05 - Rainha, Torre e Bispo

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Após Diamewd explicar a Mewhicann resumidamente tudo que Anmyuu havia lhe contado através de uma videochamada naquela manhã, os dois se apressaram para o Grande Palácio a fim de chegar a tempo de acompanhar quando ela fosse atender Mewthazar; o que foi uma tarefa relativamente fácil graças aos feitiços de teletransporte de Mewhicann. 

O Magistrado Reverso já estava a par dos principais pontos da questão de Heimewdall; sobre como o pequeno príncipe Akenmyuu tinha testemunhado escondido todo o conflito entre o tio-avô, Diamewd e ele, e de como o denunciou, resultando na discussão de Kin com o tio e no desbloqueio de algumas de suas memórias, o que por fim culminou na  merecida prisão de Heimewdall. Ainda havia mais detalhes a serem explicados, como as descobertas da ministra vampira nos últimos dez anos que poderiam garantir manter Heimewdall na prisão até que Kinmyuu se lembrasse dos verdadeiros crimes dele. No entanto, Hicann já sabia o suficiente para atender o pedido de Anmyuu para que ele e Diamewd se unissem a ela nos próximos passos, quanto ao destino de Mewthazar e Heimewdall.

— Espere, ela já está vindo se consultar conosco? Não acha que sua nora se deixou levar por esse teatrinho patético do Mewthazar, não é, Rose? Eu aposto que ele planejou muito bem fazer essa cena, ele sempre foi exageradamente dramático e desesperado por atenção, vá por mim…

Mewhicann questionou, enquanto com uma expressão de desprezo, ainda olhava para a tela, onde podia ver Mewthazar aceitando com as mãos trêmulas, um copo d’água servido por um dos droides mordomos do palácio. 

Diamewd queria se manter tão fria e inflexível quanto Mewhicann, porém, também ainda observando as imagens ao vivo, uma pequena parte de si começava a ter o mesmo pensamento de sua nora — de que havia algo muito errado no comportamento quase psicótico de Mewthazar que parecia além de seu controle.

— Anmyuu tem uma percepção superior dos verdadeiros sentimentos dos outros, devido a uma de suas habilidades como a Consorte Celestial dessa era. Ela não se deixaria enganar por uma encenação dramática, fique tranquilo. Na certa, quer discutir conosco as opções do melhor a fazer agora. Talvez, usar o desespero de Malthazar a nosso favor ou algo do tipo. 

A rainha-mãe mal tinha terminado de falar quanto as portas duplas entalhadas com detalhes prateados se abriram lentamente e Anmyuu entrou. Seu rosto trazia uma expressão mista de reflexão, seriedade e preocupação. Ela se sentou numa das doze cadeiras em volta da larga mesa polida da sala de reuniões, de frente para Dia e Hicann. Respirou fundo entrelaçando as mãos e, em seguida, encarou sua sogra e o pai biológico de seu melhor amigo de infância.

— Nós temos um problema…  — a rainha começou dizendo, os deixando na expectativa. 

Mewhicann olhou para Diamewd; ele era um convidado ali e não era íntimo do resto da família real de Nihsies como era da mãe do Rei Supremo. Portanto, achou melhor deixar que ela assumisse a liderança.

— O que aconteceu, Anmy? Você não acreditou em toda a cena que Mewthazar fez a ponto de se deixar abalar, não é? 

Por um instante, a dúvida de Mewhicann passou a ser a mesma de Diamewd.

— A questão é que não foi simplesmente uma cena, e esse é exatamente o nosso problema…

 Respondeu Anmy, ainda pensativa.

Diamewd pareceu um pouco confusa.

— Bem, acho que uma reação assim da parte dele já era de se esperar, não é? Isso afeta em alguma coisa o modo como tinha planejado lidar com a situação?

Anmyuu suspirou levemente.

— Gostaria de dizer que não, mas receio que seja uma possibilidade…  — Dia e Hicann se entreolharam intrigados, mas Anmyuu rapidamente sanou a dúvida que mais lhes preocupava — Fiquem tranquilos, é óbvio que não importa o quanto ele chore ou implore, eu jamais permitirei que Heimewdall seja libertado para “explicar” porcaria de coisa alguma! Minhas intenções de usar o que Mewrogue descobriu para garantir que ele volte pra prisão seguem intactas.

