Capítulo 11 - A Visita
A rua estava vazia e no horizonte era possível ver o imponente prédio da shinra. O céu estrelado pairava sobre a cidade naquela noite, sendo possível até mesmo ver o braço da Via Láctea.
— É aqui, no distrito residencial dos funcionários. Onde colocam você quando seus pais trabalham pra Shinra — Ellie falou com tristeza. — Os reatores da Shinra matando o planeta e a gente aqui, vivendo do bom e do melhor...
Ellie se virou e vou a andar, com Owen, Bellamy e Luna a seguindo. Ela estava incomodada de estar ali depois de tudo o que passou nesses últimos dias.
Os quatro andaram até a casa no final da esquina, onde as luzes próximas da porta estavam acesas.
— Será que minha mãe me esperou voltar pra casa esse tempo todo? — Ellie estava preocupada.
— Relaxa, Ellie. O Caleb deve ter avisado de algum jeito. — Bellamy Sorriu colocando a mão no ombro de Ellie.
— É, tem razão. — Ele sorriu. — Owen, você vai pelos fundos e me espera.
— Okay. — Owen se afastou dos três, indo em direção aos fundos da casa.
— Espero que estejam com fome, porque minha mãe adora cozinhar. — Ellie sorriu indo até a porta, dando três toques.
— Eu tô morrendo de fome. — A barriga de Bellamy estava roncando.
— Você e essa sua fome descontrolada. — Luna revirou os olhos.
A porta da casa se abriu e uma figura feminina surgiu. Ela tinha o mesmo tom de pele de Ellie, mesmo cabelo encaracolado e os mesmos olhos. Era só mas magra e alta que ela, sua altura era de 1,78.
— Filha! — Falou aliviada. — Eu fiquei extremamente preocupada. Tudo o que recebi foi uma ligação do diretor Caleb dizendo que você foi transferida de imediato pra escola de teatro lá em Oceanside.
— É... — Ellie olhou para bellamy que sorria, era como se ele tivesse dito "eu te falei". — Desculpa mãe. Foi tudo tão rápido que nem tive tempo de avisar.
— Vamos, entrem. Irei preparar algo para vocês comerem. — Ela sorriu. — Me chamo Angela.
— Prazer, sou o Bellamy. — Sorriu.
— Eu sou a irmã dele. Me chamo Luna. — Luna a cumprimentou.
Os três entraram dentro da casa, indo em direção a cozinha.
Owen estava na lateral da casa, encostado na parede com os braços cruzados totalmente paciente.
— Quando a luz da cozinha acender, é hora de você agir. — A voz de Luna ecoou na mente de Owen.
Conforme o combinado, Owen viu a Luz da cozinha surgir em uma das janelas.
Owen seguiu até a porta dos fundos e pelo caminho, viu alguns gatos pelos muros mas os ignorou. Ele abriu a porta sorrateiramente e entrou na casa, fechando-a em seguida.
— Ao entrar, você verá duas portas. Não entre na porta a sua frente. Entra na porta da direita. É lá que ele tá.
Assim como dito por Ellie, haviam duas portas. Um porta estava a frente de Owen e outra a direita, que foi a qual ele entrou.
— Desculpa aparecer sem avisar... — A voz de Ellie ecoou.
— Essa casa sempre será sua. Então apareça quando quiser e sempre traga amigos. — Owen ouviu a voz da mãe de Ellie.
Owen abriu a porta e entrou no quarto.
— A gente vai ficar na cozinha distraindo a minha mãe, então não faça barulho. O meu pai está lá, mas não tem problema.
Owen viu que o pai de Ellie estava em uma maçã, ligado a aparelhos.
— Meu pai foi exposto a grandes quantidades de energia Mako enquanto trabalhava em um dos reatores. Ele entrou em coma e o hospital recomendou que ele fosse mantido em casa para não ocupar espaço aos mais graves, foi por isso que vim morar em Midgar.
Owen andou pelo guardo, abriu cuidadosamente cada gaveta mas não encontrou o crasha em lugar algum. Ele foi até o uniforme do pai de Ellie e a abriu cada bolso, até que encontrou o crachá no bolso da perna, em seguida saiu do quarto e deixou a casa silenciosamente.
