34 - Corações Aflitos
Chemewrry ouvia atentamente Mewosek lhe contar em detalhes sobre a briga furiosa de Devimyuu com a fêmea interesseira, por quem tanto o Chanceler como a bruxa culinária detinham indescritível repulsa. Ela estava em expectativa de início, porém, ao entender que a raiz da discussão se tratava da propagação do ódio de Mewlith a respeito do príncipe caçula, Chemewrry não podia evitar se sentir preocupada e ao mesmo tempo, com ainda mais ódio pela chamada de Progenitora de Rei.
- O Lorde D ainda não deu um jeito definitivo naquela vaca só por causa da Mewleficent... Só que hoje foi diferente, porque ele disse que a próxima vez que ela tentar fazer a cabeça da Mewlef sobre o Haddy de novo, nem o amor dela pela mãe vai salvar a vagabunda! Isso não é ótimo?!
Mewosek trazia um olhar triunfante, no entanto, ao terminar de falar, percebeu que o rosto de Chemewrry entregava uma reação contrária ao que ele esperava. O processo de extração do sangue dela mal tinha terminado quando a bela bruxa se levantou bruscamente, com um olhar em fúria e gesticulando indignada.
- Claro que não, Mewosek! Tá doido?! Eu até entendo Mewlef sentir ciúmes e implicar com Haddy porque ela é uma criança, sempre foi a garotinha do papai e agora tem que dividir ele com um novo irmãozinho... Mas eu não vejo nada de ótimo no fato do meu bebê ser o alvo de ódio daquela vadia mercenária! Como essa puta arrombada ex-morta de fome se atreve a jogar a irmã mais velha contra o meu Feijãozinho?!
Mewosek não tirava a razão de Chemewrry estar furiosa, afinal, ela era a "misteriosa" mãe biológica do príncipe Mewhades, portanto, sua reação instintivamente agressiva em defesa de seu filhote era justificável. Mas ainda assim, o felin parte harpia tentou amenizar o ódio da amiga que sempre lhe arrancou suspiros ao longo dos anos.
- Eu entendo você estar com raiva, e acredite, eu também fiquei. Sabe que eu tenho um carinho especial por aquele gurizinho, já que eu acompanhei tudo com você até que ele nascesse... Mas, você também sabe que esse tipo de putaria é a cara daquela piranha, mon cher. Lembra que te contei como ela surtou quando o Lorde D finalmente levou o Haddy pro palácio? O que de certa forma foi bom, já que graças a esse chilique ridículo, ela está terminantemente proibida de pisar lá. E agora, depois desse novo show, recebeu esse ultimato. Por isso eu disse que temos grandes chances de nos livrarmos dela mais cedo do que pensamos. Os dias da vadia estão contados, vai por mim.
Chemewrry suspirou, cruzando os braços sobre o corpo inquieto e de postura aflita.
- Escuta, Sek, desde que ela me fez ir embora do palácio, buscamos um jeito de livrar a nós e o DV daquela maldita. Só que eu não quero que isso aconteça às custas de usar Mewhades como uma espécie de isca! - Ela exclamou, gesticulando com os braços.
Mewosek se levantou, indo até a fêmea e parando atrás dela, delicadamente segurando em seus ombros.
- Mon amour, você sabe que eu nunca permitiria uma coisa dessas, e muito menos o Lorde D deixaria que qualquer coisa acontecesse com o Haddy. As circunstâncias do nascimento dele foram... diferentes das dos gêmeos, mas o Lorde é louco por aquele garotinho também. Mewhades está seguro, não se preocupe.
Disse o Chanceler, a abraçando pela cintura, sem se importar de correr o risco de parecer um tanto ousado. No entanto, suas palavras ainda não foram o suficiente para convencer a fêmea, que logo se desvencilhou dele. Porém, diferente de há alguns instantes, nesse momento ela parecia mais consternada do que furiosa.
