Capítulo 17 - A Passagem Secreta
O trio seguiu pelo túnel enfrentando diversos soldados e robôs. Não demorou mais que duas horas exatas para que chegassem ao pátio ferroviário, onde havia uma escada que levava a um acesso próximo do reator.
— Por ali. — Apontou Liam para a escada.
Os três subiram as escadas e entraram em uma sala aparentemente abandonada, havia uma outra porta pela esquerda ao qual usaram pra sair até um outro pátio repleto de destroços. No centro, havia uma espécie de máquina aparentemente desativada.
— O que é isso? — Amélia se aproximou curiosa.
— Para trás! — Owen gritou indo na direção de Amélia.
O robô derrepente se levantou fazendo Amélia tomar um susto.
— Mas que... — Amélia se jogou em cima de Owen.
Os disparos foram em linha reta na direção de Liam, que se jogou para trás de um contêiner que havia no local. Ele se levantou logo em seguida e ficou de pé atrás do contêiner enquanto os tiros o atingiam.
— Isso é tudo o que você tem? Seu merda! — Liam gritou enfurecido.
O robô ficou de pé e os três se juntaram próximo do contêiner, encarando-o.
— Tem alguém irritado. — Owen falou fitando o robô enquanto plugou a Shishi kyutama no Seiza Blaster.
— Capricha dessa vez, cuzão! — Liam deu dedo do meio para o robô e plugou a Oushi kyutama logo em seguida no Seiza Blaster.
— Já faz algum tempo que não me divirto. — Amélia sorriu plugando a Washi Kyutama no Seiza Blaster.
Owen, Liam e Amélia apertaram o gatilho do Seiza Blaster e seus corpos foram cobertos por uma luz branca, que se desintegrou revelando suas formas rangers em seguida.
Owen usou o visor de seu capacete para analisar o robô e em seguida olhou os outros. — Hum. Parece ser um modelo antigo.
— Uma relíquia, então. — Respondeu Liam.
— Não subestime. É lento mas bate forte. — Owen falou pegando a Shishi Sword.
Liam correu na direção do robô, que começou a disparar contra o rapaz que desviou. Ele saltou contra o robô e em sua mão direita, seu Oushi Axe surgiu.
— Toma essa!
O robô se impulsionou batendo a carcaça metálica contra o corpo de Liam e o jogou contra um monte de entulho ali perto.
— Amy! — Falou Owen.
— Vamos! — Amélia materializou seu Washi Shot.
— Que porra...?! O bichão é forte. — Liam falou se levantando.
— O que a gente faz? Perguntou Amélia.
— Mirem nas pernas. Vamos derrubar ele. — Afirmou Owen.
O robô avançou contra Owen, que se jogou para o lado e em seguida se levantou correndo contra o robô. Ele plugou a Kyutama no meio do caminho e em seguida golpeou uma das pernas traseiras do robô. — Judgment Cut!
A perna atingida do robô começou a esquentar até que explodiu, fazendo o robô perder o equilíbrio e tombar.
Liam se aproximou pela esquerda do robô e a lâmina do seu machado começou a emitir uma energia de coloração quase preta. — Red Impact!
A perna golpeada do Liam explodiu imediatamente. O robô caiu.
— Vai, Amélia! — Gritou Owen.
— Explosive Shooting! — Anunciou Amelia disparando de seu Washi Shot uma grande quantidade de energia rosa que tomou a forma de uma Aquila e atingiu uma das pernas frontais do robô, explodindo-a.
— É com você! — Falou Owen plugando uma segunda Kyuutama. Ele levantou o punho esquerdo com a Kyutama brilhando e uma bola de luz envolta de um círculo de energia vermelho com diversos símbolos surgiu acima dele.
A criatura musculosa que ajudou Owen na batalha contra Roche emergiu de lá e avançou contra o robô. Ele socou a cabeça do robô e a arrancou logo em seguida, fazendo-o gerar uma grande explosão.
A criatura após destruir o robô se desintegra desaparecendo, e Owen, Liam e Amélia desativam suas formas Rangers.
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Heidegger observou suas câmeras ficarem offline após a destruição do robô.
— Arg... Assim não dá.
Um dos soldados se aproximou de Heidegger. — Senhor, fui informado que a transmissão saiu do ar... Após uma anomalia registrada durante o teste.
— Uma "anomalia"? Ou uma desculpa pelo seu fracasso em preparar uma blindagem adequada? — Heidegger olhou para o guarda.
