Capítulo 6 - A inocente face do terror

Ethan veste uma jaqueta e sai desorientado, pega as chaves do carro da mãe e ruma até o bairro vizinho onde o pai vive numa pequena casa de cercas brancas do subúrbio.

Ele bate várias vezes sem sucesso. Levanta o tapete e pega a chave extra, que fica alí em caso de emergências. O rapaz adentra a casa e esta o surpreende, diferente da ultima vez que ali esteve a casa está super bem decorada, com artigos decorativos, vasos e até algumas flores. Seu pai sempre foi organizado, mas aquilo não era obra dele, Jasmine devia estar morando ali.

Ele passa pela sala de estar onde há o imenso quadro retratando olhos azuis lhe fitam, ele sempre odiou aquela pintura, tinha pesadelos com ela quando criança. Depois de revistar a casa decidi ligar para o pai. Este explica que está num jantar na casa dos pais de Jasmine e demoraria pra voltar. O garoto respira aliviado e diz que vai esperar por ele.

Ethan senta no sofá da sala, pega o celular, há duas mensagens de Layla e outra de Alice cobrando sua presença na vigília. Ele decide não responder, levanta os olhos e encara o quadro.

"ABRA OS OLHOS ETHAN, FAÇA AS CONTAS, DESCUBRA A VERDADE"

Ele levanta imediatamente e retira o quadro da parede, suas pernas tremem ao perceber o cofre escondido sob ele. O garoto tenta algumas combinações óbvias aniversários etc, mas nada parece funcionar... Ele fecha os olhos pensa

"— É um cometa? - pergunta ele enquanto rebola uma bala entre as bochechas infantis.

— Não é um asteróide, o nome dele é Arnie 3457. Cometas são grandes... - Diz o pai bagunçando seu cabelo, quando é interrompido por outro garoto.

— Não tente explicar pro tampinha, ele é muito burro!"

Ethan digita 3457 e a porta se abre, ele retira o conteúdo do cofre. Alguns maços de dinheiro, envelopes com documentos, uma pistola Glock 32', um saco transparente com fotos e recortes de jornal e alguns dvds.

Ele abre os envelopes e há documentos de seu pai com o nome de Jonathan Sanders. O rapaz franziu a testa intrigado e continua a remexer o conteúdo. No saco plástico havia reportagens sobre dois garotos que cometeram três assassinatos, um deles posteriormente diagnosticado com psicopatia. O que segundo os outros recortes de jornais foi muito debatido na época, já que a sociedade de psicologia impede que diagnósticos de transtornos psicossociais sejam feitos a crianças.

Não havia nenhuma foto dos garotos, certamente sua imagem fora preservada pela pouca idade em que foram acusados, mas havia o nome deles. James Mcalister e Charlie Sanders.

Ethan respira profundamente e pega os Dvds, caminha até a televisão e coloca o dvd no aparelho. Quando as imagens surgem na sua frente seu corpo é tomado por uma repulsa instantânea, seus olhos ardem e as lágrimas rolam incontroláveis.

Thomas, Jonathan ou seja lá quem fosse seu pai, ele era um monstro.

Ele desliga a televisão aterrorizado, aos poucos as peças iam se encaixando em sua mente. E por fim pode entender o porque de Bradley estar lhe perseguindo. Seu telefone vibra.

"OLÁ ETHAN, JÁ DESCOBRIU O SEGREDINHO SUJO DO PAPAI? O TEMPO ESTÁ CORRENDO, ALICE FICA LINDA DE VESTIDO."

Ethan se apressa e pega boa parte do conteúdo do cofre, ele fecha a porta e pega o celular e antes que possa digitar os números recebe uma ligação de Vincent. Com aperto no peito e um tremor na pele ele troca algumas palavras com o novo amigo e assim que desliga, rapaz respira fundo tentando se manter concentrado e procura na agenda o número de Bradley.

Depois de três tentativas, finalmente ele atende.

— Quem é vivo sempre aparece, como vai a vida Ethan Payne? - Diz o rapaz.

— Eu sei de tudo. Acabou Bradley. Vamos conversar, essas pessoas não tem nada a ver com isso, nada ver com o que o meu pai fez... Eles não tem culpa Bradley, não as machuque. Você quer a mim e eu entendo, fui eu que te levei pra minha casa e eu sinto muito. Eu não sabia eu juro que não sabia...

