0.3
oioi
queria agradecer todo o apoio no capítulo anterior, espero que aproveitem esse :)
boa leitura
Londres mostrava o céu cinza e tristonho para Louis, que parecia mais perdido que nunca. O terno estava impecável, como sempre, e os cabelos jogados para trás sensualmente. Batucando os dedinhos na mesa, mordia o lábio inferior, claramente nervoso. Harry, ao seu lado, se mostrava irritadiço com o tique do menor.
- Quer fazer o favor de aquietar-se. - murmurando de dentes cerrados, Harry passou os dedos pelos cabelos longos, em um ato nervoso.
- Perdoe-me, Milorde. - ironizando, Louis bufou enquanto cruzava as pernas, impaciente igual uma criança. Uma criança de trinta e quatro anos. - O gerente está demorando.
- Acalme-se, deve estar trânsito. E o seguro é importante, já pensou se o gerente chega aborrecido e decide não me pagar o reembolso das jóias roubadas?! - erguendo as sobrancelhas em preocupação, Harry fez Louis revirar os olhos.
- Se o gerente demorar mais dez minutos, ele que vai precisar do seguro. - Harry se permitiu rir ao ver a cara de emburrado do menor.
- Você se amargurou com o passar dos anos. - Harry comentou com a plena inocência, mas Louis enfureceu o olhar.
- A vida amargura os idiotas. - aleatoriamente provocando, Louis virou o olhar para Harry, como quem não quer nada. O maior apenas manteu o olhar.
- Por que está se chamando de idiota?
- Porque devo ser um. - revirando os olhos, Louis fez Harry bufar. Antes que a briga piorasse, o gerente chegou abaforado e ofegante, alguns pingos de chuva nos ombros e testa, denunciando a chuva que começara a cair junto aos trovões e raios.
- Perdoe-me pelo atraso, a chuva está brava lá fora. - vendo que nenhum dos dois ia responder, o gerente sentou em sua mesa, abrindo o notebook e pegando papéis. - Bom, imagino que estejam aqui referente ao seguro da loja roubada.
Louis abriu um sorriso sem dentes, assentindo, e pegando papéis, estendeu um documento para o gerente.
- De acordo com o vosso contrato, a cláusula 25 da página 12 diz claramente que a asseguradora presta serviços para garantir tanto a empresa como suas mercadorias, logo, deverá pagar o valor referente ao roubo. - sorrindo novamente, Louis impressionou Harry, já que o maior nunca havia visto o contador em ação, em uma reunião de negócios propriamente contábil e burocrática.
O gerente passou a língua nos lábios, suspirando.
- Sr. Tomlinson, está me cobrando algo imensurável. Teríamos que cobrir quase meio milhão de libras, isso é muito mais que recebemos pelos serviços.
- Sr. Küel, estou tentando ser gentil. Escute, meu cliente tem um contrato com a vossa empresa que especificou claramente, não uma, mas várias vezes que sua asseguradora estaria de prontidão para cobrir qualquer prejuízo que vá a acontecer, independente de seu valor aceder sua comissão. - sorrindo, Louis suspirou. - E caso me diga, novamente, que não irá pagar o prejuízo, terei que entrar com uma ação judicial contra sua empresa.
Harry encarou o gerente a sua frente, as mãos apertadas não por nervosismo, mas porque Louis as atou, belamente deve acrescentar. O modo calmo e provocante de falar, o olhar irônico e o sotaque sensual tornava tudo uma grande provocação, o que só irritava o homem à frente.
- Bem, entendo o seu ponto. - o gerente passou a mão pela barba, nervoso. - Mas, sr. Tomlinson, meio milhão de libras é o triplo do valor que recebemos pelo serviço, ou aumentam o valor destinado a minha empresa ou não prestaremos serviço algum. - Louis travou o maxilar, Harry reprimiu um sorriso ao seu lado. O pequeno estava ficando aborrecido.
- Você está sendo insistente, mas minha paciência é resistente. Vejamos, o valor adicional pelos serviços, na qual o senhor clama, não está previsto no contrato. Mas sabe o que está previsto no contrato, Sr. Küel? - Louis abriu um sorriso malvado. - Está previsto que, qualquer adição de valor será negada devido ao mínimo salarial. Meu cliente já paga o excedente ao senhor, nos recusamos em pagar uma libra a mais.
- Sr. Tomlinson, é só um contrato, podemos...
- Não é só um contrato, Sr. Küel. Veja como fala. Se não importasse, nem teríamos vindo aqui hoje. E aqui vai a última tentativa, caso recuse, entraremos com um processo judicial contra o senhor e sua empresa, por negligência de serviços e propaganda enganosa, fora as brechas que com certeza irei mencionar ao juiz.
O gerente mordeu o lábio inferior, suspirando em seguida. Louis sabia que ele ia ceder, mas Harry estava apreensivo.
- Tudo bem, pagaremos apenas as jóias roubadas, a condição da loja estará por vossa conta.
