Capítulo 6 - Encontros Fatídicos

Owen, bellamy, Ellie e  Luna estavam dentro de um túnel totalmente danificado pela explosão. Haviam fios desencapados e destroços por toda a parte.

— Acho que conseguimos. E só com alguns arranhões. — Owen sorriu.

Um tremor se iniciou os fazendo perder o equilíbrio por alguns segundos e parou.

— Será que você exagerou na explosão? — Owen olhou para Bellamy.

— Eu segui as instruções ao pé da letra. Talvez a bomba tenha desencadeado uma reação explosiva com o Mako? — Ponderou bellamy.

— Bom, espero que a cidade tenha ficado de pé. — Suspirou Owen.

— Mas o planeta é mais importante, não é — Amélia debochou.

— Ajudou. — Retrucou bellamy.

Um segundo tremor se iniciou durando apenas alguns segundos.

— Quer dizer... Deve ter ajudado um pouco. — Bellamy Sorriu sem graça.

— Depois disso tudo, espero que sim. Então, vamos andando. — Ellie os olhou. — Estamos ainda no setor 8?

— É por alí. — Luna apontou para a passagem a esquerda.

— Beleza. Você lidera o caminho. — Owen olhou para Luna.

— Deixa comigo! — Luna abriu caminho.

Bellamy, Owen, Ellie e Amelia foram logo atrás de Luna. Estavam andando um atrás do outro e havia muitos fios desencapados pelo caminho e alguns tremores faziam os jovens a apressarem o passo, até que finalmente chegaram a saída da passagem.

Ao saíram da passagem, observaram diversas casas em chamas e outras completamente destruídas, o reator estava ao longe em chamas. Haviam pessoas nas ruas totalmente aterrorizadas e em cada esquina, uma voz ecoava de grandes caixas de som acopladas aos postes.

— Atenção cidadãos. Atenção cidadãos. Este é um alerta do centro de operações de Emergência da Shinra. Indivíduos de identidade desconhecida explodiram uma bomba no interior do reator de Mako 8. Múltiplas explosões foram confirmadas, além de focos de incêndio ainda não confirmados. Em resposta a isso, um alerta de emergência foi emitido nós setores 1 e 8. As estruturas na área correm alto risco de desabamento, colocando o setor inteiro em perigo. Eu repito... Este é um alerta do centro de operações de Emergência da Shinra...

— Não... Não pode ser. — Bellamy olhou desacreditado.

— Não pode ter sido a gente... Pode? — Ellie para as casas destruídas preocupada.

— Mas e se foi?... — Luna olhou ao redor.

— Agora já tá feito. — Amélia os olhou.

— Ela tem razão. — Owen se virou para os quatro. — O estrago foi grande, mas não podemos parar agora. Isso foi só o começo de uma série de missões perigosas. E o planeta não estará a salvo até que Jenova seja derrotada.

— É... A gente soube que não seria simples quando aceitamos isso. — Afirmou Amélia.

— E esse é só começo! — Bellamy se animou.

— Vocês têm que ter um olhar pro plano geral das coisas. Toda grande luta exigi algum tipo de sacrifício. — Owen os encarou.

— Então... Qual é o próximo passo? — Perguntou Ellie.

— Essa é fácil! Vamos para o centro de comando. — Respondeu Owen. — Vamos separados, para não chamar atenção.

Todos concordaram e seguiram em diferentes caminhos. Ellie e Luna foram para a direita, Bellamy e Amélia pela esquerda e Owen subiu a escadaria a frente, indo pela rua principal.

Owen andou pela rua principal do setor 8 observando diversos entulhos espalhados pela rua. Ele chegou olhou para a rodovia ferroviária sustentada por pilares acima da avenida e Suspirou aliviado.

— A estação está intacta...

Owen estava se dirigindo a estação mais próxima quando a rodovia ferroviária cedeu, bloqueando o caminho a sua frente.

Owen começou a sentir uma sensação estranha naquele lugar e em um momento de distração, olhou para a janela de um prédio em chamas. Os olhos azuis de Owen focavam nas chamas e derrepente, começou a sentir algo estranho, como se sua mente estivesse se distanciando daquele lugar e emergindo dentro dos próprios pensamentos.

— Han!?

