Único.

CRÉDITOS:

Co-autor: Lys_Anny
Avaliação por: iKakaw
Betagem por: MoonchildSunn
Design por: @/J30N [Spirit]
Trailer por: @Yooni937


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A época mais amada e mais desejada por todos finalmente chegou, o Halloween, ou dia das bruxas é considerada a época mais assustadora do ano. O momento onde humanos e seres sobrenaturais andam pelos mesmos lugares durante uma noite inteira.

Para alguns, ótimo momento para pregar peças e assustar os amigos medrosos, para a economia de qualquer país, uma época perfeita para vender mais doces e fantasias para os jovens e crianças que gostam de se vestir nesta noite assombrosa.

Muitas são as lendas e rituais que existem nesta época do ano, que todo jovem delinquente gosta de fazer numa tentativa de se divertir com o que não deveria brincar.

Já me adianto a dizer que nada que for falado aqui deve ser repetido por ninguém, não recomendo. Nunca, em nenhuma circunstância, vocês devem brincar com o sobrenatural, isso pode trazer consequências irreparáveis e te atormentar pelo resto de suas vidas.

Se você for uma pessoa que escuta os conselhos de outros, ótimo, fico feliz, isso significa que você não será tolo o suficiente para repetir o que vou lhe contar. Agora se você for como Park Jimin, mesmo sendo todo cagado por esse tipo de assunto, mas maior ainda que o medo ser uma bela “maria vai com as outras”, então sinto lhe dizer, você vai se borrar muito na vida.

Jimin, como posso dizer, é um completo medroso, se borra todo com apenas a menção de algo sobrenatural, de outro mundo, contudo, em todo caso, gosta de fazer o que os outros mandam, o que significa que ele se ferra muito com isso.

Já havia dois anos que ele havia se mudado para o Canadá, para fazer intercâmbio, e ele tentava de todas as formas se encaixar com os demais jovens canadenses.

Por vir de um país mega conservador e pouco liberal, a vista de Jimin, aqueles jovens malucos, e sem senso do que era certo e errado, eram as melhores coisas daquele país gelado.

Jimin não conseguia dizer não às vontades dos amigos canadenses, e como já foi dito anteriormente, ele acabava se ferrando bastante com isso, mas não mudava. E isso, caro leitor, é a coisa mais errada que você pode fazer, porque no fim, você irá se ferrar sozinho. Então quando sentir que algo está errado, e você está com receio e medo de fazer, não faça, ouça aquela voz no fundo da sua mente e diga "não" para as maldades do ser humano.

No ano anterior, na época do Halloween, Jimin ficou doente, de cama durante todas as festividades e o feriado, o que significava que ele havia se safado de ser morto ou ir preso por dirigir louco pelas ruas badaladas de Toronto. Muitos de seus colegas sofreram acidentes graves e se meteram em brigas pesadas nestas festividades, e por algum motivo desconhecido por ele, alguns nunca sequer voltaram para a escola.

Os mais malucos afirmam que esses colegas desaparecidos foram para outra dimensão depois de participar de um ritual na festa do colégio, outros dizem que demônios vinham buscar aqueles que fizeram pactos, e outras maluquices que jovens com a bunda cheia de álcool e drogas poderiam inventar.

Mesmo com essa problemática, Jimin estava ansioso para a famosa festa de Halloween do colégio, mesmo que sua mente gritasse para que ele não fosse nessa festa, mas como ele nunca escuta os avisos do seu subconsciente, ele iria para essa festa.

— Você tem certeza que vai ir nessa festa? — A voz de Taehyung, melhor amigo de Jimin, perguntou sabendo das histórias nada legais sobre o colégio que o amigo estudava.

Taehyung e Jimin se conheciam desde pequenos, mas desde que Jimin se mudou para Canadá o único contato que ele tinha com o melhor amigo era pela internet.

Taehyung era o amigo coreano sensato de Jimin, sempre tentava fazer com que Jimin não fizesse certas coisas, mas o garoto nunca o escutava e isso o deixava irritado.

— É claro que vou Tae, vai ser muito divertido — respondeu ele, mas para si do que para o amigo. Aquela voz de que alguma coisa ruim poderia acontecer continuava martelando em sua mente, implorando, quase berrando para ele não ir, mas como era teimoso demais para ouvir seu subconsciente, ele ignorou todos os avisos.

— Toma cuidado, Chimmy — indagou Taehyung com olhar preocupado — Não estou com uma boa sensação sobre essa festa — Jimin apenas assentiu, ele também não tinha uma boa sensação sobre aquela festa, mas nunca iria admitir isso.

Após desligar a chamada, Jimin começou a pensar no que usar na festa. Pesquisou algumas fantasias na internet até achar algo que o agradasse, e coubesse no seu bolso.

Após muita procura ele decidiu que iria de Charles Chaplin, agora era hora de ir à procura das coisas que precisava para a festa. com tudo pronto, era só esperar o dia chegar.

Enquanto Jimin estava mexendo no celular, uma notícia lhe chamou a atenção, era uma reportagem sobre desaparecimentos estranhos de pessoas durante as festividades do Halloween.

