Capítulo 77 - "Vai precisar de equilíbrio para o que farei com você"
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Naquela noite, Thomas convidou a noiva para um jantar à dois. Pediu que preparassem os pratos favoritos dela, solicitou uma porção extra de velas para iluminar o ambiente tornando-o mais romântico e aconchegante. Agora estava terminando de se aprontar, fechando o último botão de sua casaca preta. Encarou-se no espelho, notando sua expressão de nervosismo e incerteza. Não estava certo de que Cecilie apreciaria sua ideia, poderia ela achá-lo meloso e piegas com tal atitude? De repente estava inseguro e sentindo-se tolo. Ah, o que o amor faz com as pessoas, não? Saiu do quarto de vestir rumando até sua saleta de visitas ao lado do aposento principal notando que a mesa já estava posta e que o aroma da comida dominava o ambiente. Como solicitado, nenhuma criada permaneceu para auxiliá-los durante o jantar, portanto seriam apenas Thomas, sua noiva, a comida e algumas garrafas de vinho.
Verificou se tudo estava perfeito e secou a palma da mão suada na calça marfim, repreendendo-se mentalmente por estar tão nervoso. Porra, eles eram noivos! Ele já conhecia cada pedaço daquele corpo delicioso, por que diabos estava agindo feito um adolescente afetado e inexperiente? De alguma maneira aquele jantar tinha um significado, ele sabia disso. Era o primeiro do resto da vida deles, ambos se recordariam dessa noite até seu último suspiro, por isso queria tudo tão perfeito e especial. Mas tudo bem se ela achar uma estupidez sem sentido, garantiu a si mesmo. Seria um aprendizado, certo? A primeira lição de como agir com sua esposa. Um arrepio revirou suas entranhas com a palavra, arrepiando-lhe todos os pêlos do corpo. Esposa.
Ouviu três batidas na porta do quarto principal, e seguiu até lá um tanto aéreo pois várias dúvidas começaram à pipocar em sua mente sem descanso. Cecilie usaria o sobrenome dele, ou manteria o do rei? Onde eles iriam morar? No castelo? E os filhos? Sabia que ela tinha planos para o reino, mas quando pretendia trazê-los ao mundo? Afinal, Thomas já tinha a avançada idade de vinte e oito anos, quase vinte e nove, e queria ter energia ainda para dar a devida atenção e cuidados às suas crianças. Antes de abrir a porta secou as palmas suadas na calça novamente, sacudindo a cabeça para silenciar sua mente agitada, e por fim a abriu. E perdeu o fôlego imediatamente.
-- Meu lorde. -- Cecilie ofereceu-lhe uma pequena reverência, um meio sorriso misterioso nos lábios.
Suas dúvidas e considerações anteriores desapareceram subitamente, e no duque agora só havia um único pensamento: seria errado deixar o jantar de lado e ir direto para os finalmentes? A princesa estava simplesmente belíssima num vestido vermelho justo que marcava seu corpo com perfeição, o decote quadrado dando-lhe uma deliciosa imagem do alto de seus seios que estavam apertados no corpete, deixando Thomas com água na boca. O maldito sorriso dela se alargou ao perceber que o havia deixado sem palavras, e aquilo o despertou. Piscou forte para retomar seu controle e clareza mental e aceitou a mão que, só agora, percebeu que a noiva lhe estendia.
-- Minha lady. -- beijou-lhe os dedos suavemente, próximo ao anel de noivado que brilhava imponente anunciando o compromisso deles enchendo-o de orgulho.
-- Salete sugeriu efusivamente que eu me vestisse melhor esta noite. -- ela disse em voz suave -- Vejo que você teve a mesma ideia.
Thomas abriu um sorriso galante e puxou a noiva para dentro, fechando a porta em seguida e trancando-a com a chave. Cecilie apoiou as mãos em seus peito e ficou na ponta dos pés para plantar um beijo doce em seus lábios. O duque segurou a cintura dela com firmeza e conteve o impulso de aprofundar a carícia mesmo quando o aroma floral dela invadiu suas narinas. Precisou de toda sua força e auto controle para afastá-la suavemente e, quando o fez, a princesa lhe sorriu mostrando-lhe todo o amor que sentia no brilho luminoso de seus olhos prateados. Sentiu a potência daquele olhar despertando uma certa parte de seus países baixos e perguntou-se se, caso ele se comportasse, ela treparia com ele sobre cada superfície plana em sua ala do castelo.
