18
— Não, mas terá uma pessoa a mais. — como assim?
— Quem? — perguntei.
— O meu amado sócio descobriu pela minha secretária Judy que eu estaria almoçando com você, e o restaurante, então ele está do meu lado nesse momento e espera que você consiga trazer o Chan. — Jisung eu vou te bater criatura.
— Isso é moleza, mas ele é bem do enxerido. — falei.
— Sou mesmo. — ouvi ele falando. — Mas não cite que eu tenho dinheiro.
— Como é? — perguntei.
— Você e esse seu plano idiota, vai dar errado! — ouvi Hyunjin falando com o sócio.
— Não joga praga, depois eu te explico, mas não conta que eu sou sócio do Hyunjin. — aí você me complica.
— Vou fazer o que posso. — o impossível no caso, Hyunjin voltou.
— Estou te esperando gatinho. — despedi e desliguei.
— O que aconteceu? — perguntou enquanto faz carinho no gatinho.
— Está afim de almoçar fora? — perguntei entrando no closet, nem ferrando que irei com essa roupa e descabelado.
— Não, já tenho lugar para ir. — claro.
— É um restaurante que o Hyunjin escolheu, coisa fina e de graça. — falei.
— Ficar de vela não é legal. — entrou também.
— Ah! Hyunjin não está lá sozinho. — disse de forma simples que não levante suspeitas sobre Jisung ser outro velho rico.
— Amigo do Hyunjin? — confirmei. — Tem dinheiro?
— Não sei, isso você vê com ele. — respondi. — O que acha dessa roupa?
— Mude a jaqueta para uma branca. — ele pegou e me entregou.
— Vou tomar banho, já volto. — tomei um banho bem rápido, hidrato minha pele do corpo inteiro, e preparo a pele do rosto para a poluição que iremos enfrentar lá fora, escovei o dente.
Meu cabelo só foi um creme e pente, lindo de novo.
Eu vou para a faculdade, quando saio parece que estou saindo da guerra, a situação é grave!
Saí do banheiro com uma parte da roupa, só falta a jaqueta.
— Veste esse casaco. — de pelinhos branco.
— Não é de mais para um almoço? — olhei bem a jaqueta dele. — Essa jaqueta é minha pilantra!
— Nossa! Não seja egoísta. — nossa nada, minha.
Vesti o casaco que ele separou, calcei uma bota preta verniz, sinceramente muito lindo!
Entrei no closet e peguei uma bolsa pequena transversal preta da Louis Vuitton, comprei ontem, por insistência da Kamila dizendo que combinou comigo, eu não olhei o preço porque é óbvio o motivo.
Coloquei escova, pasta, e protetor labial em um compartimento separado, meu celular também foi para dentro dela.
— Está com fome gatinho? — peguei ele. — Fechar cortinas.
Saí do quarto e desci, Chan estava bebendo água, eu peguei da mistura de leite e coloquei para morna, após o gatinho tomar tudo nós saímos.
Hyunjin enviou o endereço, coloquei no GPS do carro, está a dez quilômetros da minha casa, ele foi cantando músicas que tocavam em seu próprio celular, ele sabe cantar, mas quando resolve fazer do jeito errado meus ouvidos sangram.
— Fica quieto! — falei e ele cantou mais alto.
— Não fico. — Jisung você tem certeza? A Kamila é linda, e não é interesseira nem vai te trocar após cansar de você.
Chegamos no restaurante, um manobrista abriu a porta, saí e entreguei a chave para ele.
— Esse restaurante tem recomendação de grandes chefes. — me mostrou no celular.
Entramos, fomos até a recepção duas moças sorridentes.
— Boa tarde! Sua reserva por gentileza? — uma perguntou.
— Tem alguém nos esperando. — falei. — Hwang Hyunjin.
— Senhor Hwang, eu vos acompanho até à sala privada. — ela saiu de lá, nós passamos a seguir ela.
— Senhor hwang, né? — me provocou, dei uma cotovelada na costela dele.
— Calado! — se o plano do Jisung der certo, você vai ser um Han.
Entramos em um corredor amplo com várias portas, ela bateu e abriu uma de duas folhas.
— Senhor Hwang e? — olhou o chan.
— Bang. — falou se achando, menos Chan.
— Senhor Hwang e senhor bang. — coisa de gente rica anunciar a chegada dos outros, pobres só gritam o apelido de quem chegou.
Entramos e ela fechou a porta, Hyunjin levantou e veio até mim.
— Oi meu anjo! — me deu um selinho, quero beijo! — Sem bico gatinho.
— Oi hyun! — Chan forçou uma tosse.
— Olá chan. — Hyunjin falou com ele.
— E aí au au do gatinho? — ele riu, agora esse será seu apelido oficial entre meus amigos.
— Venham. — olhei Jisung sentado mexendo no celular, está de terno assim como Hyunjin.
Hyunjin puxou cadeira para mim, me sentei e Chan ao meu lado, Hyunjin ficou na minha frente e o sócio na frente do chan.
— chan, esse é Han Jisung um velho amigo. — apresentou. — Insuportável, esse é Bang Chan melhor amigo do meu gatinho.
Eu sou gatinho dele, só eu!
— Prazer te conhecer, Han. — chan falou.
— Digo o mesmo, Bang. — olha a palhaçada. — Oi Felix! — acenei para ele sorrindo.
— Vocês parem de flertar na frente do gatinho. — ei, eu não sou criança. — Seu cardápio anjo, escolhe o que vai comer.
— É pudim, escolhe o que vai comer. — calado praga.
