1.5
eu sei que demorei, me desculpem!
mas o que acham de um cap por dia de novo? rs
boa leitura!
Já era cedo, por volta das sete horas da manhã. Os familiares se encontravam no Salão de Refeições, onde o café da manhã era servido. Harry, Louis, Fred, Raquelle, Niall, Gemma, Richard, Anne, o padrasto de Harry, Jay, as irmãs de Louis, Anna e Karen dividiam uma mesa – a mesa principal.
Na noite anterior, ninguém quis deixar o hotel; todos exaustos pela noite em claro e pelos acontecimentos. Já hoje, todos de pé bem cedo, iriam passar o dia fora, novamente.
À noite, um bilhete em um envelope branco que fora entregue em todos os quartos dizia que estivessem no Salão às seis e meia, e que usassem roupas que tanto serviam para a praia, quanto para um jantar especial. Assim estavam.
De calça jeans preta, Louis e Harry só se diferenciavam nas blusas – e claro, nos sapatos – o menor usava uma regata cavada enquanto que Harry usava uma blusa transparente florida com o peito aberto, nos pés, botas surradas e um vans, no caso de Louis.
O café foi rápido, todos estavam animados para sair logo. E quando enfim terminaram, o guia – o mesmo de sempre – foi à frente de todos. Hoje, também vestia calça e blusa havaiana florida.
- Senhoras e senhores, bom dia. Assumo que estão ansiosos para o passeio de hoje, não? Bom, como estamos adiantados no horário e o ônibus só sai daqui alguns minutos, vamos fazer um jogo. – As crianças foram as primeiras a se levantar, mesmo que o guia não tivesse falado nada. – Vou dar dicas e quem acertar para onde vamos hoje, ganha... bem, o prêmio é parte da surpresa. – as crianças começaram a ficar animadas, gritando e falando alto. – Os adultos também podem brincar, ok?
- Nós adolescentes somos sempre esquecidos. – jogando o longo cabelo não existente para o lado, Niall revirou os olhos dramaticamente. A mesa inteira riu.
- A primeira dica é... – batendo na prancheta, o guia foi seguido por todos que estavam sentados, que batiam na mesa. Os pratos e talheres ecoando pelo salão enquanto as crianças batiam os pés no chão. Parecia um acampamento de férias, onde todos eram crianças. – Vamos andar na água. – silêncio se instalou no salão, as crianças confusas e em choque. Louis puxou Anna delicadamente pelo braço e quando a garota ficou entre ele e Harry, o menor sussurrou em seu ouvido.
- Vamos andar na água com um barco. – Anna arregalou os olhos, já levantando a mão e começando a pular até que o guia a visse. O rapaz apontou para ela, e então, Anna gritou a resposta.
- Vamos andar de barco! – o guia começou a bater palma e a gritar em comemoração, todos do Salão aplaudiam.
Louis levantou-se da cadeira e começou a dançar com Anna, rebolando e mexendo as mãos comicamente. O Salão inteiro explodiu em risadas, apenas para fazer com que Louis sentasse envergonhado e corado.
- Muito bem, muito bem. Anna, não é mesmo? – assentindo, a garotinha não tirava o sorriso da cara. – Você acertou, nós iremos andar de barco, mas sabe pra que? – negando com a cabeça, Anna o encarou curiosa. – Vamos ver os golfinhos.
E o Salão se tornou uma bagunça novamente. Niall foi o primeiro a gritar – de medo. Louis sorriu largamente quando viu a expressão de Anna. Harry, com sua enorme mão na coxa de Louis, embaixo da mesa, encarou o menor e sorriu.
- Vamos logo! – uma criança, pra não falar que era a irmã de Louis, Phoebe, gritou.
- Essa é minha garota. – rindo, Jay abraçou a pequena, que ficara envergonhada.
- Muito bem, acho que a garotinha ali está certa. Está na hora de ir. Mas antes, algumas coisas importantes. Primeiramente, Anna, você vai ser a primeira a mergulhar com os golfinhos. – Anna estava em choque, legitimamente em choque, com direito a boca aberta e tudo. Louis abraçou a menina, rindo de amor. – Segundamente, iremos em um navio, um navio bem grande, pois a ilha é longe e são muitas pessoas, e quando estivermos quase lá, seguiremos caminho de barco, uma vez que não podemos atracar o navio na ilha. Como são muitas pessoas, iremos demorar um pouco para desembarcar todos, então peço a colaboração e a compreensão de vocês. Isso sendo dito, vamos para o ônibus que nos levará para o navio.
