Como escrever um bom conto de terror
Agora que falamos dos erros básicos que os iniciantes cometem, vamos falar de como produzir um bom texto.
(Lembrem-se, se vocês estiverem ainda com alguma dúvida sobre o básico, podem perguntar nos comentários que eu criarei um novo capitulo para vocês)
Saiba como o gênero funciona:
Você quer fazer um livro sobre palhaços assassinos? Uma ilha deserta no meio do nada onde só há o personagem principal e um canibal? Ou sobre uma casa mal-assombrada?
Bem, a primeira coisa é se conhecer o gênero. Ninguém nasce um exímio escritor de terror (eu mesma estou penando muito para escrever o meu livro desse gênero.), então para isso você deve conhecer o campo.
Leia muitos livros de terror, principalmente os do Stephen King. Estude como ele descreve os personagens, o cenário, faz as falas, o melhor tempo verbal para isso, tudo!
Depois de muitos livros lidos, acho que você estará pronto para começar a escrever, sempre lembrando dos grandes autores para que não aja muitos erros.
Dando medo aos leitores:
Terror é um gênero beem complicado.
Você tem que fazer o leitor se sentir aflito, ansioso e com medo.
Não adianta escrever um livro sobre uma casa abandonada que nem dá medo e colocar lá na tag o gênero Terror.
O leitor tem que se sentir no cenário, tem que se imaginar na pele do personagem. Ter os mesmos medos e aflições do personagem, do que não tem...
Mas como fazer isso? Siga as dicas à baixo:
Descrição:
Um livro de terror sem descrição não vai fazer o seu leitor se imaginar no livro de jeito nenhum. O terror, mais do que qualquer gênero, é onde você não pode ter medo de exagerar nos detalhes. Descreva exatamente tudo. Até o pó na parede. Vou escrever novamente dois parágrafos e vocês tentarão me dizer em qual dos dois lhe causou mais arrepios.
1° "A construção era de pedra - pedras de um tom cinza escuro retiradas das montanhas impiedosas. Era uma casa destinada aos que não sabiam se cuidar sozinhos, aos que ouviam vozes, tinham pensamentos estranhos e tomavam atitudes estranhas. A função da casa era mantê-los lá dentro. Os que ali entravam jamais saíam."
2° "A construção era de pedra. Ela fora construída para loucos de todos os tipos. Desde os deprimidos, psicóticos, esquizofrênicos e tudo o que você possa imaginar. Os que ali entravam jamais saíam."
Ok. Qual você acha que te deu mais calafrios? Eu acho que foi o primeiro...
Mas por que foi ele?
Bem, você deve ter notado que eu nunca, em nenhum momento usei a palavra "manicômio" ou "loucura" no texto 1. Eu fiz isso para dar um ar mais misterioso no texto. É obvio que depois de lê-lo você deduziu que se tratava de um manicômio, mas eu não precisei dizer exatamente com essas palavras para que você entenda do que eu me referia, deixando tudo mais misterioso.
Outra coisa que eu usei no texto 1, foi a parte em que eu disse que as pedras usadas na construção do manicômio eram de um tom cinza escuro e que foram retiradas de montanhas impiedosas.
Quando eu disse isso, você provavelmente teve uma idea quase formada do manicômio. Ele era sombrio (por conta das cores escuras) e provavelmente impiedoso e frio (por causa das pedras). Diferentemente no texto 2, eu não dei descrição nenhuma do lugar, salvo pela parte do "A construção era de pedra".
Existem milhares de pedras no mundo! Você pode imaginar que ele era feito de pedras preciosas, brancas, marrons, ou qualquer outro tipo de pedra, o que provavelmente vai tirar todo o sombrio da construção.
Então, força na descrição aí, cara.
Monstros (ou qualquer que seja o inimigo):
O inimigo tem que ser a parte mais trabalhada na história. Se você for fazer sobre um palhaço assassino, coloque exatamente como você o imagina. Desde as unhas do pé, até os olhos e cabelo.
Não darei exemplos pois eu admito que não sou muito boa na descrição de terror, mas tente dar o ar mais sombrio que conseguir na descrição.
Não adianta simplesmente escrever: era um palhaço. Dependendo do leitor, ele pode imaginar o Patati Patatá ao invés de alguém maldoso.
Na descrição, exagere nas comparações:
Uma coisa muito comum em textos de terror, são as comparações na hora da descrição.
Quando você quer descrever uma casa abandonada e sinistra, você pode usar palavras do cotidiano para se referir à algo desse cenário.
Exemplo:
"A casa era de madeira. Uma madeira muito gasta que mais parecia fazer parte de um caixão de múmia.
Cipós se enroscavam aonde conseguiam, como se garras impiedosas tentassem a todo custo esmagar a casa com sua força.
O mato dentro do terreno era alto e seco. Já estava adquirindo uma cor amarelada, como se a aura da casa estivesse o matando, avisando a todos que pensavam em entrar que era uma péssima ideia."
Bem, você deve ter percebido pelo menos umas três comparações apenas nesse trecho.
1: A madeira parecia ser da idade das múmias.
Vai parecer que o narrador é muito sabe-tudo se falar a idade da madeira, então para o leitor ter mais ou menos uma ideia do estado dela, usei um exemplo muito antigo para que fique bem marcante.
2: Os cipós eram como garras que pareciam tentar esmagar a casa.
Sinistro, não?
3: O mato seco parece indicar que a casa é perigosa.
Isso vai fazer o leitor falar: "Cara, não entra aí não! Olha pra esse mato morto!", causando assim uma certa aflição no leitor.
Batendo de novo na tecla: leia Stephen King. Ele sim é um autor que dá muitas comparações. Lendo apenas uma de suas obras, você já terá um grande baú de exemplos que seriam perfeitos para enriquecer sua história ; )
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