Capítulo 71 - "Não há escolha para mim"

     Thomas encarava um livro quando ouviu uma forte batida na porta. Estava tentando ler há pelo menos meia hora, mas não conseguia se concentrar. Seu olhar ficava vago e as letras não passavam de borrões ilegíveis, sua mente acelerada não focava em nenhum pensamento, pulando de um para outro tão rápido que em determinado momento parou de tentar prestar atenção e deixou-se levar. Cenas da batalha pipocavam em suas memórias, junto do momento em que reencontrou Cecilie e do sexo quente e selvagem que fizeram na floresta. Ainda temia estar sonhando, temia acordar pela manhã e perceber que a guerra continuava e que a princesa permanecia morta. Estava quase afogando-se em tantos pensamentos quando sobressaltou-se com a batida que o despertou. Levantou-se num pulo da poltrona onde estava jogado e seguiu em direção à porta, abrindo-a com mais força do que o necessário. Quando ele a viu perdeu o fôlego, junto da capacidade de falar. Encarou a mulher à sua frente, que o olhava fixamente com um sorrisinho enigmático nos lábios. A princesa usava um roupão de veludo azul escuro, a cor preferida de Thomas, e seus longos cabelos lisos caíam ao seu redor naquele véu ébano que tanto amava. O leve aroma dos óleos essenciais que usou em seu banho invadiu seus sentidos, despertando nele a vontade de lamber cada parte de seu corpo, na intenção de descobrir se o sabor era tão bom quanto o cheiro. Se precisasse usar apenas uma palavra para descrevê-la naquele momento, seria magnífica.


-- Eu lhe disse, querido... -- a voz da mulher era apenas um sussurro rouco enquanto adentrava seus aposentos em passos leves -- Se não vai até mim, eu venho até você.


     Ao passar por ele o aroma perfumado dela ficou ainda mais marcante, e Tom quase teve um espasmo de prazer ao aspirar profundamente o perfume floral de sua amada. Sorrindo e sentindo-se mais leve do que nos últimos quase quatro meses, o duque fechou a porta de seu quarto e a trancou em seguida. Virou-se buscando o olhar dela, encontrando-o já sobre si. Durante alguns segundos sentiu-se estranhamente tímido. Inseguro. O que deveria fazer agora? Abraçá-la? Puxá-la para seus braços num beijo avassalador? Jogá-la na cama e possuir seu corpo por horas a fio? Ajoelhar-se e implorar que não mudasse de ideia sobre se casar com ele? Não sabia, não sabia... Thomas já havia estragado tudo uma vez, temia cometer outro erro novamente.


     Ao notar seu silêncio e hesitação, a mulher franziu as sobrancelhas e desmachou o meio sorriso que carregava. A atmosfera pareceu mudar e sobrecarregar quando a princesa percebeu a infinidade de sentimentos que invadia o duque naquele momento. Ela sempre percebia, afinal. E como sempre, ela soube exatamente o que fazer. Devagar a mulher levantou seu braço direito, a palma da mão para cima num convite que ele jamais seria capaz de recusar. Em dois passos largos e imediatos, Thomas chegou até ela e a puxou para um abraço apertado e afundou o nariz em seu pescoço, em seus cabelos, inspirando profundamente. Cecilie correspondeu com igual ímpeto, o segurando com tanta força que parecia temer, assim como ele, estar delirando.


     Mesmo abraçados com tamanha força, o contato parecia insuficiente. Thomas então beijou o pescoço da princesa, e depois beijou a pele macia atrás de sua orelha. Depois a bochecha, o queixo, o canto da boca e finalmente capturou seus lábios. Mergulharam num beijo profundo, cheio de línguas, dentes e saudade. Tanta saudade que o duque pensou que uma vida inteira junto dela ainda seria pouco, precisaria da eternidade para satisfazer a necessidade que tinha daquela mulher.


     As mãos finas e frias dela acariciaram sua nuca e o toque refletiu diretamente em seu membro, que começou a inchar dentro das calças. Cecilie deslizou a mão até seu rosto e a desceu pelo pescoço, causando-lhe deliciosos arrepios que reverberaram por todo seu corpo, e a parou em seu peito. Tom, por sua vez, escorregou as mãos até o quadril dela e apertou, trazendo-a de encontro à sua rigidez que despertava.


