3 - Ruim mesmo é rir em momentos não engraçados
Jane buscou sua fiel "amiga de chifres" em seu apartamento, e as duas partiram para uma noite que talvez fosse capaz de acalmar Eloise para enfrentar o Natal na casa da família.
Eloise não costumava sair muito de casa. A jovem vivia no escritório, pois, para ela, aquela era uma válvula de escape para os obstáculos que enfrentou na vida. Por outro lado, Jane conhecia todas as boates, pois saía com frequência, principalmente depois do seu quase casamento.
No caminho, as amigas foram conversando amenidades. Minutos depois, elas chegaram a uma boate na qual Eloise nunca esteve. Na verdade, ela nem esperava que fossem a uma boate, mas deveria ter previsto que cairia na noitada quando entrou no carro e viu Jane com uma maquiagem cheia de glitter e roupa chamativa.
Ao contrário da amiga, Eloise optou por um look mais simples: calça, blusa preta de mangas longas, o cabelo curto solto e ondulado, exatamente como ela queria. Diante da arrumação de Jane, Eloise até se arrependeu de não ter se arrumado mais.
Ao adentrarem à boate, Jane logo avistou suas amigas sentadas à uma mesa perto de um pequeno palco. Eloise seguiu Jane, com a certeza de que foi uma má ideia aceitar aquele convite, pois não se identificava com nenhuma das amigas da sua amiga/chefe, mesmo nunca tendo trocado palavras inteiras com elas.
— Amiga, você veio! — a mulher de cabelos ruivos gritou, referindo-se a Jane, em seguida correu para abraçá-la.
— Claro que vim. Eu não perderia esta noite por nada — Jane respondeu à mulher, afastando-se um pouco e sorrindo. — Ah, e eu trouxe uma amiga.
Eloise até conseguiu oferecer um sorriso, mas as três mulheres que estavam em sua frente a olharam com desdém.
— Ah, é a garota a quem Jane deu um emprego. Aquela que estragou o casamento dela — a mulher dos olhos escuros falou sem pensar, fazendo Eloise se sentir desconfortável.
A advogada pensou em responder à altura, porém não quis gastar o último pingo de sua sanidade com uma briguinha boba.
— Jane, obrigada pelo convite, mas é melhor eu ir embora — Eloise sussurrou para a amiga, dando passos curtos para trás.
Jane olhou para a ruiva, sem entender muito bem o comportamento da amiga. Depois que as coisas ficaram claras para Eloise e Jane, esta nunca proferiu uma só palavra negativa sobre aquela. Não fazia nenhum sentido o comentário que a ruiva fez sobre Eloise.
— Vocês se esqueceram que o babaca foi ele? — Jane perguntou confusa, e elas se lembraram.
— Estamos bêbadas, releve, amiga — a ruiva se desculpou. Mas a quem elas querem enganar?, Jane se perguntou.
Depois daquele momento desconfortável, as cinco se sentaram à mesa, e Jane pediu uma rodada de bebidas. Eloise nunca foi de afogar suas mágoas com bebida alcoólica, na verdade, ela não era muito fã de beber, por esse motivo, pediu apenas um refrigerante. As garotas debocharam, mas ela não cedeu às provocações, pois já estava acostumada a lidar com ass pessoas fazendo chacota de suas escolhas.
Uma hora depois, Eloise já estava mais relaxada, dançando descontroladamente na pista, sem se lembrar de nada sobre o dia estressante que tivera. As amigas de Jane ficaram até chocadas com o quanto a morena era animada, mesmo não tendo o efeito de álcool em suas veias.
— Vocês estão preparados para a hora do show? — uma voz masculina gritou ao microfone no palco, fazendo todos os presentes gritarem, menos Eloise. — Então, preparem-se, pois daqui a alguns minutos o show vai começar.
Todos gritaram e voltaram a dançar com mais empolgação. Obviamente, Eloise não entendeu o motivo das pessoas estarem tão animadas para um simples show em uma boate. Ela até pensou que poderia ser alguma banda um pouco mais famosa, mas o local não aparentava ter aparato suficiente para receber um artista renomado. As pessoas continuaram eufóricas, e Eloise pensou que, de repente, o show poderia ser de um cover de algum artista bem conhecido pelo público.
Jane e suas amigas foram para a mesa, e Eloise, totalmente perdida, apenas as seguiu. Elas se sentaram, e a jovem achou que seria uma boa oportunidade para se informar melhor sobre o que iria rolar na boate.