-- Vamos, amor, senão a comida vai esfriar. -- pegou a mão esquerda da noiva e a apoiou na curva de seu braço direito, guiando-a até a saleta de visitas.
-- Meu pai ficou ressentido comigo por não acompanhá-lo no jantar. -- comunicou a princesa em tom divertido -- Na verdade eu acho prudente providenciar uma escolta pessoal para você, querido, pois o olhar do rei foi feroz quando descobriu minhas intenções para esta noite.
Ele lhe lançou um sorriso cúmplice, mas ficou nervoso com tais palavras. Estar dormindo com a filha do rei antes do matrimônio não era lá muito sábio para construir uma boa relação com seu futuro sogro, entretanto era simplesmente impensável para Thomas esperar pelo casamento.
-- Eu não preciso de nenhuma escolta. -- se curvou e beijou-lhe o topo da cabeça, os macios fios negros fazendo-lhe cócegas em seus lábios -- Eu tenho você. Mas, se desejar, podemos nos abster pelas próximas duas semanas.
Aquelas palavras tinham um gosto deveras amargo em sua boca, e ele silenciosamente rezou para que a noiva desprezasse tal sugestão tanto quanto ele.
-- Não seja idiota. -- ela revirou os olhos e ele expirou aliviado -- Eu disse à papai que não vou desperdiçar nem mais um segundo que posso ter junto de você, então não venha com moralidade para cima de mim você também.
-- E com imoralidade eu posso? -- ele cessou os passos, já em frente à entrada da saleta de visitas, e a virou para ficar à sua frente. Lançou-lhe um sorriso predatório que fez a princesa corar.
Aquelas reações emocionais só aconteciam quando Cecilie era pega de surpresa, coisa muito rara. Portanto ver a princesa corar era extremamente satisfatório para Thomas, que alargou ainda mais aquele sorriso perigoso.
-- Não sorria assim para mim. -- ela pediu num sussurro, os olhos presos nos lábios do duque.
-- Por que não?
-- Pois me faz desejar rasgar suas belas e elegantes roupas, e lamber cada maldito centímetro do seu corpo até fazê-lo jorrar na minha boca.
Tom viu nitidamente quando as pupilas dela dilataram, o azul acizentado desaparecendo conforme luxúria invadia-lhe as veias. Ele, que já estava semi rígido desde que a viu tão linda naquele vestido vermelho, ficou duro imediatamente ao ouvir aquelas palavras sujas em sua voz tão sedutora.
-- Se falar assim comigo de novo, vai me transformar numa besta selvagem. -- percebeu sua própria voz mais baixa e rouca - Você não quer isso, quer, princesa?
-- Talvez eu queira. -- passou distraidamente a mão delicada sobre os botões dourados de sua casaca.
Thomas seguiu o movimento com os olhos e ficou hipnotizado pelo contraste das cores que viu ali. O vermelho do vestido junto do tom aveludado de sua pele, sobre o negro infinito da roupa que ele usava... Oh, céus... essa mulher ainda vai me matar! Segurou a mão dela, retirando-a de si, e quase chutou a própria bunda ao notar a faísca de decepção que surgiu no olhar de sua noiva. Levantou a mão dela até seus lábios e baixou levemente a manga carmim do vestido para expor a pele fina do pulso, que beijou sem tirar seus olhos dos dela.
-- Agora não. -- sua trovejante voz não era uma recusa, mas uma promessa clara. Depois.
Cecilie apenas engoliu em seco, acenando em concordância. Thomas respirou fundo e pomposamente abriu as portas duplas da saleta, revelando a surpresa que havia preparado. A princesa imediatamente levou as mãos aos lábios e arregalou ligeiramente os olhos. Encarou-o uma vez e voltou o olhar para a mesa pronta e a dezena de velas que iluminavam o ambiente. O duque se apressou para dentro e apanhou o ramalhete de flores que havia colhido pessoalmente naquela tarde, uma junção de rosas, narcisos, cravos e lavanda, que eram cuidadosamente cultivadas por um especialista numa das estufas do castelo. A princesa aceitou as flores e passou a ponta do indicador delicadamente por suas pétalas, inalando o perfume em seguida. Depois ela observou a saleta mais uma vez e seu silêncio persistente o deixou agitado. Ela estava odiando? Iria caçoar dele?
