Capítulo 2


- Aceita uma bebida? - ele perguntou, seguindo os protocolos

- Sim, por favor.

- Eu geralmente compro os mantimentos aos sábados, mas acredito que ainda tenha uma caixa de suco de abóbora. - ele explicou sua rotina desnecessariamente, já que Hermione conhecia seus hábitos - Vamos até a cozinha.

Ele deu apenas alguns passos em direção ao cômodo citado, antes que sua perdição o surpreendesse pela segunda vez naquela noite.

- Na verdade, eu estou aceitando uma dose de Firewhisky. - ela disse numa voz baixa e levemente rouca - Se você ainda tiver.

Ele se virou para encará-la, analisando a veracidade de seu pedido. Ele jamais havia visto Hermione Granger consumir sequer uma gota de álcool. Seu pedido apenas instigou ainda mais sua curiosidade sobre o que diabos havia acontecido, e que caralhos ela fazia ali.

- Para a sala de visitas, então. - anunciou despreocupadamente e seguiu pelo corredor, logo virando a esquerda.

O som dos saltos altos batendo contra o piso o acompanhou, quase imediatamente. O som do coração dele, se aumentasse ainda mais suas batidas já aceleradas, logo poderia ecoar tão alto quanto. Black chegou a sala de visitas e seguiu ao aparador elegante que ficava graciosamente próximo a janela. Pegou dois copos, colocou dois cubos de gelo em cada um, retirados de um recipiente magicamente encantado para conservá-los, e em seguida sorveu a bebida âmbar. Medidas iguais, para os dois. Ele não trataria sua bruxa com condescendência, não ela. De repente suas costas enrijeceram ao sentir-se observado. Ficando imediatamente mais consciente do estado semi nu que estava, descalço e sem camisa, vestindo apenas uma calça velha de moletom que usava para malhar. O pênis semi enrijecido, causando um óbvio volume extra. Ela teria notado? Ela se incomodaria? Se ofenderia? Ele deveria subir e se vestir adequadamente. Agora.

Sirius pegou os copos e se virou, num movimento ágil e elegante, flagrando o olhar fixo de Hermione sobre ele. A bruxa deu um pulinho e desviou o olhar, mortalmente envergonhada, as bochechas tingindo-se de rosa. Fodidamente adorável. Ele foi incapaz de segurar o sorriso largo que tomou conta de seus lábios. Silencioso como um predador, ele seguiu até ela, contornando o sofá. Desde que se transformou num animago, uma vida atrás, seus sentidos se desenvolveram parecendo mesclar-se com sua forma canina. Seu olfato era absurdamente apurado, sua audição e visão igualmente mais eficientes que os sentidos humanos normais. Ele notou que Hermione engoliu em seco. Notou também o pequeno passo que ela deu para trás. Ele a alcançou e manteve uma distância considerada segura e respeitosa, e sem dizer palavra lhe estendeu um copo. Ela levantou a mão trêmula e o aceitou.

- Tim Tim. - Sirius brincou, tentando espantar a tensão súbita que pareceu dominar o cômodo.

Ele bateu seu copo contra o dela, o vidro soando alegre demais naquele silêncio ensurdecedor. Black tomou um longo gole e a observou com atenção. Hermione franziu as sobrancelhas, observou a bebida e a levou aos lábios carnudos e convidativos.

- Saúde. - ela anunciou e bebeu.

Seus olhos castanhos, inocentes e brilhantes, se arregalaram ao sentir o sabor. Mas ela não era uma jovem qualquer, aquela bruxa era endurecida por ter enfrentado uma guerra. Ela engoliu a bebida sem engasgar ou sequer tossir, como deveria ser de se esperar.

- Isso é... Simplesmente horrível. - ela reclamou, devolvendo-lhe o copo - Abominável.

Sirius riu com abandono, divertindo-se mais do que deveria. Havia sido ele, dentre todas as pessoas do círculo de convivência dela, que lhe deu sua primeira dose de Firewhisky.

- Não se toma essa bebida pelo sabor, boneca.

- Se toma pelo que, então? - ela cruzou os braços, atraindo a atenção do olhar afiado de Sirius para seu decote.