— Que show é esse? — perguntou Eloise a nenhuma das meninas em particular.
— Aguarde — a ruiva respondeu.
— Jane? — Eloise perguntou à amiga, sentindo-se um pouco receosa com todo aquele mistério.
— Relaxe, amiga. Você vai gostar! — Jane exclamou sorrindo, e suas amigas a acompanharam nas risadas. — Não fique com essa carinha — ela disse, percebendo o olhar caído da amiga.
Eloise cruzou os braços com o semblante triste — ou desanimado —, e assim permaneceu até Jane puxar assunto novamente.
— O que você acha de me dizer por que está com essa carinha de cachorro abandonado? Se você desabafar, eu poderei dizer palavras bonitas para você e, claro, seguir com o plano — Jane disse, fazendo a amiga rir.
— Tá legal. Eu não consigo parar de pensar sobre o Natal. Está feliz agora?
— Obrigada — Jane falou, simulando um agradecimento cheio de pompa. — Olha, amiga, você não tem que se preocupar com o que sua família diz, porque sua vida não é sobre eles, e sim sobre você. Então, preocupe-se apenas com o que você pensa de si mesma.
— Obrigada pelo conselho, bêbada Jane.
— De nada. Eu aprendi na terapia que, por sinal, você também deveria estar fazendo — Jane falou, e Eloise riu, em seguida bufou.
Enquanto as duas riam, as luzes da boate começaram a piscar rapidamente, com vários tons coloridos. Em seguida, uma batida de música que Eloise nunca ouviu preencheu o ambiente. Jane foi puxada por suas amigas e puxou Eloise para o meio da multidão que se formara em frente ao palco. As mulheres, principalmente, estavam histéricas.
— O que raios está acontecendo? — gritou Eloise próximo ao ouvido de Jane, mas sua amiga nem escutou o que ela disse.
— Com vocês, nossos gogo boys! — anunciou a voz masculina.
No mesmo instante, todos foram à loucura e intensificaram os gritos. No meio daquela multidão eufórica, Eloise ficou boquiaberta com o que acabou de escutar e, mais ainda, ao ver os três rapazes de terno que adentraram no palco. As mãos de Eloise foram direto à sua face, como se ela quisesse esconder o misto de incredulidade e animação que tomou conta dela.
A jovem não acreditou no que estava vendo, principalmente porque não era uma visão medonha, e sim admirável. Um dos caras tinha a pele morena, como a dela, e olhos claros; o outro tinha olhos castanhos, e o terceiro era branco, com traços asiáticos e olhos pretos.
Mesmo achando um absurdo o ambiente em que estava, Eloise se agradou ao ver os três gogo boys tirarem a roupa. Aos poucos, sua face confusa deu lugar a um sorriso e, quando menos percebeu, a jovem já estava rindo muito com o show. Ela nunca havia se imaginado naquela situação.
No instante em que os rapazes ficaram só de sunga, Eloise não conseguiu se segurar e deu várias gargalhadas, tapando a boca com as mãos. Quando não teve mais forças para controlar a crise de risos — talvez um riso de nervoso —, a moça se retirou da pista de dança a fim de rir o suficiente ou conseguir parar de rir. Enquanto isso, Jane estava indo ao delírio com aqueles três abdomens definidos em sua frente.
Assim que o show acabou, as luzes se apagaram, a música se esvaiu e a multidão pediu bis, mas não foi atendida. Depois de alguns segundos, a música voltou a tocar, mas em um ritmo mais comum — daquelas mais tocadas em boates —, e Jane e suas amigas voltaram a dançar loucamente.
Enquanto as outras se divertiam, Eloise ficou sentada à mesa, completamente sã e bem longe. Sua mente não estava mais ali, pois ao mesmo tempo que observava as pessoas, ela se lembrava do Natal, o maldito Natal do qual ela não queria se lembrar. As coisas estavam indo bem, até que ela viu uma pessoa passar, segurando um telefone celular com a capinha estampada de Papai Noel.
"Maldito Papai Noel!", pensou Eloise. "Quem, em sã consciência, anda com um Papai Noel na capa do celular?", ela se perguntou indignada. Eloise estava olhando para as pessoas naquela boate e pensando em sua vida.
