0.9
OIOI
E que comecem as vergonhas alheias rs
O que esperar de nsfw e porn?
rs
boa leitura
Harry odiava o jeito como Louis era ridiculamente bonito, estupidamente sexy e irritantemente pervertido. Mas ele amava Louis como um todo. A questão é: por que tornar as coisas tão difíceis quando se pode ser feliz?
Se ele quer, Louis quer, Anne quer, Gemma quer, Lottie quer, até Deus quer, por que não ficam juntos? A resposta era simples: ambos estavam magoados demais.
Se pensarmos em um momento especifico, como agora, vamos pensar que é fácil se resolverem e voltarem a se comerem em todo lugar com quatro paredes. Agora, Louis está com Fred e Harry está com Raquelle, mas se isso não os impede de declararem seus sentimentos um para o outro, então qual o verdadeiro problema?
O medo.
Louis, em seu ponto de vista, analisando todo o passado que tiveram, fez o possível e o impossível não só para a relação mas para Harry, agora, tudo que ele quer é que Harry demonstre... algo. Não apenas palavras bonitas que são jogadas para fora em momentos aleatórios onde apenas os dois estão presentes, Louis disse à todos o que sentia por Harry, e em troca quer receber no mínimo um pouco de esforço da parte de Harry. E o que Harry faz? Vai se casar com uma mulher. Louis está emputecido, ele se recusa a ceder mais uma vez, ele se recusa a dar o braço à torcer por essa relação que deveria ser uma combinação de esforços de ambas as partes, ele se recusa a se dar de mão beijada à Harry. Mas mesmo assim ele faz. Porque ele ama Harry.
Harry, em seu ponto de vista, analisando todo o passado que tiveram, foi um completo idiota. Foi, além de um garotinho imaturo cheio de hormônios a flor da pele que trepava com qualquer coisa de três dimensões, um completo hipócrita ao, após descobrir que Louis tinha se esforçado ao máximo para lhe ajudar, simplesmente não o reconhecer e o escutar. E ele nunca se perdoou por isso. E justamente por ser um idiota, ele tenta, agora, concertar o que fez no passado. Como? Dizendo coisas bonitas e verdadeiras para o rapaz que ama, mas ele não quer que Louis pense que ele só está fazendo isso para que o rapaz o perdoe, então, quanto mais privado e silencioso o lugar, melhor. Justamente quando estão sozinhos é que Harry tenta ao máximo se redimir, mas Louis parece não ceder, parece... não querer mais. Harry já não sabe mais o que faz, e, Raquelle? Ela é... só Harry sabe o que passa com Raquelle, não é qualquer um que aguentaria o namorado se penetrando com coisas aleatórias ou vendo pornô gay no escritório com coisas anormais enfiadas no cu, mas Raquelle aguenta, aguenta justamente porque o ama, mas ele... não diz o mesmo. Nunca disse. Pelo menos não à sós, quando cada palavra é uma sina. Louis aguentava Harry, aguentava suas palhaçadas, suas idiotices, suas mancadas, mas Louis era algo que Harry não se jurava merecedor, não mais. Então ele se mantém preso à Raquelle. Harry já pecou muito no passado, com Louis então, nem se fala, ele já quase fez o garoto se retrair no armário só para se sentir confortável, ele não tinha o direito de faze-lo se sentir assim novamente. Mas mesmo assim ele fazia, o convidando para o casamento, correndo atrás dele sempre que pode e mesmo quando não pode, tudo porque... ele o ama.
Se os dois se amam, por que não dá certo?
Porque é a vida. E porque há um excesso de cu doce de ambas as partes, mas principalmente porque é a vida.
Ambos são muito presos no próprio mundo para abrir mão de certas coisas para que a relação funcione, afinal, sexo e carinho não são bases fortes para um relacionamento, embora haja confiança e amor. Eles precisam... abrir mão de algumas coisas para se apegarem a outras. E eles não estão prontos para abrirem mão ainda. Ainda.
E é por isso que esse amor não funciona, ainda.
Ainda.
+++
Louis amava o Japão. As luzes, as cores, a tecnologia, as multidões de pessoas de terno e perucas verdes limão, os carros pequenos e as comidas exóticas. Tudo sobre o Japão era excitante.