-- Você... -- a voz dela falhou -- Você fez tudo isso para mim?
-- Bem, tecnicamente eu pedi para que alguém fizesse o jantar. -- deu de ombros, optando por menosprezar seus méritos para tornar o momento mais leve -- Só o que fiz com minhas próprias mãos foi colher essas flores.
Mais uma vez ela observou o ramalhete que segurava, e Thomas notou os olhos dela mais brilhosos que o normal. Estariam marejados?
-- Lavanda são minhas preferidas. -- cheirou o ramalhete novamente -- Tanto as flores, quanto a cor.
-- Irei anotar a informação no meu caderninho mais tarde. -- disse seriamente, fazendo-a sorrir.
-- Caderninho? -- perguntou divertida.
-- Oh, sim... estou me dedicando à escrever um livro com todas as informações que sei sobre você.
-- Quantas páginas já escreveu?
-- Duas. -- anunciou fazendo-a soltar um risinho -- Duas e meia, na verdade. Por que está rindo? Você é um tanto difícil de desvendar, sabia disso?
-- Estou sendo um desafio muito grande, meu lorde? -- deu um passo discreto, aproximando-se dele. E mais outro, e outro...
-- Você sempre foi. -- os olhos dele estavam fixos nos passos que a aproximavam dele, piscou uma vez e levantou o olhar até o rosto dela que mantinha um sorriso esplendoroso iluminando suas feições -- Mas eu não tenho pressa, tenho muito tempo para aprender tudo sobre você.
-- Uma vida inteira, mais ou menos? -- a princesa parou bem à sua frente e a intensidade de seu olhar o deixou sem palavras novamente, então tudo o que fez foi acenar uma afirmativa. Cecilie levantou a mão livre e acariciou-lhe as bochechas carinhosamente -- Obrigada.
Um peso saiu de seus ombros conforme a apreensão que sentia o libertou. Sem ter consciência o duque sorriu um sorrisinho tímido e inseguro, que só serviu para fazer sua noiva amá-lo ainda mais.
-- Você realmente gostou? -- ele perguntou baixinho -- Não é nada grandioso, só uma bobagem, na verdade. Mas eu achei que...
Cecilie se precipitou para frente num impulso ágil, silenciando-o com o toque de seus lábios. O beijo que trocaram não foi lascivo, não... Foi terno, aconchegante, amoroso. Thomas suspirou, aliviado por ela ter gostado, e a segurou firmemente pela cintura deliciando-se com o toque macio da seda que ela usava.
-- Eu gostei muito. -- o hálito fresco da princesa roçou contra seu rosto -- Na verdade eu amei. Eu te amo.
-- Eu te amo. -- sussurrou de volta -- Podemos nos servir?
Cecilie concordou num aceno e cuidadosamente colocou suas flores sobre o vaso vazio no centro da mesa. Thomas puxou-lhe a cadeira e ela se sentou.
-- Alguém virá nos servir? -- perguntou olhando ao redor.
-- Eu irei servi-la esta noite, minha lady. -- lançou-lhe um olhar malicioso que a fez enrijecer as costas, e viu o cinza de seus olhos escurecendo mais uma vez -- O que deseja primeiro?
Não seja um cafajeste falando dessa maneira sugestiva, Thomas, é para ser uma noite romântica e não um encontro libertino! Ele se repreendeu, mas logo percebeu o olhar intenso e o sorrisinho diabólico da noiva que parecia estar apreciando sua servidão. A maldita mulher adorava tê-lo na palma da mão, aparentemente. Mas o que ele poderia fazer, afinal, se gostava daquilo tanto quanto ela?
-- O que teremos para beber? -- ela perguntou.
-- O melhor vinho da adega de sua majestade, minha lady.
-- E o rei sabe que você andou surrupiando algumas garrafas de sua coleção?
-- Dificilmente ele perceberia, já que não bebe. Então, não irá notar. -- pegou a garrafa que jazia sobre o aparador de vidro ao canto e a abriu habilmente -- E caso perceba, o que é muito improvável, ele certamente presumirá que foi a rainha que andou se embebedando por aí. -- serviu as duas taças até a metade -- Estamos seguros.