Há alguns metros dali, um dos gogo boys que havia dançado estava trocando de roupa e lembrando da morena bonita que assistiu ao show às gargalhadas. Ele e seus amigos não tinham entendido nada. Depois de se trocar e pegar sua mochila, o rapaz saiu por uma porta que fica longe do palco e perto de algumas mesas. No momento em que adentrou aquela área da boate, ele a viu. Eloise estava sentada, com um semblante entediado, olhando as pessoas que se divertiam na pista de dança ou pediam alguns drinks no bar.
Por algum motivo, o rapaz sentiu que deveria falar com ela. Talvez ele só quisesse entender o porquê de ela ter ido àquele ambiente para ver ele e seus amigos fazendo o que faziam, mas em vez de aproveitar o show como todas as outras pessoas, estava rindo.
— Olá, garota risonha — ele cumprimentou Eloise, e ela quase pulou da cadeira, tamanho o susto que levou. A jovem estava mesmo bem distraída.
Como se não bastasse que seus pensamentos estivessem naquele Natal do qual ela tentava se livrar, ela não esperava que alguém chegaria tão de repente para cumprimentá-la e, principalmente, chamá-la daquele modo.
— Risonha? Eu... Eu te conheço? — ela perguntou confusa.
— Depende. Quer dizer, conhecer mesmo, não. Você veio ver o meu show e riu dele, eu só queria entender o porquê — ele disse, apoiando-se na mesa de forma sensual e, ao mesmo tempo, brincalhona.
Eloise demorou apenas um segundo para entender o que ele quis dizer e, logo em seguida, soltou uma risada ao se lembrar do show que acabara de assistir.
De onde eles estavam, não dava para escutar muito o som, então eles conversaram normalmente, e Eloise conseguiu perceber, nitidamente, a voz rouca e grave do homem.. Pensando bem, ele até que é gatinho, pensou Eloise.
Diante de mais uma risada daquela, o rapaz não soube ao certo como reagir. Ele só conseguiu pensar que seu trabalho estava ficando cada vez mais difícil, mesmo achando bem fácil agradar a todos, principalmente quando tirava a roupa.
— Desculpe-me, não consegui evitar... — ela murmurou, respirando fundo e parando de rir.
O rapaz sorriu torto, de um jeito provocativo, pois era o que tinha a oferecer naquele momento. Ele não queria olhá-la de uma forma estranha, caso contrário a moça não teria a experiência completa.
— Prazer, eu me chamo Brandon. — Ele estendeu a mão para ela.
— Eloise — ela falou e retribuiu o cumprimento, e os dois se encararam por um tempo longo demais.
— Agora, será que você pode me dizer por que estava rindo de mim e dos meus amigos? — Brandon perguntou, tomando a liberdade de se sentar à mesa ao lado de Eloise.
A jovem quase não conseguiu prestar atenção no que ele falou, porque só conseguia notar o cara com um maxilar perfeito e definido que estava à sua frente; ele tinha o cabelo liso e seu sorriso era extremamente branco e sedutor. Eloise poderia apostar que ele era coreano ou, ao menos, tivesse essa descendência.
Enquanto Eloise viajava na bela imagem daquele rapaz, ele também demonstrou arrebatamento pelo sorriso encantador da garota, afinal ela só fez mostrá-lo desde que viu Brandon no palco. A bem da verdade, ela já tinha visto o suficiente dele.
— Hum, o que você perguntou? Desculpe-me, eu estava distraída — ela disse. Distraída olhando para você, ela pensou.
— Por que você riu tanto do nosso show?
— Ah! Eu não vim para ver você, se é isso que quer saber — Eloise respondeu sincera.
— Você está chapada? Todas essas pessoas vieram até aqui para ver os gogo boys — Brandon afirmou, apontando para alguns grupos de pessoas que dançavam e conversavam na boate.
Algo na maneira como o rapaz falou fez Eloise rir novamente. Aliás, ela nunca riu tanto em uma noite quanto naquela.
— Eu sou uma piada para você? — Brandon perguntou com um semblante sério, mas ao mesmo tempo com ar de curiosidade.
— De forma alguma. Não é nada com você. É que você perguntou se eu estava chapada, mas eu nem sequer bebo — Ela se explicou entre risos, fazendo a confusão de Brandon aumentar.
— Então, o que você faz aqui?
