Capítulo 15 - Perseguição Tenaz
Já era noite em Midgar e o último trem estava passando pelo túnel que lavava ao Setor 4, próximo do reator.
— Está é uma mensagem da Companhia de Energia Elétrica Shinra. O grupo terrorista "Power Ranger" anunciou outra ameaça de bomba. Diante disso, aumentamos o nível de segurança e entramos em estado de alerta máximo. No momento, todas as linhas estão enfrentando atrasos. Informamos que nossa chegada ao Setor 4 sofrerá um atraso.
O vagão em que Owen, Liam e Amélia se encontravam não estava muito cheio, tinha apenas cinco funcionários da Shinra e os três estavam próximos a porta que levava ao próximo vagão.
— Nosso alvo é o Reator de Mako 5. — Liam estava sussurrando. — Da estação, a gente segue pelas ruas paralelas. Depois que a gente entrar, vai ser o mesmo esquema da última missão que vocês fizeram.
— Seguir pro depósito de Mako. — Owen estava apoiado na parede do vagão com os braços cruzados.
— E mandar tudo pelos ares. Kabum! — Liam fechou o punho. — Vamos fazer isso pela Luna e pelo Erick. Eles merecem.
— Sim. — Amélia sorriu olhando Liam.
— Claro. — Owen olhou Liam.
Amélia suspirou e andou pelo vagão em direção a outra porta, com Liam indo logo atrás.
— Não imaginava que a notícia se espalharia tão rápido. — Amélia Sussurrou preocupada. Ela estava de costas para Liam olhando pela janela. — Não tem quase ninguém nesse trem. E ninguém parece contente de estar aqui.
— Nosso grupo deve chamar atenção. — Liam olhou ao redor. — Vocês dois fiquem aqui. — Liam seguiu para o próximo vagão.
Owen começou a andar pelo vagão em direção a Amélia, enquanto ouvia a conversa dos outros passageiros.
— Um alerta maior significa mais segurança, então estamos seguros... Certo? — Falou um homem.
— Provavelmente. — Respondeu uma mulher preocupada.
Owen chegou até Amélia, que parecia estar incomodada com alguma coisa.
— Owen. — Amélia o olhou preocupada.
— Passaremos por uma verificação de identidade em breve.
— Aí vem o primeiro obstáculo... — Estava tensa.
— Não é pra tanto. — Owen olhou Amélia. — Foi a Luna quem fez esses ID's, e funcionaram da outra vez.
— Eu sei, eu sei. Mas ainda assim me dá um frio na barriga.
Lasers começaram a passar por todos os vagões repetidas vezes, checando os ID's de todos os passageiros.
— Ei, você se importa de ficar bem atento a tudo no próximo vagão? Tenho um mau pressentimento. — Amélia olhou pela janela da porta que levava ao próximo vagão e se virou para Owen.
— Por que isso?
— O Liam me disse que estava extremamente nervoso, mas também me disse que tem T.E.I (Transtorno Explosivo Intermitente). Você sabe que no fundo ele é uma boa pessoa, mas ninguém aqui sabe disso.
— Relaxa. Ele vai ficar bem.
— Talvez... Mas eu não fico até ter certeza de que o plano saía como o planejado. — Amélia deu um tapa no ombro de Owen.
— Affs. Você venceu.
— Obrigada.
Owen abriu a porta do vagão e seguiu para o próximo, onde havia uma senhora sentada em um dos bancos e Liam próximo a um funcionário da Shinra do outro lado.
— E-então você ainda apoia esses terroristas? — O funcionário parecia estar com medo de Liam. — Os Power Rangers são uma praga em Midgar.
— Hãn? — Liam olhou para o lado oposto, não estava ligando nem um pouco para os argumentos do homem.
— A ameaça de bomba deles espalhou o caos nos nossos escritórios, sem falar no Reator em si. Está uma loucura aquilo lá! — O homem se levantou encarando Liam. — Mas nós não temos medo! Não mesmo! Todos da Shinra concordam. — O homem gritou confiante. — O Reator vai, sim, continuar operante!
— Hum. É mesmo? — Liam sorriu debochando.
— Que foi? Você tem algum problema com isso?
Liam se levantou. — Se eu tenho algum problema com isso? Ah, pode apostar que...
Owen apareceu afastando Liam. — Ele não tem.
O homem se virou ainda com raiva e andou para longe deles, sentando no último vagão.
— Humpf. Babaca... — Liam se sentou socando o banco ao lado.
— Você é melhor que isso e sabe bem. — Owen falou se sentando ao lado de Liam.
— Aquele cara só fala besteira! Eles não ligam para nós, que moramos nas favelas. Toda a poluição de Midgar não fica lá em cima, nós é que sofremos. — Liam estava nervoso. — É difícil encontrar uma criança que não tenha problemas respiratórios nas favelas. A gente nem mesmo consegue ver o céu. — Liam respirou fundo ficando mais tranquilo. — Vai lá falar com a Amélia. Não perde tempo aqui.
— Tudo bem. — Owen suspirou levantando e andou até o vagão anterior.
— Verificação emergêncial de ID em andamento. — Lasers começaram a percorrer os vagões.
— Hãn? — Um homem se levantou.
— O que? — A mulher estava confusa.
— Não pode ser! — Amélia se levantou de um banco extremamente preocupada.