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O navio estava no porto de Oahu, era literalmente um navio de cruzeiro.
Havia gincanas no deck, piscinas – duas –, spas, bares, discoteca. Tudo que se pode imaginar, mesmo que só fossem ficar duas horas ali. Duas horas essas que passaram muito rápido.
Como Harry e Raquelle eram as estrelas da viajem – mesmo não casando mais – eles podiam ir nos primeiros barcos. A essa altura, por volta das onze da manhã, o sol estava insuportável, o que levou todos para a piscina do navio, para então quando fossem liberados para desembarcar e ir para os barcos, a maioria não estivesse com pressa.
No primeiro navio foram: Harry, Anne, seu padrasto, Niall, Anna, Louis e Jay e as irmãs de Louis, não esquecendo de Gemma e Richard. Raquelle e sua família foram no segundo barco. Fred decidiu por ir com o resto do pessoal, já que fizeram amizade com alguns primos e tios de Harry.
A palavra barco não faz jus ao que realmente era. Era tão grande que Harry podia andar o barco inteiro sem esbarrar em sua mãe. Havia dois andares aquele negócio.
O calor estava massacrante, logo, Louis e Harry estavam sem blusa, assim como Niall e o padrasto de Harry, Richard também seguiu o exemplo.
As mulheres ficaram nas cadeiras reclináveis, enquanto que as crianças ficaram brincando com os golfinhos que seguiam o barco – não iriam em um parque aquático ou coisa do tipo, nadariam com os golfinhos em mar aberto, em seu próprio habitat, e estes já os seguiam, como se dessem as boas-vindas. Os homens ficaram na parte da frente do barco, conversando com o piloto e bebendo cervejas e coquetéis.
Música tocava, o vento batia suave e o sol rachava. Não podia ficar melhor.
Se arrependendo de ir de calça, Harry sentou-se na cabine, longe dos outros rapazes. Louis não tardou em segui-lo, sentando ao seu lado, um coquetel na mão.
- Por que saiu? – olhando o cacheado, que tinha os cabelos presos em um coque, e alguns fios rebeldes soltos e suados, Louis depositou seu coquetel na mesinha ao lado.
- Não curto muito a ideia de mar. – franzindo a testa para o maior, Louis colocou sua mão na coxa de Harry.
- Ficamos no mar os últimos dias. – falando com voz suspeita, Louis pegou o rosto do cacheado, o obrigando a o encarar. – Não minta para mim, Styles. Qual o problema?
- Nenhum. Já disse.
- Não, o senhor disse que o problema é o mar. Se vai mentir ao menos minta direito. – rindo, Louis apertava as bochechas do maior, que fazia bico.
- Se sabe qual o problema, por que perguntou?
- Então admite que há um problema? – revirando os olhos mas deixando escapar um sorriso, Harry levantou, soltando-se de Louis. – Vamos, Harold, qual o problema? – suspirando, Harry virou para o menor.
- Tenho medo de golfinhos. – Louis fez bico, apenas para não rir. Harry revirou os olhos mas também cedeu ao riso. – Pare, isso é sério.
- Não, desculpe. – abraçando Harry, as mãos em seu peito enquanto as enormes mãos do maior ficavam em sua cintura, Louis se pôs na ponta dos pés. – Mas por que tem medo de criaturas tão fofinhas e amigáveis como eles?
- Criaturas fofinhas e amigáveis? Espero que esteja falando de cavalos marinhos. – Louis beijou a ponta do nariz do maior, fazendo-o fazer uma careta.
- Vamos lá fora, eles não vão entrar no barco.
- Mas eles ficam pulando pra lá e pra cá e... – Louis selou-o.
- Cala a boca e vem. – puxando o maior pela mão, Louis podia ouvi-lo reclamar. Ficaram na grade do barco, no lado da cabine. Harry contra a barra e Louis contra suas costas, as mãozinhas na barra, cercando a cintura de Harry. – Olhe, eles gostaram de você.