— Tá chapado Ethan? Achei que a Layla não deixasse você fazer isso.

— Bradley chega de jogos, eu fui a casa do meu pai, eu vi aquelas coisas. Eu sei que ele não é quem diz ser, eu sei o monstro que ele é. Acabou.

— Ethan... Nunca teve a ver com o seu pai, não é ele que está jogando é?

— Então é você. Como pode matar a Rebecca? Jonas era nosso amigo, você é tão monstro quanto meu pai.

— Monstro? Eu, não Ethan, eu apenas estou acertando as coisas, Rebecca era uma vagabunda e o Jonas ele era um covarde, eles não mereciam viver. Não não mereciam a vida que tinham. Assim como o seu pai não merece. Seu pai é só mais uma peça dentre tantas outras. TIC TAC. - Diz antes de desligar.

Ethan respira fundo e digita o número da polícia.

— Emergência qual é o motivo do seu chamado?

— Meu nome é Ethan Payne eu preciso falar com o investigador Simons.

— Um momento por favor.

Enquanto espera o telefone vibra, é outra mensagem em letras garrafais. Ethan se desespera pega as chaves do carro e saí apressado em direção a escola.

Na delegacia o agente Simons se recosta sobre a cadeira depois de analisar as fichas a sua frente, quando o telefone toca.

— Alô.

— Agente Simons há um tal de Ethan Payne na linha posso passar?

— Sim Jess. - Responde o investigador que depois de ouvir o barulho da ligação sendo transferida se depara com um silêncio total.

— Ethan? Alô.

A ligação cai e o investigador volta a olhar para sua mesa, na qual as duas fichas principais com fotos da família Payne estampa os nomes.

Louise e Jonathan Sanders.

Mais abaixo ele revira as fichas dos dos garotos, o jovem rapaz de olhos negros por volta de onze anos Charles Sanders, o garoto gordinho de cabelos desgrenhados e semblante assustado James Mcalister e o pequeno de olhos castanhos Edward Sanders.

Ele esfrega a testa tentando clarear as idéias. Tudo que ele tinha eram aquelas fichas de registo, mas qualquer dados ligados a elas ou porque elas estavam nos arquivos haviam sido apagados. Isso era comum em casos envolvendo crianças menores de quatorze anos, os dados eram sigilosos e não ficavam registrados no sistema, levaria meses até que ele recebesse uma autorização para acessar e descobrir o porquê.

Por sorte no mundo moderno onde tudo é registrado com cliques, postagens ou vídeos, havia outra forma dele saber quem eram os Sanders.

Simons abre o notebook e digita no google há mais de duzentos mil resultados, afinal Sanders era um sobrenome comum na inglaterra.

Ele então digita:

LOUISE, JONATHAN, CHARLIE E EDWARD SANDERS DEAD

Cerca de trinta resultados chegam a tela, a maioria de obituários da cidade de Manchester e uma nota de jornal que diz:

CASA DA FAMÍLIA SANDERS É INCENDIADA, mas o que chama sua atenção é um blog. Ele abre a página e a foto de uma garotinha ruiva está no topo da página que se intitula:

Onde está Liz? Por Arnold Sanders.

Simons começa a ler a postagem que vem acompanhada de uma foto da sorridente família Sanders.

Aqui estou eu mais uma vez, um pai cansado de procurar por sua filha, exausto de gritar e brigar com a polícia para que encontrem o meu anjinho. Eu sei que Liz está morta, eu sei que nunca mais vou vê-la de novo, mas ela sempre mereceu justiça. Talvez a dos homens tenha falhado com ela, mas eles não escaparam da de Deus. Vocês devem achar que sou louco, afinal que tipo de monstro comemoraria a morte de seu próprio irmão, sobrinho e cunhada não é? Mas sabem de uma coisa, podem me condenar, mas hoje essa cidade vai dormir em paz, era o que todos queríamos, era o que todos desejávamos. Charlie, a inocente face do terror, sim pra quem ainda não sabe o nome dele é Charlie. Meu sobrinho, ele matou três crianças nessa cidade e seriam quatro se o corpo de Liz tivesse sido encontrado.