— N-não, senhor! Todos os módulos estavam 100% operacionais! É bastante provável que devido às circunstâncias, os sensores tenham sido sobrecarregados... — Afirmou o guarda suspirando no final.
— É mesmo? — Heidegger estava furioso, mas não demonstrou.
— Todos os sensores na seção E estão... Inoperantes. — Afirmou o guarda.
O telefone acima da mesa começou a tocar e um outro guarda o pegou e entregou a Heidegger. — É o presidente.
Heidegger atendeu. — Sim... Sim... Está tudo bem, senhor. Ou até melhor... Houve um progresso... Sim... Entendi, senhor. — Heidegger desligou e devolveu o telefone ao guarda que estava a sua esquerda. — Sabemos exatamente para onde eles iam. Se a blindagem estiver intacta, aconselho a você que descubra a natureza dessa anomalia logo. — Heidegger olhou para o guarda a sua direita. — E caso você falhe... Você vai lidar com os intrusos. Pessoalmente...
— S-sim, senhor.
— Não se preocupe. Trato meu pessoal de maneira justa. Então não me decepcione. Hahaha.
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Owen, Amelia e Liam estavam próximos a vários containers, dava pra ver o reator a algumas quadras de lá.
— A passagem fica atrás desses contêineres de carga. Vamos passar por entre eles. — Falou Liam empurrando o suficiente um dos contêineres para que eles passassem. — Que bagulho pesado.
— Você ta bem? — Perguntou Amélia.
— Tô. — Respondeu Liam. — E aí. Vocês encontraram algum robô gigante como aquele no reator 1?
— Sim, só que o desgraçado parecia um escorpião! E por falar nisso, com o que você diria que aquele último parecia?
— Hã? Hum... Bom... Não sei dizer.
— Uma sucata morta. — Falou Owen.
Os três acharam um alçapão com escada e desceram até um túnel de serviço subterrâneo. Eles seguiram pelo túnel por cinco minutos até chegar a um elevador que os levava para baixo.
— Todos a bordo. — Liam sorriu.
— Não vejo a hora de voltar... — Amélia falou indo logo atrás de Liam.
— Tanto faz... — Owen embarcou logo atrás de Amélia.
Liam clicou em um dos botões e o elevador começou a descer por uma passagem escondida logo abaixo.
— Só pra que saiba... A situação não vai ficar fácil. — Afirmou Owen olhando Liam.
— E alguma vez foi? — Liam sorriu animado.
Os três chegaram a um corredor e o atravessaram até uma porta no final.
Owen notou algo de estranho e imediatamente pegou a Shishi Sword e a movimentou até o canto da parede, parando a lâmina a alguns centímetros do pescoço de uma pessoa que estava ali escondida.
— Misericórdia. — Era Jake. — Espera... Owen?
Owen abaixou a espada e suspirou.
— Cadê a Luna e o Erick? — Perguntou Jake.
— Fala aí. — Liam se aproximou de Jake. — Tá uma loucura lá em cima depois que algumas pessoas que concordam com nossas ações saltaram de um trem e tentaram invadir o reator. Mas como podem ver, tá bem tranquilo aqui. — Jake sorriu. — Tão tranquilo que nem suei pra segurar a rota de vocês até o reator. — Jake apontou para uma porta.
— Você é um filho da mãe incrível, vem cá! — Liam foi abraçar Jake, mas ele desviou e foi até Owen e Amélia.
— Então, cadê os outros? — Perguntou Jake.
— A Luna se machucou e não pode vir. — Respondeu Amélia.
— Sério?
— Nem tanto, ela ainda conseguiu guiar esse cara. — Liam sorriu.
— Valeu por terem vindo. — Jake falou agradecido.
— É nosso trabalho. — Respondeu Owen.
— Enquanto a Shinra vasculha o setor 4. Vocês podem sair de fininho até o Setor 5. É meio apartado, mas deve levar vocês até onde querem ir. — Jake se abaixou até uma caixa. — Ah, vão precisar dessas armas de gancho, é claro. — Jake entregou armas de gancho a eles.
— Cuida do pessoal, Okay? — Amélia falou preocupada. — Principalmente da Marlene.
— Claro! — Jake sorriu e em seguida saiu por uma passagem secreta.
— Vamos nessa. — Owen falou indo até a porta.
Liam e Amélia acenaram com a cabeça e foram logo atrás de Owen.
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