Capítulo 9 - Seventh Dessert
No primeiro raio de sol que surgiu no horizonte, os sete adolescentes embarcaram no Expresso Midgar da cidade mais próxima.
— Então, James. É sua primeira vez indo para Midgar? — Luna estava curiosa. — E você Erick? Também é a primeira vez?
James e Erick apenas concordaram com a cabeça.
— Venham cá.
James e Erick se sentaram ao lado de Luna, que puxou um pequeno aparelho do bolso. Havia um pequeno botão vermelho nele e Luna o clicou gerando um holograma de toda a Midgar.
— Então. Temos aqui um modelo estrutural da grande cidade de Midgar. — O holograma agora mostrou toda a estrutura da cidade. — E aí estão as imensas plataformas de aço, suspensas a trezentos metros do solo... E sobre elas, o grandioso baluarte da civilização. — Agora mostrava a parte superior de Midgar, conhecida como Cidade Alta. — O sistema inteiro é alimentado por reatores de Mako, que alimentam os apetites insaciáveis da população.
James e Erick olhavam para o holograma maravilhados.
Bellamy estava caminhando pelo vagão calmamente quando ouviu a conversa entre dois funcionários da Shinra.
— Que tipo de psicopata chegaria ao ponto de explodir um reator? — Indagou a funcionária.
O funcionário ao lado dela suspirou e se virou. — Ainda vão anunciar publicamente, mas eu soube que foram os Power Rangers.
A mulher ficou boquiaberta. — Sério? Os heróis que derrotaram aquela criatura na rua da escola do setor 8? Eles já não tentaram acabar com a vida do presidente?
— Eles são capazes de qualquer coisa, não? — Interrompeu um outro homem a esquerda.
— Ei, para de falar merda. — Bellamy interferiu no assunto. — Todo mundo sabe que os Power Rangers só se importam em salvar o planeta.
Bellamy os encarou com raiva.
— Q-quem você pensa que é? — Um dos funcionários estava assustado.
— Um cidadão preocupado e honesto.
— "honesto"? Sério? — A funcionária debochou.
Bellamy se virou para eles ainda mais enfurecido, os deixando ainda mais assutado.
— Shh! Não o deixe ainda com mais raiva — Sussurrou um dos funcionários.
— Na minha humilde opinião, essa explosão foi uma mensagem... Uma mensagem aos desgraçados que sugam nosso planeta. — Bellamy cruzou os braços. — Será que eles sacaram? Será que eles ouviram bem? A "chefia" de vocês?
— A-a violência e a intimidação não vão nos subjulgar! — Contestou um dos funcionários. — Trabalhamos juntos pela paz e pela prosperidade! — Afirmou. — É assim que pessoas civilizadas mudam o mundo!
— Isso mesmo! — Aplaudiram. — Isso é o lema da shinra!
Bellamy deu um forte piso no chão do vagão.
— Humpf. São palavras vazias. — Bellamy Resmungou.
— É o que acreditamos. — Afirmou o funcionário. — Temos que seguir nossa consciência, não?
O outro funcionário se levantou. — Vamos para outro vagão.
Os três se levantaram e se retiraram. Bellamy sentou frustado ao lado de Owen.
— Ouviu só aquele engraçadinho? "Lema da Shinra" é uma ova. — Bellamy cruzou os braços.
— Eles são cabeça de pedra. — Respondeu Owen.
— Você conhece o interior da Shinra? — Perguntou.
— Sim. Não me lembro muito bem porque já foi a muito tempo, mas me tornei um SOLDIER de 1°Classe.
Bellamy ficou surpreso. Ele olhou os olhos de Owen e notou que havia um tom esverdeado nas pupilas de seus olhos, coisa que todo SOLDIER possui.
— Atenção, passageiros. Chegaremos a estação do setor 7 em aproximadamente dois minutos.
Os sete adolescentes se levantaram.