Ele pegou a taça e a levantou em direção à noiva, que não demorou e apanhou a própria taça e bateu na dele num brinde. Então eles tomaram um pequeno gole da bebida frutada, sem nunca deixar os olhos um do outro. Por que um olhar tem a capacidade de tornar algo tão comum como beber um vinho, em uma coisa erótica e sensual? Não sabia, mas foi assim que sentiu aquele momento. Suas calças já o estavam incomodando, então o duque se apressou à servir a refeição para apressar as coisas. Colocou em ambos os pratos uma porção de cada coisa e se sentou em frente à princesa.
-- Por falar na rainha, uma discussão interessante se desenrolou depois que você e o príncipe saíram. -- a princesa franziu as sobrancelhas e Tom se xingou mentalmente por trazer um assunto desagradável à tona naquele momento tão íntimo -- Mas podemos falar disso mais tarde, se preferir.
-- Não, pode me dizer agora. -- ela cortava o pedaço de carne em seu prato -- Você bisbilhotou a conversa deles?
-- Eu não pude evitar, sabe como é. -- deu de ombros assumindo sua culpa -- Zaya está apavorada, Cecilie. Teme o apoio e lealdade que você conquistou de todos aqui.
-- Imagino que sim. -- levou a carne à boca, o olhar um tanto hesitante com o assunto desconfortável.
Thomas a observou por um instante, taciturno. Sabia que ela estava tramando algo, mas ainda não o havia informado abertamente. Ele não gostava da ideia de haver segredos entre eles, mas não podia pressioná-la à dizê-los. Então, como abordar o assunto de suas desconfianças? Com inteligência e estratégia, exatamente como Cecilie faria se a situação fosse inversa.
-- Pelo que entendi, Zaya suspeita que à qualquer momento você dê o golpe e tome o trono para si. -- ele disse em tom divertido, mas seus olhos estavam atentos na mulher à sua frente e cada uma de suas reações -- Não é absolutamente hilário?
Levou a taça de vinho aos lábios para ocultar o sorriso ao notar que a princesa não lhe era mais tão impassível e ilegível quanto um dia fora. A postura tensa e as feições cuidadosamente neutras e vazias dela eram indícios suficientes de que aquilo era exatamente o que ela pretendia fazer. Os olhos cinzentos estavam cautelosos enquanto o encaravam, e no fundo deles o homem podia perceber uma enxurrada violenta de pensamentos. Ainda assim, ele manteve-se quieto aguardando uma resposa à sua pergunta que pairava no ar ao redor deles.
-- Eu contei tudo à Christopher. -- anunciou a mulher subitamente.
-- Você o quê? -- o duque quase gritou, surpreso.
-- Ele precisava saber, Thomas. E ele me prometeu guardar segredo e... -- suspirou -- E isso foi necessário para antecipar em muito meus planos.
Cuidadosamente ele depositou a taça de volta à mesa, cruzou as mãos e acomodou as costas no encosto da cadeira pesadamente, a atenção totalmente focada em Cecilie. Ela, por sua vez, limpou os cantos da boca com o guardanapo e o acomodou de volta ao colo com movimentos graciosos.
-- E quando pretende me interar de tais planos? -- perguntou soando um tanto magoado, sua decisão de não pressioná-la indo por água a baixo.
-- Agora. -- ela respondeu rapidamente.
-- Se for só por que eu trouxe o assunto à tona, eu prefiro que não o faça. -- foi sincero -- Cecilie, quero que me diga as coisas porque quer, não porque eu a obriguei.
-- Você não está me obrigando.
-- Certamente entendeu o que eu quis dizer.
-- Sim, eu entendi. -- suspirou cansada -- Peço perdão por não dizer-lhe tudo de uma vez, eu estava com medo de sua reação.
-- Você -- apontou para ela -- Com medo de mim? -- apontou para o próprio peito, soando incrédulo -- É sério?
-- Podemos terminar a refeição e depois falamos sobre isso? -- pediu suavemente -- Eu estou faminta.
Thomas buscou nas feições delicadas da princesa algum indício de que ela apenas queria ganhar tempo, mas foi derrotado ao pensar que a estava fazendo passar fome apenas para saciar sua curiosidade.
