Capítulo 05

Alguém pode me dizer o que Platão defendia? — a professora de filosofia questionava, enquanto alguns alunos dormiam e outros conversavam. — Silêncio, eu preciso da atenção de todos e... — foi interrompida pela secretária.

— Com licença, professora — Margareth pôs o rosto na fresta da porta. — Vou precisar roubar um dos seus alunos por um instante — sorriu.

— Claro, Margareth — suspirou e voltou a sentar-se.

— Pode me acompanhar, Higgins? O diretor quer conversar com você.

Christine saiu de seus devaneios e assentiu prontamente. Levantou-se e acompanhou a secretária até a diretoria. Ao entrar viu que Monique, a professora de educação física, e o diretor já a aguardavam.

— Aqui está a aluna Higgins, senhor Callahan.

— Obrigado Margareth, pode ir — o diretor sorriu e a secretaria se retirou. — Sente-se Christine — apontando a cadeira e ela sentou.

— O que aconteceu? — indagou confusa.

— Eu a chamei aqui para lhe comunicar que haverá uma nova seleção para as líderes de torcida, eu quero que faça uma avaliação com algumas meninas e meninos e escolha mais quatro garotas e dois rapazes para fazer parte da equipe — comunicou. — A Srta. Baldon dará toda a assistência que você precisar, como sempre — apontou a professora.

— Perdão, diretor, mas como capitã eu não acho necessário — foi sincera e o diretor ergueu a sobrancelha. — Duas pessoas entraram para a equipe recentemente, um rapaz e uma moça, eu não acho que colocar mais seis pessoas vá ser bom para o nosso desempenho.

— Isso é uma ordem, Higgins — ele sorriu por fim.

Christine respirou fundo e encarou a professora, tentando pedir socorro. Porém, a mulher apenas estendeu as mãos disfarçadamente, insinuando que não poderia fazer nada.

— Muito bem — Christine assentiu. — E quando será? — forçou um sorriso. Ela detestava organizar concursos, era cansativo e nem sempre achava os talentos que queria para a sua equipe.

— Procure a melhor data para dentro de dois meses e você pode organizar como quiser, é a data que começam os próximos jogos, quero bastante empenho — mexia uma caneta entre os dedos. — Avisei com antecedência para que promova o concurso e deixe o maior número de pessoas a par do assunto. Está claro, Higgins?

— Transparente, Sr. Callahan.

— Bem, se não vai mais precisar de mim, eu vou indo diretor — Monique se levantou e o diretor assentiu. — Qualquer coisa que precisar, pode me procurar Christine — se retirou.

— Obrigada professora — ela nunca precisava, conseguia se virar muito bem sozinha. Mas gostava bastante da professora, que sempre a apoiava. — Farei o melhor de mim pra conseguir a melhor equipe Sr. Callahan — se levantou. — É só isso?

— É sim senhorita Higgins, você já pode se retirar — olhando uns papéis.

Christine se virou para sair e de repente alguém abre a porta com força, dando-lhe um baita susto.

— Ai meu senhor! — ela pôs a mão no peito assustada.

— Foi mal — o rapaz responsável pela entrada brusca a olhou, preocupado. — Eu te machuquei?

— Não, não se preocupe — forçou um sorriso. — Foi apenas um susto.

— Isso são modos de entrar meu filho? — o diretor negou com a cabeça.

Christine ergueu a sobrancelha. Quer dizer que aquele era o famoso Bruce Callahan? Já tinha ouvido falar dele, porém, nunca tinha o visto. Sabia que ele era estudante de medicina e muito bonito. Realmente era verdade, Bruce era um príncipe.

— Foi mal pai, acontece que a Margareth não está aqui fora, então eu pensei que pudesse entrar — falou sem tirar os olhos de Christine.

— Não se preocupe, a senhorita Higgins já estava de saída — Harold virou-se para Christine. — Imagino que já conheça meu filho, Christine.

— Não, nunca o conheci — sorriu sem graça ao rapaz. — Sou Christine — estendeu a mão de forma educada.

— Bruce — ele apertou a mão feminina, sentindo a sua maciez. — É um prazer.

— Igualmente, Bruce — voltou a olhar o diretor. — Bem senhor diretor, é melhor eu ir — repetiu. — Estou no meio de uma aula de filosofia — caminhou até a porta. — Até logo — saiu depressa.

— Que gracinha — Bruce sorriu malicioso. — Acho que me apaixonei por essa gostosa — ainda olhando para onde ela tinha saído.

— Ao menos respeite o seu pai — Harold negou com a cabeça.