- Pelo que vem depois. - ele murmurou, notando quão sedosa era sua pele, parecendo ainda mais macia do que a seda vermelha que a cobria.

Ele subiu os olhos, temendo tê-la deixado desconfortável. Realmente não era sua intenção. Ele jamais havia sido tão descuidado em sua presença, tão descarado. Mas aquela noite estranha e inesperada estava confundindo seu raciocínio, minando seu auto controle. Ela precisava dizer logo o que havia acontecido, para que Sirius a ajudasse e a enviasse de volta para sua própria casa.

- Oh, eu... - os olhos dela, um segundo atrás confusos com sua misteriosa resposta, brilharam quando ela finalmente compreendeu o que ele quis dizer - Eu posso sentir, agora. Calor. Muito quente...

Oh, sim, baby. A primeira lição que Sirius lhe deu foi o prazer de um bom whisky. Delicioso e quente. Ele gostaria de ensinar mais algumas coisas a ela. Coisas que uma mulher de idade tão jovem certamente não deveria saber.

- Tenho um vinho branco, se você desejar. Élfico, francês. Excelente safra.

Ele deveria saber que ela recusaria sua oferta. Hermione jamais recuaria diante de um desafio.

- Vou tentar o Firewhisky novamente, se você não se importar. - ela estendeu a mão, solicitando seu copo.

Sirius levantou uma sobrancelha, analisando-a. Ao notar, Hermione Granger apenas o encarou impassível, com o rosto em branco. Conhecendo bem suas fraquezas, pois a maior delas estava bem ali diante dele, o bruxo apenas deu de ombros e lhe devolveu o copo.

- Muito bem. Desembuche. - ele se virou e seguiu para uma poltrona à sua esquerda.

- Hmm, você não... - ela se virou para encará-lo - Você não gostaria de se vestir primeiro?

Sirius era um bastardo, maldito egoísta. Ele sabia que deveria se vestir. Era o mais educado e cortês a se fazer.
Era bastante impróprio um homem solteiro receber em sua casa uma mulher num horário noturno tão tardio. Mas estava sendo instigante notar a atenção daquela bruxa sobre ele, já que Hermione não tinha a sutileza de observá-lo disfarçadamente. E sua inexperiência era tão preciosa, absoluta e deliciosamente desconcertante para ambos, ele poderia dizer, pois ela não era capaz de sequer esconder suas reações.

- Eu estou bem assim. - ele bebeu seu Firewhisky, e ela observou o movimento - Estava malhando, então o que eu realmente preciso é de um banho. Mas se eu estiver te deixando desconfortável, então posso...

- Não. - ela o interrompeu - Está tudo bem. Esta é sua casa, afinal, eu não deveria ter interrompido seus afazeres.

Isso os trouxe de volta ao ponto central da questão. Sirius deixou seu divertimento de lado, apoiou o copo na mesinha próxima a poltrona e apontou o sofá diante dele para que ela se sentasse. Hermione o obedeceu, tomando um pequeno gole de sua bebida após sentar-se, cruzando os tornozelos de lado como uma verdadeira lady. Os instintos dentro dele rosnaram em aprovação.

- O que aconteceu, Hermione? - ele perguntou, cruzando sua perna direita sobre o joelho esquerdo, um cotovelo apoiado no braço da cadeira, dois dedos em sua têmpora.

Hermione hesitou ao notar que tinha totalmente sua atenção. Ela olhou para o copo em suas mãos, analisando atentamente os gelos que tilintaram com o movimento.

- Na verdade, agora que me acalmei percebo que talvez tenha sido tolice da minha parte ter aparecido aqui. - ela lhe enviou um sorriso de desculpas.

- Hermione Granger é muitas coisas, mas tola não se encontra nessa lista. Me diga o que aconteceu.

Ela tomou outro gole, um mais longo dessa vez. Sirius sentiu uma pontada de surpresa ao notar o copo dela já vazio. Um rubor subiu em suas bochechas, seu pescoço, o topo de seus seios... Mas não era constrangimento. Não, ele a conhecia bem o suficiente para saber que era fúria. Após tantos anos a observando e desejando secretamente, Sirius era um especialista no que se tratava de Hermione.