-- Muito bem. -- concordou e então ambos passaram a atenção aos próprios pratos, que rapidamente foram limpos.
Cecilie comeu um segundo pedaço do assado de carneiro, e se deliciou com a torta de frutas vermelhas que estava absolutamente sensacional. Os gemidos ocasionais que ela soltava devido ao contentamento com a comida estava anuviando a mente do duque, que a cada som esquecia da importante conversa pendente e imaginava-se com impressionante nitidez abrindo os botões daquele vestido esplendoroso. Finalizada a refeição a mulher buscou seu olhar e juntos eles se levantaram, rumando ao aposento principal.
-- Estava tudo maravilhoso. -- ela elogiou ao chegar até o noivo, abraçando-o pelo pescoço.
-- Me acompanha numa segunda garrafa de vinho enquanto conversamos? -- ele perguntou após beijar-lhe a base do pescoço.
Cecilie acenou uma afirmação, então Thomas se apressou à apanhar a outra garrafa enquanto ela pegava as taças que estavam na mesa. Poucos segundos silenciosos depois, eles estavam acomodados confortavelmente nas mesmas poltronas onde conversaram noite passada, um de frente para o outro. As taças cheias, a garrafa já pela metade no chão. O duque encarou a princesa, que tinha os olhos fixos na bebida à sua frente.
-- Thomas, os temores de sua tia não são infundados. -- ela disse num sussurro levantando o olhar ansioso até o homem para observar sua reação.
-- Eu sei disso. -- ele garantiu, tomando um gole do vinho.
-- Você sabe? -- aquilo a surpreendeu -- Como poderia saber?
-- Amor, posso não ser o mais perspicaz dos homens mas sei uma coisa ou duas sobre você.
-- Duas páginas e meia, para ser exata. -- ela sorriu-lhe mordaz.
O duque correspondeu ao sorriso, notando com alívio que sua amada começou à relaxar a postura.
-- Perfeita colocação, querida. -- levantou sua taça num brinde, fazendo-a ampliar o sorriso e tomar um gole da bebida -- A questão é que eu sei que você irá aplicar o pior castigo possível em Zaya, e isso certamente seria ver o amado filho ter seu trono usurpado.
A mulher hesitou por um instante, mas logo decidiu deixar tudo às claras de uma vez.
-- Eu não irei usurpar o trono. Não tomarei nada de ninguém, Thomas. -- ela disse com seriedade -- A coroa será dada à mim.
Aquilo não era exatamente o que esperava. O duque pensou num golpe de estado ou algo tão grandioso quanto, mas a garantia de Cecilie de que ganharia a coroa de certa forma lhe parecia mais impossível do que tomá-la à força.
-- Como assim? -- pediu maiores explicações.
-- Já faz algum tempo que venho pensado nisso, para ser honesta. Os erros que meu pai cometeu na luta contra a Irmandade foram o que me chamaram a atenção para o assunto. Thomas, com um planejamento adequado a rebelião de William não teria durado um ano, que dirá doze! Papai fez escolhas estúpidas e imprudentes que acabaram com a vida de centenas! -- silenciou por um momento, para tomar outro gole do vinho -- Seguindo esta linha de pensamento, Christopher seria um rei tão medíocre quanto seu antecessor pois aprendeu tudo com ele, afinal de contas.
-- Mas você aprendeu com William. -- apontou a pesada verdade -- O verdadeiro herdeiro do reino.
-- Sim. -- ela suspirou e finalizou sua taça, colocando-a ao chão e, depois, inclinou-se para a frente com expressão séria -- O que vou lhe dizer agora deve morrer neste quarto. Jamais tocaremos no assunto novamente, entendido?
-- Tem minha palavra. -- garantiu com igual seriedade.
-- William me mandou naquela missão para capturá-lo de maneira premeditada. Ele sabia quem você foi para mim, sabia nossa ligação. Ele sabia que eu descobriria tudo e o salvaria.
-- Isso é... loucura! -- a interrompeu, embasbacado.
-- Parafraseando o que ele mesmo me disse pouco antes daquele navio atracar no porto, ele precisava que Nix encontrasse o caminho de volta até Cecilie. -- explicou um tanto sombria.
-- Certamente houve uma razão para isso, suponho.