Três golfinhos estavam ao lado do barco, de frente para os rapazes. Começaram a fazer barulhos e a bater a calda na água, espirrando água.
- Estão é planejando como vão arrancar meus olhos fora e depois dançar em cima da minha bunda. – Louis riu, e beijando o ombro de Harry, sentiu-o relaxar. – Mas admito, eles até que são bonitinhos.
Louis sorriu. Um dos golfinhos passou por debaixo do outro, e ao emergir novamente, pulou alto o suficiente para encostar a nadadeira na mão de Harry.
Em segundos, o maior já estava do outro lado do deck, chacoalhando as mãos e resmungando, o rosto em vários tons de vermelho, ao mesmo tempo que estava pálido.
Louis curvou-se nos joelhos para rir, até o padrasto de Harry ria de sua cara. O maior ficou com um bico, de braços cruzados.
- Ah, que isso. Você só deu azar. – segurando o riso, Louis ia em sua direção.
- Não, sai. Estou com medo.
- Eu sei. – abraçando o maior, mesmo que ele não quisesse o abraçar, Louis foi o puxando lentamente para a beirada do barco. – Mas não vai acontecer de novo, vamos, eles estão dando um show na água.
- Louis. Louis. – percebendo que estava sendo puxado para a borda, Harry começou a se apavorar. Louis apenas sorria. Mesmo o maior relutando, não conseguia se desvencilhar dos bracinhos de Louis, que embora fossem pequenos, eram bem fortes. – Louis!
Em uma questão de segundos, Harry foi jogado na borda do barco, deitado sobre a ponta, e antes que pudesse sair, Louis deitou sobre ele.
Parando de gritar, Harry se agarrou em Louis, o medo de cair na água tomando conta de si. Os golfinhos pulavam a seu redor, e Louis apenas ria, as mãozinhas nas bochechas de Harry, o obrigando a colocar a cabeça o mais próximo possível dos golfinhos.
- Lou...
- Harold. – sorrindo, Louis sentiu a relutância de Harry diminuir. O maior levantou a cabeça, encarando-o.
- Te odeio.
- Fazer o que der na telha, não é mesmo? – revirando os olhos, Harry puxou Louis pela cintura, beijando-o.
Era a primeira vez que o beijava na frente de sua família, e não se importava se estavam o olhando ou não.
Os lábios se enroscavam ferozmente enquanto as mãos traziam os corpos mais pra perto. Gotículas de água caíam sobre si, os golfinhos pulando sobre a borda do barco, sobre suas cabeças.
Se antes o calor estava insuportável, agora, com calça jeans e deitados na superfície quente do barco, estavam quase derretendo. O contato só agravando a situação.
A mão de Harry desceu da cintura de Louis para sua bunda, sobre a calça, apenas a tempo de um dos golfinhos encostar o bico em seus dedos.
Se não fosse por Louis, teriam caído no mar. Harry levantou tão rapidamente, que levou o menor consigo. As risadas explodiram em segundos, e somente quando estava na cabine do piloto, foi que Harry se deu conta que já tinha se afastado no golfinho.
Louis, ainda na ponta do barco, ria escandalosamente, o sorriso enorme no rosto.
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Ao chegarem à enseada da ilha, tiveram que aguardar as outras sessenta pessoas que estavam desembarcando, logo, deitaram na areia e se instalaram nos guarda-sóis, já pedindo comida.
A água era cristalina, a areia clara e morna, o céu limpo e azul. Era o paraíso.
Anna estava ansiosa, assim como Louis. Já Harry, não compartilhava da mesma emoção. O sol extremamente quente fazia com que todos ali clamassem por mar, porém, uma vez que os outros estavam desembarcando ali perto, não queriam ficar na rota de barcos.
- Lou. – encarando o maior, Louis sorriu. – Estou derretendo. Vamos comprar sorvete? – assentindo, Harry ajudou-o a se levantar da areia.
Anotaram o pedido de todos – estava tão calor, que cada um queria dois, só para garantir – e saíram andando na calçada da baía.
Os cabelos soltos, Harry havia colocado sua blusa, apenas para se arrepender – mesmo sendo transparente devido ao tecido fino, não era refrescante – as botas, cozinhando seu pé, eram outro arrependimento.