Charlie vai passar o resto da vida numa sala acolchoada, os Sanders com o tempo seriam esquecidos e viveriam uma vida normal. Eles não merecem, Liz o corpo dela não desapareceu por acaso. Ela foi a primeira e eles podiam ter parado com a matança, mas eles o acobertaram e talvez até mais que isso.

O que posso dizer é que lamento pelo Edward, mas ele está em paz agora, quanto a Louise e Jonathan eu espero que queimem no inferno.

— Senhor? - Interrompe o policial.

— Diga.

— Eu consegui o histórico médico de Ethan Payne, ele foi tratado com fingolimod durante quase seis anos.

— E o que seria isso?

— É uma droga usada para esclerose múltipla, mas descobriram que ela pode apagar memórias e embora ainda esteja em estudo, muitos psiquiatras já usam pro tratamento pós traumático de crianças e adolescentes. Em doses altas pode causar amnésia total.

— Eles o fizeram esquecer que na verdade sao os Sanders, agora nos resta descobrir se foi pra proteger o garoto ou a si mesmos. Encontre Arnold e Charlie Sanders. - Diz o investigador.

— E tem mais, a longo prazo o fingolimod pode causar alucinações, paranóia e dissociação de personalidade.

(...)

Ethan acelera em direção a Winchester school. Da vigília só restam algumas velas, bilhetes, cartões e flores em frente a foto de Jonas. Ele para por alguns segundos e sente um nó se formar na sua garganta. Jonas estava morto e na mente doentia de Bradley isso era sua culpa.

Ele força a porta central e está trancada, depois de algumas tentativas frustradas o moreno encontra uma das portas laterais entreaberta e consegue adentrar a escola.

— Bradley! - Ele grita fazendo a sua voz ecoar pelo o corredor.

— Bradley, eu tô aqui. Deixa elas em paz. - Diz caminhando lentamente atento a tudo.

Seu peito está acelerado, um misto de excitação e medo tomam conta de seu corpo quando ele vê um vulto preto passar rapidamente a alguns metros.

— Bradley! - Ele grita tentando alcançar a figura, ele atravessa o corredor central lotado de armários, e há algo pichado neles. Ao juntar as letras elas formam as palavras

VOCÊ PERDEU!

Ethan sente seus olhos encherem de lágrimas e se retrai por um instante, respira fundo e se recompõe o que quer que fosse ele deveria ir até o fim. Ele continua caminhando pelos corredores da escola até chegar no ginásio de esportes, na parede há um riscado feito por algum objeto pontiagudo e no fim dele uma mancha de sangue fresco. Seu coração acelera ainda mais quando ele vê um barulho vindo das arquibancadas.

(...)

Os jantares na casa dos pais de Jasmine eram sempre muito animados, Thomas se entregava a nostalgia de sua infância na cidade de Manchester. Vindo de uma família grande de seis irmãos, inúmeros tios e sobrinhos, sua casa vivia lotada e as reuniões de família costumavam ser épicas. Na infância foi um garoto normal como qualquer outro, dedicava- se aos estudos, participou de um grupo de escoteiros e de um time de beisebol, pelo qual alimenta uma paixão até os dias de hoje.

Foi no fim da adolescência que ele percebeu que havia algo errado em seu íntimo e por anos tentou entender e disfarçar aquela estranha e doentia obsessão por corpos infantis, por vezes procurou a terapia, mas aquilo era tão odioso que ele era incapaz de partilhar com qualquer psiquiatra. Os anos foram passando e seu segredo e desejos obscuros ficaram adormecidos em suas memórias. Foi no sexto semestre da faculdade que ele conheceu Louise. A garota de cabelos negros, corpo esguio e grandes olhos castanhos ocuparam boa parte de seus pensamentos e em três anos estavam casados.

A vida não poderia ser melhor, ele tinha um bom emprego, uma esposa, casa confortável e de vez em quando a família se reunia para relembrar os velhos tempos. Tudo parecia bem e aquele desejo repulsivo controlado. A vida seguia e no verão seguinte Charlie nasceu, um garotinho bonito de olhos castanhos quase negros, rosto rechonchudo que crescia esperto e falante. Aos três anos muito inteligente inteligente era adorado por todos da família, o chamavam de prodígio, pequeno gênio, seu brilho só era ofuscado pela pequena Lizzie ou Liz como a chamavam, a ruivinha de cinco anos podia não saber reconhecer todas as letras ou escrever o próprio nome, como o primo de apenas três, mas era dona de um carisma que poderia derreter até o mais duro dos corações. Charlie tinha um certo ciúme da menina, nada gritante afinal crianças são ciumentas, principalmente quando percebem seu pai dando tanta atenção a ela.