- Não diga para eu não me preocupar, Sek. Eu tenho certeza que aquela diaba fez alguma coisa com o Darthe, e não nos esqueçamos que ela colocou um ifrite pra me vigiar o tempo todo só pra garantir que eu não chegasse perto do DV outra vez! E se fosse só a minha vida que estivesse sob ameaça, eu juro que não me importaria de arriscá-la para expor essa maldita e o DV finalmente poder arrancar a cabeça dela! Mas você sabe que não posso, porque se eu tentar me aproximar, assim como fiz quando Darthe se foi, esse monstro vai seguir as ordens dela pra matar Mewleficent! E sabe que se você tentar falar porque eu te contei, a ameaça também acontece. Ela provavelmente assassinou o próprio filho e claramente não se importa de jogar com a vida da filha inocente, a colocando como alvo de um monstro que pode queimá-la viva! Então o que você acha que ela faria com o Haddy, principalmente se soubesse que ele é do DV e meu?!
Chemewrry apertava os braços fortemente junto ao corpo, não escondendo o nervosismo. Sabia que de fato, Mewlith havia dado um chilique quando soube que Devimyuu tivera um novo herdeiro com outra fêmea, contudo, ouvir de primeira mão o quanto Mewhades era alvo do ódio dela ao tentar jogar a irmã mais velha contra o novo bebê, era impossível não se sentir aflita pela situação.
- Se acalma, mon cher. Nem o Lorde D sabe que você é a mãe biológica do Haddy, e olha que eu achei que ele desconfiaria quando visse o gurizinho com o cabelo todo rosa... Mas o ponto é, se nem ele desconfia, aquela puta é quem não vai. Ela nunca sequer viu o Mewhades, não há como saber que ele também é seu.
Chemewrry voltou a se sentar no luxuoso estofado púrpura do aposento, repousando uma das mãos na testa após respirar fundo.
- Sabe, Sek, quando você me contou sobre o motivo do DV precisar de outro herdeiro menino para garantir a segurança de Mewleficent, eu me ofereci porque eu queria ajudar tanto ele quanto a Mewlef. Eu não podia arriscar que mais uma descendente de demônios, sem escrúpulos e mercenária, gerasse outro bebê pra ele, não de novo. E Mewlef, bem, a coitadinha perdeu o irmão e é manipulada por uma maldita que é tudo menos uma mãe... Não pude estar com ela e o DV quando mais precisaram, com a perda do Darthe. Eu queria compensar isso e ajudar de alguma forma, portanto não me arrependo de ter sido a mãe secreta que o DV te incubiu de procurar. Mas isso não me impede de me preocupar cada dia, não só com o Haddy, como com a Mewleficent, o Devimyuu e você também, porque eu amo cada um de vocês. Sei bem o poder que aquela desgraçada tem como filha do Demônio Capital da Gula e neta do próprio Ghanog, e que por isso, até agora nossas mãos estão atadas contra ela. Então não me peça para que eu não me preocupe, porque isso simplesmente não é possível.
Mewosek podia ver a aflição refletida nos olhos verdes luminosos da bela meia-bruxa. E ele podia compreender seus sentimentos melhor do que ninguém, afinal, a afeição de Chemewrry por Devimyuu e seus filhotes era a mesma que a dele, assim como a angústia por saber que realmente, não havia nada que poderiam fazer contra Mewlith até então, devido a posição em que a fêmea vil se encontrava, tendo as forças malignas da Escuridão a seu favor, e algumas de certa forma até sob seu controle.
O felin macho também soltou um suspiro pesaroso e um tanto frustrado, e se sentou ao lado dela. Ambos se abraçaram, encostando as cabeças um no outro, deixando que alguns instantes de silêncio os confortassem, até que Mewosek decidiu se manifestar.
