Reta final ღ Capítulo 37

A noite na praia continuava com muita diversão, era uma boa forma dos jovens fecharem suas férias sem arrependimentos. Todos os dias eles se conheciam um pouco mais, mas levaria muito tempo para que de fato conhecessem suas faces, mas de qualquer forma não havia pressa quando desejavam uma longa vida juntos.

Após o banho de mar juntos, eles trocaram suas roupas molhadas por algo seco, comeram algumas coisas que Luzia havia embalado e estavam fazendo o que mais queriam fazer desde que pensaram na viagem.

Sentada no colo de Vicente em uma cadeira de praia, Sol se sentia animada ao ser o céu estrelado pelo telescópio de última geração pela primeira vez, Vicente a ensinava sobre as estrelas, alguns nomes e até alguns planetas poderiam ser identificados. Sol observava tudo silenciosamente com Vicente o explicando tudo que sabia, junto a um papel com as posições dos principais corpos celestes.

-Olha as três marias, minha tia gosta delas. -Sol encarou as estrelas e com o zoom do telescópio, vibrou. -O que sabe sobre elas?

Vicente gargalhou, beijando seu ombro.

-Elas definitivamente não se chamam marias, mas em cada cultura elas se apresentam de uma forma. As três estrelas foram batizadas com nomes árabes de Mintaka, Alnilam e Alnitak, já na história de Jesus são conhecidas como as estrelas dos reis magos. -Ele explicou. - E essas três estrelas brilhantes que está vendo são conhecidas na astronomia de cinturão de Órion.

Sol tirou o olho do telescópio e encarou o namorado.

-Nossa, elas têm nomes diferentes... -Sol sussurrou. -Por que Órion? O que é isso?

Vicente a encarou pronto para responde-la e suspirou ao ser encarado por olhos redondos por trás de óculos de armação transparente. Juntando-se a sua vontade de falar sobre coisas assim, ele a tinha completamente interessada em tudo que ele amava.

-Bom, um cara chamado Órion da mitologia grega foi morto acidentalmente por sua amada, e quando ela percebeu tal acidente, colocou seu nome em uma constelação para que não fosse esquecido. -Vicente explicou e ela consentiu.

-Mano... Bonito e pesado. -Ela consentiu, seriamente.

Sol voltou a olhar para as estrelas sem mais perguntas, ela estava completamente deslumbrava ao ver tudo aquilo em alta resolução, a menina sorria ao sentir a mão dele acariciar suas costas, ele sempre fazia aquilo e provavelmente nem se dava conta.

-Espera, deixa eu te mostrar algo. -Vicente pediu e ela se afastou do telescópio. -Preciso ajustar a posição.

O menino observou as estrelas, o papel em suas mãos. Ele voltou ao telescópio extremamente consentrado e o posicionando de outra maneira.

-Olha ao lado da lua. -Vicente pediu, e deu espaço para ela.

Sol observou a lua brilhante e o céu estrelado, mas uma única estrela parecia brilhar mais forte.

-Tem uma estrela brilhando mais forte. -Sol falou.

-É um planeta amor. -Vicente falou orgulhoso e observou o céu.

Sol se afastou do telescópio e o encarou com os olhos arregalados.

-Planeta? -Ela falou alto e ele consentiu.

Sol voltou a olhar e constantemente dizia o quão aquilo era lindo ou simplesmente uau.

-Você está vendo Jupiter. -Ele sussurrou, contente. -Você pode diferenciar as estrelas de um planeta pois o planeta durante a noite é brilho fixo, apenas o clarão e as estrelas cintilam, tipo literalmente piscando.

Sorridente tirou o olho do telescópio e se encostou no namorado, de modo que os dois encaravam o céu em silêncio.

-Eu tenho um namorado lindo e tão inteligente, graças a você eu aprendo tantas coisas e pude ver um planeta. Tinha razão sobre na praia o céu ser igualmente estrelado... -Ela falou baixinho, apontando para o céu. -Me sinto leve, tranquila.