O trem começou a ter a velocidade reduzida até finalmente parar, não demorou mais que dois segundos para a porta se abrir.
Os sete saíram do vagão e caminharam pela estação até chegar a uma escadaria. O céu era coberto pelas grandes plataformas que sustentavam a cidade alta e um grande pilar chamava atenção ao longe, ele estava localizado no centro da favela do setor 7 e haviam outros menores localizados na borda da plataforma ao longe. A única forma possível de observar o céu azul e da luz solar iluminar as favelas, era através da borra localizada quase que no horizonte de suas visões.
Em uma calma caminhada, eles puderam observar o quão felizes eram as pessoas mesmo estando aqui embaixo. Algumas casas eram construídas uma sobre as outras, enquanto outras pessoas dormiam na rua. As ruas eram estreitas, mas permitiam que as pessoas andassem aos montes.
Não muito longe deles, havia um bar restaurante chamado "7th Dessert", onde um jovem de pele branca e bronzeada varria a entrada.
O jovem tinha olhos azuis e uma estatura baixa, com uma constituição atlética e esguia. Ele tinha 1,73 de altura, era bastante musculoso para sua idade e seu cabelo era loiro mel.
— Segundo as coordenadas de Gotcha, Aquele ali é o lugar. — Ellie apontou para o bar.
— Licença. O senhor Lostvayne se encontra? — Perguntou Luna.
— Ele saiu em viagem quase agora, mas avisou da chegada de vocês. — Respondeu o jovem estendendo a mãos para cumprimentar a todos.. — Me chamo Liam. Sou o filho mais velho dele.
Todos se cumprimentaram e se apresentaram.
Liam os levou para dentro do bar, onde começou a mostrar o lugar. Havia um rapaz atrás do balcão.
O rapaz era alto e magro, tendo um pouco mais de corpo que bellamy e James. Tinha 1,83 de altura, os cabelos eram loiros e os olhos azuis, além das sardas em seu rosto. Seu corpo também tinha uma constituição atlética.
— Olá pessoas. Vieram provar também a minha nova receita? — O rapaz tinha um sotaque italiano.
— Não enche, Jake. — Liam revirou os olhos. — Eles vão ficar aqui por um tempo.
— Grande (Ótimo)! Estávamos precisando de muita ajuda aqui.
— Ajuda? Como assim? — Amélia olhou confusa.
— Vão trabalhar enquanto ficarem aqui. Caleb não avisou? Faz parte do disfarce de vocês. — Liam foi até os fundos.
— Olha, gente! — Bellamy sussurrou cutucando a todos e apontou para o pescoço de Jake.
Jake usava um colar de nylon e seu pingente era justamente uma Kyuutama, que tinha uma cor amarelada.
— Hey! — Amelia deu um passo a frente olhando Jake. — Você sabe o que é isso no seu colar!?
— Uma bolinha de gude com apoio?
— Uma kyutama!
— Kyuu... Que? — Jake ficou confuso.
— Affs. Pelo visto, vou ter que mostrar pessoalmente. — Amélia revirou os olhos. — Okyu!
Ela ergueu o braço esquerdo fazendo uma energia Rosa fluir até chegar a mão, materializando-se em um pequeno globo rosa.
— Mawa Slide!
O pequeno globo imediatamente se ativou ocasionando em um brilho rosa e o desenho de uma águia surgiu desenhado no globo.
Amélia plugou o pequeno globo em seu Seiza Blaster, moveu o globo para frente e depois novamente o move de volta para o meio ativando uma fraca luz rosa no Seiza Blaster.
— Washi Kyuutama! — Anunciou o Seiza Blaster. — Seiza Change!
— Star Change! — Proclamou Amélia.
Amélia moveu o braço direito para trás, em forma circular até dar uma volta completa e mirou o Seiza Blaster em direção ao chão, apertando o gatilho do morfador com a mão esquerda o fazendo disparar energia, que formou uma estrela de energia rosa abaixo de seus pés.