Mas o ciúme bobo de Charlie e as birras durante as festas de família não eram o que preocupava do até então Jonathan Sanders, o garoto nem de longe parecia uma criança de três anos, não gostava da companhia de outras crianças, por muitas vezes o pai acordava incomodado no meio da noite e se deparava com o pequeno postado a porta do quarto, observando no escuro. Mas foi quando o garoto completou cinco anos, o cachorro da família adoeceu e o veterinário descobriu mais de quarenta alfinetes e agulhas enfiados sob sua pele do animal que Jonathan temeu os pequenos olhos quase negros pela primeira vez.

Louise estava convencida de que era apenas uma fase devido ao nascimento do irmão, mas de fato as coisas apenas pioraram. Os pais não podiam tirar os olhos do pequeno Charlie que por inúmeras vezes tentava machucar o irmão. Porém as coisas pareceram tranquilizar quando a pequena Liz e sua família compraram uma casa no mesmo quarteirão.

A ruivinha de olhos verdes era realmente encantadora e em pouco tempo pareceu transformar Charlie em outra criança, as brigas com o irmão diminuíram e ele fez um novo amigo, James Mcalister. O garoto de cabelo castanho quase loiro e olhos claros passava boa parte do tempo na casa dos Sanders. Os dois garotos passavam horas e horas na casinha da árvore brincando com action figures, blocos de montar e a obsessão crescente por cenas de crimes. Os meninos criaram um mundo paralelo onde eles eram heróis que desvendam os mistérios criminais da cidade.

Edward era proibido de subir na casinha, aos cinco anos a mãe o acha pequeno demais para tal façanha e ele passava as tardes a olhar pra cima do balanço. De vez em quando Charlie lançava a ele pelo elevador feito com uma corda e balde algumas peças de lego. E depois içava a "construção" que o pequeno irmão havia feito.

Naquela tarde o garotinho moreno tem seu rosto iluminado quando vê Liz atravessando o portão e caminhando com o sorriso envolto em sardas na sua direção

—Ed! - Ela grita ao correr em direção ao primo, chamando a atenção do garotos na casa da árvore que descem imediatamente.

Lizie tinha onze anos, mas era pequena se comparada as garotas da sua idade e diferente delas ainda adora usar vestidos de princesa e roupas da barbie. Edward adorava as suas meias coloridas em especial as que ela usava hoje, amarelas com listras pretas pois lhe lembravam os decalques de abelhas que seu pai prendeu na parede do quarto.

—Como foi o acampamento? - Pergunta Charlie curioso.

—Foi incrível você devia ter ido, andamos de barco, pescamos e até jogamos paintball.

— Minha mãe nunca vai deixar. Ela acha que Edward e eu somos bebês. - Reclama o garoto.

— Você matou alguém no paintball? - Pergunta James com um olhar sombrio.

— Matei, mas é de brincadeira. - Diz a garota.

— Liz! - Grita Jonathan na porta. _ Você voltou, vem buscar seu presente de natal atrasado.

Os olhos verdes brilham e a garota se encaminha apressada para dentro da casa, Charlie a segue mas é barrado pelo pai na porta que manda o garoto ficar de olho no irmão e tranca a fechadura logo em seguida.

Cerca de duas horas depois os garotos brincam de policial e bandido pelo jardim, correndo e caindo sobre o gramado molhado, quando finalmente Liz sai da casa, com os olhos grandes e assustados rosto vermelho e uma linda boneca que fala algumas frases.

— Não gostou do seu presente eu escolhi. - Diz Charlie com um sorriso.

— Eu gostei. Eu tenho que ir pra casa. Estou com dor de cabeça.

— Quer um remédio?

— Seu pai me deu um eu dormi, vou pra casa brincar com a minha boneca. Tchau Charlie.

O garoto entra na casa e se senta a ilha da cozinha enquanto observa o pai preparar uns sanduíches.