Olhei todas as opções, parece tudo gostoso.
— Pronto. — abaixei o cardápio.
— Também escolhi. — chan falou.
— Como chama o garçom aqui? — perguntei.
— Com isso. — Hyunjin mostrou um controle? Restaurante de rico é estranho, ele apertou algo e não demorou alguém entrou após bater.
— O que vão pedir, senhores? — perguntou.
— Vocês primeiro. — falou para nós.
— Eu quero esse, e essa carne. — mostrei no cardápio, os nome é difícil e eu não sei falar.
— Muda o molho da carne dele, para um menos picante e sem frutos-do-mar. — Hyunjin falou após ver qual escolhi, o garçom já anotou. — Nada de frutos-do-mar pode acompanhar a comida dele, não quero processar esse restaurante por tentarem matar meu namorado.
— Nada de frutos-do-mar. — anotou em letra maiúscula tudo. — Qual o ponto da carne?
— Hyun. — olhei para ele, e eu vou saber o que é isso?
— Bem passado. — ele falou.
— E o seu senhor? — perguntou olhando Chan esperando o pedido, ele fez, pediu a carne mal passada.
Jisung e Hyunjin pediram quase a mesma coisa, deixaram Chan escolher a bebida, pediu vinho tinto de uma safra velha, disse que combina com carne vermelha.
— O que você faz, Han? — chan perguntou.
— Trabalho para o Hyunjin. — não é mentira. — No cassino. — isso é mentira.
Hyunjin e eu tentando não rir concordando com a mentira lavada dele, vou contar nada, ninguém mandou ele ser interesseiro.
— Tenho certeza que já ouvi seu nome em algum lugar. — já mesmo, você ficou com o irmão dele.
— É um nome comum. — claro. — Você trabalha na cafeteria, né?
— Por enquanto. — até ele achar um velho rico, Jisung se seu plano é se fingir de pobre não vai conquistar ele, chan olha primeiro o dinheiro na sua conta.
— Está estudando o quê? — e você não sabe né?
— Administração, quero aposentar aos quarenta. — falou.
— Também. — concordei ele olhou para mim. — Que foi?
— Você pode aposentar agora, Hyunjin vai te bancar para sempre. — Hwang pensou em concordar.
— Não, eu vou trabalhar ano que vem. — resmungou "chato".
— Tem quantos anos? — Chan perguntou e eu cutuco ele. — Que foi?
— Não precisa responder. — falei com Jisung.
— Tudo bem Felix, eu tenho trinta e seis, Bang. — ele é mais velho que o Hyunjin. — E você?
— Vinte, faço vinte e um em dezembro. — respondeu.
— Novinho ainda. — bem novo né menino.
Olhei para o Hyunjin que revirou os olhos, acho engraçado a amizade dos dois, Jisung enche o saco do Hyunjin e Hwang quer o demitir por isso.
Mas a amizade não deixa que ele faça isso, porque a sociedade não é meio a meio, Hyunjin é o sócio majoritário ele tem oitenta e cinco porcento da rede de hotéis, sobrando quinze porcento para o Jisung.
— Como está o gato que achou gatinho? — perguntou para mim, pegou minha mão que está em cima da mesa.
— Está bem, comendo e dormindo, bebendo no caso já que estou dando leite para ele, é uma mistura que vi na internet. — respondi. — Ele é muito fofinho, queria para mim, mas ele deve ter dono.
— Vai procurar o dono quando voltar? — confirmei. — Espero que não ache.
— Hyunjin. — eu também espero.
— Você vai ficar triste se achar o dono, não quero ver meu gatinho triste. — está vendo, ele não quer me ver triste. — Minha mãe logo vai começar te mandar um monte de coisas que ela está vendo para a sua festa, está ansiosa porque nem eu, nem meu irmão nunca quisemos festas, ela está te adotando como filho legal que nunca teve.
— Concordo, sou legal mesmo. — sou incrível.
— Convencido. — Chan falou.
— Você não está conversando com Jisung, pois continue enxerido. — cada coisa. — Então Hyun, eu sei o motivo para você viajar para Paris, mas qual o motivo de ir para a Itália? Tem problema no hotel de lá?
— O quê? Você não sabe? — Jisung perguntou. — Ele não sabe? — perguntou ao Hyunjin.
— São negócios da família, e você volte a conversar com o Chan. — ele parece, bravo? O que tem de mais na pergunta do Jisung?
— Não sabia que sua família tinha negócios, é o quê? — perguntei.
— Difícil explicar, um dia eu te mostro pessoalmente assim é mais simples. — tudo bem, se ele vai me mostrar eu posso esperar.
— Tá! — eu iria falar de outro assunto, mas meu maravilhoso amigo entrou no meio com um assunto que eu preferia que o Hyunjin não soubesse.
— Então Hyunjin, ontem entrou duas pessoas maravilhosas para trabalhar no café, né pudim? — ele vai querer processar as meninas.
— O que elas te fizeram? — já perguntou me olhando preocupado.
— Te conhece tão bem. — Chan falou, calado, está falando de mais hoje!
— Não foi nada, e elas já pediram desculpas. — falei.
— Você disse que não foi nada, então porque pediram desculpas? — Jisung perguntou, Hyunjin tem razão, você é intrometido! Curioso, vai dar certinho com chan.
— Elas só faziam bullying comigo, já passou, faz sete anos isso. — não dei importância.
— Só isso né, quase nada. — Hyunjin falou, ele está com raiva. — Quero saber mais dessa história depois.
Vários garçons entraram, que rápido! Perfeito, porque estou com fome.
