Capítulo 4
Acordo vagarosamente com a claridade proveniente da janela, pego o celular da cabeceira para olhar o horário.
- Cedo ainda. - Murmuro sonolenta, talvez durma mais um pouquinho.
Fecho novamente os olhos, mas não consigo dormir, bufando afasto os cobertores. Fico sentada na cama na espera que minha alma volte ao corpo enquanto esfrego os olhos. Aos poucos recobrando os sentidos; vou no banheiro lavar o rosto e já escovo os dentes. Passo na cozinha a procura de alimento e se tem café na jarra, e como sempre tem o esquento no micro. Abro a geladeira apanhando geleia e margarina pondo os na mesa, ponho no pão e como tomando um bom café preto sem açúcar. Dizem que a vida de adulto só começa quando se pega gosto por apreciar café, decerto que adentrei nessa vida há mais ou menos um ano. Terminada a refeição vou me vestir e pentear os cabelos cheios de nós. Calça branca com uma blusinha cinza e sapatilhas, não esquecendo do casaco obviamente. Chaveio o portão ao sair e sinto o vento gélido do fim de março.
Faço o caminho de sempre, pegando o mesmo ônibus lotado e descendo no ponto perto da escola. Todos os dias é assim, talvez Lúcia não esteja errada a dizer que ampliar os horizontes seja bom. Passo na sala dos professores para pegar o material de aula e deixar minha bolsa marrom no armário.
- Bom dia Laura! - Saúda Letízia, ela é professora de artes e como tal sempre está com roupas esquisitas e coloridas.
- Bom dia! Chegou cedo. - Falo vendo as atividades de hoje.
- Preciso organizar a pasta o quanto antes, antes do caos acontecer.
- A minha arrumei segunda, mas procuro deixar organizada na medida do possível.
- Quando se tem filhos é uma tarefa árdua. - Diz se sentando no sofá defronte a mim.
- Verdade, eles dão trabalho, mesmo não tendo filhos sei como é. - Dou uma risadinha.
- Compensa no final, é maravilhoso ser mãe. - Acho lindo a maternidade, tem pessoas que tem dom para isso, como Letízia.
- Imagino. O Adriano irá vir hoje será? - Olho a grade de períodos preocupada.
- Sim, mandou mensagem a pouco no grupo.
- Amém senhor, não gosto de subir período, eles não aprendem nada desse jeito.
Adriano dá aula de português e vive faltando aula, ai sobra para os outros segurar o pato. Só essa semana duas turmas saíram mais cedo, o preocupante é liberar os pequenos então estamos segurando eles para não precisar ligar aos pais. A maioria trabalha e com quem irão deixar seus filhos? Prioridade é as turmas do ciclo A.
- Bom dia meninas! - Romeu entra na sala largando suas coisas.
- Bom dia. - Murmuro absorta nos papéis de aula.
Fico no meu mundo enquanto a sala vai enchendo aos poucos, já adiantando o diário de aula preencho as atividades e confiro outras coisas. Vou deixar tudo pronto, assim tenho tempo livre no final de semana.
A sineta toca indicando o início das aulas, junto as bolsas saindo da sala. As crianças gritam no pátio e passam correndo por mim, algumas dão bom dia outras estão ocupadas conversando com os amigos. Chego na sala onde todos meus alunos esperara por mim, o carinho é muito grande por eles, no começo foi difícil me habituar e ter o ritmo, contudo hoje é uma maravilha; aprendi ter pulso forte e ser gentil com eles, em troca sou respeitada e muito querida.
- Bom dia turma! Pintaram o desenho de ontem?! - Muitas respostas recebo desde o fiz metade à fiz tudo. Bom começo de manhã.
Ajeito a sala pondo as cadeiras embaixo das classes, consegui fazer as atividades que tinha em mente, na verdade gostaram bastante, criei um projeto de leitura com eles, vou indo aos poucos na prática da leitura, pedi a eles trazerem um livro na próxima semana assim efetuo a leitura. Fecho a porta quando Romeu aproxima-se.
- Laura, como vai?
- Muito bem, estou satisfeita com o projeto. - Digo parando a sua frente.
- Te aconselhei bem pelo visto - fala sorrindo de lado. - Queria te fazer uma pergunta, um convite melhor dizendo.
- Deixa adivinhar, vai me convidar para sair novamente? - Indago ironicamente.
- Como amigos obviamente e não será só nós, a Letízia, Bruna e Henrique vão ir.
- O Henrique vai? Porque convidam ele ainda; vocês dois são casos perdidos. - Reviro os olhos rindo.