Enquanto ele desviava de pessoas apressadas, seus olhos se direcionaram para a mulher magnífica à sua frente, o vestido justo que se alinhava perfeitamente aos saltos e o cabelo na altura do maxilar, preto e liso. Os olhos delineados em preto e os lábios manchados de vermelho escarlate.
Raquelle quem?
Ao se aproximar, viu que a moça estava acompanhada de dois homens de terno. Sorriu e estendeu a mão educadamente.
- Srta. Kidohy, um prazer conhecê-la pessoalmente. - a mulher sorriu e aceitou o gesto de bom grado.
- Sr. Tomlinson, minha empresa agradece sua vinda. Imagino que não deve ter sido fácil atravessar o mundo. - Louis assentiu e sorriu mais uma vez. - Vamos para o meu escritório, temos sérios assuntos a tratar.
•
Se a srta. Kidohy era magnífica, seu escritório era esplêndido. Louis retirou os sapatos antes de entrar, claro, e se sentou formalmente à frente da japonesa.
- Ocorreu um enorme erro. - a voz, antes calma e controlada, mostrava apreensão. - Um de nossos contadores digitou valores errados em uma de nossas faturas e... O governo está nos cobrando. Preciso que avalie os contratos e... Faça o que for preciso, não posso perder minha empresa.
Louis assentiu enquanto pegava os papéis que a mulher estendeu na mesa. Estavam todos em japonês. Obviamente.
- Ãhn, creio que isso levará algum tempo. Tenho negócios a tratar em Londres, mas posso retornar assim que conseguir alguma coisa. - a japonesa assentiu.
•
Mas Louis não iria para Londres, ainda não. O próximo destino foi Dubai, onde uma enorme empresa de tecidos precisava de atenção redobrada, o que levou três dias.
Louis aproveitou que seu vôo só seria de noite e saiu pelas ruas coloridas e religiosas de Dubai, os pensamentos enevoado sua mente. Atravessou algumas ruas e algo capturou sua atenção.
Uma loja de jóias. Se a loja de Harry era grandiosa, essa era a mãe dos diamantes.
O Gold Souk ou Mercado do Ouro de Dubai.
Louis levou alguns minutos na frente das vitrines para processar a enorme quantidade de ouro e diamantes presentes naquele lugar. Não havia espaços livres, tudo coberto por correntes, pulseiras, anéis, todo tipo de joalheria folheada a ouro e em pedras preciosas.
Louis andou lentamente em direção ao enorme prédio, e apanhou um folheto de um homem na porta, ele dizia:
"Considerado o maior mercado do gênero no mundo, o Mercado de Ouro de Dubai conta com aproximadamente 300 lojas (joalherias e ourivesarias) especializadas no comércio de ouro, prata, platina, pedras preciosas e jóias. São tantas lojas e jóias nas vitrines, que estima-se que, só nas vitrines e lojas do Gold Souk de Dubai existam entre 10 e 30 toneladas do metal mais cobiçado do mundo."
Louis não tardou entrar no lugar. Seus olhos não davam conta da imensidão das jóias, cada uma mais linda que a outra. Ele não sabia exatamente por que estava ali, mas não se arrependeu de ter entrado. Andando e desviando de pessoas que falavam árabe e diversas outras línguas, Louis parou em frente à uma loja.
Tudo ali era brilhante e precioso, mas aquilo era gozação. Louis até abriu a boca, era uma esplêndida peça de ouro com detalhes em esmeraldas. Ele não pôde se conter e adentrou a loja.
O vendedor gritava coisas em árabe, mas ao vê-lo entrando, lhe deu atenção total. Sem saber nada em árabe, Louis estendeu o dedo em direção à jóia em questão, e os olhos do comerciante se acenderam.
Se pendurada na vitrine ela era linda, nos dedos pequenos de Louis ela era ainda mais magnífica. Sem saber o por que, Louis sorriu. Aquela jóia despertou coisas em si, e ele não deixaria isso aqui.
Sem saber se o comerciante entenderia, ele disse:
- Vou levar. - inesperadamente, o comerciante sorriu e lhe tomou a jóia, já a embalando e sinalizando o valor em um papel. Louis só estendeu o cartão, sem saber quanto aquilo valia em libras.
Ele levaria aquela jóia para casa.
•
- Estava com saudades, amor. Como foi a viagem? - Fred sorriu enquanto rodeava o pescoço de Louis e beijava-lhe a ponta do nariz.