- Tem razão... Acho que esse é mesmo um pedido impossível. Aliás, eu não deveria te pedir algo que nem mesmo eu consigo... - o Chanceler manteve o abraço, mas afastou um pouco o rosto do dela, para que pudesse encarar seus olhos. - O Lorde D um dia me disse, que o livre arbítrio é a mentira mais deslavada que os deuses já inventaram para iludir os mortais. Eu vejo o quanto isso é verdade, e parece que principalmente no caso dele, que ironicamente é um semideus. Por isso eu entendo que por mais que me doa admitir, nós não podemos nos livrar daquela maldita tão facilmente, e estaremos à mercê dela enquanto ela tiver nas graças do reino demoníaco. Só que, eu também não me darei por vencido, não sendo o braço direito de quem eu sou. O Lorde D pode estar sendo obrigado a agradar esses demônios por enquanto, mas mesmo sob essas circunstâncias, ele não desiste de retomar o controle sobre o destino dele, mesmo que tenha que esperar para agir. Ele nunca desistiu, de uma forma ou de outra, ele sempre resiste e se impõe determinadamente. Foi assim que ele mudou os nossos destinos, Cherry, e chegou a hora de fazermos o mesmo por ele. Alguma hora aquela piranha cometerá mais um deslize que será o definitivo, e é aí que vamos pegá-la! Estou disposto a acreditar nisso, e quanto a você?
Chemewrry podia sentir a determinação de Mewosek pulsando em cada fibra de seu ser, e como uma injeção de ânimo, aquele espírito resiliente se uniu ao dela. Deixando o olhar antes temeroso de lado, a linda bruxa o encarou com uma expressão livre de qualquer dúvida, lhe assentindo.
- Sim, eu estou. Depois de tudo que DV fez direta ou indiretamente por nós, eu jamais me perdoaria se não pudéssemos fazer isso por ele. Por isso, somos família.
- Exatamente, e é assim que lutaremos por ela. E sabe, mon cher, eu não posso garantir que o Haddy não será parte do motivo que fará a vadia cometer seu vacilo final, aliás, eu não sei porquê, mas tenho a sensação que de alguma forma ele será a chave pra isso, nos ajudando a finalmente mostrar quem ela é sem arriscar a Mewleficent. Mas, independente disso, eu posso jurar a você que jamais permitirei que ela ou os capetas de fogo que controla cheguem perto dele, nem que tenha que dar minha vida para isso - olhando em seus olhos, o felin segurou de forma carinhosa porém firme em ambas as mãos dela - Te dou minha palavra que não só eu como o Lorde D, protegeremos o nosso Feijãozinho custe o que custar.
Com um suspiro sutil, que agora trazia contentamento no lugar de preocupação, Chemewrry esboçou um pequeno sorriso nos lábios cor de uva, olhando diretamente nos olhos de Mewosek. Ela então encostou não somente a testa como seu focinho no dele, o que fez o coração de seu admirador disparar consideravelmente.
- Tudo bem, Sek. Vou confiar em vocês.
***
Enquanto isso, de volta a fortaleza imperial do Lorde das Trevas, Mewleficent se encontrava em meio a mais uma das variadas aulas que tinha como princesa para, além de lhe proporcionar conhecimento e desenvolvimento de habilidades variadas, ajudava a manter os dias da pequena alteza ocupados. No entanto, estava difícil para a menina manter sua mente focada após as descobertas impactantes que fizera no santuário proibido do pai, há algumas horas. O Espelho que refletia o espírito de Darthe, a conversa intrigante que presenciou acontecer através dele, e principalmente, o plano que ela e o irmão precisavam bolar para que de alguma forma, obtivesse a permissão de estar no Santuário das Sombras, e assim usar o Sombríage para provar ao pai que o espírito de seu irmão gêmeo estava ali o tempo todo.
De fato, a última coisa a preocupar sua jovem mente naquele momento, era o fato de não estar acertando uma única vez o alvo com as flechas brilhantes de energia púrpura projetadas por seu arco mágico.
Feito de ébano e lhe dado de presente em seu último aniversário, o arco de Mewleficent exibia uma elegante curvatura, adornada com entalhes que pareciam sombras dançantes, enquanto no centro dele, havia uma gema mágica preciosa de um profundo tom de violeta, irradiando um brilho suave e misterioso devido ao poder mágico que repousava dentro da joia.
- O que está havendo, princesa? Acertou mais de 60% dos alvos em sua última aula, mas hoje, sua mente claramente está muito distante. Algum problema?