Curioso como o garoto era, logo abriu a reportagem e começou a ler.

A data da reportagem era recente, muito recente. Um arrepio estranho passou por todo o seu corpo à medida que ele lia aquela reportagem. Um garoto de 18 anos havia desaparecido após uma festa de Halloween em seu colégio.

Na dita reportagem contava que o garoto havia participado de uma brincadeira com os amigos, um ritual que consistia em levar a pessoa que jogava para outra dimensão.

Jimin lendo aquilo ficou com medo, mas soltou logo uma gargalhada.

— Como é que deixam alguém postar esse tipo de coisa? — Disse para si mesmo e continuou a ler. Os colegas do garoto da reportagem afirmam com todas as letras que o garoto em questão havia entrado no elevador do colégio e não tinha mais voltado.

As próximas palavras que Jimin o fez gelar. Algo como "eu já ouvi isso antes" veio a sua mente quando ele leu.

"É claro que vou, vai ser muito divertido"

"Ele só queria se divertir, apenas diversão e agora eu não sei onde ele está. Se está vivo ou morto… Eu só quero ver meu amigo por uma última vez"

Rapidamente Jimin saiu daquela reportagem antes de terminar de ler. O medo se apossou do garoto, o que o fez procurar outra coisa para fazer, assim, resolvendo assistir um filme.

Ele não prestou muita atenção no filme, sua mente estava repetindo várias vezes aquela frase da dita reportagem, ele não conseguia esquecer aquilo. De repente, a programação que ele assistia foi interrompida por uma notícia.

Últimas notícias.

Garoto de 18 anos que estava desaparecido desde da última festa de Halloween, acaba de ser encontrado sem vida. Ainda não se sabe o motivo de sua morte. Seu corpo foi encontrado dentro do rio Capilano por um morador que andava de bicicleta pela região.

O que sabemos até agora é que seu corpo já se encontrava em estado de decomposição, as primeiras teorias que se tem sobre o motivo de sua morte são os cortes encontrados em seus pulsos.

Voltaremos com mais notícias a qualquer instante.

A famosa frase, “não passa nem wi-fi” resumia bastante o estado de Jimin diante daquela notícia. O garoto estava completamente assustado com aquilo, e como se o que já estava ruim não pudesse piorar, na hora que o filme que o garoto não estava muito interessado voltou a frase que foi dito por um dos personagens o fez querer gritar.

“Você não deveria ir, é perigoso!” Choramingou um dos personagens, que tentava de todas as formas conseguir convencer o outro a não sair de casa naquela noite chuvosa.

“Eu vou sim, vai ser divertido” O garoto, de uma aparência esguia e com um largo sorriso no rosto, respondia ao amigo feliz da vida com sua escolha, contudo seu amigo estava completamente assombrado, parecia que iria chorar a qualquer momento.

As próximas cenas faria qualquer um gritar e chorar de tanto medo. O garoto esguio estava em uma festa a fantasia, vestia um terno e um chapéu preto, ele parecia feliz, estava se divertindo até aí tudo normal. As próximas cenas começam com ele entrando em um elevador sozinho com seu largo sorriso, mas logo é substituído por um olhar e um grito mudo preso em sua garganta.

Jimin estremeceu por completo quando um jarro de sangue inundou sua visão. Por muito que ele não gritou, apenas desligou rapidamente a televisão ainda tremendo todo.

Ele estava suado, sua respiração descontrolada e seu coração tinha virado o flash, até parecia que ele tinha participado de uma corrida e não que ele apenas tinha caído em um filme de terror bem sanguinário.

Todos os sinais estavam à sua volta, tudo pedia, implorava que ele não fosse a tal festa, mas ele como um bom teimoso que era, simplesmente ignorou-os por completo.

Ainda em estado de choque, Jimin viu seu corpo andar no automático, indo ao banheiro e tomando um banho bem gelado para poder se acalmar e espantar de vez aqueles pensamentos e aquele medo que estava em seu corpo.

Com as gotas grossas do choveiro caindo sobre seu corpo, todo o temor que ele sentia descia ralo a baixo. Passado vários minutos debaixo do chuveiro, ele sai e se prepara para dormir, pedindo a tudo que era tipo de deus que o deixasse descansar sem pesadelos e assim foi.

Jimin deitou-se em sua cama e rapidamente adormeceu, o sono dos justos e dos medrosos. Dormiu tranquilo, sem pesadelos. O que estava ao seu redor apenas o observava, uma sombra escura, mais alta que um ser humano, com um chapéu negro e olhos vermelhos. A coisa assistia o jovem rapaz dormir tranquilamente enquanto em seu rosto maligno, um sorriso bisonho tomou forma como se ele estivesse se divertindo vendo aquele garoto ali, tão tranquilo, sem saber o que viria lhe acontecer no dia seguinte.

O dia seguinte chegou muito frio, o que não era normal para aquela época do ano, mas como Jimin estava ignorando os sinais é claro que ele ignorou aquele também.