Partículas de energia colorida flutuaram ao redor de Amélia e seu corpo do pescoço para baixo foi coberto por uma forte luz branca. A imagem da constelação de Aquila apareceu a frente de Amélia e se chocou contra seu corpo, fazendo o branco desaparecer e a roupa de ranger rosa surgir junto a duas imagens feitas de energia rosa ao lado da cabeça de sua cabeça.
As imagens se chocam contra a cabeça de Amélia formando a mesma imagem que havia em seu globo e seu capacete rosa de ranger se materializa apartir dela.
— A strela da velocidade. Aquila Rosa! — Anunciou Amélia executando sua pose ranger.
— Que maneiro. Vocês são as pessoas da TV! — Jake se animou.
— É isso que o seu globo faz... Agora tente você. — Amélia desmorfou e o entregou um Seiza Blaster que tirou da mochila.
— É pra já. — Jake sorriu. — Okyu!
Jake colocou o Seiza Blaster no pulso direito e ergueu seu braço esquerdo, fazendo o pingente do seu cordão desaparecer e uma energia Amarela fluir pelo seu braço até chegar a mão, materializando-se em um pequeno globo amarelo.
— Mawa Slide!
O pequeno globo imediatamente se ativou ocasionando em um brilho amarelo e o desenho de um peixe espada surgiu desenhado.
Jake plugou o pequeno globo em seu Seiza Blaster, moveu o globo para frente e depois novamente o moveu de volta para o meio ativando uma fraca luz amarela no Seiza Blaster.
— Kajiki Kyuutama! — Anunciou o Seiza Blaster. — Seiza Change!
— Star Change! — Proclamou Jake.
Jake moveu o braço direito para trás, em forma circular até dar uma volta completa e mirou o Seiza Blaster em direção ao chão, apertando o gatilho do morfador com a mão esquerda o fazendo disparar energia, que formou uma estrela de energia amarelada abaixo de seus pés.
Partículas de energia colorida flutuaram ao redor de Jake e seu corpo do pescoço para baixo foi coberto por uma forte luz branca.
A imagem da constelação de Spadarte apareceu a frente de Jake e se chocou contra seu corpo, fazendo o branco desaparecer e a roupa de ranger amarelo surgir junto a duas imagens feitas de energia amarelada ao lado da cabeça de sua cabeça.
As imagens se chocam contra a cabeça de Jake formando a mesma imagem que havia em seu globo e seu capacete amarelo de ranger se materializa apartir dela.
— A estrela culinária. Dorado Amarelo! — Anunciou Jake executando sua pose ranger.
— Ele realmente é um de nós. — Ellie sorriu.
— Como não fomos avisados? — James os olhou.
— O sensor depende do sinal de energia da gema. No caso dele, a gema não se ativou, mas ele a encontrou de alguma forma. — Owen se sentou em uma cadeira.
— Incredibile (Incrível)! — Jake desmorfou.
— Como você a encontrou? — Perguntou Erick.
— Eu estava vindo comprar ingredientes para o jantar quando derrepente tropeçei e cair em cima disso. — Jake sorriu. — Marlene foi a responsável por transformar isso em um colar.
— Marlene? — Luna olhou confusa.
Liam havia retornado dos fundos quando derrepente a porta da frente se abriu e uma garotinha de cabelos castanhos entrou. Ela tinha 1,27, pele branca e olhos cor Hazel.
— Irmãozão. Eu cheguei! — Gritou pulando no colo de Liam.
Liam riu a abraçando. — Você se comportou?
— Sim. Eu ajudei a senhora Marle a arrumar os quartos. — Estava animada. — Irmãozão, o lugar onde tem Mako explodiu. Tá todo mundo falando disso na TV.
— Não se preocupe com isso. O irmãozão está aqui e vai te proteger sempre. — Sorriu. — Hora de subir e ir dormir.
