O caminho do Psicopata
Conforto de Cristo, São Paulo. Dezembro 2018.
1 dia antes.
Todos os alunos da escola São Jorge tinham motivos para esperar uma grande noite naquele sábado. Mas Samanta não tinha o mesmo espirito que seus colegas. Isso estava bem claro ao tentar maquiar-se à frente do espelho em seu quarto.
— Amiga, deixe-me te ajudar – Ofereceu-se a amiga Sara, com quem se arrumava para a festa de formatura mais a noite.
— Estou muito nervosa, nem o batom consigo acertar – Disse Samanta ao limpar a boca borrada de vermelho.
— Está assim porque quer. Devia ter conversado com ele há semanas! – Disse Sara referindo-se a um segredo do qual sua amiga guardava de seu namorado.
Samanta era uma menina encantadora, seus cabelos eram ruivos, sua pele branca dava destaque a sua beleza não convencional, tinha o corpo magro, mas não tinha preocupações em mantê-lo assim. Seus objetivos sempre foram declaradamente os estudos, queria muito se tornar médica. Tanto esforço lhe rendeu um convite para estudar medicina na melhor faculdade do país. Motivo enorme de orgulho para os pais e professores, menos para uma pessoa, seu namorado e por isso lhe escondeu tal informações até aquela noite, pois tinha se decidido esclarecer tudo finalmente e assim livrar-se desse peso.
— Me diga a verdade amiga, não tem mais amor por ele? – Sara questionava enquanto fazia os últimos toques de maquiagem em Samanta.
— Claro que o amo – Indignou-se – Sabe que morro por ele, mas tenho que priorizar meu futuro, não tenho culpa que ele não liga para essas coisas, tem uma família rica então não precisa estudar.
— Ah meu Deus – Sara bufou de forma irônica — Você não precisa estudar coisa nenhuma, seu namorado é rico, já namoram há quanto tempo? Quatro, cinco anos?
— Cinco – Respondeu Samanta gesticulando com a mão.
— Pois então, é obvio que vão se casar, podem morar na capital, você vai ter filhos e tempo para gastar no shopping – Terminou a frase rindo.
Apesar de ser muito bela com seu cabelo loiro e atributos corporais bem chamativos, Sara passava longe de ser uma boa aluna, sempre passava nas matérias com sorte ou muita ajuda da amiga, nunca escondeu procurar facilidades na vida através de relacionamentos baseados em seus interesses. Mesmo assim isso não fez a forte amizade das duas enfraquecer mesmo sendo tão diferentes.
— Mas o pior ainda não te contei – Disse Samanta – Eu prometi que perderíamos a virgindade juntos amanhã no acampamento.
— Ué, então é só fazer isso, não é?
Um silencio se fez, a forma como Samanta hesitou entregou sua verdadeira vontade.
— Ah, não creio! Você não quer? Ele vai ficar muito puto.
— Eu sei, mas e se depois que contar sobre a faculdade ele terminar comigo?
— Pelo menos não vai chegar na faculdade virgem.
— Para com isso, você sabe que me importo com essas coisas.
— Tudo bem então, faz o seguinte: fala com ele hoje à noite antes do acampamento, se acertem sobre isso, se ele terminar você não vai ter feito sexo... mas devia – Não aguentou e riu ao final do conselho.
Sem mais tempo a perder, terminaram de se arrumar. Afinal os seus pares já estavam esperando há muito tempo do lado de fora da casa.
Sara desceu as escadas primeiro com seu vestido azul todo brilhante, estava muito bonita naquela ocasião, logo cumprimentou os rapazes e ficou ao lado do seu par, Samuel, melhor amigo de Nathan que estava apreensivo a espera de Samanta.
— Ela já vem – Alertou Sara – Se prepare, ela está muito linda.