-- Espere... -- a princesa o empurrou levemente ao interromper o beijo, e o encarou -- Espere.


-- Não. -- sua voz saiu dura e rouca, mais parecendo um rosnado, e apressou-se a buscar os lábios dela novamente.


     Suas dúvidas quanto ao que fazer desapareceram no momento em que colocou os braços ao redor de Cecilie. Queria devorá-la, iria atirá-la na cama e fazer amor com ela até o sol clarear trazendo um novo dia, até seu pau latejante estar dolorido de tanto fodê-la. Entretanto a princesa parecia ter outros planos, pois colocou a mão sobre sua boca o impedindo de beijá-la novamente.


-- Thomas, precisamos conversar. -- ela disse suavemente, acariciando sua bochecha recém barbeada, os olhos cinzentos brilhando à luz das velas. Aquela recusa o desnorteou por alguns segundos, e o duque a encarou temeroso até um meio sorriso triste aparecer nos lábios dela. -- Eu não vou à lugar nenhum. E nem você. Estou aqui, querido, estamos juntos.


     Estaria ele deixando a confusão e desespero que sentia tão facilmente aparentes? Ou Cecilie que era boa demais em ler seus pensamentos e sentimentos, com aqueles olhos azuis acizentados que o encaravam atentamente, avaliando-o?


-- Você está bem? -- ela perguntou, ainda acariciando sua bochecha.


-- Honestamente? -- inclinou a cabeça para o lado, deliciando-se com o toque dela.


-- Sempre, Thomas.


-- Eu... -- suspirou tristonho -- Não, meu amor. Só agora que tudo acabou eu percebi a dimensão do que aconteceu. De alguma maneira estranha, enquanto tudo acontecia não parecia tão real quanto agora.


-- Está tudo bem. -- levou a outra mão aos cabelos curtos e espetados dele -- Você passou por muitas coisas, viu muitas coisas...


-- Fiz muitas coisas. -- a interrompeu bruscamente.


-- Sim. -- sua voz saiu pesada -- Você fez. Desculpe-me por isso.


-- Desculpá-la? -- o duque endireitou a cabeça e quase gritou -- Está maluca? Cecilie, tudo isso foi culpa minha! Se eu não tivesse...


-- Thomas, não foi culpa sua!


-- Ora, mas é claro que foi! -- afastou-se dela irado e começou a andar pelo quarto à fim de conter sua raiva -- Se eu não fosse tão estúpido, tão idiota... Deveria ter me deixado lá, Cecilie! Deveria tê-los deixado me matar e...


-- Matá-lo? -- dessa vez ela que o interrompeu -- Eles jamais iriam matá-lo. Você era uma isca, Thomas. Sabe o que aconteceria caso eu não tivesse ido salvá-lo logo? Willk me enviaria partes suas até que eu fizesse de uma vez o que ele queria. Acha que eu aguentaria ficar parada enquanto aqueles malditos o mutilavam?


-- Pois era exatamente o que deveria ter feito! Ter ficado parada! Ou pelo menos ter levado o exército de seu pai junto para me resgatar! -- sua voz saiu trovejante, trazendo toda a dor que sentiu nos últimos meses.


-- Se eu marchasse com os exércitos você estaria morto, seu duque ingrato! -- a princesa gritou igualmente alto.


-- Eu morreria mil vezes antes de aceitar viver num mundo onde você não existe. -- interrompeu os passos que ainda dava, e a encarou desconcertado -- Você não entende? Eu não consigo mais viver sem você, e quando eu vi aquele corpo...


     As feições antes irritadas da princesa tornaram-se preocupadas ao notar a dor na voz dele. Cecilie deu os poucos passos necessários até Thomas, e segurou-lhe as duas mãos com força.


-- Não era eu, meu amor.


     O duque fechou os olhos com força, enquanto tentava gravar aquela verdade em seu coração ferido. Não era ela...