Owen voltou a sentir uma pontada de dor na cabeça, dessa vez estava forte e quando se deu conta, observou que não estava mais  uma rua do setor 8, mas sim em uma vila.

Todas as casas ao redor de Owen estavam em chamas naquela vila, estava cercado por fogo, que estava espalhado até pelo chão do local.

Mas a frente, Owen observou a cintura de uma pessoa em meio ao fogo, que usava uma roupa de tecido preto e segurava uma longa espada cujo a lâmina possuía 2 metros. Parecia ser com o homem que Caleb havia dito que enfrentou, Sephiroth.

Apesar de nunca ter o visto pessoalmente, sabia já havia o enfrentado e que havia o matado, só não sabia onde e quando.

Owen observou que o homem em meio ao fogo virava pro o lado para olhá-lo de canto e novamente sua cabeça doeu, fazendo-o voltar a realidade.

Owen respirou fundo e parou de olhar para a janela em chamas, virou-se para o lado de cabeça baixa e ao começar a andar e procurar um outro caminho para a rua seguinte, tomou um grande susto ao se deparar com o mesmo homem que viu naquela naquela visão. Ele sorria como se fosse um "a quanto tempo".

— Han!?

Owen imediatamente deu três passos para trás assutado, pegando sua espada. Ele estava pronto para atacar, apesar do susto.

Um parte do prédio em chamas ao lado dos dois acabou não aguentando os danos causado pelo fogo e uma parte dele cedeu caindo sobre um carro estacionado, que explodiu fazendo Owen colocar a mão afrente do rosto para se proteger enquanto as chamas e destroços se espalhavam pela rua.

Owen se recompõe e o homem a sua frente havia sumido. Ele agora estava caminhando próxima aos destroços da rodovia, que estavam a 6 metros de distância de Owen, que apenas estava ali imóvel sem acreditar no que estava vendo.

— Como...?! Ele não pode estar... Mas eu...

Owen ficou assustado e desacreditado com o que estava vendo. Ele começou a caminhar pela rua cheia de destroços em chamas na direção do homem que agora entrava em um beco, enquanto uma forte dor de cabeça fazia com que Owen andasse devagar.

Estava muito confuso, o local através dos olhos de Owen misturava pedaços da vila em que viu em chamas junto a prédios e destroços da rua em que estava.

Owen ao virar para entrar no beco, observou o homem parado e não demorou muito até ele entrar em outra virada de um outro beco dentro daquele.

— Como é possível...?

Owem continou a segui-lo. Estava meio boquiaberto enquanto o seguia pelo beco a dentro.

Em certo momento enquanto andava, Owen observou o homem parado de costas para a entrada de um outro beco e antes que pudesse chegar mais perto, uma extrema dor de cabeça fez Owen cair de joelhos e tudo o que pode fazer foi observar o homem adentrar mais um beco.

Owen se recompôs e voltou a andar, seguindo o mesmo caminho que ele.

— Espera...!

Owen chegou a um corredor com uma pequena escada de 6 degraus, não havia ninguém alí e ele apenas continuou andando ainda cambaleando pela dor, mas ao subir aqueles 6 degraus o homem de pele branca e cabelo longo platinado surgiu de uma virada do beco a 5 metros a frente de Owen, parando e olhando-o com um sorriso que parecia mais como um "olá".

— Você não é real... Você está... Morto! — Alegou Owen.

— Eu estou!?

— Eu matei você com minhas próprias mãos!

Owen lançou um olhar sério para o homem, erguendo seu braço direito na direção dele, fechando o punho com grande força.

O corredor estava sendo iluminado pelo fogo em alguns pedaços de madeira no chão e de uma casa que havia no final naquele corredor, bem atrás do homem que estava parado olhando para Owen com um semblante calmo.

— Ah, não precisa me lembrar disso. Esse foi o ápice do momento em que passamos juntos. Mas é passado, e isso é o presente. — Ele fitou os olhos em Owen, mantendo um leve sorriso. — Eu tenho um favor a pedir a você. Nosso amado planeta está morrendo. Lentamente, silenciosamente, dolorosamente. Você aguenta ver o planeta sofrer, Owen?