Ele amanheceu mais sorridente que o normal, aparentemente a noite assustadora do dia anterior tinha sumido de sua mente por completo. Nem mesmo as ruas cheias de decorações bizarras o faziam diminuir aquele sorriso gigantesco.

A festa em seu colégio começaria às 16 horas e ia até as 03 horas da madrugada, a famosa hora do demônio onde tudo de ruim fica pior. O garoto estava bastante ansioso para a festa e começou a se arrumar quase três horas antes mesmo que sua fantasia fosse a coisa mais simples possível.

Tudo estava acontecendo normalmente, nada de assombroso aconteceu aquele dia, até mesmo Taehyung, seu melhor amigo, parecia mais tranquilo e não tentou dizer mais nada para o amigo sobre ir aquela festa no colégio.

Ninguém comentava sobre o corpo do garoto que havia sido encontrado no rio mais famoso daquela cidade e ele ignorou totalmente isso, a última coisa que ele queria falar era de um garoto morto no dia mais assombroso do ano.

Como ainda estava cedo, o jovem fantasiado de Charles Chaplin ficou caminhando sobre as ruas de Toronto observando tudo ao seu redor, toda a beleza macabra que encobria a cidade em festa. Havia por todo lado crianças correndo fantasias de diversos personagens, de seres assombrosos, como vampiros e demônios, a fantasias mais “normais”, de heróis, príncipes ou princesas, até mesmo um garoto vestido de miojo ali tinha.

Já era por volta das três horas quando o som de uma barriga faminta invadiu os tímpanos de Jimin e ele resolveu ir até a lanchonete próxima ao seu colégio para alimentar o monstro.

Ele estava inerte no completo nada de sua existência, sabe aqueles momentos que você simplesmente desliga do mundo? Então, foi o que houve com o garoto, ele estava submerso em seu próprio mundo, caminhando tranquilamente até que um grupo de pessoas saiu de trás de uma moita gritando.

Jimin deu um pulo para trás seguindo de um belíssimo berro fino e cagado de medo, a coisa mais genuína possível. Nem era de noite ainda e ele já estava se assustando. O grupo que saiu de trás da moita estava rindo da reação do garoto, que tinha certeza que sua alma saiu correndo e não voltaria mais.

Após aquele susto Jimin retornou seu caminho até a lanchonete, pois o monstro em seu estômago berrava por alimento gorduroso e nada saudável. Ao chegar na lanchonete, ele se depara com a mesma completamente decorada como o resto da cidade.

Do lado de fora havia abóboras com várias caretas, ao lado delas, lápides desgastadas e mãos ossudas e esverdeadas saindo da terra. Assim que abriu a porta, teias de aranhas caíram sobre ele lhe dando um pequeno susto.

Dentro do lugar não estava diferente, tudo bem decorado e com um som ambiente bastante macabro. Jimin sentou em um dos bancos no balcão e fez seu pedido rapidamente.

Alimentado, olhou as horas e viu que já se passavam das quatro da tarde, o que significava que a festa em seu colégio já havia começado, rapidamente ele pagou sua conta e saiu em disparado para o colégio, que ficava a 15 minutos de onde ele estava.

Já perto dos portões do colégio, o jovem podia ouvir a música alta de algum cantor latino dentro do grande ginásio, além de gritos de jovens já alcoolizados e com substâncias suspeitas em seus organismos.

Uma adrenalina estranha invadiu o corpo do garoto, o fazendo apressar mais o seu passo para adentrar aqueles portões. Do lado de fora tudo estava em seu lugar, não havia uma decoração macabra nem nada que simbolizasse o dia em questão.

Passando-se os grandes portões de ferro a história era completamente outra. Um caminho cheio de caveiras, velas de cores e formatos diversos, além de abóboras com vários desenhos, fazia um caminho para o ginásio daquele lugar. Até mesmo as árvores que tinham ali estavam rodeadas de decorações assombrosas, de teias de aranha a partes de corpos com sangue falso.

O caminho até o ginásio era bem curto, mas era espaçoso o suficiente para os alunos assustarem aqueles que chegavam para festejar. E não tão diferente de momentos anteriores, Jimin se assusta com o barulho de uma serra elétrica vindo em sua direção.

Como um bom medroso que era, o garoto gritou e saiu correndo para dentro do ginásio sem olhar para trás, o que foi um grande erro, já que ele caiu de boca em um bocado de teia de aranhas se enrolando todo e fazendo com que todos olhassem para ele e caíssem na risada.

A fama do garoto ser bastante assustado já era conhecida por todo o colégio, o que tornava bastante divertido para os alunos pregarem peças no mesmo e jogarem no grupo do colégio. Tirando isso, Jimin era um ótimo aluno com péssimos amigos.

Jimin tinha no total quatro amigos super próximos, que sempre o colocavam nas piores situações possíveis, mas ele gostava bastante, então não os abandonava, mesmo que eles fizessem isso na primeira oportunidade que tinham.

Naquela noite não seria diferente, ainda mais se contarmos que se tratava do dia em que todos pregavam grandes peças nos mais fracos, e Jimin havia sido escolhido como alvo.