Colocaram nossos pratos, é bem servido, não vou sair com fome. Outro garçom serviu as taças, pedi que colocasse bem pouco afinal eu estou dirigindo.
Olhei meu prato, como corta a carne sem espalhar comida para todo lado? Porque o pedaço é enorme, eu pensei que iria vir separado.
Hyunjin viu eu lutando para não fazer bagunça, pegou o pedaço de carne e colocou em um prato limpo a parte, começou a cortar.
— Um neném. — chan falou, me deixa chato.
Me devolveu tudo cortado, aí coloquei no prato de novo e comecei a comer feliz, ele sorriu me olhando.
— Então chan, você curte BDSM? — tanto eu como chan quase morremos engasgados ao ouvir a pergunta nada direta do Jusung.
— Puta que pariu jisung, poderia perguntar isso em outro lugar. — Hyunjin me passou a taça, bebi um pouco do vinho.
Eu amo ver ele falando palavrão, acho sensual, porque é de se esperar que alguém na posição dele não faça isso.
— É, eu gosto. — chan respondeu.
— Faça outra pergunta dessa e eu te mando embora. — Hyunjin ameaçou o amigo.
— Pode nem perguntar mais. — reclamou.
Terminamos de comer em harmonia, Jisung não fez mais perguntas safadas ao chan, agora a sobremesa que eu não queria, mas chan me obrigou pedir.
Pedi um pedaço de brownie com sorvete de creme, comi feliz o doce, estava delicioso.
— Onde é o toalete? — sou chique.
— Final desse corredor a direta, gatinho. — Hyunjin respondeu, estão pedindo a conta.
Quero nem ver preço, deve ter ficado caro.
Chan veio comigo, a mesma história também não quer ver a conta, fomos ao banheiro que está vazio tocando uma música bem baixo ao fundo.
Eu só queria escovar meu dente, amo carne de boi, menos o que ela causa nos meus dentes, fiapo, odeio.
Chan foi usar, terminei de escovar meu dente e ele ainda no banheiro, bati à porta.
— Ficou preso? — perguntei.
— Olha isso. — abriu a porta apontando a tela para dar descarga. — O sanitário é ligado no tablet, toca até música.
— Vamos chan. — sinceramente.
— Ainda não usei, estava vendo o que esse sanitário faz. — falo é nada.
— Curioso, anda logo. — saí e ele fechou a porta, saiu uns minutos depois e foi lavar as mãos, saímos juntos do banheiro.
Quando entramos Hyunjin estava passando o cartão, ele pagou a conta toda, que homem maravilhoso eu tenho.
— Se fosse o Caio castro, você estava fudido. — Chan sussurrou no meu ouvido.
— Quem é esse? — perguntei.
— Leia as fofocas que eu te mando. — respondeu, tem muitas dá preguiça.
Sentamos, tem duas caixas pequenas na mesa.
— O que tem nelas? — perguntei ao Hyunjin que acabou de guardar o cartão dele na carteira.
— Uma para você e outra é para o Chan, eu escolhi o seu, Jisung escolheu do chan. — e o que é? — É um mini bolo gatinho.
— Obrigado Hyun! — agradeci, mini bolo.
— Obrigado Jisung! — chan agradeceu.
— Por nada. — falou.
— Vamos? — confirmamos.
Levantei e já peguei a caixa do meu mini bolo, eu com Hyunjin ficamos na frente ao sair da sala privada, ele me segurando pela cintura.
— O plano dele é se fazer de pobre? — sussurrei para o Hyunjin aproveitando que estão afastados de nós conversando.
— Sim, vai dar merda. — vai mesmo, Chan manda ele para o papo em dois tempos e ainda pede sobremesa.
— Ele não sabe com quem está se envolvendo, vai se lascar. — falei.
— Com certeza vai, mas eu avisei ele. — avisado ele foi.
— Aqui tem estacionamento? — confirmou.
Entramos nele, tem manobrista que ajuda você achar seu carro.
— Tchau! Gatinho. — nem pense em me beijar.
— Não vai me beijar aqui hyun, tem um monte de gente, não quero parar no twitter tão cedo. — falei.
— Você é tão mal comigo. — dramático. — Um selinho?
— Só um. — olhei para os lados antes de selar minha boca com a dele, um selinho demorado. — Ah! Eu esqueci a pulseira do seu irmão.
— Tudo bem. — não acho.
— Posso levar no hotel? — confirmou. — Como faço para subir até sua sala?
— Elevador. — bati no braço dele pela gracinha que estava rindo. — Parei, é só ir até a recepção que eles te liberam para subir.
— Engraçadinho, tá bom! — Chan estava conversando com Jisung. — Você ainda trabalha hoje, vamos Chan!
— Chato! — falou, sei que sou.
— Te vejo mais tarde. — falei com Hyunjin. — Tchau Jisung!
— Até gatinho! — sou um gatinho mesmo.
— Tchau felix! — fomos para o carro após pegar a chave com o manobrista, coloquei o cinto e já saí com o carro do estacionamento.
— Gostei do Jisung. — Chan falou. — Direto, vai ser um bom passatempo.
Eu falo que ele não muda e ninguém me escuta, a pessoa precisa quebrar a cara em três para ver isso.
— Você não vai sossegar nunca? — perguntei já sabendo a resposta.
— Quando achar um velho rico sim. — péssima ideia Jisung o negócio de pobre.
— Falo mais nada. — deixei ele na porta da cafeteria, e lá se foi uma jaqueta minha, ter amigo e a roupa servir nele não é bom, ele pega tudo.