Sua doçura e inocência faziam o coração dele palpitar, Sol encarava o céu como se nunca tivesse o visto, mas talvez agora ela nunca mais o veria da mesma forma.

-Obrigado por aceitar aquela solicitação de amizade, eu realmente sou grato por ter conhecido você e poder ver o mundo aos seus olhos, ele é mais colorido e divertido. -Vicente sentiu as bochechas dela se mexendo, era um sorriso. - Não sei o que nos juntou, a sorte, um Deus como dizem, um mero acaso...

Sol apontou para o céu o interrompendo.

-Eu acredito que estava escrito, que Deus sabia de tudo e nos juntou. -Ela sorriu. -Sei que não acredita em Deus, mas eu acho isso.

Vicente consentiu, eles não falavam sobre isso com frequência e ambos sabiam que não havia como discutir crenças, então apenas se respeitavam.

-Certo, então se alguém perguntar foi metade Deus e metade a sorte. -Ele falou entre risadas e ela concordou.

As horas passavam e eles nem se quer tinham noção daquilo, com seus celulares longe eles viviam o momento sem interrupções. Após algum tempo eles guardam o telescópio e usando um lençol, deitaram na areia. Eles encaravam o céu juntos e conversavam sobre tantas coisas ao mesmo tempo, um caos entre risadas e reflexões.

-Sabe, acho mesmo que minha mãe sente algo pelo Micael, ela postou algumas fotos na praia ontem e hoje ele postou a mesma paisagem, por que acho que isso dará uma confusão com o Bruno?

Vicente estava cada dia mais convencido que sua mãe e Micael sentiam algo um pelo outro que nunca morreu mesmo com o passar dos anos, e o mesmo não sentia raiva ou que aquilo era algum tipo de traição, mas estava preocupado com a reação do seu irmão.

-Seu irmão ir contra isso é um puta egoísmo. -Sol falou, diretamente. -Como irmão mais velho você precisa mostrar isso a ele, como ele ainda é muito novinho...

Vicente consentiu de imediato.

-Após tanto tempo... -Vicente respirou fundo. -Ele trabalhando lá todo esse tempo e realmente nunca notei ao menos um olhar sabe?

Sol sorriu e negou.

-Ué, eles foram maduros e deixaram o passado pra trás, mas aconteceu da vida se mexer assim. Em minha opinião existe hora certa para tudo, se eles não ficaram juntos no passado foi para que ela casasse e conhecesse o amor com seu pai, e vocês nascessem. Foi para que o Micael cassasse e a Dani nascesse, que por sinal é o grande amor do Bruno. -Ela sorriu, imaginando tudo.

Em seu grande lado romântico, Sol sabia que o destino era o grande responsável por aquilo.

-Você está certa, eu quero minha mãe feliz. -Vicente bufou. -Preciso que ela seja feliz.

De mãos entrelaçadas, Vicente colocava para fora tudo que guardava para si e não conseguia dividir com ninguém.

-Amor sinceramente, sua mãe foi ferida da maneira mais cruel do mundo, sabe como? Ferida por alguém que amava e deveria cuidar dela. -Sol falou, negando. -Ela merece achar a felicidade, e os filhos devem ser as primeiras pessoas a torcer por isso, seja com quem ou como for.

Com a cabeça apoiada no braço dele, ela abriu o coração o dando conselhos sérios e Vicente a ouvia com atenção.

-Irei conversar seriamente com o Bruno caso seja realmente o que estou percebendo. -Ele consentiu, respirando fundo.

Aquele assunto morreu ali por hora, eles voltaram a comer lanches e doces variados, compartilhando coisas sobre si.

-Uma comida? -Vicente perguntou. -Quando não está de dieta.

-Hambúrguer, com muita coisa dentro e refrigerante. Ah, e batata frita. -Disse ela. -E você?

-Um macarrão ao molho branco com camarão. -Ele fechou os olhos fingindo choro e ela sorriu.

-Uma cor de roupa. -Vicente perguntou.

-Acho que rosa e jeans. -Ela respondeu. -E você?

Vicente sorriu sem jeito.