-- Eu sei, querida. -- levantou suas mãos unidas, depositando um beijo reverente na parte interna do pulso da princesa -- Mas para mim, nos últimos dois meses, você estava morta. Consegue sequer imaginar o inferno que passei? A culpa que senti? Maldição, a culpa que ainda sinto?


     Cecilie ficou sem palavras por alguns segundos enquanto o encarava firmemente. Mesmo que agora estivessem juntos, a mulher ainda mantinha suas emoções sob rígido controle. Thomas a conhecia bem pelos dias que viveram juntos, não pelas expressões dela - que quase sempre eram uma máscara de tédio frio. Mas quando a princesa se permitia expressar suas emoções... as pernas de Thomas ficavam trêmulas, tamanha avalanche de sentimentos via no prateado daqueles olhos. E foi exatamente o que aconteceu naquele instante. Cecilie permitiu-se demonstrar tudo o que tinha em seu coração, e a magnitude do amor que viu ali lhe tomaram o fôlego.


-- Ouça-me com atenção, seu duque idiota. -- lhe sorriu carinhosamente -- Passamos por muita merda. Lutamos juntos na batalha final contra a Irmandade. Você me enterrou duas vezes, mas contra todas as probabilidades eu estou aqui. Estamos juntos para sempre. -- levou uma mão à sua nuca, puxando sua cabeça com força até os lábios macios dela que lhe deram um beijo rápido -- Maldição! Eu vou me casar com você! Por que estamos brigando?


     Ele teria de se esforçar para não cair de joelhos aos pés dela naquele instante. E Tom não sabe de onde tirou forças para permanecer em pé. Seu coração batia tão forte que seu peito parecia vibrar, seu sangue corria tão rápido que seu corpo estava prestes explodir em fervura. Enfiou uma mão entre seus sedosos fios ainda úmidos e colou sua boca na dela com força, violência e sofreguidão.


-- Não estamos brigando, querida... -- disse entre um beijo e outro.


-- Pareceu uma briga para mim. -- respondeu a princesa num sussurro e pausou o beijo para encará-lo.


-- Me desculpe. -- levou uma mecha do cabelo negro dela para trás da orelha carinhosamente -- É só que... eu estive um tanto irracional nos últimos meses. Acho que ainda estou fora de controle.


-- Eu irei colocá-lo nos eixos rapidinho, meu lorde. -- brincou a mulher, mas uma luz de culpa cintilou no cinza de seus olhos.


-- Estou ansioso por isso. -- ele sorriu feliz e um pouco mais aliviado, parecendo compreender que era tudo real, que estavam verdadeiramente juntos.


-- Agora, podemos nos sentar? -- sugeriu a princesa -- Vamos terminar logo com isso para seguirmos nossa vida.


     Murmurou uma concordância, mas só a soltou depois de mais um longo e ardente beijo. Então ambos se acomodaram nas poltronas do quarto do duque, que estavam uma em frente à outra. Thomas manteve silêncio, aguardando, enquanto Cecilie organizava as ideias.


-- Por onde quer começar? -- ela perguntou depois de um momento de silêncio.


-- Que tal depois de nossa briga, quando ouviu minha conversa com seu pai? -- ela acenou em concordância.


-- Sim, esse foi o começo de tudo, não foi? Bem, desculpe-me por aquilo. -- Tom abriu a boca para protestar, mas ela o impediu -- Não ouse dizer que a culpa foi sua! Fique calado e apenas ouça. Eu não deveria ter surtado daquele jeito, mas você também não deveria ter escondido coisas de mim. Nós dois fomos idiotas, e nós dois somos culpados pelo que aconteceu depois daquilo. Não quero mais você se martirizando por algo que não era capaz de controlar ou impedir. De acordo?


     Ah, o que Thomas faria sem aquela mulher lhe ditando ordens até mesmo sobre como deveria se sentir? Abriu um longo sorriso, que a fez franzir as sobrancelhas em confusão. Talvez Cecilie achasse que ele enlouqueceu, mas não tinha problema, afinal era verdade. Estava louco de amor.