— Verificação emergêncial de ID em progresso. Foram detectadas ID's não autorizados. Nível de ameaça: Crítico. Iniciando protocolo de inspeção e contenção a partir do último vagão do trem.
— Essa não! — Amélia olhou em volta.
— Se prepara. — Owen falou pegando a Shishi Sword.
A porta do vagão seguinte abriu e Liam apareceu. — Venham pra cá! Agora!
As janelas de todo o vagão se quebraram e pequenos robôs Slugh-Ray adentraram.
— O que é isso? — Perguntou a mulher se levantando assustada
— Não, por favor! — Gritou um homem assustado.
— Por aqui! — Liam gritou dando passagem para as pessoas seguirem para o próximo vagão.
— Cuida dos robôs, Owen! — Amélia correu para ajudar as pessoas.
— Pode deixar! — Owen encarou cinco robôs a sua frente.
— Protocolo de isolamento iniciado. Este vagão será isolado em três minutos.
Um dos robôs avançou contra Owen, que o cortou ao meio enquanto outro segurou a perda dele. Ele chutou o robô contra a parede do vagão mais outro saltou contra o rosto dele.
Owen colocou a espada a frente do rosto e empurrou o robô contra a parede com extrema força, o explodindo. Ele correu para o próximo vagão e observou as janelas se quebrarem novamente, mais naqueles robôs haviam chegado mas por sorte, Amélia e Liam já haviam esvaziado quase todo o vagão.
Owen foi atacado por trás, mas se virou cortando o robô ao meio. Outro veio por sua frente, mas ao se virar para se proteger observou diversos disparos atingir o robô. Liam sorriu com a pistola Seiza Blaster em mãos enquanto olhou para Owen.
— Rápido, você tem que sair daqui! — Amélia falou empurrando o funcionário da Shinra que havia discutido com Liam pouco antes pela porta do próximo vagão.
— O q-que você está fazendo? — Ele olhou assustado.
— Tentando salvar sua vida. — Amélia o encarou.
— Mas eu trabalho para a Shinra. Sou seu inimigo.
— Eu não ligo. Não quero que ninguém morra. Por favor!
— Certo. Vou cuidar dos outros. — O funcionário da Shinra passou pela porta indo ao próximo vagão.
Amélia fechou a porta para o próximo vagão e a trancou. Ela se virou na direção dos robôs e os encarou. — Minha vez.
Um dos robôs a frente avançou contra Amélia que o socou mandando-o por uma janela para fora do vagão. Outro robô surgiu pela mesma janela.
Amélia, Liam e Owen se aproximaram e ficaram um ao lado do outro encarando os robôs do vagão.
— Não acaba nunca...
— Três passageiros não autorizados foram contidos com êxito. Neutralizando ameaça.
Mais Robôs começaram a entrar pelas janelas daquele vagão, lotando completamente a frente e os deixando acuados próximo a porta.
— Parece que você tem razão, Owen.
— Que se dane. — Respondeu Owen.
— Hãn?
— A estação vai estar cheia de segurança. A gente tem que cair fora. — Owen olhou para a janela quebrada.
— Nem ferrando! — Gritou Liam.
— É só reduzir a velocidade do trem. — Owen apontou para um freio de emergência.
— Parece um plano E do Jake. — Liam sorriu.
Liam e Amélia se olharam por alguns segundos e balançaram a cabeça.
Liam começou a disparar contra a porta de desembarque ao lado e a chutou a arrancando, enquanto Amélia correu até o freio de emergência e socou fortemente o botão forçando o trem começar a frear e a diminuir a velocidade. Tudo começou a balançar.
— Tá, vou ensinar pra vocês agora. Vou pular. Tô indo, hein. Vou mostrar como se faz! — Liam estava extremamente nervoso, não queria pular. Ele tomou coragem, se afastou da porta e saltou.
Amélia se aproximou da porta e Owen veio logo atrás.
— Amy! — Owen olhou para Amélia e balançou a cabeça positivamente. Ele a abraçou e em seguida saltou do vagão.
Owen rolou pelo chão até finalmente parar e em seguida parou de abraçar Amy, que estava caída em cima dele.
— Você ta bem? — Owen a olhou nos olhos.
— Tô... — Amélia sorriu e se levantou junto a Owen.
Alguns robôs se aproximaram novamente, vindo pelo caminho ao qual deveria percorrer para encontrar Liam.
— Pronta?
— Sempre!
Owen avançou contra o primeiro robô desferindo um golpe vertical enquanto Amélia avançou contra o segundo e o chutou. O robô de Owen bateu contra a parede e explodiu enquanto o de Amélia colidiu contra outro e ambos explodiram. Os dois começaram a correr pela linha no túnel do trem seguindo em frente.
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— Muito bem, muito bem! — Heidegger estava os observando em frente a um monitor, sorrindo satisfeito. — Eu estava certo de que tínhamos conseguido, você não?
— Sim, senhor! — Respondeu o soldado ao lado de Heidegger.
— Esses ratos de esgoto sabem sobreviver. Falando nisso, onde está o terceiro?
— Está sob custódia, Senhor.
— Devolva-o à natureza.
— Sim, senhor! Imediatamente. — O soldado se retirou levando outro junto a ele.
Heidegger se virou para o monitor e sorriu, satisfeito e certo de que seu plano estaria dando certo.
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