— Ah, corta essa. Uma pessoa que não bebe também pode se divertir — Eloise disse, olhando para seu copo de refrigerante quase vazio. — Enfim, eu sinceramente não vim por sua causa ou dos outros caras. Eu vim porque uma amiga achou que seria bom sair e esquecer dos problemas. Acho que funcionou para ela. — Eloise apontou na direção de Jane, que se acabava de dançar na pista. — Mas... Cá estou eu, lembrando-me dos meus problemas agora.
— Entendi. Então, você veio para rir do meu trabalho?
— Não! Eu nem esperava me deparar com esse show, por isso eu ri — Eloise afirmou, sincera e um pouco constrangida.
— Você é, no mínimo, estranha — Brandon disse, mas não de forma ofensiva. Os dois riram. — Você não bebe, mas está aqui, na boate onde todos estão quase indo parar no hospital. Sua amiga, com certeza, queria te animar de um jeito bem alto. O que aconteceu para você topar vir?
Eloise pensou rapidamente se deveria contar sobre sua terrível jornada de casamentos, porém lembrou-se de que estava em uma boate e que não havia perigo em desabafar com um desconhecido que ela nunca mais encontraria. A jovem sabia que nunca mais voltaria àquela boate.
— É uma história longa, está mesmo a fim de ouvir? — Eloise perguntou, por fim.
— Adoro histórias — ele respondeu e fitou-a de maneira instigante, como se para incentivá-la a falar.
Eloise deu o pontapé inicial na história da sua trajetória amorosa e, pela primeira vez, conseguiu rir do assunto. Talvez fosse pelo fato de Brandon trazer certo humor, embora ela não acreditasse nessa possibilidade, pois tinha acabado de conhecê-lo. Ora, uma conexão assim só acontece em filmes, ela pensou.
Enquanto ouvia a história de vida de Eloise, Brandon sentiu uma certa indignação por uma moça tão jovem já ter passado por três divórcios. Esses caras são loucos?, ele se perguntou. Ao mesmo tempo em que a história da jovem o indignou, ela o fascinou, e ele se flagrou pensando em seus próprios problemas, fazendo-o, às vezes, perder-se na narrativa de Eloise e deixar de escutar algumas partes.
— ... e foi assim que eu vim parar aqui — Eloise concluiu, bebendo o último resquício de refrigerante que havia em seu copo.
— Que loucura, principalmente a parte da Jade.
— É Jane — ela o corrigiu. — E, sim, é uma loucura.
— Boa sorte com esse lance do Natal — Brandon disse. — E, Eloise, não deixe eles ofuscarem a sua alegria. Você tem um sorriso encantador, mesmo quando está rindo de gogo boys. — Os dois riram.
— Obrigada — ela agradeceu, encarando Brandon, e ele ofereceu um sorriso torto em resposta.
No momento em que os dois apenas se olhavam, uma música lenta — da qual Eloise não se recordava o nome — começou a tocar. Por algum motivo, a jovem se lembrou de momentos vividos ao lado de Tyler, mas como se o destino quisesse emitir um alerta, Jane surgiu em seu campo de visão, mesmo que um pouco distante, e Eloise se lembrou também do dia em que descobriu as mentiras do seu ex.
Talvez minha família esteja certa sobre meu azar no amor, Eloise pensou, mas imediatamente tentou afastar aquele pensamento. Ela não deveria aceitar aquele tipo de premissa sobre sua vida, no entanto aquelas lembranças fizeram-na chorar. Eloise parecia estar desfrutando sua tristeza no auge de uma embriaguez, mesmo que não tivesse ingerido uma gota de álcool. Na verdade, ela estava embriagada pela tristeza há muito tempo.
Brandon observou a moça à sua frente, de repente, derramar-se em cima do copo de refrigerante já vazio, enchendo-o com lágrimas. Eloise não superou sua última separação.
— Está tudo bem? — Brandon perguntou por educação.
— Eu me odeio, sabe?! — Eloise disse com voz de choro. — Poxa! Já faz um ano, e eu ainda fico assim, com resquícios de um amor mal curado.
Brandon tentou consolá-la, dando leves tapinhas em suas costas. Ele ficou um pouco acanhado e desconfortável, devido ao fato de ter acabado de conhecê-la e já vê-la naquele estado emocional, mas em momento algum pensou em deixá-la para lá.
Eloise perdeu o resto de sanidade que tinha, afinal o amor sempre deixava marcas negativamente profundas quando era sentido por uma única pessoa. A jovem desabafou o restante da sua dor, sem pensar no que significaria se expôr para o seu interlocutor.