Perguntou a felin de olhar fatal que a instruía.
- É que... aconteceram umas coisas e... estou com outras preocupações no momento...
Sua instrutora a olhou intrigada por um momento, se perguntando que preocupações uma garotinha de apenas nove anos, e ainda uma princesa, poderia ter. No entanto, por mais que não compreendesse, respeitou os sentimentos dela.
- Sua mente precisa estar focada em seu alvo, e seu coração, no desejo de eliminá-lo ao acertar. É assim que eu e todas as outras assassinas das Brumas da Noite fazemos. Você me disse que também queria aprender a técnica dos Mil Tiros Mil Mortes, não disse?
A princesa suspirou, desmaterializando a flecha e baixando seu arco.
- Disse... Me desculpe, lady Mewvanore...
- Não precisa se desculpar. Mesmo não estando em seu melhor, você não cogitou desistir nenhuma vez, e levo muito isso em consideração. Sua resiliência é a prova de que será uma guerreira implacável um dia. Mas por agora, vamos encerrar por aqui.
Mewleficent a olhou um pouco incerta.
- Tem certeza? Eu posso tentar de novo... - Foi o que a menina disse, embora se encontrasse num dilema interno entre seu desejo de pelo menos tentar se esforçar mais um pouco e a ansiedade para encerrar imediatamente o treino para que pudesse voltar aos seus planos.
- Foi o bastante por hoje, ainda é jovem demais para ser forçada muito além dos seus limites. Sei que seu pai não ia gostar disso. Além do mais, não faltava muito mais tempo para que suas criadas viessem chamá-la. Pode ir.
Mewleficent não perdeu tempo em se despedir de sua hábil instrutora e retornar aos seus aposentos antes que as servas viessem levá-la. Ainda havia um pouco de tempo antes que Mewnita viesse ajudá-la a se arrumar para o jantar, e a princesa queria aproveitá-lo para conversar com seu gêmeo.
- Darthe, acho que eu tenho um plano, ou pelo menos, o começo de um...
Disse a filhote, enquanto dentro do enorme closet de seu quarto, escolhia qual de seus inúmeros vestidos usaria durante a refeição.
- Aposto que pensou nele durante sua aula inteira, por isso tava tão distraída. Manda aí! - Comentou o irmão, empolgado.
- O papai tem centenas de livros de bruxaria poderosos naquela sala dele, não é? Podíamos procurar em algum, um feitiço que nos ajudasse. O que você acha?
Mewdarthe arregalou os olhos, e imediatamente, sua empolgação foi substituída por preocupação.
- Você tá doida, Mewle-chan?! Não sei como conseguimos escapar numa boa de lá depois que o papai saiu, e você tá querendo voltar?!
- Estou, ué. Aposto que algum daqueles livros vai ter a resposta que procuramos, eu tenho certeza!
- Bom, mas eu tenho certeza de que isso pode dar ruim! Portanto, meu voto é 'não'!
Exclamou o príncipe fantasma cruzando os braços, intransigível.
Mewleficent encarou seu gêmeo com um olhar desafiador.
- Em primeiro lugar, isso nem tava em votação, e em segundo, não quer entrar lá de novo por que? Por acaso você virou um fantasma medroso?
Mewdarthe se sentiu grandemente ofendido.
- Eu não tinha medo de nada nem quando tava vivo, agora muito menos! - ele se justificou, mesmo que soubesse que aquilo não era 100% verdade - Só tô tentando evitar você se encrencar com o papai, caso ele acabe te pegando lá dentro!
A menina simplesmente deu de ombros.
- Se consegui entrar e sair sem ser pega da primeira vez, eu que não serei das próximas. Vê se relaxa, maninho, não foi você quem disse pra eu pensar em todas as possibilidades que aprender a usar o feitiço da invisibilidade nos traria? A melhor coisa que podemos fazer é usar pra termos nossa família de volta! Eu não vou desistir dessa ideia, e não ligo se precisar me arriscar por isso!
