— Veste isso gatinho. — entregou um conjunto de moletom azul-claro dobrado.
— Tudo bem! — foi até o banheiro e trocou a camisola do hospital pelo conjunto de moletom.
Ao sair viu o par de chinelo branco, calçou. Com seu celular no bolso, saiu acompanhando Hyunjin.
Já tiraram seus pertences do quarto, levaram ao quarto.
— Descobriram que está nesse hospital. — o novo chefe da segurança falou.
— Eu vou descer primeiro, o carro estará te esperando na frente. — Hyunjin falou com o gatinho. — Te vejo no carro.
Beijou a testa do menor e se afastou.
— Vamos senhor? — Felix o olhou.
— Você é o segurança que bateu na van? — confirmou. — Obrigado! Graças a você eu estou vivo, muito obrigado!
— Não foi nada, senhor. — ele não esperava receber agradecimentos.
— Foi sim. Me chame só por Felix, qual seu nome? — perguntou.
— Han Lue. — respondeu.
— Como o personagem de Velozes e Furiosos? — confirmou. — Legal! E vamos!
— Por aqui, senhor. — indicou o caminho.
Saíram da área privativa entrando na parte comum do hospital, Felix viu pessoas o olhando. Entraram no elevador, e desceram ao primeiro andar.
Mais seguranças o esperavam, seguiu recebendo olhares por onde estava passando.
— Felix! — ouviu alguém o chamando.
Olhou na direção da voz, assim como os seguranças.
Uma mulher, com uma menina pequena.
— Sim? — esperou que ela falasse.
— Pode dar um autógrafo para a minha filha, ela é sua fã. — uma fã mirim.
— Claro. — se aproximou delas sorrindo, abaixou na altura da menina. — Qual seu nome princesa?
— Anny. — respondeu, entregou seu caderno rosa com a caneta roxa.
— Com amor, L.Felix. — autografou. — Prontinho, princesa.
— Obrigada! — agradeceu.
— Pode tirar foto? — perguntou a mãe da menina.
— Sim. — a menina o abraçou para a foto, mas após a foto não queria soltar.
— Filha, deixe ele ir. — a mãe falou com a menina. — Desculpe por isso.
— Não tem problema. — no final, ficou com a menina no colo até ela dormir, devolveu a mãe.
— Obrigada! — agradeceu.
— Por nada! — falou.
Agora saiu do hospital com os seguranças, alguns de seus fãs com cartazes.
"Fique bem, Felix!", "Nós te amamos!", "Casa comigo?".
Acenou sorrindo, e entrou no carro, a porta fechou.
— Você demorou, gatinho! — olhou para frente, Hyunjin sentado à sua frente.
— Uma fã mirim pediu foto e autógrafo, mas não me soltou após a foto, só após ela dormir que consegui sair. — explicou.
— Fofa! Tinha bastante cartazes te pedindo em casamento. — falou.
— Sou comprometido. — colocou o cinto. — Cadê a minha aliança?
— Aqui — tirou do bolso mostrando. — Dê a sua mão.
A mão com a tala, mas seus dedinhos ficam fora. Hyunjin segurou com cuidado e colocou a aliança novamente em seu dedo.
— Essa é nova, a antiga uma das pedrinhas saiu. — analisou sua aliança.
— Ela é linda. — falou olhando. — Tira uma foto minha, agora já posso postar.
— Claro. — tirou a foto do gatinho. — Lindo!
— Obrigado! — pegou seu celular, olhou a foto sorrindo, fazendo o sinal da paz perto dos olhos.
Postou com a legenda, "Indo para casa".
Não a dele, apartamento do Hyunjin.
Recebeu uma ligação, olhou quem era, changbin.
— Oi! — falou após atender.
— Olá! — ouviu a voz do rapper. — Está melhor?
— Sim, na medida do possível. — olhava a janela.
— Consegue participar de uma coletiva de imprensa? — colocou no mudo.
— Acha que eu consigo participar de uma coletiva de imprensa? — perguntou ao namorado.
— É o Changbin? — confirmou. — Eu sei que você consegue, mas as perguntas nem sempre serão sobre as músicas, e os jornalistas conseguem ser bem invasivos.
— Posso lidar com isso. — sua mãe era invasiva.
Tirou do mudo.
— Consigo. — respondeu.
— Amanhã à noite, seu agente vai te passar os detalhes. — realmente irá falar com Seungmin. — Melhoras para você!
