09 - Legado da Escuridão
Entrementes, noutra parte distante do castelo, a preciosa herdeira do Lorde das Trevas se encontrava na arena de treinamento do palácio do pai. A princesa Mewleficent Renesmew, de apenas nove anos, tinha a pelagem bordô, longos e cheios cabelos ruivos escuros com as pontas negras e os olhos heterocromáticos - com uma íris avermelhada e outra azul. A menina nascera com a astúcia e habilidades do pai, assim como muito de sua personalidade teimosa e decidida. E por bem ou por mal, também herdara a beleza e os dons de manipulação de sua mãe.
Mewleficent fazia jus a ser a filha de um semideus reverso. Embora ainda fosse uma criança pequena, já sabia se impor perante aqueles que estavam sujeitos a ela. A filhote era inteligente e decidida, tinha um ar rebelde, desinibido e feroz. No entanto, sob a camada de sutil maldade, também se destacava seu lado meigo como de qualquer garotinha de sua idade. Também delicada e vaidosa, seu passatempo favorito era passar horas ajeitando e brincando com sua enorme coleção de bonecas.
Mas aquele não era um dia para brincar. No momento, a princesa mostrava um olhar focado como o de uma pequena predadora letal, enquanto preparava um novo ataque combinado que vinha praticando há semanas. A menina tinha o espírito de uma implacável guerreira e constantemente treinava por conta própria, porque não gostava de ninguém dizendo a ela o que fazer.
- Vamos lá... eu consigo. É agora ou nunca!
Ela ergueu os braços para o alto. Envolto em suas mãos, pulsava o brilho translúcido de sua magia se manifestando. Aos poucos, um líquido prateado gelatinoso se materializou no ar, tomando forma circular. Instantaneamente, a massa líquida enrijeceu, revelando ser uma esfera espelhada.
Em seguida, Mewleficent fechou os olhos, concentrando um poder diferente, deixando suas habilidades psíquicas tomarem ação, pois nasceu com biotipagem dupla mágica e psíquica.
O brilho mágico prateado que antes envolvia suas mãos foi substituído por uma energia psíquica rosa choque e esta mesma energia envolveu também a esfera espelhada, mantendo-a no ar.
A princesa bruxa abriu os olhos, suas íris multicoloridas se focavam na esfera de espelho. Ergueu os braços, como se empurrasse o ar acima de si e, seguindo seu comando, a esfera envolta na camada de energia psíquica rapidamente se ergueu metros acima dela.
Mantendo um braço para o alto, ela abaixou o direito, esticando-o para o lado. Minúsculas partículas de energia envolveram sua mão direita aberta e, num flash, se materializaram numa varinha mágica. A mesma era delicadamente feita de madeira de precieira - uma árvore reversa frutífera que possuía certos atributos mágicos - banhada em prata com sulcos esculpidos e um pequeno diamante roxo na ponta.
Entretanto, a varinha de Mewleficent ainda não era seu verdadeiro propagador mágico. A jovem bruxinha ainda estava em fase de treinamento e usava uma varinha feita especificamente para iniciantes.
Mewleficent segurou a varinha firmemente, sem desviar o olhar penetrante da esfera espelhada. Preparada, apontou a varinha na direção da esfera e conjurou seu feitiço.
- Speculorum Conjuris: Tempestade de Cacos Dançantes!
Os olhos da princesa sombria foram tomados pelo mesmo brilho rosa que envolvia a esfera. Simultaneamente, a ponta da varinha emitiu um brilho prateado e disparou um raio de energia da mesma cor.
Ao ser atingida pela carga de poder do raio mágico, a enorme pressão psíquica exercida na esfera entrou em colapso e, em questão de segundos, a mesma rachou, entrando em combustão e explodiu. Inúmeros cacos de espelho afiados giravam elegantemente em torno da princesa, num tornado cor-de-rosa e prata.