-- Muito bem, de acordo. -- concordou agora sério, não querendo irritá-la demais.


-- Quando eu soube que você tinha ido embora... bem... -- seus olhos ficaram nublados pela lembrança de como de sentiu, atingindo Thomas em cheio como um soco na cara.


-- Me desculpe por aquilo, Cecilie. -- passou uma mão pela cabeça, ainda estranhando a ausência de seus longos fios -- Eu fui extremamente precipitado.


-- Sim, você foi. Mas... foi bom, no fim das contas.


-- Está brincando? Eu vivi o inferno nos últimos meses!


-- Bom não é a palavra certa. Foi... esclarecedor. Isso.


-- Esclarecedor? -- repetiu, duvidoso.


-- Quando me vi sem você, percebi meus sentimentos. Bem, eu já sabia que te amava... mas aceitar essa fraqueza ainda era difícil para mim.


-- Então é isso que somos um para o outro? Uma fraqueza?


-- Sim e não, amor. Quando descobri que William o tinha, descobri que o que eu achava ser minha fraqueza, na verdade era minha maior força. Eu lutaria sozinha contra a Irmandade inteira para salvá-lo.


-- Eu também faria isso por você. -- disse imediatamente, sem hesitar, a verdade das palavras invadindo o ambiente.


-- Você morreria tentando.


-- Eu sei.


     Se encararam por alguns segundos enquanto aquela verdade absoluta se assentava no interior de ambos, e logo uma tensão familiar começou a crepitar no ambiente.


-- Por que estava naquela praia, Thomas?


-- Eu queria vingança. -- deu de ombros, e Cecilie acenou em compreensão -- Continue, amor.


-- Sim, claro. Quando fui informada de sua captura, recebi seus cabelos enrolados num pano violeta. Depois menti que estava morto e parti para resgatá-lo junto do capitão James com a ajuda de Salete. Ele feriu você?


-- Não, só me apagaram assim que invadiram minha propriedade.


     A propriedade que estava em ruínas.


-- Sinto muito por isso. -- Cecilie as vezes parecia ler seus pensamentos -- Vamos restaurar sua casa.


-- Minha casa é onde você está, meu bem. -- piscou para ela, que revirou os olhos mas sorriu alegremente -- Continue, por favor, ou eu vou avançar em você e rasgar essa camisola magnífica.


-- Thomas Longford Segundo! Onde estão seus modos? Está se comportando feito uma besta selvagem! -- o repreendeu, mas seus olhos brilharam em antecipação.


-- Não gosta de minha versão bruta e feroz, princesa? -- sua voz soou baixa e ele viu  quando a mulher à sua frente arfou. Sorriu convencido.


-- Se rasgar minha camisola, vou quebrar sua cara. Continuando... Antes de sair para o seu resgate achei melhor fazer as pazes com meu pai, já que as chances de vê-lo de novo eram escassas. Ouvi toda a história e o perdoei.


-- E qual foi a desculpa dele para abandoná-la?


-- Minha mãe foi assassinada, Thomas. -- no fundo do azul tempestuoso daqueles olhos, o duque viu a mais profunda amargura.


-- William...


-- Não. -- a voz dela soou dura, defensiva -- Não foi ele. Naquele época, a Irmandade das Sombras sequer existia. Além do mais ele gostava da minha mãe. -- ele abriu a boca para protestar aquela afirmação, mas ela o cortou rapidamente -- A história toda é longa demais para uma noite só, Thomas. Lhe darei mais detalhes um outro dia.


-- Seu pai sabe quem matou sua mãe?


-- Não.


     A estudou atentamente por alguns segundos, notando a rigidez de suas costas e os nós de seus dedos brancos, tamanha força que suas mãos fechadas em punhos faziam para controlar a raiva.


-- Mas você sabe, não é?


-- Sim. -- suspirou irritada -- Mas alguma coisa não se encaixa, Thomas.


-- Você não vai me contar? -- aquilo foi quase um pedido, suave e delicado, mas o duque notou a hesitação no olhar da princesa -- Retornaremos aos segredos, então?


-- É... pessoal demais para você.


