A MÃO NEGRA

A Mão Negra

Quem era eu?
Aquela que te via rasgar com as unhas a carne já ferida 
Das tuas negras mãos grandes de ardor....

Via!
Não fazia!
Esperar que ela como genitora fizesse Não fazia!

Apoiava? Não!
Mais temia assim que metesse a mão grande, Trabalharia com força e não temia, A genitora, pois, ela era agora só uma Mulher.

Que temia a grande negra mão 
Que o criou um dia como filho Talvez tudo não passasse de temor, medo, desrespeito.

Faz hoje, amanhã chora, diz que se arrepende.

Mas amanhã uma repreensão é um motivo e traz de volta o monstro que ontem se arrependeu.
Arrependeu-se ontem
Para fazer de novo hoje!

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