Capítulo 7 - Charlie, Charlie, você está aqui?
Escolhas.
Todos nós em algum momento de nossas vidas fazemos escolhas que, muitas das vezes, não é o que realmente queremos fazer. Isso não seria diferente para Ethan. Cansado de viver na mentira e em segredos absurdos, o garoto tentava a todo custo coordenar seus pensamentos enquanto dava a partida no carro.
Sabia que a coisa certa a se fazer era entregar as provas que continha sobre seu pai para a polícia, mas seu lado parental ainda tentava digerir aquilo tudo, quanto mais ele procurava respostas plausíveis, mais perguntas surgiam fazendo com que os fatos se tornassem uma imensa e impiedosa bola de neve.
Respirou fundo tentando absorver a maior quantidade possível de ar em seus pulmões e dirigiu de forma nada cautelosa até a delegacia da pequena Winchester. A medida que ia se aproximando do lugar, Ethan tentava focalizar o rosto de Bradley, sentia muito pelo garoto que, movido pelo ódio e pelo medo, acabou se tornando um assassino frio e calculista. Ele agora não temia somente pela família, temia por Alice, Vince, Layla e até mesmo pelo detetive Simons, que como muitos sabem, costumava ser visado devido a soluções de crimes de caráter perigoso.
Estacionou de forma brusca no estacionamento da delegacia e com o mesmo ímpeto saiu do veículo indo às pressas até a portaria. Passou pelo detector de metais numa velocidade que até mesmo ele desconhecia. Entrou na recepção e se pôs a falar com urgência.
—Preciso falar com o detetive Simons, e precisa ser agora.
—Qual é o seu nome?! Tem hora marcada com ele?! – Uma das policiais perguntou de forma calma.
—Mas que droga! – Ethan sibilou. – Meu nome é Ethan Payne, liguei mais cedo, preciso falar urgentemente com ele, posso?!
—Não antes de você se acalmar, garoto. – A policial semicerrou os olhos. – Isso aqui é uma delegacia e não um botequim, avisarei a ele que você está aqui, agora senta e fica quieto.
Ethan mesmo se sentindo contrariado, decidiu que o melhor a se fazer naquele momento era sentar e esperar. Contudo, ao seu ver, quanto mais os minutos passavam, mais tinha a sensação de que alguém poderia se machucar a qualquer instante, e aquilo o incomodava de um jeito inexplicável.
—Ethan, o que está fazendo aqui? – O detetive enfim apareceu.
—Precisamos conversar, Simons e tem que ser em particular. – O garoto olhou firme para o homem em sua frente.
Simons o analisou por um tempo tentando decifrar o que estava acontecendo com aquele garoto, com aquela cidade, mas constatou que só obteria respostas se as procurasse na fonte certa.
—Venha, vamos conversar na minha sala. – O policial gesticulou para o corredor e Ethan o seguiu a passos largos.
Entraram na pequena sala e ambos se sentaram um de frente para o outro.
—E então, o que te trouxe aqui?! E mais, porque me ligou mais cedo?! – Questionou Simons de primeira.
—Eu descobri umas coisas na casa do meu pai hoje a noite, coisas ruins e que podem explicar e dar um fim nesse banho de sangue todo. – O moreno soltou um suspiro pesado.
—O que você descobriu, Ethan? – O detetive assumiu um ar mais interessado no assunto.
—Tudo bem, isso é estranho e muito constrangedor. – Fechou os olhos tentando respirar um pouco. – Descobri um cofre na casa do meu pai, um cofre que continha essas fitas. – Estendeu os objetos.
—E o que tem aqui dentro? – Simons perguntou desconfiado.
—Acho melhor você colocar e assistir, não sei se terei estomago para descrever o que eu vi. – Ethan desviou o olhar para o vazio, estava extremamente perturbado com a cena que se repetia inúmeras vezes em seu subconsciente e sabia perfeitamente que teria pesadelos com isso à noite.
Se houvesse como apagar aquilo da memória, ele apagaria sem pensar duas vezes.
O detetive suspirou pesadamente e caminhou até ao velho cassete que tinha na sua sala, com a era da tecnologia era difícil alguém ter essa relíquia e ainda por cima em funcionamento, mas por algum motivo sórdido, ele tinha.
Colocou a fita, esperou alguns segundos e deu o play.