Já Louis, deixara sua camisa com sua mãe, lá na praia, e agora, apenas de calça e Vans, podia aproveitar a brisa. O calor, ainda excruciante, não era amenizado.
Andando o suficiente para se afastar um pouco da onde os navios e barcos atracavam, começaram a ver lojas e restaurantes – alguns estilo havaiano mesmo, com paredes de bambu e janelas de palha, outros estilo Nova Iorque, com vidros espelhados, no mínimo dez andares e com toda certeza cinquenta ar-condicionados.
- Olha, parece com a HSJ. – olhando sorrindo para a torre espelhada, Harry assentiu para Louis.
- Sabe, não ia falar com ninguém sobre isso mas... – puxando Louis pelo ombro, abaixando-se um pouco para nivelar suas alturas, Harry suspirou. – Estou preocupado com a loja. Confio no cara que deixei como responsável mas...
- É o seu bebê. Cuidado demais nunca é pouco. – sorrindo, Louis confortou o maior. – Mas essas são suas férias, Harold, se algo tivesse dado errado, não acha que ele teria te ligado? – encarando Louis, o maior assentiu.
- Sempre tem os melhores conselhos, sabia? – rindo de leve, Louis desviou o olhar, apenas para ver uma loja de surf.
- Harry! Olha aquilo! – sem esperar pelo cacheado, Louis saiu disparado em direção à loja.
As paredes de uma cor berrante, janelas de bambu e várias pranchas do lado de fora e do lado de dentro. Era o paraíso de Louis.
- Você surfa? – mesmo já sabendo a resposta, ver a carinha de Louis fez Harry perguntar o óbvio. O menor estava maravilhado, passando os dedinhos em todas as pranchas, ele sorria como criança.
- Mais ou menos. – com uma careta, Louis se afastou da loja, encontrando com Harry a calçada. – Bem, vamos, o sorvete nos aguarda. Harry o encarou incrédulo.
- Por que não compra uma? – apontando para as pranchas, Harry gesticulou com ênfase. – Sabe surfar e pelo que vi, está com bastante vontade. – Louis negou com a cabeça.
- Vou andar o dia todo com uma prancha na mão? E quando formos voltar para Londres? Como coloco isso no avião?
- Do mesmo jeito que colocaria uma mala. Agora, vamos. – andando até a loja, Harry parou ao lado das pranchas. – Gostei dessa amarela aqui, o que acha?
Parado do outro lado, Louis fazia um bico. Harry pegou uma prancha branca com listras amarelas e detalhes em azul e simplesmente entrou na loja, indo em direção ao caixa. Louis não tardou em segui-lo.
- Harry, pare. É sério, eu não quero. Mudei de ideia.
- Ora, ora. Que pena. – pagando para o caixa, Harry saiu com a prancha debaixo dos braços, deixando Louis para trás.
Seguindo o maior, Louis ia emburrado.
- Isso é... – bufando, Louis revirou os olhos. – Sacanagem.
- Vou te mostrar o que é sacanagem de verdade. – apenas andando, Harry fez com que Louis parasse no meio da calçada. O maior parou e o encarou. – Qual é Louis, vamos. Temos que comprar sorvete e voltar logo, os outros já devem ter desembarcado.
- Só vou sair daqui quando me mostrar o que é sacanagem de verdade. – erguendo a sobrancelha, Louis quebrou a cintura, destacando sua bunda. Harry lambeu os lábios, suspirando.
O maior andou em sua direção, a prancha ainda embaixo do braço, e quando estavam quase cara a cara, lascou um beijo quente em Louis. Com a mão livre, puxou-o pela barra da calça, firmemente.
Louis puxou-o pelo cabelo e quando colidiram, mordeu seu lábio, até sentir o gosto de sangue. Harry ofegava, e somente quando sua enorme mão foi parar no pênis de Louis, por cima da calça, é que decidiram parar por um momento.
- Vamos achar essa sorveteria logo. Estou com calor. – resmungando, Louis puxou Harry pela sua mão livre, já que a outra segurava a prancha. As pessoas os olhavam mas eles nem ligavam.
Após alguns minutos de caminhada debaixo do sol escaldante, chegaram a bendita sorveteria. Harry pediu os sorvetes para o pessoal, e ao pensar no resto de sua família e na de Raquelle, pediu por volta de cento e quinze picolés, para que todos possam comer.
