Opinião sobre Rodada de Contos 01 (julho/20)
Nosso projeto visa, além do concurso, ajudar os escritores. Então aqui está uma crítica construtiva de todos os livros que estavam competindo nessa rodada. Caso não gostem, peçam para retirar a crítica e jamais levem para o pessoal. Para alguns livros, fizemos algumas sugestões. Então não se sintam ofendidos, por favor, todos tem talento, nós só queremos ajudar. Algumas das avaliações foram feitas com a união de 2 avaliadores, algumas com 1 só, mas como somos bem diferentes, algumas avaliações ficaram enormes e outras curtinhas.
Coisas importantes que todos deveriam levar em conta. Desliguem o corretor. Ele só serve para atrapalhar a escrita. Muitos errinhos de português bobos. Falta de revisão ou atenção durante a escrita. Muitos erros no uso da vírgula. Cuidado com narrador Stalker - ele pode deixar a narrativa muito chata e repetitiva. Ter um clichê é normal em qualquer livro, mas elaborar um bom enredo e enriquecer a trama pode torná-la uma ótima história.
O item Continuidade nas avaliações dos contos existe, mesmo nos contos de capítulos únicos, porque comentamos sobre passagem de tempo e/ou de cenas. Se a transição for mal feita, o conto perde a graça. Mas se for bem feita, deixa o conto maravilhoso.
NOTA: O Avaliador SantoSerafim não avaliou nenhum conto desta rodada.
MINICONTO
Grant & Grim AlissaB_
Capa: Capa linda, monocromática e misteriosa. O jogo de claro e escuro, a luz em cima de uma mulher traz todo o mistério que a sinopse diz
Sinopse: Sinopse direta, misteriosa, instigante e bem escrita. "Como um ser que massacra sabe amar?"
Foco no tema: Ficção científica total. Uma alienígena num laboratório humano. Poucas palavras, porém história intensa.
Ortografia: escrita direta, mas inclui palavras rebuscadas ou "difíceis" (vociferar, caliginosa, bradou....). Não possui erro de grafia ou de concordância. A autora nos mostra o seu domínio na língua portuguesa. Seu enredo é linear, intenso e envolvente. O leitor se sente parte da história.
Criatividade: apesar de histórias com alienígenas e laboratório serem clichês aqui temos uma vertente de testes mais complexos usando a mente do alienígena contra ele mesmo.
Palavra de um dos avaliadores: "Se tirar a raça alienígena e colocar um seria Killer seria muito justo como forma de punição. Olha só já te dei uma ideia para uma história (risos)"
Continuidade: apesar de ser um microconto, o enredo se passa em 2 cenas distintas e bem definidas, mas mantém a linearidade da história deixando-a interessante.
SOBRENATURAL
O Que Acontece A Meia-Noite WesleySoares
Capa — Não agrada aos olhos, embora traga dois dos elementos principais da história: a estátua e o personagem principal. A ideia inicial pareceu boa, mas a execução é terrível. Pode pensar em manter essa ideia de trazer o elemento da estátua, e talvez apenas ela em um fundo escuro, com fonte e cor melhor escolhido, termine como algo melhor.
Sinopse — Começou com 2 perguntas ótimas e uma frase que instiga o leitor a querer saber quem é o estranho. Mas logo em seguida, ele confunde o leitor com uma frase desconexa.
"... situações que ocorrem e ainda ocorrem em todo o mundo!"
Aqui, escritor, você quiz dizer "situações que ocorriam e ainda ocorrem em todo mundo". Ou você quiz dizer apenas "situações que ainda ocorrem em todo o mundo".
Foco no tema - Sobrenatural/Suspense — Desde o primeiro momento se percebe que existe um completo foco no tema escolhido, no que pretendia abordar, e não faltam elementos sobrenaturais. Mas na parte de suspense não foi tão eficiente. Acho que foi mais para o lado do Mistério.
Ortografia — Linguajar de fácil entendimento, mas teve alguns os erros de digitação e a confusão de algumas vírgulas. Nunca despreze uma vírgula... Ademais, a narrativa é rápida e flui de forma que não parece correr para chegar de vez ao ápice.
Criatividade — O escritor introduziu o leitor ao mundo da historia logo nos 2 primeiros capítulos e apresentou a ideia central no terceiro parágrafo.