Simons tinha anos de experiência como investigador, havia lidado com vários tipos de criminosos que agiam sem escrúpulos, mas Thomas Payne, com certeza era o pior deles.
Ethan não se atreveu olhar as imagens horrendas que eram transmitidas pela TV, contudo, era inevitável conter as lágrimas que teimavam a rolar em sua face em um gesto de dor, ódio e desprezo.
—Realmente isso explica muita coisa, Ethan. – Simons soltou um pigarro depois de ver todo o conteúdo. – Bradley tinha motivos o suficiente para tentar atingir a família de vocês, eu sinto muito por isso, garoto. Acho que ninguém em sã consciência teria a força que você está tendo agora.
—Prometa que vai prendê-lo, detetive. Os dois. – O rapaz o encarou com certo pesar.
—Vou abrir o mandado de busca e apreensão de Thomas Payne e Bradley Smith, fique tranquilo. – Simons apertou os ombros de Ethan. – Agora vá para casa e tente descansar um pouco, assumimos daqui para frente.
—Quando os encontrarem...você pode me avisar?! – Ethan pediu olhando fixamente para o homem em sua frente.
—Claro, com certeza.
—Obrigado. – Agradeceu e saiu.
Na cabeça do jovem Payne, um misto de justiça e pesar se fazia presente em seus pensamentos. Ele fez o certo, não é mesmo?! Depois que a policia acharem os dois tudo estará acabado, não é mesmo?! Sim, assim esperava.
Parou o carro em frente a pequena casa do subúrbio e notou que somente seu quarto estava com a luz acesa, e aquilo de certa forma deixou o rapaz um pouco intrigado. Seria Bradley o esperando para acertar as contas, ou seu pai totalmente furioso querendo fazer alguma maldade com ele?!
Pelo sim e pelo não, Ethan se armou com um taco de baisebol e entrou com cautela na residência. Valendo-se de passos curtos e silenciosos, o garoto subiu as escadas e logo pôde ouvir uma música lenta soar no interior de seu quarto.
Apertou mais o taco em suas mãos e em um único movimento abriu por completo a porta fazendo com que um grito agudo se propagasse em seus ouvidos.
—Layla? – Ethan abaixou o taco ao ver a namorada.
—Droga, você quer me matar do coração? – Ela estava visivelmente alterada.
—Desculpe, pensei que fosse... – Ele se retraiu. – Esquece, como você está?!
—Ainda estou um pouco confusa com o que aconteceu agora pouco, você chegou e saiu na mesma velocidade, mal tive tempo de falar com você, tem noção de como eu fiquei preocupada?! – Ela o abraçou.
—Eu sei, e te peço desculpas de novo, aconteceram algumas coisas e eu precisava acertá-las antes que fosse tarde demais, entende?! – O garoto beijou os cabelos loiros de Layla.
—Não, eu não entendo, e seria ótimo se você me explicasse. – Ela saiu do abraço e cruzou os braços.
—É complicado...não sei se deveria falar pra você. – O moreno suspirou.
—Ethan, eu quase morri essa noite, o que quer que seja que está acontecendo eu quero e preciso saber, se você não está aqui para me defender quem vai fazer isso?! Vince?! – Ela usou o sarcasmo.
—Se eu peço para ele fazer tal coisa é porque sei que é seguro. – Ele tenta justificar.
—Entenda uma coisa, Ethan Payne, você é meu namorado, e não o Vincent Turner, se tem alguém aqui que é apto para me "proteger", essa pessoa é você, então não me venha com essas desculpas idiotas, não vou mais tolerar esse tipo de coisa, preciso que seja sincero comigo. – Layla bufou irritada.
—Okay, você está certa, vem. – Ela a levou até sua cama onde se sentaram. – Acho que de alguma forma eu sei quem está fazendo esse banho de sangue aqui na cidade.
—E quem seria? – Ela questionou.
—Bradley. – Falou simplesmente.
—Faz sentido... – Layla sussurrou quase que para si mesma. – Mas como você constatou isso?! Digo, que ligação tem a morte da Becca e do Jonas?!
—Isso eu já não sei dizer, mas o fato é que o desgraçado encontrou no assassinato uma forma de machucar a mim e a minha família. – Ethan bufou irritado.
—E porque ele faria isso?! O que a sua família tem a ver com o Bradley, o que você tem a ver com isso?! Merda! O que está acontecendo nessa cidade?! – Layla se levantou abruptamente.
