20

Quando O Sol Nasce No Ocidente | vinte.

Termino de limpar o quintal dos fundos quando vejo uma silhueta se aproximar da porta de vidro. Alec já chegou e, até aquele momento, eu não havia percebido a hora passar. Fiz o meu dever de casa, arrumei o quarto e passeei com Thor na parte da manhã. Eu pretendia adiantar todos os meus afazeres para que quando ele chegasse o meu tempo e atenção fossem dedicados completamente a nós dois.
Feliz por vê-lo, mas confuso com o horário, desligo a mangueira e tiro minha camisa que está toda suja e encharcada. O início da tarde está ensolarado, mas faz frio. As temperaturas estão caindo mais a cada dia.

— Acho que cheguei muito cedo — diz, colocando as mãos nos bolsos do casaco azul-claro.

— Assim passamos mais tempo juntos — digo, encurtando nossa distância até finalmente abraçá-lo.

Minha bermuda também está molhada, mas Alec não parece se importar. Ele retribui o abraço, escondendo o rosto em meu peito.

— Meus pais te receberam bem?

— Eles são ótimos! Me agradeceram por te ajudar a estudar.

— Eles estavam loucos para conhecer o meu único amigo que não é do time de basquete.

— Confesso que fiquei com vergonha, Arth.

O aperto mais em meus braços.
Alec está tão quentinho!

— Eles vão dormir fora hoje — falo, me afastando um pouco para não molhá-lo mais. — Vamos ter a casa toda só para nós dois.

— Você quer dizer que teremos a casa toda para estudarmos, certo?

Nego, balançando a cabeça.

— Acha mesmo que vou perder essa oportunidade?

— Que oportunidade?

— De te agarrar e te morder a noite toda!

Ele franze o cenho, com uma expressão engraçada.

— Você disse que a gente ia estudar.

— E também disse que veríamos um filme! Que tal a gente pular a parte dos livros e ir direto para o filme e a pizza?

Ele nega, mas percebo que gostou da ideia.

Levo Alec para conhecer o meu quarto. O deixo à vontade e bem instalado enquanto tomo banho e coloco roupas mais confortáveis. Descemos juntos para a sala e nos despedimos dos meus pais, que já estão de saída.

— Se comportem, rapazes — diz meu pai, severo como sempre.

— Se precisarem de alguma coisa, é só ligar — diz minha mãe, me abraçando.

— Não se preocupem — respondo, acompanhando-os até a porta.

Ansioso, tranco as fechaduras da porta da frente e fecho as cortinas das janelas assim que eles saem. Corro animado em direção ao Alec e o tomo em meus braços. Ele até tenta esquivar, mas o levanto do chão. Rindo, ele se debate até perdermos o equilíbrio e cairmos no sofá.

Ele cai em cima de mim.
Nossos rostos a poucos centímetros um do outro.

— Melhor a gente começar a estudar, Arth — diz, com as bochechas coradas.

— Que tal a gente pedir uma pizza e comer assistindo a sequência de Pânico? — sugiro, não deixando espaço para ele se mover e fugir.

— Depois que revisarmos as atividades de inglês, ok? — contrapõe, irredutível.

Suspiro, concordando.
Beijo sua bochecha antes de soltá-lo. Ele levanta, mas depois senta ao meu lado. Tento segurá-lo de novo para dar mais beijos, mas Alec desvia.

— As atividades de inglês, Arth!

— Okay! Já entendi!

Alec está lendo o livro de inglês em voz alta. É alguma coisa entediante sobre os autores que estudamos nessa última semana. Estamos sentados no chão da sala. Eu atrás dele, o agarrando com meus braços e pernas. Minha cabeça está deitada, repousando em seu ombro. Mantenho os olhos fechados, me embriagando com o cheiro viciante de sua pele.
Ele tirou a blusa de moletom que usava quando aumentei a temperatura do aquecedor. Agora está só com uma camiseta branca e uma calça de moletom preta. Alec também tirou o tênis e as meias. Não sou tarado por pés, mas é impossível não reparar no quanto os pezinhos brancos do Alec são bonitos. Os dedos fazem uma escadinha perfeita e as unhas são muito bem cuidadas.