— Jimin, você chegou! — comemorou Dylan, o primeiro garoto que se aproximou de Jimin quando chegou no colégio. O líder da gangue era o que mais arrumava confusão. Este estava fantasiado de pirata, um tremendo pirata gostoso. Com um abdômen trincado à mostra e já cheio de marcas vermelhas pelo mesmo. Em sua mão esquerda tinha um copo com uma bebida num tom bem forte de vermelho, parecia até sangue.

— Yo-ho, capitão! — Pronunciou Jimin gargalhante.

— Que fantasia é essa MinMin? — Perguntou uma garota de cabelos rosa ao lado de Dylan, era Ágatha, sua prima⁄peguete. A garota estava vestindo uma mini saia roxa e um top da mesma cor. Usava lentes verdes, luvas e uma bota da mesma cor que a saia e o top, ela estava fantasiada de Estelar, do desenho animado Jovens Titãs, e como seu belíssimo primo, uma gostosa. Seus seios estavam bem apertados e colados dentro daquele pequeno top.

A garota demorou algum tempo para se enturmar com Jimin, pois o achava esquisito e todo fraquinho, mas depois de umas festas e umas cervejas o seu conceito sobre o garoto comportado mudou por completo. O que Jimin tinha de medroso, ele tinha de safado.

— Charles Chaplin — disse ele dando de ombros e Agatha riu, ela havia odiado a fantasia do garoto.

— Vamos beber! — Berrou Pietro, um francês amante da cerveja americana, agarrando o pescoço de Jimin e o puxando para a mesa de bebidas do lugar.

O som alto da música que tocava invadiu o corpo de Jimin, o fazendo se mexer ao ritmo daquela canção desconhecida.

Ele já estava bebendo e sentindo todas as emoções que pairavam sobre aquela festa, e se sentia bem com aquilo. Todos estavam se divertindo bastante, podiam ser ouvidos gritos vindos de outra área daquela festa seguidos de risadas embriagadas.

Havia ali, um túnel do terror, um local que consistia em um labirinto gigante cheio de coisas para assustar seus participantes. Então aqueles gritos vinham de lá.

Os que ficavam de fora daquele lugar podiam ver por pequenas câmeras instaladas no túnel as pessoas se assustando e riam das expressões medrosas.

Jimin e seu grupo de amigos faziam parte do que assistiam os outros se assustarem. Naquela altura da festa, a noite já havia caído, todos já estavam bêbados.

Enquanto eles assistiam as pessoas tomarem vários sustos, Jimin viu algo que o deixou bastante assustado.

Atrás de um grupo de garotos, um homem de chapéu preto e de olhos vermelhos. O coração de Jimin acelerou e ele começou a tremer. Ele sentia no fundo de seu ser que aquele homem o encarava por meio da câmera.

Todos pareciam não ver aquele ser, um frio subiu de seu dedo do pé até o último fio do seu cabelo. O garoto não estava sabendo se aquilo era real, ou era apenas o álcool e as substâncias desconhecidas que ele havia ingerido fazendo efeito.

— Que cara bizarro! — Soltou ele sem tirar os olhos para o homem de olhos vermelhos. Os seus amigos se encararam e depois encararam Jimin.

— Que cara? — Perguntou Agatha. Jimin apontou para o ponto quase desaparecido da câmera em que eles assistiam os jovens correrem gritando quando uma pessoa com uma fantasia de múmia apareceu em sua frente.

— Que nóia é essa? — Respondeu Pietro — Não tem ninguém aí — todos começaram a rir, menos Jimin, ele ainda estava com medo.

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Os monitores do colégio já não podiam ser vistos, então a putaria havia se iniciado com força. Já se podia ver pessoas se pegando nos cantos mais escuros daquele ginásio.

— Vamos jogar desafios? — Soltou Dylan virando de uma vez a bebida que estava em sua mão. Todos concordaram com a cabeça, ninguém ali tinha sanidade para negar alguma coisa.

— Eu começo! — Berrou Pietro quase caindo sobre o corpo de Ágatha. Ele estava muito bêbado, o que fazia ficar mais desequilibrado do que o normal. — Ágatha, minha gatinha — disse apontando para a garota que já tinha o rosto vermelho pela quantidade de álcool que havia no seu organismo. — eu desafio você a dançar em cima da mesa e fazer um striptease — Dito aquelas palavras, os outros rapazes começaram a gritar animados.

Ágatha deu de ombros e subiu na mesa que eles estavam. A garota possuía um corpo bastante sexy e bem cheio nos lugares necessários. Ela começou a se mover de acordo com as batidas da música que tocava sexualizando fazendo os rapazes gritarem mais ainda.

Logo ela começou a remover a parte de cima de sua fantasia ficando apenas de sutiã. Os garotos estavam hipnotizados no corpo daquela garota, literalmente babando na amiga.

Ao fim da música, a garota desceu da mesa rindo muito e vestindo novamente sua roupa.

— Agora é a minha vez! — Disse ela encarando Jimin que estava quieto em seu canto. Ela sorriu sapeca ao seu primo que estava ao seu lado, passando a mão em sua coxa.