-- É claro que sim. -- hesitou mais uma vez e ele percebeu que aquilo estava sendo um tanto doloroso para ela.
-- Você pode me dizer, amor. -- tentou acalmá-la -- Pode me dizer qualquer coisa. -- ela apenas sorriu tristemente -- Venha aqui, Cecilie. -- estendeu os braços num convite -- A quero pertinho de mim.
O sorriso dela aumentou conforme se levantava e seguia até ele rapidamente. A princesa acomodou-se em seu colo, apoiando as mãos em sua nuca e deu-lhe um beijo casto nos lábios.
-- Está melhor, agora? -- ele perguntou a puxando mais para si, agarrando sua cintura e coxa com firmeza.
-- Muito melhor.
-- Pode continuar a história, então?
Ela acenou uma afirmativa, respirou fundo e prosseguiu em seu relato.
-- Há algo que não lhe disse sobre o que William e eu falamos. Nós fizemos um acordo. -- Thomas se surpreendeu, mas não ousou interrompê-la -- Ele estava doente, Thomas. Uma doença desconhecida e sem cura. Então... então ele orquestrou tudo isso para que eu retomasse meu lugar no castelo para que, na hora certa, pudesse realizar o que ele realmente queria de mim. Foi quando ele o raptou, apenas na intenção de que eu fosse até ele. Entenda, eu o ignorei nos três meses em que ele me manteve cativa, nós discutíamos quase o dia todo entre ofensas e ameaças. Pensando naquilo agora, vejo que o maldito me provocava por diversão apenas.
-- Cecilie, qual acordo que vocês fizeram? -- o homem não estava mais sendo capaz de conter sua curiosidade.
-- Como cartada final, ele me informou todos os detalhes sobre o assassinato de minha mãe e me ajudou a encontrar a culpada.
-- Por que está protelando?
-- Tenho medo que pense mal de mim. -- ela confessou numa voz quase inaudível.
-- Isso é uma ofensa. -- ele resmungou, os dedos traçando movimentos circulares sobre a seda do vestido.
-- Willk pediu que eu o matasse, Thomas. Ele se sacrificou voluntariamente para terminar a guerra. O que pediu em troca foi que eu conquistasse o trono e reinasse em seu lugar. -- os olhos dela estavam úmidos, e o coração do duque parecia assustadoramente silencioso -- Disse que não se importava de nunca ter retomado o que era dele, desde que sua herdeira reinasse em seu lugar.
O duque manteve um silêncio pensativo, repetindo as palavras incessantemente em seus pensamentos. Ele desconfiava das intenções de Cecilie e percebeu estar certo em suas suspeitas. Mas aquilo... nem em um milhão de anos ele imaginaria uma barbaridade daquelas.
-- Entenda, eu já havia pensado na possibilidade. Eu não estou fazendo isso por ele, Thomas. Estou fazendo o que é melhor para o reino. Até para Christopher, que nunca desejou tal fardo como ele mesmo diz. E se formos pensar bem, provavelmente a coroa deveria ter sido passada ao filho que minha mãe gerava quando foi assassinada. Portanto...
O duque se apressou à silenciá-la, prevendo que Cecilie deslancharia num interminável discurso de explicações. Ele segurou os lábios dela entre o indicador e o polegar, fazendo-a formar um bico engraçado. Imediatamente a mulher franziu as sobrancelhas, encarando-o irritada, o que só o fez sorrir brincalhão.
-- Está tentando convencer à mim, ou à si mesma? -- perguntou suavemente, soltando os lábios dela de seu aperto.
Cecilie soltou um profundo suspiro frustrado, e deitou a cabeça no ombro dele.
-- Eu não sei.
O duque passou a acariciar as costas dela, tentando acalmá-la. Um sorriso perverso curvou seus lábios ao pensar na maneira perfeita de relaxar sua noiva.
-- Escute-me com atenção, por favor, Cecilie. -- a mulher endireitou a coluna e o encarou com concentração, as feições um tanto endurecidas, nitidamente temendo suas próximas palavras. Delicadamente Thomas segurou seu rosto com as duas mãos e aproximou-se, roçando o nariz no dela -- Está ouvindo? -- ela mulher confirmou num aceno -- Não sei se vai ser de muita ajuda, ou mesmo útil, mas eu apoio você. -- seus olhos arregalaram em pleno alívio e felicidade -- Estamos juntos para qualquer fim, lembra?