— Você está prestando atenção?

— Estou sim!

— Por que não está acompanhando minha leitura?

— Prefiro ouvir sua voz e te abraçar, amor.

O aperto mais em meus braços, roçando meus lábios por seu pescoço.

— Podemos focar no texto, Arth?

— Podemos fazer uma pausa?

Ele concorda, fechando o livro e o colocando ao lado.

— Já está com fome?

— Um pouco.

— Quer pedir uma pizza? Já vai escurecer, amor.

— Pode ser!

Continuo provocando, roçando meus lábios no pescoço dele. Sinto seu corpo estremecer, então suponho que estou no caminho certo. Coloco as mãos por baixo de sua camisa, subindo vagarosamente até seus peitos, que não são como os de uma garota, porém isso não me deixa menos interessado...
Na verdade me fez ficar ainda mais excitado.

— E a pizza?

— Também pode esperar um pouco, né?

— Arth!

Estou muito duro, e acho que Alec pode sentir em suas costas. Aperto os peitos dele e beijo seu pescoço, subindo meus lábios até sua orelha direita. Ele volta a estremecer, parecendo perder a força em meus braços.

— Você já namorou antes? — pergunto, sussurrando em seu ouvido.

— Não.

— Você nunca esteve com um garoto? Intimamente falando, sabe?

— Não!

Paro de apertá-lo. Alec ainda é virgem, e eu não quero que a primeira vez dele seja dessa forma, por um simples desejo no chão de uma sala. Quero ficar com ele, mas não assombrado pela obrigação de ganhar do Asher. Quero que seja natural e especial para nós dois, mesmo eu ainda não tendo pensado em certos detalhes, como o fato dele também ser homem e ter as mesmas partes íntimas que eu.

— Tem vontade de fazer comigo?

— Fazer...?

— Coisas que todos os casais fazem.

Ele diz que sim com a cabeça, envergonhado.

— Não quero te forçar e nem adiantar as coisas, ok? — digo, afrouxando um pouco o espaço entre ele e eu.

— Sem problema — diz, parecendo atordoado.

Essa é mais do que uma confirmação de que Alec e eu estamos juntos. A aposta está ganha, então não há necessidade de ir além com tamanha babaquice.

Comemos pizza assistindo ao filme "Pânico 2". Alec está atrás de mim desta vez, me abraçando da mesma forma carinhosa que o abracei enquanto estudávamos. O filme é do gênero terror, mas não paramos de rir com as cenas. Acho que Alec gosta do meu cabelo, pois não consegue parar de acariciá-lo. Também notei que ele se sente receoso em tocar o meu corpo, então seguro uma de suas mãos e a levo para baixo da minha camisa, fazendo-o acariciar o meu peito.

Há muito tempo não me sinto tão feliz quanto agora.
Não tenho mais nenhuma dúvida em relação aos meus sentimentos por ele.

São nove e quarenta da noite. Alec e eu limpamos a nossa bagunça, trancamos toda a casa e escovamos os dentes juntos assim que o filme acabou. Subimos para o quarto, mesmo ainda sendo cedo para dormirmos. Coloco uma bermuda e uma regata mais confortável, pois não gosto de dormir com roupas cumpridas. Alec coloca uma bermuda mais curta que trouxe de casa, e eu tento não pensar muito nisso enquanto o vejo andar pelo quarto.

— Então a franquia "Pânico" tem quatro filmes? — pergunto, para parar de pensar em safadezas.

— Sim! O quarto saiu ano passado.

— Já quero assistir os outros.

Ele concorda, sentando na beirada da cama.
Trocamos olhares e sorrisos acanhados.

— Então você gosta desse gênero de filme? — Me sinto estranhamente nervoso. — Eu jamais imaginaria que uma pessoa como você gostasse de filmes de terror.