— Nesse caso, o que mudou então, Rainha Suprema?

Mewhicann perguntou, enfim se manifestando. Era nítido o quando estava tenso e parecia incomodado, mas Anmy supôs que o motivo era por estarem se tratando de Mewthazar, imaginando que a animosidade por parte do mago puro, fosse recíproca.

— Estou considerando mudar o tipo de abordagem que eu usaria com Mewthazar.  Vocês viram a reação quase psicótica dele. Heimewdall ficará preso por três dias, não é como se ele fosse ser executado, pelo menos, não ainda…

Essa última frase colocou um sorriso satisfatório nos rostos de Diamewd e Mewhicann, antes que Anmyuu continuasse:

— Não foi uma cena exagerada para tentar me coagir, Mewthazar está sendo consumido por um desespero que nem daria descrever em palavras, como se algo fora de seu próprio autocontrole estivesse o pressionando para obedecer a todo custo. É praticamente um tormento… Mesmo que ele nutra uma paixão platônica e obsessiva por Heimewdall, isso está além de qualquer sentimento real. Tem alguma coisa muito errada ali, e, por mais que eu não quisesse colocar Mewthazar como um tipo de vítima, como Rainha devo julgá-lo sem base nas minhas opiniões pessoais e ser imparcial, o que me leva a concluir que Heimewdall possa estar por trás disso. 

O Magistrado e a rainha-mãe se entreolharam. Diamewd não sabia o que pensar, enquanto pela expressão de Mewhicann, notava-se que ele não era muito a favor de tal ideia. Não estaria disposto a inocentar Mewthazar tão cedo. 

— Não querendo contrariá-la, Rainha Suprema, mas, conhecendo Mewthazar, eu duvido muito que isso não esteja partindo dele mesmo. Pode ser que o maldito do Heimewdall se aproveite para manipullá-lo, obviamente. No entanto, isso só acontece porque Mewthazar permite. Como você mesma disse, ele é obcecado por aquele verme, e tem sido assim desde sempre. Acredite em mim, eu estava lá quando toda essa palhaçada começou. 

Comentou o Magistrado com uma expressão impaciente.

— Esse era um dos motivos que me fez querer vir me consultar com vocês, antes de continuarmos. Eu gostaria de fazer um comparativo. Magistrado, você conheceu Mewthazar antes dele conhecer Heimewdall, não é? Sei que aparentemente nunca se deram muito bem, mas, mudou alguma coisa depois que a amizade deles começou? 

Mewhicann respirou fundo, praticamente bufando. Era difícil tentar buscar por uma memória que o fizesse pensar em Mewthazar sem todo o rancor que guardava agora. Porém, ele fez um esforço.

— Bem, deixe-me ver… Eu o achava um principezinho mimado e ele aparentemente tinha ciúmes de mim por ser aprendiz do pai dele, mas, apesar disso, nossa convivência era relativamente pacífica, no ínicio…

 Mewhicann pensava enquanto falava, acessando memórias esquecidas de décadas atrás. Até que, acabou se recordando de algo que deixou ele próprio surpreso. O magistrado reverso parou por uns segundos enquanto processava aquela informação, com uma feição intrigada no rosto. Piscou os olhos por uns instantes, com as sobrancelhas cerradas, incrédulo de que de fato, aquilo havia acontecido. 

  — O que foi, Hic? — Diamewd perguntou, o encarando ligeiramente preocupada por sua reação. 

Hicann suspirou, um tanto inconformado, cruzando os braços.

— É que, por mais que isso não mude as questões que tenho com ele agora, talvez sua nora possa ter razão… Nunca fomos amigos, mas, houve um tempo em que Mewthazar e eu começamos a nos dar relativamente bem… 

Diamewd e Anmyuu arregalaram os olhos diante de tal informação chocante, mas se mantiveram em silêncio, ansiosas para que Mewhicann continuasse a narrar aquela lembrança distante que agora parecia tão vívida.

Biblioteca da Academia de Magia Majodrya, algumas décadas atrás:

“Até que enfim te achei…” — dizia um garoto mais velho da turma avançada, ao se aproximar de Mewthazar, sentado sozinho em seu conhecido canto da biblioteca.

“O que você quer, Amewster?”  — Perguntou Mewthazar já num tom impaciente, sem se dar ao trabalho de erguer os olhos do livro de poções que estudava para encarar o tal garoto.