A resposta da noiva foi imediata e violenta. Cecilie o segurou pela nuca e colou seus lábios com ímpeto e voracidade. Oh, sim... é agora que ele a foderia em todas as superfícies planas de seu quarto?
-- Eu amo você. -- ela murmurou contra seus lábios, depois desceu pelo seu pescoço lambendo e mordiscando sua pele que começou a queimar em antecipação.
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Eu também te amo, ele respondeu. Não com palavras, mas com dentes e língua e mãos por todos os lugares. Thomas desceu o braço até a barra das saias do vestido carmesim e se infiltrou por baixo destas. Subiu lânguida e demoradamente a mão pela perna macia de sua noiva, que começou a se contorser em seu colo, massageando seu membro que ameaçava rasgar a calça, tão endurecido que estava. Não poderia se conter por mais tempo, o duque percebeu. Ele se levantou, trazendo Cecilie em seus braços, e a deitou no chão ali mesmo onde estavam, incapaz de caminhar até a cama pois a necessidade de se afundar nela sobrepujava qualquer outro pensamento racional no momento. A princesa segurou seu rosto e o puxou para mais um beijo ardente, enquanto o duque se atrapalhava com os minúsculos botões do vestido dela.
-- Mas que... maldição! -- reclamou verdadeiramente irritado -- Como eu tiro essa droga?
-- Depois, Thomas... -- ela meio sussurrou, meio gemeu.
Bem, se sua noiva queria ser fodida usando aquele lindo vestido de seda e aquele espartilho que deixava seus seios tão deliciosos, não era ele quem iria reclamar. Interrompeu o beijo e se apressou à retirar as próprias roupas. Jogou sua casaca para longe junto dos sapatos e baixou a calça até as canelas, chutando-as depois à uma considerável distância. Usando só a camisa branca folgada, ele se abaixou com os movimentos lentos e calculados de um predador e levantou as saias dela até a cintura. Cecilie tinha a respiração descompassada, mas a atenção de Thomas não estava presa à tal fato pois ele encarava despudoradamente sua feminilidade que ela escancarou ao abrir-se para ele.
Trocaram um olhar breve e repleto de luxúria enquanto ele traçava pequenos círculos nos poucos pêlos de seu centro, deliciando-se ao notar o brilho da excitação que escorria entre suas pernas. Thomas desceu o dedo para sua entrada e a invadiu com força, fazendo-a arquear as costas e soltar um gemido alto.
-- Tão perfeita, tão pronta... -- ele disse em voz pesada e rouca -- Mas eu a quero ainda mais molhada para mim, princesa.
O sorriso que ele lhe lançou foi selvagem, e a resposta de Cecilie foi se apoiar sobre os cotovelos e se abrir ainda mais para ele, um brilho obsceno no olhar enquanto se ajeitava para assisti-lo devorá-la. O duque estava de joelhos, meio sentado sobre os próprios pés, sua ereção pulsante balançando. Ele a pegou pelos quadris e a puxou com força para si, levantando-a até os lábios famintos. Thomas bebeu dela, acariciando-lhe repetidamente nos pontos exatos onde ele sabia que mais sentia prazer pois já estava familiarizado com cada curva, cada detalhe, cada centímetro. Cecilie se contorsia mas o homem a mantinha firme em seu aperto, a língua castigando-a sem descanso.
-- Oh, Thomas... eu vou... agora... -- ela disse entre gemidos desconexos.
Ele parou imediatamente e a apoiou de volta ao chão, ganhando um olhar assassino da princesa.
-- Por que você parou?! -- ela praticamente gritou, indignada.
Ele avançou sobre ela capturando seus lábios num beijo ardente e a penetrou com dois dedos curvados, tocando-a exatamente naquele ponto que a fazia enlouquecer. Quando a princesa começou a rebolar em seus dedos, ele interrompeu o beijo e sussurrou em seu ouvido.
-- Pois eu quero que aperte meu pau quando você chegar ao êxtase, amor. -- mordeu o lóbulo de sua orelha e, tudo o que recebeu em resposta, foi um gemido gutural. Ele se afastou, o sorriso convencido brilhando com sua umidade, e retirou seus dedos de dentro dela -- Fique de quatro.
