Da Margem
Assusta-nos olhar para margem do abismo,
Assusta-nos mais ainda olhar para o abismo de sua margem…
E por isso se torna mais agridoce o sabor dos idos
À medida que avança sobre nós a voragem…
Geração após geração vive à sombra do algoz
Recitando sobre nós o libelo da vida…
E se o ímpeto do novo é um relâmpago veloz,
A advertência do fim há de ser sempre repetida.
Geração após geração, tentando deter
A hora do encontro com a dama sombria.
Embriagando-se no elixir do prazer,
Gratificando-se no dorso da matéria fria…
Para lançar-se no abismo que costumava temer,
No fim, como o Astro no crepúsculo de um dia!
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