03 - Pintura Na Casa

Capítulo 3

JADE

Vi série até de madrugada e adormeci sem terminar de ver. Acordei de manhã com meu pai batendo na porta.

_Jade, levanta. Oscar tá aí pra gente pintar a casa. - ele disse batendo forte na porta-.

_Já vou. - falei me levantando e indo ao banheiro-.

Tomei um banho, vesti um roupa fresquinha e desci pra sala, olhei as horas e já era quase almoço, dormi de mais. Desci e Oscar se encontrava em pé na sala conversando com meu pai.

_Finalmente acordou. -Rosana brincou e eu ri-.

_Dormi tarde, vi série de mais. - falei chegando perto dela e dando um beijo em sua testa-.

_Oscar, Jade, venham comigo, vamos pegar as tintas. - meu pai falou e eu encarei Oscar-.

_Bom dia, ou tarde, sei lá. - eu cumprimentei Oscar e ele riu-.

_Boa. - ele sorriu ladino-.

Fomos para os fundos da casa e só ai pude reparar o quão lindo nosso jardim era. Cheio de flores, com um banquinho de frente para a rua. Tinham várias flores ali, a antiga ou antigo dono cuidava muito bem do jardim, estou encantada.

Pegamos as tintas e os pincéis e formos para a casa, o primeiro lugar que iríamos pintar seria o escritório do meu pai.

_Vocês pintem aí, eu e Rosana vamos pintar nosso quarto. - meu pai disse em seguida nos deixando sozinhos ali-.

_Bom, Jade. Eu vou começar por essa parede aqui e você começar por essa aí. - disse apontando para o lado esquerdo do cômodo onde eu iria pintar-.

_Ta bom, sem fazer merda tá. - eu disse e ele riu-.

_Eu sou bom em tudo que faço. - ele disse e eu ri-.

_Quero só ver como vai ficar. - eu disse rindo-, Porque César não veio? - perguntei-.

_Ele foi visitar a avó de Monse com ela. - ele disse-.

Colocamos alguns jornais no chão para não manchar e começamos a pintar o cômodo. A tinta era um bege claro, meu pai amava essas cores. Por eu ser baixa tive que subir em uma cadeira pra alcançar a parede toda.

Oscar pintou a primeira parede muito rápido e veio pintar uma do meu lado.
Eu me descuidei, não entendi muito o que aconteceu mas eu quase cai no chão, ia ser uma queda e tanta se não fosse Oscar que me segurou no colo.

_Toma cuidado. - ele disse me olhando-.

_Pode deixar, obrigado. - eu disse me recuperando do susto, nos encaramos por alguns segundos e ele me colocou no chão novamente-.

_Aposto que vai pintar seu quarto de rosa, né? -Oscar se pronunciou rindo depois de alguns minutos-.

_Porque rosa? - eu perguntei e o olhei, ele fez o mesmo-.

_Porque você tem cara de gostar de rosa. - ele disse eu revirei os olhos-.

_Tá me julgando mal, é? Vou pintar de roxo. - falei e ouvi ele rir-.

_Quase a mesma coisa. - ele disse e eu revirei os olhos novamente-.

_Por eu ter cara de quem gosta de rosa, você quis dizer, patricinha, né? - perguntei-.

_Talvez. - ele riu-, Você tem cara de criança. Só isso. - ele disse e antes mesmo de eu responder fomos interrompidos por alguém entrando-.

_Oi, amor. - Kelvin disse vindo até mim e me dando um selinho-, Oi..

_Oscar. - Oscar disse sem o olhar-.

_Oi, meu bem. - o cumprimentei-.

_Vim te ajudar, tava te devendo essa, né? - Kelvin disse-.

_Bom mesmo, tá. - brinquei-, Pega com meu pai algum pincel pra gente pintar aqui-.

Falei e Kelvin foi até meu pai para pegar um pincel.

_Não sabia que namorava. - Oscar se pronunciou sem me olhar-, Parece ser nova pra isso.

_Namoro sim, eu tenho 17 anos, já tô mais que na idade. - eu disse e ele riu-.

_Não parece ter 17. - ele disse-.

Kelvin voltou para o cômodo já com o pincel e começamos a pintar tudo. Quando acabamos ali, o que não foi muito demorado, fomos pintar meu quarto. Meu pai e Rosana já tinham pintado a sala, cozinha, o quarto deles e de Júnior.

Pintamos tudo em um silêncio absoluto, sentia os olhares de Kelvin para Oscar, já estava ficando um clima estranho e finalmente acabamos de pintar.

_Pronto, achei perfeito. - eu disse olhando meu quarto que estava maravilhoso-.

_Ficou lindo. - Kelvin disse me dando um selinho-.

_Bom, eu vou nessa. Se precisarem me chamem. - Oscar disse-.

_Muito obrigado viu, de verdade. - falei o olhando, ele só sorriu ladino e saiu dali-.

_Não fui com a cara dele. - Kelvin disse-.

_E porque não? - perguntei o olhando-.

_Ele tem cara de louco, e sei lá, parece um marginal. - Kelvin disse e eu revirei os olhos-.

_Para de julgá-lo. - eu disse-.

_Você vai defender ele, Jade? - ele perguntou irritado-.

_Claro que não, amor. Só não o julga sem conhecer. -eu disse e ele revirou os olhos-.

_Nem quero conhecer. Rosana disse de que laia eles são. - Kelvin disse e eu não rendi, não queria discutir sobre Oscar-.

Descemos para a sala e Rosana já estava acabado de preparar o jantar. Comemos, depois daquilo Kelvin não disse mais nada.

_Vamos ver série. - Kelvin me chamou-.

_Claro. -eu disse e fomos para sala, hoje dormiria lá pois não conseguiria dormir no meu quarto com aquele cheiro de tinta-.

Vimos dois episódios e Kelvin olhava o celular algumas vezes.

_Amor, preciso ir. Meu pai precisa de mim. - Kelvin disse e eu fiz um biquinho-.

_Jura, amor? Queria que você ficasse um pouco mais.

_Preciso ir, princesa. - ele me deu um beijo demorado e saiu-.

Não entendia muito bem a relação de Kelvin com o pai, só sei que quando o pai precisava ele iria na mesma hora.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top