Capítulo 22 - Favela do Setor 5
Aerith e Owen estavam caminhando calmamente por uma estrada de terra. Aerith mostrava o caminho até sua casa enquanto Owen apenas a observava.
Uma coisa que se destacava nesse setor era que havia flores pra todo canto, algo que deveria ser impossível de ter em Midgar devido a extração de Mako.
— Já estamos quase lá. — Aerith falou animada.
— Suas flores fazem sucesso por aqui.
— É. Acho que o pessoal lá de cima não gosta muito delas.
O silêncio voltou a dominar. Os dois passaram por um beco e chegaram até a cidade central da favela do setor 5, onde todos os moradores estavam na frente de uma grande televisão.
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— Estou dentro da carcaça destruída do reator de Mako 5. — O reporter se virou e mostrou a entrada do reator repleta de escombros, também havia fumaça saindo deles. — Como podem ver, ainda tem muita fumaça saindo dos escombros. Apesar das vigas e de outros destroços atrasarem a equipe de resgate, o fogo parece ter sido controlado. Ah, olha ali! É a diretora da Divisão de Armamentos Avançados da Shinra, não é? — A câmera virou e mostrou uma mulher de vestido vermelho e cabelo ruivo chegando ao local. — Com licença, senhora. Você se importaria em responder algumas perguntas? — A mulher os ignorou e o repórter a seguiu. — Poderia nós atualizar sobre a situação do reator? — A mulher parou e se virou. — Qual foi o estrago causado pela explosão? Corremos algum perigo?
— Han... — A mulher olhou para a câmera. — O Reator de Mako 5 foi temporariamente desativado, e todos os focos de incêndio foram apagados. A situação está sob controle, e o povo da nossa cidade não precisa se preocupar com possíveis complicações. Estamos conduzindo uma investigação forense completa. Mas suspeitamos que foi usado um dispositivo similar ao do ataque no Reator de Mako 1. — A mulher com um olhar sério, embora seu tom de voz fosse calmo. Ela levantou um pequeno apetrecho e apertou o botão, fazendo o logo da Shinra aparecer na TV. — Os criminosos foram filmados enquanto fugiam. — Amélia e Liam apareceram fugindo na filmagem. — Acreditamos que os agentes do grupo ecoterrorista, chamados de "Power Rangers" estejam se escondendo em algum lugar de Midgar... — A transmissão voltou para o repórter.
— E... visto que esse grupo já atacou dois reatores em um curto período... Será que é possível detê-los antes que ataquem de novo? — O reporter olhou a mulher.
— O que você acha? — Ela respondeu com ignorância.
— Bom, eu... — O repórter ficou nervoso.
A mulher o desprezou completamente e andou na direção da câmera, a chutando e derrubando. — Não temam. A Shinra fará tudo que de possível para manter Midgar a salvo. — Ela se abaixou a frente da câmera e em seguida se levantou, voltando a andar para longe.
— Ok. Desligue isso! — Um soldado apareceu encerrando a transmissão.
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Owen suspirou aliviado quando viu que Liam e Amélia haviam conseguido sair.
Aerith olhou para Owen e notou que o rapaz ainda continuava preocupado, e o puxou pela comunidade do setor 5.
— Vamos, Owen. Já estamos quase lá!
Os dois subiram por uma estrada onde havia um pequeno morro e lá, se depararam com uma casa repleta de vasos de flores em seu exterior.
Aerith imediatamente correu para a porta e a abriu, sorrindo de forma simpática enquanto aguardava por Owen entrar.
— Vem.
Owen adentrou a casa e Aerith fechou a porta. Ela andou ficando um pouco a frente de Owen e voltou a sorrir.
— Cheguei!!!
— Oi, querida! O que você aprontou? O rude apareceu... — Era uma voz simpática que vinha da cozinha.
Uma mulher de cabelo loiro quase grisalho e pele pálida saiu de lá sorrindo e ao ver Owen, ela parou de falar o olhando sem entender o que estava acontecendo.
Aerith imediatamente se aproximou da mulher e coloco as mãos em seu ombro.
— Essa é minha mãe, Elmyra. — Aerith olhou para Elmyra e apontou para Owen. —E esse é o Owen. Meu guarda-costas.
— Ahn... Oi. — Owen falou um pouco tímido.
— Está cuidando bem dela? — Elmyra perguntou com um sorriso brincalhão.
— É o meu trabalho. — Owen sorriu. — Ou pelo menos era meu trabalho.
— É. Obrigada. — Aerith sorriu.— Então, Owen. Você vai voltar pro Setor 7?
— Sim.
— Então eu vou te mostrar o caminho.
— Então por que me pediu pra te trazer aqui? E se os Turks aparecerem de novo?
— Vai ser chato, mas eu já lidei com eles antes. Na verdade, tô mais preocupada com você. E se você se perder, hein? — Aerith colocou as mãos na cintura e sorriu. — Vai ter vergonha de admitir e vai ficar vagando por aí.
— Para de fingir que me conhece.
— Ei, mãe. Vou levar o Owen até o setor 7, tá?
Elmyra suspirou. — Ok... Mas por que não deixam pra amanhã? Se vocês saírem agora, vai ficar tarde. Descansem por aqui e amanhã vocês partem cedinho. Assim vocês aproveitam melhor a luz do dia.
— Verdade. Ela tem razão, Owen.
— Espera aí.
— Ah, sim. Ainda preciso entregar umas flores no Lar das Folhas. Como ainda temos um tempinho até o jantar... Você pode vir comigo.
— Esse não foi o combinado.
— Você quer mais, então? — Aerith cruzou os braços. — Mesmo sabendo que vai receber uma recompensa de valor inestimável? — Aerith se virou para Elmyra. — Sabe o que eu prometi pro Owen?
— Tá bom! Eu vou! — Owen Interrompeu.
Aerith riu. — Vou pegar as cestas... Já volto!
Elmyra riu vendo Aerith ir para o andar de cima. — Essa Aerith... Ela não é fácil, não é mesmo?
— Nem um pouco. — Respondeu Owen.
Não demorou muito para que Aerith descesse com duas cestas de flores. Ela se aproximou de Owen e estendeu a mão para entregá-lo um dos cestos.
— Toma.
Owen revirou os olhos e pegou.
— Ok. Vamos! — Aerith ficou animada.
Aerith foi até a porta e a abriu para que Owen saísse na frente. Ela se virou para Elmyra que estava de braços cruzados e se despediu movendo a mão em um "tchau", sorrindo ao mesmo tempo em que fechava a porta.
— É por ali.
Aerith começou a andar por uma outra estrada de terra que havia ali, ela descia direto para a comunidade do Setor 5.
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