-Eu uso todas as cores, mas de preferencia uma de cara vez, sem estampas. -Ele falou e ela arregalou os olhos, encarando seu vestido estampado. -Calma, eu não gosto em mim, mas em outras pessoas é bem bonito.

Ela o mandou uma expressão de alivio, o que tirou risadas do menino.

-Seu primeiro beijo? Foi bom? -Sol perguntou.

Vicente pensou um pouco e fez um barulho engraçado com os lábios.

-Eu tinha treze anos, foi com uma menina da escola. Foi bom, eu gostava dela, e o seu?

Sol sorriu, tapando os olhos.

-Nossa, eu tinha doze anos. -Ela cochichou. -Foi em um parque no condomínio da minha madrinha, ele me beijou e eu chorei por que achei que meu pai ia brigar.

Vicente gargalhou junto a ela, Sol deu mais detalhes de como contou ao seu pai e ele não brigou, apenas disse que ela estava nova demais para isso e não era para fazer novamente. Eles estavam em um bate bola, perguntas e respostas rápidas.

-Sexo, sua primeira vez foi boa? Já sei que foi com seu ex namorado, uma vez falou por alto. -Vicente perguntou, tímido.

Eles ainda não haviam falado com profundidade nisso, mas Sol parecia à vontade, ela virou ao seu lado e Vicente fez o mesmo.

-Foi tranquila, mas tive vergonha dos meus peitos pequenos. -Ela sorriu e ele fechou os olhos com timidez. -A gente se gostava então foi natural, mas não posso dizer que foi boa, por que a princesa aqui doeu, e doeu por vários dias. -Sol explicou e ele sorriu pela a expressão usada. -E a sua?

Vicente perguntou e com base sua namorada explicava, ele sentia uma faísca grande de ciúme chegar.

-Como sabe se não sou virgem? -Ele arregalou os olhos e ela apertou os lábios, envergonhada.

-Você é? -Ela perguntou, sem jeito.

-Não. -Ele sorriu, e Sol arqueou as sobrancelhas ao ver seu sorriso cínico. -Nunca namorei sério antes, mas fiquei com uma pessoa por um tempo relativamente grande e quando eu tinha dezesseis anos aconteceu. Dentro de um carro, e se eu disser que foi ruim estarei mentindo, foi bom, até satisfatório, mas...

Sol tampou a boca do rapaz com a própria mão e negou balançando a cabeça, a menina estava seria e Vicente mantinha seus olhos arregalados sem entender sua reação.

-Não quero mais saber. -Ela falou. -Fiquei com ciúme.

Vicente tirou a mão da garota da sua boca e beijou, carinhosamente.

-Eu ia finalizar dizendo que não foi nada romântico pois não tínhamos sentimentos. -Ele sussurrou. -Também sinto ciúme gatinha, não sou de ferro. Mas, posso ser bom em disfarçar... -Vicente sorriu fraco.

Sol consentiu, levantou da areia e foi para a cabana rapidamente.

-Fica aí, tenho algo aqui. -Ela gritou, o deixando curioso.

Vicente sentou na areia e esperou a menina retornar com algo em mãos.

-Olha, eu não tenho muito dinheiro, mas quis comprar algo para você. É bem simples... -Ela falou, o entregando um pacote. -Quero que leve algo para lembrar de nós!

Vicente sorriu empolgado e retirou a embalagem vermelha, ele encarou um dos melhores presentes que já havia ganhado. Sol encarou seu sorriso largo ao ver um quadro mediano, era um mapa das estrelas, feito de forma digital com seus nomes e com uma data, mostrava como o céu estava naquela data.

-Uau isso é... O melhor presente. -Ele perdeu as palavras, e tocou o quadro. -Perfeito, é realmente único e a data que nos falamos pela primeira vez.

Vicente a encarou e sorriu mais uma vez, deixando suas covinhas ainda mais aparentes. Era difícil distinguir o que ele estava sentindo naquele momento, mas o mesmo sabia que era imensa sensação de ser importante, de ser gostado de verdade.