— Está com fome? Estou fazendo sanduíche de atum, seu favorito.

— É o favorito do Edward. Eu gosto de presunto.

— Sabe o que a psicóloga da escola disse a ultima vez que fui até lá?

— O que ela disse?

— Que eu tenho idade mental de um garoto de quatorze anos, e ela não sabia se isso era bom ou ruim.

— Eu sei disso e é bom, mostra que você é esperto e maduro e por isso que está na classe de alunos avançados. Vai se formar cedo.

— Ai eu não vou ser um fracassado como você.

— O que?

— É o que o tio Arnold diz, que você é um fracassado. E ele está certo, a mamãe trabalha e você fica em casa e machuca a Liz.

— Do que você tá falando?

Eu tenho idade mental de quatorze eu entendo as coisas. Só não entendo porque ela volta. - Diz o menino com um olhar sombrio e um pequeno sorriso nos lábios.

—Vai pro seu quarto. Agora! Está de castigo. - Fala o pai irritado.

— Não eu não estou, a mamãe sabe sabe o que você guarda atrás do quadro? - Rebate o menino.

— Eu não vou ser chantageado por um garoto de nove anos!

— Então conta pra ela. - Diz o menino com um sorriso sádico.

— Você é um monstrinho.Eu soube desde o dia que você nasceu.

— Eu sou seu filho.

Thomas é despertado do momento nostálgico pela vibração do celular.

OLÁ PAI DO ANO, MELHOR CORRER PRA CASA O PEQUENO REBATEDOR ESTÁ PRESTES A ENTREGAR SEUS SEGREDINHOS A POLÍCIA.

O homem sente todos os pelos de seu corpo arrepiarem e sem dizer nada deixa o jantar e sai em velocidade até sua casa.

A porta está aberta, ele entra rapidamente e vê o quadro fora da parede. Quando dá o primeiro passo na direção da parede sente algo ser enredado no seu pescoço, um fio fino aperta com força sua garganta, ele reluta com veemência, se debatendo e usando toda a força que tem para bater as costas contra a parede na ânsia de se livrar do seu algoz postado em suas costas. No entanto o fio fino cada vez mais apertando aos poucos faz ele ir perdendo suas forças até perder a consciência.

(...)

Layla sente um arrepio na espinha, ela tenta gritar assim com Alice ao seu lado que está paralisada de medo.

— Shhh calma sou eu. - A voz de Ethan ressoa no ouvido das jovens, Layla se enreda no pescoço do namorado e se entrega às lágrimas.

— Se o momento romance acabou tem alguém nos perseguindo. - Diz Alice impaciente.

— É o Bradley. Ele é o assassino. - Fala Ethan convicto.

Os jovens caminham com cuidado pelo corredor, atentos a qualquer barulho, quando chegam ao pátio há uma a silueta de um pessoa vestida de negro postada a frente as homenagens feitas a jonas. Ethan manda que as garotas se escondam atrás dos carros e se adianta andando sorrateiramente e pulando sob o indivíduo. Os dois rolam no chão e quando Ethan arma um soco ele para.

—Ethan para sou eu!

—Vincent, o que faz aqui disse que estava em casa.

—Eu fiquei preocupado depois que te liguei, resolvi voltar aqui pra ver se estava tudo bem dá pra sair de cima de mim? - Fala o rapaz alterado.

—Desculpa. Eu achei que... - Fala Ethan levantando e estendendo a mão ao amigo.

— Seu pai está bem? Descobriu alguma coisa. - Questiona Vincent batendo a poeira da roupa.

—É o Bradley, é ele quem está fazendo isso.

—E porque?

—Porque o meu pai é um maldito pedófilo, alguma coisa aconteceu quando éramos garotos e ele me culpa por isso. Eu preciso ir até a polícia. - Ele diz com lágrimas rolando e em seguida faz um sinal pras meninas sairembdo esconderijo.

—Leva elas pra casa por favor.

—Ethan espera... - Diz vincent sendo ignorado.

—Onde ele vai? - Pergunta Layla nervosa.

—Ele precisa resolver umas coisas, eu levo voces pra casa.

— O que está acontecendo com o Ethan? Que merda ta acontecendo nessa cidade!

— Eu não sei. - Diz Vincent com um olhar confuso  

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