Capítulo 1


Aos meus dezoito anos de idade, era de se imaginar que eu estaria atrás de um marido, ou na porta de uma taverna ou até mesmo me prostituindo para conseguir o que comer.

Mas graças ao buraco onde vivo, também não tenho muitas opções a escolher...

Até por que o Reino é dividido em três partes.

A menor parte. O Hiero, onde vivem os nobres, a família real, e as pessoas menos ferradas desse reino perdido.

A segunda maior região, o Vazio. Parte encarregada de nos abrigar, os pobres, mendigos, comerciantes, contrabandistas, e todo o tipo de pessoa ruim.

E a maior parte deste Reino, o Saque Mercado, a região mais tumultuada, perigosa, e enganosa. No mercado dá para encontrar desde as suas refeições, a drogas, roubo, saqueamento…corpos.

Os nobres tendo até que se disfarçar, ou chantagear as pessoas, para não serem roubados ou mortos. Já os que já vivem no Vazio, como eu, apenas tentam viver, ou pior, Sobreviver.

Escolhi sobreviver com a ferraria.

Ou a própria ferraria simplesmente estava sem opção. Uma órfã sem estudos ou qualquer coisa decente sem ser a sua virgindade, não teria muita escolha não é mesmo?

E isso foi piorando pra todo mundo, quando o imbecil do rei decidiu ter um derrame cerebral- minha consciência sabe que não faço a menos idéia do que seja derrame cerebral-. Mas não é como se tivesse mudado muita coisa. Os filhos dele continuam cobrando a mesma taxa de impostos, E sem falar que estão todos querendo a coroa, já que as leis desse lugar estão deploráveis demais para eleger um dos príncipes como rei.

O rei Lointon Alfred teve quatro filhos. Edigar Lointon, seu primogênito. Chester Lointon, o mais ferrado. Luther Lointon, o habilidoso, e Pietro, o mais novo e inteligente.

Pelo visto nenhum deles se qualifica o suficiente para ter qualquer qualidade.

E a rainha foi queimada a alguns anos na frente do povo, quando o Rei Alfred a pegou o traindo com um comerciante barato.

Todos se encontram agora tentando ter alguma coisa, a maioria à procura de poder, para justamente por a mão na coroa.




-Bertha!- O garoto alto e magro, segurando um balde de madeira com água, corria exausto entre a lama, para alcançar a amiga- Ber...tha!

-A gente só andou dois quarteirões Ramon- a menina se aproximou do garoto, e aterrissou no chão a quantidade dobrada de baldes em suas mãos - Já está cansado? Se quer mesmo começar a fazer faxina na região do Hiero, precisa de baldes...com água - a garota pensou em rir da situação do amigo, que apoiando as mãos nos joelhos, cansado de andar por umas 6 esquinas com um mísero balde- você apoiou ele em cocô de cavalo…

-Não consigo carregar essa quantidade sozinho- espreguiçou-se, tentando aliviar a dor nas costas, mesmo tendo 19 anos- você sabe que eles não deixam pegar muita água, e que não dá para você passar da porta hiero…

-Claro que não posso! Você conseguiu pegar o visto de faxineiro...malditos da hierarquia.- Bertha se encontrará pegando novamente seus dois baldes, resmungando, e indo na direção da entrada para a menos parte de seu reino odiado.

-Deixa eles na porta, eu consigo andar até a casa que vou trabalhar hoje- parou no final da fila. A fila servia para os moradores do Vazio, para aqueles que trabalhassem com o domínio da limpeza, assim como Ramon, e outros quaisquer serviços para os Nobres do hiero.

Bertha o fez, deixou a situação como seu amigo lhe dissera, e saiu daquele lugar. o lugar que detestava.

-Pelo que parece, não sou pessoa o bastante para simplesmente ‘’passear’’ por aquele lugar…aish, vamos ser sinceros, se todos do vazio, juntos com o do mercado, a gente passaria fácil da guarda real, Não acha senhor lity ? - Bertha ao chegar em seus aposentos, uma casa humilde- mais para um celeiro- começou a falar com o bichano, esse que ficava indo em sua presença a procura de leite quando o estômago lhe dava avisos, em troca lhe trazia ratos mortos de presente.

-a criatura miou, e sumiu por onde Bertha nem se lembrará mais- hora de trabalhar…- a garota levantou-se da cama velha, e logo estava a frente de sua humilde morada, sua ferraria, que ficava a frente do celeiro.

Nunca quis exercer a profissão de ferreira, mas o homem na qual lhe dava alimento quando pequena, morreu de doença desconhecida, e o pobre homem não havia parentes, e a menina o observava de longe. viu que tinha jeito para o trabalho, o tribunal não serve para mais nada daquela situação regional, então tomou a ferraria, que hoje é seu ganha pão, para si.

Lembrou de quando o homem a batizou na igreja da praça. Bertha, a garota não tinha nome, e o significado dele era peculiar.