- Rony e eu terminamos.

Que os céus se rompam e derramem sobre ele uma tempestade de raios. Ele precisou conter a alegria exuberante que o invadiu, e esconder o maldito sorriso que ameaçou apareceu em seu rosto. Mas em um segundo o sentimento desapareceu. Aquilo não mudava nada, não para ele. Hermione ainda era jovem demais. Ela tinha apenas dezenove, enquanto Sirius tinha trinta e nove anos. Vinte anos os separavam. Ela não era para ele. Talvez em outra vida.

- Eu sinto muito, Hermione. - ele mentiu para confortá-la.

- Não, não sente. - ela apontou honestamente, um ínfimo sorriso lhe curvando os lábios - Mas obrigada.

- Tem razão, não sinto. - deu de ombros - Aquele Weasley é um idiota. Tem boa vontade, mas não está a sua altura. Você merece mais.

Eu poderia te dar mais.

Sirius franziu a testa com o pensamento, afastando-o. Não era disso que se tratava aquela noite. Aquilo era sobre tirar Hermione da fossa e ajudá-la a superar um pé na bunda.

- Eu não me surpreendi, honestamente. - ela balançou o copo vazio em sua mão, observando os gelos deslizando. O bruxo, por sua vez, observava seu rosto entristecido - Acredito que sempre estivemos fadados ao fracasso. Somos incompatíveis demais, Rony e eu. Lutamos por nosso amor infantil, mas somos adultos agora.

Ele não entendia. Se ela esperava que isso acontecesse, então porque apareceu chorando na porta de sua casa?

- Tem algo mais aí. - apontou corretamente - Conte-me.

- Talvez eu precise de mais uma bebida. - ela estendeu seu copo.

Como se sob Imperius, Sirius se levantou e acatou ao pedido dela. Serviu mais uma dose para ambos e retornou a sua posição anterior na poltrona, o lugar perfeito para observá-la. Hermione bebeu mais um pequeno gole, ganhando tempo para organizar os pensamentos. Por sua vez, Sirius ria de si mesmo internamente. Se antes ele achava que a coisa mais sensual que tinha visto era Hermione dançando em sua cozinha enquanto cozinhava vestindo apenas uma camiseta masculina gasta, era porque ele não havia cogitado um dia estar a sós com ela em sua sala de visitas, enquanto a bruxa usava um lindo vestido vermelho e tomava Firewhisky em sua vompanhia. Era uma cena esplêndida que gostaria de poder emoldurar. Talvez ele jogasse o momento numa penseira para revivê-lo para sempre.

- Sou todo ouvidos. - e tesão, completou mentalmente.

- Bom... Ah, que droga. Como eu posso dizer isso sem soar idiota? Bem... - ela tomou outro gole da bebida e Sirius começou a se preocupar, temendo que ela ficasse bêbada - Não foi o rompimento que me feriu. Foram os motivos que Rony me deu para justificar. Ele me disse... - ela hesitou e seu olhar endureceu - Algumas coisas bem doloridas.

Era isso, ele pensou, terei de voltar a Azkaban por assassinato. Mas pelo menos ele seria culpado dessa vez. Como Ronald Wesley se atreveu a afastar a mulher mais perfeita de sua vida miserável e ainda ser capaz de magoá-la dizendo-lhe coisas feias? Ele o mataria. Com requintes de crueldades.

- Hermione... - ele chamou, atraindo os olhos distantes dela de volta para ele - Ronald é um estúpido. Não dê ouvidos ao que ele fala. Você é inteligente demais para isso.

O rosto ferido dela se transformou numa carranca. Aparentemente ele havia dito a coisa errada.

- Inteligente demais, de fato. - ela depositou o copo com força na mesinha de centro, e o bruxo se surpreendeu por nada ter sido quebrado diante da força que Hermione usou no ato. Ela se levantou, totalmente deslumbrante em sua fúria - Esse é o único adjetivo que me acompanha, não é? Hermione Granger, a bruxa mais inteligente de sua idade. Hermione Granger, o cérebro do Trio de Ouro. É tudo o que as pessoas vêem em mim. Isso mostra o quanto Ronald estava certo, aquele imbecil grosseiro, asqueroso e traidor!