— Jimin… — começou ela maléfica, ganhando a atenção do garoto já sentindo que viria uma grande merda pela frente. — Eu desafio você a realizar o ritual do elevador — todos ficaram em silêncio enquanto Jimin arregalava os olhos, ele não sabia o que era aquele ritual, mas sentia que não seria algo legal.

— Ritual do elevador? — Perguntou Jimin — O que é isso? — o medo já emanava do corpo do garoto enquanto um sorriso macabro dançava nos lábios dos seus amigos.

— É um ritual para você ir para outro mundo, inferno, submundo, como queira chamar — Disse Pietro dando de ombros.

— Eu explico as regras — Disse Dylan — Você tem que pegar um elevador com no mínimo 10 andares — Começou ele — E olha só! — Sorriu macabro — Nosso colégio tem um e ele é lindamente vermelho — comemorou ele.

— Você tem que entrar sozinho no elevador no primeiro andar e apertar uma sequência de números — Disse ele — Me de um papel — pediu ele, Ágatha entregou a ele um guardanapo — vou anotar para você não esquecer. — começou ele anotando alguns números no papel branco.

— Primeiro, você aperta o 4° andar. Quando chegar lá, você deve continuar nele, depois aperta o botão para o 2° andar, permaneça no elevador. — Vá para o 6 andar, permaneça no elevador e aperte para o segundo de novo, não saia em nenhum momento — Disse ele sério — Depois, aperta o botão 10° andar, depois aperte o botão para o 5° andar.

— Quando chegar no quinto, as portas vão abrir e uma mulher deve entrar no elevador.— Dylan fixou os olhos em Jimin sério — Não olhe para a mulher e nem fale com ela, em nenhuma hipótese — A famosa frase " não passa nem wi-fi" e "nem peida" definia Jimin, o garoto já tinha perdido a cor.

— Aperte então o botão do 1° andar, se o elevador começar a subir para o décimo andar ao invés de descer para o primeiro, você deve prosseguir. Se o elevador descer para o primeiro, saia assim que a porta abrir. Não olhe para trás. Não diga nada.

— Quando você chegar ao décimo andar, você deve sair do elevador. não responda  à mulher caso ela te pergunte aonde você está indo.
Se você tiver entrado no submundo com sucesso, você será a única pessoa presente. O andar em que você chegará será quase idêntico ao nosso mundo, com a exceção de que todas as luzes estarão apagadas, e a única coisa que você verá através da janela é uma cruz vermelha.

— E como eu faço para voltar? — Disse Jimin quase como um sussurro.

— Voltar pode ser mais difícil que parece — Falou Ágatha — Você pode ficar desorientado e esquecer em qual elevador chegou; o elevador pode parecer cada vez mais e mais longe de você conforme você anda em direção a ele. Fique em alerta, e mantenha o juízo. — Disse ela animada

—  Você deve usar o mesmo elevador em que chegou para poder voltar— Continuou Dylan — Quando entrar no elevador, aperte os botões na mesma ordem que você apertou do passo 2 ao passo 8 da jornada. Você deverá chegar ao quinto andar.

— Quando você chegar ao quinto andar, aperte o botão do primeiro. O elevador novamente vai começar a subir ao décimo andar. Aperte um botão de qualquer andar para cancelar a subida ao décimo andar — Jimin já queria fugir o mais rápido possível, ele estava suando e gelado, a cor realmente já tinha saído dele.

— Você deve apertar o botão que você usou para cancelar antes que você chegue ao décimo andar. — Informou Pietro

— Depois que você chegar ao primeiro andar, confira o ambiente cuidadosamente. Se alguma coisa estiver fora do lugar, até mesmo um pequeno detalhe, não saia do elevador — Reforçou Dylan —  Se você perceber que algo está errado, volte à etapa anterior até tudo parecer como deveria.

— Bem vindo de volta ao nosso mundo! — Comemorou, os outros três rindo do desespero do menor

— E então amigão… — perguntou Ágatha — Você vai ou não ? — Ele tremia, sentia que não deveria fazer aquela brincadeira, deveria falar não, era o certo mesmo que isso significasse ele ser chamado de medroso e covarde.

— Eu vou — E mais uma vez, Jimin fez o maior erro da sua vida, foi inconsequente. E é nessa hora que criança late e cachorro chora.

Antes de continuar e dizer a vocês o que aconteceu após ele aceitar tal desafio, eu preciso reafirmar uma coisa a vocês.

  Nunca, em nenhuma hipótese, faça esse tipo de jogo, as consequências podem ser infinitas, além de que, você estará mexendo com algo que está quieto, não seja tolo, seja esperto. Mais se fazer, faça por sua conta e risco.

  Com a resposta cheia de coragem de Jimin, os garotos saíram em direção ao prédio principal do colégio.

O colégio que eles estudavam era integrado com uma universidade, fazendo assim ele ser o maior de toda cidade. Com 11 andares, onde 6 eram para colegial e os outros cinco para a universidade, sem contar os outros dois prédios que tinha naquele lugar que ficavam os laboratórios, salas de informática e os clubes que tinham ali.