— É... Oi. — James tentou falar com Marlene que se levantou do banco e correu para trás do balcão, se escondendo atrás de Jake.
— Ei! Que parada é essa de ficar assustando minha irmã? Hein?! — Liam deu um leve empurrão em James.
— Eu só falei oi. — James olhou com uma cara de assustado. Parecia que seria partido por Liam a qualquer momento.
— O irmãozão diz pra nunca falar com estranhos. — Marlene olhou James.
— É isso ai, docinho. Eu digo isso mesmo. Que boa menina, lembrando do que o irmãozão ensinou. — Liam andou até Marlene e se ajoelhou, ficando quase do mesmo tamanho que ela. — Sabe o que mais boas meninas como você fazem? Vão dormir cedo. Vamos lá! — Liam sorriu a pegando no colo.
— Mas eu não tô cansada! Quero conversar mais com você, irmãozão... — Marlene ficou triste.
— Hum... Tudo bem, mas só dessa vez! — Liam a levou até uma das mesas e se sentou a colocando ao seu lado. — Jake, pode levar eles até os dormitórios?
— É pra já! — Jake saiu de trás do balcão. Dava para ver que já estava escuro lá fora.
Jake saiu pela porta e os sete jovens o seguiram até o fim da rua, onde havia um apartamento com doze quartos.
— O último quarto já tem um morador, então vocês podem escolher qualquer um dos outros onze. — Jake falou se retirando. — Ah. A proprietária irá falar com você amanhã, Owen.
Jake se foi e os jovens adentraram os quartos. Owen ficou com o último.
Já era madrugada e todos estavam dormindo. Owen acordou com um barulho que vinha do apartamento ao lado, era um gemido de dor e sofrimento.
— Hora de conhecer os vizinhos. — Falou debochado.
Owen deixou o quarto e ando até a porta ao lado de seu quarto, deu três toques e ninguém abriu, mas o gemido ainda continuava. Ele observou que a porta estava destrancada e pegou na maçaneta.
— Tô entrando.
O apartamento parecia vazio, mas ao olhar para parte da janela, sentiu uma leve dor de cabeça.
Owen viu o homem de cabelo longo e branco se levantar e pegou sua espada, que travou na porta quando tentou levantá-la para atacá-lo.
O homem andou até Owen sorrindo malignamente e ele recuou, até que tropeçou e caiu no corredor. Ele se jogou em cima de Owen caído e tentou enforcá-lo, mas Owen conseguiu o chutar fazendo-o bater na parede próximo da porta.
Owen se levou e pegou a espada do chão, levantou o braço para dar um golpe fatal quando Jake surgiu no corredor.
— Owen! Para! — Exigiu Jake.
— Volta lá pra dentro! — Gritou Owen.
O homem agarrou o pé de Owen, que tentou chutá-lo sem êxito.
— Me solta! — Exigiu Owen.
Quando foi agarrado, Owen sentiu a dor de cabeça aumentar e teve uma espécie de visão ao mesmo tempo. Ele viu vários homens encapuzados e de pele pálida andando no meio de uma nevasca, em uma região montanhosa.
— Reunião... Reunião... — Sussurrou um deles.
A dor de cabeça de Owen parou e ele voltou a realidade. O homem que estava caído não era o mesmo que ele viu, mas sim um homem pálido de pele encapuzada. Jake se aproximou dele e o ajudou a levantar.
— O que vocês tá fazendo com o André? Ele mora aqui. — Jake o levantou. — Ele tem alguns problemas, más é uma boa pessoa. A proprietária do apartamento me pediu para vim ver se ele tá bem, de vez em quando. Você poderia fazer o mesmo?
Owen notou que havia um rasgo na capa daquele homem, na altura do ombro. Havia uma tatuagem com o número quarenta e nove.
— Claro... — Respondeu Owen.
Jake o levou de volta para dentro e fechou a porta. Owen voltou para seu quarto e o fechou, voltando a dormir.
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