- Foi ótima, tenho um documento de trinta páginas em japonês para traduzir e analisar, tudo isso antes de ir para a estúpida viagem de casamento do casal vinte.
- Tudo isso depois de compensar essa semana que passou fora. - Louis sorriu e pegou o namorado pelas coxas.
- Então vamos que eu tenho uma reunião daqui a pouco.
•
- Obrigado por vir, Louis, sei que chegou de viagem hoje e deve estar exausto. - Louis assentiu enquanto encarava Harry. - Mas o assunto é importante.
Harry estendeu uma folha pela mesa, Louis não tardou em reconhecê-la como uma ocorrência.
- Isto - Harry apontou seu longo dedo para a folha na mão de Louis. - É um desastre. Aparentemente, nossos fornecedores não puderam mandar a remessa desse semestre, e agora, como posso viajar sem ter matéria prima para produzir minhas jóias?
Louis sorriu.
- Já ouviu falar do Gold Souk em Dubai?
•
- Obrigada mais uma vez, se não tivesse uma alternativa teria que adiar o casamento. - Droga, devia ter deixado ele se fuder, Louis pensou mentalmente.
- Disponha. - saindo ambos pela porta da frente, Louis analisou o tempo frio de Londres e subitamente desejou voltar à Dubai, no clima de 35°.
- Só mais uma coisa, Louis. - o menor virou o rosto para Harry. - Acha que a avó de Anna deixaria ela ir para o Hawaii? - Louis abriu um sorriso enorme.
- Dou meu jeito.
•
Harry estava apreensivo. Sexta feira, o ultimo dia em que ficaria na HSJ e no domingo de noite, estaria em um avião rumo ao Hawaii, para se casar com uma mulher na qual ele pode ou não amar. Harry estava surtando.
Sentado em seu escritório, ele encarava a pilha de documentos à sua frente, pendencias que deveriam ser anuladas antes de sua viajem. Ele pegou a primeira folha, segunda, terceira, quarta, [...] e por fim, a trigésima sexta.
Quase manhã, Harry suspirou e passou a mão no rosto. Ele não sabia por que seu coração estava tão alarmado, como se um desastre estivesse prestes a acontecer uma vez que ele acabara de resolver todos os possíveis problemas que possam acontecer enquanto ele estiver fora. Afinal, deixaria a empresa sob supervisão de seu sócio, tinha entrado em contato com os distribuidores de matéria prima para jóias de Dubai, na qual Louis teve influência direta, tinha as contas e agencias sob controle e... só faltava se casar.
Seu coração palpitou.
Ah, então isto que está o preocupando, acontece que Harry não escuta o coração, não mais. E estava crente de que alguns dias no Hawaii como noivo-a-ser fosse o suficiente para fazer o órgão pulsante em seu peito aceitar a escolha. A escolha mais inteligente.
Ele bufou enquanto mergulhava a cabeça nas mãos mais uma vez naquela noite. Lembrou-se de quando estava no começo da HSJ, quando a princípio só queria mandar uma jóia para alguém especial e estava desesperado por informações para que assim, pudesse mandar a jóia para o destinatário. E assim conheceu Raquelle, a mulher de beleza estonteante que foi atenciosa e prestativa quanto ao serviço incompleto, uma vez que não tinha as informações necessárias. E mantiveram contato, saindo dias seguidos para então, se ligarem emocionalmente.
Seria aquela uma emoção tão forte quanto o amor? Talvez, mas Harry não descreveria assim. Amor para ele é quando você, ao se preocupar com algo, pensa em alguém em especial, alguém que possa te ajudar, alguém que te conforte, alguém que te compreenda e alguém que te aceite do jeito que é.
E Raquelle é tudo isso.
Mas como a emoção vem do coração, e o coração de Harry é tão teimoso quanto o próprio, ele se recusa a sentir este tipo de emoção por Raquelle.
Harry, pela terceira vez, enterrou a cabeça nas mãos. Ele não estava aguentando os pensamentos avoados que surgiam em sua mente. Ele não estava se aguentando.
Se levantou da cadeira e soltou os cinco primeiros botões da camisa, tentando inutilmente, acabar com a sensação de sufocamento no peito. Andou de um lado para o outro na sala e parou de frente para seu armário. Um armário de madeira antiga, talhada à mão, onde guardava as relíquias da sua empresa. Lá, ele guardava o anel de casamento que entregaria para Raquelle. Um anel de ouro, vinte e oito quilates, com dois diamantes em cima, cada um do tamanho de uma uva passa.