Os olhos dela eram chamas vivas sob o castanho incandescente. Ela começou a caminhar enfurecida pela sala, de um lado para o outro. Sirius era perspicaz e já havia entendido do que tudo aquilo se tratava. Rony Weasley ferrou com a autoestima dela.

- Nunca em todos esses anos alguém se referiu a mim com algum termo que não dissesse respeito ao meu intelecto. Sabe quantas matérias sobre mim a mídia publicou nesse último ano pós guerra? Quarenta e duas. Sim, eu contei. Você imagina em quantas houve pelo menos um elogio relacionado a minha aparência? - ele permaneceu em silêncio, sabendo que se tratava de uma pergunta retórica - Nenhuma! Porra! Eu sou tão simplória assim? Tão desprovida de beleza? Não há um atributo que chame atenção, além de minha inteligência? Eu não sou só um cérebro, inferno maldito! Eu tenho sentimentos! Eu tenho dezenove anos e tenho desejos, e hoje ouvi de meu ex namorado e antigo amigo, que ele não se sente atraído fisicamente por mim. Tive de ouvir que sou gelada, frígida e que devo procurar ajuda médica especializada. Hilário! Isso vindo do cara que nunca foi capaz de me fazer gozar!

Um silêncio retumbante dominou a sala após o último grito dela. Sirius podia jurar que a palavra gozar ecoaria em sua mente por décadas. Aquilo era demais para ele suportar. Havia limites para quanto um homem poderia conter a besta dentro de si. Bem, ele finalmente alcançou a beira do precipício, afinal. A queda era iminente para ele. Ele humildemente aceitou o fato. A questão agora era se Hermione se juntaria a ele quando pulasse.

Ela estava arfando, o peito subindo e descendo em descompasso. Os cabelos cacheados selvagens já se soltando do coque frouxo, totalmente despenteados. Os olhos castanhos não tinham aquela aparência inocente que ele sempre lhe atribuíra. Estavam em chamas. Ansiosos. Sedentos. Antecipando. Sirius entendia agora exatamente porque ela estava ali. Ele havia se enganado sobre ela. Ele leu as entrelinhas de maneira enormemente equivocada. Hermione Granger não era aquela menina doce e inocente que sempre pensou. Pelo menos, não era mais. Em alguns meses ela completaria vinte anos, ela era uma jovem mulher adulta cheia de hormônios borbulhando em seu interior. Uma jovem mulher adulta que nunca recebeu uma atenção decente que lhe levou a um orgasmo verdadeiro. Aparentemente tudo o que ela conhecia como prazer vinha de sua própria auto gratificação. Sirius não podia admitir isso. Não podia admitir que ela duvidasse de sua beleza, de seu corpo, de sua sensualidade nata. Não quando ele lutava contra seu desejo irracional por ela já há quase três longos anos.

- Por que você veio aqui, Hermione? - ele sabia a resposta, mas precisava ouvir dela.

Ela respirou fundo, preparando-se. Ela passou a língua entre os lábios, umedecendo-os, e os olhos atentos de Sirius acompanharam o movimento. Ele queria sair de sua posição, pular sobre ela e devorá-la. Mas ele não o faria. Não... Ele esperou esse momento por muito tempo, sonhou até. Dormindo e desperto. Ele se permitiria o prazer absoluto de fazê-la vir até ele. E se ela fosse uma boa garota ele a recompensaria, com muito prazer. Literalmente.

- Porque quando você me olha eu me sinto linda. - oh, céus... Os olhos dela estavam fixos nos seus, castanhos e acinzentados unidos e entrelaçados - Eu sempre percebi, Sirius. - apontou a própria cabeça, tristemente - Cérebro de ouro, lembra?

Ele permaneceu em silêncio, sabendo que ela precisaria expurgar aquilo totalmente. Hermione gostava muito de falar e de fazer as coisas com todas as cartas na mesa.