-Você gravou... -Sol consentiu orgulhosa. -Eu acho que essa data tem muito significado pois foi onde tudo deu início e preciso que quando olhar para isso, saiba que do outro lado do país tem uma pessoa que estará pensando em você...

A menina consentiu, com lagrimas nos olhos e foi abraçada por ele, Sol sentia seu corpo ser abraçado e o cheiro dele entrou em suas narinas, era um cheiro de conforto.

Vicente e encarou, tirou os óculos e tirou os dela, beijando-a em seguida. As mãos do rapaz seguraram o rosto dela e em meio a um sorriso Sol retribuiu o beijo cheio de paixão, seus corpos colados como imas resultavam em faíscas entre duas pessoas cheias de paixão e desejos contidos em olhares. Seus corpos estavam prestes a deitar na areia, quando ele se afastou tentando se recompor, sua respiração estava ofegante e sua testa suava já não podiam esconder nada, principalmente quando Sol estava da mesma maneira.

-Nossa, beijar você é como acender fogos de artifícios em mim. -Ele sorriu e ela continuou o encarando seriamente. -O que foi?

Sol deglutiu seco e o puxou pela camisa com delicadeza, ela o queria mais perto e Vicente se aproximou. Ela tocou o rosto do rapaz e ele fechou os olhos, Sol sorriu ao ver aquilo e sua mão percorreu o braço dele, segurando sua mão.

-Eu também quero Vicente. -Ela sussurrou, sendo encarada pelo rapaz. -Estamos embaixo de centenas de estrelas e isso é perfeito...

Vicente lia os olhos dela e soltou o ar pelos pulmões, mesmo que ele tivesse projetado algo mais romântico ao lado dela, algumas coisas poderiam não ser planejadas. Ele segurou sua mão entrelaçando seus dedos e sorriu.

-Tem certeza que sabe o que eu quero? -Vicente falou, e ela consentiu.

Um clima incrivelmente romântico regado de uma completa tensão sexual se formou no ambiente como se ambos estivessem testando seus limites.

-Você me quer, das formas mais obscenas possíveis.-Ela afirmou, encarando o corpo dele.

Vicente sorriu de forma maliciosa.

-Eu quero você, de todas as formas possíveis. -Ele afirmou, tocando seu rosto.

-É reciproco. -Sol sussurrou.

Ela sorriu, e ele tocou seus cabelos, os soltando. Vicente sabia que a queria mais que tudo, na vida e naquela noite a sós ao meio de uma praia deserta. Ela tentou levantar o puxando pela mão e o rapaz a parou, ele negou e a puxou de modo com que ela caiu em seus braços, os fazendo deitar.

Com o corpo parcialmente por cima do dela, Sol sorriu sem entender quando ele negou.

-Vamos deixar o céu e o mar serem testemunhas? -Vicente sussurrou em seu ouvido e quando ela consentiu, a beijou.

Sol sentiu seu corpo ascender de tal forma que apenas se entregou e o beijou de modo feroz, o ajudando a tirar a camisa. Ela sentiu a mão dele em coxa com um toque firme e seu corpo arrepiou quando em poucos segundos o seu percorreu o interior do vestido, e ela sentiu seu toque na barra da sua calcinha com delicadeza.

Vicente sentia seu corpo completamente tomado por desejo, de modo com que ela correspondia aos seus toques com sussurros e suas unhas tocavam suas costas, era impossível não a desejar mais.

Eles se afastaram e ambos de joelhos, se encaravam em silencio. Sol retirou os botões do seu vestido e à medida que a roupa desceu, deixou seus seios completamente a mostra.

Vicente tocou seus seios com delicadeza e ela fechou os olhos, logo sorrindo.

-Você é linda, cada parte sua... -Ele sussurrou. -E não será de mais ninguém...

Sol abriu os olhos e o encarou, quando sentiu as mãos dele puxarem a única peça de roupa que restava, sem timidez.

-Só sua? -Ela sussurrou em seu ouvido e beijou seu pescoço. -Promete?

-Definitivamente. -Ele sorriu.