Em resumo, era um mega colégio/faculdade, com seus próprios seres sobrenaturais e histórias macabras, incluído o elevador para o qual os amigos de Jimin o carregavam, porém, essa parte da história o jovem não sabia.

Chegaram ao prédio e já foram para o corredor onde tinha o elevador para qual os amigos mandaram Jimin.

— É aqui que ficamos — Disse Dylan no início do corredor — Daqui em diante você deve ir sozinho. — Aqui — Esticou Dylan o papel para Jimin — Siga todos os passos fielmente, não esqueça de nada — disse ele.

— Vamos esperar você aqui — Ágatha pronunciou com um olhar maléfico. Jimin quis racionalizar e imaginar que os amigos iriam aprontar, eles sempre aprontam. O que significava que na hora que ele saísse do elevador ele estaria assustado, mas mesmo assim foi.

Juntando o pouco da coragem que tinha, Jimin começou a caminhada solitária até o tal elevador sem saber a história por trás daquele elevador em específico.

O caminho além de solitário era mal iluminado o que deixava ainda mais assustador. Jimin tremia por completo, as mãos não paravam no lugar, ele suava bastante.

No meio do caminho ele tirou o paletó que usava, se sentiu sufocado naquela roupa que usava. Uma luz vermelha piscava fortemente mostrando que ele havia chegado ao elevador.

Por fora era um elevador comum, as grandes e pesadas portas estavam fechadas. Ao clicar no botão para que as portas se abrissem, uma sensação de Dejavu passou por ele.

Era como se ele já tivesse feito aquilo, mas não, ele nunca tinha feito aquilo antes. Talvez fosse só o medo que ele estava sentido, sua mente lhe pregando peças.

Assim que as portas  se abrem, Jimin dá um passo para trás. Ele nunca havia entrado naquele elevador, ele ficava em um ala um tanto "abandonada" pelos alunos e monitores. As paredes do elevador eram completamente vermelhas, num tom tão vivo que parecia até sangue.

Jimin engoliu em seco, seu corpo sem permissão alguma começou a andar para dentro do lugar. Já dentro do elevador, ele se viu completamente assustado e com um grito preso em sua garganta.

Ele respirou fundo, e então olhou para o guardanapo em sua mão, escrito com uma caneta vermelha, estava toda a sequência de números que Jimin devia seguir para realizar o tal ritual. Um misto de confusão e coragem tomou conta do corpo trêmulo, já não tinha mais para onde fugir, ele devia fazer aquele ritual logo para ir embora e assim o fez.

Primeiro 4° andar , coração acelerado,
2° andar, ele deveria parar ali,
6° andar, que desafio bobo
2° andar, o medo já era dominador.
10° andar, aquilo era realmente sério?
5° andar, tudo devia começar a dar ruim, mas não deu.

Não apareceu mulher alguma dentro do elevador, um alívio passou pelo corpo de Jimin e um sorriso surgiu em seus lábios, era bobagem temer, não havia nada para isso.

Com o alívio que ele sentiu, apertou com uma enorme felicidade o botão para o primeiro andar, o elevador não subiu para o 10° andar, desceu normalmente para o primeiro.

Jimin já se sentia bem mais tranquilo com aquilo. Assim que o elevador abriu, a primeira coisa que viu foi a imagem de seus amigos com máscaras assustadoras, ele riu.

— Ficou com medinho Jimin ? — Indagou Agatha removendo a máscara e olhando o garoto que estava mais calmo que o normal.

— Nem um pouco, gatinha — respondeu ele de forma atrevida, o que era estranho, ele nunca falava daquele jeito.

Todos saíram do prédio e voltaram para o ginásio, tudo normal. Nada de estranho. Por algum motivo desconhecido, Jimin se sentia muito corajoso, o medo simplesmente não existia mais.

Eles foram para o túnel do terror, esperando rir da cara de medo de Jimin, mas ele não sentia absolutamente nada, apenas ria das caretas que os amigos faziam.

Todos acharam aquilo estranho, muito estranho, não tinha nenhuma graça zoar o garoto, ele não se assustava. Nem mesmo ele entendia o porquê daquilo não o afetar mais.

No fim da festa todos se separaram, cada um para sua casa. Jimin estava mais feliz que o normal, a noite havia sido magnífica, nada tinha dado errado. Ele havia bebido com seus amigos, dançando muito, feito um ritual bobo e não se sentia nenhum pouco medroso.

Ao chegar em seu apartamento, Jimin logo se jogou em sua cama feliz da vida, completamente extasiado com tamanha festa, louco para contar ao melhor amigo o quanto tudo naquele dia tinha sido magnífico.

Logo ele adormeceu, rápido até demais para alguém que ainda estava muito elétrico pela festa. Uma noite tranquila, sem problemas, sem pesadelos, mas havia algo a mais em seu quarto naquela noite e Jimin não havia se dado conta até o dia seguinte.