Passando o dedo sobre a jóia, Harry sorriu sem dentes e apanhou a caixa aveludada azul escura que estava ao lado do anel, logo o colocando dentro e repousando-os na mesa. De volta ao armário, lá no fundo, estava a mãe das jóias da HSJ. A jóia que começou tudo. A jóia que justifica tudo. A jóia que derruba todas as outras.
A jóia que ele queria mandar para alguém especial.
Ele suspirou e apanhou a peça, o cuidado que as enormes mãos nunca tiveram e a sensação de sufocamento que já estava se tornando rotina.
Ele não podia deixa-la lá.
Pegou uma caixa aveludada azul e colocou a jóia lá dentro.
Apanhou as duas caixas e as chaves, desligou tudo e trancou a sala. A próxima vez que entraria aqui, seria como um homem casado.
+++
- Louis, já terminei tudo que tinha que fazer e... – Harry parou na ponta da escada, os olhos fixos no rapaz que anotava coisas em uma prancheta enquanto analisava cada prateleira de vidro presente na loja. – Ainda está aí? Te disse que um funcionário poderia ter feito isso e lhe passado as relações.
- Não quero arriscar erros, Harry. Meu trabalho, minha responsabilidade. Sou bom porque faço direito. – Harry assentiu enquanto via o menor analisar atenciosamente cada modelo de cada tipo de jóia e anotar em um papel. – Pode ir embora se quiser, eu fecho tudo quando sair.
Harry assentiu enquanto fechava algumas coisas e pegava outras que talvez vá a utilizar durante a viajem como óculos de sol, relógios e coisas do tipo. Vantagens de se ter uma loja de jóias em geral.
- Tudo bem, estou indo. Não fique até mais tarde. – Louis assentiu sem olhar para o cacheado. – E se quiser, pode pegar qualquer jóia das vitrines, considere um bônus do pagamento.
- Você não me pagou ainda. – ambos riram enquanto Louis assentia. – Tudo bem, boa noite Harry.
- Boa noite, Louis.
Saindo da loja, Harry deixou Louis sozinho novamente. Horas se passaram até ele terminar de anotar todos os modelos e tipos de joias presentes, afinal, não podia correr o risco de algo ter sido roubado ou furtado enquanto estavam fora.
Suspirando, Louis começou a arrumar suas coisas para ir embora, mas quando estava fechando as vitrines, avistou um anel magnifico. Um anel de ouro com dois diamantes em cima, uma bela jóia.
- Já que ele ofereceu... – sorrindo, Louis apanhou a jóia e a colocou em uma caixa. Trancou a vitrine novamente e terminou de arrumar suas coisas.
Fechando a loja, Louis seguiu para casa, Fred e ele tinham malas a arrumar.
+++
Fred estava trabalhando muito nos últimos dias, tudo para compensar o tempo que passaria viajando com Harry e a família, então Louis estava sozinho em casa. Sem camisa, sem calça, apenas cueca e o cabelo desgrenhado. Tinha um copo de chá na mão quando seu celular apitou com uma ligação. O número no visor foi tão inesperado quando a palpitação no peito.
- H-harry? – Louis desejou que sua voz não falhasse, mas era inevitável. Um silencio mortal tomava a linha, mas Harry estava lá, Louis ouvia sua respiração. Andando de um lado para o outro na sala, Louis bebericou seu chá, tentando se livrar – inutilmente – do nó na garganta. – Harry, sei que está aí.
- Louis – a voz rouca estava calma, uma elegia total – misto de ternura e tristeza – e então, um suspiro. Harry, deitado ao lado de Raquelle, que dormia, apertou os olhos em uma tentativa de livrar a mente de pensamentos. – Chegou em casa?
- Uh-hum. – Louis mordeu a borda da caneca, nervoso com a ligação em potencial. Suas pernas já reclamavam da caminhada na sala, então sentou-se no sofá. – Por que me ligou? Está tarde e... pensei que já estivesse dormindo. Raquelle...
- Está dormindo. Não... eu... Louis. – Harry parecia confuso e atordoado, Louis respirou fundo. Ouviu uma movimentação do outro lado da linha e presumiu que Harry tinha levantado. – Não consigo dormir há dias e acho que sei por quê.