Voltei para a minha casa, amo falar isso.
Abri o portão e entrei, saí do carro e abri a porta de trás para pegar o mini bolo, segui para dentro de casa depois, o gatinho estava em uma parte do jardim acredito que usando como banheiro.
Se ele ficar comigo vou comprar caixa de areia, meu jardim não vai ser banheiro de gato.
— Vem gatinho. — chamei e ele veio correndo para dentro atrás de mim, miando muito ao passar entre minhas pernas.
Coloquei o mini bolo na geladeira, fui ao lavabo com o gatinho, limpei os pés dele que estão sujos de terra com lenços, aí liberei ele para ir brincar na casa.
Saí de casa e fui procurando casa com gatos, achei uma senhora varrendo a calçada, resolvi perguntar a ela.
— Olá, boa tarde! — olhou para mim.
— Boa tarde! É o novo morador? — confirmei. — Bem-vindo a uma das ruas mais tranquilas, estaria em primeiro se não fosse as crianças encapetadas da casa 28.
— Obrigado, a senhora sabe me dizer se em alguma casa uma gata teve filhotinhos? — perguntei, ela sabe a resposta, é uma senhora informada, fofoqueira não.
— Sim, na casa 34. — apontou do outro lado da rua. — Eles não castram a gata, já está na terceira ninhada do ano. — tadinha. — E tem umas crianças terríveis lá que ficam fazendo os filhotes de brinquedos, sempre que posso eu vou roubando os filhotes tudo, você achou um deles?
— Ele se escondeu no meu jardim, pensei que tivessem invadido a casa, mas era só ele. — falei.
— Você é namorado daquele dono de hotéis, né? — você é uma senhora muito informada.
— Eu sou. — falei.
— Sabia, mas fique com o gatinho para você, ainda vou conseguir roubar a gata deles para castrar. — senhora protetora dos animais. — E tem um repórter que mora na casa 25, tome cuidado com seu namorado se não quer que descubram, ele é o maior fofoqueiro e quer a oportunidade de se tornar âncora no jornal, não deixe ele te usar de escada.
— Obrigada! Qual seu nome? — perguntei formalmente.
— Mary Lee, prazer te conhecer. — respondeu.
— Lee Felix. — Mary, onde eu vi esse nome mesmo?
Despedi dela e voltei para a minha casa, meu gatinho estava sentado em um degrau da escada lambendo a mão e passando no rosto, limpinho ele.
— Agora preciso achar um nome para você gatinho, vou pensar. — falei com ele.
Subi e troquei de roupa, desci e antes de entrar no escritório dei mais leite ao gatinho, levei ele comigo ao escritório.
Precisava estudar, fazem cinco dias que não estudo nada, estou me sentindo o pior aluno da minha sala. O gatinho ficou primeiro brincando com um pedaço de papel rosa que eu deixei cair, depois escalou minha perna, nem doeu.
Deitou no meu colo e dormiu, tirei foto, voltei aos meus estudos, às vezes levantava e pegava um livro na prateleira, fiz cinco resumos sobre o que estudei no final para ajudar guardar o que estudei.
O gatinho se grudou na minha blusa quando levantei me espreguiçando, minha bunda nem está doendo, cadeira excelente essa, minha costa também está ótima!
Guardei os livros que usei, e deixei a mesa arrumada de novo.
Saí com o gatinho, olhei no relógio da parede, 18:12, Hyunjin ainda está no hotel.
— Quer mais leite? — miou, ele quer.
Vai virar uma bolinha morando comigo, dei o leite para ele aí ele quis descer.
Peguei o mini bolo na geladeira, sentei com ele e um garfo, abri a caixa sorri olhando a mensagem que Hyunjin mandou colocarem em cima.
"Um milhão por seus pensamentos" a primeira coisa que ele me falou no cassino, tirei o mini bolo da caixa, tem uma frase na lateral.
"Meu gatinho" não tem quem demonstra mais que gosta de mim, que o Hyunjin.
Tirei foto do bolo em todos os ângulos, queria postar, mas isso não daria certo.
Comi metade dele, é do tamanho da palma da minha mão, fiquei feliz de conseguir comer tudo isso e não ter pensamentos negativos que envolvem minha progenitora.
Guardei na geladeira, quando eu voltar termino de comer.
Subi para o meu quarto, tomei banho, quando saí fiz minha rotina de cuidados com a pele porque fica complicado manter ela macia sem cuidar, porque associam cuidar de si mesmo com orientação sexual?
Eu tenho que ser relaxado com tudo, só para provar que não sou gay? Sociedade estranha.
Fiquei com uma máscara no rosto enquanto fazia isso, depois tirei ela e fui me vestir, coloquei um conjunto de moletom da Burberry rosa bem claro, a Kamila me deu.
Na frente está escrito "BURBERRY" e embaixo "London England" de branco.
Calcei um tênis branco, eu já estou me sentindo muito cheiroso pelo creme, mas passei um pouquinho de perfume de perfume no moletom, bem pouquinho mesmo.
Meu cabelo está muito grande, por isso eu prendi a parte de trás dele, eu sou muito lindo!
Agora estou pronto!
Peguei a sacola com a pulseira do Jun-ho, posso ir agora.
— Apagar as luzes. — apagou, fechei a janela caso comece a chover já que o céu está estranho.
Saí do quarto e desci, o gatinho conseguiu subir em cima da mesa, sem vergonha!
Apaguei as luzes próximo a porta na tela, só deixei a de fora acesa, saí de casa a porta vai trancar sozinha.