— Vou começar a aparecer mais por aqui — avisou ao pai. — Que mulher é essa? — lembrando-se da beleza de Christine.

— Olha Bruce, eu não posso negar que a senhorita Higgins é muito graciosa — coçou a nuca. — Mas não me traga problemas, ela é menor de idade — enfatizou.

— Desde quando isso é problema? — riu e o pai arregalou os olhos. — Deve ter uns dezessete anos, eu tenho vinte e um, não é tão absurdo.

— Ela já namora um dos alunos, encerre esse assunto — voltou a prestar atenção em seu computador.

— Grande merda — Bruce sussurrou.


♦♦♦

O resto da manhã se passou tranquilamente e depois da última aula, Christine foi almoçar com a mãe. As duas tinham combinado de almoçar em um restaurante próximo ao colégio, então Scarlett passou para buscá-la.

— Filha — Scarlett sorriu assim que ela entrou no carro. — Como está, meu amor?

— Oi mãe — sorriu e deu um beijinho na mãe. — Bem e você?

— Exausta — riu. — Amei o novo uniforme, combinou perfeitamente com a sua pele — olhou o modelo.

— Obrigada, já tinham me dito — Christine riu.

As duas seguiram para o restaurante em meio a fofocas e risadas. Scarlett tinha reservado uma mesa discreta e assim que o garçom se afastou, ela olhou a filha.

— E então, meu amor? — olhou sua filha. — Você chamou a mamãe pra conversar sobre o quê? Eu confesso que estou curiosa desde que me ligou ontem.

— Hm... Lembra quando você disse que era pra te contar quando eu estivesse pronta para... — pausou um pouco envergonhada por estar entrando naquele assunto com sua mãe, Scarlett incentivou que prosseguisse. — Pra transar com um homem? — contou com o rosto queimando. Scarlett arregalou os olhos, surpresa. — Eu já estou pronta pra isso, mãe. Eu vou ter a minha primeira vez com o Paul.

— Oh meu Deus — pôs a mão na boca e tomou um gole de água. — É sério, filha? — sorriu se abanando. Christine assentiu e sorriu de lado. — Bem, não sei o que dizer, confesso que eu nunca ensaiei essa parte.

— Não precisa se desesperar, eu sei exatamente o que eu tenho que fazer — riu e apertou as mãos de sua mãe. — Só queria que você soubesse.

— Você tem certeza disso, filha? — perguntou e Christine assentiu. — Vocês já estão namorando? — Christine respirou fundo e negou com a cabeça. Scarlett suspirou.

— Paul e eu temos algo especial.

— Sabia que quando vocês eram crianças, Paul teve que te pedir em namoro pra te beijar? — pôs o cabelo dela atrás da orelha.

— Eu sei — Christine sorriu de lado. — E eu esperava que ele fizesse de novo, mas acho que isso não vai acontecer — suspirou pesadamente. — Acho que é melhor eu parar de ser tão infantil.

— Não pense isso, meu amor. Você não é infantil.

— Bem, eu estou decidida mãe — Christine a fitou.

— Tudo bem — a mãe sorriu. — Se você realmente está preparada, eu fico feliz que tenha confiado em mim — apertou sua mão. — Me prometa que vai se proteger.

— Mas é claro que eu vou me proteger mamãe, mas que bobagem — deu risada. — Eu já estudei tudo sobre DST, pode ficar tranquila.

— Que bom, meu amor — tomou mais um gole de água. — Quando pretende...?

— Transar — completou e sua mãe riu, assentindo com a cabeça. — No dia do meu recital, na sexta-feira.

— Muito bem, antes disso precisa ir ao ginecologista, precisa começar a tomar pílula.

— Não mesmo, eu li alguns artigos e todos eles disseram que isso é uma bomba de hormônios e faz muito mal à saúde, eu morro de medo — negava com a cabeça. — Mas fique tranquila que eu vou usar camisinha — piscou. — Não será vovó agora.

— Cuidado, filha — a mãe enfatizou e viu o garçom se aproximando com os pedidos. — Vamos comer, que esse assunto me deixou faminta.

— Eu também — Christine riu e as duas trataram de almoçar.


♦♦♦

— Vai devagar — Sophia murmurou enquanto Paul beijava seu pescoço. Os dois estavam ficando no vestiário masculino. — Eu não sou esse tipo de garota, gato — se afastou e ele a encarou.

— Vai querer transar ou não? — perguntou sem muita paciência. — Se não quiser tudo bem, eu não vou te forçar — deu de ombros e ela rapidamente arregalou os olhos.