Assim que ela começou a descer as escadas, parecia tudo em câmera lenta, Nathan abriu um grande sorriso, e logo foi ao pé da escada receber a amada namorada com uma flor. Ela usava um vestido muito reluzente vermelho que havia sido presente da mãe de Nathan, ela vestia algo mais caro que a própria casa onde vivia.
— Nossa amor! Como está linda, estou até nervoso.
— Você cortou o cabelo, finalmente! – Disse Samanta passando a mão em sua cabeça – Viu só como fica bem melhor, está lindo assim.
Nathan era um rapaz muito bonito. Tinha o corpo muito bem definido. Resultado de seus exercícios diários juntamente com os esportes que praticava. Tinha cabelos castanhos e olhos verdes.
Ele retribuiu o elogio com um grande sorriso e a beijou na testa em seguida para não borrar o batom.
— Se divirtam, crianças! – Dizia o pai de Samanta na porta feliz por ver a filha sorrir alegre – Me traga de volta à meia-noite, Nathan!
Ele olhou assustado pois o pai de sua namorada nunca deu horário a eles.
— Estou brincando, rapaz – Deu uma boa gargalhada – Confio plenamente em você, filho.
Nathan sorriu.
— Filha, deixe-me tirar uma foto sua, preciso enviar a sua mãe, ela está muito triste por estar trabalhando hoje.
Escola São Jorge 20 horas.
A festa estava a mil por hora, estava sendo realizada no ginásio do colégio. Todos estavam muito bem vestidos, alunos e professores. Não havia ninguém que não estivesse se divertindo aquela noite, todo mundo dançando freneticamente as melhores músicas do ano. O ambiente estava muito bem decorado com canhões de luz e fumaça, globos de espelhos davam o charme a mais, o DJ contratado estava comandando a farra.
Depois de dançarem várias músicas seguidas Nathan e Samanta decidiram ir para uma mesa e descansar um pouco.
Apesar de estar feliz com a festa, Samanta estava apreensiva e não demorou para que o namorado percebesse.
— Minha gata, o que foi? Parece meio aérea – Disse ele passando a mão em seu rosto.
— Eu tenho algo para te contar, mas não agora, não aqui.
— Qual o problema? Está chateada porque pisei no seu pé na dança?
— Não seja bobo – O beijou.
Algum tempo ali sentados e Nathan ficou incomodado com alguns rapazes que cochichavam olhando para eles. Roda que era comandada por um rapaz chamado Daniel. Esse odiava Nathan desde o primário por motivos esportivos, uma competição que já havia chegado a algumas agressões no passado.
— Estão falando mal de nós – Disse Nathan.
— Como sabe disso?
— Eu só sei! – Respondeu seco.
— Que besteira! Pegue uma bebida para mim, por favor?
— Claro – Levantou-se olhando firme para Daniel.
Nathan foi a mesa onde ficavam as comidas e bebidas, pegou um copo e começou a se servir de um suco quando Daniel aproximou-se esbarrando de propósito.
— Se não consegue comer sua namorada me chame que dou um jeito para você – Disse ele caçoando.
— Quer resolver nossas diferenças de uma vez, garoto? – Perguntou Nathan.
— Claro, quando quiser frango – Respondeu Daniel, que tinha grande vigor físico.
Nathan voltou bufando de ódio para o seu lugar.
— Não aguento mais essas brincadeiras de mau gosto.
— Sinto muito por isso, a culpa é minha – Respondeu Samanta que tinha visto de longe a provocação.
— Não. Não é! Eu te respeito só não precisava ter entrado naquele movimento que denominam como "só depois do casamento" me sinto humilhado com isso!
— A espera acabou, meu amor – Disse Samanta com um sorriso tímido.
— É sério nós vamos fazer? – Respondeu ele todo animado.
— Sim, amanhã no acampamento, mas você terá que ser um príncipe!
— Sabe que sempre sou e sempre serei meu anjo, eu te amo.
— Mas depois te contarei uma coisa muito importante.
— Está bem, eu prometo que não irá se arrepender, vai ser lindo.