O caminho até o hotel foi tranquilo sabia que os seguranças estavam me seguindo, onde vou eles estão atrás. Sinto que sou alguém bem famoso, mas só estou quase namorando o homem mais rico da Coreia.
Apenas isso, quase nada né menina?
Ao sair do carro um manobrista veio pegar a chave, me deu um cartão para na hora de ir embora, coloquei no bolso.
Entrei no grande hotel, péssimo horário que eu escolhi, está cheio!
Na recepção nem tanto, mas tem pessoas andando para todos os lados, só gente cheia do dinheiro, nunca me senti tão pobre como agora.
Eu vi cantores do pop que vão fazer show, estão no saguão tranquilos, atores, e empresários pela secretária ao lado dá para saber.
Hyunjin disse que eu só precisava ir até a recepção, eu fui, respeitei a fila esperando minha vez porque sou educado e tenho vergonha de furar a fila, finalmente a minha vez.
— Boa noite! Nome na reserva por favor? — perguntou.
— Boa noite! Eu não vim pelos quartos, vou me encontrar com o Hyu... Hwang Hyunjin. — legal falar o nome dele. — Sou Lee Felix.
Agora você me libera, está me deixando desconfortável ficar no meio desse monte de gente.
— Tem hora marcada? — neguei. — Senhor Hwang não vai receber ninguém.
— Eu, ele vai, é só você falar que sou eu e ele libera. — não é tão difícil moça, adianta aí.
— Você não me engana, deve ser mais um que deu para ele e jurou que iriam viver felizes para sempre. — não começa a ofender, porque na hora que eu me estressar o espírito de pobre barraqueiro faz morada.
— Você como uma funcionária, está ofendendo um possível cliente, e isso pode dar processo, não vai custar nada você ligar na sala da secretária e dizer que sou eu. — ainda calmo, e esse é o espírito de estudante de direito.
— Vai me processar com o quê? Seu moletom falso da Burberry não vai me enganar, é melhor você tirando seu corpinho de puta desse hotel ou irei chamar a segurança para te arrastar daqui. — quem disse que meu moletom é falso? Eu não sou puta.
A falta de respeito tirou minha paciência, eu sabia que iria ter problemas para entrar, só não pensei que fosse tanto.
— Única coisa falsa aqui é esse seu cabelo ruivo. — coreano ruivo? Não tem. — E você olha como você fala comigo, você está pensando que é dona do hotel só porque trabalha na recepção? Você não é melhor que ninguém, e deveria tratar as pessoas com respeito porque quem está pagando de puta aqui é você sua mal-educada.
— Você não pode falar assim comigo. — é mesmo?
— Quem começou com as ofensas foi você, eu em momento nenhum te desrespeitei, quem caçou briga foi unicamente você! Agora aguenta. — vaca. — Você me chamou de puta, não me conhece, nunca tomou um café comigo, não sabe nada da minha vida e já me denomina puta? Quem é você para falar isso? Nem se você fosse a pessoa mais importante do planeta, se pensa que vai a algum lugar destratando as pessoas está enganada, porque após o que fez aqui você vai ser demitida.
— Vai mesmo. — olhei para trás, Hyunjin parado atrás de mim, com a Lisa. — Já sabe o que fazer Lisa, vamos gatinho!
— Tchau! — acenei sorrindo para ela.
— Nem é debochado esse gatinho. — Hyunjin falou.
— Ela que procurou me chamando de puta, eu não sou puta! — fomos ao elevador privado.
— Ainda assim você se defendeu sem descer no nível dela. — sou educado de mais para falar mais que aquilo.
— Sorte a dela é que eu estava sozinho, se Chan e Kamila estivessem juntos o barraco estava armado. — ainda mais que foi a Kamila que me deu o moletom. — Você ouviu tudo?
— Não, só uma parte. — melhor. — O que ela te falou?
— Que eu devia ser mais um que deu para você e jurei que seríamos felizes para sempre. — contei. — Então é comum pessoas com quem já transou aparecerem aqui?
— Não, só aconteceu duas vezes. — falou. — Vem.
Saímos do elevador de mãos dadas, fomos para a sala dele, acendeu a luz, fui para perto da parede de vidro.
A vista aqui a noite também é bonita, um monte de pontinhos de luz espalhados pela cidade, dá para ver a ponte no rio Han.
— Gatinho. — olhei para ele, me chamou, fui até ele e me fez sentar em seu colo.
— Isso é do seu irmão. — passei para ele.
— Entrego amanhã. — guardou na gaveta.
— Você tem acesso a câmeras? — confirmou, mexeu no computador. — Qual quer ver?
— Recepção. — ele colocou, tem até som.
— Obrigado! — comecei a ver.
Lisa está dando um sermão nela, bem-feito.
— No recente treinamento o que nós falamos? Que se um cliente pede para falar diretamente com o senhor Hwang, você pesquisa o nome no nosso sistema, se está aqui você pode liberar. — falou com ela, os outros clientes estão sendo atendidos pelas outras três recepcionistas.
— Mas é óbvio que ele não estaria. — eu tô?
— Não está? Pesquisa para você ver. — ela parece digitar meu nome, agora parece assustada. — Viu? Ele está em primeiro, o que está escrito ao lado do nome dele?
— Prioridade. — eu sou prioridade.
— Você barrou ele e ainda o ofendeu, volte amanhã para pegar duas coisas e o dinheiro. — eu disse.
— Mas eu preciso desse emprego. — agora caiu a ficha dela. — Minha avó está doente.
Eu me odeio por ser tão misericordioso.
