Prólogo: Uma longa história
Opa povo lindo que chegou no meu livro! ❤❤❤
Primeiro, quero agradecer pela oportunidade, prometo recompensá-los com uma boa história. Segundo, os acontecimentos desse livro foram primeiro criados por uma história interativa, a qual não dei continuidade; a maioria dos personagens foram inspirados nos antigos, mas a trama e eu mesma mudei tanto desde 2015 que, literalmente, nada é igual ao passado, e por fim, tudo isso aqui pertencem ao mesmo universo que minhas demais histórias se passam, mas tudo é independente entre si.
Enfim, chega de lenga lenga e vamos para o que interessa!
Ps: comentem! Adoro saber o que estão pensando!
Espero que gostem...
👑
O cheiro de comida preenchia o lugar junto as vozes bêbadas, discutindo e rindo. Tomei alguns goles da cerveja deixada na mesa e virei minha cabeça para olhar a floresta que crescia ao lado da taverna, era uma noite tranquila e sem nada de empolgante acontecendo, apenas, talvez, alguns vaga-lumes passando pela escuridão que poderia atrair a atenção de um ouvinte mais empolgado.
- Licença... - virei para ver um rapaz sentando ao meu lado e colocando sobre a mesa um cartaz - É a senhorita?
Meu desenho estava cuidadosamente feito no centro daquele papel amarelado, sorria de modo sarcástico e meus cabelos estavam soltos. Mesmo tentada, não podia negar minha identidade, tirei o capuz calmamente e olhei para o rapaz ansioso pela resposta.
- Sim... - sorri - Por que a pergunta?
- Meu pai é o dono da taverna, gostaríamos de saber se você não poderia contar uma história em troca da comida e da estadia. - ele disse mais empolgado, seus olhos chegaram a brilhar.
Rindo, refleti sobre aceitar a oferta, amanhã eu teria que ficar na praça central da cidade durante longas horas contando todas as histórias antigas que eu conhecia, talvez eu não tivesse nada a oferecer hoje. Mas rapidamente a conversa do local cessou e todos olhavam para mim como crianças famintas.
Uma contadora de histórias raramente tem paz.
- O que gostaria que eu contasse?
- Algo novo. - o rapaz disse se ajeitando na cadeira.
Algo novo...
Joguei a minha cabeça para trás, as pessoas achavam que era fácil pensar em uma história nova assim, principalmente para uma plateia a qual não tenho ideia do sabe ou não.
- Só tem uma história que ninguém sabe... - disse puxando ela na minha mente - Mas ela é muito longa.
- Não deve levar tanto tempo... - alguém disse.
Eu ri, talvez ficássemos toda a noite ali se eu começasse agora, mas já que insistiam.
Suspirei em busca das palavras certas para criar a atmosfera perfeita, os sentimentos ideias e principalmente como me organizar para desenvolver tudo de modo convincente e coerente.
- A guerra de Zaark levou treze anos para acabar e agora com vinte anos desde de o seu final lendas de seus participantes já transforma suas histórias em algumas mentiras. Creio que todos já devem ter ouvido sobre a princesa Avalon II. - eu me levantei e caminhei até a frente de todos - Mas não se deixem levar por isso, achar a princesa em uma pequena aldeia litorânea foi apenas o início do final dessa história. Há muito por trás do passado da nossa monarca.
Sentei na mesa e fiz um sinal para o taverneiro trazer mais um copo, logo estaria com sede.
- Já sentiram cheiro de sangue? Tenho certeza que nenhum dos nobres de sangue dourado tinha imaginado que um dia sentiriam aquilo, muito menos o cheiro do sangue de seus irmãos. Mas não havia tempo para chorar, precisavam enterrar o rei e a princesa regente em um túmulo improvisado e assim permitir o seu descanso. Contudo, faltava uma criança, viva ou morta, entre os seus, Avalon estava com os pais quando tudo aconteceu, só que ela não foi encontrada. - suspirei - Sem o corpo da princesa todos entrariam em uma briga para sucessão, sua tia Aloïsia era a próxima ao trono, contudo ela era líder das Guerreiras, depois vinha Malakay, seu primo e noivo, o qual estava sentado na sala do Conselho, ouvindo as discussões dos Lordes e observando os corpos sendo tirados do jardim pela janela.
"Quem já viu o grande castelo de Zaark, sabe o quão maravilhoso e cheio de detalhes que sua estrutura tem, portas entalhadas, vitrais coloridos e jardins cheio de flores. Só que nada se compara com o seu interior, o chão de pedras possui padrões e desenhos diversos, as paredes cheia de tapeceiras com suas rainhas passadas e seus grandes feitos, o trono de madeira todo cheio de animais e plantas desenhados e tapetes importados com tecidos coloridos e, a sua principal beleza, a sala do Conselho: era uma ampla sala redonda com o teto em cúpula cheios de quadros sobre Celina, a primeira rainha. Havia janelas em quase todas as paredes com cortinas de tecidos roxo e no centro uma enorme mesa redonda, cheia de animais representando cada família dos Lordes com um grande dragão e fênix no centro.