— O gênero slasher é incrível! — diz, também nervoso. — Tem vários filmes legais como Halloween, A Hora do Pesadelo, Sexta-feira 13... Na verdade, Pânico é uma referência a todos eles. Como uma sátira ao gênero, sabe?

— Eu só conheço o Sexta-feira 13.

— Sim! O Jason é bem famoso.

Concordo.
Voltamos a trocar olhares, mas dessa vez mais ansiosos.

— Já está com sono?

— Não!

— Quer fazer alguma coisa? Talvez ver outro filme.

— Você que sabe, Arth.

Eu sei o que quero fazer, mas parece inadequado esta noite.

— Vamos deitar um pouco e, se o sono não vier, a gente volta para a sala e assiste alguma coisa.

Ele concorda, se virando e escondendo o rosto que, por um momento, pareceu corar.

Deito e me cubro da cintura para baixo. Ele deita ao meu lado em seguida, puxando o cobertor até o seu peito. Pego o meu celular na mesa de cabeceira. Alec também pega o celular dele do bolso da bermuda.

— A temperatura do quarto está boa?

— Sim.

— Se estiver frio, posso subir a temperatura do aquecedor.

— Para mim está bom assim, Arth.

Ficamos em silêncio olhando para o teto. O quarto está quente, mas meu estômago e meus pés estão congelados. Alec vira o corpo para o lado, ficando de costas para mim. Ele desbloqueia o celular e se encolhe. Não consigo ver o que está fazendo.
Desbloqueio o meu celular e começo a digitar uma mensagem para Asher. Tudo está acabado. Eu venci! Alec é praticamente o meu namorado agora. Só me falta resolver essa pendência e fazer o pedido oficial.

"Ganhei! Ele veio dormir em minha casa e eu te venci, babaca! Mantenha suas promessas.
Arthit."

"Sério?!!!! O que vocês fizeram???!!!
Asher."

"Não é da sua conta! Mantenha suas promessas!
Arthit."

"Segunda-feira vou falar com o treinador. Estou orgulhoso de você, garanhão!
Asher."

— Babaca — resmungo, bloqueando o celular e o colocando de volta na mesa de cabeceira.

— O que houve? — pergunta Alec, virando o corpo para ficar deitado de frente para mim.

— Nada! É só o Asher enchendo a minha paciência.

— Ele não vai mesmo te ajudar a entrar como titular no jogo da próxima semana?

— Vai! É provável que eu consiga uma vaga como titular.

Ele sorri, surpreso.
Seus olhos parecem brilhar com a notícia.

— Isso é ótimo! Você merece muito essa chance, Arth.

— Obrigado, amor.

Ele mantém o sorriso, mas agora acanhado. Me aproximo, também virando o corpo para ficarmos de frente. Encosto meu rosto no dele, quase o beijando.

Estou feliz por ter resolvido parte do problema, mas ainda apreensivo... Asher tem que manter sua palavra e deixar o meu Alec em paz.

— Eu gosto tanto de você — digo, roçando o meu nariz no dele. — É tão diferente quando estamos juntos.

— Diferente como?

— É difícil explicar. É mais fácil você sentir.

Seguro a mão dele e a levo até o meu peito. Meu coração parece que vai explodir a qualquer segundo. Alec também leva a minha mão até seu peito. O coração dele está tão acelerado quanto o meu.

— Eu também gosto muito de você, Arth — diz, se aproximando um pouco mais. — Ainda é difícil acreditar que você também gosta de mim. Que meu crush secreto por você deu certo.

— É impossível não gostar de você, Alec.

Ainda parece errado. Quero ficar com ele, ir além, mas não dessa forma. Não na mesma noite em que declarei a vitória contra o Asher. Não depois de ser obrigado a participar de uma aposta tão idiota.