- No começo eu fiquei um pouco constrangida. Aquelas primeiras semanas morando juntos foram tensas. Mas você sempre me respeitou, nunca investiu... Eu cheguei a pensar que era coisa da minha cabeça. Foi então que comecei a prestar atenção em você. Consequentemente, eu prestei mais atenção em mim também. Eu percebi que me sinto bem na sua companhia. Confiante. Porque eu sei que onde quer que eu vá, seus olhos se estão em mim. - era preciso muita, muita coragem para o que ela estava fazendo. Mas coragem nunca faltou na pequena grifinória a sua frente - Eu estou errada, Sirius?

Era agora. Ele sentia. Sabia. Ele já estava ridiculamente excitado e pronto, e ainda nem haviam se tocado.

- Não, Hermione. Não está. - ele permaneceu sentado em sua poltrona, fingindo estar confortável e relaxado - Agora, acredito que há apenas mais uma coisa a ser dita. Me diga o que você quer. O que veio buscar comigo?

- Acredito que isso tenha ficado bem claro. - ela se contorceu sob o peso de seu olhar, de sua pergunta.

- Oh, não, boneca... Se vamos jogar esse jogo, eu quero ouvir de você. Quero todas as palavras, altas e claras, saindo dessa sua boquinha linda que eu sempre desejei beijar.

Ele sorriu quando notou a postura dela vacilar, os olhos se arregalarem. Ela umedeceu os lábios novamente, as mãos trêmulas unidas.

- Eu... - ela soltou o cabelo, libertando-o do coque já quase desfeito. Sirius queria gemer em apreciação - Merlim, eu não esperava que você me fizesse dizer com todas as letras. Eu deveria ter previsto isso.

- Você não precisa ser tímida comigo, Hermione. Não haverá espaço para timidez entre nós essa noite. - ela engoliu em seco - Mas não a obrigarei a dizer. Não quero deixá-la desconfortável.

- Obrigada. - ela suspirou agradecidamente - Então...

- Então, se você não quer dizer, vai ter que me mostrar. - ele finalmente mudou de posição, abaixando a perna direita que permanecia apoiada sobre o joelho esquerdo, revelando sua ereção antes oculta. Hermione viu aquilo e arregalou os olhos, mordendo o lábio inferior, visivelmente aproveitando a paisagem do corpo dele - Você pode vir e tomar o que quer, ou é livre para ir embora e fingimos que isso nunca aconteceu. A escolha é sua.

Sirius sentia seus batimentos cardíacos em todos os lugares possíveis. Em sua caixa torácica, na ponta de seus dedos, em seus tímpanos. Mas principalmente em seu pau, que estava dolorido e latejando. Hermione havia notado. Ela o observava fixamente, parecendo em choque. Black olhou para baixo, notando uma manchinha úmida aparecendo na calça dele. Estava tão excitado que o pré sêmen já começava a vazar.

- Como você pode dar ouvidos, acreditar que você não é linda e sensual quando me deixa nesse estado? - ele pegou seu pau entre a mão e o levantou, deu uma bombeada e soltou, pois estava descontrolado demais e temia gozar ali mesmo - Você duvida de seus atrativos físicos agora, Hermione?

- Não. - ela respondeu imediatamente, rouca, lambendo os lábios encarando-o vidrada.

Ele notou que ela se remexeu, unindo as coxas. Buscando alguma fricção. Sua bruxinha estava excitada também.

- Então faça sua escolha, amor. - ele estava impaciente, agonizando. Já havia esperado tempo demais e ela parecia congelada no chão, os olhos arregalados ainda fixos na tenda em sua calça - Venha até aqui ou vá embora de uma vez.

Sirius viu o momento exato em que a decisão foi tomada. Hermione endireitou a postura e limpou seu rosto do choque e ansiedade que sentia. Agora ele só via determinação e um brilho de excitação ao fundo. Ela caminhou lenta e vagarosamente na direção dele, os saltos batendo suavemente sobre o tapete. Ele pensou em colocar uma música, mas desistiu da ideia no mesmo instante. Quando recordasse dessa noite mais tarde, ele queria se lembrar apenas dos gemidos dela e dos sons úmidos de seus corpos unidos. Não queria nenhuma música atrapalhando o som da sinfonia perfeita do sexo deles. Hermione parou entre suas pernas abertas, a barra do vestido roçando nele.

- Diga-me o que fazer. - ela sussurrou o pedido.

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