“Perguntar se já se olhou no espelho hoje… Por que você veio pra aula assim?”

 O menino mais velho questionava num tom inconveniente, enquanto cruzava os braços com um ar arrogante. Mewhicann conseguia ver tudo perfeitamente do outro corredor de livros onde estava.

Mewthazar desviou o olhar, tentando evitar o conflito.

“Não sei do que você está falando…” — Mas sim, ele sabia.

“É sério, Mewthazar, a tia Glind já não disse várias vezes pra você não vir pra Academia desse jeito?! Tá parecendo uma garota! Tira isso do rosto logo, ou vou ser obrigado a contar a ela que está fazendo essas coisas em público de novo!” 

Ameaçou o garoto, se referindo a Mewglind, tia dele e mãe de Mewthazar. Foi aí que Mewhicann se lembrou que ambos eram primos, e que aquela situação era recorrente. 

Mesmo que não fossem próximos, ver o que Amewster estava fazendo com Mewthazar deixou Mewhicann irritado.

“Por que tá implicando com ele? Você usa máscara todo dia e tua mamãezinha não diz nada.” — Mewhicann disse ao surgir de repente, encarando Amewster com um olhar desafiador.

“Que máscara? Do que você tá falando, ô novato?” — Amewster retrucou, olhando Mewhicann de cima a baixo.

Mewhicann fingiu uma expressão surpresa.

“Caramba, então tá dizendo que tua cara é assim mesmo?! Você é da turma avançada, né não? Ainda não descobriu uma magia pra dar um jeito nela?!”

Amewster não gostou, principalmente ao ver o primo mais novo, que sempre pareceu intimidado por ele, não se preocupar em conter o riso.

“Em primeiro lugar, ninguém te chamou aqui, e em segundo, saiba que meu rosto é perfeito…”

Respondeu, com um tom convencido.

“Se sua definição de perfeito é ter uma espinha gigantesca bem no meio da tua testa, então tá, sr. Unicórnio…” 

Mewhicann disse com deboche, o que resultou em Amewster sair correndo com um olhar preocupado e cobrindo a testa com as mãos, buscando o espelho mais próximo.

“Ele não tinha nenhuma espinha…” Mewthazar comentou, o observando partir enquanto ainda ria.

“Mas agora vai ter.” Hicann respondeu, girando sua varinha mágica de estudante na direção que Amewster saíra, e recitando um feitiço cujo rastro verde brilhante seguiu o garoto, pronto pra transformar suas palavras em verdade; uma verdade desagradável e pulsante bem no meio de seu “rosto perfeito”. 

Mewthazar estava feliz por ter se livrado do primo implicante, mas olhou para Mewhicann um tanto confuso quanto a razão de tê-lo defendido, se amuando em seu canto novamente.

“Você… não precisava ter me defendido…” Disse, inseguro.

“Não vi mais ninguém aqui disposto a fazer isso, inclusive você mesmo.”

Respondeu Hicann, já dando as costas e partindo, pensando que Mewthazar realmente era um principezinho mimado ingrato, e que talvez, não devesse tê-lo ajudado. Até que, sentiu o mesmo príncipe bater de leve em seu ombro.

“Obrigado, Mewhicann…” — disse Mewthazar, um tanto sem graça, enquanto o outro o encarava surpreso, seguindo sem dizer nada — Olha, eu não quero ficar te devendo uma, então, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra sabe… retribuir…

 
Mewhicann olhou para o livro de poções nas mãos dele. 

“Seu pai disse que é muito bom em poções. É verdade?”

“Bem, sim, já que não preciso ter muita magia pra fazê-las bem, então…”

“Tendi. Bom, eu tenho um teste de poções no quarto período, e ainda não conheço tão bem os ingredientes aqui do Mundo Puro... Me ajuda a estudar e estamos quites. Pode ser?”

Mewthazar sorriu de volta para ele, genuinamente pela primeira vez.

“Combinado!”

***

— Quando eu comecei a estudar em Majodrya, a mesma academia de magia que Mewthazar e a irmã estudavam, eu notei que ele estava sempre sozinho por lá, já que por ser mais velha, Myurgana era de outra turma, e não fazia muita questão de fazer companhia pra ele também. Então, depois desse dia, passamos a estudar mais vezes na biblioteca, e ir pra algumas aulas juntos de vez em quando também. 