Amigos, um desafio, lenda local de Goiânia e folclore, itens que renderam uma boa história, porém o final ficou dentro do esperado, mas ficou faltando uma pequena explicação do porque o estranho deveria ser ouvido. Não foi O Final surpreendente. Talvez mais umas 2 ou 4 frases no dialogo e você poderia dar aquele final maravilhoso.
Continuidade — Capítulo único com algumas transições de cenas bem detalhadas.
Tatuagem de Vidente - Sobrenatural Wes_Souza
Capa — Olhando para a capa acreditamos que a tatuagem na capa deveria ser a tatuagem da Vidente, mas lendo conto verifica-se que não é. Mas mesmo assim a capa é bonita. Estilo e tamanho das fontes ficaram boas.
Sinopse - Objetiva e bem direta informando o leitor sobre a ideia do conto, deixando o convite ao leitor para descobrir o que será que aconteceu com Nina (personagem principal) mudar de idéia de repente.
Foco no tema - Sobrenatural/suspense — Desde o princípio já continha elementos do Sobrenatural e desta forma terminou com ótimos toques de suspense.
Ortografia — Parágrafos bem divididos. Escrita limpa. Vírgulas na maioria das vezes no lugar correto. Parabéns, sua escrita é bastante limpa! Existe jogo de palavras e nem tudo é dito literalmente, mostrando cuidado e um certo suspense nesta parte.
Criatividade — Mortes, solidão, mistérios, tatuagens, previsão do futuro, são coisas que sempre rendem boas historias, mas o desenrolar da história é fraco e quando fica bom, o autor "conclui" (encerra-se) o conto. A impressão foi de que estava sendo descrito vários fatos, contado simplesmente por contar faltando algumas conexões entre si já que no final não houve explicação para os ocorridos, para que tudo não parecesse tão aleatório.
Palavras de um dos avaliadores: Afinal de contas. O que são as tatuagens?!? Confesso que se eu tivesse lendo isso como sendo um Prólogo, seria perfeito. Pegue essa ideia e desenvolva a história.
Continuidade — Capítulo único, mas teve uma transição de cenas confusa, mas que não impactou negativamente.
FICÇÃO GERAL
Bandido bom é bandido preso, disse o presidente MadduNyah
Capa: como é um conto de natal, eu achei sinceramente a capa muito charmosa, básica mas muito linda e o principal, atrativa.
Sinopse: é uma sinopse muito informativa, achei magnífica verdadeiramente porque aborda um tema necessário nesse momento em que vivemos.
Foco No Tema: sabe o tipo de coisa que é cotidiana para muitos, mas que no final você não lembra sempre ou só vê na televisão? Isso é o que esse conto retrata, de uma forma lutadora, com muitos erros e acertos mas é o que acontece com tantas pessoas e nem sempre a gente lembra. Achei de verdade muito bom, é algo que para pessoas como eu que não são acostumadas à sempre lembrar dessa vida, emociona, dói de certa forma pensar que tem pessoas como eu (ou você que estará lendo essa avaliação) que passam por isso todo dia, todo mês, todo ano.
Ortografia: não há erros de ortografia, mas tecnicamente ela usa muitas gírias pelo tema abordado, o que não é errado e cabe-se muito bem na situação da história.
Criatividade: é perfeito como alguém pode pensar em relatar toda essa história de uma forma básica que nos faça refletir, não sei se essa foi a intenção, mas ao menos é o que aconteceu comigo, somente uma recomendação: que se tiver inspiração, escreva mais sobre, as pessoas necessitam disso, de reconhecimento no caso das pessoas que vivenciam isso, e conhecimento para os que estão "do outro lado da avenida".
Continuidade: Cenas distintas e bem definidas.
Uma carta para Valquíria ManiaSurreal
Capa: a imagem é bonita e com as fontes até que combinam, o problema é o tamanho dos selos, eles poderiam serem menores e realinhados, uma sugestão: coloque os selos em menor tamanho, e coloque na descrição a categoria e o concurso em que participou, melhoraria e muito na aparência.
Sinopse: como é somente uma frase, eu não tenho muito a dizer, talvez que se você trabalhasse mais nisso, poderia ajudar em reconhecimento e alcance de sua obra.
Foco No Tema: o "Prólogo" poderia estar na "Sinopse" perfeitamente, você (leitor) tem que ler tudo para conseguir entender o contexto da história, e a cada capítulo você entende mais do motivo da fuga, ops, viagem.