O olhar de Cecilie era confuso e atordoado, e ela o encarou com uma pergunta no olhar até que ele se lembrou de que ainda nao haviam usado aquela posição. Então ele a virou de bruços num movimento brusco, fazendo um suspiro de susto escapar pela garganta da princesa. Depois roubou alguns segundos para admirar sua bunda, deleitando-se com a cena. Ele acariciou a pele macia e carnuda, e apertou com força abrindo-a para ver cada centímetro dela. Pegou um pouco da umidade de Cecilie e a esfregou naquele delicioso rabo que ainda permanecia intocado. Por enquanto. Repetiu o movimento algumas vezes enquanto acariciava seu pau que parecia prestes à explodir, até que decidiu que havia esperado o suficiente. O duque segurou os quadris dela e, num impulso, a ajeitou da maneira exata que a queria.
-- Apoie-se em suas mãos também, amor. -- aconselhou -- Vai precisar de equilíbrio para o que eu farei com você.
Não demorou e ela fez o que pediu, então Thomas a invadiu totalmente numa única estocada. Um som rouco e grave escapou de seus lábios junto de uma exclamação profana da princesa, que parecia surpresa com as sensações que sentia. O duque manteve as mãos firmemente nas nádegas dela e iniciou uma sessão de movimentos violentos e rápidos. Ele não seria gentil naquela noite. Não, Thomas queria ser bruto e deixá-la dolorida. Queria que a excitação dela e o gozo dele pingassem por todo o quarto, marcando o cheiro deles pelo ambiente. Ele queria sua noiva daquela forma: arfando, gemendo, trêmula e à beira do abismo do prazer, empinando aquele rabo mágnifico para ele enquanto gritava seu nome. Ele não se importaria em ter alguém visitando a cama deles um dia, mas o único nome que Cecilie poderia gemer era o seu.
A sensação dentro dele foi se expandindo, até que se sentiu quase no limite. Levou a mão direita até o centro de prazer dela e, com carícias profundas, ele a empurrou do precipício. Cecilie mergulhou em queda livre, gritando e gemendo e se contorcendo, a magnitude do prazer a consumindo de dentro para fora lançando para longe qualquer coisa que não fosse Thomas e o pau dele dentro dela. Não demorou e o duque a acompanhou, sendo invadido e consumido pelo próprio prazer que ameaçava estilhaçá-lo. Ele gemeu tão alto quanto ela e não se envergonhou nem um pouco disso. Alguns segundos depois o clímax se foi, deixando ambos com respirações descompassadas e pernas trêmulas. Mais algumas lânguidas estocadas e Thomas se retirou de dentro de Cecilie, tão imerso em seu prazer que nem mesmo percebeu ter jorrado sua semente dentro dela.
Ele se jogou ao chão ao lado da princesa que se esforçava para respirar adequadamente. Seus olhares se encontraram na penumbra da noite em meio ao fogo tremeluzente da lareira e das velas. Cecilie abriu um sorriso saciado e Thomas, não contente com a distância entre eles, se apressou à puxá-la para seus braços. A mulher deitou a cabeça no ombro dele e o duque depositou um beijo carinhoso no topo de sua cabeça.
-- Podemos fazer desse jeito mais vezes? É tão bom.
-- O que eu não faço para agradá-la, querida noiva? -- falou divertido.
-- Idiota. -- ela deu-lhe um leve tapinha no peito, rindo deliciada -- Como se fosse um grande esforço para você.
-- Me dê vinte minutos e repetimos a dose, amor, dessa vez na cama. Trinta no máximo. Enquanto isso, porque você não tira esse vestido bem lentamente enquanto eu recupero minhas forças?
Ele falou brincando, mas a princesa acatou ao seu pedido imediatamente. Ela se levantou e ficou em pé, sem nunca tirar os olhos dos dele. Thomas então se sentou e se escorou na poltrona enquanto a observava abrir um a um dos minúsculos botões de pérolas que ele não foi capaz de abrir devido à sua pressa. Agora ele agracia àquilo silenciosamente, enquanto Cecilie se despia para ele com uma expressão devassa e pecaminosa em seu rosto. Parecia que ele não precisaria nem de vinte minutos de descanso, afinal.
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