Conhecendo bem a determinação teimosa da irmã, Mewdarthe desistiu de argumentar. Além do mais, ele estaria mentindo pra si mesmo se dissesse que não queria voltar a explorar mais do Santuário das Sombras com ela, principalmente levando em consideração o fato de que isso poderia ajudar com que o pai finalmente o visse, e quem sabe assim, sua tristeza fosse um pouco aplacada e Devimyuu voltasse a ser o pai que costumava para os gêmeos.
***
Um pouco mais tarde, a princesa já tomava seu assento na opulente sala de jantar do palácio, com suas imponentes paredes revestidas de um mármore negro, absorvendo a luz e criando uma atmosfera enigmática. Lustres pendentes tinham candelabros rubros adornados com detalhes em ferro draconiano forjado, lançando uma luz fraca sobre a mesa de ébano maciço, adornada com detalhes esculpidos de padrões góticos. Ocupando as cadeiras estofadas em veludo negro com seus encostos altos e esculpidos, se encontravam apenas a princesa junto a governanta Silmyuu e, para o desagrado de Mewleficent, o pequeno Mewhades sentado em seu confortável cadeirão de bebê, adornado no mesmo padrão dos demais assentos.
Os talheres de prata reluziam sob a luz tênue junto às taças de cristal, enquanto os servos dispuseram a refeição para ambas. O banquete da vez que Chemewrry enviou contava com rolinhos perfeitamente elaborados, recheados com finas fatias de peixe sob uma camada de folhas verdes, ao lado de misteriosas esferas translúcidas repousando sobre uma cama de arroz dourado, numa apresentação que era tanto uma obra de arte quanto um prazer para o paladar.
No entanto, enquanto pratos fumegantes chegam à mesa, revelando misturas de vegetais exóticos e carnes suculentas, Mewleficent sequer prestava atenção neles, olhando para o lugar vago à ponta da mesa, cujo assento mais parecia um opulente trono.
- Cadê o papai? - A menina perguntou, antes de usar o par de hashi em suas mãos para conduzir um dos filés milimetricamente laminados de seu peixe favorito até a boca.
- Seu pai me disse que tinha um compromisso urgente e precisou deixar o palácio. Deve voltar em algumas horas. - Respondeu Silmyuu, logo após dispensar a criadagem.
A princesa arregalou os olhos.
- Horas?! Mas pra onde ele foi?! E por que ele não se despediu de mim? - ela soou um tanto manhosa, embora seu descontentamento fosse válido.
Silmyuu não queria que sua pequena adorada se aborrecesse, ainda mais durante a hora do jantar, então procurou confortá-la.
- Foi uma situação urgente, querida, e ele também não me disse para onde iria. Eu tenho certeza que ele adoraria ter se despedido de você, mas sabe que como o rei ele é um homem muito ocupado, e certas coisas não podem esperar. Mas tente não ficar triste, tenho certeza que quando voltar, ele irá até o seu quarto te dar um beijo de boa noite como sempre faz, minha diabinha. Portanto, aproveite seu jantar e não se preocupe, está bem? Ele logo voltará.
A princesa apenas suspirou enquanto remexia os rolinhos de sushi dispostos em seu prato. Por mais que não conseguisse ver o pai pela maior parte do dia, nos jantares era sempre onde tinha certeza de sua presença, salvo algumas exceções. E naquele dia, após o momento que dedicou a ela para conversarem numa de suas tão saudosas festas do chá, as expectativas da pequena para estar com o pai novamente estavam mais altas do que de costume, tornando a ausência dele um tanto mais frustrante que o habitual.
- Só espero que papai esteja bem... - Murmurou a filhote, finalmente levando um pouco de comida à boca. Por mais que estivesse chateada, seus pratos favoritos deliciosamente preparados pela Chef Real eram apetitosos demais para se dispensar. Portanto, Mewleficent achou que o melhor a fazer era tentar seguir o conselho da madrinha de seu pai. No entanto, ainda assim era impossível que não se preocupasse um pouco, se perguntando onde seu pai estava.
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