- Vá com calma, sr. Küel, se eu disser que meu cliente quer que cubra a condição da loja, você terá que cobrir a condição da loja. Ele que manda aqui. – Louis sorriu perverso e provocativo, virando o corpo para Harry, que o encarava meio confuso. – Sr. Styles, quer que o sr. Küel e sua empresa cubram as condições da loja?
Harry sorriu ao ver a malícia nos olhos de Louis, e então virou-se para o gerente, apreensivo demais para intrometer a conversa silenciosa do cliente e contador.
- Sim, sr. Tomlinson, adoraria que o sr. Küel e sua empresa cubram as condições da minha loja.
+
- Fazemos uma boa dupla, sr. Tomlinson. – Harry sorria contente, fazendo Louis se sentir bem por realizar seu trabalho.
- Foi muito bem, sr. Styles. – Louis apenas balançou a cabeça positivamente enquanto andavam lado a lado pelos corredores até a saída do prédio da asseguradora, Louis apressando o passo para alcançar Harry, que com dois passos já ultrapassava o menor.
- Achei que ele não fosse aceitar o acordo. – aleatoriamente, Harry adicionou assunto àquela conversa desconfortável. – Mas o sr. realmente sabe como lidar com esse tipo de pessoa.
- Creio que tenha sido um elogio, então obrigada. – Harry sorriu instintivamente, e ao chegar á porta do prédio, pôde ver grossas gotas de água caindo penosamente na rua, pessoas pra lá e pra cá com guarda-chuvas enormes e o barulho estrondoso de trovão após trovão. – Está mesmo caindo o mundo lá fora.
- Louis. – seguindo um instinto, Harry subitamente chamou o menor, que direcionou o olhar azul minuciosamente para o cacheado, confuso. – Podemos conversar?
- Estamos conversando, sr. Styles. – Louis disse com a voz profunda, a garganta fechando e o coração acelerado. Harry puxou o lábio sedutoramente para dentro da boca, nervoso, e em seguida suspirou.
- Em outro lugar. Que tal irmos para uma cafeteria? – Louis encarou os olhos verdes a sua frente e por um segundo pensou ter visto o mesmo Harry de dez anos atrás, aquele que fazia besteiras e pagava micos imperdoáveis mas que continuava sendo o mesmo Harry de sempre, e que agora, se tornou em um homem singelo e sádico, político e noivo de uma mulher.
- Tudo bem para mim. – Harry assentiu enquanto estendia o braço para a porta, indicando que Louis iria na frente. O porteiro abriu a porta onde um outro homem esperava do lado de fora com um guarda-chuva preto enorme, apenas um guarda-chuva.
Louis saiu e entrou debaixo do guarda-chuva, logo seguido por Harry, que ficou colado á seu corpo devido ao espaço limitado. Entrando rapidamente no carro, Louis sentou-se em silêncio. A mente gritando.
+
A chuva não dava trégua, o ambiente estava frio, mesmo com aquecedor ligado e as portas fechadas, o que deixava a ponta do nariz de Louis vermelha e as bochechas rosadas, assim como o lábio.
Harry estava acostumado, amante do frio, logo, seu longo casaco marrom pesava em seus ombros, o cachecol vinho se destacava na roupa, atenuando seus olhos verdes.
Ambos em silencio, cafés expressos na mão, mas o assunto simplesmente não fluía, o que fez com que Louis soltasse, calma e sucintamente o que estava entalado em sua garganta desde que reencontrou com Harry.
- Não acredito que está noivo de uma mulher. – a voz baixa e carregada de sotaque fez Harry sorrir de ladino.
- Algo que me diz que está com ciúmes. – a voz de Harry denunciava graça mas Louis pareceu não notar.
- Não estou com ciúmes, estou me sentindo traído. – Harry riu gostosamente, covinhas aparecendo em suas bochechas, que antes eram gordinhas e fofas mas que agora estavam mais marcadas, seguindo de seu queixo bem mais másculo. – Se estivesse noivo de um homem, talvez eu me sentiria menos traído. Harry, você me dizia que era gay! E agora quer que eu engula que está noivo de uma mulher?
Harry passou a língua pelos lábios, lubrificando-os lentamente, as enormes mãos se embolavam enquanto Louis suspirava a sua frente, verde no azul e azul no verde, uma conexão intensa de olhares.
- Louis, sei que posso parecer... Sei que não tem nexo o que eu fiz, acontece que... – Harry passou os dedos pelos longos fios de cabelo, claramente nervoso, e em seguida bufou. – Eu menti. – Louis arregalou os olhos azuis, e em seguida suspirou, se contendo e apenas abaixando o olhar para seus dedinhos, como sempre. – Achei que era gay, me sentia feliz com você, me sentia completo, sim. Mas quando nos separamos, eu encontrei... – Harry suspirou enquanto encarava seu anel de noivado, que passava despercebido dentre tantos outros anéis, mas que ao ser localizado, era difícil de esquecer. Um anel dourado coberto por pedras preciosas, Louis não entendia de diamantes, mas aquele com certeza era um Swarovski, com no mínimo, quinze quilates. – Encontrei Raquelle. E me senti do mesmo jeito que me sentia com você, mas com uma diferença, Raquelle não tinha mentido para mim, muito menos quebrado minha confiança.