Ele acordou com muita ressaca e uma dor de cabeça enorme. Correu para o banheiro para tomar uma ducha, seu corpo doía muito e ele não sabia o porquê já que não havia feito nada para estar com aquela dor.

Ao sair do banheiro, ele vestiu apenas uma cueca, ele estava sozinho e sentia um calor enorme o que era estranho aquela hora do dia, mas ele não deu muita importância para aquilo.

Ele seguiu seu dia tranquilo, sem muitas coisas interessantes a fazer. Tentou ligar para Taehyung para lhe contar como foi a festa, mas o mesmo não atendeu em nenhuma de suas tentativas, ele deveria estar ocupado com alguma coisa, pensou ele.

Como não havia muito o que fazer, ele resolveu assistir alguma coisa na televisão, colocando em um programa qualquer, porém, naquele dia, não havia nenhum programa interessante passando, então ele apenas deixou a televisão ligada fazendo algum som dentro daquele apartamento vazio.

Jogado no sofá, Jimin foi olhar suas redes sociais para ver as fotos que seus amigos haviam postado da noite anterior, contudo, não havia nenhuma postagem recente de nenhum deles, o que ele achou estranho, já que tinha certeza que havia visto Dylan e Agatha postando um monte de coisas durante a festa.

Como não achou nada no perfil dos amigos ele resolveu procurar nas redes dos colegas e estes estavam postando bastante coisas, principalmente os vídeos feitos do túnel do terror.

Assistindo os sustos que os colegas tomavam lá dentro, Jimin começou a rir e se divertir com aquilo. Havia vários e vários vídeos das pessoas que tinham entrado no túnel, inclusive o vídeo dele e dos amigos, mas este não era engraçado como os outros.

Os amigos de Jimin estavam dentro do túnel, não se assustavam, apenas riam, até aí tudo bem, entretanto, o que realmente chamou a atenção de Jimin é que ele não aparecia nas filmagens mesmo ele estando com os amigos naquela hora, ele tinha certeza daquilo.

Jimin se levantou de uma vez do sofá quando se assustou ao ver a imagem do homem de chapéu preto atrás dos amigos, ele segurava uma faca e encarava a câmera que filmava o local, como se estivesse olhando para alguém, como se estivesse olhando para Jimin.

O garoto voltou a rever os outros vídeos novamente, tentando encontrar aquele homem nas demais filmagens, mas ele não estava lá, apenas na filmagem dos amigos de Jimin e isso era muito estranho e assustador.

O garoto então passa a olhar os comentários no vídeo, para ver se alguém havia dito algo sobre aquele homem assustador, mas não havia nenhum comentário sobre, entretanto, tinha outra coisa que era bem pior.

@caio_09 : Pena que o Jimin sumiu, seria engraçado ele aí dentro.

Aquela frase não fazia sentido, Jimin estava lá dentro. Ele tentou responder aquele comentário, mas por algum motivo estranho, ele não pode.

Jimin já estava assustado, então resolveu ligar para os amigos, mas nenhum deles atendia. O desespero já estava tomando de conta do garoto.

Ele então resolveu ir atrás dos amigos para entender o que estava acontecendo, acreditando que poderia ser algum tipo de brincadeira.

  Jimin pegou uma calça moletom e uma regata e saiu em disparada para o elevador do prédio, mas o mesmo estava quebrado, então ele teve que descer pelas escadas.

  Assim que chegou no primeiro andar Jimin quase gritou, mas não pode, a voz estava presa em sua garganta.

O que ele via era assustador, o céu estava vermelho e ventava muito forte. Naquele momento ele entendeu o que estava acontecendo, ele não estava em seu mundo, ele havia parado em outro lugar.

Sabendo o que devia fazer, o garoto começou a correr em direção ao seu colégio, contudo, a rua parecia não ter fim, ele nunca chegava na curva que deveria entrar para ir ao colégio. Ele suava muito, seus cabelos estavam úmidos e pegajosos.

Jimin parou, olhou para trás e então percebeu que não havia saído do lugar, seu coração estava acelerado, ele queria chorar, chorar muito, mas as lágrimas não saíam.

Ele juntou toda força e a pouca coragem que tinha e voltou a correr com mais rapidez e finalmente conseguiu sair daquela rua.

O suor já escorria de seu rosto, seu rosto estava vermelho, mas ele não desistiu. Sabia que tinha que chegar no colégio o mais rápido possível.

O caminho demorou 20 minutos, quando finalmente ele pôde ver o grande prédio do colégio. O ar naquele lugar estava pesado, cada vez mais ficava difícil respirar, o garoto se sentia muito tonto.

Um enjoo tomou conta do corpo dele e o mesmo começou a vomitar. O que saía de dentro de si era um líquido verde e fétido. Não havia onde ele se segurar, ele simplesmente caiu no chão, do lado de seu vômito.

Jimin olhou para o céu e então viu uma grande cruz negra. Gritos desesperados invadiram os tímpanos do jovem vindos de todos os lados.

Eram gritos horríveis, podia ser sentido a dor em cada berro, mas não sabia de onde vinha. O garoto tentou se levantar, mas estava sem força alguma, suas pernas não respondiam, muito menos seus braços.