- Somos amigos e precisamos comemorar a prova feita ontem por ti. - Abraça-me de repente. Tento me desvencilhar, todavia acabo o abraçando de volta.
- Como sabem disso?! Não contei a ninguém!
- Tenho bola de cristal, não sabia não?! - Passo o braço pelo seu e seguimos corredor vazio assim.
- Não saiu a colocação, acho que só no domingo vão pôr.
- Vai ficar entre os primeiros aposto. - Fala olhando a mim mordendo levemente seu lábio inferior.
Não respondo, pois sei seus pensamentos quando faz isso, as intenções por trás de minha procura. Estivemos afastados desde novembro passado, ele queria algo sério e ainda quer pelo visto, mas sinto que mereço mais. Soa arrogante eu sei, porém ainda não achei a pessoa certa e Romeu está longe de ser. O encaixe é bom, o conteúdo estraga.
- Vamos ser rápidos e será a última vez ouviu? - Sinto meu sangue esquentar e pulsar de excitação.
- Quer ir na minha casa? - Olha profundamente com um sorriso sensual brincando nos lábios.
- No banheiro, segundo andar do prédio D daqui a quinze minutos. Entraremos juntos na sala e você sai antes e me espera.
- Espero com prazer. - Mordisca minha orelha ao se afastar.
Balanço a cabeça em negação me recompondo, o vejo fazer o mesmo. Assim seguimos plenos, porém com desejo até a sala dos professores. Tudo ocorre bem, fingo estar mexendo no celular para disfarçar um pouco, a conversa paralela dos demais é calma ao contrário de mim, estou a queimar por dentro. Romeu serve um copo de café e se escora na janela, visualizo seu tronco musculoso através da camisa polo branca, imediatamente lembro da sua mão puxando meu cabelo enquanto implorava por mais. Minhas bochechas queimam e ele percebe isso, pois abaixo a cabeça na tentativa de esconder o rubor.
Vejo de realce sua saída, dando tchau para os presentes inclusive a mim, sorrio de volta sem importância. Espero o tempo certo trocando palavras sobre a aula com alguns colegas, logo me despeço alegando precisar ir na farmácia, sem antes de confirmar presença no bar hoje a noite. Caminho devagar ao banheiro, tomando cuidado se nenhum monitor está no pátio. Entro no banheiro fechando a porta devagar, sinto a presença dele a minhas costas e também do volume rígido entre suas pernas.
- Senti saudades. - Sussurra ao pé do ouvido, fazendo me arrepiar.
- Também senti. - Faço pressão em seu membro rebolando. - Não seja carinhoso, quero forte.
- Não vou ser, agora deixa eu ver o que essa boca é capaz de fazer.
Abaixo me vagarosamente, o empurrando contra parede, antes de mais nada tomo sua boca enquanto uma de suas mãos aperta minha bunda e a outra agarra um punhado de cabelo. Nossas línguas travam uma batalha voraz, explorando cada canto e envolvendo em uma dança sensual. Finalizo mordendo levemente seu lábio.
- Gostosa...
Sorrio em resposta ficando de joelhos, apalpo seu membro olhando nos olhos de Romeu, o desejo é evidente neles, não prolongo muito, pois estou ávida. Desabotoei a calça e a desço junto com a boxers preta revelando a gloriosa extensão. Hora de fazer magia, o tomo com a boca e ele suspira de prazer; alterno o ritmo ora rápido ora devagar, fazendo sucção na ponta e vejo sua perdição ao baixar olhar. Em um movimento brusco fico de pé e sou atacada por sua língua.
Ponho uma mão por baixo afim de o masturbar enquanto beija meu pescoço.
- Que Deus tenha piedade mulher. - Murmura contra mim.
- Que você me foda logo homem. - Digo rindo desejosa e assim o faz.
Foi bruto ao abrir minha calça, reclamando da demora. Ponho as mãos na pia enquanto sinto adentrar por trás e tudo vendo através do espelho, tento não fazer barulho exedente, mas é impossível e sei bem o quanto ama os sons do qual profiro, tampouco digo adorar seus grunhidos. No mais tardar sinto o ápice chegar, rebolo com avidez, pois a necessidade cresce cada vez mais até chegarmos a perdição juntos.
Leva tempo para voltar ao natural, quando a alma volta, ajeito minhas roupas e cabelo dizendo nenhuma palavra. Olhando no espelho vejo ele fazendo o mesmo, espero um pouco admirando a visão escultural de um deus grego.
- Tenha um bom dia Romeu. - Beijo o canto da boca em sinal de despedida.
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