Mewhicann terminou de contar, deixando Diamewd e Anmyuu tão incrédulas quanto quando ele começou. 

— Sei que não eram exatamente amigos, mas tendo em vista o que acabou de dizer, talvez pudessem ter sido. Você diria que a inimizade começou depois que ele se aproximou de Heimewdall? — Anmy perguntou. 

Hicann pensou mais um pouco.

— Na realidade, a tensão já começou quando a mãe de Mewthazar viu que estávamos nos dando melhor, e começou a pressioná-lo para que ele fizesse “coisas de menino” como eu. Ela até chegou a me pedir em segredo para que eu andasse mais com ele, na esperança que isso o deixasse mais “normal”, segundo as palavras dela. Isso só fez nos afastar, e Mewthazar ficou ainda mais ressentido quando viu o quanto meu poder mágico era promissor, e eu fui para a turma avançada junto com o primo e a irmã dele. Mas, parando para analisar tudo isso, independente de minha raiva dele agora, devo admitir que a verdadeira implicância por eu ser reverso começou só depois que ele se juntou ao maldito do Heimewdall. Eles já se conheciam de vista antes, mas parece que foram as questões com a mãe que os fizeram se aproximar, até que Mewthazar se tornou tão detestável quanto ele.

Anmyuu guardava cada uma das palavras ditas pelo Magistrado, refletindo cuidadosamente em toda a informação que traziam. 

     — Então, deixe-me ver… Insegurança, necessidade de aprovação, falta de autoconfiança, condescendência e para completar, problemas com a mãe aparentemente homofóbica, que devem explicar muito da dependência emocional dele… A mente de Mewthazar me parece um prato cheio para manipulação! O caráter podre de Heimewdall já o torna muito bom nisso, mas o fato de ter poderes psíquicos tornaria tudo mais fácil ainda.

A rainha disse, pensativa. 

— Espere um pouco, Anmy querida… Eu acho que entendo onde está querendo chegar, mas, também não é como se Heimewdall estivesse controlando Mewthazar a ponto dele ser só uma vítima inocente. Concordo com Mewhicann com o fato de que se Heimewdall está o usando, é porque de um jeito ou de outro, ele deixou que acontecesse. Sou metade psíquica e isso basta para saber que nossos poderes não podem controlar a mente de ninguém sem que haja uma brecha que permita isso. Portanto, Mewthazar não é nenhum “coitadinho”! Você era a melhor amiga de Devim… sabe muito bem o que Mewthazar fez.

Diamewd disse, encarando a nora com uma expressão dolorosa, sem conter o ressentimento em sua voz.

 
— Eu sei, sogra, e é justamente por isso que até hoje não tenho simpatia por ele. Mewthazar tem sua parcela de culpa, não é como se fossemos inocentá-lo com base nessa possibilidade. Mas, isso abre oportunidade para que eu possa usar uma tática diferente com ele…

 A Rainha Suprema se levantou, e começou a caminhar lentamente pela sala com as mãos para trás, refletindo enquanto falava.

— Meu plano inicial seria soltar no ar que temos provas que podem levar Heimewdall de volta à prisão, e que nada tem a ver com seus atos abomináveis que, enquanto Kin não recuperar a memória, ainda não podemos divulgar… 

— Diamewd disse algo sobre possíveis provas de Heimewdall e Mewthazar estarem envolvidos num tipo de fraude financeira. É a isso que se refere, majestade? — Mewhicann perguntou.

— Exatamente. Mesmo não conseguindo a liberdade de Heimewdall, Mewthazar obviamente daria um jeito de alertá-lo, de se prevenir, ou até mesmo, talvez tentar ocultar essas provas. Alguma ação com certeza esses dois tomariam, e esse seria o nosso trunfo. Você havia dito que a espiã designada para vigiar Mewthazar já está em campo, correto, Magistrado? 

— Sim. Ela está em prontidão nesse exato momento, apenas esperando que Mewthazar saia do palácio para acompanhar cada passo dele de perto.

— Eu estava contando com isso. Como o senhor está acompanhando a missão, saberíamos exatamente o que Mewthazar faria nesse intuito de tentar proteger Heimewdall ao saber que temos mais provas contra ele. E, dependendo do que sua espiã descobrisse e nos relatasse, pegaríamos ambos em flagrante. 