—Ei, fique calma está bem?! Logo, logo essa loucura toda vai ter fim e vamos ficar bem novamente, eu prometo. – Acariciou o rosto da loirinha.
—Não tenho tanta certeza disso. – Falou encarando o chão.
—Estamos juntos, não estamos?! Sei que não venho sendo o namorado perfeito para você, mas eu prometo que de agora em diante eu vou ser mais presente. – Beijou a testa da garota.
—Eu amo você, Ethan, e faria qualquer coisa por você. – Ela cedeu depositando um selinho nos lábios do rapaz.
—Eu também amo você minha Lay, e também faria qualquer coisa para me certificar de que está segura. – Ele sorriu a trazendo para si.
Layla se deixou levar pelas mãos gentis do namorado e arriscou acariciar o abdômen perfeito do mesmo por debaixo da camisa.
Ethan recebeu o carinho da namorada e não se afastou, havia um tempo que eles não tinham um momento para os dois, desde aquele inicio de confusão parecia que eles não estavam exercendo de fato a função de namorados, o que não era nada bom.
O garoto deitou a loira em sua cama e se pôs a beijá-la enquanto se livrava das roupas. Layla por sua vez, não escondia o sorriso de satisfação dos lábios, sentia falta do antigo Ethan, aquele que sempre estava com ela independentemente das circunstâncias, e ter aquela noite significava muito para ela.
Ambos abandonaram qualquer tipo de pensamento e concentraram-se somente no aqui e agora. A cada investida do namorado, Layla fechava os olhos e o apertava mais contra si, de alguma forma, aquilo estava demonstrando a necessidade que um tinha do outro.
Repetiram a ação por sabe-se lá quanto tempo, pararam somente quando o sono finalmente os atingiu e dormiram abraçados.
(...)
—Senhor?! – Um policial entra desajeitado na sala de Simons.
—O que foi?! – Perguntou sem muito interesse. – Alguma novidade de Bradley e Thomas?
—Não senhor, mas consegui encontrar o homem que me pediu.
—Arnold Sanders?! – O detetive largou o jornal que folheava e se ajeitou na cadeira.
—Ele mesmo. – O policial coçou a garganta.
—Mande-o entrar. – Simons fez um gesto com a mão.
O policial se retirou e cerca de cinco minutos depois, um homem bem vestido e com uma certa semelhança com Jonathan Sanders/Thomas Payne, entrou na sala sentando-se logo em seguida.
—Fiquei um pouco surpreso quando recebi uma ligação da polícia de Winchester. – Arnold disse assim que encarou os olhos frios do detetive.
—Não deveria estar tão surpreso assim, julgando pelo fato de que você praticamente acusou pessoas na internet, acho que você é o tipo de homem que não teme ser interrogado por oficiais. – Simons jogou a folha onde continha a declaração de Arnold em cima da mesa.
O homem pegou o papel e se pôs a lê-lo. Já fazia anos desde que havia escrito aquilo, e agora, relendo aquelas palavras, a chama do ressentimento queimou novamente em seu peito.
—O que quer saber?! – Ele pergunta depois de um tempo.
—Quero saber tudo sobre a família Sanders e principalmente o envolvimento da pequena Liz com Charlie Sanders. – Simons cruzou os braços se recostando na cadeira.
—E no que isso vai ajudar vocês?! – Questionou o pai de Liz.
—Vai nos ajudar a fazer a justiça, senhor Sanders. – O detetive continuou a encará-lo.
—O que quer dizer com isso?! – Arnold ficou mais interessado.
—Temos indícios o suficiente para acreditar que Charlie Sanders está de volta e mais presente do que imagina aqui em Winchester. – Suspirou.
—Não, isso é impossível, ele foi internado e... – Arnold riu descrente.
—E saiu a pouco tempo de lá, fiz meu dever de casa senhor Sanders. – Simons revirou os olhos.
—Olha, as coisas nunca foram boas para o meu irmão, e quando aquele garotinho nasceu...bem, no inicio foi pura festa, mas com o decorrer dos anos as coisas foram ficando cada vez mais estranhas. Charlie foi crescendo junto com a minha Liz e acho que esse foi o maior erro da minha vida. – Arnold parecia estar longe, como se estivesse revivendo aquilo. – Ele começou a agir estranho, como se o mal fosse o mais importante, ele parecia gostar de Liz, mas parece que isso não bastou muito. Contudo tudo se desencadeou no momento em que Edward nasceu, aquele menino era tão doce e todos amavam ele e acho que isso despertou o ciúmes de Charlie.