— Obrigado! — desligou.
Assim que chegaram no prédio, o segurança abriu a porta, Felix saiu e em seguida Hyunjin.
Os dois subiram juntos, colocou a senha na porta e ela abriu.
— felix! — sua sogra.
— Olá, Antonietta! — falou sorrindo.
— Oi, pudim! — Kamila apareceu.
— Como invadiram meu apartamento? — Hyunjin perguntou olhando todos que estavam ali.
— Liguei para Lisa pedindo a senha. — Antonietta respondeu. — Estamos aqui pelo Felix, fica na sua.
— Vou fingir que a senhora me ama mais que ama meu namorado. — colocou a pantufa na frente dos pezinhos do loiro, tirou o chinelo e calçou a pantufa.
— Iludido! — Antonietta resmungou. — Vem Felix querido, fiz um jantar para você.
Viu todos que estavam na mesa, seus amigos, seus sogros, seu cunhado e Jisung.
— Por que Jisung está aqui? — Hyunjin perguntou olhando seu sócio, só perguntou isso para caso felix não se lembre e ter a noção de quem é.
— Eu também te amo, Hyunjin! — falou ironicamente.
— Eu não. — puxou a cadeira para o gatinho, se sentou ao lado do loiro.
— Se lembra de mim? — Jun-ho perguntou ao loiro.
— Sim, Jun-ho, meu cunhado. — respondeu.
— Eu mesmo. — confirmou.
— Vamos comer! Comemorando que Felix já está em casa, e quase 100%. — Antonietta falou. — Peguem suas taças. — a taça do loiro com suco.
— Por que suco? — perguntou.
— Está tomando remédio, gatinho. — o lembrou.
— É mesmo. — não misturar álcool com remédio.
— Ao felix! — brindaram.
— Obrigado! — a comida foi servida, Antonietta colocou para o genro e pegou o prato de Jasmin.
— Eu coloco, senhora Hwang. — falou.
— Não, eu coloco. — colocou para ela. — Apenas Antonietta, meus filhos escolheram bem quem namorar.
Jasmin engasgou com o vinho, Kamila quase caiu rindo com o chan, e Beatriz ajudando a amiga engasgada.
— Nós não estamos namorando. — Jasmin falou após se recuperar.
— Ainda. — Jun-ho falou.
— Até iria falar que vocês jovens demoram demais, mas meu marido é uma tartaruga manca de tão lerdo. — Antonietta falou do cônjuge.
— Eu não sou lerdo. — se defendeu.
— Claro que não querido. — foi sarcástica.
Comeram em paz. Hyunjin foi para o escritório com jisung, falar do hotel. Kamila e Jasmin dançavam na frente da televisão fazendo Felix rir, Beatriz preferia fingir que não conhecia as duas, chan conversava sobre jogos com Jun-ho.
Os mais velhos só observando os jovens enquanto conversavam entre si, tomando um bom vinho.
— Para! Minha barriga está doendo. — pediu.
— Mas nem fizemos nada. — Kama falou parando de dançar, se jogou ao lado do amigo no sofá. — Cansei!
— Também! — Jasmin se jogou do outro lado.
— Então Felix, amanhã vai ter a coletiva de imprensa com o Changbin sobre o Álbum, você vai estar? — Kamila perguntou apoiando a cabeça no ombro do loiro.
— Sim. — confirmou.
— Legal, vou assistir você respondendo as perguntas. — ficou quieta.
— Dormiu? — olhou o rosto da mais nova. — Ela dormiu mesmo.
— Normal! — Jasmin falou. — Bea, vamos embora! Tô com sono, e a Kami já dormiu.
— Vamos. — levantou. — Tchau, felix! Até logo!
— Até! — se despediu das amigas, chan também aproveitou para ir, levou Kamila no colo.
Viu Jasmin se despedir do ficante com um selinho, entrou no elevador.
— Nós também já vamos. — seu sogro anunciou.
— Ainda vai querer a festa, Felix? — confirmou. — Ótimo! Essa semana levo você para ver tudo que já arrumei. — se despediu do genro.
Os três foram embora.
Felix foi até a cozinha, viu a pia cheia de louça. Não consegue lavar com a mão na Tala, então colocou na máquina de lavar louça, quatro vezes para lavar tudo.
O Cooktop ele mesmo começou a limpar com a mão que está boa, estava terminando quando Hyunjin entrou.