Com uma enorme sacola de isopor, Louis andava de mãos dadas com Harry, que levava a prancha. O sol do meio dia queimava suas costas e quando finalmente avistaram a multidão na praia, souberam que haviam chego.
Distribuindo os picolés, Louis sorria para todos. Quando esvaziou a sacola, se dirigiu para o guarda-sol onde os mais íntimos estavam, inclusive Harry.
- Harry, cadê meu picolé? – virando a sacola vazia de cabeça pra baixo, Louis sentou-se ao lado do maior.
- Achei que tivesse pego. – franzindo a testa, Harry o encarou confuso. Louis, com um bico, encarou todos comendo seus picolés.
- Não peguei. – Harry riu do bico do menor, e estendendo o seu picolé, sorriu.
- Toma. Pode ficar. – Louis encarou o picolé e em seguida, Harry. E começou a balançar negativamente a cabeça.
- Não, ele é seu.
- Louis, tome.
- Não Harry, obrigada, mas pode ficar.
- Lou, não me importo.
- Mas eu sim, não precisa, de verdade.
- Lou...
- Harold...
- Louis, chupa, agora. – erguendo a voz em um tom firme, Harry chamou a atenção de todos por perto, até do guia. Louis, arregalando os olhos, negou novamente.
Harry perdeu a paciência. Sentou-se no colo de Louis e segurou suas mãos com uma das suas, colocando o picolé na boca do menor com a outra. Louis, olhando para cima, abriu lentamente a boca, lambendo sensualmente o picolé, lambuzando seu lábio inteiro, apenas para colocar todo o sorvete pra dentro, mantendo o contato visual com Harry. Sentiu-o engolir a seco. Soltando o picolé em um ploc, Louis lambeu os lábios provocativamente.
- Assim? – sentindo uma pressão em suas coxas, Louis presumiu que Harry estivesse excitado, e sorrindo, voltou a chupar o picolé.
- Lou... – a voz rouca e falha fez Louis fingir um revirar de olhos, sentindo Harry suspirar em seu colo.
Indo e voltando com a boca, Louis deixava que o sorvete derretesse e escorresse propositalmente em seu queixo, apenas para ter o prazer de ver Harry pegar com o dedo e lambê-lo depois.
- Loulabolusco, vamos... – arregalando os olhos, Anna estacou ao lado dos dois. – Uhh, desculpa. Volto mais tarde.
Soltando o picolé, Louis puxou Anna pelo braço delicadamente, trazendo-a de volta enquanto ouvia todos da mesa rirem – apenas para e dar conta de que eles estavam vendo-os o tempo inteiro.
- Desculpa, Anna. O que foi? – limpando a boca com a palma da mão, Louis via de canto de olhos que Harry terminava de lamber o picolé, ainda com as bochechas rubras.
- O guia está chamando todos que vão nadar com os golfinhos.
- Nós já vamos, então? – assentindo, Louis levantou-se com Harry no colo, segurando-o pelas coxas e depois o soltando, ignorando qualquer olhar dirigido a si. – Harry, leve a prancha.
Apenas virando e pegando na mão de Anna, Louis sorriu perverso. Harry permaneceu estático, o olhar perdido por um instante.
- Louis... eu não vou nadar e... – olhando para a prancha no chão, Harry revirou os olhos, suspirando. – Me espera. – pegando a prancha, Harry seguiu até Louis e Anna, pegando na mão livre da garota.
Andaram um pouco até poderem ver os golfinhos pulando no fundo do mar, não tão distante da areia. Diferentemente do passeio de helicóptero, mais pessoas queriam nadar com os golfinhos, por isso, havia por volta de trinta a quarenta pessoas ali.
Colocaram coletes e máscaras de mergulho. O guia disse que apenas quando voltassem com Anna, é que Louis poderia ir com a prancha, então deixou o objeto na areia com outros guias enquanto entrava no mar.
Harry andava devagar, atrás de Louis. Já Anna, ia lá na frente, com um guia. Louis atrasou o passo até que ficasse lado a lado com o maior, e ao o encarar, sorriu.
- Obrigada. – Harry assentiu, sabendo que se tratava do fato de estar ali, quase enfartando.