—Acha que tudo isso que você acredita ter acontecido tenha sido movido pelo ciúmes do irmão?! – Simons perguntou enquanto anotava algumas coisas em seu caderno.
—Tudo isso que eu acredito?! – Riu sem humor. – É a realidade, minha filha saiu para brincar na casa do meu irmão e nunca mais voltou, e a hipocrisia do meu irmão e da vadia da mulher dele é tão grande, que os desgraçados juraram de pé junto que minha Liz nunca chegou na casa deles, isso não faz sentido, morávamos perto um do outro e Charlie estava em casa, eu tenho certeza. Mas sabe o que me deixa mais frustrado?! É saber que eu não tive o direito de velar a minha filha, não pude enterrá-la porque aqueles imbecis sumiram com o corpo dela. – Conteve as lágrimas. – Dois anos depois disso encontraram um corpo na escola onde Charlie estudava, ele e Jaime Mcallister eram os principais suspeitos, mas como o diabinho do Charlie parecia ter o total controle dos seus pais, eles se recusaram a acreditar que o filho tivesse alguma coisa a ver com aquilo. E isso só ajudou mais ainda a alimentar o instinto sanguinário daquele monstrinho, depois de mais alguns meses outro corpo foi encontrado, mas dessa vez não havia como esconder que eles eram os culpados pelos assassinatos.
—E porque não? – O detetive continuava escrevendo suas anotações.
—Porque Jaime Mcallister surtou e contou tudo para a mãe dele, principalmente a parte que ele diz que Charlie foi o responsável pelas mortes, segundo o garoto, meu sobrinho o obrigou a ajudá-lo nos crimes e depois disso a cidade se revoltou contra os Sanders, chegaram a incendiar a casa deles, mas infelizmente eles não estavam em casa. Charlie e Jaime foram para um centro psiquiátrico e meu irmão junto com a vadia da mulher e o pequeno Edward faleceram em um acidente de carro, e como eu disse na internet, temo somente pela alma do pequeno Ed. – Arnold olhou com certo ódio para o papel em suas mãos.
—Tudo bem...essa história é realmente bem intrigante, mas como você sabe que Charlie realmente tem a ver com o sumiço de Liz?! Digo, você disse que o garoto tinha um apreço pela sua menininha, não acha estranho ele querer machucá-la?! O que te levou a constatar isso? – Simons agora o encarava com expectativa.
—Uma vez eu questionei Charlie sobre o desaparecimento dela, e ele simplesmente me disse que as ruivas sempre serão as primeiras. – Arnold suspirou pesadamente.
Simons ao ouvir aquilo lembrou-se do primeiro corpo que havia encontrado, Rebecca, a ruivinha. Sentiu um nó no estômago e desejou mentalmente que os policiais encontrassem logo Bradley e Thomas, queria por um ponto final naquela história o quanto antes.
—Obrigado senhor Sanders, acho que terminamos por aqui, não saia da cidade até segunda ordem, está bem?!
—Tudo bem, estarei neste endereço se precisar de mais alguma coisa. – Arnold estende um cartão de um hotel barato na cidade.
Simons assentiu e o homem saiu de sua sala.
(...)
O irmão de Thomas saiu da delegacia e se pôs a caminhar pelas ruas desertas da pequena Winchester. Estava escuro e a lua era a única fonte de iluminação do lugar. Arnold temeu por alguns instantes, estava totalmente ciente de que, se o detetive estivesse certo, Charlie estaria a solta e provavelmente com raiva, muita raiva.
Ele não tinha conhecimento da real situação da cidade, mas pela apreensão no olhar de Simons, Arnold constatou que a história poderia estar se repetindo e cada vez com mais voracidade, e aquilo o assustava.
Cruzou uma ruela distraído e parou imediatamente ao reparar numa figura totalmente de preto a poucos metros de distância. Seu coração acelerou e seu corpo dizia que ele precisava sair dali o mais rápido possível. Contudo, seu corpo não obedecia, muito pelo contrário, Arnold sabia exatamente quem era aquele ser humano em sua frente e logo o choque foi recebido o impossibilitando de reagir a qualquer coisa.