Na cozinha, os pratos dos três jovens estavam com uma fatia de pizza e Ângela estava preparando mais outra.
— Quando você vai desistir de ser atriz? Quanto tempo que eles não deixam você ensaiar? — Angela estava preocupada.
— Ah... — Ellie não sabia mais o que falar para ganhar tempo.
— Muita gente depende pra caramba da Ellie... — Bellamy entrou no assunto.
— Como assistente de palco? Isso você pode ser em qualquer lugar. — Retrucou Ângela. — Então por que não volta para cá e arruma um trabalho no teatro do Setor 8?
— Hmm, é, vou pensar. — Ellie sorriu um pouco tensa. — Sabe, eu adoraria muito ficar e conversar, mas a gente precisa ir.
— Tão cedo? — Ângela os olhou, ficando um pouco triste.
— É, bom, a gente nem tinha planejado parar aqui. Mas o Bellamy estava morrendo de fome e queria conhecer a sua famosa pizza.
— Muito deliciosa, senhora Jones. — Bellamy sorriu.
— Tem certeza de que não quer mais? — Ângela ficou preocupada.
— Talvez mais umas duas fatias, senhora Jones.
— Bellamy! — Ellie e Luna levantaram ao mesmo tempo batendo ambas as mãos na mesa.
— Ei! E-eu tô fazendo isso por vocês, galera! Vocês não querem me ver trabalhando de estômago vazio... — Bellamy riu sem graça.
--------X--------
Owen estava do outro lado da rua esperando, estava de braços cruzados e encostado na parede quando Ellie, Luna e Bellamy chegaram.
— Oiê — Falou Ellie.
— É isso? — Owen tirou o cartão do bolso.
Luna pegou o cartão e deu alguns passos a frente, ficando a frente de seus três amigos. — Agora vêm a parte difícil. — Ela se virou para eles. — Vou usar isso pra entrar escondida no anexo 7-6.
— Beleza, vamos lá. — sorriu Ellie.
— Foi mal, mas vocês não vão entrar. Só eu sei o que roubar, e de onde, então eu que vou. — Luna os olhou.
— Então... A gente só veio até aqui só pra comer pizza na minha casa?! — Perguntou Ellie confusa.
Luna riu. — Acha mesmo que eu vou deixar vocês de bobeira? Vocês vão fazer por merecer cada fatia, ajudando o Owen. — Luna olhou para Owen. — É só desviar a atenção das pessoas, como vocês sempre fazem. Qual é a palavra que se usa pra isso mesmo? É tipo um...
— Ardil. — Owen Interrompeu.
— Isso aí! Boa, garanhão. — Luna sorriu.
— A gente vai chamar uma galera da Shinra pra juntar, então?
— Affs. Você sabe muito bem o que ela quis dizer. — Ellie revirou os olhos. — Enquanto você estiver lá dentro, a gente vai manter os guardas distraídos aqui forte. Né? — Sorriu.
— Exatamente. Tirou as palavras da minha boca. — Luna se virou para a rua. — Quando virem um sinalizadora essa é a deixa. Passem pelo portão principal em direção ao pátio do depósito. — Ela se virou novamente para eles animada. — Quanto mais vocês chamarem a atenção, mais tempo eu ganho.
— Você vai usar e abusar do Owen, né? — Bellamy sorriu para Luna.
— De quanto tempo você precisa? — Owen a olhou.
— Não muito. Só vou entrar e sair. Vou disparar outro sinalizador quando terminar. A gente se encontra numa área vazia ali perto. — Luna se virou e começo a andar.
— Espera aí. E como a gente volta para a favela? Esperando o primeiro trem? — Bellamy a olhou parar e se virar.
— Não, quero estar de volta antes disso. — Luna sorriu. — Relaxem, eu já pensei nisso. Então vamos embora pra lá. — Luna saiu correndo pela rua.
— Bom, o ardil não vai se criar sozinho. — Ellie sorriu e correu.
Bellamy e Owen se olharam por alguns segundos e logo foram atrás de Ellie.
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