Pegando a mão de Harry, Louis viu lá na frente, golfinhos pulando de um lado pro outro, assim como Anna, que estava ficando mais animada que o normal.
Quando chegaram a uma profundidade boa – o umbigo de Louis estava todo preenchido de água, enquanto que Harry não molhava acima da cintura – se prepararam para mergulhar.
Harry travou, mas segurando na mão de Louis, o maior foi puxado para dentro do mar.
Louis encostou o peito de Harry no seu, debaixo da água, e quando viu que o maior mantinha os olhos fechados, colocou sua mão livre, já que a outra estava entrelaçada na sua, na cabeça de um golfinho que viera os fazer companhia.
Harry enrijeceu, mas quando Louis continuou afagando a cabeça do golfinho, que se aproximava por mais contato, o maior finalmente abriu os olhos.
Com o coração acelerado, Harry se permitiu sorrir, soltando bolhas pela boca. Pela máscara, podia ver Louis sorrindo também, e ao soltar a mão do golfinho, agarrou Louis pela cintura, apenas para garantir que não se separariam.
O golfinho, ainda querendo carinho, começou a fazer graça. Rodava no lugar, levantava a calda, saía para a superfície e pulava de volta e somente quando Harry retornou a fazer carinho em sua cabeça é que ele sossegou.
De longe, Louis podia ver Anna abraçada com um golfinho grande, o guia tirando várias fotos. A garota parecia feliz, e isso fazia Louis ainda mais feliz.
Harry soltou a cintura de Louis, nadando um pouco para longe, o sorriso maroto no rosto. Já se acostumou com a ideia, né?, nadando para longe também, Louis não pôde evitar de pensar.
Um outro golfinho passou ao lado de Louis, rente a seu corpo. Pegando em sua calda, Louis foi de carona até um pouco mais para longe, onde podia ver Anna mais de perto e Harry, no fundo, cercado por dois golfinhos bebês que agitava suas caldas para a comida – os guias estavam dando biscoitos para os nadadores.
Afagando a cabeça do seu golfinho, Louis sorriu. A pressão da água sob seu corpo, o sol, mesmo acima da água ainda o fazia sentir calor, o coração acelerado, tudo se fundia em um único sentimento: alegria.
Ainda de carona, Louis foi para onde Anna estava, e a colocando no ombro, mergulhou para o fundo, encontrando cavalos marinhos e peixinhos.
Anna brincava de tentar pegar os cavalos marinhos, os guias a cada segundo tirando uma foto. Golfinhos vinham atrás da garotinha, querendo carinho, e quando Louis a afastava deles, partiam para cima de Louis querendo um pedaço de Anna também.
Harry se aproximou de Louis, apenas para ver o menor soltar a pequena Anna e deixa-la dar os biscoitos que os guias estavam dando para os golfinhos.
Puxando-o pela mão, subiram para a superfície. Louis tirou sua máscara, respirando ar fresco, rejeitando o do cilindro que estava em suas costas.
- Por que subimos? – Harry sorriu.
- Olhe. – apontando para o céu, Harry abraçou Louis pela cintura. O menor sorriu ao ver o arco-íris bem acima da montanha, refletindo-se no mar bem a seus lados.
- É lindo. – antes de Harry responder, um golfinho apareceu a seus lados, balançando sua calda para os rapazes. – Ele quer carinho. – rindo de leve, Louis viu a cara de felicidade de Harry ao acariciar o animal.
+++
Se ficaram uma hora no mar, foi pouco. Saíram com dedos e juntas enrugados, o frescor do oceano sendo tomado pelo abafado do sol assim que chegaram em areia morna.
Anna estava radiante, pulava e tagarelava sobre como havia feito amizade com um golfinho e ele lhe levaria até a sereia, um dia. Louis apenas concordava, sorrindo.
Antes mesmo se sentar-se na areia, o guia apareceu para lhe dizer que poderia surfar agora, já que todos estavam longe do oceano. Harry, sentando-se na areia com Anna, sorriu para o menor, que pegava a prancha.
- Cuidado com os golfinhos. – erguendo a sobrancelha, Louis provocou o maior.
O mar, já que era por volta das três da tarde, estava começando a aproveitar a brisa, formando ondas pequenas mas longas, o que para Louis era o suficiente.