- Eu consegui! Eu finalmente consegui! - Mewleficent saltitava, comemorando seu feito, em meio àquela chuva de estilhaços que controlava através de seus poderes psíquicos, evitando que fosse ferida pelo próprio golpe.
Fusão de movimentos não era uma proeza fácil para felins tão jovens como ela. Exigia muita concentração, autodisciplina e pleno controle dos próprios poderes para unir as propriedades de cada um num único ataque combinado. Mewleficent vinha treinando há meses e, pela primeira vez, enfim foi bem-sucedida.
- O papai tem que ver isso!
Mewleficent sempre estava acompanhada de sua comitiva real, que incluíam sua jovem dama de companhia e duas intimidantes guardas amazonas, que geralmente a observavam a certa distância, para manter sua privacidade ao mesmo tempo que garantiam sua segurança a todo momento. E como de costume, Mewleficent facilmente conseguiu despistá-las. Disse para a acompanhante que queria trocar seus trajes de treino imediatamente, e no segundo em que a serva foi providenciar seu pedido, a princesa disparou na direção contrária deixando a arena rapidamente, por um dos muitos caminhos secretos que conhecia.
Deixando os limites do pátio externo, Mewleficent seguiu pelo pavilhão inferior do castelo até chegar ao elevador que a levaria para uma determinada torre da ala oeste. Ao sair dele, seguiu pelo largo e escuro corredor que levava até o Santuário das Sombras. O caminho para qualquer um seria um tanto perturbador, mas para a filha de um Lorde das Trevas, aquilo não aincomodava.
Somente o som de suas botinhas de couro tingido de púrpura pisando cautelosos pelo chão de granito ecoavam pelo corredor, enquanto Mewleficent calmamente caminhava com as mãos para trás como se fizesse um passeio pelo jardim. As robustas e altas paredes ao longo do hall pouco iluminado que a cercavam de ambos os lados pareciam guardar algum tipo de segredo nefasto, como se fossem assombradas. Ao passar por ali, a princesa se sentia observada e podia jurar que ouvia ruídos e sussurros ecoando de dentro daquelas paredes.
À medida que caminhava, começou a ouvir passos se aproximando; estes eram firmes e largos, e estavam cada vez mais perto dela. Mewleficent parou no meio do corredor e olhou em volta, desconfiada. Tinha certeza que a dama de companhia e as guardas a perderam de vista há tempos, então não poderia ter sido seguida.
O som dos passos de repente parou e, subitamente, ela sentiu que bateu em alguma coisa enquanto caminhava de costas. Pega de surpresa, soltou um grito curto e se virou num pulo, com seus pelos rosa escuros totalmente arrepiados.
- Mewleficent.? O que faz aqui? - Devimyuu perguntou, surpreso pela presença da filha ali.
A princesa respirou aliviada ao se dar conta de que tinha esbarrado no pai.
- Ah, oi, papai! Eu tava te procurando...
- Sabe que quando estou no Santuário, eu não devo ser incomodado, Mewleficent.
O rei cruzou os braços, olhando-a sério.
- É, eu sei, mas eu ia te esperar na porta... - A filhote desconversou, colocando as mãos para trás e desviando o olhar - É que já fazem muitos dias que eu não consigo te ver direito... - A menina olhou para o pai, tendo que erguer o rosto por ele ser muito alto e ela relativamente menor do que deveria para sua idade.
Devimyuu descruzou os braços com um suspiro silencioso.
- Eu entendo, mas independente disso, não quero você nem na porta e nem aqui. Esse lugar não é pra crianças.
- Mas por quê? O que tanto você esconde lá dentro, pai? - perguntou, movendo a cabeça e inclinando o corpo para tentar olhar atrás do pai, onde bem ao final daquele corredor, ficava o misterioso Santuário das Sombras.
Mewleficent era apaixonada por tudo que dizia respeito à magia. Tinha muito orgulho por ter esse elemento como sua biotipagem primária. A princesa sabia que o pai praticava os mais diversos encantos e feitiços poderosos naquela sala e sempre admirou o poder descomunal dele como um semideus mágico. Sua maior curiosidade era visitar o Santuário proibido a ela e descobrir que segredos de bruxarias lendárias ele guardava ali.
