Libelo
Tua é! Tua é toda a culpa
E não males da sociedade, que te oprime e frustra.
Se nada para ti está de acordo,
Escolhe o rumo, evadindo-se à selva.
Apaga o lume e despe o corpo
Como alma liberta.
Não digas que não tens escolhas!
Se uma mentira se evidencia com clareza
É esta negação da tua única força,
Da qual a tua própria vida se engendra.
Escolheste o anteparo do irmão,
Sê-lhe, pois, não um impositor
E recalcitrante da tua razão
Nem tampouco do teu amor.
Escolheste estar em seu meio,
Que sentido há em negar seus valores
Como a tábua de leis que te não conveio
Por refrear-te íntimos pendores?
Oprimido em teu instinto assassino,
Vítima de ter que ouvir um sermão,
O decoro parece-te aborrecido
E a sensatez mesma sem razão.
Tudo o que passou é ultrapassado
E os erros de outrem, por ti repetidos,
São como caminhos inexplorados
Rumo a um novo mundo remido.
Mas que dizer disso?
Senão que arrogância por mais que destemida?
Pois apenas conduzes teu destino,
Com uma regra jamais percebida,
Pois seguirás sem razão teus instintos
Ao abismo de que se acerca a vida.
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