Mundo entre Mundos

Gênero: Aventura / Fantasia

User: DouglasPeccine

Status: Em andamento


Sinopse

Cinco Jovens e um só destino. De mundos diferentes, eles são escolhidos para uma missão.

No passado houve uma guerra entre cinco mundos, e para dar um fim a essa guerra, cinco guerreiros fizeram um sacrifício, fazendo com que a guerra acabasse.

O Espírito Supremo tomou uma atitude extrema, e se não for corrigida, não iniciará uma guerra novamente, e sim causará a destruição dos cinco mundos involuntariamente.

A geração de novos guerreiros chegou.

Eles estão com a responsabilidade de salvar seus mundos da destruição.

Embarque em uma aventura por mundos incríveis e únicos, faça parte dessa aventura, e salve os mundos junto com os Guerreiros da Luz.


Resenha por EGBraga

"Um leitor vive mil vidas antes de morrer, o homem que nunca lê vive apenas uma"George R. R. Martin

A leitura é uma das mais belas manifestações de humanidade ao meu ver. Nela, cabem respeito,compaixão, amor, guerras, ódio e todas as demais características inerentes ao homem, mas,principalmente, a partilha. O ato de ler democratiza conhecimento e concebe experiências que, em sua ausência, jamais seriam vividas. É uma aventura constante nas palavras tecidas por outra pessoa,um mundo totalmente novo a ser desbravado. E é exatamente isso que ocorre na obra escrita por Douglas Peccine.

Em "Mundo entre Mundos", o autor cria uma vasta e complexa realidade. De maneira extasiante, a descrição é capaz de elevar o leitor a um novo patamar da imaginação. Entretanto, a narração em pontos de vista acaba por quebrar a fluidez da história que, pelo tom de novidade, torna os por menores difíceis de serem assimilados em sua completude uma vez que são lançados nos parágrafos. Isso obriga o autor a rodear os detalhes com plasticidade e força os leitores a parar em para raciocinar. Nesse sentido, aqueles mais lentos, como eu, têm sempre que ler novamente para entender o que está acontecendo.

Outro ponto que me incomodou bastante foi a oscilação entre passado e presente, algo passível de causar confusão. Os personagens estão a todo momento se deparando com situações da própria infância ou do passado dos mundos, mas essa inserção na narrativa é feita muito próxima à oralidade. Cabe salientar que em uma situação de fala há vários indicadores expressivos que somam ao entendimento da mensagem. Contudo, quando se trata de um livro, a entonação de leitura causada pelo encadeamento de parágrafos, pontuação e tempo verbal são os artifícios de compreensão à disposição do autor. Porém, bem próximo a um relato, os personagens da obra de Peccine emendam informações à medida que parece pertinente, como se de fato existisse um ouvinte. O leitor, caso não perceba isso, terá dificuldades em se adequar à narrativa, perdendo-se com facilidade nela.

Já os personagens, em termos de construção, são um prato cheio. Cada qual possui personalidade sólida e bem fundamentada, efeito complicado de se criar e manter no decorrer do enredo. Algo que influencia também no "fazer relato", pois, à sua maneira, narram com propriedade e parcialidade as passagens de suas vidas. Essas que, realistas em dilema e existência, brincam com o leitor conforme os capítulos avançam, mostrando resiliência perante os desafios cada vez mais complexos. Assim, o livro se encaixa perfeitamente nos moldes da clássica "Jornada do Herói". Todavia, é tão inusitado e pomposo que está longe de ser um clichê. Mesmo as criaturas fantásticas, se é possível a mim dizer, são inovadoras e cheias de classe, extrapolando os limites da imaginação. Então, parabéns ao autor!

Dito isso, indico-o àqueles que estão a procura de uma grande aventura insólita, que dela possam e devam extrair novos conceitos e vivências. Pois esse é, em essência, o maior legado da obra.

Assim, despeço-me trazendo um pouco de verdade nas palavras de um poeta francês. Trata-se de uma frase que resume bem a obra "Mundo entre Mundos" e boa parte da nossa existência como humanos que lêem. Até mais ver em francês, au revoir!

"Como foi a imaginação que criou o mundo, ela o governa" Charles Baudelaire

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