Brilhante!

haviam duas entregas para aquele dia, uma estava quase terminada…

Terminou de dar a última polida no machado sobe medida- não era sua especialidade- mas ficou satisfeita com o resultado, o cabo de madeira, na qual ela mesma teve que cortar, e a cereja do bolo, a lâmina de aço na extremidade certa pára derrubar uma arvore. ou pessoa. sabia que o cliente não era lenhador, mas lhe prometeu 5 moedas de ouro.

-dani-se! - não ligava qual seria o objetivo do comprador, estaria a ganhar bem por isso, e isso já lhe era bom -Perfeito…- olhou sua obra recente, o cabo liso e aperfeiçoado de pacetta, e o ferro brilhando ao topo, forte, rápido afiado na extremidade certa, perfeito para qualquer um que tenha mais do que um objetivo em mente.

-não é da sua conta, Vadia.- Foi a resposta cuspida do "lenhador" após Bertha lhe perguntar as intenções, a resposta sem sucesso, e por ser enxerida ganhou 3 moedas pelo trabalho.

Não podia protestar, sabia que o cliente era sócio do Gatuna. Gatuna Club, uma das maiores casas de jogos, bebidas e prazeres do reino, caso lhe desse uma boa respondida, iria ser estuprada e comprada para trabalhar na casa

Por sorte trabalhava bem, e era a única ferreira do reino que fazia de todo o tipo de arma, inclusive a sua próxima entrega. O cliente pagaria 20 moedas de prata pela bela espada. O trabalho braçal não era um problema para Bertha, mas as marteladas com o ferro quente lhe tiravam gotas de suor. Foi mais um trabalho bem feito, a lâmina em medidas, o cabo perfeito para ser usada com apenas uma mão, leve, fina e elegante.

Perguntou-se novamente quem era o cliente, não era um soldado da guarda do hiero, a espada era fina e leve demais. Iria conhecer o comprador agora.

Precisou andar por todo o Vazio, até chegar nas docas e Navios, o cliente deixou o endereço, para a entrega.

"Barco negro, com velas grandes e um belo homem"

Pediu a um vizinho da uma biblioteca da praça, para que lesse o papel, sequer tinha tido aulas de leitura na vida mais jovem.

Nenhum barco ou Navio se parecia com a estética da arma em suas mãos, mas avistou o barco negro, com velas grande e…

-Pirata!- olhou o homem totalmente vestido em tons de preto e vermelho acima das madeiras negras de seu Navio, aparentemente alguém da tribulação presente.

-olá baby…-os olhos do ruivo, alto e sexy, passearam por Bertha, O pirata se perguntou por das vestes tão velhas e sujas.

-Estou a fazer uma entrega…- disse a garota, e atrás dos panos brancos, a lâmina brilhou assim que entrou em contato com a arma.

-ah sim, Me chamo Tork, querida…-o homem pulou do Navio, e aterrissou com facilidade ao chão das docas, frente a frente com a garota segurando seu mais novo armamento.

-Bertha, Prazer. Cadê meu pagamento?- A garota não era muito simpática, e precisava comprar os pães para o jantar até entardecer.

-Esta aqui baby…- De dentro das calças negras, Tork tirou uma bolsinha com 20 moedas de prata, Bertha lhe entregou a espada e o pirata a admirou- Trabalha para o homem que produziu esta maravilha ?

-sinto muito, mas não devemos conversar muito com piratas, ainda mais o capitão da tribulação.- Tork foi descoberto, tinha escondido o chapéu atrás das vestes para não chamar muita atenção.

-ah droga, fui descoberto ?? Mil perdõe, mileide- O capitão riu para a garota, que estava completamente séria.

-Mileide? Só pode estar brincando!- a garota guardou o dinheiro nos bolsos antes de continuar- se me dá licença, Capitão!, Irei me retirar…

-Calma…- Tork riu, olhou-a mais uma vez e deve a simples conclusão- Você é a ferreira desta bela espada ?- os olhos do homem passearam por ela com deboche, mas logo em seus lábios se abriu um sorriso.

- não eres da sua conta, perdoe-me, mas tenho que sair da sua presença- Agiu com educação, mas sinceramente pensou em xingá-lo e mostrar as habilidades que tinha com a espada que estava posta na cintura do capitão Tork. O pirata não insistiu mais, e deixou-a ir para o horizonte, subiu ao próprio navio de pirata. Instantes depois começou a ouvir gritos.

Continua...





Não vou mentir, gostei da forma que o capítulo ficou em inteiro, com mais ou menos 1500 palavras, acho que está bom para começar está história maravilhosa, deferente de tudo que já escrevi.

Talvez ninguém perceba, mas escolhi usar mais a 3 pessoa para escrever está história, foi o que me senti mais confortável, mas nós começos dos capítulos, tentatei começar em 1 pessoa.

Irei tentar postar mais um capítulo ainda este mês.

Este capítulo foi revisado, mas caso ache algum erro, avise-me.

Tchau mores.





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