Owen derrepente estava tendo a espécie de flash de memória onde ele estava caído no chão, só que dessa vez ele observou sua casa em chamas a alguns metros a frente. Ele tentou se rastejar em direção a ela surrando "Mãe... Mãe..." na esperança de alguém aparecer.

— Se o planeta morresse, tanta coisa séria perdida. Como a sua casa, que ardia em fúria tomada pelas chamas... A voz dela, me implorando em desespero para poupar sua vida. Como também, o arrepio da pele dela, causado pelo toque de minha lâmina fria. — Enquanto se lembrava daquilo, a voz daquele homem ecoava ao fundo da memória ao qual estava tento.

Owem novamente se viu no corredor com aquele homem, aquela memória fez sua raiva por ele crescer cada vez mais ao mesmo tempo em que ficava cada vez mais ofegante por conta do calor que estava fazendo.

— Se o planeta morrer, aquilo que nos une deixaria de existir e eu detestaria viver em um mundo assim e é por isso que devo pedir a você só esse favor. Não se preocupe, é algo simples... Fuja, Owen... Fuja para bem longe daqui... Você precisa correr... Você precisa viver. — Sorriu melancólico mantendo seu olhar frio em Owen.

— Seu desgraçado! — Owen gritou em fúria.

Owen empunhou sua espada correu em direção ao homem dando um salto não muito alto e executou um corte de cima para baixo que parecia que iria cortar o homem ao meio, mas pouco centímetros de atingi-lo, ele desapareceu e a espada colidiu com o chão do local.

O fogo havia desaparecido daquele corredor misteriosamente e a voz daquele homem ecoava na cabeça de Owen enquanto ele recompõe a postura, a voz dizia "Ótimo, Owen. Muito bem. Agarre-se ao ódio".

Owen respirou fundo e olhou ao redor, apenas iria esquecer aquilo que acabou de acontecer, ou seria tachado como louco pelos outros, mas ao mesmo tempo ele procurava uma razão por aquilo ter ocorrido.

— Eu só tô vendo coisas. É por causa do Mako, talvez? Sim, é o Mako.

A espada de Owen se desmaterializou e ele seguiu pelo outro beco chegando a rua ao lado.

Na esquina a frente, havia um prédio com o outdoor escrito "Loveless" e Havia uma uma garota garota com um cesto de flores. Ela girava e tentava espancar algo até que parou e olhou para Owen.

A dor de cabeça de Owen retornou e ele observou uma mão tocar o ombro dela, mas ela parecia não sentir. Ele viu que era aquele homem de cabelo platinado novamente, que o encarava com um sádico sorriso.

— Você é fraco demais para salvar alguém. Não consegue salvar nem a si próprio.

A dor de cabeça de Owen aumentou cada vez mais o fazendo abaixar a cabeça. Ele gemeu de dor por alguns segundos até que começou a ouvir uma leve voz doce o chamar.

— Você ta bem? — Owen abriu os olhos e garota dos olhos verde esmeralda surgiu. — Ei... Tá tudo bem?

— Eu tô bem. — Owen se recompôs e voltou a andar em busca da estação mais próxima.

A garota correu com seus sorriso contagiante e entrou na frente de Owen, puxando uma margarida do cesto de flores para oferecer-lhe.

— Aqui... Isso é pra você.

— Huh? Uma flor? — Indagou confuso.

— Isso mesmo. É um presente. Você sabe... Por ter afugentado aquelas criaturas.

— Que criaturas?

— Deixa pra lá. Fica de lembrança.

— Que sorte a minha... — Sussurrou Owen.

— Eu ouvi isso, tá?

A garota deu um passo a frente aproximando do rosto de Owen a mão em que segurava a flor.

— Quanto é?

— Bem... Isso depende do cliente. No seu caso... — Ela deu uma leve risada. — É por conta da casa.

—Huh?

Ela se aproximou ainda mais.

— Essa flor era um símbolo de reencontro entre pessoas que se amam... — Ela sorriu colocando a flor na lateral da orelha de Owen e se afastou.

— Olha, eu tô envolvido em coisas... Coisas perigosas. — Alertou Owen.

— Ah, sei. E daí? — Sorriu.

— Então mantenha distância. — Estava tenso.