— Lavou toda essa louça? Não pode, gatinho. — olhou a pilha de louça.
— Eu não lavei, só coloquei na máquina de lavar louça, mas secar e guardar eu vou. — passou o pano em cima do Cooktop.
— Não, eu seco e guardo. — Hyunjin pegou o pano seco e começou a secar.
Felix saiu da cozinha, limpou a mesa da sala de jantar, colocou as cadeiras no lugar certo. Na cozinha, com o rodo mop limpou o chão, mesmo Hyunjin sendo completamente contra.
— Não pode se esforçar, gatinho. — falou.
— Mas eu não estou me esforçando, só estou limpando. — com uma mão.
— Isso é se esforçar, amanhã a Ana irá limpar tudo, vai descansar! — negou.
— Eu já estou terminado, essa é última coisa que eu faço, prometo! — deu a sua palavra.
— Última! — conseguiu terminar de limpar a cozinha, levou para a lavanderia o rodo mop.
— Terminou aí? — perguntou das louças.
— Quase. — guardou o último prato. — Vamos subir!
Foram para o segundo andar, Hyunjin abriu a primeira porta do corredor.
— Vai dormir aqui, gatinho, é mais perto da escada caso queira algo do primeiro andar, ou aconteça alguma emergência. — e porque não sabe se Felix quer dormir com ele.
— Tudo bem! — foi até o banheiro do quarto, escovou os dentes, e voltou ao quarto, Hyunjin sentado na poltrona. — Não vai dormir?
— Não, pode dormir gatinho. — a médica disse para ficar de olho na respiração do loiro enquanto ele dorme, evitar que fique desregulada para o coração não acelerar e ele precisar voltar ao hospital.
Deitou na cama e entrou embaixo do edredom, colocou seu celular na mesa de cabeceira.
— Boa noite! — desligou a luz do abajur.
— Boa noite, gatinho!
Passou a noite velando pelo sono do gatinho, em nenhum momento ficou desregulada, teve uma noite tranquila.
Na parte da manhã Hwang recebeu Lisa com muitos documentos para ele analisar, mas ainda não iria para o hotel. Olhou Felix uma última vez, viu que ele estava dormindo bem.
Foi para o escritório, a pilha de papéis não se analisaram sozinhas.
Felix acordou quase onze horas, sentou na cama, coçou os olhos.
Olhou para os lados, procurou Hyunjin e não achou.
— Cadê ele? — murmurou.
Levantou da cama, arrumou o máximo que conseguiu com uma mão.
Calçou a pantufa e foi até o banheiro, lavou o rosto e escovou os dentes. Olhou seu cabelo.
— Trágico! — precisa hidratar e lavar.
Só passou um pouco de água, não consegue lavar com a mão dominante machucada.
Saiu do banheiro e do quarto, desceu as escadas.
Viu a governanta colocando coisas na mesa.
— Bom dia, felix! — falou.
— Bom dia, Ana! — ainda não viu o mais velho.
— Venha tomar café. — se sentou.
— O Hyunjin foi para o hotel? — perguntou.
— Não, ele está no escritório analisando uma pilha de documentos desse tamanho. — fez com a mão o tamanho da pilha, dois palmos.
Se sentou, pegou o que iria comer e beber. Comeu conversando com a governanta, ela fez companhia a ele até terminar tudo que quis comer.
— Precisa de ajuda? — se ofereceu para ajudar.
— felix, você está com a mão imobilizada, e não pode se esforçar, vai descansar. — dispensou ajuda.
— Que tédio! — resmungou e subiu novamente, como não pode fazer nada vai deitar.
Deitou na cama e pegou seu celular, olhou seu Instagram. Curtiu certas fotos, viu os comentários do seu vídeo, positivos, e ficou surpreso por já ter milhões de visualizações.
Sem nada mais para fazer, seus amigos estão na faculdade.
— Gatinho? — tirou o celular do rosto e olhou Hyunjin.
— Não está mais ocupado? — perguntou querendo companhia.
— Ainda estou, hora de tomar o remédio. — entregou dois comprimidos e o copo com água, tomou o remédio.
— Obrigado! — deitou novamente.
— Está com tédio? — confirmou.
— Não posso fazer nada. — falou.
— Tem a sala de cinema, pode assistir a filmes. — sugeriu.
— Não, vou voltar a dormir. — se cobriu até a cabeça.