Os representantes sobreviventes de cada família estavam sentados em seus lugares, nervosos e abatidos, não era legal ver lugares vazios.
- Vocês só podem ter enlouquecido! - o Lorde Knightley disse batendo na mesa.
- Não estamos em condições de iniciar uma guerra. - Estêvão disse suspirando - Precisamos enterrar os mortos e acalmar nossos familiares distantes. Ninguém quer enviar cavaleiros da sua guarda pessoal.
- Não podemos deixar isso quieto! Catalan massacrou os nossos, o que você acha que o povo vai pensar? Os outros países?
- Vão pensar o mesmo de sempre... - o Lorde Lillac disse apertando os lábios - Que Zaark está se erguendo. Não podemos atacar sem uma rainha ou rei no comando.
- Por isso devemos colocar meu filho! - ele bufou - Que nós do Conselho sejam os regentes até ele completar idade, mas precisamos fazer algo.
- Acho que você ainda não entendeu! - Flora, mulher de Estêvão disse mais alto - Não vamos atacar Catalan com ímpio de vingança! Não estamos com força para isso e nenhum clã está disposto em apoiar seu filho enquanto não temos um corpo de uma criança junto aos pais! Imagino que o povo também não deseja que o trono saia do controle da família Breindal.
- Casa não lembre, estrangeira, meu tataravô era irmão da rainha. - ele disse torcendo o nariz - Meu filho e eu temos sangue Breindal.
- Seu tataravô era Breindal, mas como você mesmo disse era irmão da rainha, ou seja, perdeu todos os prestígios desse nome. - a Lorde Sticker disse, era a representante mais velha e tinha mais respeito por isso - Tínhamos como objetivo em restaurar esse privilégio, mas sem Avalon ele é apenas um Knightley.
- Então vamos esperar quanto tempo? - ele bufou - Até meu filho ter filhos ou netos? Avalon deve ter sido morta pelo rei de Catalan e ele deve ter se livrado do corpo para que isso acontecesse! Ele sabe que as famílias de Zaark são quase independentes para se manterem, mas não o suficiente para revidarem sem um líder!
- Minha prima não morreu... - Malakay disse pela primeira vez desde o ataque - Eu sei que ela está viva.
- Filho... - foi a primeira vez que o homem abrandou a voz - Eu sei que você amava ela e estava sendo preparado para que um dia os dois se unissem, mas ela não está entre nós.
- Pai... - o garoto disse mais sério - Ela está viva!
- Olha o que vocês estão fazendo com essa criança! - o Lorde Knightley disse bravo - Agora ele...
- Vamos fazer o seguinte! - a senhora Sticker o interrompeu - Se Avalon não aparecer até os vinte um anos de seu filho a daremos como morta. Malakay será o rei caso Aloïsia não desistir de sua posição de Guerreira, enquanto isso manteremos os tratados entre os clãs como sempre fizemos e iniciaremos um preparo para a guerra que ocorrerá em treze anos.
- Isso é muito tempo!
- Mas será o suficiente para recuperar e fazer Catalan se esquecer do que fizeram. - Estêvão disse em um suspiro - Na falta do rei, o senhor faz a votação.
A contragosto o Lorde Knightley fez a votação dessa proposta e viu a sua vingança se afastar drasticamente, ao mesmo tempo que os olhos da criança de oito anos brilhar mais. Como fazer Malakay passar pelo luto se ele não acreditava que sua prima estava morta?
Bem, isso seriam problemas para mais tarde, havia outras coisas a discutir como: o que fazer com os órfãos? Como enterrar tanta gente? E como manter todos as províncias unidas durante esses treze anos? Mais tarde ele insistiria nesse quesito de iniciar essa batalha.
Infelizmente, isso não seriam seus únicos problemas, em breve o povo de Zaark perceberia que alguns soldados de Catalan não iam embora e começaram a cobrar impostos sobre as terras dos Breindal. Logo, as outras províncias teriam que colocar soldados em suas fronteiras e o medo e desesperança iria pairar sobre um povo que nunca sonho que um dia sofreria isso.
Os nobres que permaneciam no castelo se sentiriam obrigados a se esconder e pouco a pouco uma cidade subterrânea no castelo seria formada por eles e seus nomes deixariam de ser sobre poder e passariam para ser algo de resistência. As províncias se manteriam unidas e contando histórias sobre como um dia os Breindal retornariam e iriam cuidar de todos mais uma vez.
E assim nasce os rebeldes.
Naquele mesmo dia em que os nobres discutiam o que fariam depois, o rei de Catalan voltava para casa com sua espada manchada de sangue dourado e seu exército perturbando a paz da Floresta da Fronteira, mas algo não estava certo. No colo daquele homem alto e de cara fechada havia uma garota de cinco anos. Ela tinha enormes olhos pretos marejados, o rosto vermelho e inchado e sangue seco no cabelo, estava agarrada ao braço do rei, tremendo.
Ela não tem certeza do que aconteceu, muito menos onde estavam seus pais, mas ali estava o homem que disse que cuidaria dela. Sem muita opção, ela confiou nele.
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