As mãos dela percorriam o corpo do rapaz sem timidez, e lentamente, o fazia sentir arrepios. Eles se entregariam um ao outro ali debaixo das estrelas, já deitados novamente pouco se importando com a areia que burlava o lençol, suas mãos conheciam seus corpos e suas bocas dos percorriam completamente.

Com a cabeça entre as pernas dela, Vicente a fazia suspirar e seu corpo estremecia sem pausas, o que estava a deixando à beira do orgasmo, mas quando ela estava chegando ao seu limite, ele pausava, a provocando e a levando ao limite.

- Uau, além de falar, essa boca trabalha muito bem... Não seja maldoso, está me torturando, me deixe... - Sol gemeu. Deixa pra lá continua, você é muito bom nisso... -Sol buscava fôlego, ao segurar os cabelos do rapaz. -Quero você logo..

Vicente tornou a fazer uma trilha de beijos da sua virilha até sua boca e beijou seu pescoço, fazendo-a abraçar, o prendendo com as pernas.

- Seu gosto é divino... -Ele sussurrou em seu ouvido e sorriu quando a ouviu suspirar baixinho. - E seu desejo é uma ordem...

Ver estrelas era um termo que eles poderiam usar de muitas formas, mas resumia como se sentiam com base transavam pela primeira vez, seus corpos exalaram calor e um desejo condido que era consequência dos mais profundos sentimentos que existiam entre eles.

Em poucos segundos Sol contemplou seu namorado como veio ao mundo e se perguntou até onde poderia ir o desejo que sentia por ele, em poucos minutos ela estava no colo dele entre carícias, beijos e gemidos baixinhos, em um ritmo lento tomado por uma excitação que os dominava como nunca antes.

Aquela noite não seria resumida em horas, mas em tudo que fariam juntos por mais tempo do que qualquer um já teria feito, estavam livres e para transarem até o limite dos seus corpos.

A madrugada estava na metade quando os dois completamente nus, suados, e com resquícios de areia pelo corpo, deitaram juntos, o cansaço os invadiu e ambos os corpos estavam com vestígios de tremor. Sol mantinha a cabeça no peito dele ouvindo seu coração bater rápido, Vicente tocava seus cabelos e suspirava ao encarar o céu, a música vinda de algum celular tocava baixinho.

-Seu coração ainda está muito acelerado. -Ela sussurrou.

Vicente deixou uma risada escapar.

-Romanticamente falando são os sentimentos intensos por você, fisicamente falando é quando um sedentário faz amor com uma atleta e fica beirando o infarto. -Ele sorriu. -Mas morrer com você em cima de mim, era uma boa forma de morrer.

Sol gargalhou, ela achava graça quando ele falava coisas engraçadas de modo sério, mas ele não estava errado, os dois haviam ido até seus limites.

-Fazer amor, essa expressão é bonita e romântica. Mas em algum momento foi bem selvagem, gostei desse seu lado bruto, minha bunda está dormente. -Ela ainda abraçada dele, tocava seu colar de lua. -Tudo bem com o preservativo? Ele estava mesmo intacto?

-Sim, estava intacto. Não se preocupe senhora energética! -Vicente sussurrou beijando sua testa. -Não sou bruto, apenas você me excita até o último fio de cabelo da cabeça.

Sol sorriu após aquela conversa pós sexo e ele cantarolou uma música que coincidentemente era de um cantor que ela amava e outro cantor que Vicente era fã.

-Essa música é perfeita, o Bryan Behr e o Calum Scott entregaram tudo, é uma musica tão linda.

A musica chegou ao refrão e ele cantarolou.

-Mas mesmo que o mundo acabe agora, que ao menos me reste tempo para dizer, o quanto você me fez feliz mesmo sem saber... -Vicente cantou uma parte da musica e ela sorriu batendo em seu peito.

-Você cantando é melhor, continue. -Sol sussurrou e o fez negar várias vezes.

O céu estava mudando de cor lentamente com base eles continuavam deitados, sem pressa em levantar.

-Tenho areia em lugares estranhos. -Ela suspirou o fazendo sorrir. -Nossa, que preguiça.