— De fato. E com todo respeito, majestade, não acho que deveria desistir desse plano apenas porque Mewthazar pode ou não estar sendo controlado por Heimewdall. Nós três aqui sabemos que, sendo em níveis diferentes ou não, os dois não passam de vermes racistas e intolerantes que têm responsabilidade direta pelo que aconteceu ao meu filho e ao Rei Odimyuus. Nada mais justo fazer com que paguem, já esperamos até demais por isso!

A revolta na fala de Mewhicann era compreensível; ele não estava errado em pensar assim. Anmyuu também não discordava dele, apenas queria aproveitar a oportunidade que tinham ao máximo.

— Ah, mas eu não desisti desse plano, Magistrado. Como havia dito, eu apenas irei mudar minha abordagem. Afinal, quem disse que também não podemos fazer uso do emocional em conflito do vice-rei de Magispell? Eu quero testar uma coisa, e se minha teoria estiver certa, há uma possibilidade de trazer Mewthazar a nossa causa, como mais uma arma no nosso arsenal contra Heimewdall. Imaginem o que seria ter o maior aliado daquele verme contra ele e a favor do que é certo, por pelo menos uma vez em sua vida?!

A Rainha disse, com um olhar expectante.

— Não sei, Anmy… Até a família de Mewthazar foi afetada pelo que aconteceu com Devimyuu e Odimyuus, e ainda assim, ele continua tão cego e devotado a Heimewdall como nunca. Num resumo do que Hicann disse, aqueles dois não prestam e é exatamente por isso que se merecem. Você acha mesmo que alguma coisa realmente seria capaz de fazê-lo abrir os olhos?

— Não posso te dar certeza, sogra, no entanto, como uma estrategista, não posso deixar de tentar, pois é uma oportunidade boa demais para que eu deixe passar. Tudo será definido depois que eu testar o que estou planejando, mas, para isso, vou precisar de sua ajuda. E já adianto e até peço desculpas porque, essa ajuda pode ser um pouco dolorosa… provavelmente para vocês dois, para nós três na verdade. Mas é o que pode nos levar a fazer tanto Heimewdall quanto Mewthazar pagarem por seus erros de uma vez por todas. 

Diamewd e Mewhicann se olharam novamente. Ambos assentiram após respirar fundo. Já haviam aguentado mais dor do que poderiam por todos aqueles anos, e se sentir mais um pouco fosse ajudar a trazer a justiça, estavam dispostos a se sacrificarem por isso. 

— Ajudaremos com o que for. Nos diga o que precisa.

Disse a fêmea mais velha.

A Rainha os encarou, como se tomasse um pouco de coragem antes de dizer o pedido que estava prestes a fazer à mãe adotiva e ao pai biológico do amigo que acreditava ter perdido.

— Eu preciso do antigo diário do Devim. Mais precisamente, das páginas finais dele. Com as últimas coisas que ele escreveu antes de ser tirado de nós naquela noite… 

R

ecadinho da Autora:

Olá meus leitores lindos!

Eu geralmente não apareço por aqui, mas hoje gostaria de mencionar algumas curiosidades sobre esse capítulo:

1 - Na ilustração de Mewthazar e Mewhicann estudando poções juntos, Hicann está com sua real aparência disfarçada magicamente, por isso ele parece um puro (mas Mewthazar e o primo sabiam que ele era um reverso).

2 - O ano em que isso aconteceu foi em 2976, ( algo meio equivalente ao nosso ano de 1976) quando Hicann tinha 14 anos e Thazar 12.

3 - Eu usei de referência o estilo do cantor Boy George do grupo Culture Club dos anos 80 pra fazer o visual que Mewthazar gostava nessa idade (ele era fã do Boy Mewgeorge)

4 - No Instagram artístico do livro, vocês poderão ver essa ilustração do capítulo como um comic, com o que os dois estavam dizendo nessa cena. Segue a gente lá! É @felinz_art

5 - Ilustração bônus!!!
Abaixo está nosso lendário Rei Mago Mewrilin V, pai do Thazar e o antigo mentor do Hicann (esse personagem ainda... ah não! Tenho que me controlar e ficar com a boquinha bem fechada por enquanto hehehe)!

Por hoje é só! Muito obrigada se leram até aqui!
Beijinhos no kokoro ❤️

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