— Eu sei – Disse ela já um tanto arrependida por ter tomado uma decisão por precipitação.
Já do outro lado da festa, estavam Samuel e Sara aproveitando a cada minuto da noite.
— Gata, vou ao banheiro, estou terrivelmente apertado, depois vamos dar uma saída?
— Para onde, meu lindo?
— Estava pensando em um local mais reservado, quem sabe meu carro?
— Olhe para mim Samuel, tenho cara de quem vai dar uns "amassos" com esse vestido em um carro? – Disse indignada.
— Tudo bem então, quem sabe naquele motel chique na estrada para a capital?
— Aquele que dizem ser muito luxuoso?
— Sim!
— Então vamos – Respondeu sorrindo – Mas só depois de vermos o rei e a rainha do baile.
Samuel chegou quase não se aguentando mais ao banheiro, por pouco não se molhou todo, foi só o tempo de abrir o zíper de sua calça e se aproximar do mictório. Mas logo algo lhe chamou a atenção, um barulho de briga vinha de um dos sanitários fechados. A brutalidade começou a ficar maior, assustando-o e chegando a cortar a urina. Um barulho de louça se quebrando soou pelo banheiro vazio, tão logo Samuel olhou para o chão e viu água misturado com sangue invadindo todo ambiente. Imaginando que alguém podia ter se machucado e precisava de ajuda, correu em direção de onde parecia vir o sangue. Foi quando a porta do sanitário se abriu e de lá saiu Nathan com uma cara quase demoníaca, estava ensandecido e com ódio nos olhos. Samuel desceu os olhos para o chão e viu Daniel com a cabeça rachada nos destroços do vazo sanitário.
— Nathan o que você fez? Você o matou?
— Foi um acidente – Respondeu com uma voz branda sem se importar.
— Meu Deus, por que você fez isso?
— Já disse que foi um acidente! Entendeu? – Disse Nathan agarrando Samuel pelo pescoço brutamente.
— Entendi, entendi, por favor, me solte.
— Vou sair daqui, espere cinco minutos e depois vá procurar ajuda para ele, você vai dizer que ele estava bêbado e viu quando caiu de cabeça no vazo.
— Está bem, pode deixar, eu faço — Respondeu Samuel apavorado.
Minutos depois...
A festa teve que ser interrompida porque alguém havia se "acidentado" no banheiro masculino, os paramédicos tiraram o garoto Daniel quase sem vida de lá.
A notícia chocou a todos, por pouco a festa não terminou bem antes do esperado, os professores corriam para saber o estado de saúde de um dos melhores alunos da escola. O diretor logo apareceu no palco e explicando os fatos, mas pediu para que todos se acalmassem e continuassem a divertir, pois a formatura, em suas palavras, era algo único que aconteceriam na vida de todos.
E assim, a festa teve seguimento como planejado apesar do incidente.
No dia seguinte.
Acampamento no Lago rosário. 14:00 horas.
O dia estava perfeito, um belo domingo ensolarado que fazia a água brilhar, todos se divertiam apesar da tragédia envolvendo Daniel na noite anterior. Todos tentavam esquecer aquela cena lamentável, mas para muitos ali, aquele seria o último dia para passarem juntos de seus colegas de tanto tempo.
O dia foi repleto de gincanas idealizadas por professores que também aproveitavam o dia. Haviam no local cerca de 120 alunos e 10 professores.
Mas o que realmente os jovens queriam era que a noite chegasse logo, e que as brincadeiras terminassem para realmente aproveitarem, sim claro, jovens em um local desses é sinal de álcool e drogas escondidas, e claro... sexo. Era a oportunidades que muitos queriam.
Nathan era o que mais desejasse, talvez. Mal conseguia se concentrar durante o dia nas brincadeiras, e sua namorada também, mas essa estava muito nervosa.
Ao entardecer, ele montava a barraca onde imaginava que seria o ninho de amor, enquanto ela não parava de digitar mensagens no celular com Sara que estava em outra barraca com Samuel.