— Eu só não quero passar pela humilhação de estar errada — ela disse entre soluços. — Não quero ter de virar para minha família e dizer que, realmente, sou uma merda no amor. Eu pagaria o quanto fosse preciso para não precisar passar por essa situação. Eu até pagaria a alguém para me ajudar a passar por isso.
As últimas palavras de Eloise despertaram algo em Brandon. Nesse momento, toda sua vida passou em sua mente como um filme. "Talvez esta seja minha grande chance", o rapaz pensou, enquanto via Eloise aos prantos e dava mais tapinhas leves em suas costas.
Brandon relutou à vontade de perguntar se o que Eloise disse era realmente sério, mas não conseguiu esconder em sua feição o quanto aquela possibilidade era completamente tentadora.
— O que você disse é sério? Pagaria mesmo a alguém para ajudá-la? — Brandon perguntou com os olhos arregalados e pensou que, se fosse verdade, poderia ser uma grande oportunidade de acabar com todos os seus problemas.
— Por que? Você estaria interessado? — Eloise perguntou secando as lágrimas e pensando, seriamente, que não seria uma má ideia. Brandon poderia ajudá-la a acabar com seu problema.
— Se o preço que pagar for bom, por que não? — ele disse.
Ambos ficaram meio desconfiados se aquela conversa era realmente séria, mas prosseguiram com o assunto mesmo assim.
— Você tem uma caneta e papel? — Eloise perguntou, e Brandon, sem respondê-la, pegou sua bolsa.
O rapaz retirou de lá uma caneta sem tampa, com o fundo um pouco mordido, e entregou a Eloise. Sem encontrar papel, ele se levantou e foi até o bar, onde pegou um guardanapo. Ao retornar, Brandon entregou o papel à jovem, e ela ficou pensando em uma quantia, enquanto batia, freneticamente, o fundo da caneta no tampo da mesa.
Eloise não era rica, mas depois que entrou para a empresa da família de Jane, começou a ganhar muito bem. Como se tivesse tido uma luz de ideia, Eloise escreve no guardanapo: um número razoavelmente grande, um endereço e um horário. Ela esticou o braço por cima da mesa e mostrou o papel a Brandon que, assim que viu as anotações, ficou assustado, mas de felicidade.
— Você está brincando comigo? — Brandon perguntou, olhando do guardanapo para Eloise repetidas vezes.
— É só o que eu posso pagar, então... — Eloise disse, simulando fazer pouco caso daquela situação, mas no fundo estava desejosa que ele aceitasse a proposta. — Se você estiver disposto, encontre-me neste endereço, no horário marcado, para conversarmos seriamente sobre isso.
— Como eu terei certeza de que isso é verdade? Você pode, simplesmente, estar tirando um sarro da minha cara.
— Eu não estou bêbada para fazer brincadeiras — ela respondeu com firmeza, convencendo Brandon de que toda aquela loucura realmente ocorreu.
— Sendo assim, amanhã eu estarei lá, garota risonha.
Eloise riu baixo da forma como ele falou. Ela queria dizer para ele parar de chamá-la assim, mas até que gostou do novo apelido.
— Aguardarei-o lá.
Brandon sorriu para o guardanapo e saiu, olhando para aquele pedaço de papel como se fosse uma tábua de salvação. Enquanto isso, Eloise observou-o se afastar, com a sensação de que valeria apostar suas fichas nessa ideia.
Poucos minutos depois, Jane se aproximou de Eloise. Ela tinha visto que a amiga estava conversando com o cara bonitão, então preferiu esperar que Eloise ficasse sozinha para voltar à mesa. Jane deixou seu corpo cair sobre a cadeira ao lado da amiga, tomou um gole da sua bebida e bateu o copo na mesa eufórica.
— Quem era ele? — Jane pergunta maliciosa.
— Meu marido — Eloise respondeu, sem pensar duas vezes.
— Como? — Jane ergueu as sobrancelhas, em seguida cheirou o copo da amiga, para ver se ela tinha se embebedado em sua ausência.
— Eu continuo sóbria, tá? Relaxa, amiga, será só por um Natal! Amanhã, eu te conto tudo, porque agora nós vamos dançar! — Eloise exclamou, puxando a amiga para a pista de dança.
É agora que bixo começa a ficar cabuloso vixe, vem aí galera, vem aí com tudo
Papai Noel do céu kskksks
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