Ele tentou, tentou e tentou. Lutou com todas as suas forças para se pôr em pé, até que finalmente conseguiu mexer as pernas e então seu tronco, enfim, conseguiu ficar em pé.

Ao levantar seu rosto, ele pode ver um rio de sangue se formar vindo em sua direção. Aterrorizado, o garoto correu para dentro do colégio, atrás do tal elevador, mas não o encontrou.

Não havia nenhum elevador onde ele estava. O garoto estava confuso e perdido, não se lembrava onde ficava o elevador vermelho, ele havia desaparecido de sua mente.

Mais uma grande luta até conseguir achar as escadas do colégio, ele começou a subir e subir, até chegar no 7° onde conseguiu ver o  elevador. Ele correu para o mesmo, confuso e exausto ele apertou o botão para entrar nele.

Lágrimas grossas já desciam de seu rosto. Ele estava tremendo e completamente assustado. Sua mente estava uma loucura o fazendo ver coisas aleatórias e muito assustadoras.

— Você não pode ir! — Uma voz rouca e falha sussurrou em seu ouvido. Jimin quis se virar, mas seu interior o impediu.

Uma dor invadiu seu corpo e seu grito pode ser ouvido em todos os lados. Aquela coisa estava enfiando suas mãos nas costas do garoto e começou a apertar com força e rasgar sua pele, o elevador não chegava.

Uma outra mão agarrou seu pescoço o sufocando. Jimin enlouqueceu, começou a se debater tentando se livrar daquelas mãos, contudo não conseguia.

Sua visão já falhava e o ar de seus pulmões já sumia quando o barulho do elevador podia ser ouvido e as grandes portas começaram a abrir de forma lenta, mais que o normal.

Quando Jimin pode ver a cor vermelha do elevador, juntou o pouco de forças que tinha e se empurrou para dentro do elevador fechando os olhos quando seu corpo atingiu o chão gelado da caixa metálica.

Ele se arrastou até os botões do elevador e apertou o primeiro andar, mas em vez de ir até o primeiro, o elevador parou no quinto andar, assim que as portas se abriram, uma mulher com um vestido branco e longos cabelos negros entrou.

Jimin rapidamente abaixou sua visão, não queria olhar aquela mulher, temia o que poderia acontecer com ele se caso olhasse em seus olhos.  Jimin observou os pés da mulher, ele quis gritar de novo. Os pés dela estavam se desfazendo, uma gosma nojenta e vários bichos saiam dele, o enjoo voltou e ele quis vomitar, mas não o fez.

Novamente apertou o botão para o primeiro andar, ele queria acabar com aquilo logo, mas o elevador começou a subir novamente, indo até o décimo andar.

Assim que as portas se abriram, o garoto se arrastou para fora do elevador mesmo sabendo que não poderia fazer aquilo, ele estava aterrorizado e aquela mulher continuava ali, ele não queria ficar no mesmo ambiente que ela.

— Para onde você vai Jimin? — perguntou a mulher com uma voz falha e arrepiante. Ele não respondeu.

As portas foram fechadas e o garoto pode ver melhor o céu lá fora. Ele estava mais vermelho e um tipo de chuva caia do lado de fora.

A chuva que caía era vermelha, parecia ser sangue. Jimin pode ver melhor a cruz que estava no céu, era negra, parecia ser feita de ossos escuros.

O garoto se levantou e voltou a correr em direção ao elevador, mas parecia que a cada passo que ele dava ficava mais distante, porém ele não desistiu.

Quando finalmente consegui chegar, ele apertou o botão novamente. Ele entrou no elevador e fez o ritual para ir embora daquele lugar. O que tinha sido alguns minutos, para Jimin tinha se passado horas.

Assim que o elevador abriu, tudo parecia normal. Jimin saiu correndo do elevador sem olhar para trás. Tudo parecia normal, não tinha mais céu vermelho e muito menos uma cruz no mesmo.

Os amigos do garoto tentaram falar com ele, mas Jimin não disse nada, não queria falar com eles.

Jimin foi para a sua casa e ligou imediatamente para Taehyung que o aconselhou a fazer uma limpeza espiritual e ir ao hospital ver seus ferimentos, assim ele fez.

Os médicos perguntaram a ele o que havia acontecido, mas ele não soube explicar, o jovem estava traumatizado. Depois disso tudo, Jimin se afastou de seus amigos e logo foi embora de volta para a Coreia.

Tudo o que aconteceu naquela festa foi o suficiente para ele aprender a dizer não e ser mais cuidadoso com o sobrenatural. Quando ele teve coragem de me contar tudo o que viu naquele dia, eu fiquei completamente assombrado.

Desde do inicio a ideia era ruim, mas ele não havia percebido o quão ruim era, contudo, agora ele sabe e não brinca mais com essas coisas e eu espero que vocês também não brinquem, pois você não sabe o que estará te esperando do outro lado.

Não mexa com o que está quieto se não quiser uma assombração para todo o sempre em sua vida.

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