Ortografia: sugiro que dê uma revisada básica, principalmente no "Prólogo", você confundiu uma mísera palavrinha e ao longo da história também, mas é a única coisa que notei.
Criatividade: é uma história muito questionadora, você não tem muitas informações de início, mas com o decorrer as suposições são esclarecidas.
Continuidade: Transições entre as cenas muito bem feitas. História linear, porém crescente e coesa.
CATEGORIAS EXTRA (DIVERSOS)
Asas que se perderam ao meio do vôo MlyLun
Capa: INCRÍVEL, ela é tão delicada e as fontes se conversam, achei incrível realmente.
Sinopse: tem um toque de mistério e realmente parece ser bem melancólica.
Foco No Tema: eu não esperava ler o que eu li da forma que eu li, se é que isso tem um certo sentido. Diria que é uma bela forma de impulsionar as pessoas à lutarem mais contra seus próprios demônios; como ela diz, "há sempre um arco íris depois da chuva, mesmo que seja difícil acreditar"
Ortografia: um dos pontos que mais atrai você à ler, e continuar aqueles quatro capítulos que envolvem com certeza uns quatrocentos milhões de histórias por aí, ou mais, ou menos, é a forma que a autora escreveu, não pelos erros, mas pela doce narrativa de algo tão forte.
Criatividade: é como um outro conto que eu li, ambos tratam de difíceis assuntos que requerem a máxima empatia da sociedade e do mundo. Ao mesmo tempo que é bom escrever sobre, é triste pois sabe-se que a realidade de muitas pessoas por aí, é essa.
Continuidade: Encerra o capítulo puxando o outro. As cenas foram bem descritas e as transições foram bem feitas.
Malum - Volume 2 SantoSerafim
Capa: impactante, é atraente só por seu design.
Sinopse: impactante, novamente mas é a real definição que eu consegui dar, não tenho nem palavras pra descrever o quão criativo esse conto é.
Foco No Tema: tem um final surpreendente com certeza, realmente faz jus ao título.
Ortografia: não há erros tecnicamente dizendo, a crueldade retratada nas palavras é uma das coisas que chamam muito a atenção no decorrer da história.
Criatividade: é até um tanto difícil descrever como essa história tem um enredo tão impactante, tanto por ser a maldade retratada em crianças, e a imagem de que ninguém está à salvo da maldade quando ela o encontra.
Continuidade: Transições bem definidas, cenas bem distintas e capítulos terminando puxando outro.
Pausa para respirar any_poet
Capa: de primeira impressão achei que fossem cortes à laminas feitos em ambos os braços na imagem, mas quando vi que eram linhas, me deu uma certa curiosidade pois lembrei de pontos como se pudessem retratar as linhas invisíveis que prendem as pessoas mesmo que elas nem notem.
Sinopse: Envolvente que instiga à ler, não só por ser praticamente um relato de como o casal sobrevive convivendo diariamente nessas condições em que hoje também nos encontramos, mas porque eles também tem dificuldades mais dolorosas à lindar.
Foco No Tema: é uma história bem impactante, de início parece o típico casal normal, mas o final é surpreendente realmente.
Ortografia: são as palavras que mais impactam no decorrer da história por abordar tanta violência.
Criatividade: a história como outras que li nessa rodada contos, tem pontos muito pesados em questão psicológica, o ruim de se ler algo assim é que sabemos que em muitas vidas isso acontece de verdade. Mas a idéia está perfeitamente elaborada.
Continuidade: Capitulo terminando puxando o outro e rapidamente você terminar o conto. As transições de cenas foram bem feitas. situações bem descritas.
DRAMA
O balançar de Angeline Dellatore AlessonSO
Capa: Capa linda. Uma antiga e linda cadeira de balanço com fontes bem grandes, que deixaram a capa mais linda e bem diferente.
Sinopse: curta, informando sobre a personagem principal e sua cadeira de balanço. Sem deixar a ideia sobre o que é o conto (um diário? Ela vende cadeiras? São momentos de reflexões?), também não convida o leitor a embarcar no conto.
Foco no Tema (drama/Ficção histórica): Drama do início ao fim. Apesar de se passar no período da Segunda Guerra Mundial, não coloca nenhuma personalidade histórica de forma marcante no conto. A Segunda Guerra é exclusivamente pano de fundo.