— Tudo pronto amor, vamos entrar? Logo vai escurecer.
Os dois se deitaram próximos um ao outro, mas estavam sem jeito e sem saber o que fazer.
— Você estava muito linda ontem, amor – Nathan iniciava uma conversa após alguns minutos de silencio constrangedor.
— Obrigada, você também estava muito lindo e charmoso, principalmente agora com esse cabelo novo – o acariciou – afinal o que fez você cortar?
— Você sempre dizia que queria me ver de cabelos curtos, decidi fazer um sacrifício – riu.
— Não precisava ter feito isso por mim.
— Não se preocupe, não demorou mais que você se arrumando ontem – gargalhou.
— Não é fácil manter a beleza sabia? Mas desculpa então, da próxima não estarei tão linda.
— É brincadeira, amor. Nem me incomodei, fiquei brincando com o Nick, aquele seu cachorro peralta.
A noite caiu e com ela muita gente bêbada e cansada. Mas Nathan estava muito eufórico para conseguir o que tanto desejava. Ligou uma música romântica em seu celular e começou a beijar Samanta.
A àquela altura Samanta já sabia que seria difícil recusar e sair daquela situação, mas também sabia que não estava à vontade e queria parar, mas não tinha coragem e foi deixando rolar. Os abraços e beijos foram ficando mais intensos, Nathan parecia ter pressa, mas era delicado. Com cuidado tirou sua blusa e em seguida desabotoou o sutiã deixando-a com muita vergonha com os seios à mostra.
— O que foi meu amor, não precisa ter medo, sou eu... seu Nathansinho – Disse beijando seus seios.
Ela tentava relaxar, mas não conseguia, realmente estava muito incomodada. Por sua vez, ele começava a descer sua calcinha devagar, sutilmente como se ela não fosse perceber.
— Nathan, pare um pouquinho.
— Não. Estamos quase lá, amor – Disse passando a mão por todo seu corpo.
— Serio amor pare, agora! – Ordenou botando sua calcinha no lugar.
— O que foi agora? Toda vez que chegamos até aqui você corre, vai me deixar na mão novamente?
— Não se trata disso é que tenho que te falar uma coisa! Eu quero transar com você, mas antes precisa saber de algo.
— O que? Vai dizer que está gravida? Ah não né, esqueci não tem como, porque a gente nunca transa! Todo mundo transa menos nós, as pessoas se conhecem e fazem sexo no mesmo dia, menos a gente que namora há anos!
— Seu idiota, como pode dizer isso para mim? Preferia que eu fosse uma vadia? – Disse ela o empurrando com as mãos.
— Olha quer saber? Sou eu quem precisa de um tempo, vou respirar um ar – Disse ele pegando uma cerveja e saindo da barraca.
Aquilo deixou Samanta cuspindo fogo de raiva, naquele momento pensava em terminar o relacionamento, e quando ele voltasse diria tudo que tinha para dizer há muito tempo.
Se passaram vários minutos, já era tarde da noite e acabou pegando no sono. Algum tempo depois foi acordada, pelo barulho de Nathan na entrada da barraca, ele havia voltado com um semblante tranquilo e sem ódio nas expressões, ela estava irada, mas já tinha passado a maior parte da raiva e aceitou que ele deitasse a seu lado novamente.
— Nathan, o que eu tenho para dizer é que...
— Deixe que eu falo – Disse botando o dedo na boca dela a fazendo se calar, em seguida a beijou lentamente – Me perdoe por mais cedo, a verdade é que não tenho sido um bom namorado – Disse com um rosto tristonho, que de uma só vez se transformou em um semblante demoníaco — Você não era nada quando nos conhecemos, era até meio feia e sem amigos, era rejeitada, mas eu fui lá te popularizei, as pessoas te respeitam por minha causa, até o falido do seu pai só não perdeu a casa por que meu pai é o gerente do banco e pedi para ajudar! Te enchi de amor, de carinho, presentes caros, mas ainda assim não sou um bom namorado, por que mesmo? Só por querer ser normal e transar com a pessoa que amo?