Louis apenas fechou os olhos com força, os dedinhos se fechando contra o copo quente de café e o levando lentamente para seus lábios gélidos devido ao frio. A garganta fechando rapidamente.
- Entendo. – Louis encarou Harry, intensamente, e viu que o rapaz talvez dissesse a verdade. O copo de café ainda encostado na boca, Louis murmurou. – Como está Gemma?
Harry franziu o cenho, confuso pela pergunta aleatória, mas ao limpar a garganta, respondeu ao menor, que tinha os olhos baixos.
- Está bem, namorando. – Louis sorriu levemente ao ver a voz de desespero de Harry ao dizer que a irmã caçula estava namorando. – E as suas irmãs? – Louis sorriu verdadeiramente.
- Lottie está me orgulhando cada dia mais, Fizzy é minha eterna princesa, um amor de pessoa, Doris e Ernie estão enormes, doze anos, quem diria. – Louis brincava com seu café enquanto dizia, Harry nem prestava atenção nas palavras do menor, apenas observava a expressão de felicidade que ele exibia. – Enfim, só tenho que me orgulhar.
Harry sorriu e quando ia responder, um trovão cortou o céu de Londres, assustando ambos. Louis rapidamente pegou o celular e discou o numero de seu namorado.
- Amor?! – a voz carregada de sotaque parecia preocupada. – Oh, que bom. Fiquei preocupado, está chovendo muito aqui. – mordendo o lábio, Louis ouvia algo do outro lado da linha. Harry ouviu, finalmente, a voz de um homem, e algo quebrou-se em seu peito. – Claro, ainda estou trabalhando mas assim que sair daqui eu te aviso. – Louis bebericou seu café, as mãozinhas brancas devido ao frio. – Tudo bem, até. Também te amo.
Harry encarou seus anéis, o olhar embaçando e o coração, se é que ainda tinha um, batia acelerado. Forçou um longo gole de café garganta abaixo, as palavras presas em sua língua e lagrimas ameaçando sair. Louis desligou o telefone e o encarou.
- Desculpe por isso, mas precis...
- Não sabia que estava namorando. – a voz de Harry era profunda, os olhares não se encontraram mas Louis sabia que o verde estava apagado, e se sentiu mal.
- Pelo menos estou namorando um homem. – a voz fina de Louis falhou, os olhos azuis presos no céu lá fora, presenciando o diluvio terrível. – Mas entendo seu ponto, acredite, não estou jogando na sua cara. – rindo de leve, Louis tombou a cabeça para o lado. – Mentira, é logico que estou jogando na sua cara. Mas só porque sou infantil, sabe que compreendo sua situação.
Harry encarou, finalmente, as orbes azuis, o sorrisinho ladino presente no rosto de Louis, e então Harry sorriu, lembrando-se de como o garoto era irônico e palhaço, divertido.
- Que bom que compreende minha situação. – a voz de Harry era genuína, mas o olhar ainda estava triste. – Escuta, Louis, iremos fazer uma pequena festa este final de semana, minha casa, bem reservada e, seria um prazer receber você e seu namorado. Raquelle e eu adoraríamos.
Louis limpou a garganta, a mente trabalhando a mil, cogitando varias respostas, mas só o fato de estar na casa de Harry, após tantos anos, já o animava, e claro, estava ansioso para conhecer a tal Raquelle, e então, sorriu.
- Será um prazer.
+
- Se isso é o que ele chama de pequena festa, espero que ele nos convide pra grande festa. – Fred disse sorridente ao adentrar a mansão Styles com o braço entrelaçado no de Louis.
Louis nem prestou atenção no que o namorado dizia, apenas continuou andando dentre as pessoas alegres e de olhos verdes, provavelmente família de Harry, e quando pensou que não deveria ter vindo, uma mulher loira acompanhada de uma mulher morena e uma senhora de idade pararam a sua frente.
- Espero que se lembre de mim, Louis. – a mulher morena disse. – Sou Anne, mãe de Harry, se lembra? Aquela que presenciou a adorável cena do meu filho tendo um orgasmo para uma tela de computador, pela segunda vez. Por sua causa.
Louis abriu a boca, procurando palavras para dizer, seu namorado o encarou segurando o riso, os olhos azuis arregalados, e quando achou que não podia piorar, a loira decidiu seu pronunciar, esta Louis reconhecia.
- Tudo bem, querido? Espero que não tenha se esquecido de mim pois eu nunca me esqueci de você. Claro, o fato de você ter transformado meu irmão caçula em um gay viciado em penetração anal ter ajudado.
E a merda ficou feia a partir dai. A senhora de idade se pronunciou, e Louis percebeu que aquela era a avó de Harry, que talvez tenha no mínimo uns bons graus de miopia.
- Oh, você deve ser Louise, a tal garota que saia com meu neto! É um prazer finalmente conhecer você, querida!
espero que tenham gostado!
até o próximo!
amo ocês
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