- Por que, então? – Louis sabia que custara muito para Harry lhe ligar, e, mesmo após tudo, seria bom conversar. Não é como se ele estivesse dormindo bem, afinal.
- Ando pensando, muito.
- Casamento, eu sei...
- Não! – a voz de Harry se exaltou dois tons, e em seguida, abaixou de novo. – Não. Pensando sobre nós, e... descobri por que não damos certo agora e antes, bem, antes éramos felizes juntos.
- Talvez seja porque você gosta de vaginas. – Louis bebericou seu chá, o gosto amargo descendo a garganta enquanto ele levantava do sofá e ia para a sacada. Londres estava tenebrosa, uma noite fria e quase chuvosa, estação de chuvas era a favorita de Louis. Harry bufou do outro lado da linha.
- Antes, fazíamos o que caía na telha, falávamos qualquer besteira e bem, sem restrições. Agora, parece que temos algo a cumprir, uma responsabilidade, um fardo. Quer dizer, eu. Você nunca pareceu se prender a rótulos ou deveres. E...
- Cu doce. – Harry parou subitamente de falar quando Louis o interrompeu. A respiração pesada do cacheado parou por alguns instantes. Louis suspirou enquanto depositava sua xícara vazia na mesa pequena da sacada.
- O quê?
- Cu doce, Harry. Parece que quando mais crescemos, mais gays ficamos. Funcionaríamos se não tivéssemos cu doce. – Louis andou até o quarto, arrastando os pés sobre o carpete gostoso dos corredores. – Mas uma coisa você está certo, antes éramos mais felizes, ou talvez mais idiotas. – Louis pode – por incrível que pareça – ver Harry sorrir do outro lado da linha, uma sensação, um sentimento de que a pessoa sorriu, a certeza. Isso o fez se sentir bem. O silencio pairou sobre a linha. Harry estava sentado – a esse ponto – em sua cadeira, no escritório principal. Um sorriso besta em seu rosto. Ouvia Louis respirar rápido e pesado do outro lado da linha, e tinha certeza de que ele podia ouvir seu coração bater rápido. E em um surto, Harry disse:
- Sabe o momento que mais marcou nosso relacionamento? Pra mim, a primeira coisa que vem na mente quando penso em nós? – Louis soltou uma risada abafada.
- Não Harry, não sei. Por favor, me conte, é meu único desejo. Saber do que se lembra do nosso relacionamento às quatro da manhã, um dia antes do seu casamento, ah, com uma mulher. – Louis ironizou, mas Harry ignorou e riu.
- Lembra de quando foi à minha casa e me mostrou um vídeo pornô do Jake Bass? – Louis se sentou direito. O coração acelerando enquanto a mente trabalhava junto com as palavras de Harry. – E ficou me acariciando?
- Aí você ficou duro. – Louis sorria do outro lado da linha, o pênis pulsando deliciosamente dentro do tecido fino da cueca. – Pediu pra subir porque precisava se masturbar. – Louis riu abafado.
- Depois que você me ofereceu seu corpo. – Harry também riu, baixo, para Raquelle não acordar.
- Você tinha dito que era inexperiente e que tinha recebido só um boquete na vida, e tinha sido horrível. Só tentei ajudar. – ambos riam enquanto, sem se importar, Louis mexia na cabeça de seu pênis por cima da cueca.
- E, quando voltei do quarto, você estava se masturbando no sofá. – a voz de Harry engrossou dois tons. Louis fechou os olhos.
- E você começou a me beijar, eu lembro da sensação, perfeitamente. – Louis mastigou a palavra, sentindo todas aquelas sensações de novo. Enfiou sua mão dentro da cueca, seu pênis estava enrijecido. Apertou a glande delicadamente enquanto mordia os lábios, o celular já no viva voz ao seu lado. – E então, tirou a calça.
- Eu estava tão duro. – a voz de Harry parecia sofrer junto com seu pênis, enrijecido. O cacheado já bombeava lentamente sua extensão, não gemendo alto para não acordar Raquelle. – E você também. Igual agora, não é, Louis?
- Ahn. – Louis mordeu o lábio enquanto gemia abafado e bombeava rapidamente sua extensão. Ele estava muito excitado, e a voz rouca de Harry só piorava a situação. – Você estava totalmente entregue a mim, quando te fiz aquele boquete.