- Isso não te diz respeito. - Devimyuu respondeu, dando um passo para o lado e bloqueando qualquer visão curiosa que Mewleficent tivesse para tentar espiar.
- Eu só queria ver como é lá... ver se é divertido... - A menina encarava o pai, erguendo o olhar e com a cabeça baixa devido a repreensão dele.
- Existem inúmeras coisas à sua disposição para te divertirem nesse castelo, Mewleficent. Meu Santuário não é uma delas. É o meu local de trabalho e não um playground, e não há nada pra você ver nem lá e nem aqui. Está claro que fugiu de sua dama de companhia de novo, portanto quero que volte imediatamente. - Devimyuu ordenou com firmeza, já se virando para voltar ao Santuário.
- Espera! - Mewleficent segurou com força no braço direito dele. - Eu quero te mostrar uma coisa!
- Agora não posso, estou muito ocupado.
- Mas é importante... - A filhote insistiu já com um olhar melindroso, na tentativa de comovê-lo .
Devimyuu parou por uns instantes e respirou profundamente.
- O que eu estou fazendo também. Prometo que verei o que quer me mostrar depois, mas agora não. Faça o que eu mandei e espere até que eu te chame. - Devimyuu respondeu sem se virar para ela, rumando de volta à sua sala.
Mewleficent suspirou, desapontada, ouvindo a pesada porta do santuário se fechar com baque surdo conforme ela dava meia volta no corredor. Ela retornava cabisbaixa, com a cauda quase arrastando pelo chão. Essa era mais uma das muitas vezes em que não recebia a tão desejada atenção de seu pai, pois Devimyuu já não era mais o mesmo pai sempre presente que fora um dia.
A menina voltou, porém não para a dama de companhia que na realidade lhe servia de babá. Não se importava que a coitada passasse horas desesperadamente procurando por ela em todas as alas e residências adjacentes do palácio.
Em vez disso, Mewleficent foi para a sala do trono e, chegando lá, sentou-se em seu lugar de princesa. Seu trono era de prata enegrecida, enfeitado com gemas roxas e cor-de-rosa. Desesperançosa, ela colocou o braço no apoio lateral e encostou a cabeça na mão, soltando outro suspiro.
Mal sabia ela que a melancolia que sentia era presente em pai e filha. Em seu santuário, por mais urgente que fosse arquitetar a próxima fase na execução de seu plano, Devimyuu não conseguia se concentrar, pensando na forma como dispensou a própria filha. É claro que jamais poderia permitir a entrada dela no Santuário das Sombras, contudo, talvez não precisasse ter sido tão evasivo. Como a própria menina havia dito, faziam dias em que ela não o via - tempo esse em que Devimyuu passou trancafiado no Santuário - e embora toda noite ele fosse brevemente em seu quarto para vê-la nem que fosse por alguns instantes antes de voltar ao trabalho, não havia como Mewleficent saber disso, pois a filhote estava dormindo quando acontecia.
- Talvez eu realmente precise de uma pausa... - disse o Lorde das Trevas, após pensar mais um pouco no assunto.
Não muito tempo depois, Devimyuu instantaneamente apareceu na sala do trono através de um teletransporte mágico.
- Eu tenho vinte minutos. O que queria me mostrar? - perguntou, pegando Mewleficent de surpresa.
Imediatamente, a princesa parou com o pequeno caleidoscópio dourado onde observava as diferentes figuras se formando, imaginando que cada uma delas representava uma magia nova e única que apenas era permitido a ela ver. Mewleficent sempre mantinha o brinquedo junto a si para se distrair - principalmente quando algo a chateava. Ela o guardou rapidamente e num salto elegante, se levantou e foi rapidamente na direção do pai, saltitando sobre os degraus que levavam aos tronos.
- Vem comigo! - ela exclamou empolgada, puxando-o pelo braço.