— Eu só estou dizendo que não sou o tipo de garota que você é acostumado, quem transa em um vestiário? Eu não sou vadia.

Paul olhou seus seios desnudos e ergueu a sobrancelha, sem entender o que Sophia pretendia com aquele discurso.

— Eu transo aqui direto, se você não quer tá tranquilo, tem um monte que quer — ele piscou. Sophia o olhou incomodada. — E em momento algum eu disse que você era vadia, portanto, menos — se afastou dela. — Já que não vamos fazer nada, se veste.

— Me vestir pra quê? — sorriu maliciosa e voltou a se aproximar dele. — É claro que eu vou transar com você — ela murmurou o abraçando e mordendo o lóbulo de sua orelha. — Só queria que soubesse que eu não sou igual as outras, eu sou diferente.

— Tudo bem — Paul não estava com muita paciência, porém, ficou aliviado por ela ter aceitado fazer sexo, afinal ele estava louco pra transar. Pegou um preservativo e rapidamente se protegeu, a ergueu em seu colo, afastou sua calcinha e fez o que tinha que fazer. O sexo foi rápido e alternativo, muito bom. Sophia era até boa no assunto. — Viu só? Ninguém atrapalhou — ele ergueu a sobrancelha, tirando a camisinha. — Aqui é muito tranquilo esse horário.

— Eu adorei — Sophia sorriu. — E você? O que achou? — beijou as costas dele, enquanto Paul subia a calça e a abotoava.

— Foi bom — ele virou e lhe deu um selinho.

— Podemos repetir e... — ele não a deixou terminar de falar.

— Nós podemos sim, mas eu tenho que esclarecer algumas coisas antes disso, quero ser justo com você — passou a língua nos lábios e Sophia assentiu prontamente. — Eu sou solteiro, mas tenho alguém que é a minha prioridade aqui no colégio.

— Christine?

— Exato — ele assentiu. — Você a conhece?

— Vocês dois foram as primeiras pessoas que eu ouvi falar quando pisei aqui — ergueu a sobrancelha. — Os dois mais populares do colégio — deu um sorriso nervoso. — Eu achei que era um exagero o que tinham dito sobre vocês.

— Exagero? Por quê? O que disseram?

— Porque disseram que você tinha várias, mas só ela te importava. Imaginei que isso fosse um baita exagero, mas agora vejo que eles estão totalmente certos.

— Sim, eles estão. Por isso não me beije enquanto ela estiver próxima, eu não quero problemas com Christine, e por último, seja discreta sobre o que aconteceu aqui — pediu e Sophia rolou os olhos. — E tudo bem se você não aceitar continuar, eu entendo. Mas eu prefiro ser claro desde já para não rolar mal entendido — enfatizou.

— Mas eu aceito — ela ergueu a sobrancelha. Afinal seria questão de tempo para Paul esquecer essa tal de Christine. Sophia tinha certeza que era muito boa no quesito sexo, já tinha virado a cabeça de muitos garotos e Paul não estaria imune aos seus encantos.

Os dois se vestiram e Sophia saiu na frente a pedido de Paul. Ele catou a camisinha e viu que ela estava intacta. Desde que quase engravidou uma de suas ficantes devido a uma camisinha rasgada, Paul sempre olhava o estado delas assim que acabava a diversão. Isso já tinha virado uma espécie de mania. Após jogar a camisinha no lixo, Paul lavou as mãos, saiu do vestiário e encontrou com seus amigos no campo.

— E aí? — ele sentou ao lado dos amigos, que sorriram maliciosos ao vê-lo.

— E então Collie? Como foi com a loira? — Drew perguntou curioso.

— Nós transamos e foi legal — deu de ombros, os amigos riram.

— Eu acho que essa foi a mais rápida que você já teve — eles riram.

— Te garanto que não — Paul sorriu de lado. — Viram Christine? Parece que faz uma eternidade que não a vejo — coçou a nuca.

— Depois que termina de transar que você vem lembrar da sua ficante premium, pura e virgem? — David ergueu a sobrancelha e Paul o fuzilou com os olhos. — Nem me olha assim, foi apenas uma piada — riu.

— Cala a boca — Paul rolou os olhos.

— Respondendo a sua pergunta sobre Christine, eu vi quando ela saiu com a mãe, não sei para onde foram — Derek deu de ombros.