- O melhor bo-boquete da minha vida. – Harry gemeu alto – involuntariamente – e em seguida, rezou para que... qual o nome dela mesmo? Sua mão subia e descia bruscamente, as veias engrossando e em seguida, chegou ao orgasmo, sozinho. Uma tristeza caindo sobre si.
- Ahn... Harry? – gemendo alternadamente, Louis acariciava sua glande inchada e vermelha, ele precisava se aliviar. Harry suspirou alto e pesado. – Gozou, né?
- Sim. – Harry estalou o céu da boca, um tique nervoso. – Louis, escute, eu sinto falta de quando éramos sem pudores, de quando dava em cima de mim constantemente, de quando tentava a todo custo me comer e de quando provava que estava errado só pra tentar me convencer a sair com você, mesmo quando era tudo que eu queria. Eu...
- Ah, Har-rry! – Louis atingiu o orgasmo em seguida, gemendo alto e sem pudores, tremendo em espasmos. Harry bufou do outro lado da linha, o corpo se arrepiando ao som do gemido estridente do menor.
- Agora que já terminou. Continuando. – Louis sorriu de olhos fechados enquanto tentava controlar sua respiração. – Lembra que depois que fez o boquete em mim eu disse que...
- Tinha sido ruim. – Louis sussurrou com o fiasco e voz que lhe restou. Harry suspirou enquanto sentava ereto.
- Eu menti. Só disse isso porque tinha medo de que se soubesse que causava coisas em mim, desistiria de tentar, e eu gostava de ver você tentando me satisfazer a qualquer custo. Egoísta, eu sei.
- Harry, eu gostava de tentar te satisfazer a qualquer custo. E ainda gosto. Lembro-me que trocamos mensagens depois disso, e que disse que teria que ir...
- Alargando meu cu, porque que assim não sofreria tanto. – ambos riram, Louis riu gostosamente. – Sim, me lembro disso também. Éramos tão baixo calão, e eu amava isso. E quando me disse que seu cu era um radar de gays?
- E que quando você passava ele apitava! – ambos riram novamente, e segundos depois, o silencio caiu sobre a ligação. Ambos sorriam, momentos felizes que apenas os dois partilhavam e talvez isso seja a melhor parte. Após alguns minutos de apenas respirações falhas, Louis se pronunciou:
- O bar.
- Han? – Harry soou confuso. Louis sorria, pleno.
- O bar. Quando te convidei para sair comigo e uns amigos. Niall...
- Stan. – Louis assentiu, mesmo sabendo que Harry não podia vê-lo.
- E eles começaram a caçoar de você, meu sangue subiu, mas fui covarde o bastante para deixar eles fazerem o que bem entendessem e... você foi embora. Devia ter ido atrás de você mas... – Louis parou, o coração batendo acelerado. Harry estava de olhos fechados, se lembrava de como se sentiu quando Niall foi falar com ele, e de como ele esperava que fosse Louis. – E quando nos encontramos no escritório, você foi seco, com razão. E... – Louis parou novamente. Após alguns minutos, Harry decidiu se pronunciar.
- Louis? Ainda está aí?
- Nunca me esqueço do que me disse. – Louis sorriu no meio de um suspiro. – "Louis, cale a boca. Quer que eu o perdoe?" e eu disse que queria, porque era tudo que mais queria na vida, "Então faça aquilo que deveria ter feito. E se fizer direito, talvez eu possa te perdoar". Harry, se quer que eu o perdoe, siga seu próprio conselho. – o silencio de instalou novamente, mas isso não incomodou nenhum dos dois, pois ambos pensavam, pensavam e pensavam. Talvez esse seja o problema.
- Me promete. – Harry suspirou. Os olhos fechados enquanto os dedos apertavam o telefone com força. – Me promete que não vai deixar de ser aquele Louis safado e brincalhão que era antes. – Louis mordeu os lábios, o coração apertado no peito.
- Só se me prometer que – suspirou e fechou os olhos. – nunca vai deixar de ser aquele Harry inocente e carinhoso.
- Eu prometo. – ambos suspiraram na escuridão.
+
Rumo ao Hawaii, onde o homem da minha vida vai se casar com uma mulher, uma mulher com vagina, pensou Louis, não tem como ficar pior.
- Louise, querida!
até o próximo
amo ocês
deem uma olhada em OUAP se quiser
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top