Devimyuu perguntou para onde a filha o levava e, quando a menina respondeu, ele os teletransportou para a arena, na área externa do enorme castelo. Mewosek os tinha visto partindo e ouviu para onde iam. Ele tinha seus afazeres para com o palácio a tratar, porém, sua curiosidade falou mais alto, e o chanceler resolveu ir para a arena também para ver o que se passaria.
Mewleficent correu para o campo central da arena, os cacos de espelho resultantes do ataque que treinou ainda estavam espalhados pelo chão. Devimyuu ficou parado em pé na ponta do campo, esperando para ver o que a princesa faria. Mewosek, que tinha uma velocidade descomunal tanto em suas pernas como em seus fortes braços com asas, chegou lá rapidamente voando e pousou com destreza ao lado de seu lorde.
- Mas que diabos você está fazendo aqui, Mewosek?! - questionou o Lorde das Trevas.
- Fiquei curioso sobre o que a princesa tanto queria te mostrar - respondeu o ministro reverso, dando de ombros.
- E desde quando o que a minha filha faz é da sua conta, seu miserável enxerido? Você não tem mais o que fazer não?! - O tom embravecido de Devimyuu não intimidou nem um pouco a Mewosek. Ele já estava acostumado, já vira seu rei em modos muito piores.
- Ah, vamos, milorde. Ela é minha afilhada, deixe eu ficar, vai... - Mewosek pediu com um cinismo natural que mal lhe cabia no rosto. Devimyuu apenas bufou raivoso, colocando a mão sobre a testa, gesto que seu ministro entendeu como um "sim". - E então, o que a princesa vai fazer? - ele perguntou, ao observá-la parada no centro da arena, se concentrando.
- Eu ainda não sei. Só sei que se realmente vai ficar aqui, vê se fica de boca fechada - respondeu o rei, mal-humorado.
Após se concentrar, Mewleficent criou a esfera de espelho e a lançou para o ar, mantendo-a no alto com certa facilidade. Ela sacou a varinha mágica e lançou o feitiço na esfera, exatamente como fez treinando. A princesa repetiu toda a performance de seu ataque combinado, caprichando ao máximo porque sabia que o pai a observava.
A menina estava confiante; tinha fé em si mesma de que não erraria. Não desperdiçaria a chance de conseguir impressioná-lo, portanto, concentrou muito mais poder do que usou durante o treino ao pressionar a esfera espelhada. Ela queria uma explosão grandiosa para finalizar o movimento.
- SPECULORUM CONJURIS: TEMPESTADE DE CACOS DANÇANTES! - gritou a menina, com todo o ar que havia nos pulmões.
A esfera sobrecarregada de poder psíquico e mágico explodiu num turbilhão de brilho rosado e prata, resultando numa chuva de centenas de cacos de espelho despencando violentamente do ar como lâminas afiadas. Mewleficent rapidamente os controlou com seu poder psíquico, criando um tornado cortante duas vezes maior do que fizera anteriormente. Esticando ambos os braços para o lado num movimento súbito, ela fez o tornado se dissipar como se fosse rasgado ao meio, atirando fortemente os cacos mortais para todos os lados da arena.
Devimyuu criou uma barreira mágica para evitar ser atingido; Mewosek era rápido em desviar, mas, mesmo assim, foi acertado de raspão por um deles antes de conseguir se proteger atrás da barreira do rei.
- E então... o que... achou, papai? - perguntou a princesa, um pouco ofegante após realizar tamanha performance, esperando ansiosa pela aprovação dele.
Devimyuu levou alguns instantes para encará-la novamente, internamente boquiaberto pelo que acabara de ver, admirado pelo poder de força de vontade existente na magia de sua filha com tão pouca idade.
- Eu não fazia ideia de que... seus poderes já estavam nesse nível. Criou esse movimento do nada? - O Rei Sombrio estava impressionado de fato, porém, ao mesmo tempo, seu rosto refletia uma certa preocupação.