— Olha Nathan já falamos sobre isso e...
— Cala a boca porra! Eu disse que podia falar? – Disse tapando sua boca com uma mão com força.
— O que isso? Está bêbado? – Tentava dizer.
— Não Samanta, mas eu devia estar para te aguentar tanto tempo, garota estupida! Mas agora ouça a melhor parte, você decidiu me deixar para ir estudar na merda de uma faculdade, sabe que isso não significa nada, o amor devia ser sua prioridade, vaca!
— Está me assustando, pare ou vou gritar!
— Ah vai gritar? Depois que eu terminar com você, vai ficar meio difícil – Disse ele, seguindo de um forte soco no rosto a deixando tonta e sem reação.
Ele arrancou ferozmente a roupa da pobre menina e começou a estuprá-la. Ela não conseguia fazer nada, apenas chorava descontroladamente. Ele a beijava a força cada vez que ela tentava dizer algo.
— Está curtindo, amor? Não estou sendo um príncipe? – Virou seu corpo de bruços, se aproximou da orelha de Samanta para sussurrar atrocidades – É melhor do que esperava, não é? E você querendo se casar sem experimentar isso?
Assim continuou o ato bárbaro.
Enquanto isso em uma barraca próxima discutiam Samuel e Sara.
— Seu idiota, como não me contou uma coisa dessas? Ele quase matou Daniel! E te ameaçou, o que está havendo com ele? Está desequilibrado, você é o melhor amigo dele!
— Eu era até ontem. Ele me deixou realmente com muito medo! Nunca agiu assim, sempre me protegeu. Ontem não parecia o mesmo, fiquei com receio de te falar e ele ficar sabendo e vir descontar em mim!
— Fica tranquilo, eu não vou deixar que ele te faça algo, mas eu preciso falar com a Samanta sobre isso.
— Não, deixa isso para lá, fica aqui comigo, vamos namorar.
— Depois meu pretinho lindo, assunto de melhores amigas primeiro.
Sara saiu de sua barraca em direção a da amiga, afim de interromper qualquer coisa que Samanta pudesse se arrepender de fazer. Ao modo que ia se aproximando, começou a ouvir gemidos como se alguém tivesse passando mal, apertou o passo preocupada com a amiga. Logo chegou à frente da barraca, e então ficou parada observando e tentando ouvir algo que pudesse ser anormal, como estava fechada, ficou com medo de chamar e irritar Nathan.
— Samanta? Você está aí? Está tudo bem? – Sussurrava — Vim ver se você queria caminhar e ver as estrelas?
Nathan saiu de lá com tudo assustando-a que acabou caindo sentada.
— Sara! Graças a Deus! A Samanta está passando mal, ela começou a querer desmaiar! Venha ajudar! – Disse ele a convencendo praticamente a empurrando para dentro.
— Samanta, o que aconteceu? Você está cheia de sangue, você se feriu?
— Sara... Sara – tentava dizer algo, sufocando com o próprio sangue.
— O que? O que foi? Vou chamar ajuda.
Enquanto tentava ajudar a amiga que estava em um péssimo estado, nua e toda ensanguentada, não percebeu que Nathan estava atrás pronto para lhe agarrar pelo pescoço. Com uma chave apertando sua garganta a deixando sem ar algum ele se pronunciou:
— Oi Sara, amiguinha safada! Olhe bem para ela, você sempre quis estar no lugar dela a meu lado, não é? Que tal contar para ela o dia que você me beijou dizendo que eu merecia coisa melhor! Não vire o rosto, olhe bem, ainda gostaria de estar no lugar dela? Vou te dar a oportunidade de se juntar a ela, sua putinha!