Ortografia: Cuidado com o corretor. A palavra "consigo" ficou "com sigo". o Corretor acaba conosco. Mas a palavra "aminésia" não existe. Tirando pequenos erros de grafia, sua escrita é envolvente e dramática. As escolhas das palavras das palavras e seu estilo de escritas traz profundidade nos sentimentos dos personagens.
Criatividade: Escrever uma história em uma das muitas cidades européias bombardeadas na Segunda Guerra, é dramaticamente clichê. Sempre será um drama falar de alguém nessas cidades. Pobreza, amnésia, morte, casas destruídas, sem esquecer de sempre citar os judeus.
Foi uma ótima história, mas dentro do esperado.
Palavras de um dos avaliadores: "Não tinha entendido sobre os gêmeos, mas após o autor explicar, ficou interessante o mistério que envolve o Ettore e os gêmeos.
Continuidade: A transição entre as cenas foram boas e deixaram a história coesa. Ficou bem claro, quando a Angeline falava sobre algo ou quando apenas vinha uma memória na mente dela.
Coisa de vovô Wes_Souza
Capa - Linda capa. Preta com amarela. Parece uma cena no Egito. Pirâmide, Coqueiro, homens em seus camelos. Tamanho e estilo das fontes estão bons.
Sinopse - muito bem escrita. Português correto. Informa a ideia do conto onde teremos 2 personagens principais (avô e neto) numa possível jornada convidativa. Difícil não querer ler o conto.
Foco no tema: Está mais para comédia do que drama, pelo menos na primeira parte do conto. Depois vira um drama que, segundo a avaliadora "entristeceu minha alma", e no final ainda tem uma reflexão sobre a situação.
Ortografia - escrita leve, envolvente, confortante e direta. Usou palavras simples, mas mantendo os detalhes necessários para fazer a leitura se transformar em um filme em nossas mentes.
Criatividade - Avô e Neto sempre dão ótimas histórias. Ainda mais quando o avô viajou muito e fazia o neto imaginar-se nelas. Ambos faziam pequenas aventuras, numa delas foram parados pela policia! Mas a aventura no Egito reinará na lembrança do Neto até ele ser bem velhinho!
Continuidade - o início está bem instigante e envolvente. Usar *** para dividir as cenas é recurso literário antigo e muito útil. as passagens de cenas e tempo estão bem feitas.
FANTASIA
Guardião illaaNara
CAPA: A capa lembra mais ficção cientifica que fantasia. As letras que deveriam dar enfase ao nome da autora, não funciona. O subtitulo ( assim como as letras que dão a autoria) está muito fraco, é preciso muito esforço para ler. E tem a criatura do meio que não achei na estória. Nenhuma descrição que parecesse com esse bicho aí.
SINOPSE: Muito genérica. Será que já assisti esse filme, quer dizer, será que já li esse livro? Filme ou livro, poderia ser qualquer coisa com o tema floresta misteriosa. Nem a forma em que se apresenta chama a atenção. Não há também nada que particularize o livro. Para completar, há problemas com letras maiúsculas no lugar errado,como a falta delas no lugar em que deviam. Lugares com espaço duplo e falta de um ponto final atrapalham inclusive a estética desse espaço reservado.
FOCO NO TEMA: Que fantasia e ficcão cientifica são gêneros irmãos, isso é indiscutível. Mas aqui no Wattpad parece haver um consenso do limiar que os deixam em categorias diferenciadas. Mas esse devaneio só veio por conta da capa. As estrelas e a criatura do meio foram os maiores culpados. Enfim, quanto a história mesmo, não tem como colocar em outro gênero. Fadas e Elfos, magia, floresta magica, poderes misteriosos, magia, nomes difíceis inventados e magia. Um conto de fantasia.
Nota: No geral, acho que o conto peca por não se focar em ser um conto, não aceitando as suas limitações. É preciso saber que na hora de narrar um conto não se pode levantar informações ou despertar a curiosidade do leitor com detalhes que não poderão ser findados até o fim da história. É, fazer conto é complicado. Esse conto ficou com pontas soltas.
ORTOGRAFIA: Como já dito, há problemas disso até na sinopse.Há muitos problemas com conjunção nominal e verbal. Há muitas mudança no tempo da narrativa. Se esquece muito de colocar o "R" no fim dos verbos. Problemas com letras maiúsculas, vice-versa, são recorrentes, mais atenção! Recorrente a quebra de parágrafos no meio, entre uma virgula, indo para a próxima linha. Não entendi o porque. Talvez seja problema com o editor.