- Sim. Fui eu que inventei... Você gostou? É um ataque bem poderoso, não é? Tenho certeza que posso vencer qualquer um com ele! Mewleficent exclamou convencida, enquanto recuperava o fôlego.
O rei enfim encarou a princesa, e dessa vez, realmente só havia a preocupação em seu semblante.
- Não, você não pode. Está longe disso!
- O quê?! - O choque e a decepção no rosto de Mewleficent eram evidentes.
Até mesmo Mewosek olhou incrédulo para o rei, já que achou o ataque bem impressionante. Em seu braço estava a prova disso; o caco que o acertou de raspão deixou um pequeno corte que sangrava um pouco sobre seu pelo com pintas.
No entanto, Devimyuu tinha motivos válidos para justificarem sua reação. Ele acreditava que compactuar com a autoconfiança irrealista de Mewleficent a incentivaria a se colocar em situações perigosas agora e no futuro. Ele jamais poderia permitir que algo do tipo acontecesse, e se o preço que precisava pagar pela segurança de Mewleficent era soar frígido diante de sua realização, então assim seria.
- Se vai usar um golpe que te esgote desse jeito, é melhor que seja um movimento fatal do qual o seu oponente não possa escapar com vida, o que não é o caso do seu ataque. Qualquer um capaz de produzir uma barreira defensiva pode evitá-lo, sem contar que no tempo que levou para executá-lo, um inimigo poderia ter te atacado facilmente.
Para a princesa, as palavras do pai foram mais cortantes do que os cacos de espelho de seu ataque. Mewleficent tinha se esforçado ao máximo, estava confiante de que se sairia bem, mas agora sentia que fora tudo em vão. O que mais queria era impressioná-lo, porém, a expressão no rosto de Devimyuu a fazia se sentir desapontada consigo mesma.
- A não ser que crie um modo de proteger a si mesma enquanto invoca esse ataque, fortaleça sua resistência e o carregue com magia suficiente para ser capaz de penetrar barreiras de proteção dos oponentes, esse movimento não será eficaz num campo de batalha e, com certeza, não matará ninguém - disse o rei, concluindo sua rígida análise.
- Ah... Entendi... - Mewleficent virou o rosto e manteve a cabeça baixa. Seus olhos se encheram de lágrimas; ela não queria que seu pai a visse chorando, contudo, sua voz embargada a denunciou.
Devimyuu percebeu que a filha chorava e aquele mesmo relance de culpa refletiu em seu olhar novamente. Ele se desarmou da expressão corporal crítica e se aproximou dela, abaixando - se para ficar da altura de seus olhos.
- Não precisa ficar assim. Eu não disse que não gostei, só disse que precisava melhorar. Criar e executar um movimento combinado como esse na sua idade foi muito impressionante.
- Jura? - A princesa enxugou os olhos. Sua tristeza parecia ter diminuído consideravelmente. - Numa escala de zero à dez, você me daria quanto? - ela perguntou, com a expressão de quem maquinava algo.
- Sete... ou talvez oito, ou oito e meio... - seu pai respondeu, mesmo estranhando a pergunta.
- Um dos cacos dela me acertou, creio que seja oito e meio mesmo - comentou Mewosek, limpando com a mão o braço ferido.
- Calado, Mewosek! - exclamaram pai e filha ao mesmo tempo.
Achando que tudo estava resolvido com a filha, Devimyuu já estava para se retirar. No entanto, Mewleficent ainda tinha algo a argumentar; o verdadeiro motivo de ter se esforçado tanto na tentativa de impressioná-lo.
- Escuta, pai... Acho que sete a oito e meio é o bastante pra você reconsiderar, não é?
O rei sombrio se virou.
- Reconsiderar o quê?
- Que sou eu quem deveria ser sua herdeira do trono - respondeu a menina.
A expressão de Devimyuu mudou assim que ouviu essas palavras. Até Mewosek sabia que, a partir daquele momento, as coisas provavelmente não acabariam bem.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top