— Hyun, não demite ela. — pedi.
— Vou demitir sim. — falou decidido.
— Por favor, a avó dela está doente. — preciso de mais ódio. — Vai Hyun, por favor!
— Manhoso. — sou mesmo. — Sinceramente anjo, você precisa ser mais maldoso. — pegou o telefone e ligou na recepção, vi que Lisa atendeu. — Não demite ela, Felix pediu isso, se ela aprontar outra dessa não será só demitida, não tolero falta de respeito com os outros, sorte dela que o felix entrou na história.
— Sim, senhor Hwang. — ele desligou.
— O que não faço por você? — nada, dei um selinho nele, voltar a ver a imagem da câmera.
— Tem seu emprego de volta. — ela não entendeu. — Senhor hwang disse que se você aprontar outra dessa não será só demitida, que ele não tolera falta de respeito com os outros, e sabe quem você desrespeitou?
— Sim. — confirmou.
— Ele pediu para o senhor Hwang não te demitir, sua sorte é que ele entrou na história, seja grata a ele por não guardar rancor. — se eu guardasse você estava lascada. — Com certeza ele está assistindo isso.
— Como ela sabe? — Hwang fez que não sabia.
— Pode agradecer naquela câmera, senhor Hwang não vai deixar você chegar perto dele. — ele falou "não mesmo" estava olhando um papel.
— Obrigada! — agradeceu.
— De nada. — falei, mesmo ela não escutando, desliguei a imagem. — O que está olhando?
— Carta de uma advogada de Paris. — falou, virei em seu colo ficando de frente para ele, bem melhor. — Falando em advogada, a minha pediu para te avisar que na próxima semana vai ser a audiência contra a funcionária que te destratou na loja.
— Já? — confirmou. — Foi até rápido.
— Sim, eu pedi para apressarem, esse foi o jeito mais simples de resolver, porque existe outros meios. — quais? Que eu saiba é só processo.
— Vai ser tranquilo, né? — pensou de mais.
— Ela vai tentar, afinal falar contra você, é falar contra mim, e eu quero ela destruída. — eu sou eu, né? — Se não fosse por sua mãe eu anunciava para todos que estamos juntos.
— Sério? — fiquei surpreso.
— Por que está surpreso, gatinho? — perguntou até colocando o papel na mesa, prestando atenção apenas em mim.
— Não sei, vai que tivesse vergonha. — agora ele ficou surpreso.
— Jamais teria vergonha de você, me sinto honrado de ser o homem que você escolheu para ficar ao lado. — ele me faz sorrir com tanta facilidade.
— Obrigado! — beijei ele.
Eu amo ele! Colocar isso para fora que é complicado, sou inseguro.
Senti suas mãos entrando no moletom para apertar minha cintura diretamente, sempre fico molinho quando ele faz qualquer coisa, era para ser um momento fofo.
— Meu gatinho manhoso. — beijou meu pescoço.
— Hyun... — droga! Tira a mão daí. — Estamos na sua sala.
— Qual o problema? — nenhum, na verdade é bem excitante. — Está com medo que alguém entre aqui e veja como é quando está comigo? Gemendo baixinho e manhoso?
— Para de atiçar! — sempre caio nessas.
— Estou fazendo nada, você é sensível aos meus toques. — senti sua mão entrando na calça, olhei, a outra mão me fez olhar para ele nos olhos. — Aqui gatinho, estava com saudade de te tocar, te ver assim tão necessitado que faria qualquer coisa para conseguir gozar, né gatinho?
— Vai se fuder, Hyunjin! — falei.
— Ha! Eu sabia! — parece feliz. — Você não é submisso, é um brat! Não iria me enganar por muito tempo.
— Eu tentei, agora anda logo, termina o que começou. — eu cheguei aqui sem estar excitado e precisando gozar, quero sair igual.
— Não, mandou eu ir me fuder, e a única pessoa que vai fudida aqui é você gatinho! — insuportável!
— Por favor! Eu me comporto. — hoje.
— Não vai me ganhar com biquinho, e sendo manhoso. — quer apostar quanto?
— Por favor, Hyun! Vai senhor, ajuda seu gatinho. — na manipulação eu dou aula.
— Eu me odeio por cair tão fácil nos seus encantos. — quem apostou nele perdeu. — Só hoje!
— Tudo bem. — começou a me masturbar devagar.
— Mais rápido, faz tempo que não me dá atenção. — falei.
— Do meu jeito. — você é do mal.
Deixei me levar pelos movimentos vagaroso dele, o atrito a pele da mão dele com a minha me fazia revirar os olhos, sinto que irei ficar viciado em sexo.
Só um sentimento.
Ouvimos batidas na porta, eu jurando que ele iria parar, só sorriu.
— Deita e finge que está dormindo. — deitei a cabeça em seu ombro, fechei os olhos, ele não parou. — Entra.
Eu estou ouvindo barulhos de vários sapatos, não era para mim, estar ficando mais excitado.
— Podemos voltar depois senhor Hwang. — pela voz é a advogada.
— Não, agora é melhor. — apertou a base, segurei um gemido, que ódio!
Eu ouvi seis vozes diferentes, é basicamente uma reunião e o Hyunjin me masturbando como se nada tivesse acontecendo, mas está uma delícia.
Minha respiração acelerada porque eu quero gozar, e ele cada vez mais devagar, só aproveitando o momento sentir que estou sofrendo nas mãos dele.
Isso é vingança por eu mandar ele se fuder, realmente um submisso não faria isso.