A "sombra" se esgueirou para frente a passos lentos, a medida em que se aproximava, Arnold notou uma faca nas mãos do desconhecido, ele sabia quem era, e estava pronto para aceitar seu destino e finalmente reencontrar-se com sua pequena Liz no outro plano.
O Sanders se viu correndo inutilmente para um beco que notou ser sem saída, não facilitaria as coisas, poderia morrer, mas seria com um pouco da dignidade que lhe restara.
Logo ele se viu encurralado, mas para a sua surpresa, ao virar-se para trás, notou que a figura não estava em seu encalço, na verdade ela havia desaparecido. Talvez não era um bom dia para morrer, ele pensou.
Soltou o ar de seus pulmões e se preparou para retomar a rota, porém, ele sentiu um peso saltar em suas costas e logo em seguida uma lâmina perfurar suas costas. Sentiu uma dor aguda e caiu de joelhos no chão, sabia quem estava fazendo aquilo mas mesmo assim não hesitou em olhar em seus olhos.
—Você vai arder no fogo no inferno. – Falou engasgando com o próprio sangue.
O assassino não respondeu, limitou-se em pegar o celular, rolar os dedos pela playlist e soltar a famosa música clássica enquanto desferia golpes e golpes com a faca em Arnold, fazendo com que o mesmo morresse em seus braços.
(...)
—Senhor, temos um chamado urgente a poucos metros daqui. – Uma policial entrou afobada no escritório de Simons.
—O que aconteceu? – Perguntou já se armando e saindo da sala.
—Um homem, aparenta ter uns quarenta e poucos anos, seu nome é Arnold Sanders. – A policial passou o relatório completo.
O detetive engoliu em seco. Sabia que aquilo poderia acabar mal, ele subestimou o assassino e agora mais uma pessoa estava morta.
Bradley estava praticamente debaixo de seu nariz e mesmo assim ele venceu novamente.
Simons saiu em disparada dentro da viatura e em pouco menos de sete minutos ele parava no beco agora movimentado.
Pediu licença e ultrapassou a faixa de advertência, logo se encontrava de frente ao corpo totalmente ensanguentado e esfaqueado do irmão mais velho de Jonathan Sanders/Thomas Payne.
Nas mãos do falecido, uma peça de lego com a letra C pintada de um jeito grotesco.
—E então, o que vamos fazer?! – Um oficial se aproximou do detetive.
—Convoque toda a imprensa, seja de rádio, televisão, enfim, convoque todo mundo, preciso informar a população, não queria alarmar ninguém até ter certeza, mas temos um serial killer a solta. - Suspirou encarando a pecinha em suas mãos.
(...)
Ethan acariciava os cabelos de Layla que dormia serenamente em seu peito, era incrível como a química entre os dois era perfeita e mesmo com essa confusão toda, os dois ainda tinham essa sintonia.
Porém, seus pensamentos foram interrompidos pelo toque incessante de seu celular. Contragosto, tomou o aparelho em suas mãos e antes de desbloqueá-lo, ajeitou-se um pouco mais na cama a fim de não acordar Layla com seu movimento.
Deslizou o polegar sobre a tela e abriu a mensagem de seu velho desconhecido. A cada vez que ele recebe uma mensagem dele, Ethan sente como se o pesadelo estivesse longe de acabar, e de certa forma, ele estava totalmente correto.
No conteúdo do sms, uma gif se fazia presente, mas o que atordoou o jovem Payne foi a figura que estava estrelando o filme idiota de terror.
Amarrado em uma cadeira, com a boca amordaçada e totalmente espancado, seu pai, Thomas Payne se encontrava debatendo-se tentando se libertar da prisão. O coração do garoto se apertou e bateu mais forte ao notar que o assassino estava no mesmo lugar que o pai.
A pessoa que ele pensara ser Bradley se aproximou do patriarca e posicionou a faca no pescoço do mesmo. Ethan arfou vendo a cena toda e sentiu o ar fugindo de seus pulmões.
O assassino largou a faca no chão e se aproximou da câmera, focalizou sua imagem coberta por uma daquelas máscaras baratas de dia das bruxas e fez um sinal com o dedo para que eu ficasse quieto.
Abaixo da gif, recebi em letras garrafais a seguinte mensagem:
DEVIA TER SEGURADO A LÍNGUA TAMPINHA, AGORA TODOS QUE VOCÊ AMA VÃO MORRER, E O PRIMEIRO DELES VAI SER SEU PAI.
Ethan gelou.
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