Vicente apenas ria com os comentários da namorada, ele não tinha muita energia para rebate-los e estava tímido para isso. Ele a abraçou mais forte e beijou sua testa de uma forma delicada, Sol se aconchegou em seus braços e sentindo o calor do seu corpo era confortável, era bom.

-Amor, vamos tomar um banho de água mineral, após isso deitar na barraca e assistir um romance que baixei off-line? -Vicente falou e foi ignorado. -Sol?

O menino encarou Sol em seu peito e ela estava de olhos fechados, o que o fez sorrir. Ele tocou seus cabelos suados e sua bochecha grande, era a primeira vez que ele a via dormir, a menina falante e energética estava quieta.

-Oxente, dormiu ou desmaiou? -Ele soltou uma risada engraçada. -Durma, faremos isso pela manhã.

O garoto fechou os olhos assim como ela e logo os abriu quando Sol falou.

-Quero fazer isso hoje, amanhã quero transar mais... porém me deixe deitada no seu peito só mais cinco minutinhos. -Sol balbuciou, o fazendo prender o riso. -Está confortável ouvir seu coração bater.

-Como irei embora se dorme tão confortavelmente em mim? -Ele falou, baixo.

-Apenas volte rápido, por favor. Eu já estou morrendo de saudade... -Ela cochichou ainda de olhos fechados.

Após o final de semana na praia, a semana voou mais rápido que um foguete, Sol voltou as aulas e os treinos, mesmo assim Vicente ia pega-la na escola todos os dias, eles aproveitaram o resto dos dias antes de serem oficialmente um namoro a distância, e após aquelas férias o casal sabia que tudo estava inundado por sentimentos ainda mais fortes.

O aeroporto de Guarulhos era de longe um dos locais mais lotados de São Paulo, era caótico e barulhento. A família do rapaz, os irmãos da Sol, sua mãe e Cecilia foram junto a ela levar Vicente e se despedir do rapaz, eles estavam todos juntos perto do seu portão cerca de meia hora antes do embarque.

Quando uma pessoa falante como Sol se tornava um pouco mais calada, as pessoas percebiam, o que de fato aconteceu. A menina permaneceu todo o tempo sentada ao lado do namorado, com a mão entrelaçada a dele, não que ela estivesse mal por sua ida, mas senta seu coração apertado.

Vicente sentia a mesma coisa que ela com mais algumas coisas que nem ele mesmo sabia decifrar, mas ele sabia que havia ficado o tempo limite para voltar e organizar sua vida para a volta as aulas. Ele estava ciente que não iria ser fácil, mas iria voltar em breve.

-A fila do voo para Fortaleza está se formando. -Vicente sussurrou e Sol encarou a fila.

O casal levantou e toda a família fez o mesmo, logo Vicente se despediu dos avós e do tio por quem sentia um enorme carinho.

-Se cuide e a casa da vovó é sua. -Suzana abraçou o neto e Gil consentiu.

-Cuide da sua mãe e do seu irmão. -Gil abraçou o neto e Vicente consentiu.

-E nos ligue a qualquer hora. -Ângelo tocou a cabeça do sobrinho.

-Certo, irei fazer tudo isso e irei ligar sempre. -Vicente sorriu.

Isis sorriu para o genro e se aproximou quando a família dele deu espaço, a enfermeira estava feliz com o namoro da filha e de como a menina estava feliz por ter Vicente em sua vida.

-Meu genro, sei que a distancia é grande, mas volte logo. Charles estará em casa e faremos algo mais família. -Isis abraçou Vicente e o menino consentiu.

-Obrigado por me receber, da uma chance de me conhecer e aprovar nosso namoro. Voltarei logo mais, não irá demorar.

Vicente se agachou para falar com os irmãos da namorada, as crianças os deram um pequeno saco com doces e sorriram.

-Alguns doces para a viagem. -Sofia falou, animada, fazendo Sol sorrir.

Vicente arregalou os olhos e agradeceu.