Lembre-se que também é muito necessário que separe o paragrafo com pontos, virgulas, ponto e virgula, que não se esqueça da existência de conjunção nominal, verbal, enfim, ferramentas que concatene as ideias expostas, para elas fazerem sentido, não dar a sensação que é um livro do Tarzan. Teve algumas transições confusas. Os últimos capítulos são os melhores escritos. Curiosamente parece que só eles foram revisados, na verdade. Até parece que o estilo de escrita mudou. Estranho. Curiosa para saber o que aconteceu com o autor. As vezes o narrador está em primeira pessoa, as vezes em terceira pessoa. Não parece se tratar de uma narração "hibrida", e sim de falta de atenção que facilmente pode ser concertada. Mais atenção quanto a mudança do tempo da narrativa. Há vezes que o narrador passa do presente para o passado e as vezes muda de narrador sem avisar. Uma hora é a fada, outra hora quem narra é o elfo e tem momentos que quem fala é o Marxis/Maxis/Marx e tem outra coisa, há outras formas de dizer que o personagem falou, além do clássico "fala fulano"
Palavras urgentes da avaliadora: O nome do menino é Marxis ou Maxis? Na sinopse me falaram que é Maxis, sacanagem. Agora já estou achando que é Marx, uma fusão melhor de ambos.
CRIATIVIDADE/CONTINUIDADE: Quanto a criatividade, a premissa não é novidade, e nem o modo em que é abordada surpreende. Mesmo dando para perceber o carinho da autora pelos personagens e pelo pequeno mundinho que criou, a sensação de parecer mais um amontoado genérico de elementos fantásticos não sumiu nem mesmo no fim. Não houve nada explorado, nem os personagens, nem a jornada, nem a magia, nada. Foi uma história muito linear, e mesmo os plots tiveram um resultado bom, pois os seus desenvolvimentos foram fracos, aleatórios. Teve situações não explicadas como o pai. Ele saiu, sumiu por X tempos (sei lá quanto tempo foi já que o conto deixou o tempo confuso) e volta como se nada tivesse acontecido.
Continuidade: o tempo nesse conto é muito doido. Começa numa noite que vira dia que vira 2 dias, de repente passou 1 semana sem comer (literalmente) e anos se passaram, mas primeiro causa confusão de tempo e depois se é explicado quando tempo passou. As transições de cenas são muito confusas.
O Estrategista ManiaSurreal
Capa — Imagem da capa muito boa. O título está ótimo também, mas a frase embaixo dele é quase impossível de se ler.
Sinopse — Nenhuma sinopse, apenas umas frase, só que nem foi um convite bem feito.
Foco no tema — Totalmente focado no tema.
Ortografia — Percebe-se noção ortográfica no texto, mas não um domínio. Há falta de vírgulas em diversos lugares, mas esse diria que é o único problema aparente. Há erros de digitação, esses são facilmente corrigíveis. No mais, a história corre rápido e com um vocabulário bastante acessível. Ah, notei que o uso do "estava" é excessivo em alguns pontos, tente mudar isso construindo frases menos exatas (mais explicações sobre isso em Criatividade). Agora, perceba, você muda o narrador de uma forma extrema, de primeira para terceira pessoa sem nenhum aviso prévio ou marcação. Não entendi o motivo disso. O mesmo acontece com o tempo da narração.
Criatividade — Primeiro, a questão das frases exatas: Seu texto pode ser definido como uma narrativa "fato por fato". Não se encontra a emoção necessária, não transmite sensações ao leitor. Uma narração desse tipo pode ser traduzida como uma narrativa fria e que não se atém a um propósito específico, assim não chegando a lugar nenhum. Você simplesmente diz que a personagem correu ou está correndo, e não amarra as ações dela com as outras, terminando com um texto que mais parece um resumo do que uma narrativa literária. Sobre a história em si, não se encontra algo de novo no tema; temos os mesmos problemas explorados incontáveis vezes: conflito entre espécies e intrigas familiares. No fim, uma revelação acontece, mas ela não faz sentido algum. A mulher com quem a protagonista casou é a mesma que ela salvou lá no primeiro capítulo. Como pode aquela mesma pessoa (a moça em perigo) estar naquela situação inicial não ter se defendido por conta própria? A mesma pessoa que conseguiu matar aquela que lhe salvou (a vampira) de vários homens fortes. Se há sentido, isso não foi bem explicado. Não foi nem explicado.
