Roteiro
Para este primeiro capítulo vou usar um exemplo para ficar mais fácil de entender. Imagine dois escritores: escritor 1 e escritor 2. Eles estão de frente um para o outro e ambos, um de cada vez, fala de uma forma resumida do que se trata seu livro.
Escritor 1: Meu livro é sobre Jinister. Um garoto determinado e esforçado que está em uma aventura para salvar o mundo. Nesta jornada ele vai enfrentar a dor, a fúria. Enquanto supera todos elas, aos poucos ele vai entendendo mais a si mesmo e encontrando seu lugar no mundo. Seria ele capaz de superar a si mesmo e trazer ao mundo a devida paz?
Escritor 2: uuuh, meu livro é sobre um cara chamado Antônio. Certo dia ele acaba invocando uma succubos. E eles se fodem.
Escritor 1: '-'
Entende o que eu falo? Quão extremo os roteiros são. "ah, mas você está sendo preconceituoso com o gênero hot" não estou só falando do gênero em específico, grande parte da maioria dos roteiros são deveras sem sal. O que torna a leitura tediosa e cansativa. Os personagens não são bem trabalhados, o que faz com que o leitor não se apegue a eles. Entre mil outras coisinhas para citar. Meu ponto aqui é que, provavelmente, nenhum dos ambos escritores vão gostar da obra um do outro. O que vai tornar a leitura (que na maioria dos grupos é obrigatória) uma expereriência nada agradável. "Mas é fácil resolver isso. É só fazer grupos específicos para cada categoria" e sim, a premissa parece boa. Contudo eu entrei em um grupo assim, e também não suportei muito tempo. O principal ponto (que vou abordar mais fortemente em um outro capítulo) é que estamos sendo forçados a ler. Não importa se o reteiro não chame atenção, não importa se você pega no sono a cada parágrafo, você tem que ler porque "você tem uma meta a bater". E esta meta tira totalmente a graça que deveria ser o ato de ler.
Voltando para o roteiro, em geral as pessoas tendem a criar um certo "padrão de livro que gosta". E tudo fora deste padrão acaba tendo um ar mais tedioso. Já estudou alguma matéria de direito? duvido conseguir sem bocejar! Meu ponto é que as pessoas não podem se obrigar a gostar de um livro. Este papel cabe ao próprio. E, para mim, continuar fazendo algo que não gosta, como ler um livro tedioso, é nada mais que tortura.
***
Por hoje é isso. Na verdade não planejava fazer disto um livro :v a ideia original era fazer uma animação. Mas não sei animar. E tou com preguiça de aprender. E certamente se eu aprendesse, eu ficaria com preguiça de desenhar. Mas é isso, segundos meus cálculos, eu sou quase o cúmulo da preguiça. Até mais :p
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