Continuou a tortura, pela voz dele sei que está sorrindo, está feliz ao fazer isso comigo, um anjinho como eu.
— Obrigada pelo seu tempo senhor hwang. — ouvi a porta fechando.
— Gatinho manhoso. — abri os olhos e olhei para ele. — Está gostando?
— Me faz gozar, Hyun! — implorar para conseguir o que eu quero.
— Tão gostoso te sentir rebolando na minha mão, estou louco para te fuder. — ei, devagar com as palavras que posso ter um ataque.
— Você só fala e não faz nada. — vou ficar sem gozar sinto isso.
— Na hora certa gatinho apressado! — começou a ficar mais rápido os movimentos e eu sentia no baixo ventre a sensação conhecida de um orgasmo se aproximando. — Gostou de ter pessoas perto né? Pensou como seria excitante se elas descobrissem o que está fazendo aqui, sentia sua euforia e excitação em estar sendo assistido.
— Ah! Eu quero gozar! — homem cruel.
— Você pode gozar meu gatinho safado. — estou contando os dias para finalmente transar com ele, como será as sensações?
Meu corpo obedece ele com o excelência, gozei gemendo seu nome, deitei a cabeça em seu ombro recuperar o fôlego.
— Na hora que eu te fuder, vai terminar com você gritando meu nome. — duvido.
Na verdade, melhor não duvidar, pelo jeito sou levemente escandaloso.
— Tô cansado! — falei.
— Preciso te limpar. — levantou comigo no colo, colocou na mesa e foi ao banheiro, limpou ele primeiro e voltou com uma toalha úmida, me limpou com cuidado.
— Quer ajuda? — coloquei a mão timidamente em cima do seu pau.
— Merda! Não, posso acabar perdendo o juízo e te fudendo aqui mesmo. — legal né? — Não quero que sua primeira vez seja na mesa da minha sala, precisa ser em um lugar especial.
— É especial se tiver você. — falei.
— Ainda é não safadinho. — droga! Eu quero transar logo.
— Você é mal comigo! — ele riu antes de me dar um selinho.
— E você é único anjo. — eu sei.
Foi ao banheiro deixar a toalha, eu desci da mesa sentando na cadeira de chefe poderoso dele, gostei! Passa uma vibe eu mando em tudo, e ele manda mesmo.
Abri a primeira gaveta, papéis e pastas, fui abrindo as gavetas até achar algo realmente interessante.
— Hyun. — o chamei ao achar.
— Sim? — chegou falando.
— Por que tem uma gaveta só de armas? — perguntei apontando a gaveta com armas.
— Já fui do exército, posso ter armas gatinho. — outra questão que surgiu.
— Por que você prestou serviço militar? É italiano, não coreano. — perguntei. — Ser do exército te dá o direto de ter uma arma, não várias.
— Tenho nacionalidade na Coréia também. — ele prestou porque quis. — São apenas armas, gatinho.
— Tá né. — fechei a gaveta.
Por que raios um empresário bilionário vai querer ter esse tanto de arma? Essa é a pergunta de hoje.
— Quase que eu esqueço de te contar. — lembrei de algo, ele está encostado na mesa olhando aquela carta de novo já que eu meio que atrapalhei ele.
— O quê? Sua mãe de novo? — como sabe?
— Sim, ela ligou ontem esse ano não vai mandar dinheiro porque quer fazer uma cirurgia, e para eu desocupar a casa dela. — negou ainda olhando a carta. — Eu falei que não precisava da casa dela e que estava bem longe, ela disse "ótimo, estou para ir em Seul, vou ficar na sua casa" acredita nisso?
— Vindo da sua mãe, acredito e espero piorar. — com ela sempre piora. — Você não deu seu endereço para ela né?
— Não, eu disse que nem nos melhores sonhos dela pisaria na minha casa. — contei. — Preciso descobrir quando ela vem para Seul, vou ficar escondido até ela ir embora.
— Pergunte ao seu pai. — boa ideia.
Peguei o celular, espero que ele veja e não ela.
Pai, quando a sua esposa vem para Seul?
Esperar ele responder agora, tomara que responda rápido, fiquei batucando os dedos na perna inquieto olhando o celular.
Respondeu, vamos ver.
Oi filho, ela vai na quinta-feira da próxima semana, no feriado.
— Quinta-feira da próxima semana ela vem. — falei.
— Ótimo! Você não vai estar aqui. — não? — Esqueceu da viajem?
— É mesmo, que maravilha! — respondi meu pai e guardei o celular. — Hyun, eu já vou.
— Já? — confirmei. — Fica mais?
— Não, até tomei seu lugar. — cadeira macia. — E eu vou ficar com o gatinho.
— Vai? — lógico.
— Longa história, depois te conto. — falei. — E tem um repórter que mora naquela rua, disseram para eu tomar cuidado que ele pode me usar como escada para subir.
— Não vai, por causa do nosso relacionamento né? — confirmei. — Nenhum jornal pode soltar nenhuma matéria que envolva nós dois.
— Por quê? — perguntei.
— Não vou deixar que sua mãe te destrua de novo. — quem te contou?
— Obrigado! Eu vou ir, vai acabar me fazendo chorar. — levantei.
— Vou te levar até lá embaixo. — me acompanhou, no elevador privado desceu beijando meu pescoço e criando novas marcas, como deu tempo? Ele parou o elevador na metade do caminho. — Agora sim.
— Ciumento. — é por puro ciúmes.
— Sou mesmo. — ainda admite.
Terminamos de descer, saímos do elevador e seguimos pelo saguão, Hyunjin falava sobre algum famoso que estava ali, olhei para a recepção a moça me viu.