Hyunjin saiu do quarto, ligou para quem poderia tirar felix do tédio.
— Tô indo! — e desligou.
Em meia hora ouviu o interfone, Ana liberou.
— Almoço para três hoje, senhor hwang? — perguntou.
— Quatro, felix come mais se tiver companhia. — e foi para o escritório.
Ana ouviu a campainha, e foi atender, abriu a porta.
— Oi, Ana! — Kamila falou sorridente.
— Olá, Kamila! — deu espaço para ela entrar, trocou seu tênis pela pantufa.
— Onde o neném entediado está? — perguntou.
— Primeiro quarto à direita. — subiu com sua bolsa, entrou sem bater.
Felix só com os olhos de fora da coberta olhando a televisão, assistindo "Peppa Pig".
— Não tinha nada melhor? — perguntou, Felix a olhou.
— Não, agora é hora da Peppa Pig. — respondeu. — Você não deveria estar na faculdade?
— Deveria, mas eu faltei hoje. — colocou sua bolsa na poltrona, se enfiou com felix embaixo do edredom. — Hyunjin me ligou dizendo que você estava entediado, e eu vim para te tirar do tédio.
— Deitar comigo faz parte? — perguntou confuso.
— Não, só estou descansando após subir essa escada enorme. — respondeu.
— O que vamos fazer? — perguntou.
— Cuidar do cabelo um do outro, fazer as unhas, e fofocar bastante sobre nossos próprios amigos. — felix não achou ruim.
— Não sei finalizar cabelo cacheado. — falou.
— Eu te ensino. — assistiram a um episódio de Peppa Pig para Kamila descansar. — Venha, meu cabelo já está lavado, e o seu?
— Kamila, olha bem para ele, está igualzinho à uma vassoura de palha. — a outra riu.
— Tudo bem, eu lavo. — foram até o banheiro. — Seus produtos estão aqui?
Apontou o box, ela entrou e pegou o xampu com o condicionador próprio para cabelo loiro. Lavou o cabelo do amigo, contando por que faltou.
— Seu gato estava dormindo em cima de você, e para não atrapalhar você ficou? — esse era o motivo.
— Exato. — confirmou. — O sono dele é mais importante.
— A Lisa está querendo meu gato para ela, já veio aqui hoje e não trouxe o Café. — reclamou.
— Se te roubar, vou te ajudar a ir pegar de volta. — falou.
Saíram do banheiro.
— Eu vou passar creme no cabelo para ficar mais fácil para você. — passou creme em todo cabelo. — Agora você faz dedolis em tudo.
— O que é isso? — perguntou, ela explicou. — Tudo bem.
Sentaram na cama, ele começou a fazer pela parte de trás.
— Como Antonietta descobriu que Jasmin é a ficante do Jun-ho? — Felix perguntou.
— Eu contei. — respondeu simples. — Se fosse pela Jasmin, ela iria só ficar com o Jun-ho para sempre por medo de um compromisso maior envolvendo as famílias. Ela se apaixona em um estalar de dedo, mas isso não significa que ela vai assumir para a família, prefere só ficar.
— Por que ela não gosta de envolver a família? Os Hwang aceitaram meu relacionamento com o filho mais velho, e eu sou um homem. — surtou mais um pouco.
— Não é pela família do Jun-ho, eles são uns amores, a família dela é o problema. — respondeu. — A mãe dela é doida, mas não é tóxica, mas o pai dela é muito ciumento e controlador.
— Como ela conseguiu sair do país? — com um pai assim.
— Simples, ele soube após ela estar aqui. — para não ser impedida. — Ela só aceitou vir para cá porque não queria mais trabalhar no salão da mãe e ser julgada pelos familiares por não querer herdar aquilo, mais fugindo do pai. — explicou. — Acredito que ela não vai mais para o Brasil, com todo poder aquisitivo que o Jun-ho tem, consegue manter ela longe daquela loucura.
— Por isso ela logo sai da faculdade? — confirmou. — E você, por que veio para a Coréia?
— Isso vai parecer surpreendente, mas... — respirou fundo. — A Bea não sabe.
— Duvido, ela sabe de tudo. — duvidou.
— Não, isso ela não sabe, ela pensa que vim para cá porque estava em uma das minhas fases "Quero fazer Direito na Coréia". — começou.
— E qual o motivo? — perguntou.
— Eu sou apaixonada pela Bea........................
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