Enquanto ainda a segurava com uma mão, com a outra varou seu corpo com um facão das costas saindo pela barriga, e em seguida soltou seu corpo ao chão que caiu ao lado de Samanta, que não conseguia reagir por causa dos ferimentos.
— Fique aqui amor, tenho que cuidar de uns amigos nossos, não demoro, quem sabe podemos repetir a dose e fazer mais amor – Ria.
Nathan ali começaria o ato mais violento e sangrento que a cidade de Conforto de Cristo haveria de presenciar em sua história. Ele saiu com seu facão ensanguentado visitando outras barracas. Infelizmente a maioria dos jovens estavam dormindo, bêbadas ou drogadas, e isso as impossibilitavam de fugir. Então ele os massacrou com cortes profundos nas gargantas.
Samanta estava muito mal, mas ouvia a gritaria de seus colegas desesperados, correria e pedidos de ajuda. Ao ver sua amiga cheia de sangue, tentava reanima-la, com sua blusa apertou seu ferimento que parecia não ter jeito. Ainda em choque, saiu da barraca em busca de ajuda.
Ela saiu sem rumo, desesperada, nem sequer notou que estava nua cheia de sangue. Correu para primeira barraca que viu, estava vazia, mas aberta como se tivessem abandonado às pressas, depois foi para barraca de Samuel, ao abrir gritou muito, pois viu a pior cena da sua vida até ali. Samuel havia sido decapitado e sua cabeça estava na entrada da barraca. Ela então correu dali em direção ao lago, mas quando chegou se deparou com uma chacina terrível, algo que nunca a cidade havia registrado. Havia pessoas mutiladas para todos os lados, caídas na ponte, dentro da água em todo o canto, era um cenário perfeito de festa das bruxas onde a decoração era feita à base de sangue e membros decepados por todos os lados. Ela estava perdida e desesperada. Foi quando uma professora ferida veio correndo em sua direção.
— Samanta, rápido! Ele está vindo corra!!!
Mas não deu muito tempo, Nathan surgiu das sombras e cortou o pescoço da professora de matemática. A àquela altura muitos estavam escondidos e outros fugindo, mas aquilo já era suficiente para um cenário de filme de terror. Samanta estava sentada no chão tremendo de medo e frio, Nathan sorriu e disse:
— Oi amor, como foi para você? Espero que tenha sido agradável como sempre imaginou.
— Você está louco, está matando as pessoas, por quê?
— Por você amor, não... mentira é por mim mesmo. Eu estava ensaiando um belo discurso para esse momento, mas não posso mais mentir. Eu sou especial, você devia ter notado isso, mas agora é tarde. Só tenho uma pergunta a fazer. Você sempre disse que não estudar é como se fosse perder a vida, mas olhe só: você vai perder a sua agora, está feliz com isso?
Nathan encostou a lamina no pescoço de Samanta, pronto para lhe ceifar a vida.
— Largue a arma! Aqui é a polícia, sou o Policial Diniz e você está preso!
Nathan olhou levemente para trás, onde se encontrava o policial com uma lanterna e uma arma em mãos.
— Não resista! Ou terei que usar força de fogo contra você, garoto! – Alertava o policial.
— Ah policial, chegou um pouco tarde não acha?
— Estou falando sério! Daqui não erro! – O policial avisava pela última vez.
Nathan não parava de sorrir e olhando para Samanta, perguntou:
— Está com medo? Não tenha medo, medo é para fracos e humanos comuns, eu não tenho medo, não mais.
— Por que está fazendo isso? Acabando com a vida de todo mundo? Todos que te amavam.
— Ninguém nunca me amou – abaixou sua arma por um momento.
Ele decidiu matá-la e quando foi golpeá-la com a lamina, Nathan foi alvejado por cinco tiros nas costas, logo foi caindo ao chão sem vida.
Opolicial correu em direção de Samanta, lhe dando a farda para lhe aquecer. Emquestão de minutos, a área estava cheia de policiais e paramédicos socorrendoos feridos e contando os mortos.
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