Paul suspirou pesadamente. Estava com saudades de Christine. Droga, ele precisava retomar o controle de seu coração. A sua sorte era que suas ficantes eram bastante interessadas nele, pois era difícil aguentar suas exigências a respeito de Christine. Porém, Paul não conseguia controlar isso, não queria que Christine soubesse demais sobre as outras garotas, sabia que ela o amava e isso podia ser bastante doloroso para a garota. Suas ficantes precisavam entender isso.

Já eram por volta das seis horas da noite quando Christine resolveu voltar para o colégio. Tinha passado a tarde inteira em sua casa e tinha sido muito agradável. Foi em direção ao seu dormitório e quando estava entrando na ala feminina, sentiu puxarem o seu braço, levou um grande susto e respirou fundo ao ver que era Paul.

— Caramba, amor — ela pôs a mão no peito. — Você quer me matar? — sorriu.

— Desculpa — ele suspirou e também sorriu — Onde você estava o dia inteiro?

— Eu fui almoçar com a minha mãe e passei a tarde inteira em casa — olhou para os lados e respirou fundo. — Que bom que você está aqui, nós precisamos conversar.

— Tudo bem, a gente conversa sobre o que você quiser — ele assentiu rapidamente. — Mas antes me dá um beijo, que eu estou morrendo de saudades de você — murmurou.

Christine sorriu muito feliz ao ouvir a frase e ele lhe roubou um beijo carinhoso e apaixonado. Suspirou ao sentir os lábios dela em contato com os seus. Ele estava mesmo com saudades.

— Olá — Sophia se aproximou, atrapalhando o beijo dos dois com um sorriso debochado. — Nossa, desculpem, não queria atrapalhar — disse de maneira falsa.

Christine sorriu sem graça e Paul acalantou a garganta, olhando Sophia por fim. O que ela estava fazendo ali?

— Não tem problema — Christine ergueu a sobrancelha. — Você é novata? Eu nunca te vi no colégio antes.

— Sim, sou novata — assentiu com a cabeça. — Prazer, sou Sophia Barker — estendeu a mão e Christine apertou com educação.

— Christine Higgins, prazer — respondeu e Sophia a olhou com um pouco de ironia. Aquela era Christine? — Este é o Paul — olhou Paul, que sorria falso para a loira.

— Eu já tive o prazer de conhecê-lo — mordeu o lábio de maneira safada.

Christine rapidamente percebeu os olhares da garota para cima dele e ergueu a sobrancelha. Paul engoliu o seco.

— Foi um prazer Sophia, mas agora precisamos ir — enlaçou a mão de Paul na sua. — Nos vemos por aí — arrastou o rapaz, que olhou Sophia de maneira repreensiva.

Sophia negou com a cabeça ao ver que Christine era realmente linda, assim como todos falaram. Seria um pouco complicado ocupar seu lugar na vida de Paul. Mas complicado não era impossível. Viu os dois sumirem no corredor e foi para o seu quarto.

— O que foi isso? — Paul falou quando chegaram ao pátio central.

— Não se faça de engraçadinho, você viu muito bem como ela te olhou — Christine rolou os olhos.

— Eu adoro quando você fica com ciúmes de mim — ele sorriu divertido.

— Quer transar com a Sophia? — ela questionou, sem humor.

— Não Christine, eu não quero transar com a Sophia — a abraçou por trás e cheirou o seu pescoço. — Por que você acha que eu quero?

— Ela olhou pra você como se quisesse te comer — ela suspirou olhando as unhas.

— Isso diz mais sobre ela do que sobre mim — a virou, fazendo com que ficasse de frente pra ele. — Esquece ela — deu de ombros.

— Eu não gostei dela, me pareceu vulgar — Christine mordeu o lábio inferior.

— Ouvi falar que ela é bolsista, vai ver veio de um desses buracos — rolou os olhos.

— Não, não tem a ver com isso — deu de ombros. — Mas ela não parece ser de confiança, eu não gostei — cruzou os braços, pensativa. — Tirando, claro, a forma que te olhou. Parecia que eu nem estava ali.

— E o que eu posso fazer para me redimir pela minha beleza ser tão ofuscante a ponto de chamar a atenção de qualquer mulher? — Paul sorriu e Christine deu risada.

— Você se acha muito, sabia? — negou com a cabeça e lhe deu um selinho. — Me leva para tomar um sorvete, eu preciso contar uma coisa que você vai gostar — sorriu.

— Está me deixando curioso — a abraçou e ela subiu em seu colo, enquanto iam até a cantina. — Minha mochilinha.

— Não sacode muito, podem ver minha calcinha — ela riu.