-Quando voltar, podemos ir ao estádio com o pai. -Cristian decretou, e Vicente tocou sua mão.

-Certo, eu comerei os doces e ficarei ansioso pelo jogo. -Vicente tocou a cabeça das crianças e Isis sorriu de longe.

Cecilia se aproximou, e suspirou ao ver Vicente. Ela estava de volta e encontrou sua amiga radiante, mais falante que o normal e sentiu um alivio fora do comum.

-Quando voltar, eu terei um bebê. Então prepare os braços, e não vamos ficar tristes, o tempo voa. Valeu por vim, foi muito legal e aquela moça ficou muito bem ao seu lado. -Cecilia sorriu e Vicente tocou sua barriga.

-Tem razão e até mais bebe. -Ele falou, encarando Cecilia. -Permaneça bem, e foi um prazer conhecer você Ceci.

Vicente a abraçou rapidamente, sentia algo diferente nela, mas não tinha intimidade para perguntar, então nada falou.

Logo mais todas as pessoas deixaram o casal sozinhos, Sol e Vicente ficaram na fila juntos de mãos dadas como se fossem juntos. Eles conversaram e riam de uma criança que estava se jogando no chão para não ir e deixar a vó.

-Então chegou a hora, que chato isso. Nossa, isso é muito chato Vicente... -Sol encarou o namorado faltando poucas pessoas para sua vez e sorriu. -Mas tudo bem, os meses vão passar rápido.

Vicente pegou suas mãos e encostou sua testa da dela, de forma carinhosa. Ele retirou o colar de sol dela e a mesma o encarou.

-Olha, quero que fique com a minha lua e eu fico com o seu Sol. -Ele colocou nela o colar prateado, e colocou em si o colar com o Sol.

Sol sorriu consentindo e tocou na lua.

-Obrigada por vim, por tudo que fez para que nos divertíssemos e faremos dar certo. Irei juntar dinheiro e poderemos revezar as idas e vindas... -Ela sussurrou sorrindo. -Se cuide, se alimente bem, não estude demais e mande um beijo para sua família.

Vicente consentiu e a abraçou o mais forte que pode, ele sentiu seu cheiro e sorriu quando Sol fungou, ela não havia aguentado sem chorar.

-Voltarei em breve, e passarei dois meses ao seu lado. E sim, poderemos revezar e te levarei para conhecer o bob e o que é calor de verdade. -Ele enxugou as lágrimas dela. -Se cuide, não treine demais, se alimente bem e qualquer coisa me ligue na hora, eu pegarei um avião e irei, ok?

Sol sorriu, já secando as lagrimas e beijou o rapaz.

-Eu ligarei e vá, precisa ir agora. -Sol apontou para a penúltima pessoa passando para o raio-x.

Sol sorriu o deixando ir e se sentia bem, mesmo que já com saudade. Vicente consentiu novamente e tomou coragem para falar seus mais sinceros sentimentos.

-Não chore senhora energética, só lembre que tem um namorado lindo, inteligente e que te ama, muito. -Ele sussurrou em seu ouvido.

Sol sentiu seu coração acelerado ao ouvir tais palavras, Vicente se afastou rapidamente quando a moça chamou o próximo e ela imóvel o observou entregando a passagem a moça e sendo liberado.

-Vicente. -Sol correu e se aproximou da barreira e o menino passou seus passos. -Eu te amo, muito. -Ela sorriu, recebendo o sorriso dele.

De longe ele sorriu com a mão no peito, o menino que seguiu seu coração mais uma vez, havia sido correspondido.

-Eu sinto e te amo muito mais. -Ele balbuciou e ela leu seus lábios de longe.

Sol sorriu, o dando tchau já mais animada e o viu desaparecer em meio a milhares de pessoas no caos de São Paulo. Despedidas eram difíceis, mas ela sabia que o veia novamente e viveriam mais momentos incríveis.

Bom, a partir dali seria um relacionamento que precisaria sobreviver a distância e a saudade, seria o relacionamento que mudaria suas vidas para sempre.

S2

Musica que Sol e Vicente cantaram na noite na praia:

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