Nossos lábios encostam, mas só por um breve momento. Não consigo beijá-lo. Ele me abraça, deitando parte do corpo sobre o meu. Sua respiração controlada, seu hálito de creme dental de hortelã, o calor de sua pele e seu cheirinho irresistível me fazem desejá-lo ainda mais. Estou tão excitado que meu corpo age quase que por conta própria. O seguro pela cintura e o puxo com cuidado para deitar em cima de mim. Percebo que Alec também está excitado quando sinto um volume duro passar por minha coxa. Meu corpo trava por um instante, mas relaxo e me arrepio quando o quadril dele encaixa com perfeição sobre o meu, com suas pernas em volta das minhas.

Eu não fazia ideia de que era tão gostoso senti-lo dessa forma.

Movo meu quadril, roçando meu pau contra o dele. Alec retribui, rebolando em cima de mim. Acaricio sua nuca, deslizo os dedos em seu cabelo. Desejo beijá-lo, mas antes de nossos lábios se encontrarem, o fantasma da culpa volta a me assombrar.

— Espera, por favor... — sussurro, parando de me mover.

— Tudo bem...?

— Tudo bem, mas... Podemos parar um pouco?

Alec assente, voltando a deitar ao meu lado. Encaro o teto, decepcionado comigo mesmo.

— Desculpa, Alec.

Ele não responde e esconde o rosto embaixo do cobertor.

Estou excitado e quero fazer muitas coisas com ele. Estou seguro dos meus sentimentos e quero dar um passo adiante, mas é difícil relaxar até ter a certeza de que tudo está resolvido.

— Alec?!

— Desculpa, Arth.

— Eu que peço desculpas, amor. Eu...

— Entendo se você não quiser... Sei que é estranho pra você ficar comigo e...

— Não é isso!

— Tranquilo se você não sentir desejo por mim ou...

— Eu sinto desejo por você sim, ok?!

Agarro a mão dele e a levo até o meu pau.
Alec se esconde ainda mais, cobrindo o corpo todo.

— Acha que não sinto desejo por você? — pergunto, o fazendo apertar o volume excitado em minha bermuda, que já pulsa de tanta vontade. — Eu estaria assim se não sentisse?

Ele não responde.
O estimulo a continuar apertando o meu pau. Alec parece gostar, e continua mesmo depois que retiro a minha mão. Começo a relaxar, tentando não pensar no que me trava, mas sim no que me motiva a ficar ao lado dele.

Abaixo a minha bermuda junto com minha cueca, ficando totalmente exposto para ele. Alec, ainda embaixo do cobertor, me agarra com sua mão trêmula e um pouco fria. Ele me masturba, aumentando o ritmo aos poucos e fazendo o meu pau pulsar e babar de tesão em sua mão.

— Ele é todo seu — digo, dando voz aos meus desejos. Acariciando seu cabelo, vou empurrando delicadamente sua cabeça mais para baixo.

Ele sabe o que quero, e sem demora, os estímulos começam a ser feitos com sua boca. A princípio ele parece se atrapalhar, mas isso não faz o momento ser menos prazeroso. Alec enche a boca com o meu pau, preenchendo-a por inteiro, depois o desliza deliciosamente para fora, encarando-o com desejo. O roçar de sua língua provoca pequenos choques prazerosos em meu corpo, me fazendo contrair e mover o quadril contra sua boca.
Meus suspiros e gemidos baixos parecem animá-lo, mostrando o meu prazer. Ele me chupa tão gostoso! Alec trata o meu pau como se fosse seu brinquedo favorito, não largando um só segundo.
Os choques e arrepios ficam ainda mais intensos e frequentes. Deixo escapar gemidos mais altos, impossíveis de abafar, toda a vez que a cabeça do meu pau entra mais fundo em sua boca. Como se fosse possível, meu tesão aumenta mais e mais quando sinto e penso no quão fundo estou sendo levado. Sei que não vou conseguir segurar muito. Faz um tempo que não me masturbo, então estou mais sensível com todo esse tesão acumulado...

E ele me chupa tão gostoso!
Ah, Alec!
O que me fez ficar tão maluco por você?

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