Assim que chegaram à cantina, os dois sentaram e pediram dois sundaes.

— E então? — Paul tamborilava os dedos na mesa. — O que você queria me falar?

— Na próxima sexta terei um recital — ela contou com os olhos brilhando. — Você vai, não é? — tocou a mão dele.

Paul suspirou pesadamente. Odiava essa chatice de ballet, só ia às apresentações para agradar a Christine. E ela o olhava com tanta empolgação que ele era incapaz de negar.

— É claro que eu vou princesa — beijou a mão dela. — Mas... — se aproximou do ouvido dela. — O que eu vou ganhar com isso? — perguntou brincalhão e ela se arrepiou por inteiro.

— Bem, essa é a segunda parte — sorrindo sem graça. — Eu andei pensando em nós dois — murmurou. — Decidi que está na hora, Paul — ele ergueu a sobrancelha, sem entender. Christine iria...? Oh meu Deus. — Sim — ela sorriu ao ver a expressão dele. — Na sexta-feira eu quero me entregar pra você, Paul Collie.

Paul arregalou os olhos e logo depois sorriu abertamente.

— Isso é sério, Chris? — apertou a mão dela. — Você tem certeza?

— Sim, por quê? — ela umedeceu os lábios. — Não quer?

— É claro que eu quero — ele esclareceu rapidamente. — Mas também não quero que você se sinta pressionada.

— Está tudo bem, Paul — ela sorriu e tocou o rosto dele. — Eu estou mesmo preparada — engoliu o seco.

— Isso é ótimo — pegou sua mão e depositou um beijo. — Eu vou fazer da sua primeira vez a melhor, da melhor forma possível — beijou a ponta do nariz dela e em seguida a beijou com carinho e delicadeza. — Obrigado por me escolher — depositando vários selinhos nos lábios de Christine, que sorria se sentindo no céu.

— Foi a melhor escolha que eu podia fazer — sussurrou e ele a beijou novamente, fazendo-a suspirar. — Nossos pedidos — viu a garçonete se aproximando com os sorvetes. Ela estava nervosa por saber que perderia a virgindade dentro de quatro dias, mas estava decidida a fazer.



♦♦♦

— Como é que é? — Drew se levantou abismado ao ouvir o que Paul tinha acabado de dizer. — Vai transar com a Christine?

— Isso mesmo — Paul olhava para o teto, deitado em sua cama com um sorriso cafajeste nos lábios. — Christine e eu vamos transar na sexta — os olhou por fim. — Eu disse que valeria a pena essa espera, uma hora ela cederia!

— Ela desistiu de esperar você pedi-la em namoro! — David berrou do banheiro. — Foi vencida pelo cansaço — saiu com uma toalha enrolada na cintura e enxugando os cabelos com outra.

— Eu sei disso — Paul passou as mãos pelos cabelos. — Nossas mães dizem que quando éramos bem pequenos, eu pedi Christine em namoro para poder beijá-la — os olhou. Os amigos se entreolharam e começaram a rir. — Sério mesmo, passamos um bom tempo "namorando" — fez aspas com os dedos. — Coisa de criança — deu de ombros.

— E você não pensou em fazer o mesmo para ir pra cama com ela?

— Não vou mentir, pensei sim, mas seria muita sacanagem com a Chris — balbuciou, pensativo.

— Paul, você está caidinho de amor.

— Meu pau — rolou os olhos.

— Seu pau também vai ficar na sexta — riu. Paul o olhou e também deu risada

— Sexta vai ser o melhor dia da minha vida irmão, eu esperei tanto por esse momento — suspirou e negou com os olhos fechados. — Vai ser incrível — pegou a toalha de David e jogou longe deixando o amigo pelado.

— Ei seu filho da puta! — cobriu as partes com as mãos. — Eu vou te matar, Collie!

— Eu vou gozar muito! — riu da cara que David fazia. — Pega essa porcaria, está fedendo pra porra — rolou os olhos e jogou a toalha para o amigo que se cobriu.

— Vai me pagar — apontou emburrado, enquanto entrava para o closet.

— Vou tirar uma foto sua, todo peladinho e vou mandar para a Ashley — Paul piscou e David lhe mostrou o dedo do meio.

Paul riu e pegou sua toalha para tomar um banho. Entrou no banheiro e seus pensamentos se voltaram para Christine, saber que iria tocá-la como sempre quis o instigava, só em imaginar isso sentia o seu membro endurecer. Suspirou e foi tomar um banho frio para se acalmar. 


꩜ ♥︎ ꩜ ♥︎ ꩜

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