Continuidade — Poucas surpresas, mas convincentes. Você acaba lendo mais para entender a narrativa
Mana: A queda de Ota'wa RayCostaBrito
Capa — Pode-se dizer que é perfeita.
Sinopse — Explicativa misteriosa, convidativa inserindo bem o leitor no conto. Perfeita.
Foco no tema — Sempre dentro do gênero escolhido, apresentando-se como grande conhecedor da fantasia, pois é claro o cuidadoso trabalho com as descrições e nomeações.
Ortografia — Impecável, praticamente, mas vale ressaltar que não fazemos uma leitura minuciosa pra encontrar cada erro ortográfico quase insignificante no texto, e por isso pode ser que seu conto contenha alguma frase mal pontuada ou palavra não digitada corretamente que eu não vi durante a leitura. No mais, é uma narrativa fluida, embora às vezes um tanto quanto complicada com termos criados internamente, denominações de seres e lugares da própria história, algo que ao meu ver é ruim, pois trata-se de uma conto, e quanto mais limpo for, melhor, assim não irá cair no principal mal de escrever um conto: narrar coisas e eventos desnecessários.
Criatividade — Sem dúvidas criativo. A criação do ambiente e de todo o universo em que a história está inserida é bastante minucioso. Percebi rapidamente que você se preocupou muito com que nomes daria a seus personagens, lugares e seres, tudo dentro de um padrão (ponto positivo destacável), mas que, como dito anteriormente, pode ter sido um pouco excessivo. A sua história é boa, realmente boa, perceba isso, mas você poderia cortar várias ramificações da sua narrativa... com isso quero dizer que você pode economizar tempo não citando lugares e condições (memórias ou descrição longa de outros lugares que não influenciam naquele em que as coisas estão acontecendo) variadas demais... O conto tem muitos personagens, isso também não é algo bom, mas não atrapalha o desenrolar da história (mesmo assim, repense sobre isso). Ah, não posso esquecer de elogiar suas construções de frases, bem feitas e que não ficam no "fato por fato", pois embora isso deva ser uma obrigação do escritor, poucos aqui no wattpad o fazem. E você faz bem. Suas frases são ligadas umas com as outras.
Continuidade — Capítulo único, mas com mudanças de cenas bem definidas.
Lampião 3000 - A Saga do Samba do Crioulo Doido SantoSerafim
Capa — Uma tragédia. Elementos demais e baixa definição na qualidade de imagem.
Sinopse — Sem dúvidas uma boa sinopse, que convida, chama o leitor.
Foco no tema — A fantasia é puramente uma condição, o conto é evidentemente de humor. Por esse motivo não obteve nota aqui.
Ortografia — Nota máxima. Apresenta um bom domínio de escrita e normas gramaticais. Frases bem construídas, ligadas umas às outras, que não são puramente o irritante "fato por fato".
Criatividade — É bem criativo, sem dúvidas. Mas no fim fiquei me perguntando para que tudo aquilo, e imaginei logo que seria um objetivo puramente de entretenimento. Nada mais foi do que isso. Não encontrei uma intenção, um propósito para aquilo, pensando no gênero em que o conto foi escrito. Bom, pode dizer que o objetivo era muito mais criar um dicionário de vocabulário e palavreado nordestino do que realmente criar um conto fantástico, e nisso ainda há erro, pois é evidente sua intenção de explicar o que significa cada expressão e inserir na fala dos personagens a realidade do que é falado cotidianamente, mas você não foi totalmente fiel a isso quando, em falas, o personagem disse "mesmo", quando, seguindo fiel, seria "mermo", e quase nunca o "você", mas na maioria das vezes o "tu". (Pode ser que eu precise dizer que sou nordestino e por isso... enfim). No mais, é uma história recomendável para dar boas risadas, e isso é alcançado, mas a sua fantasia não passou de elementos encorporados naquele ambiente, e desnecessários, pois não daria na mesma se os cangaceiros segurassem apenas espingardas ao invés de armas Subatômicas? O que quero dizer é que o resultado é tão simples que retirando todo o manto fantástico do conto tal resultado seria inalterado.
Continuidade — Foi em grande maioria chamativos, devendo-se ao fato de que os capítulos, embora longos, sejam muito bem construídos ao longo do tempo.
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