— Obrigada! — se curvou em agradecimento.
Só sorri e voltei a prestar atenção no Hyunjin, olhei o bar do cassino, sorri lembrando onde tudo começou, agora ele está do meu lado.
— Gatinho? Terra chamando. — olhei para ele. — O que estava pensando?
— Onde começamos. — apontei o bar do cassino.
— Boas memórias, quando me aproximei estava fazendo caras e bocas, contas nos dedos, no mundo da lua. — que vergonha!
— Ainda assim quis falar comigo? — confirmou.
— Percebi que você era espontâneo e verdadeiro, não uma personalidade criada para me agradar como muitas que já tentaram algo. — só sei ficar sorrindo. — Sorriso mais lindo do mundo!
— Nem tanto. — falei.
— É sim. — com idoso não se discute.
Saímos do hotel, passei o cartão para um manobrista e ele foi pegar meu carro.
— Tome cuidado na volta. — vou tomar.
— Sim, senhor. — ele só negou.
— Seu carro. — o manobrista parou a nossa frente, saiu deixando a porta aberta.
— Tchau! — falei.
— Tchau! Gatinho. — beijou minha testa.
Entrei no carro fechando a porta, coloquei o cinto, acenei para ele antes de dar partida.
Passei em um pet shop e comprei coisas para o gatinho, ração, petisco, caminha, coleira, caixa de areia, areia, e arranhadores para ele não acabar com os meus sofás.
Com o controle abri o portão da casa, entrei com o carro, fechei o portão de novo, vi o carro dos seguranças lá fora.
Fui levando aos poucos as coisas para dentro, o pote de ração e fonte de água dele coloquei próximo a mesa na sala de jantar, a areia com a caixa foram para a lavanderia, tive que procurar ele na casa, estava no lavabo dormindo dentro da pia.
— Vem gatinho. — miou reclamando.
Levei ele para a lavanderia, eu coloquei umas gotinhas de um produto que ajuda ele reconhecer ali como banheiro, a moça do pet shop que falou, ajudou mesmo já quis ir fazer xixi, dei privacidade a ele.
Voltei para dentro, arrumei o arranhador, praticamente montei ele por que vem todo desmontado na caixa, tem espaço para ele deitar e arranhar.
Ração e petisco ficou no armário da cozinha, subi com a caminha dele e coloquei no canto do meu quarto.
Olhei às horas, 23:05, vou comer e ir dormir.
Desci de novo, comi o restante do mini bolo e subi de novo, ajudei o filhote subir também.
Me seguiu para o quarto, vai ser meu fiel seguidor.
— Acender a luz. — acendeu, fiquei olhando ele ir até a caminha, cheirou tudo, deu meia volta indo para a minha cama, escalou o edredom e deitou. — Folgado!
Tomei um banho rápido, vesti um pijama soltinho, escovei o dente e passei o creme da noite, deitei na cama cansado.
— Apagar a luz. — apagou. — Fechar a cortina.
Coloquei meu celular para carregar, o despertador está certinho para me acordar na hora certa, dormi tranquilo com meu gato.
[...] Sexta-feira, 19:00 PM.
Ontem foi um dia relativamente tranquilo, eu tive todas as aulas na faculdade, entreguei trabalhos, fiz três provas.
Kamila ontem não foi, estava com cólica e dor de cabeça, Bea e Jasmin foram, Chan também foi.
Durante a tarde após almoçar eu estudei, lavei roupa, cuidei do meu gatinho carente, o Hyunjin no caso porque o gato que mora comigo é bem doido, começa a correr do nada pela casa.
Mas o cuidar é por mensagem, ontem eu não vi ele, estava ocupado com coisas no hotel daqui e de Paris.
Agora, vamos falar sobre hoje, a Kamila foi, mas estava de mal-humor então ficou quietinha todas as aulas e no intervalo, nem parecia ela, Bea disse ser normal quando ela está no período menstrual, consegui fazer ela sorrir quando entreguei o chocolate quente que levei especialmente para ela.
Bea está fazendo mil e tantas teorias sobre o motivo do Hyunjin ter armas, ela disse que já imagina o que seja, mas vai me contar? Disse que nem pagando, falou que é assunto de casal que não vai se meter.
Achei o fim da picada.
Durante a tarde eu estudei e limpei o primeiro andar já que amanhã não terei tempo, agora após meu banho vou assistir filme.
A pipoca está pronta, bebida pronta, fui para a sala de televisão no segundo andar, não é sala de cinema porque eu não quis, tem no Hyunjin e eu posso usar quando quiser lá, sala de televisão foi suficiente.
Sentei e liguei a televisão, tem cem polegadas, minha sogra disse ser a melhor escolha já que eu não quis a sala de cinema.
Escolhi o filme, dei o play.
Estava assistindo até escutar arranhões na porta, levantei e abri a porta, ele entrou miando, ainda não tenho um nome para ele e isso está me aborrecendo.
Sentei de novo, ele escalou a poltrona para ficar no meu colo, voltei a assistir.
Ao terminar o filme eu já estava cansado, fui dormir cedo com meu gato sem nome.
Acordei no susto com meu celular tocando, olhei o relógio despertador, 03:24, quem ousa me ligar essa hora?
— Alô? — acendi a luz do abajur.
— Felix, é a Bea. — algo grave aconteceu, sentei na cama preocupado.
— O que aconteceu? — perguntei.
— Estou no hospital, Kamila está se contorcendo de dor e ninguém quer atender ela......................
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