Andou até que estivesse fundo o bastante, e se jogando na água, acelerou com as mãos para pegar a próxima onda. Mergulhou, e quando abriu os olhos, estava na crista da onda, e ao seu lado, dois golfinhos.
O sol secava sua pele instantemente, apenas para ser molhado de novo, e o sentimento de liberdade aflorava sua pele. Onda após onda, sentia-se nas nuvens. Até que caiu.
Jurava que os golfinhos estavam rindo dele. A prancha em um lado e seu corpo do outro, todos na areia riam de si, até ele estava rindo. E quando conseguiu se juntar com a prancha, os golfinhos começaram a o empurrar para frente, expulsando-o do mar.
Rindo mais ainda, Louis voltou para a areia, acenando para os golfinhos que faziam acrobacias na água.
+++
Voltando para onde estavam os outros, Louis, Harry e Anna puderam finalmente comer. Comeram muito, e quando acharam que tinham comido o suficiente, comeram mais.
Era por volta de cinco da tarde, e conforme o sol ia se pondo, o calor que subia do asfalto ia se intensificando. Os guias os chamaram de volta para o ônibus, que estava os esperando na calçada, e seguiram para o restaurante.
Sem camisa, Louis tentava dormir um pouco no ônibus, mas como Anna é uma criança hiperativa e Niall é uma criança hiperagitada, não conseguiu dormir de jeito nenhum.
Demoraram para chegar ao restaurante, e quando o fizeram, estava escuro e começando a soprar uma brisa fria.
O restaurante em que estavam era o Morimoto Waikiki, que ficava em Honolulu. Era basicamente comida asiática com toque de havaiana.
A fila estava enorme, e enquanto esperavam por um lugar para setenta pessoas, Louis e Harry foram andar na calçada de restaurantes e lojas com Gemma, Richard, vovó Styles, vovô e Niall.
A brisa soprava mais forte, o que era estranho para uma noite em Oahu, principalmente no centro de Honolulu, que costumava ser mais quente que as outras regiões. A maré estava forte e Louis começara a sentir frio, já que não estava vestindo blusa.
- Harry, estou com frio. – encarando o menor, Harry passou seu braço por seu ombro e andou até uma loja na rua do restaurante. Não uma loja chique e requintada, uma lojinha de família.
Gemma e Richard também entraram na loja, procurando por camisetas de casais. Até que Louis achou a perfeita.
Harry negava com a cabeça enquanto Louis andava em direção a arara onde as blusas se encontravam. Pegando-as, o menor foi para o caixa, pagando sem perguntar o valor. Já do lado de fora, colocou a sua, enquanto Harry tirava a sua blusa transparente para colocar a outra camiseta, que combinava com a de Louis.
Vovó, que estava do lado de fora com o marido e Niall, bateu palmas.
- Agora, isso é o que eu chamo de assumir a relação. – rindo sem graça, Louis abraçou a senhora de lado.
- Vamos rapazes, acho que conseguimos nossos lugares. – pegando vovó pela mão, vovô saiu andando em direção ao restaurante.
Acontece que ao chegarem lá, ainda não tinham suas mesas, o que fez com que Harry e Louis – assim como outras pessoas – sentassem no pequeno muro de pedra da entrada do restaurante, tirando seus sapatos uma vez que Louis andara com o Vans o dia todo, e seus pés estavam o matando.
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A comida era literalmente uma das melhores comidas japonesas que Louis já provara na vida.
Se perguntara qual o ponto de comer comida asiática quando se estava no Hawaii, e podia comer comidas locais, mas quando colocara na boca, mudara de ideia completamente.
A família dos não-mais-noivos-a-ser ocupava um andar inteiro do restaurante, o andar de cima, o que os proporcionava uma vista incrível.
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Não tardaram muito a terminar de comer, e quando era por volta das dez para as onze da noite, o guia tornou a leva-los para o ônibus, voltando enfim para o hotel.
A estrada, a essa hora da noite, era perigosa. Estavam cientes disso.
E quando menos se esperava, o ônibus brecou fortemente. Louis só conseguiu segurar Anna pelo braço antes de baterem no banco da frente, e ao puxá-la para seu peito, sentiu a dor nas costelas, levemente.
E a gritaria começou.
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