     O homem não era mais aquele tolo inocente e iludido de seis meses atrás. O nervosismo dela, a tensão, sua cautela em lhe contar a verdade de uma vez já eram indícios suficientes para que Tom descobrisse o assassino de Cassandra por conta própria. Ou melhor, a assassina.


-- Foi a rainha, não foi? -- anunciou, e Cecilie expirou audivelmente.


-- Está se tornando sagaz, meu amor. -- levantou-se e espreguiçou-se com a graça de um felino e em dois passos sentou-se no colo do duque, que imediatamente a segurou com firmeza contra seu corpo -- Sim, Thomas. Zaya é a responsável por toda a merda que aconteceu em nossas vidas.


     A confirmação da culpa de sua tia fez seu estômago dar uma cambalhota. Estava se sentindo enojado, furioso, e... sentiu um beijo suave e carinhoso ser plantado em seu pescoço, atraindo sua atenção e fazendo-o arrepiar.


-- Você parece irritado. -- Cecilie sussurrou e o beijou mais uma vez.


-- O que pretende fazer à respeito? -- puxou a amarra do roupão dela, que se abriu revelando toda sua maravilhosa camisola do azul mais delicado que já vira na vida.


-- Eu ainda não sei. Como eu disse, falta uma peça se encaixar. -- ela lambeu o lóbulo de sua orelha -- Vou investigar mais à fundo antes de tomar uma decisão.


-- Mas você já tem um plano. -- concluiu, traçando o contorno do decote da princesa com o dedo indicador, fazendo-a se contorcer sob seu toque.


-- Você sabe que sim. -- ela acariciou sua nuca e arqueou as costas, oferecendo-se à mão do duque que descia o dedo até a barra da camisola -- Eu sempre tenho planos, amor.


     Thomas colocou a mão sob as saias da camisola e deslizou o dedo subindo a perna de Cecilie. Panturrilha, joelho, coxa...


-- Vai dividi-los comigo? -- sua mão chegou ao centro de sua feminilidade e a princesa abriu as pernas, dando-lhe total acesso. O homem então iniciou carícias sensuais entre as dobras de sua carne, sentindo o quanto ela já estava umedecendo para ele, excitada.


-- Talvez... -- ela mordeu a base de seu pescoço e o lambeu até a orelha, acendendo-o por completo -- Thomas... -- choramingou seu nome num pedido.


-- Você vai matá-la? -- perguntou ao enfiar um dedo dentro dela.


     Cecilie suspirou ao levantar a cabeça e procurar seus olhos, um tanto atordoada pela sua invasão e pela pergunta. Ele retirou o dedo e acariciou seu ponto de prazer, depois o introduziu de novo. A princesa arregalou os olhos e abriu ainda mais as pernas.


-- Responda-me, amor. -- ele repetiu o movimento. Dentro, fora, carícias, dentro, fora...


-- Ainda estou pensando. Se eu... -- agora ele a invadiu com dois dedos, fazendo-a gemer e apertar a gola de sua camisa -- Se eu decidir matá-la, o que você fará?


-- Está me perguntando quem escolherei entre minha tia e você? -- retirou os dedos já encharcados e a acariciou com um pouco mais de força, fazendo a princesa tremer em seu colo -- Não é uma escolha justa...


-- Eu sei, me desculpe. Eu não vou...


-- Sempre será você, princesa. -- enfiou os dois dedos até o fundo, com força, e estocou levemente -- Eu sou seu desde que nasci. Não há escolha para mim.


-- Oh... Thomas... -- ele acariciou seu ponto de prazer mais uma vez, agora devagar e lânguido. Podia sentir a excitação dela escorrendo pelas pernas, e seu pau latejante começava doer dentro das calças -- Estamos mesmo discutindo isso enquanto... -- ele a invadiu novamente e agora Cecilie gemeu alto -- Oh, céus, podemos terminar nossa conversa depois, não acha?


     Ela buscou seus lábios avidamente e ambos mergulharam num beijo selvagem, enquanto as mãos finas da princesa se apressavam para lhe desabotoar as calças.


-- Seu desejo é uma ordem, princesa.

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