— Espera, você acha que tem gente atrás de você? É por isso que está tão tenso? — Ela balançou a mão sorrindo. — Relaxa. Ninguém vai fazer nada com você. Eu prometo.

— Ei, um reator de Mako acabou de explodir. Você não deveria estar na rua vendem... — Owen viu a garota começar a rodar novamente, como se estivesse afastando algo.

— Socorro! — Ela agarrou no braço de Owen e derrepente, ele viu quatro fantasmas de túnica preta e sem rosto os rodeando.

Um deles foi na direção de Owen, que pegou sua Kyuutama e morfou. Ele usou sua espada para golpear um dos fantasmas que apenas desapareceu.

— O que são eles? — Indagou a garota os olhando.

Barulhos de passos foram ouvidos e ao olhar para a esquerda, um pequeno esquadrão de soldados da Shinra se aproximou apontando as armas para Owen.

— Largue a arma! — Exigiu.

Owen observou os fantasmas passarem entre os soldados, que pareciam não os vê-lo.

— Ficaram cegos? — Falou Owen os encarando.

— Sabe, você tem razão! — A garota olhou para Owen e depois voltou a olhar para os guardas.

Um dos fantasmas parou e olhou para ela, a fazendo correr na direção oposta.

— Ei, espera! — Gritou Owen vendo um dos fantasmas segui-la.

A garota parou na entrada de um beco não muito longe dali e se virou vendo Owen ao longe.

— Foi um prazer te conhecer! — Gritou.

A jovem adentrou o beco sendo seguida e os fantasmas próximos de Owen desapareceram.

— Coloque a arma no chão! Agora! Exigiu o soldado.

Owen empunhou a espada com ambas as mãos e avançou contra eles.

O primeiro corte vertical acertou dois de uma única vez enquanto o segundo corte horizontal acertou três.

O único soldado restante atirou contra Owen, que bloqueou com sua espada e o chutou com extrema força o lançando do outro lado da rua.

Carros começavam a chegar por todas as partes formando um círculo naquela rua e o único lugar em que Owen poderia recurar era para trás, onde chegaria ao trilho do trem que levava para fora de Midgar.

O som familiar da locomotiva começava a ecoar e rapidamente, Owen se virou e saltou em direção ao trilho caindo com exatidão sobre um dos vagões quando o trem surgiu.

— Pelo visto, o Owen não vem... — Suspirou Ellie.

— Não vamos imaginar o pior. Ele deve estar bem. — Comentou Luna. — Vocês viram ele em ação, né? Ele é um ranger desde pequeno. Ele é um exército por si só.

Estavam todos impacientes dentro do vagão de carga do trem quando algo começou a bater na porta.

Amélia e bellamy se aproximaram, e Amélia se preparou para abrir enquanto bellamy estava prestes a disparar com a pistola Seiza Blaster.

— Ao meu sinal... — Sussurrou Amélia.

Ela moveu a cabeça e abriu a porta do vagão, mas não havia nada. Derrepente, Owen entrou no vagão fazendo-os se assustar e em seguida se virou para os quatro.

— Ah, eu já estava comentando a ficar preocupada... — Amélia Suspirou aliviada.

Todos olharam para Amélia confusos.

— Han? Quer dizer... Onde você estava? Hein? Han? — Interrogou Amélia.

— Tava cuidando da segurança pública, se quer saber. Tive que dar um jeito de distraí-los para longe da estação.

— Bela flor. — Comentou Ellie sorrindo.

— Deixa eu perguntar. Algum de vocês foram atacados por algum inimigo invisível?

Todos ficaram confusos.

— Eles vestiam túnicas. Aparecem e somem derrepente como se fosse vento.

— Achei que fossem invisíveis —Riu bellamy.

— A princípio eram invisíveis. Mas depois que ela encostou em mim...

— "Ela"? — Perguntou Luna?

— Deixa pra lá.

— Será uma arma nova da Shinra? Espiões de Jenova? — Amélia os olhos.

— Acho que você estava alucinando. — Falou bellamy.

— Deixa pra lá. Esquece o que eu falei. — Owen se sentou. — Chegaremos em vinte minutos. Podem descansar enquanto isso.

Amélia, bellamy, Luna e Ellie se sentaram. Estavam todos cansados e só queriam voltar para o centro de comando.

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